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domingo, 2 de julho de 2023

Sede do Sindicato dos Jornalistas em João Pessoa (PB) é depredada

Local foi alvo de ataque criminoso; destruíram documentos, objetos e furtaram diversos itens num prejuízo estimado de R$ 50 mil

 

Por Chico Sant'Anna. Fotos de Dui Borges/RTC

A sede do sindicato dos jornalistas profissionais da Paraíba, em João Pessoa, foi completamente destruída após ser alvo de um arrombamento e vandalismo na madrugada da sexta-feira (30). Apesar das grades nas janelas e porta principal os meliantes, além de violar o acesso ao imóvel, que fica na Rua da Areira, bairro do Varadouro, destruíram documentos, objetos e furtaram vários itens. O local ficou completamente destruído.

A entidade informou que, dentre os objetos furtados ou destruídos, estão três aparelhos de ar condicionado, que eram utilizados para climatizar o auditório. Equipamentos caríssimos. O prejuízo estimado é de R$ 50 mil. O rol de danos envolve ainda os seguintes itens:

  • Som e microfone que eram utilizados para os eventos realizados no auditório;
  • Computador;
  • Levaram todas as cadeiras do auditório e rasgaram as duas poltronas;
  • Quebraram todas as tomadas existentes na sede e levaram as respectivas fiações;
  • Levaram a maioria das torneiras e deixaram quebradas as que não conseguiram tirar;
  • Quebraram quatro fechaduras no valor de R$ 250,00 cada uma;
  • Quebraram a parede da porta da Diretoria e Secretaria;
  • Retiraram as caixas de controle de energia;
  • Destruíram todo o teto do auditório e as respectivas luminárias;
  • Quebraram a parede que fica no final do auditório por onde tiveram acesso ao interior da sede;

Sem condições de funcionamento

O sindicato ficou sem condição de funcionar e cobra das autoridades ações contra a insegurança no Centro da Capital paraibana. O presidente da instituição, Land Seixas, relatou que este é o terceiro ataque registrado contra o imóvel somente neste mês. No entanto, desta vez, a ocorrência foi ainda mais devastadora e destrutiva. "Na madrugada de terça e quarta-feira, houve invasões em pequena escala, em que levaram algumas coisas. Agora, além de saquear o restante, destruíram completamente nossa sede, sentimos uma total falta de segurança” - lamentou ele.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Contra "coronéis", jornalistas de Alagoas entram em greve por melhores salários


As empresas de comunicação se negaram a repor a inflação nos salários dos seus empregados e ainda decidiram reduzir em 40% o piso salarial da categoria, que em Alagoas significa teto salarial.





Os jornalistas de Alagoas entraram em greve, nesta terça-feira, 25/6, motivados pelo desrespeito dos empresários da Comunicação para com os seus trabalhadores. 


Em resposta à pauta de reivindicação dos jornalistas, que pleiteavam a correção salarial com base na inflação dos últimos doze meses, todos os veículos de Alagoas propuseram a redução dos salários de seus jornalistas em R$1.400,00. Em relação ao piso salarial a proposta é reduzi-lo dos atuais R$ 3.565,27 para R$ 2.150,00.
Além disso, o patronato formado, em grande parte, por representantes das tradicionais oligarquias de Alagoas, propôs que o novo acordo salarial contemplasse os seguintes pontos:

  • acabar com o pagamento de hora extra.
  • acabar com gratificações extras de exercício de atividade de produtor
  • acabar com gratificações extras de exercício de atividade de editor
  • estabelecer o tele-trabalho ou Home Office
  • autorização para tirar a negociação com sindicato e passar a negociar diretamente com os empregados.

   

É forte a adesão dos jornalistas que atuam nas empresas de comunicação do grupo Organização Arnom de Mello, Rádio e TV Gazeta, do senador Fernando Collor de Mello (PROS/AL); do Sistema de Comunicação Pajuçara (TV Pajuçara e TNH1) de propriedade do ex-governador, Guilherme Palmeira, do ex-vice-governador, José Thomaz Nonô e do industrial Emerson Tenório; e na TV Ponta Verde, do grupo Hap Vida. Segundo o Sindicato dos Jornalistas, mais de 90% dos jornalistas aderiram ao movimento.
No último domingo, a presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL), desembargadora Anne Inojosa, indeferiu liminar requerida pela TV Ponta Verde para manter em funcionamento as atividades na empresa durante a greve. 
Para colocar no ar o Bom Dia Brasil, a TV Gazeta, afiliada da Rede Globo reprisou matérias e teve que gravar o programa na noite de segunda-feira. 

Hastag

Os jornalistas criaram então a hastag #QuemPagaFazAoVivo, que já é um dos temas mais comentados nacionalmente no Twitter, juntamente com a hastag #ReduçãoSalarialNão.

Exatamente na data base do acordo salarial dos jornalistas as empresas se negaram a repor a inflação nos salários dos seus empregados e ainda decidiram reduzir em 40% o piso salarial da categoria, que em Alagoas significa teto salarial.

Jornalistas votam pela greve contra
a redução do piso da categoria. Foto: Jon Lins
Em assembleia realizada no início da noite de 24/6, os jornalistas definiram estratégias de mobilização que incluem piquetes em frente às sedes das emissoras de televisão na capital e no interior do estado. A assembleia contou com a presença da presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Maria José Braga, que chegou a Maceió para reforçar a luta dos jornalistas alagoanos. 
A paralisação acontece após uma série de tentativas do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal) para composição de um acordo com as empresas propositoras da redução.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Propaganda:Justiça suspende campanha do governo sobre reforma da Previdência

