Um espaço para os campos da Informação e da Comunicação e sobre eles abrir um debate com os leitores. Análises, artigos, avisos, concursos, publicações... Aqui você encontrará de tudo um pouco. Os textos poderão ser em português, espanhol, inglês ou francês.
segunda-feira, 7 de março de 2016
Lusofonia: Aqui e Acolá junta Brasil e Portugal... em quadrinhos
Unindo talentos do Brasil e de Portugal a Jupati Books, selo da brasileira Marsupial Editora, acaba de lançar a obra em quadrinhos "Aqui e Acolá: histórias dos dois lados do Atlântico". A obra é o primeiro passo na intenção de contribuir com a ampliação da presença da banda desenhada portuguesa no Brasil.
O livro, com 96 páginas em preto e branco, traz quatro bandas desenhadas (BD – Banda Desenhada, nome dado às "histórias em quadrinhos") em terras lusitanas. São histórias inéditas criadas por oito autores (quatro de cada país) consagrados em seus países de origem, que se uniram em duplas para desenvolver roteiro e arte, num grande intercâmbio cultural e artístico.
"Além do Arco-Íris" traz roteiro do português João Mascarenhas e arte do brasileiro Brão Barbosa, "O que teria acontecido na caverna do fim da Terra?" roteiro de Laudo Ferreira (brasileiro) e arte de Carla Rodrigues (portuguesa), "Transitários" roteiro de Osvaldo Medina (português) e arte de Laudo Ferreira (brasileiro).
O livro apresenta ainda "O gato", com roteiro de Samanta Flôor (brasileira) e arte de João Mascarenhas (português), "Correr o fado", com roteiro de Carla Rodrigues (portuguesa) e arte de Mario Cau (brasileiro), "Lisdu", que tem roteiro de Brão Barbosa (brasileiro) e arte de Osvaldo Medina (português), "Herança Maldita", com roteiro de Pedro Serpa (português) e arte de Samanta Flôor (brasileira) e "Oceano entre nós", que tem roteiro de Mario Cau (brasileiro) e arte de Pedro Serpa (português).
"Enquanto a presença de autores brasileiros está crescendo nas livrarias portuguesas, ainda há pouco material de nossos patrícios em terras tupiniquins. Decidimos apostar em projetos diferenciados. Já estamos programando o lançamento de vários títulos de autores lusitanos - todos inéditos no Brasil, através de uma parceria com as editoras portuguesas "Polvo" e "Kingpin", incluindo obras de artistas que participaram deste lançamento", comenta o editor Lúcio Luís.
A obra está à venda em livrarias especializadas e também pela loja virtual http://www.lojamarsupial.com.br/
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Portugal: Rádio lança plataforma online que permite viajar no tempo
- Audiência em Antena: Mais de 1 milhão de ouvintes (15,1%) – fev 2014
- Facebook. 1,13 milhões de fãs.
- YouTube desde dezembro de 2007: 27.644.871 visualizações de vídeos, 923 vídeos, 180.913 utilizadores – mar 2014
- Internet: 1,4 milhões de visitantes mensais e 29,8 milhões de pageviews por mês – fev 2014
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Brasil e Portugal poderão produzir filme sobre Dom João VI
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Crise: Portugal reduz verba da agência de notícias Lusa
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Bolsas de estudo para doutorado em Comunicação em Portugal
quinta-feira, 26 de abril de 2012
TV Digital: Portugal conclui processo de extinção da televisão analógica
O processo de substituição do sinal analógico pela TDT - Televisão Digital Terrestre começou já no ano passado. Mas nas várias fases de encerramento dos antigos emissores e retransmissores houve problemas, com algumas regiões do país a ficarem sem qualquer sinal televisivo, nem analógico nem digital, deixando algumas populações do interior de Portugal sem a possibilidade de ver os quatro canais que há anos são exibidos em sinal aberto (RTP1, RTP2, SIC e TVI).
Para compensar a população, a Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) decidiu criar um subsídio destinado à adaptação da instalação para a recepção do sinal digital via terreste (TDT) ou via satélite (DTH), a atribuir pela PT Comunicações. O pedido para a respectiva atribuição ainda pode ser apresentado até 31 de agosto de 2012 e é acumulável com o subsídio à aquisição de equipamentos de recepção da TDT.
Esse subsídio paga 50% do custo suportado pelo consumidor com o descodificador, até um limite de 22 euros. Há ainda um apoio de 61 euros para a adaptação da instalação, do qual poderão beneficiar os titulares de baixos rendimentos (rendimento social de inserção, pensionistas com menos de 500 euros de reforma, entre outros).
As dúvidas sobre a TDT deverão ser esclarecidas junto da Anacom:www.anacom.pt.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Para reduzir despesas, Portugal extingue assessoria de imprensa na sua embaixada no Brasil
Exmo. Sr. Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Dr. Paulo Portas,
O ano de 2012 é estratégico para as relações luso-brasileiras, na medida em que a partir de setembro será celebrado o ano de Portugal no Brasil e vice-versa, momento adequado para o lançamento de bases de uma cooperação cada vez mais permanente que transforme retórica em práticas e atitudes.
Nesse sentido, nós, abaixo-assinados, gostaríamos de contar com a decisão de Vossa
Excelência no sentido de manter a presença do jornalista Carlos Fino à frente das
atividades como Conselheiro de Imprensa na Embaixada de Portugal em Brasília.
