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terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Classificados do Facebook vira banquete para golpistas

Diversas são as formas dos espertalhões tentar levar o seu dinheiro de forma fácil. Veja, a seguir, como identificar e como evitar esses golpes. 

Por Caroline de Oliveira/Atitude News

É perceptível o movimento de migração de pessoas mais jovens do Facebook para outras redes sociais, é nítido também que o Facebook tenha atraído e mantido um público de pessoas adultas com mais de 50 anos.

A rede social criada por Mark Zuckerberg há 19 anos, passou por diversas mudanças desde sua criação e tem investido bastante nos recursos de comunidades e marketplace. Recursos que são muito utilizados para concentrar pessoas de determinadas regiões para compra e venda de produtos novos e usados em diversas categorias.

De modo geral, pessoas honestas anunciam produtos verdadeiros, negociam e cumprem os acordos de negociação, porém, há uma grande quantidade de golpes sendo aplicados nesses classificados ou comunidades. O número de vítimas nessas fraudes pode ser justificado pelo perfil atual de usuários da plataforma, que em grande parte, podem não ter tanta intimidade com tecnologias e também uma certa ingenuidade.

Muitos desses golpes usam a engenharia social para fazer do possível interessado uma vítima, e diferentemente de sites ou lojas onde o usuário pode consultar a reputação, nesses casos, os criminosos aplicam as fraudes por WhatsApp, telefone ou através de chat do próprio Facebook, dificultando  a identificação do golpe através de buscas, pois não há um padrão e pode ser  apresentado de forma diferente.

Falamos com Alessandro Fontes, especialista de segurança digital e co-fundador do Site Confiável que listou os principais golpes de classificados do Facebook e também deu dicas para evitar essas fraudes:

Vagas de emprego

Como funciona?

O texto e as propostas sempre podem mudar, mas de modo geral, muitas dessas vagas oferecem ganhos extras para trabalhar de casa ou vagas com alto salários, inclusive até usam o nome de grandes empresas.

Como evitar?

Evite confiar em vagas de emprego anunciadas em classificados, mas se mesmo assim você desejar saber mais detalhes sobre a oportunidade , vá até a empresa verdadeira e pergunte sobre as vagas anunciadas. E lembre-se que não faz sentido algum você pagar por taxa de curso, exame ou qualquer outro valor que seja solicitado.

Dinheiro a receber

Como funciona?

FGTS, auxílio emergencial, resgates, Bolsa Família, heranças, saldos em conta, direitos adquiridos, são várias as formas de atrair vítimas para esse tipo de golpe, afinal quem não quer receber um dinheiro esquecido por aí, não é mesmo? O golpe, que já é popular em correntes de WhatsApp, circula também por classificados do Facebook para atrair vítimas. Além do risco de prejuízo financeiro, há também a possibilidade de captura de dados através de links ou até mesmo solicitação desses dados via texto pelos criminosos. Essas informações pessoais, que supostamente seriam necessárias para a consulta ao benefício, podem ser utilizadas para criar contas em bancos digitais e até mesmo para hackear suas redes sociais.

Como evitar?

Viu uma oferta como essa? Não interaja. Se mesmo assim você ficar curioso para saber se tem algum tipo de benefício para receber, vá até o órgão oficial que estaria ligado a esse benefício. Se a proposta for através de link, você pode consultar o link no www.siteconfiavel.com.br para saber o tempo de vida do site, reputação e possíveis vulnerabilidades de segurança.

Propostas para remoção do nome dos órgãos de proteção ao crédito

Como funciona?

Com textos que procuram por pessoas negativadas, com score baixo ou nome no serasa, as propostas sugerem que você deixe seu número ou entre em contato com um especialista que irá te ajudar a limpar seu nome ou melhorar sua pontuação de crédito. Uma das formas de gerar o prejuízo é criar uma proposta de negociação de dívida ou pedir um valor para esse serviço.