Do Patria Latina

A juíza federal Marciane Bonzanini suspendeu liminarmente todos os anúncios da campanha do governo federal sobre a reforma da Previdência. A magistrada atendeu a uma ação civil pública protocolada por uma série de sindicatos do Rio Grande do Sul. Para as entidades, além de não informar sobre os direitos previdenciários e as mudanças propostas, o material publicitário ainda se vale do desconhecimento da população e faz propaganda enganosa, amparada em dados questionados por especialistas.
Segundo os autores da ação, desde que enviou o projeto de reforma ao Congresso, o governo iniciou uma ampla campanha publicitária, veiculando mensagens “alarmistas” com o objetivo de propagar a ideia de que a Previdência Social brasileira é economicamente inviável, de que haveria um “rombo crescente” e um deficit intransponível e de que a proposta de emenda constitucional seria a única forma de viabilizar a manutenção dos direitos previdenciários, buscando, desta forma, apoio popular ao projeto.
De acordo com os sindicatos, a versão contida na campanha publicitária é alvo de questionamentos por especialistas na área da Seguridade Social, associações de classe e pesquisadores, os quais criticam as metodologias de cálculo empregadas pelo governo, que resultam em números negativos, e sustentam que existe a construção de um discurso do deficit a partir da desconsideração de receitas e da inclusão de despesas estranhas à proteção social no balanço da Previdência Social.
“Diante de uma relevante controvérsia científica sobre fórmula de cálculos e de interpretação acerca dos elementos que compõem receita e despesas da Seguridade Social, que levam a conclusões opostas sobre a situação financeira da Previdência Social, o governo federal, ao invés de promover o debate, a informação e a orientação social sobre os direitos previdenciários e sobre as possíveis mudanças no sistema de proteção social, com a intenção de ver implantada a reforma que julga necessária, promove uma narrativa do caos, valendo-se da desinformação das pessoas sobre as fontes de custeio e regras de gestão, incutindo medo e incertezas na população”, dizem.
Publicidade do partido no poder, com recursos públicos
Na sua decisão, a juíza afirma que, em todo o material da campanha analisado, verifica-se que não se trata de publicidade de atos, programas, obras, serviços ou campanhas dos órgãos públicos, com caráter educativo, informativo ou de orientação social, como permite o art. 37, § 1º, da CRFB.
“Trata-se de publicidade de programa de reformas que o partido político que ocupa o poder no governo federal pretende ver concretizadas. Ou seja, não há normas aprovadas que devam ser explicadas para a população; não há programa de governo que esteja amparado em legislação e atos normativos vigentes. Há a intenção do partido que detém o poder no Executivo federal de reformar o sistema previdenciário e que, para angariar apoio às medidas propostas, desenvolve campanha publicitária financiada por recursos públicos”, escreve.
Para a magistrada, sem adentrar na análise dos diferentes entendimentos acerca do tema e das afirmações utilizadas nos anúncios, a campanha publicitária poderia ser realizada por um partido político para divulgar posicionamento favorável à reforma, “desde que não utilizasse recursos públicos”.
Na sua decisão, ela alega que os movimentos e objetivos campanha, financiada por recursos públicos, prendem-se à mensagem de que, se a proposta feita pelo partido político que detém o poder no Executivo federal não for aprovada, os benefícios que compõem o regime previdenciário podem acabar. “Diante dessa situação, entendo que fica configurado uso inadequado de recursos públicos na campanha publicitária encomendada pelo Poder Executivo federal, não legitimado pelo art. 37, § 1º, da CRFB, configurando desvio de poder que leva à sua ilegalidade.”

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Danos a princípio democrático

Conforme despacho da juíza, a campanha publicitária desenvolvida, utilizando recursos públicos, faz com que o próprio princípio democrático reste abalado, “pois traz consigo a mensagem à população de que a proposta de reforma da Previdência não pode ser rejeitada e de que nenhuma modificação ou aperfeiçoamento possa ser feito no âmbito do Poder Legislativo, cabendo apenas o chancelamento das medidas apresentadas”.
“O debate político dessas ideias deve ser feito no Poder Legislativo, cabendo às partes sustentarem suas posições e construírem as soluções adequadas do ponto de vista constitucional e democrático. O que parece destoar das regras democráticas é que uma das partes envolvidas no debate político busque reforçar suas posições e enfraquecer argumentos diferentes mediante campanha publicitária utilizando recursos públicos”, completa.

A juíza decidiu, então, suspender, em todo o território nacional, os anúncios da campanha do Poder Executivo federal sobre a reforma da Previdência nas diversas mídias e suportes em que vêm sendo publicadas as ações de comunicação – televisão, rádios, publicações impressas, rede mundial de computadores, outdoors e indoors instalados em aeroportos, estações rodoviárias e em quaisquer outros locais públicos –, sob pena de multa diária de R$100.000,00 em caso de descumprimento.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Sindicato processará governo Temer por uso político de verbas públicas de propaganda

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária - Conar considerou A conduta irregular a campanha publicitária da Reforma da Previdência. Sindilegis acionará o Ministério Público Eleitoral

O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e Tribunal de Contas da União - Sindilegis vai representar junto ao Ministério Público Eleitoral contra o Governo Federal após o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) apontar, em resposta à denúncia, que a propaganda enganosa sobre a Reforma da Previdência é de cunho político.

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Em despacho emitido pelo Conselho, a instituição assegura que não pode fiscalizar a campanha do Governo, uma vez que se trata de "propaganda política e político-partidária", não capitulada pelo Código de Autorregulamentação Publicitária.
Todavia, de acordo com o artigo 37, inciso XXI, da Constituição Federal, as propagandas do Governo deverão ter caráter exclusivamente educativo ou de orientação social, com absoluta idoneidade.
“O Governo, além de estar usando os nossos recursos para disseminar a propaganda falaciosa sobre a Reforma da Previdência, fere os pressupostos do artigo 37, que é a absoluta idoneidade, correção e certeza do conteúdo das propagandas advindas dos órgãos públicos”, pontuou Nilton Paixão, presidente do Sindilegis.
A denúncia apresentada pelo Sindilegis ao Conar pedia a suspensão da campanha “Previdência. Reformar para garantir o amanhã”, do Governo Federal. A resposta do Conselho agora será utilizada para fundamentar a representação junto ao Ministério Público Eleitoral.
Confira o ofício do Conar aqui. 

domingo, 22 de janeiro de 2017

Sindilegis questiona no Conar propaganda oficial da reforma da previdência

Questionamento foi protocolado junto ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária - Conar contra campanha veiculada pelo Governo Federal.


