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quarta-feira, 28 de agosto de 2024

EBC: jornalistas aprovam paralisação para 3/9


Por Chico Sant'Anna

Se as deliberações se confirmarem, na terça-feira, dia 3, os radiovintes não ouvirão o tradicional "Em Brasília, 19 horas".  Os jornalistas decidiram  por uma paralisação de um diam em resposta a posição da direção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) tentar contornar a obrigação do respeito à jornada de trabalho de cinco horas diárias e limite de 30 semanais, conforme prevê a CLT. Reunidos em assembleia em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, os profissionais entenderam a postura da EBC como um "ataque" à categoria dos jornalistas, e assim decidiram, por unanimidade, fazer uma paralisação de 24h na próxima terça (03/09), que pode se alongar a depender da resposta da EBC e do governo Federal. 

A greve é uma reação à decisão da empresa de atacar a jornada especial da categoria, prevista na Seção XI da CLT desde 1943, ainda com Getúlio Vargas. Ao elaborar o novo Plano de Cargos e Remunerações (PCR), a direção rebaixou os salários da carreira dos jornalistas na empresa em comparação a outros grupos de trabalhadores, criando um critério de remuneração por hora. Na prática, ao burlar a CLT, nos considera trabalhadores de jornada parcial, punindo a categoria pelo direito histórico da profissão. A luta dos jornalistas da EBC é por um PCR isonômico entre as diferentes carreiras, e, ao mesmo tempo, defendemos todos os ganhos econômicos que a proposta de PCR da empresa estabeleceu para os demais trabalhadores e trabalhadoras da EBC.

O ataque da EBC, portanto, é contra toda categoria dos jornalistas, não apenas aos que hoje trabalham na empresa. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) já se manifestaram contra a proposta por entenderem que ela fere os direitos nacionais dos trabalhadores.  Leia aqui: https://abre.ai/kTr6

Hoje, os jornalistas recebem o mesmo salário de outros trabalhadores com nível superior, mas, com a proposta da Diretoria, eles passariam a ter uma remuneração básica 12% menor. O ataque da empresa pública de comunicação nacional contra seus jornalistas abre margem para as empresas privadas seguirem pelo mesmo caminho. Saiba mais aqui: 

Esperamos que o ministro Paulo Pimenta – que deve voltar à Secom nos próximos dias – corrija esse grave erro da direção da EBC. Afinal, a defesa do trabalho da imprensa, que o governo diz respeitar, se restringe à liberdade dos barões da mídia ou se estende também para a classe trabalhadora? 

A próxima terça-feira terá uma absoluta paralisação do jornalismo dos veículos públicos - Agência Brasil; TV Brasil; Rádios Nacional, da Amazônia, Alto Solimões e MEC, além da Radioagência Nacional - e também nos estatais Canal Gov, Agência Gov e a Voz do Brasil.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Contra "coronéis", jornalistas de Alagoas entram em greve por melhores salários


As empresas de comunicação se negaram a repor a inflação nos salários dos seus empregados e ainda decidiram reduzir em 40% o piso salarial da categoria, que em Alagoas significa teto salarial.





Os jornalistas de Alagoas entraram em greve, nesta terça-feira, 25/6, motivados pelo desrespeito dos empresários da Comunicação para com os seus trabalhadores. 


Em resposta à pauta de reivindicação dos jornalistas, que pleiteavam a correção salarial com base na inflação dos últimos doze meses, todos os veículos de Alagoas propuseram a redução dos salários de seus jornalistas em R$1.400,00. Em relação ao piso salarial a proposta é reduzi-lo dos atuais R$ 3.565,27 para R$ 2.150,00.
Além disso, o patronato formado, em grande parte, por representantes das tradicionais oligarquias de Alagoas, propôs que o novo acordo salarial contemplasse os seguintes pontos:

  • acabar com o pagamento de hora extra.
  • acabar com gratificações extras de exercício de atividade de produtor
  • acabar com gratificações extras de exercício de atividade de editor
  • estabelecer o tele-trabalho ou Home Office
  • autorização para tirar a negociação com sindicato e passar a negociar diretamente com os empregados.

   

É forte a adesão dos jornalistas que atuam nas empresas de comunicação do grupo Organização Arnom de Mello, Rádio e TV Gazeta, do senador Fernando Collor de Mello (PROS/AL); do Sistema de Comunicação Pajuçara (TV Pajuçara e TNH1) de propriedade do ex-governador, Guilherme Palmeira, do ex-vice-governador, José Thomaz Nonô e do industrial Emerson Tenório; e na TV Ponta Verde, do grupo Hap Vida. Segundo o Sindicato dos Jornalistas, mais de 90% dos jornalistas aderiram ao movimento.
No último domingo, a presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL), desembargadora Anne Inojosa, indeferiu liminar requerida pela TV Ponta Verde para manter em funcionamento as atividades na empresa durante a greve. 
Para colocar no ar o Bom Dia Brasil, a TV Gazeta, afiliada da Rede Globo reprisou matérias e teve que gravar o programa na noite de segunda-feira. 