Como evitar?

Normalmente não é assim que as empresas fazem negociações de dívidas, mas se mesmo assim você ficar em dúvida, você pode ligar diretamente ao Serasa ou ao banco com o qual você tem a dívida e perguntar sobre a possível negociação. Jamais envie dinheiro a terceiros ou empresas desconhecidas.

Pedidos de ajuda

Como funciona?

O brasileiro é sempre muito solidário, mas infelizmente, sabendo disso, alguns criminosos criam situações bem tristes para pedir dinheiro via pix. Existem, claro, pessoas que realmente precisam de ajuda e que usam essas plataformas para pedir um auxílio, mas você precisa ficar atento.

Como evitar?

Evite fazer esse tipo de doação, há muitos relatos de golpes. Se você ficou comovido(a) com a história, oriente a pessoa a procurar a assistência social da sua cidade e se quiser fazer uma doação procure uma família que realmente precise, fale com alguma ONG que possa te orientar ou use o site www.praquemdoar.com.br, que é uma ferramenta que mapeia iniciativas de impacto social sérias por todo país.

Venda de iPhone barato

Como funciona?

Por ser um item popular e desejado, criminosos postam para venda smartphones da Apple, descrevendo os produtos como novos, de vitrine e até usados por preços muito abaixo do praticado, junto a isso algumas informações como: baixa disponibilidade ou tempo limitado para comprar, que são gatilhos mentais para convencer a vítima a enviar um sinal financeiro, para que supostamente eles "reservem" o produto para o comprador.

Como evitar?

Considere sempre a possibilidade de que o golpista possa utilizar dados de uma loja ou pessoa que realmente exista para criar uma prova social. Ou seja, jamais envie dinheiro antecipado ou parte do valor sem antes receber e conferir a mercadoria em mãos e isso vale para outros itens também, o iPhone é um dos exemplos.

Venda de carro

Como funciona?

Um dos golpes mais populares no processo de compra e venda de carros e que também pode ser aplicado em imóveis, é o chamado "golpe do intermediário", que é bem complexo e que faz muitas vítimas. O criminoso conecta um vendedor real com um comprador de verdade para aplicar o golpe. Ou seja, é muito difícil perceber, e qualquer um pode ser vítima se não ficar atento aos mínimos detalhes.

Na prática o fraudador busca por anúncios no próprio marketplace ou sites de vendas de carros, clona o anúncio e divulga o mesmo carro com preço abaixo do valor de mercado. A vítima, atraída pelo preço, inicia a conversa com o "intermediário" que se passa pelo vendedor, envia detalhes sobre o carro, vídeos, documentos e faz o cliente acreditar que está em uma negociação verdadeira para pedir algum tipo de adiantamento para "segurar" a venda para ele. Há relatos, inclusive, de encontros entre comprador e vendedor sem que eles percebam que estavam falando com intermediário. Nesses casos, o criminoso orienta ambos a não tratarem de valores na negociação e após o encontro e análise do veículo, o golpista segue solicitando dinheiro durante o acordo online.

Como evitar?

Desconfie de preços muito abaixo do praticado pelo mercado, se tiver um encontro com vendedor, verifique os documentos, peça o número de celular do vendedor para confirmar se é com ele mesmo que você está conversando e pergunte o valor do veículo para saber se bate o valor que você tinha visto no anúncio, e por fim, pague apenas na condição de ter o veículo transferido para seu nome. Se estiver vendendo, fique atento a falsos comprovantes de transferência via pix ou DOC/TED.