Uma eventual saída de Carlos Fino, agora, precisamente quando se prepara aquele
evento, poderia colocar em risco uma série de esforços e articulações, umas já em curso, outras em começo de projeto, promissoras de impactos humanos, científicos e económicos positivos no relacionamento entre os dois países.
Ao longo dos últimos sete anos, pudemos testemunhar o esforço de Carlos Fino em abrir espaço para a relação luso-brasileira nos órgãos de comunicação social, destacando sua atividade na assessoria da imprensa e na série de programas "Lá e Cá", trabalho realizado em parceria da RTP com a TV Cultura, que tem plenas possibilidades de prosseguir, agora numa nova série em acordo com a TV Brasil.
Cumpre relatar também que, como atestam os jornalistas que recorreram à Embaixada em busca de informação, é importante destacar a eficiência, o profissionalismo e a extrema correção com que ele sempre desempenhou sua tarefa. Na prática, isso também colaborou para o aprofundamento das relações bilaterais, na medida em que os meios de comunicação passam a veicular mais informações e abrir mais espaço sobre Portugal.
Ademais, são incontáveis as colaborações de Carlos Fino ao intercâmbio entre Brasil e Portugal, por meio de sua presença em encontros audiovisuais (a exemplo do Festlatino, em Pernambuco), eventos acadêmicos (LUSOCOM, em São Paulo), palestras, cursos (como o por ele realizado na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro e também em São Paulo, na Bienal Internacional do Livro e sob os auspícios da Federação dos Jornalistas de Língua Portuguesa - FJLP) promoção de acordos de cooperação e participação em debates com estudantes, pesquisadores e professores de graduação e pós-graduação de prestigiosas instituições de ensino brasileiras, tais como, entre outras, Universidade de Brasília, Universidade Católica de Brasília, Universidade de Fortaleza, Universidade de São Paulo, Itaú Cultural, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal Fluminense, e portuguesas como Universidade do Minho, Universidade Lusíada, Universidade de Coimbra, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Universidade Portucalense.
Sabemos que o momento econômico português exige medidas de contenção que
sacrificarão necessariamente muitas iniciativas e comprometerão muitos planos
anteriormente definidos. No entanto, julgamos que, mesmo neste contexto, a ligação de Portugal ao Brasil deve não só ser protegida como até fortalecida. Numa altura em que as notícias dão abundantemente conta da intensificação dos fluxos de emigração de Portugal para o Brasil, apelamos à especial sensibilidade do Governo Português, no sentido de, com este gesto, encorajar uma relação entre dois países a que não faltam razões para reforçar os seus laços.
São motivações de ordem histórica, económica, política e simbólica que fundamentam o nosso entendimento de que a presença de Carlos Fino em Brasília, pelo menos até ao termo do Ano de Portugal no Brasil e do Brasil em Portugal, se traduziria em ganho efectivo para ambos os países, em termos de visibilidade, ação e promoção de uma cooperação cada vez mais alicerçada e com resultados que podem ser aferidos.
Encerrar o posto de conselheiro de imprensa na embaixada e afastar uma pessoa que desfruta de reconhecido prestígio junto dos media e dos meios universitários da comunicação no Brasil, e que, além disso, tem dado provas de grande empenho no fomento das relações bilaterais, não será certamente, Senhor Ministro, a melhor forma de começar o Ano de Portugal no Brasil e do Brasil em Portugal.
Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos.
Com os melhores cumprimentos,
Prof. Dr. Fernando Oliveira Paulino
Faculdade de Comunicação
Universidade de Brasília
Os signatários
1) Fernando Oliveira Paulino, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB)
2) Vera Souto, jornalista, Editora -TV Globo
3) Rogério Santos, professor da Universidade Católica Portuguesa
4) Madalena Oliveira, professora da Universidade do Minho
5) Giovana Teles, jornalista
6) Moisés de Lemos Martins, presidente da Associação Portuguesa de Ciências da
Comunicação (SOPCOM), e também da Federação Internacional de Comunicação
Lusófona (LUSOCOM)
7) Dad Squarisi, jornalista
8) Laurindo Leal Filho, professor da Universidade de São Paulo
9) Zélia Leal Adguirni, professora da Universidade de Brasília
10) Lúcio Flávio Vale da Silva, Coordenador Externo da Escola Internacional de Futebol
da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - EIF-CPLP-FEF-UnB
11) Humberto França, vice-presidente para Relações Internacionais da Fundação
Biblioteca Brasileira de Nova York e Presidente e fundador do Movimento Festlatino
12) Ricardo Noblat, jornalista
13) Francisco Câmpera, repórter da TV Bandeirantes
14) Samy Leal Adguirni, repórter da Folha de S. Paulo, correspondente em Teerã
15) Paulo Markun, jornalista
16) Antonio Hohlfeldt, Presidente da INTERCOM - Sociedade Brasileira de Estudos
Interdisciplinares da Comunicação
17) Dione Moura, professora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília
18) Luiz Martins da Silva, prof. da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília
19) Viviane dos Santos Brochardt, mestranda da Faculdade de Comunicação da
Universidade de Brasília
20) Guiomar de Grammont, professora da Universidade Federal de Ouro Preto, Minas Gerais
21) Pedro Rafael Vilela Ferreira, mestrando da Faculdade de Comunicação da
Universidade de Brasília
22) Luana Spinillo Poroca, mestranda do Programa de Pós Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília
23) Rodrigo Garcia Vieira Braz, doutorando da Faculdade de Comunicação da UnB
24) Eduardo Hollanda - Revista Brasileiros - Editor Especial
25) Márcia Marques, professora da Faculdade de Comunicação da Universidade de
Brasília
26) Roberto Petti, Gestão de Direitos e de Beneficiamento de Conteúdo TV Globo
27) José Carlos Torves, Diretor executivo da Federação Nacional de Jornalistas
28) Rolemberg Estevão de Souza, Conselheiro da Carreira de Diplomata do Ministério das Relações Exteriores
29) Sylvia Moretzsohn, professora de jornalismo na Universidade Federal Fluminense (Niterói/RJ)
30) Leyberson Lelis Chaves Pedrosa, jornalista e mestrando em Comunicação Social pela Universidade de Brasília.
