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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Crise: Brasil Econômico deixa de circular em São Paulo

De Portugal Digital

Desde o dia 9/11, o jornal "Brasil Econômico", do grupo de comunicação Ejesa, participado da portuguesa Ongoing, não está mais circulando nas bancas de São Paulo, à semelhança do que a Ejesa decidiu para o jornal esportivo "Marca". Segundo uma nota da Ejesa citada pelo portal "Comunique-se", as bancas de São Paulo foram informadas de que os jornais Marca Brasil e Brasil Econômico deixariam de circular em São Paulo, em função de uma reestruturação na rede de distribuição.
Em São Paulo o "Brasil Econômico" circulava integrado no jornal "Diário de São Paulo". Feito à semelhança do jornal português "Diário Económico", o "Brasil Econômico" deverá manter sua edição online e restantes canais de distribuição.
Num comunicado citado pelo "Comunique-se", a Ejesa reconheceu que "ruídos sobre o encerramento do Brasil Econômico foram produzidos por uma nota ambígua enviada aos jornaleiros e pede desculpas a todos pelo ocorrido". O mesmo portal refere que a equipe do jornal "Marca", formada por aproximadamente 20 jornalistas, não será demitida - a ideia é que os profissionais sejam realocados dentro do próprio grupo.
A Ejesa é controlada em 70% pela empresária Maria Alexandra Vasconcellos, mulher do empresário português Nuno Vasconcellos que, por via da Ongoing, detém os restantes 30% da empresa brasileira de comunicação. Fundada em setembro de 2009, a Ejesa tem na sua carteira de produtos para os leitores brasileiros os títulos "Marca Brasil", "Brasil Econômico", "O Dia" e "Meia Hora".
No site da Ejesa não existe qualquer informação sobre a reestruturação da rede de distribuição dos jornais do grupo.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Grupo português Ongoing compra IG

Do Jornalistas & Cia

Deve ter sido concretizada hoje, 4ª.feira, 28/3, o anúncio da compra do iG pelo grupo português Ongoing,
que detém 30% da empresa brasileira Ejesa, editora dos jornais Brasil Econômico, O Dia, Meia Hora e Marca (os restantes 70% pertencem a Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcellos, presidente do Conselho). Entre outros negócios, o Ongoing detém 6,7% do capital da Portugal Telecom, dona de 22,4% da Oi (seu atual braço brasileiro, controlado majoritariamente pela Brasil Telecom), que, por seu lado, é dona do iG.
Ao adquirir o portal, o grupo amplia sua atuação no mercado brasileiro de mídia, com empresas complementares, sendo a de internet calçada na de telefonia.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Grupo português quer comprar a brasileira TV CNT

O grupo português Ongoing, que é responsável pela edição do jornal Brasil Econômico, está numa fase avançada de negociações para a compra do canal televisivo brasileiro CNT, num negócio que poderia ser concretizado por cerca de R$ 10 milhões, segundo a imprensa brasileira.

A Ongoing trabalha com os seus advogados para avaliar quais as possibilidades de que o negócio seja autorizado pelo Ministério das Comunicações do Brasil, já que a legislação em vigor não permite que um grupo estrangeiro seja dono de uma licença de TV.

Com sede em Curitiba, a CNT, que foi criada em 1979, tem uma reduzida expressão a nível nacional, mas alcança já algum espaço sobretudo no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde está a ampliar os seus estúdios.

Além do
"Brasil Econômico" , a Ongoing é acionista, entre outros, dos jornais brasileiros "O Dia", e "Campeão Marca". O "Brasil Econômico" nasceu a partir do modelo do português "Diário Económico", tendo a Ongoing recorrido a uma parceria com a brasileira Ejesa, empresa da mulher do presidente da Ongoing, para contornar a impossibilidade de deter a maioria do capital.

Em Portugal, a Ongoing está ativa no sector dos mídia (além do "Diário Económico" detém um canal televisivo na TV por assinatura, o "Económico TV") e detém participações em várias empresas cotadas em bolsa, como a Impresa (dona da cadeia televisiva SIC e do semanário "Expresso") e a Portugal Telecom.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Grupo Ejesa que edita "O Dia" e "Brasil Econômico" cria redação em Brasília

Por Adriana Prado, do blogo Jornalismo nas Américas


O grupo editorial Ejesa (Empresa Jornalística Econômico S.A.), filial brasileira do grupo português Ongoing e que publica os jornais O Dia, Brasil Econômico, Meia Hora e Marca BR, anunciou a abertura de uma redação em Brasília em 2011, que produzirá conteúdo para as quatro publicações, informou o Portal Comunique-se. Hoje, há redações no Rio de Janeiro e em São Paulo. "Não vai ser um veículo por si só, mas vai ser uma redação que vai alimentar os nossos vários títulos", explicou Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcellos, presidente do Conselho de Administração do Ejesa.