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Pesquisa aponta indução dos algoritmo do Instagram a transtornos alimentares em mulheres

Decréscimo da autoestima e insatisfação corporal surgem da pressão por padrões de beleza. Quanto maior o engajamento na rede social também maior é a influência negativa

Da Ascom do Uniceub

O Instagram é uma rede social que vai além da informação dinâmica. A vitrine social mostra pessoas, lugares e situações como sinônimo de pertencimento social, sucesso e felicidade plena. Por vezes, distorce a imagem da realidade e acaba frustrando homens e mulheres, sobretudo o público feminino. Com base nos efeitos psicológicos causados pela rede, a estudante de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Stephanie Popoff, realizou uma pesquisa com 118 mulheres de 18 a 54 anos e usuárias assíduas do Instagram, para identificar a relação entre o uso da rede como comportamento de risco associado aos transtornos psicológicos e alimentares em jovens adultas.

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Os resultados são impactantes: das 118 mulheres entrevistadas, 83,9% relataram ter tido diagnóstico de transtornos psiquiátricos, sendo os transtornos de ansiedade os mais prevalentes na amostra 51,5%, seguidos por transtornos de humor 24,2%. Outras 14,1% participantes afirmaram ter diagnóstico de transtornos alimentares. “A utilização excessiva de alguns conteúdos recomendados pelo algoritmo do Instagram pode influenciar para o surgimento de transtornos alimentares, considerando que a insatisfação corporal é um fator de risco para a manifestação de transtornos alimentares”, explica Stephanie.

Orientador do projeto e professor de Psicologia do CEUB, Daniel Barbieri destaca que pelo fato da rede social estar integrada à vida das pessoas, provoca diferentes graus de engajamento, de modo que as pessoas consideram uma parte significativa da vida e se importam com as reações. “As pessoas que postam muitas informações são diretamente afetadas pelas reações estabelecidas – o que se relaciona à autoestima das mulheres com maior engajamento nas redes sociais”, considera. “Mulheres que são mais engajadas no Instagram podem passar o dia inteiro sofrendo publicações de outros engajamentos”, alerta Daniel.

A partir da interpretação dos dados, as informações pessoais - fotos, momentos históricos – são aquelas mais sujeitas a gerar os julgamentos estéticos e alimentares. “De fato, as redes sociais são interessantes em vários contextos, por possibilitar a comunicação entre as pessoas, mas tem uma faceta perigosa, que é potencialmente danosa à saúde mental”, considera Daniel. De forma complementar, a estudante de Psicologia do CEUB arremata: “O mais crítico é porque a rede opera como propagadora de determinados ideais de beleza que, muitas vezes, são insustentáveis ou até mesmo inexistentes”.

Maior engajamento e menor autoestima

A pesquisa da aluna do CEUB se propôs a investigar de que maneira o uso do Instagram está relacionado à autoestima e a satisfação corporal de mulheres adultas, tendo em vista que a plataforma utiliza estritamente a imagem corporal como ferramenta de interação entre os usuários. Também buscou correlacionar o uso exacerbado do Instagram como comportamento de risco associado aos transtornos alimentares em jovens adulta.

Para essa apuração, a pesquisadora entrevistou 118 mulheres adultas, de 18 a 54 anos e usuárias assíduas do Instagram por meio de três questionários distintos. Entre pontuações que significam “discordo totalmente e concordo totalmente” as mulheres responderam sobre os conteúdos preferidos e se sentem pressionadas por determinados tipos de padrão.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Fenajufe seleciona Jornalista

Por Chico Sant’Anna 


A Fenajufe - Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Pùblico da União seleciona um jornalista para trabalhar para a assessoria de imprensa da entidade sindical, em Brasília. 

A entidade tem caráter progressista. O regime de contrato é o da CLT e o salário ofertado é de R$ 4.700,00, acrescidos de R$ 910,00, a título de auxílio alimentação, 50% da passagem e plano de saúde. 

A carga horária é de sete horas diárias, a serem cumpridas presencialmente no período da tarde até o início danoite. , presencial

Interessados devem enviar  currículo para o endereço eletrônico raphael@fenajufe.org.br.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Que jornalismo é esse?