Hastag

Os jornalistas criaram então a hastag #QuemPagaFazAoVivo, que já é um dos temas mais comentados nacionalmente no Twitter, juntamente com a hastag #ReduçãoSalarialNão.

Exatamente na data base do acordo salarial dos jornalistas as empresas se negaram a repor a inflação nos salários dos seus empregados e ainda decidiram reduzir em 40% o piso salarial da categoria, que em Alagoas significa teto salarial.

Jornalistas votam pela greve contra
a redução do piso da categoria. Foto: Jon Lins
Em assembleia realizada no início da noite de 24/6, os jornalistas definiram estratégias de mobilização que incluem piquetes em frente às sedes das emissoras de televisão na capital e no interior do estado. A assembleia contou com a presença da presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Maria José Braga, que chegou a Maceió para reforçar a luta dos jornalistas alagoanos. 
A paralisação acontece após uma série de tentativas do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal) para composição de um acordo com as empresas propositoras da redução.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

EBC: trabalhadores decidem manter a greve por reajustes dignos

Com base no SJP-DF


Assembleia dos trabalhadores em greve das quatro praças da Empresa Brasiliera de Comunicação (Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e São Luís), realizada no dia 11/11, rejeitou a proposta colocada pela direção da empresa em mesa de negociação realizada na segunda-feira (9). A diretoria ofereceu 3,5% de aumento salarial e em todas as cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho para este ano e para o ano de 2016. A greve teve início na terça-feira, 10/1.
A EBC é a holding que administra a TV Brasil, Rádio Nacional, Agência Brasil, dentre outras mídias, além de ser responsável pela edição da primeira meia hora do programa radiofônico, A Voz do Brasil.
Os servidores da EBC querem que seus salários sejam corrigidos de acordo com oIPCA, que é o Índice que mede os preços ao consumidor em todo país. Além de um chamado aumento linear dos salários, no qual os trabalhadores passariam a receber R$ 450 a mais mensalmente. Os tíquetes alimentação e refeição também são objeto de reivindicação. Os grevistas querem que esse benefício tenha o aumento de 4,25%
Em greve, os empregados das quatro praças da EBC (Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e São Luís) voltaram a se reunir em assembleia nessa quinta-feira, 12/11. O movimento ganhou grande adesão, com entre 900 e mil trabalhadores cruzando os braços, quase 50% dos empregados da casa sem cargo de chefia ou função. Os empregados aprovaram a continuidade da greve, a manutenção das propostas para as cláusulas econômicas e a cobrança que a empresa negocie as cláusulas sociais.
Os trabalhadores também aprovaram a cobrança para que a empresa não cometa ilegalidades durante a greve na substituição de profissionais e que tire dos créditos os nomes daqueles trabalhadores que pararam. Uma carta à presidenta Dilma também foi encaminhada na assembleia.
A direção da Empresa Brasil de Comunicação enviou ofício afirmando que só voltará a negociar caso os trabalhadores interrompam a greve. Ela entrou com pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho. No entanto, só listou algumas cláusulas econômicas e mais duas de seu interesse (banco de horas e ponto eletrônico). Os trabalhadores rejeitaram a tentativa de fim da greve e reafirmaram que mesmo para uma conciliação no Tribunal é fundamental que as partes dialoguem sobre as cláusulas sociais.
Psol

A bancada parlamentar do Psol na Câmara dos Deputados se solidarizou ao movimento dos trabalhadores da estatal de comunicação. Por meio do seu líder, deputado Chico Alencar, o PSOL manifestou todo o seu apoio a esta luta e considera justas as reivindicações do movimento. Os trabalhadores não podem pagar pela política de ajuste fiscal para os “de baixo”, adotada pelo governo Dilma e que beneficia o capital financeiro, em detrimento de salários dignos e melhores condições de trabalho. A proposta apresentada pela direção da empresa não repõe as perdas da inflação acumulada no último ano, e segue a linha da política oficial de arrocho que o PSOL rejeita.
Os grevistas fizeram uma passeata na Esplanada e um ato em frente ao Ministério do Planejamento. Eles cobraram uma reunião com o Departamento de Governança das Empresas Estatais (Dest), órgão ao qual a EBC está vinculada na parte das relações trabalhistas. Nas falas, os trabalhadores questionaram, por exemplo, por que o Ministério do Planejamento autorizou que a Companhia Nacional de Abastecimento, Conab, oferecesse 8,5% e para a EBC somente 3,5%.