A redação dos jornais O Dia, Meia Hora e Marca BR, no Rio, ganhará um novo endereço. Com a mudança, planeja-se a integração das equipes, que também passarão a escrever para todas as publicações do grupo. “Com a integração, o melhor jornalista de cada tema, com a sua equipe, trabalha com um conjunto de títulos, que depois serão adaptados ao seu público", acrescentou Vasconcellos.

A empresa foi criada em 2009, com o lançamento do jornal Brasil Econômico, cuja sede é em São Paulo, em outubro. Em abril de 2010, acertou a compra do grupo editorial O Dia, que editava o diário de mesmo nome, o popular Meia Hora e o esportivo Campeão, posteriormente rebatizado de Marca BR. Segundo o Comunique-se, o grupo registra, ao todo, uma audiência de três milhões de leitores por dia.

A Ejesa está envolvida numa grande polêmica. Isso porque a Associação Nacional de Jornais (ANJ) questiona a origem do capital da empresa, que estaria violando a legislação brasileira por ser controlada pelo grupo de mídia português Ongoing - que pertence ao marido da presidente de seu Conselho de Administração, Nuno Vasconcelos. O artigo 222 da Constituição brasileira proíbe que a participação de capital estrangeiro em uma empresa de comunicação supere 30%. O Ministério Público Federal (MPF) apura a denúncia. A grupo acabou se desfiliando da ANJ.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Grupo luso Ongoing diz que "cumpre a lei" no Brasil

Do Portugal Digital

Lisboa - O vice-presidente da Ongoing, Rafael Mora, assegura que o grupo português, presente no Brasil através da Ejesa, "cumpre perfeitamente a lei", limitando-se a deter 30% da Ejesa, a dona do jornal "Brasil Econômico", feito à imagem do português "Diário Económico".

Em entrevista ao "Diário de Notícias", Rafael Mora explica que o facto de a brasileira Alexandra Vasconcellos, mulher do presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, deter 70% da Ejesa acontece "para cumprir a lei". "Da mesma forma que, se amanhã investirmos noutro grupo brasileiro, também terá de ser nas mesmas condições", indicou Rafael Mora.

A Ejesa foi alvo, no ano passado, de uma denúncia da Associação Nacional de Jornais do Brasil (ANJ), que levou a uma investigação numa comissão parlamentar, por alegadamente ser um instrumento através do qual a Ongoing controlava totalmente o "Brasil Econômico".

O vice-presidente do grupo rejeita que tenham sido usados “meios ilícitos” para lançar o Brasil Econômico e acusa a Associação Nacional de Jornais (ANJ) de estar dependente de um grupo de media concorrente.

"Houve uma comissão parlamentar que investigou o assunto. Foram lá e viram que o grupo Ejesa, que é o proprietário do Brasil Económico e do Dia, cumpre absolutamente a 100% o artigo 222.º da Constituição brasileira, que diz taxativamente o seguinte: um grupo estrangeiro tem de deter menos de 30% e os 70% restantes terão de ser detidos por brasileiros natos", refere Rafael Mora.

"A nossa sócia, a dr.ª Alexandra Mascarenhas de Vasconcellos, por acaso casada com o dr. Nuno Vasconcellos, presidente do grupo Ongoing, há 23 ou 24 anos - não foi há seis meses, há cinco dias, nem por motivos de interesse - é a detentora, presidente do Conselho de Administração e accionista maioritária", acrescenta o vice-presidente da Ongoing.

“O nosso plano é continuar a crescer, quer no Brasil, se pudermos, com o grupo Ejesa, quer o grupo Ongoing, independentemente do grupo Ejesa, noutras atividades de media, porque nada nos impede de ter a aliança com o grupo Ejesa na imprensa escrita e poder ter uma aliança com outro grupo brasileiro em rádio, na televisão ou na Internet", diz.