31) José Eduardo Barella, jornalista
32) Paulo Caruso, Revista Época e Fundação Padre Anchieta - TV Cultura , São Paulo
33) José Brandão Coelho, Presidente Honorífico,Câmara de Comércio Brasil Portugal-Paraná
34) Sérgio Dayrell Porto, professor da Faculdade de Comunicação da UnB
35) Alfredo Prado, jornalista, diretor dos portais Portugal Digital e África21 Digital
36) Kátia Cubel, jornalista, presidente do Prêmio Engenho de Comunicação – O Dia em que o Jornalista Vira Notícia
37) Carlos Manuel Pedroso Neves Cristo, Diretor da "Flecha de Lima Associados"
38) Alexandre Jorge Cavalcanti Ayres, médico do Hospital Universitário de Brasília
39) Humberto Netto, Assessor de Imprensa da Delegação da União Europeia no Brasil
40) Alcimir Antonio do Carmo, secretário executivo da Federação dos Jornalistas de
Língua Portuguesa – FJLP
41) Osvaldo Ferreira, Maestro Titular - Orquestra Sinfônica do Paraná, Programador
Musical - Allgarve 2011, Director Artístico - Oficina de Música de Curitiba
42) Ana Elisa Santana, jornalista e funcionária da TV Escola
43) Carlos Alberto Ribeiro De Xavier - Assessor Especial do Ministério da Educação
44) Manuel Fernando Lousada Soares, Diretor da LS – Net, Ex Secretário de Estado
Adjunto de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
45) Liziane Guazina, Professora da Faculdade de Comunicação da UnB.
46) Ana Lúcia Prado Reis dos Santos, professora da Universidade da Amazônia, Belém-Pará e doutoranda da Universidade Fernando Pessoa, Porto-Portugal.
46) Victor Gentilli, jornalista, professor da Universidade Federal do Espírito Santo
47) Rogério Christofoletti, professor da Universidade Federal de Santa Catarina
48) Luiz Egypto de Cerqueira, jornalista, redator-chefe do Observatório da Imprensa (Brasil)
49) Ray Cunha, escritor e jornalista
50) Fábio Henrique Pereira, professor da Faculdade de Comunicação da UnB.
51) Flávia Rocha, jornalista
52) Walter Guimarães, jornalista
53) Paulo Victor Chagas, estudante e extensionista do Programa Comunicação
Comunitária
54) Emily Almeida Azarias, estudante de Comunicação da Universidade de Brasília
55) Luiz Motta, professor da Faculdade de Comunicação da UnB, ex-secretário de
Comunicação do Distrito Federal
56) Francisco Sant'Anna, jornalista, editor responsável do programa Diplomacia da TV Senado.
57) Lúcia Helena Alves de Sá, Presidente da Associação Casa Agostinho da Silva
58) Amândio Silva, Presidente da Associação Mares Navegados
59) Silvestre Gorgulho, Jornalista e ex-secretário de Estado de Cultura do Distrito Federal
60) Mariana Martins de Carvalho, doutoranda do Programa de Pós Graduação da
Universidade de Brasília
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Portugal: jornal abandona o papel e opta pela web
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Portugal estuda privatizar a Rádio e Televisão Portuguesa
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Portugal: livro discute comunicação e cidadania
domingo, 9 de janeiro de 2011
Revista Estudos em Comunicação disponível da rede
Revista Estudos em Comunicação, edição nº 8 de dezembro de 2010. A revista é editada pela Universidade Beira do Interior.
