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terça-feira, 19 de maio de 2015

Religiões afrobrasileiras ganham direito de resposta na Rede Record


A Rede Record de Televisão e a Rede Mulher, ambas de propriedade do Bispo Edir Macedo, terão que ceder quatro horas (no mínimo) de suas respectivas programações para exibir o direito de resposta das religiões afro-brasileiras.
De acordo com o site “Yahoo”, as emissoras de televisão do Bispo Macedo foram condenadas a produzir e exibir, cada uma, quatro programas de televisão, a título de direito de resposta às religiões de origem africana, em razão das ofensas proferidas contra elas em suas programações. Cada programa deverá ter a duração mínima de uma hora e as rés empregarão seus respectivos espaços físicos, equipamentos e pessoal técnico para produzi-los. A decisão é do juiz Djalma Moreira Gomes, da 25ª Vara Federal Cível em São Paulo/SP.
São consideradas religiões afro-brasileiras, todas as religiões que foram trazidas para o Brasil pelos negros africanos, na condição de escravos. Ou religiões que absorveram ou adotaram costumes e rituais africanos, como:
Candomblé – Em todos os estados do Brasil
Umbanda – Em todos os estados do Brasil
Babaçuê – Maranhão, Pará
Batuque – Rio Grande do Sul
Cabula – Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Culto aos Egungun – Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo
Culto de Ifá – Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo
Encantaria – Maranhão, Piauí, Pará, Amazonas
Omoloko – Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo
Pajelança – Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas
Quimbanda – Em todos estados do Brasil
Tambor-de-Mina – Maranhão, Pará
Terecô – Maranhão
Xambá – Alagoas, Pernambuco
Xangô do Nordeste – Pernambuco
O Ministério Público Federal (MPF), o Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (INTECAB) e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT) ajuizaram a ação civil pública contra as emissoras, alegando que as religiões afro-brasileiras vêm sofrendo constantes agressões em programas por elas veiculados, o que é vedado pela Constituição Federal, que proíbe a demonização de religiões por outras.
Djalma Gomes explica que a um prestador de serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens é um “longa manus (executor de ordens) do Estado no desempenho dessa atividade, e como o próprio Estado deve se comportar no cumprimento das regras e princípios constitucionais legais”.
O juiz cita algumas passagens da Constituição Federal (CF) que tratam destes serviços que devem ser “prestados visando à consecução dos fins da República Federativa do Brasil, entre eles a promoção do bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” e que o Estado deve garantir a todos “o pleno exercício dos direitos culturais, protegendo as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras” e “em caso de ofensa, é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo”.
“Os fatos imputados na inicial estão comprovados e são, ademais, incontroversos”, afirma o juiz, acrescentando que as emissoras sequer os negaram, apenas procuraram extrair a “conotação de ofensivos”, atribuída pelos autores.
O magistrado transcreve um trecho da liminar proferida na ação, pela juíza federal Marisa Cláudia Gonçalves Cucio, que mostrou relatos de pessoas que se converteram à Igreja Universal, mas antes eram adeptas às religiões afro-brasileiras, eram tratadas como “ex-bruxa”, “ex-mãe de encosto” e acusadas de terem servido aos “espíritos do mal”.
“Este tipo de mensagem desrespeitosa, com cunho de preconceito […] tem impacto poderoso sobre a população, principalmente a de baixa escolaridade, porque é acessada por centenas de milhares de pessoas que podem recebe-la como uma verdade”, explicou, na ocasião, Marisa Cucio.
Tanto a Rede Record quanto a Rede Mulher deverão exibir cada um dos quatro programas em duas oportunidades (totalizando oito exibições por emissora), em horários correspondentes àqueles em que foram exibidos os programas que praticaram as ofensas. Além disso, deverão realizar três chamadas aos telespectadores na véspera ou no próprio dia da exibição. A decisão não cabe recurso.
Leia aqui a íntegra da decisão

terça-feira, 28 de abril de 2015

Prazo para autorizar novas rádios comunitárias pode cair para 6 meses

Estimativa leva em conta medidas para simplificar e reduzir burocracia; tempo médio atual é de dois anos