O "número dois" do grupo destaca ainda a importância estratégica do Brasil para o Ongoing e enfatiza o crescimento do mercado publicitário no país. “É curioso ver que a publicidade no Brasil, no ano passado, cresceu 20%. Cá em Portugal diminuiu esses 20%”, refere.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ministério Público investiga investimentos do Ongoing

Do portal Portugal Digital

O Ministério Público Federal (MPF) brasileiro quer conhecer as origens do capital investido pelo grupo português Ongoing na aquisição de vários jornais. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o grupo liderado por Nuno Vasconcellos é suspeito de contonar a legislação brasileira, que limita a participação de estrangeiros em veículos de comunicação a 30%.

O MPF de São Paulo quer saber, de acordo com a Folha, como se processa a participação do Ongoing no capital da Ejesa, uma empresa liderada por Maria Alexandra Almeida e Vasconcellos, brasileira, casada com o investidor português Nuno Vasconcellos, que detém 70,1% do capital.

A Empresa Jornalístico Econômico S.A. (Ejesa), na qual o Ongoing tem participação minoritária (29,9%), é proprietária dos jornais Brasil Econômico, O Dia, Meia Hora e Marca, este último em parceria com o grupo espanhol Marca.

Segundo a Folha, com base numa representação apresentada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), o procurador Márcio Schusterschitz Araújo abriu investigação para apurar a origem dos investimentos nos jornais da Ejesa.

Nos últimos meses, grandes grupos de comunicação brasileiros têm vindo a intensificar as pressões, inclusive junto do Congresso nacional, para tentar impedir o crescimento do Ongoing/Ejesa no Brasil. A pressão de grupos como Globo, Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, por meio da ANJ, levou a Ejesa a abandonar a entidade associativa das empresas jornalísticas.

A participação de capital estrangeiro na mídia brasileira foi o tema de uma sessão da comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, realizada em julho. Na altura, o debate esteve focado no grupo português e no controle do portal Terra pela espanhola Telefónica.

A vinda a público da informação de que o Ongoing está interessado na aquisição de um canal de televisão e que a Ejesa prepara o lançamento, no início de 2011, de um jornal em Brasília, tendo para tal adquirido o título Jornal Alô Brasília, do empresário Hélio Queiroz, levaram ao recrudescimento dos ataques ao investimento luso, quer em artigos publicados nos veículos que controlam, quer, agora, com a apresentação de representação junto do Ministério Público Federal.

Em Setembro, a revista Veja enviou dois jornalistas a Lisboa para fazer uma reportagem sobre o Ongoing e as relações do grupo português com José Dirceu, o ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula.

Na sua edição desta quarta-feira, a Folha de S. Paulo diz que no caso da TV aberta os planos do grupo Ongoing "também estão adiantados". Segundo o jornal, o Ongoing tenta comprar os 29% da RedeTV! pertencentes a Marcelo Carvalho, tendo feito uma oferta inicial de US$ 300 milhões de dólares. O interesse do Ongoing terá levado, entretanto, o empresário brasileiro a subir "velozmente" o valor exigido.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Abert e ANJ recorrem ao Ministério Público para apurar atuação de portais estrangeiros

Enviado pela Assessoria de Comunicação da Abert

As entidades que representam jornais e emissoras de rádio e televisão no país ingressaram na Procuradoria Geral da República com representação contra a atuação de empresas estrangeiras no mercado jornalístico.
As entidades solicitam ao Ministério Público que determine o cumprimento do artigo 222 da Constituição, que prevê um mínimo de 70% de capital nacional para empresas jornalísticas e de rádio e TV. A lei também estabelece que a responsabilidade editorial e de direção é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos.
Segundo o presidente da Abert, Daniel Slaviero, as entidades querem tratamento isonômico para toda empresa que produza conteúdo jornalístico no país.
“A Constituição é clara ao estabelecer o limite de capital estrangeiro. O espírito da lei é permitir a responsabilização pelo conteúdo editorial, a valorização da cultura e a preservação da soberania nacional”, afirma.
Slaviero explica que a regra não diferencia o meio pelo qual a atividade jornalística é exercida nem enquadra blogs, sites e redes sociais, por não se tratar de atividade com fins lucrativos.
A Abert distribuiu material apontando casos de empresas jornalísticas que violam o princípio constitucional ao operar na internet ou como mídia impressa. São exemplos disso, além do Portal Terra, o site Yahoo e o jornal Brasil Econômico, de propriedade do grupo português Ongoing.
O diretor-executivo da ANJ, Ricardo Pedreira, disse acreditar que o Ministério Público tomará providências para garantir o cumprimento do artigo 222 da Constituição.