Veja aqui o sumário. Para ler algum artigo basta clicar em cima;
• The Study of Social Media Communication: Analysis of Science Communication through Social Networking Sites with special reference to Scientists por Ms. P. Sri Jothi & Dr. M. Neelamalar
• Publicidade e mercado de nichos: o entretenimento no lançamento do Punto T-jet e do Novo Uno na internet por Bruno Kegler & Maria Ivete Trevisan Fossá
• La Comunicación Estratégica al Servicio de los Grupos de Música Pop y Rock en Lengua Catalana en el Escenario Digital por Irene Colom & Josep L. Micó & Joan Sabaté
• Periodismo y transición política en la península Ibérica. ¿Lucha de clases o luchas de poder? por por Luis Arboledas
• Programming Content of Nigerian Broadcast Media: Towards an Indigenizing Paradigm por Koblowe Obono & Oluchi Madu
• Contenidos informativos en campañas electorales. Reducciones discursivas y temáticas en el proceso televisivo. El caso de la inmigración. Por por Mª de la Peña Pérez Alaejos
• Ativismo em Redes Sociais Digitais: Os fluxos de comunicação no caso #forasarney por Jandré Corrêa Batista & Gabriela da Silva Zago
• Evolução das metodologias para o gerenciamento da comunicação organizacional no Brasil por Larissa Conceição dos Santos
• Jovens (15-18 anos) e informação noticiosa: a importância dos capitais cultural e tecnológico por Maria José Brites
• A religião na media: uma análise de discurso e argumentação do programa Show da Fé por Marco Túlio de Sousa & Wedencley Alves
• Utilização de conteúdo promocional em Websites: Análise empírica sobre uma amostra de empresas brasileiras por Nino Carvalho & Frederico A. de Carvalho & José Luis Felicio Carvalho
• Utopia e Jornalismo de ciência: o contributo para a democracia por Filipa M. Ribeiro
• Leituras da América em 1602: O Onze de Setembro e a Visão Seiscentista de Neil Gaiman por Lúcio De Franciscis dos Reis Piedade Filho
• Concepções Imunológicas na Era Virtual por Sara Pargana Mota
sábado, 1 de janeiro de 2011
Debate sobre liberdade de imprensa e regulação da mídia avança no mundo
No domingo passado, três dos principais veículos impressos do país voltaram a destacar suas opiniões sobre o que consideram restrições à liberdade de imprensa, depois de críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à cobertura eleitoral. Para o presidente, a imprensa estaria se comportando “como um partido” de oposição.
Em um gesto pouco comum no Brasil, o jornal O Estado de São Paulo assumiu seu apoio ao candidato da oposição, acusando o governo de “perder a compostura” com as críticas. O editorial da Folha de S.Paulo, publicado na capa, afirma: “Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas – e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de implantá-lo”.
A revista Veja trouxe na capa texto sobre o artigo V da Constituição, que garante o direito à livre expressão, sob a manchete “liberdade sob ataque”. A matéria acusa o presidente de censurar a imprensa. “Nos países democráticos, a liberdade de imprensa não é assunto discutível, mas um dado da realidade”, diz o texto.
Veja como são as leis que regulamentam a imprensa em outros países:
O debate acalorado pode fazer parecer que a regulação da mídia é uma criação da agenda eleitoral do país, resultado de um embate entre governistas e opositores. Mas ela está longe de ser uma questão apenas brasileira. No mundo todo, tem avançado a discussão sobre como regular o setor e como equilibrar isso com a garantia da liberdade de expressão.
Para o pesquisador em políticas de comunicação Gustavo Gindre, ligado ao Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e Cultura (Indecs), é natural que isso aconteça. “O cenário da comunicação está mudando muito velozmente. A lei dos EUA já está antiga, e só tem 14 anos. Mesmo assim, ela sofre revisões periódicas. É quase uma obrigação dos países mudar as leis que não acompanham essas mudanças”.
Debates sobre a regulação de mídia têm avançado em especial na América Latina, e não apenas nos países governados por partidos à esquerda. Nos últimos anos, México, Argentina, Equador e Venezuela propuseram novas leis.
No Brasil, o debate sobre a regulação do setor de comunicação tem esquentado desde 2009, quando foi realizada a Conferência Nacional de Comunicação. Tudo indica que a discussão deve pegar fogo depois das eleições. Está previsto para novembro um evento nacional para delinear um novo marco regulatório para o setor.
A “regra” é ter regra
O papel das leis de imprensa e das leis de mídia é regular as atividades dos meios de comunicação e balancear os limites entre o direito à livre expressão e à informação e os interesses individuais e coletivos de pessoas, empresas e grupos sociais.
Segundo o pesquisador Murilo César Oliveira Ramos, professor da Universidade de Brasília e conselheiro da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), a maior parte dos países tem regras para estabelecer o que pode e o que não pode no setor audiovisual, o que não significa prejuízo da liberdade de expressão.
“Tem várias maneiras de decidir o que deve ir ao ar ou não. Quando os EUA e o Canadá dizem que não pode ter propaganda comercial no meio de programas infantis, é um limite. Quando a legislação francesa estabelece que tem que ter programas feitos na França, é um tipo de regulação de conteúdo. No Brasil temos limites para propaganda de cigarro, por exemplo”, diz ele. “Mas se você falar em imprensa a situação é diferente. Como os jornais e revistas não dependem de frequências públicas, têm uma ação regulamentar muito mais frouxa, com mecanismos mais próximos da auto-regulação no mundo todo, com raras exceções”.
França
A Lei de Imprensa mais antiga em vigor é a da França, de 29 de julho de 1881, que influenciou países como Itália, Espanha e Portugal.
Ela garante a liberdade de expressão, com a livre circulação de jornais sem regulação governamental. O mesmo vale para a internet. Mas a mesma lei coloca limites como a possibilidade de ações judiciais em casos de infâmia ou difamação (ou seja, a publicação de informações prejudiciais à reputação de alguém sem base em fatos reais).
Também é proibido o incitamento a cometer crimes, discriminação, ódio ou violência. Em casos de discriminação, a multa pode chegar até a 45 mil euros ou detenção. E pela lei nenhum grupo de mídia pode controlar mais de 30% da mídia impressa diária.
A rédea na França é ainda mais curta no caso dos meios audiovisuais. O país tem uma agência reguladora independente, o Conselho Superior do Audiovisual, que aponta diretores para os canais públicos e outorga licenças para o setor privado (de 5 anos para rádio e 10 para canais de tevê). Também monitora o cumprimento de obrigações pela mídia como a função educativa e a proteção aos direitos autorais, podendo aplicar multa. Dos nove conselheiros, três são indicados pelo presidente, três pelo Senado e três pela Câmara dos Deputados.