O processo de autorização para uma nova rádio comunitária poderá cair de dois anos, em média, para apenas seis meses. A estimativa foi feita nesta terça-feira, pelo Ministério das Comunicações, durante a instalação do Comitê de Assessoramento do GTDS (Grupo de Trabalho de Desburocratização dos Processos de Outorga e Pós-Outorga de Serviços de Radiodifusão).
O comitê vai dar contribuições ao Ministério das Comunicações para acelerar a concessão de outorgas de radiodifusão. O objetivo é adotar medidas para simplificar procedimentos e reduzir a burocracia na análise dos processos que tramitam no ministério. Atualmente, esse número é de 28 mil. O comitê conta com representantes de entidades ligadas ao setor de radiodifusão, além de Anatel, da Casa Civil, da Câmara e do Senado.
Na solenidade de instalação do comitê, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, ressaltou que "não faz sentido nós termos procedimentos que demoram quatro, cinco e, em alguns casos, 10 ou 12 anos. Temos de ter a agilidade própria de um momento tecnológico da humanidade que permite maior racionalidade nesse processo."
O objetivo do comitê é trabalhar em conjunto com as entidades que têm interesse no setor de radiodifusão e também com as instituições públicas por onde os processos tramitam, além do ministério. É o caso da Anatel, Casa Civil da Presidência da República e o Congresso Nacional.
O Comitê de Assessoramento faz sua primeira reunião com o GTDS na tarde de hoje, para apresentar sugestões e receber um balanço sobre as ações do Grupo de Trabalho do ministério, que foi instalado em março deste ano. Uma das primeiras propostas em estudo pelo grupo é a redução das exigências burocráticas no processo de autorização de uma emissora de rádio comunitária.
"Já há uma indicação de que haverá uma diminuição de rotinas, fluxos e processos", afirma Emiliano José, secretário de Comunicação Eletrônica do MiniCom. "No caso das rádios comunitárias, há uma indicação de que o número de documentos exigidos pode cair de 33 para 10 – mas isso pode até diminuir, a depender das sugestões do comitê", diz.
O GTDS, em interação com o comitê, terá como objetivos reduzir o tempo de tramitação dos processos, diminuir as exigências burocráticas, rever o fluxo dos processos e as competências compartilhadas. Além disso, prevê a revisão de portarias e instrumentos internos do MiniCom, além da alteração de decretos e leis. O grupo de trabalho deverá concluir suas atividades em novembro de 2015.
O ministro Ricardo Berzoini reforçou a necessidade do trabalho conjunto para agilizar a concessão de outorgas para serviços de radiodifusão e exemplificou: "De cada dez parlamentares ou entidades que eu recebo em audiência, oito são para tratar de tramitação ou informações sobre processos de radiodifusão."

O Comitê Técnico de Assessoramento ao Grupo de Trabalho de Desburocratização e Simplificação dos Processos de Outorga e Pós-Outorga de Serviços de Radiodifusão (GTDS), conta com representantes das seguintes entidades: Associação Brasileira de Canais Comunitários (Abccom); Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert); Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel): Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço): Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra): Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU): Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (Astral): Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc Brasil): Câmara dos Deputados; Casa Civil da Presidência da República; Frente Nacional pela Valorização das TVs do Campo Público (Frenavatec); Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET) e Senado Federal.

domingo, 26 de abril de 2015

Sest-Senat seleciona jornalista em Brasília

O Serviço Social do Transporte - Sest-Senat está selecionando jornalista com experiência em jornal, revista e mídia institucional impressa e eletrônica. O candidato precisa ter registro profissional e também é requerida experiência em edição de imagens e desempenho de demais atividades jornalísticas. Será dada preferência a candidatos portadores de necessidades especiais.
A seleção dar-se-á inicialmente pela avaliação de currículos, seguida de prova de conhecimentos específicos, psicotécnico e entrevista.
Não foi informada a remuneração. O código da vaga é 302015.
As inscrições podem ser feitas até o dia 29/4 e os interessados devem preencher o currículo vitae em sistema informatizado disponível no endereço rhcurriculos.sestsenat.org.br.