O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) protocolou ofício nessa quinta-feira (19), junto ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), denunciando o Governo Federal por propaganda enganosa em sua campanha sobre a reforma da Previdência, veiculada na grande mídia por meio de televisão, rádio e internet.
“É um terror psicológico desnecessário e que está em todas as mídias no País. O Governo está investindo pesado em uma campanha permeada de falácias e pontos obscuros para desacreditar a população do real impacto desta reforma”, afirma o vice-presidente do Sindilegis para o TCU, Eduardo Dodd.
O pedido endossa o ofício protocolado pelo Deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), afirmando que o Governo Federal utiliza indevidamente recursos públicos em publicidade para a campanha política unilateral, intitulada "Previdência: reformar para garantir o amanhã", com o único objetivo de induzir a opinião pública ao apoio à proposta política da reforma da Previdência e Assistência Social. "Por terem os anúncios veiculados prejudicando e induzindo a erro (enganando) trabalhadores e segurados do INSS de todo o país, nada mais resta do que apresentar a queixa em tela", afirma Arnaldo.
Em resposta, o Conar afirmou que não analisa publicidades políticas e partidárias. O deputado já recorreu da decisão e aguarda novo entendimento do órgão.
Para conferir o ofício na íntegra, clique aqui.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

UTPBA, sindicato de Jornalistas Argentino é alvo de atentado

Três veículos invadiram as instalações da sede campestre da UTPBA, nos arredores de Buenos Aires. Em 2011 a sede já tinha sido alvo de outro vandalismo.

Otra vez se produjo un hecho vandálico –minuciosamente planificado- no sólo contra las instalaciones recreativas que la UTPBA tiene en la localidad de Moreno, sino contra la propia organización.
Como mínimo tres vehículos de mediano y gran porte ingresaron al predio de Moreno y sus conductores y acompañantes, además de dañar todo lo que encontraron a su paso, robaron un tractor, puertas, ventanas, bancos de plaza, cerca de cincuenta mesas (para ocho personas cada una), rejas y varias parrillas.
Todo lo indicado había sido restituido recientemente en el marco de los trabajos realizados para la recuperación del lugar después de los robos e incendios provocados con regular frecuencia durante los años 2014 y 2015.
Local funciona como centro de recreação dos trabalhadores da imprensa
Repetimos lo que dijéramos en las anteriores ocasiones similares: sin lugar a dudas los hechos se corresponden con una desesperada política de oposición a la UTPBA motorizada por quienes sueñan con destruirla.
Desde el año 2010 a esta parte, por todas las vías posibles se ha intentado, y se intenta, acallarnos y derrotar a como de lugar una historia de dignidad avalada por miles de compañeras y compañeros del gremio.

Ni lo sueñen, nada ni nadie podrá derrotarnos.

sábado, 22 de agosto de 2015

Sinpaf seleciona Jornalista com experiência em sindicatos


O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário - Sinpaf seleciona para a contratação um jornalista. O candidato irá atuar em Brasília e deverá possuir experiência profissional em assessoria de sindicatos. A entidade representa os trabalhadores da Embrapa em todo o Brasil.
A jornada de trabalho do contratado é a prevista na regulamentação profissional dos jornalistas: 5 horas diárias a serem prestadas no período da tarde, das 13 às 18h. 
A remuneração consiste do piso salarial acrescidos de benefícios sociais (plano de saúde, plano odontológico e vale transporte.)

Os interessados deve enviar o currículo para o e-mail: comunicacao@sinpaf.org.br com o título jornalista sindical. Candidaturas sem experiência profissional com entidades sindicais serão desconsideradas.

domingo, 27 de abril de 2014

Andes-SN seleciona jornalista com foco em programação visual

O Sindicato Nacional dos Docentes das instituições de ensino superior - Andes-SN seleciona jornalista com foco em programação visual. 
O candidato deverá possuir registro profissional e ter graduação em Jornalismo. É exigido conhecimento em web-imprensa, fotografia, planejamento gráfico, diagramação, domínio de softwares gráficos e de imagens, além de experiência profissional com movimentos sociais.
A jornada de trabalho diária é de 5 horas e o salário de R$3.700,00, mais benefícios sociais.
Até às 18 horas do dia 5 de maio, os interessados devem enviar correspondência para o endereço eletrônico selecao@andes.org.br, com nome, endereço postal, correio eletrônico e telefone, solicitando a inscrição no processo seletivo, anexando o curriculo vitae, cópia do diploma,do registro profissional e RG.

domingo, 2 de março de 2014

Andes-SN seleciona jornalista

O Sindicato Nacional dos Docentes em Instituições de Ensino Superior -Andes-SF seleciona um jornalista para atuar, em Brasíia.
Só poderão participar Jornalistas detentores de graduação em Jornalismo e registro profissional.
Os interessados deverão ter conhecimento de webmídia, fotografia e experiência profissional com movimentos sindicais e ou sociais.
A jornada de trabalho é a prevista na regulamentação do jornalista profissional, 5 horas diárias, e o salário é de R$ 3.700,00, mais benefícios (não detalhados).

Os interessados deverão encaminhar carta, com nome, endereço postal e eletrônico e telefone para contato, solicitando formalmente a inscrição no processo seletivo.
Deverão ser anexados curriculo vitae, cópia do diploma de nível superior em Jornalismo, registro profissional e RG.
Todo este material deverá ser encaminhado, até às 18 horas do dia 12 de março para o endereço eletrônico selecao@andes.org.br
Numa segunda etapa haverá uma prova prática e uma entrevista com aqueles que tiverem tido seus curriculos pré-aprovados;

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Rádio dos Trabalhadores: Emissoras entrarão no ar em breve


Rádio dos Trabalhadores: Emissoras entrarão no ar em breve
A promoção dos direitos humanos, da cidadania e da democracia formarão a base da programação da Rádio dos Trabalhadores, que em breve entra no ar em três emissoras com o nome de Rádio Brasil Atual.   Duas emissoras são concessões em forma de rádios educativas da Fundação Sociedade Comunicação, Cultura e Trabalho, a mesma que coordena a TVT e é mantida pelo Sindicato. 
Uma delas está instalada em Mogi das Cruzes, a 98,9 FM; e a outra em São Vicente, a 93,3 FM. Juntas, terão capacidade de alcançar um público estimado em 22 milhões de pessoas, pois além de parte do Litoral chegarão a toda Grande São Paulo, até as imediações de São José dos Campos. 
A terceira emissora fica em Pirangi, a 370 quilômetros da Capital, e vai transmitir para cidades do Noroeste do Estado, como Catanduva, São José do Rio Preto, Barretos e Bebedouro, na frequência 102.7FM. 
 “Nossa missão será a valorizar o mundo do trabalho e do trabalhador como o principal agente da construção do novo Brasil que surgiu com o governo Lula”, comenta Paulo Salvador, um dos coordenadores da Brasil Atual e dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. 