Os canais all news, como a Globo News, BandNews e CNN Brasil, suspenderam suas programações rotineiras de domingo e passaram a transmitir em tempo real, com reportagens e análises, o que ocorria na Capital Federal. Este não foi, contudo, o comportamento dos canais abertos, que por serem gratuitos, possuem uma audiência muito maior. 


Por Chico Sant’Anna*

Nos ensinam os bons manuais de Jornalismo, que notícia boa é aquela que traz um fato inusitado, de grande interesse na sociedade e que chega rápido aos cidadãos consumidores de informação – preferencialmente em tempo real. Também é sabido que o que potencializa os meios de comunicação é a amplitude da audiência. Quanto maior, melhor, pois isso gera prestigio e retorno publicitário. Entretanto, a maioria dos canais de televisão aberta do país ignorou o que acontecia na tarde de 8 de janeiro de 2023, quando uma turba de terrorista decidiu ocupar e depredar as sedes dos Três Poderes na Capital da República.

Jornais, revistas, agências de notícias nacionais e estrangeiras, portais informativos, prontamente enviaram seus profissionais para o front da notícia. Vários deles, em especial foto e cine jornalistas, foram alvo de agressões físicas perpetradas pelos terroristas. Os canais all news, como a Globo News, BandNews e CNN Brasil, suspenderam suas programações rotineiras de domingo e passaram a transmitir em tempo real, com reportagens e análises, o que ocorria na Capital Federal. 

Este não foi, contudo, o comportamento dos canais abertos, que por serem gratuitos, possuem uma audiência muito maior. Deixar de noticiar em tempo real sobre esse delicado tema é uma ação de desinformação. Milhões de brasileiros que não possuiam tv paga ficaram sem saber o que se passava em Brasília.

Portanto, levar a informação sobre aquele fato inusitado, de interesse de todos os cidadãos brasileiros, mais do que cumprir com a missão social do Jornalismo, era fazer jus às concessões que tais grupos econômicos receberam da sociedade.

Importantes emissoras privadas de canal aberto ignoraram em suas programações o ato terrorista que se desenrolava na Praça dos 3 Poderes. 

Canais abertos

Às 17 horas, quando o quebra-quebra terrorista já se desenrolava há pelo menos umas duas horas. As redes sociais estavam plenas de vídeos de autoria dos próprios terroristas e também das forças de segurança. Esse material foi usado por alguns meios de comunicação como forma de superar a impossibilidade de ter equipes no palco dos acontecimentos. Na telinha, a TV Bandeirantes exibia Mastechef, no SBT, o programa no ar era o da Eliana; e a Record difundia Hora do Faro. Mesmo a TV Globo, em seu canal aberto, demorou a priorizar esse conteúdo. Somente às 17h19 a emissora deixou de veicular o Domingão do Luciano Huck e decidiu transmitir simultaneamente o conteúdo de sua coirmã Globo News. Buscamos saber os motivos de tal comportamento editorial com os responsáveis sobre o comando dos departamentos de Jornalismo de cada uma dessas emissoras. Indagamos se foi uma opção editorial, compromissos publicitários ou dificuldades técnico-operacionais, mas reinou o silêncio como resposta.

Emissoras do Senado e da Justiça não alteraram suas programações de fim de semana. TV Brasil manteve a programação, mas inseriu boletins informativos.

Canais públicos

As três casas de Poder invadida por terroristas são detentoras de canais próprios de rádio e TV: TV Brasil, TVs Senado e Câmara, TV Justiça. Não tivemos a oportunidade de avaliar a programação da TV Câmara, mas no Senado e na Justiça é como se nada estivesse acontecendo lá fora. Numa Irônica coincidência, a TV Senado exibia o programa Que Brasil é esse? Na tela, não era nenhuma reportagem ou análise dos fatos que se desenrolavam. No lugar de comentários dos parlamentares, ação que poderia ser enviada por celulares, era exibida uma entrevista com Fafá de Belém. A ironia involuntária também se fez presente na programação da TV Justiça: estava no ar uma entrevista com o Procurador Geral da República, Augusto Aras, no programa "Interesse Público".