domingo, 4 de abril de 2010

Grupo português Ongoing compra os jornais do Grupo O Dia

Do M&M Online

Menos de três meses após a presidente do Grupo O Dia, Gigi de Carvalho, anunciar seu afastamento do cargo, em 13 de janeiro, o grupo português Ongoing comprou o parque gráfico e os jornais O Dia, Meia Hora e Campeão. Um negócio estimado em R$ 75 milhões. Após due diligence em curso, a previsão dos envolvidos é de que o negócio seja finalizado em dois meses.
Desde a morte de Ary de Carvalho em 2003 e o afastamento de seu braço direito Fernando Portella, o jornal O Dia vem perdendo espaço no mercado carioca em meio ao conflito entre as herdeiras Gigi, Eliane e Ariane de Carvalho.
Fundado nos anos 50 pelo ex-governador paulista Adhemar de Barros, foi através do governador fluminense Chagas Freitas que o jornal se consagrou no segmento popular. Em 1983, Ary Carvalho comprou o título e o fez viver seu melhor período nos 20 anos em que controlou o título, chegando a liderança de circulação no Rio de Janeiro.
As rádios MPB FM e FM O Dia, controladas pelas herdeiras do Grupo O Dia, não entraram no negócio com o Ongoing. Ariane continuará a frente da MPB FM, da qual é sócia controladora, enquanto as irmãs Gigi e Liane ficam com a FM O Dia, onde dividem o comando. Os jornais e a gráfica eram os únicos negócios que tinham as três como sócias.
O grupo Ongoing passou a atuar no País em outubro do ano passado, com o lançamento em São Paulo do jornal Brasil Econômico, que segue os moldes do seu principal título impresso do mercado português, o Diário Econômico. Outros alvos teriam sido a Gazeta Mercantil e o Jornal do Brasil, mas o caos financeiro no qual mergulharam os títulos desde que Nelson Tanure assumiu o controle esfriou o ânimo dos portugueses. Já com O Dia a negociação fluiu bem, facilitado pelo desejo das herdeiras em se desfazerem do negócio, conforme adiantou reportagem do M&M Online no dia 13 de janeiro (veja aqui).
Se, por um lado os títulos adquiridos pelo Ongoing têm pouca sinergia editorial com o Brasil Econômico, por outro a operação logística agora disponível no Rio de Janeiro pode ajudar o jornal de economia a aumentar sua presença junto ao público qualificado. Além disso, de posse dos jornais do Grupo O Dia, o Ongoing estudaria a viabilidade de lançar em São Paulo o popular Meia Hora, vendido atualmente no Rio por R$ 0,70 - o que poderia praticamente inaugurar um mercado inexistente na capital paulista, onde proliferaram os gratuitos, mas que tem rendido ótimos resultados em outras capitais brasileiras.
O Ongoing também mantém o plano de lançar um jornal em Brasília - tendo como referência o Washington Post. Embora tenha sido retardada - a previsão inicial era de início de circulação em maio -, a iniciativa pode agora ser agilizada, especialmente porque o negócio com o Grupo O Dia demonstra a disponibilidade de caixa dos empresários portugueses, que também não escondem seu interesse no mercado brasileiro de televisão - notícias de bastidores relatam encontros com a Band e a Rede TV, sendo mais frutíferos com a segunda.
Em Portugal, o Ongoing havia separado 120 milhões de euros para a compra do um terço da TVI, participação esta atualmente pertencentes ao Media Capital, sócio minoritário do negócio controlado pelo grupo espanhol Prisa. Entretanto, a entidade reguladora da comunicação social em Portugal condicionou a entrada do Ongoing na TVI à venda dos 20% que o grupo detém na SIC, concorrente da TVI. Diante do impasse em Portugal, o Ongoing tem mais disponibilidade de caixa para investir no Brasil.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Italiano vai dirigir grupo que edita "Brasil Econômico".

Por Gilberto Amaral, do Jornal de Brasília

O grupo português Ongoing - que, no Brasil, edita em São Paulo o jornal diário Brasil Econômico e estuda a criação de um jornal em Brasília, o Brasília Post - escolheu o italiano Carmelo Furci para o cargo de presidente da Comissão Executiva da Ongoing Brasil. Furci, de 56 anos, foi vice-presidente do grupo Telecom Itália para a América Latina e presidente do conselho de administração da TIM Brasil.
O grupo Ongoing, controlado pela tradicional família Rocha dos Santos, atua nos setores de Telecomunicações, TV, rádio e jornal na Península Ibérica, Brasil e países africanos de língua portuguesa.