 Jornalismo e formação 

Zé Mourão, diretor do Sindicato que também coordena a expansão da Rádio dos Trabalhadores, diz que a programação vai se apoiar no jornalismo. 
  “Teremos um rádio jornal diário com duas horas de duração e boletins durante toda a programação”, conta. “A novidade é que produziremos notícias das três praças junto com notícias do ABC”, prossegue.  
Segundo o dirigente, a programação será recheada serviços, especialmente direitos do trabalhador e do cidadão, programas com músicas que mostram os contextos históricos e culturais onde foram criadas. “A formação também será um dos nossos fortes”, conclui. 

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - 31/07/2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Projeto que flexibiliza a Voz do Brasil é retirado de pauta

Na última terça-feira, 26/6, o líder do PT na Câmara, Jilmar Tato, conseguiu bloquear a votação do projeto de lei que flexibiliza a veiculação do programa A Voz do Brasil, nas emissoras de rádio de todo o Brasil. O projeto que é patrocinado pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV - Abert é visto pelos analistas como uma pedra de sal no programa que é considerado o informativo mais antigo do rádio mundial.
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Jilmar Tatto SP, declarou ser contra o projeto que flexibiliza o horário de veiculação do programa A Voz do Brasil, que transmite notícias sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Veiculado desde a década de 30 e produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a atração é transmitida obrigatoriamente das 19 às 20h, em todas as emissoras de rádio do País.

Em reunião de pauta de líderes partidários com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), Tatto foi desfavorável a votação da proposta.De acordo com o projeto, as emissoras poderão exibir o programa entre às 19h e 22h.

Tatto argumenta que a flexibilização é uma tentativa de acabar com o programa, que, para ele, faz parte da identidade nacional. “O povo está ouvindo, tem cidade que para na hora da A Voz do Brasil. Quem não quer ouvir, coloca um CD. Pobre gosta de ouvir”, disse durante a reunião. Segundo o petista, o programa tem 18 milhões de ouvintes.

Ainda segundo Tatto, as emissoras querem o horário nobre para ganhar dinheiro com publicidade. “As empresas têm concessão e podem ceder esse horário”, disse. Ele marcou uma reunião da bancada petista na próxima terça-feira para definir a posição do partido.
 

Do lado oposto a Abert e os donos de emissoras de rádio foi criado a partir de lideranças da Capital Federal, o movimento Em Brasília 19 horas, em defesa da manutenção do programa. O movimento inciado por entidades representativas de jornalistas, já conta com a adesão de importantes entidades, tais como a CUT Nacional, a Contag e a Comissão de Justiça e Paz da CNBB. 
O Movimento  lançou esta semana mais uma carta aberta aos deputados federais, pedindo que eles não acabem com a Voz do Brasil.
Confira abaixo a íntegra do documento.


Carta Aberta aos Membros da Câmara dos Deputados
Em Defesa da Voz do Brasil
 Senhores e senhoras parlamentares,
Encontra-se em análise na Câmara Federal o projeto de lei No. 595/03 que flexibiliza o horário  de exibição do mais antigo programa de rádio do mundo, a Voz do Brasil, criado em 1932. 
Como qualquer produto midiático ele também sofreu as influências das diferentes épocas políticas pelas quais o Brasil atravessou, mas, mesmo com isto, não deixou de constituir-se num importante instrumento de informação para uma imensa massa de brasileiros, sua esmagadora maioria, que não dispõe de outra forma para receber informações relevantes sobre as atividades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. 
Pesquisa recente realizada por Instituto de alta notoriedade aponta que um entre cada três brasileiros ouve rotineiramente A Voz do Brasil. Outra enquete indica que 73 por cento dos entrevistados concordam com a continuidade da veiculação da Voz do Brasil no horário das 19 horas, além de confirmarem a importância do programa para a sua informação. Como sabemos, o Brasil registra uma baixíssima taxa de leitura de jornal e revista, o que faz com que a Voz do Brasil represente, para milhões e milhões de compatriotas, a única forma de obter informações. 
Nos últimos anos, a Voz do Brasil vem registrando modificações importantes em sua forma e conteúdo, tornando-se mais adequada a atualidade, além de veicular, também, informações muito relevantes sobre programas governamentais, especificamente, os  do Ministério da Educação (Fundeb), do Ministério da Agricultura (Programa de Aquisição de Alimentos), do Ministério da Pesca  e também do Ministério do Desenvolvimento Agrário (Pronaf e Pronera) e do Ministério da Previdência Social. Tal característica pode, perfeitamente, ser aperfeiçoada para oferecer aos brasileiros uma possibilidade mais eficaz ainda para  sua informação, acerca de temas de altíssima relevância, nem sempre con templados adequadamente pela esmagadora maioria das emissoras de rádio espalhadas pelo território nacional, que sequer dispõe de estrutura suficiente para cumprir a exigência de noticiário jornalístico prevista em lei. 
Para os integrantes do Legislativo e do Judiciário, a Voz do Brasil é uma rara opção de interação com a sociedade sem as distorções já tradicionais na mídia. Diversas pesquisas científicas já demonstraram que a cobertura jornalística destes dois Poderes da República não representa fidedignamente os fatos que acontecem no seu interior. Além disso, a Voz do Brasil trata igualitariamente a todos os parlamentares, sem as distorções editoriais que privilegiam o segmento já classificado de "alto clero" do Congresso Nacional. 
Para uma grande massa de brasileiros que vivem nos chamados grotões do campo e da cidade, sem acesso a leitura de jornais, a Voz do Brasil é o que lhe resta como única opção informativa para saber das decisões dos poderes públicos, da atuação dos seus representantes no Congresso e das deliberações do judiciário. Na atualidade, este programa radiofônico se transformou num importante instrumento de transparência dos feitos públicos, habilitando ao cidadão exercer seu papel de fiscal do Estado. Tal característica não é valorizada pelos grandes empresários da comunicação interessados, fundamentalmente, na exploração comercial do horário, para mais exibição do mesmo, em prejuízo do jornalismo e da  direito de comunicação de nos so povo. 
Considerando a inexistência de qualquer capacidade fiscalizadora dos órgãos competentes, a flexibilização do horário de apresentação da Voz do Brasil poderá constituir-se, de fato,  numa alteração que , na prática, levará à sua não veiculação, portanto, ao desaparecimento do mais antigo programa de rádio do mundo atual. O que interessa apenas aos conglomerados empresariais da comunicação. 
Assim sendo, como o referido projeto teve uma tramitação muito rápida durante o ano de 2010, ano eleitoral, com significativo esvaziamento do Congresso, entendemos que a matéria pode não ter sido examinada com  suficiente profundidade, especialmente nos aspectos aqui mencionados. É sabido que nem o Conselho de Comunicação do Congresso Nacional teve oportunidade de se posicionar sobre o tema e que o plenário da Câmara dos Deputados não foi ouvido. Sua aprovação poderia constituir-se na eliminação de uma positiva experiência de regulamentação informativa e, com isso, representar um grave prejuízo para uma imensa maioria de brasileiros que têm na Voz do Brasil uma alternativa consolidada para informar-se acerca das mais relevantes decisões dos poderes públicos e de seus membros. 
Face a isto, solicitamos que a tramitação do referido projeto seja sustada e que a matéria seja objeto de novas análises, inclusive com a convocação de audiências públicas nas quais sejam ouvidos não apenas especialistas em comunicação, mas, também, representantes das diferentes comunidades tais como pescadores, ribeirinhos, trabalhadores rurais, caminhoneiros, população de fronteira, militares ou civis, povos das florestas, quilombolas, militares, que nos mais inóspitos rincões de imenso país tem na Voz do Brasil um fundamental instrumento para sua informação e, com isto, para formarem-se com cidadãos brasileiros.
Brasília, 15 de agosto de 2011
  • Central Única dos Trabalhadores – CUT
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura – CONTAG
  • Central Geral dos Trabalhadores do Brasil  - CGTB
  • Federação Nacional dos Jornalistas -  FENAJ
  • Federação Interestadual de Trabalhadores em Empresas de Rádio e TV – FITERT
  • Comissão Brasileira Justiça e Paz - CBJP
  • Movimento em Defesa da Voz do Brasil