O CSA tem a missão de garantir que a mídia audiovisual reflita a diversidade da cultura francesa. Ele garante, por exemplo, que as outorgas de TV e rádio sigam o pluralismo político – há rádios anarquistas, socialistas e até de extrema-direita – e que representem os grupos minoritários. Outra frente é a preservação da língua francesa. Há uma cota de músicas francesas que têm que ser transmitidas pelas rádios e, pela lei, 60% da programação de TV tem de ser europeia, sendo 40% de origem francesa.
Gustavo Gindre, que atualmente trabalha na Ancine (Agência Nacional de Cinema), acha a regra positiva. “Com a reserva de conteúdo os canais têm que se abastecer de produtores pequenos, médios e grandes. Isso estimula a produção independente, mas também incentiva a produção de grandes grupos de comunicação, como o Canal Plus, que produz conteúdo francês para vender no exterior, garantindo uma expressão da cultura francesa no cenário global”.
Portugal
Há cinco anos Portugal instituiu sua própria agência reguladora, ainda mais poderosa que a francesa, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Além de ajudar da elaboração de políticas públicas para o setor, ela concede e fiscaliza concessões de rádio e tevê, telefonia e telecomunicações em geral, mas também regula jornais impressos, blogs e sites independentes.
Ao mesmo tempo, atende e dá encaminhamento a queixas vindas da população. Seus conselheiros são indicados pelos congressistas e aprovados pelo presidente da República. Em particular a entidade cuida de assegurar rigor, isenção e transparência no conteúdo, o pluralismo cultural e a diversidade de expressão, além de proteger o público mais jovem e minorias contra conteúdos considerados ofensivos.
Reino Unido
O pesquisador Murilo Ramos explica que esse modelo, de órgãos de regulação fortes, é uma característica dos países europeus. Ao mesmo tempo, prevalece um modelo de exploração público estatal, cujos conteúdo é pensado em termos estratégicos para o país. “O grande exemplo é a BBC inglesa”, diz.
A BBC é uma empresa pública independente financiada por uma licença de TV que cada domicílio tem de pagar. A BBC controla a maioria da audiência do país com 14 canais de TV, cinco rádios nacionais, dezenas de rádios locais e serviços internacionais em 32 línguas – esses, essenciais para a influência britânica no cenário mundial.
Mas, apesar do domínio da BBC, o Reino Unido também incentiva o pluralismo. Em 2005, para fomentar as rádios comunitárias, o governo britânico começou a oferecer licenças de cinco anos para as rádios não legalizadas, além de uma verba inicial para que elas se legalizassem, com grande adesão.
Quanto à imprensa, o país não tem uma lei específica. A liberdade de expressão é protegida pela Lei de Direitos Humanos, de 1998, que também introduziu a privacidade como um direito essencial. A liberdade tem de ser compensada também com a proteção da reputação de pessoas contra difamação. Mas o principal limite, de acordo com a cultura jurídica britânica, é a necessidade de preservar a inviolabilidade de julgamentos. Assim, a principal preocupação é evitar qualquer interferência externa nos processos judiciais – por exemplo, os jornalistas não podem publicar detalhes sobre um criminoso ou sobre provas de um crime.
Em 2003, criou-se uma agência reguladora para o setor de mídia, o Ofcom (Office of Communications; em inglês, Departamento de Comunicações). Outro órgão importante é a PCC (Press Complaints Comission), uma comissão independente que recebe reclamações sobre a imprensa e negocia retratações fora do âmbito judicial. Os jornais, voluntariamente, aderem ao código de procedimentos da PCC, que foi aprovado pelo Parlamento.
Itália
Na Itália, a legislação tem cada vez mais influência do governo, ou melhor, do primeiro-ministro.
Em junho, protestos se seguiram à aprovação da "lei da mordaça" proposta por Silvio Berlusconi, que limita o uso e difusão das escutas telefônicas em investigações oficiais, prevendo pena de até 30 dias de prisão e multa de até 10 mil euros. Os principais canais comerciais e agências de notícia pararam sua programação em protesto.
Dos 8 canais nacionais abertos, três são estatais e três controlados pelo grupo Mediaset, de Berlusconi. Juntos, os grupos RAI, estatal, e Mediaset controlam 85% da audiência e 90% dos anúncios. Como Berlusconi pode orientar a linha de ambos os grupos, ele controla a mídia.
De acordo com uma lei de 1997, a Itália tem um um órgão colegiado para supervisionar o setor de telecomunicações, a mídia eletrônica e a imprensa - a Autoridade pela Garantia na Comunicação. O presidente do órgão é escolhido pelo governo e o conselho de oito membros, eleito pelo parlamento. Mas seu papel é enfraquecido num cenário de forte concentração. Do mesmo modo, a Ordem dos Jornalistas reivindica o papel de monitor ético dos seus membros, mas não tem muito poder.
Estados Unidos
Nos EUA, não há uma lei de imprensa e, sim, uma série de regras contidas em diferentes legislações. Mas, segundo a tradição norte-americana, a liberdade de imprensa é garantida pela famosa primeira emenda da constituição, que garante a liberdade de expressão como um dos direitos mais fundamentais da sociedade. Todas as outras regulações da imprensa são elaboradas a partir dessa premissa.