Ministério Público
Às 18h, as entidades representativas, entre elas o Sindicato dos Jornalistas do DF, se reuniram com o gabinete do Procurador-Geral do Trabalho. Na reunião, elas solicitaram que o órgão acompanhe a negociação e denunciaram abusos por parte da empresa como assédio moral, substituição de profissionais e designação de profissionais para ocuparem cargos sem registro profissional ou em desacordo com a legislação. Entre as irregularidades está também o uso de estagiários para substituir o trabalho de profissionais. As entidades também solicitaram auxílio do Ministério Público do Trabalho para uma eventual situação de compensação dos dias parados, já que na greve de 2013 houve muitos casos de abuso. O chefe-de-gabinete do Procurador-Geral explicou que no caso do acompanhamento, como há dissídio em andamento haverá a designação de um procurador. Quanto às denúncias, informou que elas devem ser analisadas pela Procuradoria-Geral do Trabalho da 10a Região. Os representantes dos trabalhadores solicitaram agilidade no encaminhamento do processo.

Adesão
Segundo relatos dos trabalhadores, há setores com 100% dos empregados do quadro parados. Parte dos profissionais se manteve trabalhando com receio de perda de coordenação ou de gratificações. Outra parte não aderiu por motivos diversos. A greve comprometeu diversos serviços da empresa. Telejornais reduzidos, com menos materiais e mais dependentes das emissoras parceiras, rádio com programação musical muito maior e noticiários sem ir ao ar, Agência Brasil com menos matérias.

Nova assembleia
Uma nova assembleia ficou marcada para segunda-feira, 16/11, às 12h30. Caso o TST responda os pedidos de dissídio que foram realizados pela empresa os empregados poderão voltar a se reunir amanhã. Reajuste de 3,5%
O movimento paredista foi deflagrado na última terça-feira, 10/11. A empresa ofereceu reajuste de 3,5% por ano em um acordo de dois anos. Mantido o patamar inflacionário, isso significaria uma perda de cerca de 13% em dois anos nos salários dos trabalhadores. A oferta foi feita sob a justificativa da crise econômica no país. No entanto, os trabalhadores denunciam vários privilégios dado aos gestores e diretores da empresa. Eles lutam por isonomia dentro do quadro de empregados e pressionam para que neste momento de crise a empresa faça cortes em cargos comissionados, nos salários da chefia e em outros benefícios dados aos cargos de direção como: vaga privativa na garagem paga pela empresa, auxílio moradia e diárias recebidas pela direção com valor muito superior aos que são pagos aos empregados.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Empregados da EBC apontam greve para terça-feira, 10/11

A partir da zero hora da próxima terça-feira, 10/11, empregados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) entrarão em greve. A EBC é a holding que opera em todo o País a TV Brasil, a Rádio Nacional e a Agência Brasil de Notícias. Está sob responsabilidade dela a produção, edição e apresentação da primeira meia hora do programa radiofônico A Voz do Brasil.
A decisão de paralisação foi aprovada na quinta-feira, 5/11, em assembleia nacional dos trabalhadores das quatro praças da empresa (Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e São Luís). Essa não é a primeira vez que a empresa enfrenta um movimento paredista. Em 2013 os profissionais de comunicação também tiveram que fazer greve.

O principal motivo que levou os empregados a decidirem parar foi a proposta de  apenas 2,5% de aumento salarial. O mesmo índice seria aplicado sobre todas as cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para este ano e para o ano de 2016.

Mordomia

Nas redes sociais, a Comissão de Empregados da Estatal afirma que “os empregados e empregadas da EBC estão sendo pressionados a abrirem mão de parte de seu salário, em função da perda inflacionária, enquanto cargos comissionados, vindos de indicações políticas, chegam a receber quase R$ 35 mil por mês na empresa.”
Essa elite de servidores da EBC contaria, ainda segundo a nota da Comissão de Empregados, de apartamento funcional, auxílio moradia, motorista e uma série de privilégios, tudo custeado com dinheiro do contribuinte.

“Nós acreditamos na importância de uma comunicação que não sirva aos interesses comerciais e nem partidários e, por isso, pedimos que você se junte a nós na defesa da EBC. O fim dos privilégios não vai ajudar só aos trabalhadores, mas vai garantir autonomia e moralidade para nossa comunicação pública. Com muitas assinaturas, podemos pressionar o Governo Federal a acabar com o aparelhamento da EBC!” conclui a nota.

