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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

TV paga: canais internacionais remeteram R$ 1,311 bilhão ao exterior em 2012

Com base no texto de Samuel Possebon, do TelaViva news


Com base nas regras do  Artigo 39 da MP 2.228/01 é possível estimar que a remessa de valores para o exterior pelos canais estrangeiros que são distribuídos pelos serviços de TV Paga totalizou R$ 1,317 bilhão remetido ao exterior em 2012, contra R$ 1,085 bilhão em 2011. Como exigência para poder enviar toda esta fortuna para o exterior, os canais estrangeiros tiveram que recolher em impostos apenas 3%, ou seja No total, o mecanismo recolheu no ano passado R$ 39,5 milhões.
Em 2012, cresceu em 21,4% o recolhimento feito pelas programadoras internacionais de TV paga pelas regras do Artigo 39 da MP 2.228/01, segundo dados da Ancine. No total, o mecanismo recolheu no ano passado R$ 39,5 milhões, contra R$ 32,55 em 2011; R$ 25,7 milhões em 2010 e R$ 22,3 milhões em 2009. Ou seja, desde 2009 o mercado de TV paga propiciou um aumento de 70% no recolhimento previsto no artigo. Este mecanismo do Artigo 39 prevê que, para ficarem isentas do pagamento de 11% de Condecine sobre as remessas feitas ao exterior, as programadoras podem optar por recolher 3% do total remetido em uma conta corrente destinada a coproduções com produtoras independentes. Esse montante deve ser depositado em uma conta monitorada pela Ancine.
O dado que se depreende desses números, contudo, é ainda mais relevante. Aponta o quanto as programadoras internacionais remeteram ao exterior, já que o recolhimento é equivalente a 3% das remessas (admitindo-se que todas optaram pelo recolhimento dos 3% em detrimento do pagamento de 11% em tributos). Foi um total de R$ 1,317 bilhão remetido ao exterior em 2012, contra R$ 1,085 bilhão em 2011 e R$ 857 milhões em 2010. Note-se que isso não representa necessariamente o lucro dos canais, já que muitos dos custos são pagos diretamente no exterior e há recursos que não são remetidos. O valor também não inclui a receita das joint-ventures internacionais que têm sede no Brasil, como Telecine.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Jornais brasileiros planejam cobrar por versão para iPad.

Do blog Jornalismo nas Américas

Os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo começarão a cobrar por seus aplicativos para o iPad, até agora gratuitos, informou o Macworld Brasil. Segundo o site, a cobrança começaria ainda no primeiro semestre de 2011. “Essa nova edição do aplicativo já estava planejada. Não foi feita por causa de nenhuma determinação da Apple. Anteriormente era um período de testes, de amadurecimento do aplicativo”, explicou o diretor de produtos digitais do Grupo Estado, Nicholas Serrano.

Isso porque a Apple enviou uma carta a jornais de pelo menos cinco países europeus proibindo as publicações de oferecer aos assinantes da versão impressa acesso gratuito aos aplicativos para iPad, explicou a Folha de S. Paulo. De acordo com o diário, os veículos temem que esse tenha sido apenas o primeiro movimento rumo a um monopólio da Apple na venda dos aplicativos dos jornais para o tablet. "É o que acontece hoje com a comercialização de aplicativos para os produtos da Apple. Tudo é centralizado no iTunes, que fica com 30% do valor do negócio", acrescentou a Folha. A Associação Europeia de Editoras de Jornais já se pronunciou contra essa possibilidade.

O Globo e o Estadão lançaram suas versões para iPad ainda em abril de 2010, mês em que o tablet foi lançado nos Estados Unidos. A Folha o fez no mês seguinte. As vendas do aparelho da Apple no Brasil só começaram oficialmente em dezembro do ano passado.

Essa polêmica se fortaleceu após o lançamento do Daily, jornal exclusivo para o iPad, nos Estados Unidos.

No Brasil, o primeiro jornal exclusivo para iPads está em fase de testes, segundo o informativo semanal Jornalistas & Cia. A equipe está sendo montada. O nome da publicação, que circulará duas vezes ao dia, é mantido sob sigilo. A previsão é de que seja lançada em março. Segundo a revista Meio e Mensagem, estima-se que haja entre 50 mil e 100 mil usuários de iPad no Brasil.

Este blog é produzido pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, na Universidade do Texas em Austin, e financiado pela John S. and James L. Knight Foundation.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Internet: Le Monde decide cobrar por acesso em linha

Do M&M Online
A versão digital do jornal francês será vendida em pacote que combina acesso a conteudo impresso e móvel A partir do dia 29 de março, os leitores que quiserem ver as notícias e o conteúdo do jornal francês Le Monde na internet terão de pagar por isso. O grupo de mídia entrou no embalo de publicações como Financial Times, The Wall Street Journal e New York Times e adotou um sistema de distribuição de notícias de web mediante cobrança.
Como estratégia, o jornal irá lançar uma assinatura combinada, que congrega o acesso aos conteúdos produzidos em diferentes plataformas, como o impresso, versão online e seus informativos em mídias móveis. Esse pacote custará um total de € 29,90 por mês e, a princípio, será comercializado com um desconto de € 10, para atrair um número maior de assinantes.
Além de criar um novo meio de capitalizar receita diante da crescente queda de faturamento propiciada, em grande parte, pelo declínio da venda dos jornais impressos - algo que vem sendo registrado em todo o planeta - a medida do "Le Monde" também tem o intuito de fortalecer a marca e torná-la mais conhecida globalmente.
Para não dizer que vetou totalmente a informação distribuída de maneira gratuita na web, o grupo anunciou que manterá o portal Le Monde aberto. O conteúdo, porém, será bem diferente daquele oferecido aos assinantes de sua plataforma online. Atualmente, o jornal já vinha oferecendo uma assinatura online (pela mensalidade de € 6) que oferecia acesso a colunas, arquivos e outros materiais especiais. Já a versão digital do Le Monde na internet, que pode ser acessada página a página (assim como no papel) tinha, até então, o custo mensal era de € 15.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Internet: Jornal "The Times" cobrará por acesso online