Assim, os jornais funcionam sem qualquer regulação governamental. O mesmo se aplica à internet. Já os canais de TV e rádio são supervisionados pela FCC (em inglês, Comissão Federal de Comunicações), formada pela Lei de Comunicação de 1934 (são seis membros escolhidos pelo presidente e aprovados pelo Senado) e também por comissões no Senado e na Câmara, além de decisões da corte suprema. A legislação garante o direito de processo caso alguém se sinta vítima de difamação por parte da mídia.
O professor Murilo Ramos explica que, nos EUA, os canais públicos acabam sendo marginais em relação às grandes empresas comerciais. Mas é um erro afirmar que não há regulação.
“Há uma regulação forte e um órgão regulador ativo para o setor audiovisual. A FCC tem conflitos o tempo todo com os radiodifusores. E tem ações fortes. Alguns anos atrás, por exemplo, aplicou uma multa pesadíssima contra a CBS porque a cantora Janet Jackson mostrou um seio na final do campeonato de futebol americano”, explica.
Mesmo assim, a regulação midiática segue uma visão liberalizante: acredita-se que o mercado e a opinião pública devem ser os principais reguladores do conteúdo, com o mínimo de interferência do governo possível. Somente quando há uma percepção generalizada de abuso o FCC estuda novas legislações ou a aplicação da legislação com mais rigidez. Foi o caso do seio de Jackson. As regras vetam, por exemplo, a exibição de cenas consideradas indecentes e obrigam todos os canais a transmitir pelo menos três horas por semana de programação educativa para crianças.
“A verdade é que os limites de propriedade, que ainda são mais fortes nos EUA do que aqui no Brasil, têm sido abrandados nos últimos anos. Nos anos 1960 havia uma obrigação de ter produções independentes na TV, e isso vem sendo abrandado pelo FCC em prol dos grandes grupos de comunicação”, diz Gustavo Gindre.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Ministério Público investiga investimentos do Ongoing
O Ministério Público Federal (MPF) brasileiro quer conhecer as origens do capital investido pelo grupo português Ongoing na aquisição de vários jornais. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o grupo liderado por Nuno Vasconcellos é suspeito de contonar a legislação brasileira, que limita a participação de estrangeiros em veículos de comunicação a 30%.
O MPF de São Paulo quer saber, de acordo com a Folha, como se processa a participação do Ongoing no capital da Ejesa, uma empresa liderada por Maria Alexandra Almeida e Vasconcellos, brasileira, casada com o investidor português Nuno Vasconcellos, que detém 70,1% do capital.
A Empresa Jornalístico Econômico S.A. (Ejesa), na qual o Ongoing tem participação minoritária (29,9%), é proprietária dos jornais Brasil Econômico, O Dia, Meia Hora e Marca, este último em parceria com o grupo espanhol Marca.
Segundo a Folha, com base numa representação apresentada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), o procurador Márcio Schusterschitz Araújo abriu investigação para apurar a origem dos investimentos nos jornais da Ejesa.
Nos últimos meses, grandes grupos de comunicação brasileiros têm vindo a intensificar as pressões, inclusive junto do Congresso nacional, para tentar impedir o crescimento do Ongoing/Ejesa no Brasil. A pressão de grupos como Globo, Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, por meio da ANJ, levou a Ejesa a abandonar a entidade associativa das empresas jornalísticas.
A participação de capital estrangeiro na mídia brasileira foi o tema de uma sessão da comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, realizada em julho. Na altura, o debate esteve focado no grupo português e no controle do portal Terra pela espanhola Telefónica.
A vinda a público da informação de que o Ongoing está interessado na aquisição de um canal de televisão e que a Ejesa prepara o lançamento, no início de 2011, de um jornal em Brasília, tendo para tal adquirido o título Jornal Alô Brasília, do empresário Hélio Queiroz, levaram ao recrudescimento dos ataques ao investimento luso, quer em artigos publicados nos veículos que controlam, quer, agora, com a apresentação de representação junto do Ministério Público Federal.
Em Setembro, a revista Veja enviou dois jornalistas a Lisboa para fazer uma reportagem sobre o Ongoing e as relações do grupo português com José Dirceu, o ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula.
Na sua edição desta quarta-feira, a Folha de S. Paulo diz que no caso da TV aberta os planos do grupo Ongoing "também estão adiantados". Segundo o jornal, o Ongoing tenta comprar os 29% da RedeTV! pertencentes a Marcelo Carvalho, tendo feito uma oferta inicial de US$ 300 milhões de dólares. O interesse do Ongoing terá levado, entretanto, o empresário brasileiro a subir "velozmente" o valor exigido.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
O livro "Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo está disponível na internet
escrita por vários pesquisadores da mídia, pode ser baixado no formato de
e-book. O professor e pesquisador da Universidade Feevale, Marcos Emílio
Santuario, juntamente com outros seis pesquisadores, tem livro publicado
pela LabCom Books, editora da Universidade de Beira Interior (UBI) de
Portugal.
"Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo" é o segundo
livro produzido pela Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi),
fazendo parte da Coleção Estudos da Comunicação. A publicação também será
lançada durante o VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo
(SbpJor), que acontece de 8 a 10 de novembro, na Universidade Federal do
Maranhão.