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

BBC de Londres: Jornalistas entram em greve pela segunda vez

Do Opera Mundi
Os jornalistas da rede pública britânica BBC participam nesta segunda-feira (01/08) de uma segunda greve de 24 horas em protesto pela centena de demissões previstas pela emissora para cortar despesas. Calcula-se que cerca de três mil filiados ao Sindicato Nacional de Jornalistas (NUJ, na sigla em inglês) participem da greve, que segue a outra similar do dia 15 de julho e afeta toda a programação de rádio e televisão.

Leia mais:
Crise econômica afeta a BBC, a “voz internacional” do Reino Unido

Programas emblemáticos da BBC, como o espaço político e de atualidade Today da Radio 4, foram modificados, neste caso começando uma hora mais tarde do que o previsto. No caso dos noticiários de televisão, são apresentados frequentemente por uma só pessoa, em vez das duas frequentes, e em muitos casos por pessoal com contrato não permanente. Segundo o NUJ, a direção da BBC "continua sem querer encontrar soluções razoáveis" para evitar as demissões.

sábado, 21 de maio de 2011

Homenagem aos 60 anos da jornalista Jacira da Silva.

Do SJP-DF

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal congratula a jornalista Jacira da Silva pelos seus 60 anos, a serem comemorados neste sábado, dia 21 de maio. Primeira e única mulher a comandar o SJPDF, entre 1995 e 1998, ela segue na luta pela categoria, sendo ativa participante das atividades sindicais.

Jacira é uma das fundadoras da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do DF (http://cojiradf.wordpress.com/), que desenvolve importante trabalho de apoio aos profissionais negros/as e sensibilização das redações para as políticas públicas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial.

Militante do PT, a ex-presidente do SJPDF faz parte do Movimento Negro Unificado (MNU), do Coletivo de Articulação em Defesa das Cotas Raciais no Ensino Superior, do Fórum de Mulheres Negras do DF e do Fórum de Educação e Diversidade Étnico-Racial do DF. Jacira da Silva também edita o blog Negritude DF (www.negritudedf.blogspot.com)

O SJPDF agradece suas contribuições para o movimento sindical e para a população do DF de forma geral. Desejamos que os próximos anos sejam repletos de saúde e energia para conquistas pessoais, familiares e coletivas.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

TV Cidade Livre do DF passa a transmitir telejornal da TV dos Trabalhadores

A TV Cidade Livre do DF, canal comunitário de Brasília veiculado na NET, passou a transmitir, diariamente, o telejornal da TV dos Trabalhadores, de São Paulo. "O Seu Jornal" é um noticiário com outro enfoque, colocando em relêvo iniciativas dos trabalhadores e da comunidade do ABCD paulista para buscarem a geração de renda e emprego, para a solução dos problemas concretos da exclusão social. Há também especial espaço para a luta sindical, espaço negado sistematicamente pela televisão comercial, mas garantido pelo canal comunitário cadango.

A TVT, que tem Lula como presidente de honra, é gerida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABCD e está no ar desde agosto de 2010.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Novas diretorias do SJP-DF e do Clube de Imprensa tomam posse