Apenas a TV Brasil, canal público da Empresa Brasileira de Comunicação – EBC, alterou o conteúdo pré-programado para o fim de semana. As alterações se deram por meio da inserção de flashes (boletins informativos). Não houve uma interrupção total, como o ocorrido na TV Globo. Entre 16 e 18 horas, a TV Brasil veiculava o filme Insônia. Mais uma ironia do destino.

Os canais públicos foram igualmente procurados. O departamento de Jornalismo da TV Brasil informou que está elaborando um relatório completo sobre a programação veiculada. Não explicou ainda a opção editorial adotada. A secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal não retornou nossos questionamentos sobre o comportamento editorial da TV Justiça. Já a diretora da secretaria de Comunicação do Senado, Érica Ceolin, informou que chegou a mobilizar equipes de jornalistas para cobrirem em tempo real o que ocorria no Senado Federal, mas que ao chegarem na sede do Senado, a polícia legislativa da Casa, por questões de segurança, não autorizou que os profissionais entrassem para pegar os equipamentos. Até mesmo o supervisor técnico de plantão teve que se retirar. O Senado possui um amplo sistema de câmeras, algumas robôs, instaladas nas salas de Comissões, e outras de segurança, internas e externas – inclusive uma no topo do Anexo 1 – que poderiam ser operadas à distância e ter suas imagens transmitidas. Entretanto, segundo Erica Ceolin, não foi possível, sequer adentrar as instalações da emissora que fica no subsolo do Anexo 2 e a opção foi informar a sociedade pelo site da Agência Senado de Notícias.

Questionamentos

Os canais de televisão são concessões públicas. O concessionário privado tem a obrigação de bem informar a sociedade. A não transmissão em tempo real dos acontecimentos terroristas na Esplanada dos Ministérios, obriga-nos ao questionamento semelhante ao que é feito sobre a ação das forças de segurança do governo do Distrito Federal. Houve incompetência ou foi conivência? Por que as emissoras detentoras de tecnologia de ponta, helicópteros, drones, antenas de micro-ondas, câmeras instaladas em motos, ignoraram o ocorrido, talvez o fato mais importante do país desde a redemocratização? A pandemia da Covid mostrou que até mesmo com celulares é possível prover uma cobertura dos fatos.

Para a coordenadora do sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, Juliana Nunes, os episódios desse domingo evidenciaram a importância de se fortalecer a comunicação pública e governamental, bem como legislativa e judiciária. “Tudo para que a população seja devidamente informada e o patrimônio público, protegido. A sociedade brasileira precisa ter a correta dimensão dos crimes cometidos neste domingo” – complementa.

A história nos mostra que em vários momentos politicamente importantes do Brasil, as emissoras de televisão em transmissão aberta pecaram. Maior exemplo foi a campanha das Diretas Já e a reedição dos debates presidenciais entre Collor de Melo e Luís Inácio Lula da Silva. Algumas emissoras fizeram o mea culpa. Esperamos que o comportamento editorial adotado por diversos canais no fim de semana de 8 de janeiro não seja uma retomada do mau jornalismo. 

*Jornalista, documentarista, Doutor em Ciências da Informação e Comunicação, pela Universidade de Rennes 1, na França. Pesquisador associado ao Núcleo de Mídia e Política – Nemp, da Universidade de Brasília.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Fotografia: Duas exposições movimentam o fim de ano em Brasília

O social e o monumental de Brasília destacam-se em duas exposições fotográficas que animam o o fim de ano na Capital Federal.


Por Chico Sant'Anna

Duas exposição fotográficas, Além das Convicções e Novo Olhar sobre Brasília, revisitam nesse mês de dezembro os trabalhos dos expoentes do fotojornalismo de duas gerações de fotojornalistas da Capital Federal: Ivaldo Cavalcante e Ana Volpe. Os dois eventos tem entrada gratuita.