sexta-feira, 17 de abril de 2015

TV Digital: Conversor a ser escolhido pela Anatel pode eliminar interatividade


Por Cosette Castro

No dia 29 de abril, em Brasília, o GIRED/Anatel irá definir o modelo das caixas de conversão digital que serão distribuídos para aos 14 milhões de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família. Essa decisão pode acabar com o futuro da interatividade e da multiprogramação para TV digital no Brasil.
Isso porque as empresas de radiodifusão e de telefonia querem escolher de uma caixa de conversão mais barata, deixando de fora o grande diferencial da TV digital desenvolvida no Brasil: o uso da interatividade gratuita através do controle remoto e a multiprogramação.
Além disso, em coletiva de imprensa realizada na 3ª feira, dia 07/04, o conselheiro da Anatel e presidente do GIRED, Rodrigo Zerbone, afirmou que a compra dos conversores servirá como meio de aquecer a oferta de conversores no mercado.
Ou seja, a definição do padrão de interatividade não afetará somente a população de baixa renda, mas também a oferta e preço de conversores disponíveis no mercado para todos os lares que precisarão adaptar seu televisor para receber o sinal de TV digital. Por isso peço que entrem na campanha‪#‎InteratividadeSIM‬
 – Se você quer a interatividade nas caixas de conversão para a TV digital participe da campanha e garanta a multiprogramação e‪ #‎InteratividadenasTVsPúblicas
Formas de Participação:
1.Use as Hagtags #InteratividadeSIM e #InteratividadenasTVsPúblicas diariamente até o dia 29 de abril 2. Divulgue na sua cidade e estado a importância da interatividade na TV digital pública 3. Faça Selfie com um cartaz de apoio e poste em todas redes sociais #InteratividadeSIM #InteratividadenasTVsPúblicas 4. Faça um filme curto dizendo porque você apóia a TV digital poste em todas redes sociais 5. Acione os deputados e senadores do seu Estado e peça apoio a caixa de conversão com interatividade na TV digital 6. Converse com artistas que você conhece e peça apoio através de fotos, vídeos curtos e peça pra postarem em todas as redes sociais 7.Converse e discuta sobre isso na sua associação de classe, sindicato ou federação. Peça pros dirigentes fazerem fotos e/ou vídeo e postarem nas redes sociais Use as hagtags #InteratividadeSim e #InteratividadenasTVsPúblicas 8. Multiplique essa informação entre os formadores de opinião que você conhece e/ou admira 9.Mande mails e cartas para o Ministro Berzoini, das Comunicações e para o presidente do GIRED, Rodrigo Zerbone, na Anatel pedindo pela interatividade e pela multiprogramação, conforme rege o decreto 5820 de criação da TV digital no Brasil.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Jornalista Angela Brandão lança Quarentena Amorosa, em Brasília

“Separar-se é um processo. Só quem não se separou pode duvidar. Uma relação a dois é como uma trama, um tecido com muitos fios entrelaçados que incluem pessoas, memórias, planos, neuroses. Não se corta facilmente, não acontece do dia para a noite.”


De acordo com o IBGE, o Brasil tem mais de sete milhões de separados e divorciados. Isto, sem contar os milhões de pessoas que romperam seus relacionamentos sem nunca ter oficializado a união. E esse número cresce a cada dia. Estima-se, por exemplo, que os cartórios de todo o país realizem, por ano, uma separação para cada três casamentos registrados.

O fato de que as separações estejam cada dia mais comuns não significa que elas se tornaram mais fáceis emocionalmente. Ao contrário. Quase sempre, a dor da separação ainda vem acompanhada de um mundo de incertezas. E agora? Como fazer para seguir em frente?

No livro Quarentena Amorosa, lançado pela Editora Sextante este mês de março, a jornalista e compositora Angela Brandão propõe um período de cuidados especiais para ajudar a cicatrizar as feridas, cuidar de si mesmo e recuperar o amor-próprio depois de uma separação.

 “Busquei passar minha experiência – e a das pessoas à minha volta – da forma mais carinhosa e transparente que consegui, transformando histórias reais em um guia para quem levou um escorregão amoroso (quem nunca?) e está precisando de uma forcinha pra levantar a cabeça e seguir em frente”, explica Angela.

O resultado é que o livro é uma espécie de "melhor- amiga-de-bolso", exalando cumplicidade e franqueza, em um equilíbrio sutil entre emotividade e humor. Ele mostra que, por mais difícil que possa parecer no início, a saída para se recuperar emocionalmente de uma separação está ao alcance de todos: criar hábitos novos, cuidar do corpo e da aparência, evitar atitudes radicais e apostar apenas em relações que interessam, sejam elas com pessoas, lugares, objetos ou memórias. Repleto de boas histórias e pontuado por trechos de canções e poemas, Quarentena Amorosa reúne 12 princípios práticos para dar início ao processo de cura.