O livro traz vários artigos que refletem sobre os temas da comunicação e
especialmente do Jornalismo, na sociedade atual. Além de Santuario, assinam
capítulos em "Vitrine e Vidraça" Luiz Martins da Silva e Fernando Oliveira
Paulino (ambos da UnB), Danilo Rothberg (Unesp), Josenildo Luiz Guerra
(UFS), Laura Seligman (Univali) e Rogério Christofoletti (UFSC). A
publicação pode ser baixada no formato de e-book pelo site
www.monitorando.wordpress.com
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Portugal: Nova lei do cinema obriga TVs a contribuir para a produção de cinema que terá cota obrigatória de exibição
O Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), órgão regulador do cinema e audiovisual em Portugal, está propondo uma lei que deverá ser um novo marco legal do cinema e do audiovisual no país. O projeto de lei, que está em consulta pública, cria (e prevê a criação por decreto) diversos mecanismos de financiamento, fomento e acompanhamento do mercado, além de criar taxas para sustentar o fomento público.
O PL criará, se aprovado como está no documento em consulta, novas definições para o setor, estabelecendo os critérios de produção, produtor independente, exibidor, distribuidor etc. O projeto também prevê o credenciamento de todos os agentes do setor, bem como o registro de todas as obras, de forma a permitir um mapeamento da indústria.
A proposta do órgão regulador português estabelece regras de classificação indicativa, cria cotas para oferta de conteúdo nacionais e europeus em diversas plataformas, com destaque para as plataformas de distribuição não-linear.
Outro ponto presente no PL português é a criação de contribuições que deverão ser pagas pelo setor. Pela proposta, emissoras de TV aberta, programadoras e operadoras de TV por assinatura e de acesso à Internet deverão pagar contribuições que variam entre 1,5% e 3% do faturamento. Este dinheiro será distribuído entre o ICA (80%) e a Cinemateca Portuguesa (20%). Além disso, será retida 10% da bilheteria em exibição cinematográfica para fomento e custeio do ICA.
O projeto prevê ainda a criação de cotas de investimento em produção independente para distribuidores, programadores e radiodifusores.
Por fim, o projeto traz a proposta de criação de crédito fiscal a produções estrangeiras realizadas no país.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Portugal: Crise provoca fechamento de jornais
De acordo com o conselho de administração da Global Notícias, Publicações, S.A. a decisão "decorre da profunda alteração estrutural do mercado de Imprensa" que "exige decisões estratégicas que conduzam a novos modelos de negócio". No ano passado, a Global Notícias adoptou várias medidas de reestruturação e corte de despesa, com demissão de 119 trabalhadores, "mas não se revelaram suficientes".
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Lusofonia: emissoras de tv buscam mercado luso-africano
Com objetivos diferentes, TVs do Brasil e de Portugal contribuem de alguma forma para a integração entre países de língua portuguesa. Na primeira mesa de um encontro de emissoras de TV da comunidade lusófona que acontece no 11º Forum Brasil – Mercado Internacional de Televisão, que acontece esta semana em São Paulo, TV Brasil, Globo e a portuguesa SIC apresentaram a evolução da internacionalização de seu conteúdo através de canais internacionais. Globo e TV Brasil apontaram na internacionalização a meta de atingir brasileiro expatriados. Com 10 anos de existência, a Globo Internacional chega a 260 mil assinantes, sempre em pacotes premium, em diversos países da África, Europa, além de Estados Unidos e Japão. Segundo Alejandra Moreno, executiva da área internacional da Globo, há dois anos a Globo produz conteúdo local na África, o "TV África".
Já a TV Brasil, que começou há seis meses a transmitir para o mercado internacional, conta distribuição apenas na África, chegando a 49 dos 53 países do continente, incluindo todos os países de língua portuguesa. Segundo Marilena Chiarelli, responsável pela difusão no mercado internacional da TV pública brasileira, já há a produção de conteúdos voltados exclusivamente aos expatriados: uma agenda cultural; um programa que tira dúvidas frequentes entre os que mora fora do país, como emissão de passaportes ou declaração de renda; e o "Conexão Brasil", que leva notícias do país. A ideia é que o canal chegue a países da América Latina e aos Estados Unidos ainda este ano.
Mercado potencial
Já o canal privado português SIC apresentou outra meta com a atuação no mercado internacional. Segundo João Pedro Nava, diretor de distribuição da SIC, o canal chega a 11 países, buscando não apenas portugueses expatriados. "A África representa um enorme potencial para a SIC", disse, destacando que a previsão de crescimento do PIB de Angola é de 8% este ano. "A previsão para Portugal é de 0,5%", disse. Em virtude da aposta, a SIC conta com distribuição de mais um canal em todas as plataformas de TV por assinatura no país.
São Tomé e Príncipe,
A TVS, canal de São Tomé e Príncipe, está prestes a fechar contrato de intercâmbio de conteúdo com a EBC, segundo Mateus Ferreira, representante do canal no Encontro de TVs de Língua Portuguesa, parte da programação do 11° Forum Brasil – Mercado Internacional de Televisão, evento que a Tela Viva promove em São Paulo esta semana. “Queremos fazer acordos que possam internacionalizar os conteúdos”, explica Ferreira. Ele elogiou o programa DocTV CPLP, que propõe a produção de documentários nos países de língua portuguesa para exibição nos canais públicos.
Do TelaViva news
A TVS tem oito horas de programação diárias, com três programas informativos, além de atrações culturais, infantis e esportivas. Segundo Ferreira, um dos desafios do canal é a aquisição de meios e a digitalização.