Enviado pelo SJP-DF

Jornalistas de diferentes gerações atenderam ao chamado da Chapa “Renovação – Pra Fortalecer os Jornalistas” e participaram, no sábado (25/9), do ato simbólico de retomada do SJPDF e do Clube da Imprensa. A cerimônia e a festa de posse da nova diretoria reuniram cerca de 500 jornalistas, sindicalistas e convidados no Clube da Imprensa. O clima, claro, era de alegria, emoção, renovação...
No seu discurso de posse, o presidente Lincoln Macário, lançou a Campanha de Sindicalização do SJPDF, que permite adesão imediata para novos colegas, sem o pagamento de mensalidades antecipadas (como era feito na gestão anterior), e anistia ampla, geral e irrestrita para os inadimplentes. Mais de 20 colegas, prontamente, assinaram suas fichas de sindicalização.
Lincoln reafirmou o compromisso expresso durante a campanha de manter foco total na luta pela qualidade de vida dos jornalistas do Distrito Federal. “Há uma clara prioridade nas ações deste sindicato a partir de agora: garantir aos jornalistas as melhores condições de remuneração, desempenho de suas atividades, gozo de direitos, não só os relativos a atividade profissional, mas todos os outros direitos que podem garantir uma vida mais saudável física e psicologicamente, com o lazer, a formação, e outros”, disse.
O presidente citou também as medidas emergências que a nova diretoria do SPDF e do Clube da Imprensa irão tomar para garantir o processo de renovação. Entre elas está a realização de um censo dos jornalistas, o lançamento de uma campanha contra assédio moral, com implantação de comissão para recebimento de denúncias, a reorganização da categoria por locais de trabalho, com a eleição de delegados sindicais, e a realização de reuniões para setores, como assessores do setor público e trabalhadores de sucursais, dentre outros.
Anunciou, ainda, a eleição e instalação das comissões de Repórteres Fotográficos, Repórteres Cinematográficos e de Liberdade de Imprensa. Revelou o projeto do SJPDF oferecer cursos próprios de formação para jornalistas, começando pelo cursinho preparatório para concursos públicos, e a retomada do projeto cultural “Cozinha Fotográfica”.
Para o Clube da Imprensa, as ações imediatas previstas são a realização de Campeonatos esportivos e de uma festa de final de ano para a categoria.

Outros discursos

Na abertura da cerimônia, o ex-presidente, Romário Schettino, fez um balanço dos oito anos que esteve à frente da entidade, destacando o acordo imobiliário com a Brasal que, segundo ele, ampliou o patrimônio do Sindicato, e a participação da SPJDF nas lutas da categoria e da sociedade.
Ele reconheceu que o recado das urnas foi bem claro ao apontar a necessidade de renovação da entidade e se colocou à disposição da nova diretoria. A ex-presidente do Clube da Imprensa, Emília Magalhães, ressaltou que, apesar das dívidas históricas, sua gestão conseguiu resistir aos apelos do mercado imobiliário e manter esse patrimônio nas mãos da categoria. Segundo ela, com as renegociações das dívidas, feitas com apoio do Sindicato, o Clube agora está preparado para captar recursos para a melhoria do espaço.
O representante da FENAJ, José Carlos Torves, afirmou que, apesar do grupo que assumiu a Federação e o que tomou posse no SPJDF estarem em lados opostos durante as eleições, agora ambos devem lutar unidos pela categoria. “As eleições ficaram para trás”, resumiu.
Presenças Também participaram da cerimônia de posse representantes da TV Comunitária do DF, CUT-DF, Sindimetrô (Sindicato dos Metroviários), Sindágua (Sindicato dos funcionários da Caesb), Sindical (Sindicato dos Servidores da Câmara Legislativa e TC-DF).
Coletivo Intervozes, Rádio Rala Coco, Intersindical-DF, DCE-UnB, CA de Comunicação da Católica – Cactos, CA de Comunicação da UnB, Cojira-DF, Fenaj, UNE, Bloco Pacotão. Comparecem, também, os jornalistas Tereza Cruvinel - presidente da EBC, Jacira Silva - ex-presidente do SJPDF, Dorgil Marinho - ex presidente do Clube da Imprensa, Chico Sant'Anna – ex-presidente do SJPDF e Lourival Macedo - representante dos funcionários no Conselho Curador da EBC.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

TV dos Trabalhadores estreia hoje, com Lula

A TV dos Trabalhadores entra no ar hoje às 19h. A data histórica que marca a estreia da primeira emissora de televisão outorgada aos Trabalhadores terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silvia, ministros, prefeitos, parlamentares, dirigentes sindicais, empresários e 1.700 trabalhadores da base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, fundador e mantenedor da Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho. A entidade sem fins lucrativos recebeu a outorga da TV em outubro de 2009, após 23 anos de luta e do primeiro pedido oficial feito ao Ministério das Comunicações e intermediado pelo então deputado constituinte Lula.

A programação irá ao ar pelo canal 46 UHF. Também estará em 27 canais comunitários (a cabo) da Grande São Paulo e em mais de 240 pontos de abrangência da Rede NGT em todo o País. A programação será transmitida simultaneamente pela TV Web do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (www.smabc.org.br).

A TVT terá diariamente uma hora e meia de programação própria (veja grade abaixo). Hoje todo o horário será ocupado com a transmissão ao vivo do evento de estreia, que será realizado no Cenforpe, em São Bernardo do Campo.

Seu jornal
O carro-chefe é um jornal ao vivo de 30 minutos – Seu Jornal -, que será exibido de segunda a sexta-feira. Integram a grade outras sete produções envolvendo serviços, debates, documentários, cooperativismo, entrevistas e destaques do mundo do trabalho. Para garantir o restante da programação, foram firmadas parcerias com a TV Brasil (pública) e as TVs Câmara e Senado, que fornecerão noticiário nacional, reportagens especiais e documentários.

Equipe com 70 profissionais é responsável pela produção da programação própria da TVT. Segundo Valter Sanches, foi investido R$ 1 milhão na compra de equipamentos. O custo mensal da programação da TVT está estimado em R$ 400 mil. Por ser educativa, a emissora não pode veicular publicidade nem ter patrocínios, mas apenas apoios culturais.

Para poder habilitar-se legalmente à concessão, o Sindicato fez um aporte financeiro de R$ 15 milhões com recursos próprios (aprovado em assembleia em 2007) na conta da Fundação. Sanches e Sérgio Nobre afirmaram que o Sindicato ira buscar apoios culturais e novos parceiros para a TVT ainda este ano. “Vamos fazer dessa emissora uma grande rede nacional”, afirmou o presidente do Sindicato.

Fundação
A outorga da emissora foi feita em outubro do ano passado em decreto assinado pelo presidente Lula e pelo então ministro das Comunicações, Hélio Costa. Além do Canal 46 UHF, a Fundação também teve outorgadas, no ano passado, mais uma emissora UHF, em São Caetano, e duas emissoras de rádio (uma em São Vicente e outra em São Caetano).