Além das Convicções propõe ser uma antevisão do futuro por meio das imagens do presente e do passado, exigindo um olhar despido de conceitos, rótulos e credo. Indo além das convicções, do que você tem “certeza”, Ivaldo Cavalcante explora uma realidade atemporal” – explica o curador Rafael Rodrigues.

Ela pode ser visitada, até o dia 22 de dezembro, na galeria Olho de Águia, em Taguatinga Norte, CNF 1, edifício Praiamar. 

O fotógrafo

O cearense de Crateús, Ivaldo Cavalcante, tem como marca registrada de seu trabalho, ao longo dos últimos 40 anos, o foco sobre o aspecto social, o underground de Brasília. 

Ivaldo gosta de registrar que à pouca distância dos palácios do poder, a injustiça social campea. Crianças, mulheres, trabalhadoras do sexo, o submundo das drogas... todos esses temas não escapam do enquadramento de Ivaldo Cavalcante que foi um dos primeiros fotógrafos brasileiros a conquistar o Prêmio Internacional Rei da Espanha de fotografia, em 1994. 

Novo Olhar sobre Brasília

Novo Olhar sobre Brasília está montada na galeria de arte do Quanto Café e traz os experimentos fotográficos de Ana Volpe. Abusando das lentes grandes angulares, das visões aéreas, Ana Volpe pretende revisitar os principais monumentos, construções e cenários da capital. Entre os locais retratados na mostra estão o Congresso Nacional, a Catedral Metropolitana, a Praça dos Três Poderes, os ipês da capital e até o famoso céu de Brasília.

Os registros foram feitos com o uso de tripé, câmera e nodal, que possibilitam sete cliques da área capturada. As fotos na exposição são o resultado da junção dessas imagens. Assim, é possível se obter paisagens em fotos em 360 graus, transformadas em figuras circulares As fotos estão impressas em "fine art", nas técnicas minimundi (com) ou equirretangular (também com fotos panorâmicas). Todas as imagens estarão à venda.

A fotógrafa

Ana Volpe é repórter-fotográfica e jornalista, com curso de curadoria de arte e curta-metragem em Barcelona, na Espanha. Ela também é graduada e pós-graduada em Artes visuais e trabalha na Agência Senado.

Todo esse trabalho pode ser apreciado até 15 de dezembro na galeria de arte do Quanto Café (CLN 103 Bl. A Lj.52), todos os dias da semana, das 8h até 21h.

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

UDF realiza oficina fotográfica

Foto-Grafia: Percepção, Diálogos e Sentidos: esse o nome da oficina que a UDF realiza em Brasília, sob a coordenação do professor da instituição, o fotógrafo Ângelo Dimitre Gomes Guedes, doutor em  Educação, Arte e História da Cultura. A programação acontece presencialmente, nos dias 23 e 26 de novembro e em 07 de dezembro. A ativididade é voltada para estudantes e profissionais de Comunicação, Publicidade, Jornalismo, Artes visuais, Fotografia, Cinema, bem como os aficionados pela imagem.   

A oficina tem como principal objetivo explorar a fotografia como uma forma de perceber, se expressar, compartilhar e transformar pontos de vista. No primeiro encontro, será feita uma introdução e uma contextualização ao tema, explorando, de forma interdisciplinar, referências artísticas relacionadas à fotografia, à percepção, ao imaginário e às narrativas visuais. O segundo encontro será uma saída fotográfica em que os participantes irão fotografar com os seus próprios equipamentos um local que ainda será definido, dentro da cidade de Brasília. O último encontro será a conclusão do processo, com leitura das imagens produzidas durante a saída fotográfica, diálogos sobre o tema e esclarecimento de dúvidas.  

Inscrições:  

As inscrições já foram abertas tanto para a comunidade interna quanto a externa a UDF. As vagas são limitadas. Formulário para inscrição disponível aqui, no site do projeto .  Serão disponibilizadas trinta vagas e o curso terá um total de seis horas com direito a certificado.