Os trabalhadores de Brasília também analisaram todas as demais cláusulas não econômicas e decidiram aprovar o que já foi acordado pela mesa e manter a pauta dos empregados para divergência e propor novas redações pontuais. 


Moção
Os trabalhadores aprovaram também uma moção contra a utilização da comunicação institucional da empresa pública para difundir falsas informações sobre a negociação do ACT e um abaixo assinado contra os privilégios na EBC e pela valorização dos empregados do quadro permanente.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Greve na EBC chega ao 12º dia. Profissionais de Comunicação mobilizados para o dissídio

Trabalhadores da sucursal paulista da EBC chegam em Brasília para acompanhar a audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho

Em greve há 12 dias por melhores salários e valorização profissional, os funcionários da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) mantêm a paralisação.
Nesta terça-feira (19/11) está prevista uma audiência de conciliação, e os trabalhadores vão fazer uma vigília em frente ao TST, a partir das 13h30.

Trabalhadores pedem reabertura das negociações
Representantes dos trabalhadores da EBC entregaram ofício com o resultado da assembleia do dia 13 reivindicando a continuidade das negociações, mas até o momento a direção da EBC não respondeu com a sinalização de uma reunião.

Um ato público foi feito no Ministério

do Planejamento, na expectativa de
abrir-se um canal de negociação.
Ministra Miriam Melchior
 negou-se a receber os
profissionais de Comunicação.
Na contraproposta apresentada, na semana passada, a EBC manteve a renovação do acordo coletivo por dois anos e o reajuste com 1% de aumento real (acima da inflação), metade agora e metade em novembro do ano que vem. Incluía ainda 10,26% sobre o vale-alimentação (4,5% de aumento real) e pagamento de dois vales de R$ 865 cada. Também concordaria em não retirar dez cláusulas já asseguradas em convenções coletivas anteriores.

Para os trabalhadores, a proposta não atende às reivindicações. A contra-proposta aprovada na última quarta-feira, que mantém a proposta votada no dia 12 com alteração do reajuste para 2,7% em um ano e meio, sendo 1,8% agora e 0,9% em novembro de 2015. A vigência seria de novembro de 2013 a maio de 2015, com mudança da data-base. Também foram incluídas cláusulas sociais prioritárias para avanço.

Sobre a EBC


Criada em novembro de 2007, a EBC é responsável pelo funcionamento da Agência Brasil, do Portal EBC, de oito emissoras de rádio AM/FM/OM (Nacional e MEC), da Radioagência Nacional, da TV Brasil e da TV Brasil Internacional. A EBC opera ainda, por contrato da secretaria de Comunicação da Presidência da República com a Diretoria de Serviços, o canal deTV NBR, o programa de rádio A Voz do Brasil, dentre outros serviços.
A EBC tem 2.151 empregados

Apoio recebido publicamente pelas entidades, organizações e instituições públicas, além de personalidades políticas:

FUP (Federação Única dos Petroleiros)
FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação)
Frente pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Fale-Rio)
LutaFenaj!- FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas
Oposição cutista dos radialistas de SP
FNP (Federação Nacional dos Petroleiros)
MST
SENGE (Sindicato dos Engenheiros)
AMARC (Associação Mundial de Rádios Comunitárias
CSP Conlutas RJ
ONG Olhar Animal
CIMI (Conselho Indigenista Missionário)
Barão de Itararé
Sindipetro
Conlutas
ABGLT
Erika Kokay (PT-DF)
Ivan Valente (Psol-SP)
Chico Alencar (Psol-RJ)
Markus Sokol (Membro Direção Nacional do PT)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Jean Willys (Psol-RJ)
Carlos Gianazzi (Psol-SP)
Paulo Teixeira (PT-SP)
Jorge Bittar (PT-RJ)
Leci Brandão (PC do B -SP)
Adriano Diogo (PT-SP)
Padre Ton (PT- RO)
Rapper Gog
Leonardo Sakamoto (ONG Repórter Brasil)
Latuff

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Jornalistas e Radialistas fecham acordo com EBC e suspendem indicativo de greve


Chega ao final o impasse na negociação da data-base 2012 da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), holding que congrega a TV Brasil, Canal NBR, Agência Brasil de Notícias e Rádio Nacional, esta responsável pela produção da primeira meia-hora do programa A Voz do Brasil.
Em assembleia realizada na quarta-feira (12/12), na sede da empresa, em Brasília, os trabalhadores aprovaram a última contraproposta da diretoria da empresa. Com isso, foi cancelada a paralisação dos empregados que havia sido aprovada na semana passada e estava prevista para esta quinta-feira (13).