A Fundação foi criada em 10 de setembro de 1991, sem fins lucrativos, para produzir e divulgar programas de conteúdos educativo, cultural, informativo e recreativo, em todo o território nacional. É presidida pelo dirigente do Sindicato Valter Sanches, metalúrgico na Mercedes-Benz, e dirigida por conselho composto por 40 membros eleitos em assembleia a cada três anos, que representam diversas categorias de sindicatos filiados à CUT (Central Única dos Trabalhadores), como Metalúrgicos e Químicos do ABC, Bancários de São Paulo e do ABC, Petroleiros, Professores e Jornalistas de São Paulo.

Desde 1987
O primeiro pedido de concessão de canais de rádio e televisão para os trabalhadores via Sindicato foi feito em setembro de 1987. A entidade participou de quatro concorrências de concessão de radiodifusão e foi preterida em todas, apesar de ter cumprido todos os requisitos exigidos por lei. Em 1992, houve mais uma negativa, à época já em nome da Fundação Sociedade Comunicação, Cultura e Trabalho.

Em abril de 2005, a Fundação conseguiu a concessão do canal educativo 46 UHF, com sede no município de Mogi das Cruzes (Grande São Paulo), com aprovação do Congresso Nacional. Na ocasião, o presidente Lula assinou o decreto da concessão na abertura do 16º Congresso Continental da Ciosl-Orit (Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livres – Organização Regional Interamericana de Trabalhadores), que reuniu representantes das principais centrais sindicais de 29 países das Américas.

No ato, Lula lembrou que era deputado constituinte quando levou o deputado federal e então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Vicentinho (PT), para conversar com o ministro das Comunicações à época, Antônio Carlos Magalhães (governo Sarney), e pedir pela primeira vez a concessão.

“O fato de Lula, um operário metalúrgico, ser o presidente da República foi determinante para que o Sindicato/Fundação conseguissem a concessão da TVT e as demais outorgas”, disse Sérgio Nobre.

Em rede
A Fundação firmou uma parceria com a Acesp (Associação dos Canais Comunitários do Estado de São Paulo) para retransmissão da programação da TVT em 27 emissoras comunitárias nas sete cidades do ABC (Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra – canal 48) e nas seguintes praças: Atibaia, Bragança Paulista, Cubatão, Guarulhos, Itapetininga, Mogi das Cruzes, Osasco, Peruíbe, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Jacareí, São José do Rio Preto, Valinhos, Limeira, Americana, Rio Claro, Sumaré, Hortolândia, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Itapetininga e São Paulo (capital).

Outra parceria foi firmada com a Rede NGT, por seis meses, para retransmitir a programação da TVT a diversas regiões do Estado de São Paulo e do Brasil. São mais de 240 pontos de abrangência em todo o País.Na Grande São Paulo, por exemplo, são 26; na região de Bauru, mais 26; na Grande Rio de Janeiro, 16; em Minas Gerais, 87 (17 no sul-sudeste); na região do Cariri, no Ceará, 24. A população total dessas regiões é de 40 milhões de habitantes e 12 milhões de domicílios com televisores, segundo dados da NGT.

Metalúrgicos na equipe
A TVT dos Trabalhadores vai inovar ao colocar oito metalúrgicos na equipe de reportagem, que também terá a participação de representantes das entidades do movimento social. Nelma Salomão, diretora de jornalismo da emissora, explica que um dos conceitos da programação da TV dos Trabalhadores é estar aberta à participação social. "Esse será um dos nossos diferenciais. A participação de pessoas comuns produzindo conteúdo vem da necessidade de termos a visão desse lado da vida cotidiana, como a dos trabalhadores".

O coordenador de base por São Bernardo do Sindicato, Moisés Selerges será um dos repórteres trabalhadores e define sua participação como um elo entre a categoria e a emissora. "O trabalhador não se vê na TV conforme a sua realidade. Não há um programa que discuta nossos direitos”, por exemplo.

Ele compara sua afirmação com o comum de uma novela "Nunca vimos um personagem dizendo que precisa dormir cedo porque tem de trabalhar no dia seguinte".

Convênios
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, mantenedor da Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho, firmou dois convênios para a transmissão da programação da emissora para o Estado de São Paulo e quase todo o Brasil. Pelo convênio, a Rede NGT levará o sinal a cidades fora do Estado de São Paulo e a Associação dos Canais Comunitários do Estado de São Paulo fará a tevê chegar às cidades paulistas, entre elas os sete municípios do ABC e os da Grande São Paulo (veja links abaixo).

Os convênios foram firmados porque, neste início, as transmissões ficariam restritas à região de Mogi das Cruzes. O Sindicato-Fundação já solicitou, oficialmente, ao Ministério das Comunicações retransmissoras para montar uma rede de transmissão para todo o País.

Como sintonizar

Canal 48 UHF - ABC e Grande São Paulo
Canal 46 - Mogi das Cruzes e Alto Tietê
TV a Cabo no ABC - ECO TV- canais 96 (analógico) e 9 (digital) NET
TV a Cabo em SP - TV Aberta – canais 9 e 72 TVA (analógico) NET e 186 (digital) TVA
No site da TVT - www.tvt.org.br (disponível a partir de 23/08)

Reunidos em Congresso Nacional, jornalistas defendem o diploma para o exercício da profissão

Os jornalistas brasileiros, reunidos em seu 34º Congresso Nacional, realizado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, de 18 a 22 de agosto de 2010, dirigem-se à Nação Brasileira para reafirmar a defesa do Jornalismo como bem público essencial à democracia e a defesa dos jornalistas como categoria profissional responsável pela efetiva produção jornalística, dentro do princípio do direito da sociedade à informação.

Há no país uma ação permanente patrocinada pelos grandes grupos de comunicação para desqualificar o Jornalismo, confundindo propositadamente a produção de informação jornalística com entretenimento, ficção e mera opinião. Igualmente, a categoria dos jornalistas sofre ataques à sua constituição e organização.

Por isso, mais uma vez, os jornalistas brasileiros afirmam a defesa da regulamentação da profissão e conclamam a sociedade a apoiar a luta pela aprovação das Propostas de Emendas Constitucionais (PECs), em tramitação no Congresso Nacional, que restituem a exigência da formação de nível superior específica para o exercício da profissão.