Do M&M Online

Publicação inglesa anuncia a adoção do modelo de assinaturas e de cobrança diária a partir de 2010
A partir do início de 2010, os internautas que quiserem ler e acessar o conteúdo online do jornal britânico The Times terão de pagar por isso. Em conferência da Society of Editors realizada nessa última terça-feira, 17, em Londres, o editor da publicação, James Harding, afirmou que essa é única solução encontrada pelo título para conservar s sua existência de maneira sustentável.
De acordo com Harding, o The Times deverá adotar um modelo de assinaturas online direcionado tanto para os leitores assíduos quanto para os esporádicos. A ideia é fazer com que, por exemplo, aquele internauta que acessa o conteúdo do jornal britânico de vez em quando, possa pagar uma pequena quantia que lhe dê o direito de navegar por toda a publicação digital por um período de 24 horas.
A decisão do editor do "The Times" dá o pontapé inicial para a reformulação na dostribuição de conteúdo jornalístico que vem sendo defendida por Rupert Murdoch, proprietário do News Corp. há meses. Além do "The Times", o "The Sunday Times" - ambos pertencentes a news International - também cobrará pelo seu conteúdo online.De acordo com o dirigente do títulos, os detalhes da mecânica de cobrança ainda estão sendo definidos, mas estima-se que o preço pelo acesso ao conteúdo online do The Times durante um dia fique em US$ 1,50, o equivalente ao valor da edição impressa.
De acordo com o editor chefe do jornal, a tentativa de resgatar as receitas e implementar um modo operacional viável tem o objetivo de tentar "salvar" a mídia impressa e impedir que ela trilhe o mesmo caminho da indústria musical que, segundo ele, foi aniquilada pela "cultura do gratuito".

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Maior editora de revistas do mundo diz que não cobrará por conteúdo online

Do Portal Imprensa

A maior editora mundial de revistas, o grupo Lagardère, declarou não ter planos de começar a cobrar pelo acesso ao conteúdo veiculado em seus sites. A alternativa teria sido cogitada como meio de compensar a queda nas receitas publicitárias do conglomerado.
"Por enquanto, do ponto de vista do consumidor, fazer com que as pessoas paguem pelo conteúdo não é um modelo de negócios viável", disse o vice-presidente de finanças do grupo, Dominique d'Hinnin. "No longo prazo, quem sabe? A internet é uma mídia muito nova", observou.
Em atitude inversa, o magnata das comunicações Rupert Murdoch, presidente do conselho do conglomerado News Corp., anunciou no mês passado que alguns jornais de sua companhia irão cobrar pelo acesso ao conteúdo online, a exemplo do Wall Street Journal, único jornal da empresa que já cobrava pelo acesso online.
No Reino Unido, o Guardian Media Group, informou que considera a possibilidade de começar a cobrar por alguns de seus sites, mas isso se dará à medida que os grupos noticiosos começarem a tentar reverter a prerrogativa que o conteúdo na Internet deve ser veiculado gratuitamente.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Internet: The Economist cobrará por conteúdo online

Do M&M Online

No embalo da News Corporation, tradicional publicação de negócios anuncia que cobrará pelo acesso de suas matérias na internet dentro de seis meses
10/09/2009 - 10:16
Espelhando-se no recente movimento iniciado pelo proprietário do conglomerado de mídia News Corporation, Rupert Murdoch, a revista britânica The Economist anunciou a pretensão de cobrar dos internautas pelo acesso ao seu conteúdo online.
O site Economist.com oferece suas reportagens e suas notícias online de forma livre. Além disso, o website também oferece, de forma gratuita, a leitura da matéria de capa de sua publicação semanal, cujo preço de venda na Europa é de 4 libras.
A idéia de alterar a mecânica de distribuição de conteúdo partiu do publisher da revista, Bem Edwards. Segundo ele, a marca "The Economist" estudará um meio de cobrar pelo conteúdo online que poderá ser feito por meio de micropagamentos eletrônicos. O executivo também comenta que a ideia de cobrar pelo conteúdo online, plantada por Murdoch, representa uma boa iniciativa, embora duvide que muitas outras publicações estejam aptas a seguir esse modelo.
O novo modelo da "The Economist" deverá ser introduzido dentro dos próximos seis meses e marcará um retorno ao antigo modelo adotado pela revista até o ano de 2007, quando decidiu liberar todo o seu conteúdo na internet e deixar de cobrar pelas assinaturas online. Antes disso, a companhia havia adotado um sistema misto de cobrança e de liberação de conteúdo gratuito na web.