Serviço:  

Oficina Foto-Grafia: Percepção, Diálogos e Sentidos 

Data: 23 e 26 de novembro e 07 de dezembro  

Quem pode se interessar: Entusiastas por comunicação visual e arte de modo geral. Estudantes e profissionais de Comunicação, Publicidade, Jornalismo, Artes visuais, Fotografia, Cinema, Design e áreas afins talvez se interessem de maneira especial. Deste modo, a oficina pode se estabelecer como introdução, revisão ou complemento, dependendo do perfil do participante e do diálogo que se construirá no decorrer da oficina.  

Onde: Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) - Sgas 903 - s/n LT52 Edhob, Brasília - DF, 70390-045

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Livro: A política contada e cantada no cordel versus a grande mídia

Por Chico Sant'Anna


O momento não podia ser melhor. Período eleitoral, discussão sobre o voto dos nordestinos, um cenário perfeito para se lançar o livro Política e Literatura de Cordel - o folheto de política como mídia informativa alternativa, popular e contra-hegemônica. Em tempos de redes sociais, zap zap, o pesquisador e jornalista cearense, Alberto Perdigão, mergulhou nos folhetins da literatura de cordel que tratam de política. A obra discute a poesia-reportagem como alternativa à notícia do jornal e analisa as narrativas do cordel sobre o golpe que destituiu a presidente Dilma Rousseff

Política e Literatura de Cordel - o folheto de política como mídia informativa alternativa, popular e contra-hegemônica (RDS, 2022, 352 p.) será lançado, com a presença do autor, em Brasília, nesta sexta-feira (21), às 17 horas, na livraria Sebinho (Comércio Local Norte 406, bloco. C, loja 44). A obra reúne uma coletânea de 12 artigos resultantes de uma pesquisa inédita, realizada por Perdigão, durante os anos de 2016 e 2021.

Dois dos capítulos analisam a narrativa de oito folhetos de cordel de autores nordestinos, publicados durante o processo de destituição da presidente Dilma Rousseff. Nas poesias-reportagens da amostra, os poetas-repórteres optam pela versão de golpe, diferentemente da perspectiva de impeachment apresentada pela mídia convencional. A amostra está reproduzida na íntegra em um dos anexos do livro.

“São mistos de notícia e de editorial perfeitos na rima e na métrica, e impecáveisl do ponto de vista da narrativa jornalísitica”, afirma Perdigão. Os artigos foram publicados em anais de congressos e em revistas científicas. A obra homenageia três pesquisadores da literatura de cordel já falecidos, que contribuíram com a pesquisa do autor: Joseph Luyten, que morreu em 2016, Gilmar de Carvalho (2021) e Arievaldo Viana (2021).

O autor

Alberto Perdigão (Fortaleza, 1963) - jornalista, mestre em políticas públicas e sociedade, pesquisa o folheto informativo da literatura de cordel, com ênfase no folheto de política. Atua como editor, apresentador em programas de jornalismo popular, e como professor de comunicação comunitária e alternativa. É autor dos livros Comunicação Pública e TV Digital (EdUece, 2010 - dissertação de mestrado), Comunicação Pública e Inclusão Política (RDS, 2014 - artigos jornalísticos) e Únicos (Editora Radiadora, 2021 - poesias). 


Serviço:
Livro
- Política e Literatura de Cordel - o folheto de política como mídia informativa alternativa, popular e contra-hegemônica
Autor -  Alberto Perdigão - 
Contato WhatsApp - (85) 99988.8638.
Capa: Rafael Limaverde.
Ilustração da capa: Hamurábi Batista
Lançamento no DF - Livraria Sebinho (Comércio Local Norte 406, bloco. C, loja 44) sexta-feira (21), às 17h
ISBN: 978-65-88668-36-8