“A ideia da quarentena amorosa surgiu numa mesa de bar, nos tempos da faculdade, entre grandes amigas. No início, ela significava apenas um conjunto de regras básicas de como elas deveriam se comportar depois de um fora. Com o passar do tempo, o que era uma espécie de brincadeira virou algo muito mais sólido. Hoje, é um verdadeiro roteiro de sobrevivência emocional que eu decidi transformar em livro por um único motivo: funciona”, conta a autora.

No livro, Angela Brandão destaca ainda atitudes e comportamentos que precisam de uma atenção especial ao longo de todo o processo:

- Não exija posicionamento da parte dos amigos e parentes. Feche os ouvidos a conselhos, opiniões e fofocas que fazem você se sentir pior do que já está;

- Peça mais “colo” que conselho, e caso seu sentimento por alguns amigos também mudar, se respeite;

- O pontapé inicial da nova etapa é uma arrumação de fora para dentro, uma espécie de “vigília estética”. Arrume-se para ir à padaria ou ao trabalho;

- Mesmo que não tenha vontade no início, procure fazer atividade física. Ela funciona como um antidepressivo natural, alivia as dores e dá uma sensação de bem-estar;

- Resista à tentação de fazer mudanças radicais por um tempo. Transforme o impulso em planejamento, destrinchando-o em pequenos projetos;

- Não assuma qualquer compromisso definitivo nessa fase, nem abra mão de seus direitos legais por impulso. Muito menos por cobranças da outra parte;

- Não tente usar novas relações como muleta. Não há nada de errado com paqueras e encontros casuais, mas investigue suas motivações;

- Amar a si mesmo é preceito bíblico. Seja generoso nos carinhos, nas palavras e nos presentes para si mesmo.


- Um truque para se distanciar da sua dor é olhar para ela como parte de um contexto maior. Pergunte-se o que você aprendeu com o relacionamento que acabou.

Sobre a autora:
Angela Brandão é jornalista e compositora, com um trabalho musical reconhecido por críticos renomados. Junto com Marcelo Lima, ela ganhou recentemente o prêmio de Melhor Canção do Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília 2014 com a música “Bora lá”. Quarentena amorosa é seu primeiro livro.

Sobre o livro:
Quarentena Amorosa, de Angela Brandão
Preço: R$ 29,90 / E-book: R$ 19,90 
Páginas: 192

Formato: 16 x 23 cm

domingo, 29 de março de 2015

Pnud e Unicef selecionam Comunicadores em Brasília

Duas instituições das Organizações das Nações Unidas, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - Pnud e a Unicef lançaram edital de seleção de profissionais de Comunicação para atuação na Capital Federal.

Unicef
Na Unicef o cargo é denominado Marketing Services Assistant, com nível salarial GS6, aproximadamente, R$ 8,168.08. O contrato é pelo prazo de 12 meses, podendo ser renovado.
Os candidatos precisam ser formados em Comunicação Social ou Marketing, ter experiência profissional de, pelo menos, seis anos e ser fluente em Inglês. 
O prazo para candidatura termina no domingo, 12 de abril de 2015
As inscrições em Inglês, deverão ser feitas na página web da instituição e devem contar com uma carta de motivação e pelo preenchimento do formulário UNICEF Personal History Form (P.11) que pode ser baixado em www.unicef.org.br, clicando em seguida em “Quem somos”.