Angola
Para Suzana Mata, diretora da TV Pública Angolana (TPA), há potencial para cooperação entre televisões de países de língua portuguesa. "É preciso mobilizar recursos para a coprodução entre os países", disse em encontro de TVs de língua portuguesa que acontece durante o 11º Forum Brasil – Mercado Internacional de Televisão. Ela cita como exemplo positivo o DocTV CPLP, o programa de coprodução entre emissoras públicas e produtores independentes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. "A TPA vai continuar apoiando", disse.
Segundo ela, o canal de Angola investiu na construção de um "mini-Projac", que pode contribuir para a coprodução com outras emissoras.
Marilena Chiarelli, da TV Brasil, também cobrou no debate a criação de "novos parâmetros" para coprodução. Além disso, afirmou que o canal público vem negociando com as TVs públicas da CPLP uma troca de conteúdos.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Portugal: publicidade na televisão não poderá ultrapassar 12 minutos por hora
Lisboa - O governo português aprovou, terça-feira (8), uma proposta de lei com alterações à Lei da Televisão e ao Código da Publicidade, introduzindo uma norma que limita a inserção de publicidade nos camais de TV a 12 minutos por hora. Até agora, a publicidade na televisão tinha limitação diária.
A proposta de lei “suprime o limite diário de publicidade e televenda, uniformizando nos 12 minutos o limite horário aplicável às respectivas inserções”.
As alterações prevêem também que deixará de haver um intervalo mínimo entre os blocos de publicidade, actualmente fixado em 20 minutos. De acordo com a proposta de lei anunciada pelo Conselho de Ministros, caberá aos “operadores escolher o momento mais apropriado para inserirem publicidade nas suas emissões”.
A nova legislação proposta pelo governo do primeiro-ministro José Sócrates estabelece que as “obras cinematográficas, filmes concebidos para televisão, programas de informação política, noticiários e programas infantis, só poderão ser interrompidos uma vez em cada período mínimo de 30 minutos e, quanto aos últimos, desde que a sua duração programada seja superior a idêntico período”.
A televisão estatal RTP obedece, desde 2003, a regras próprias, resultantes de acordo entre o Governo e as empresas privadas do sector. Assim, o limite de publicidade para a televisão estatal é de seis minutos por hora.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Rede portuguesa SIC e TV Globo, do Brasil, se associam para produzir novelas
A SIC - Sociedade de Comunicação Independente -, de Portugal, e a TV Globo, do Brasil, vão assinar, no início de junho, um contrato de coprodução válido por dois anos. As negociações para uma parceria de coprodução na área de dramaturgia em Portugal terminaram esta semana. O acordo prevê a produção de duas novelas. A primeira já está em fase de pré-produção, informa a SIC em comunicado.
Segundo o Negócios Online, ambas as empresas estarão envolvidas em todas as etapas de criação e produção, incluindo direção, planejamento e definição de elementos artísticos.
“Este acordo representa um novo e importante desenvolvimento na oferta de ficção da SIC, no qual contamos com a extraordinária experiência e conhecimento da Globo. Estamos muito satisfeitos com reforço da parceria entre as duas operadoras”, disse Luís Marques, Director Geral da SIC.
A primeira novela será da autoria do já reconhecido autor brasileiro, Aguinaldo Silva e terá Guilherme Bokel, como produtor executivo associado.A primeira obra a ser produzida será ‘Caminho da Felicidade’ (título provisório), escrita por Pedro Lopez, com a supervisão de texto de Aguinaldo Silva.
sábado, 8 de maio de 2010
Se a moda pega! Deputado furta gravadores de jornalistas e abandona entrevista
Lisboa - Incomodado com as perguntas de jornalistas da revista Sábado que o entrevistavam na Assembleia da República, em Lisboa, o vice-presidente do grupo parlamentar do Partido Socialista, Ricardo Reis, furtou os gravadores e fugiu do Parlamento. O asunto foi tornado público nesta quarta-feira (5) e o parlamentar leu uma declaração onde confirma o ocorrido.
O parlamentar, contra o qual foi apresentada queixa à Polícia, procurou justificar o furto dos gravadores dos jornalistas Fernando Esteves e Maria Henrique Espada, dizendo que agiu "irreflectidamente" e que teria sido submetido a "violência psicológica" durante a entrevista.
Os jornalistas da Sábado questionavam o parlamentar sobre o seu envolvimento em alguns escândalos nos Açores, onde tem a sua base eleitoral, entre eles uma onda de boatos que o associavam a um processo de pedifilia e um escândalo financeiro.
Irritado com as perguntas, que qualificou, hoje, de "inquisitórias e persecutórias", o deputado Ricardo Reis levantou-se e meteu nos bolsos das calças os dois gravadores dos jornalistas.
"Porque a pressão exercida sobre mim constituiu uma violência psicológica insuportável, porque não vislumbrei outra alternativa para preservar o meu nome, exerci acção directa e, irreflectidamente, tomei posse de dois equipamentos de gravação digital, os quais hoje estão apensos à providência cautelar que corre termos no Tribunal Cível de Lisboa", disse Ricardo Rodrigues em declarações a jornalistas na Assembleia da República.
"Procurei assim afirmar e fazer valer os meus direitos, uma vez que nunca tendo sido acusado nem julgado por nenhum tribunal, não aceitarei ser agora julgado por jornalistas deste tipo, que felizmente, são excepção na sua classe profissional", disse. O parlamentar recusou responder a perguntas dos jornalistas.