 A proposta aprovada prevê:
- Reajuste salarial de 5,45% (índice da inflação);
- Aumento de 12% no tíquete-alimentação;
- Ampliação em 20% do valor do auxílio-pessoas com deficiência;
- Acréscimo na ocupação nos cargos de coordenação por concursados de 40% para 60%.

Os  representantes dos sindicatos dos Radialistas e Jornalistas, bem como da Comissão dos Empregados da EBC e da Confederação Nacional dos  Trabalhadores em Comunicação e Publicidade (Contcop), presentes à  assembleia, consideraram a contraproposta da empres a limitada, apesar de estar de acordo com a  conjuntura política e econômica, e avaliam que os benefícios conquistados só  foram possíveis por causa da mobilização dos trabalhadores.

"Durante a maior parte da negociação, a proposta da direção da empresa era zero de ganho real tanto no salário quanto nos benefícios. E a questão de aumentar o número de pessoas do quadro em cargos de coordenação já havia sido rejeitada pela empresa várias vezes. Não é o que queríamos, mas houve avanço a partir da mobilização dos trabalhadores", destaca a primeira-secretária do Sindicato dos Jornalistas, Juliana Cézar Nunes. 

"Esbarramos na intransigência do governo federal em um pleito que não teria impactos significativos no orçamento. Mas graças à mobilização e pressão dos trabalhadores, fomos além do que o Ministério do Planejamento e a direção da empresa estavam oferecendo. Embora longe do que queríamos, esses avanços são frutos da nossa luta e mere cem ser reconhecidos", afirma Jonas Valente, secretário-geral do SJPDF.

sábado, 21 de julho de 2012

Minas Gerais: jornalistas param o trânsito por melhores salários

Da Fenaj 

Profissionais de jornais, revistas e portais, realizaram até esta sexta-feira (20) a Semana de Luta com atos e manifestações por melhores salários, condições de trabalho e respeito aos direitos trabalhistas. Os protestos paralisaram o trânsito em avenidas de Belo Horizonte e Contagem. Saiba mais, também, sobre uma decisão judicial que determina indenização do Estado a um repórter fotográfico no Rio de Janeiro e outra que destitui a diretoria do Sindicato dos Jornalistas de São Luis.A Semana de Luta dos Jornalistas de Jornais, Revistas e Portais, coordenada pelo Sindicato dos Jornalistas (SJPMG), foi aberta na segunda-feira (16) com manifestação em frente à sede da Sempre Editora. Os manifestantes, profissionais de "O Tempo", "Pampulha" e "Super Notícia" e do Portal “O Tempo Online”, se mobilizaram em frente à sede da empresa na Cidade Industrial, em Contagem, vestidos de preto, com nariz de palhaço e apitos. Os jornalistas interditaram a Avenida Babita Camargos e reforçaram o apitaço durante cerca de 30 minutos. Já na tarde de terça-feira (17), durante 30 minutos, os jornalistas do "Estado de Minas" e do "Aqui" fizeram apitaço e interromperam o trânsito da Avenida Getúlio Vargas, em Belo Horizonte.
Em assembleia realizada na última quarta-feira (11/7), os profissionais do setor de jornais, revistas e portais rejeitaram a contraproposta patronal de aplicação de 6% de reajuste em todas as faixas salariais e de pagamento do retroativo a 1º de abril em única parcela, na folha de julho. A partir disso, a proposta de mobilização nas empresas foi aprovada, com a criação de uma Comissão de Mobilização da Campanha Salarial 2012 formada por diretores do Sindicato e representantes das redações.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Funcionários impedem transmissão de telejornal da Band

Da Revista Imprensa

O "Jornal da Manhã", telejornal da filial baiana da Rede Bandeirantes, foi impedido de ir ao ar na última sexta-feira (29), por conta de paralisação dos funcionários da emissora, ocorrida entre 5h e 8h no mesmo dia.
Colaboradores reivindicam aumento salarial de 12%. "A direção da Bandeirantes ofereceu apenas 7%, índice que está abaixo do INPC do período, que foi de 8,75%. Por isso, não conseguimos chegar a um acordo", afirma Everaldo Monteiro, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e de Publicidade no Estado da Bahia (Sinterp). A Superintendência Regional do Trabalho deve mediar uma reunião entre as partes, ainda sem data marcada.
Procurada pelo Portal Imprensa, a direção da emissora ainda não se pronunciou sobre o assunto. No último dia 11 de abril, a Band-BA comemorou 30 anos de existência. O aniversário foi celebrado com a exibição de um documentário especial, exibido nesta segunda-feira (2/5).