Pnud

A seleção no Pnud é para Consultor em Comunicação Social, com prestação de serviços no ministério da Justiça. O Consultor atuará no desenvolvimento de estratégia de comunicação – com foco em mecanismos digitais – voltada ao fortalecimento da participação social nas políticas e ações voltadas à proteção e defesa dos consumidores.
O candidato deverá ter diploma de conclusão de curso de nível superior, devidamente reconhecido pelo MEC, em pelo menos um dos seguintes cursos: Comunicação Social, Marketing ou Jornalismo. 
É solicitado ainda experiência profissional comprovada de no mínimo cinco anos na montagem e acompanhamento de campanhas em plataformas de mídias sociais e de, no mínimo, três anos no gerenciamento de comunicação através de redes sociais (Facebook, Twitter, Youtube, etc.).
O contrato tem a duração de 9 meses e a remuneração global da consultoria está orçada em R$ 64 mil.
Os interessados devem enviar o CV de 29/03/2015 a 06/04/2015 para o e-mail 
projeto.consumidor@mj.gov.br. No campo “assunto” do e-mail deverá constar à identificação do projeto e o número do edital. Assunto do e-mail: Projeto PNUD BRA/11/008- Edital 06/2015. 
Mais informações, clique aqui.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Monopólio: CNN, The Gardian, Reuters e Financial Times se unem para distribuir informações

FT, CNN, Guardian e Reuters criam aliança programática

Com audiência de 110 milhões, Pangeia espera rivalizar com Google e Facebook


Quatro grandes veículos uniram forças para oferecer acesso ao seu inventário combinado de publicidade online em uma tentativa de competir com plataformas digitais globais como Google e Facebook.

O jornal The Guardian se uniu à CNN Internacional, Financial Times e Thomson Reuters para criar a Pangea Alliance, uma oferta de anúncios digitais para as marcas. A plataforma utilizará tecnologia programática para viabilizar o acesso à audiência dos portais que, juntas, contabilizam 110 milhões de usuários. The Economist, Hearts UK e Time Inc. também estão providenciando acesso ao seu inventário de anúncios.

A compra programática é, muitas vezes, associada a fraudes de anúncios e inventário ruim mas a Pangea tem a intenção de garantir às marcas que os anúncios serão posicionados ao lado de conteúdo de qualidade.

O serviço será lançado em versão beta no mês que vem. Cada um dos veículos irá colaborar com 10% de seu inventário de anúncios para a sociedade.

Em comunicado, o The Guardian afirma que um quarto da audiência da aliança é composta pelas classes sócio-econômicas mais abastadas e um quinto é representada por C-suit executives, com leitores espalhados pela América do Norte, Europa, Oriente Médio e Ásia.

Pangea é o nome do supercontinente que existiu há 300 milhões de anos, quando Europa, América, África, Austrália e Índia eram unidos.

Durante a fase beta, a plataforma será gerenciada por representantes de todos as empresas. Quando estiver operando plenamente, o plano é dispor de time de vendas para oferecer anúncios, sem substituir os canais de vendas dos veículos envolvidos.

“Enquanto o mundo se torna mais complexo e conectado, Pangea dará aos anunciantes uma solução programática para exercer influência em escala, permitindo que eles evoluam em um mercado cada vez mais fragmentando por meio da tecnologia mais avançada de anúncios”, afirma Tim Gentry, diretor global de receita do Guardian News & Media e da Pangea. “A singularidade da Pangea é a qualidade de seus parceiros. Sabemos que a confiança é o maior condutor das marcas, então nos unimos para aumentar os benefícios da publicidade em ambientes que estão engajados em entregar campanhas criativas e de ponta em formatos avançados de tecnologia”, completa.

O Quadrant One, uma tentativa parecida de The New York Times, Tribune, Hearts e Fannett, fechou em 2013, mas o La Place Media na França, que reúne Amaury Media, FigaroMedias, Lagardère Publicité e TF1 está em operação desde 2012. The Danish Publisher Network e Czech Publisher Exchange também têm plataformas similares.

Rani Raad, chefe do escritório comercial da CNN Internacional disse em um comunicado: “Na área de rápido desenvolvimento que é a de comércio programático, faz sentido que colaboremos com outros veículos líderes para termos a vantagem de um primeiro impulso por meio de uma aliança global poderosa”.

A Rubicon Project irá providenciar a tecnologia necessária para o empreendimento. Jay Stevens, gerente geral da empresa, afirma em um comunicado: “Esse é o sexto coletivo de imprensa que recebe nossaa assistência, unindo veículos concorrentes para oferecer aos compradores ao redor do mundo um alcance sem precedentes a audiências com dados valiosos. Enquanto a indústria se consolida com um número crescente de anúncios planejados e compras nas mesas de negociação das agências, essas alianças possibilitam que as marcas de mídia colaborem e concorram por uma parte do share dos planos de mídia contra players digitais globais, como Google, Facebook e LinkedIn.”