Os jornalistas brasileiros entendem que a luta pela regulamentação da profissão e pela democratização da comunicação é de interesse público. Por isso, pedem a continuidade da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) como instância democrática e plural de discussão e deliberação das políticas públicas para o setor.

Em seu 34º Congresso Nacional, os jornalistas brasileiros afirmam a necessidade de dar consequência às decisões da 1ª Confecom e destacam como prioridade a criação do Conselho Nacional de Comunicação como instância deliberativa, a criação do Conselho Federal de Jornalistas (CFJ) e do Código de Ética do Jornalismo e a aprovação de uma nova e democrática Lei de Imprensa para o país.

Não por acaso, no mesmo período de realização do 34º Congresso dos Jornalistas, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) reuniu-se no Rio de Janeiro para defender seus interesses empresariais, antagônicos aos da grande maioria do povo brasileiro. Falsamente, a ANJ afirma defender a liberdade de expressão e de imprensa, mas aponta para uma autorregulamentação do setor, sob o controle do patronato, em contraposição às propostas de regulação e regulamentação, por lei, defendidas pelos trabalhadores.

Os jornalistas brasileiros denunciam a exploração a que são submetidos pelos donos dos veículos de comunicação, que violam abertamente os mais comuns direitos trabalhistas. Reafirmam sua luta por melhores condições de salário e trabalho, pelo respeito à jornada diária, pela aplicação do Código de Ética da profissão, pela garantia de segurança no exercício profissional e contra a precarização das relações de trabalho. Tomam, ainda, a iniciativa de fortalecer a posição dos jornalistas no âmbito da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de outras centrais sindicais.

Além das lutas sindicais específicas, os jornalistas brasileiros se comprometem a trabalhar no combate ao racismo e pela promoção de políticas de equidade de gênero, raça e etnia na organização da categoria e na produção jornalística. Também destacam a importância de fortalecer os veículos públicos de comunicação e seus serviços noticiosos, como a Voz do Brasil, ameaçada atualmente por um projeto de lei apoiado pelas empresas jornalísticas.

As lutas da categoria no Brasil somam-se às dos jornalistas de outros países da América Latina e do Caribe, do continente africano e dos demais países reunidos na Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), que estiveram presentes no 34º Congresso Nacional.

Por fim, às vésperas de eleições gerais no país, os jornalistas brasileiros conclamam os candidatos, em nível nacional e estadual, a se comprometerem com as bandeiras da democratização dos meios de comunicação e com a defesa do Jornalismo e da regulamentação profissional dos jornalistas.

Porto Alegre, 21 de agosto de 2010

domingo, 25 de julho de 2010

FENAJ e 7 sindicatos realizam eleições para novas diretorias

Da Fenaj

De 27 a 29 de julho os jornalistas brasileiros estão convocados a fortalecer o movimento sindical nacional da categoria. Única Federação a realizar eleição direta, a FENAJ terá processo eleitoral para renovação de sua direção e da Comissão Nacional de Ética nos dias 27, 28 e 29 de julho. O processo conta com a participação de duas chapas.

O envolvimento da categoria no fortalecimento de suas entidades é fundamental neste momento em que tramitam no Congresso Nacional duas Propostas de Emenda Constitucional prevendo o retorno da exigência do diploma de curso superior em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão. Considerado um dos pilares da regulamentação profissional dos jornalistas, após vigir por 40 anos no Brasil este requisito foi derrubado pelo STF que, no ano passado, acatou recurso impetrado por entidades patronais.

Urnas fixas e volantes estarão presentes nas capitais e principais cidades dos 26 estados e do Distrito Federal para coletar votos da categoria. Poderão votar os jornalistas em dia com seus sindicatos até o mês de junho, como também jornalistas aposentados.

Em reunião realizada no dia 14 de julho, a Comissão Eleitoral Nacional definiu que o quorum mínimo para validação da eleição em primeira convocação é de 30% dos jornalistas sindicalizados e em dia com suas obrigações sindicais. Disputam o pleito para a FENAJ a chapa 1, “Virar o jogo: em defesa do Jornalismo e do Jornalista”, liderada por Celso Schröder, e a chapa 2, “Luta Fenaj”, liderada por Pedro Pomar. Cinco candidaturas estão inscritas para as cinco vagas da Comissão Nacional de Ética dos Jornalistas.

Os Sindicatos dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Sergipe, Ceará, Londrina e Goiás realizarão eleição para renovação de suas direções simultaneamente à eleição para a FENAJ.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

SJP-DF: Eleições acontecem em 25, 26 e 27 de agosto

O Sindicato dos Jornalstas do DF e o Clube de Imprensa de Brasília realizam eleições este ano para renovar as respectivas diretorias. As eleições erão realizadas nos dias 25, 26 e 27 de agosto de 2010 e presididas pela mesma Comissão Eleitoral eleita na assembleia geral do Sindicato no dia 18 de junho de 2010.

Inscrição das Chapas

O prazo para a inscrição de chapas para as duas diretorias inicia-se no dia 21 de junho e se encerra às 18h do dia 21 de julho de 2010, na sede provisória do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, localizada no Clube de Imprensa, junto à Comissão Eleitoral;

Ficha Limpa

No momento do registro da chapa, o seu coordenador assumirá por escrito o compromisso de não utilizar recursos públicos durante a campanha, sob pena de impugnação da chapa. Pode candidatar-se o jornalista sindicalizado até seis meses antes do registro da chapa, não havendo necessidade de o candidato comprovar tempo de exercício profissional. É proibida a acumulação de cargos de efetivos e suplentes na diretoria e no Conselho Fiscal, sob pena de nulidade do registro da chapa;

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Sindicato dos Jornalistas do DF prepara eleições internas

O Sindicato dos Jornalistas do DF abriu o seu processo sucessório. No dia 18 de junho às 18h, será realizada assembléia geral para debater e aprovar o regimento eleitoral, definir o calendário eleitoral e eleger a Comissão Eleitoral que comandará o processo.
Tradicionalmente, as eleições acontecem entre agosto e setembro, devendo a nova diretoria tomar posse em outubro, mas o calendário ainda será definido.
Em Julho devem ocorrer as eleições para a direção da Fenaj.

Na mesma assembléia será apresentada e analisada a mais recente contraproposta patronal de reajuste salarial para a Data-Base 2010.