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quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Reminiscências do jornalismo desportivo candango

 

Em pé, da esquerda para a direita, Raphanelli, Nelson Motta,
Marcus Vinicius Bucar, Irineu Tamanini, José Natal e Kleber. Agachados, 
Fernando Lemos, Irlam Rocha Lima, Roberto Bucar,
Marcos Lisboa, Mauro Naves e Sérgio Marques.
Por Irineu Tamanini

Depois de quase três anos fechado, o Estádio Valmir Campelo Bezerra, mais conhecido como Bezerrão, na cidade-satélite do Gama, será reaberto à população (21/10). 

O evento marca a nova fase do estádio, que passou por várias reformas estruturais. Ao ler a notícia voltei no tempo. Uma das partidas de futebol mais marcantes do nosso time de jornalistas do Correio Braziliense foi contra a equipe dos artistas da Tv Globo, na inauguração do estádio do Gama. Perdemos de um a zero, gol do ator global Nuno Leal Maia, que no passado chegou a atuar no Santos Futebol Clube.

Nuno Leal Maia chutou a bola do meio-campo e o nosso goleiro, José Natal, gritou: "deixa que é minha". Quando olhei, aconteceu o que esperava por jogar vários anos ao lado do vascaíno e editor de esportes do Correio Braziliense e da TV Globo: a bola passou como uma bala e foi parar dentro do gol.

Nunca tinha jogado para um estádio lotado. O problema é que a torcida – na maior parte feminina – torceu o tempo inteiro para os artistas globais. Houve até briga com o Eliezer Mota, o seu Batista do programa Viva o Gordo, estrelado pelo Jô Soares. Se não me engano o Mauro Naves, hoje comentarista de esportes do ESPN, atuou nessa partida. Ele jogava de beque central. Jogava muito bem por sinal.

Natal

Falando de José Natal, não faz muito tempo estava embarcando no aeroporto de Congonhas para o Rio quando encontro meu velho amigo sentado tranquilamente em um dos bancos, aguardando a chamada para entrar no avião e seguir para Brasília. De repente, surge o time do São Paulo que ia para Belo Horizonte jogar contra o Cruzeiro. O Rogerio Ceni passou próximo e pedi a ele que se aproximasse. Ele, gentilmente, veio ao nosso encontro e pude então apresentar o Natal. “Somos jornalistas antigos em Brasília e o Zé Natal é o goleiro do nosso time de futebol de campo. E tem mais: ele agarra igual a você. É um baita goleiro”. Ceni deu os parabéns. Natal, rindo muito, disse: “para com isso, Tamanini”. Rimos, então, os três juntos.

Todas essas histórias você encontra no Blog do Tamanini

sábado, 14 de novembro de 2020

TV Brasil: bajulação em transmissão de futebol rende investigação do MPF


A chamada "babação de ovo" pode sair caro para o locutor André Marques, ex-Rádio Tupi, que atuou na transmissão do jogo Brasil e Peru na TV Brasil, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Pode haver reflexos sobre a direção da empresa Brasileira de Comunicação - EBC, e se tiver exisitido um roteiro de narração pré-redigido, seu autor poderá também ficar em situação juridica delicada. Tudo porque ao longo da transmissão, o apresentador da emissora pública decidiu exaltar e mandar abraços ao presidente Jair Bolsonaro. No segundo tempo, o narrador voltou a fazer uma saudação oficial e ainda leu uma nota. "Em nome da Secretaria Especial de Comunicação Social da Empresa Brasil de Comunicação e do secretário Fábio Wajngarten, agradecemos à CBF, nas pessoas do presidente Rogerio Caboclo, do secretário-geral Walter Feldman e do diretor Eduardo Zerbini. E um abraço especial também ao presidente Jair Bolsonaro, que está assistindo ao jogo".

A bajulação, populamente conhecida por "puxação oficial de saco" é inconstitucional, e pode render dores de cabeça a seus responsáveis. Conforme relata o portal TelaNews o caso está sendo investigado pelo Ministério Público Federal. Confira abaixo a reportagem do portal.

Por TelaNews

Em uma análise da representação que solicita apuração da transmissão do jogo de futebol Brasil x Peru no dia 13 de outubro pela TV Brasil, o procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, afirmou que atentar contra princípios administrativos pode ser tipificado, em tese, como ato de improbidade administrativa.

Segundo o Procurador, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável pela emissora, tem que guardar respeito aos princípios da impessoalidade e da moralidade. A representação apresentada para apuração do Ministério Público Federal (MPF) diz que, durante a transmissão do jogo, houve promoção pessoal de agentes públicos e finalidade por  desvirtuar o objetivo central de atuação da entidade, previsto na Lei 11.652/2008.

De acordo com a norma, a EBC é uma empresa pública federal que tem como finalidade a prestação de serviços de radiodifusão pública. Desse modo, deve se submeter aos princípios da administração pública.

O documento destaca ainda que a Constituição Federal prevê, no art. 37, §1º, que "atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverão ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, deles não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos".

Em virtude de a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) não possuir legitimidade para atuar em juízo, Vilhena determinou o encaminhamento da representação à unidade do MPF que atua em primeira instância no Distrito Federal para apuração dos fatos. A sede da ECB é em Brasília.

Entenda o caso – Durante a transmissão da partida que fez parte de etapa eliminatória da Copa do Mundo, o locutor do jogo leu mensagem que fez referência a agentes públicos, bem como enviou saudação especial ao presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido). Diversos políticos e entidades relacionadas à comunicação pública se manifestaram para repudiar a forma como foi feita a transmissão pela TV Brasil.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Record pretende processar Fifa por transmissão de Copas

Da Brasil 247

A TV Record reagiu à informação de que a sua principal concorrente, a TV Globo, já garantiu os direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2018 e 2022. E bateu forte na concorrente. A emissora carioca fez o comunicado do acerto na terça-feira e, nesta quarta, o canal paulista divulgou uma nota oficial informando sua "absoluta surpresa" sobre a decisão da Fifa. A Record informa que pretende estudar medidas judiciais cabíveis na Suíça e no Brasil que garantam os direitos internacionais de negociação.
De acordo com a Record, a emissora foi informada pela entidade que rege o futebol de que haveria uma licitação para definir a melhor proposta para a transmissão dos Mundiais. A emissora afirma ter como prova e-mails trocados entre executivos da Fifa e da Record após a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010.
"No encontro realizado no Hotel Fasano, no Rio de Janeiro, a direção de nossa empresa ouviu garantias de que a licitação seria pública, transparente e aberta em regime semelhante ao que a Fifa realiza em países do mundo inteiro. Na oportunidade, a Record também entregou à Fifa um documento oficial afirmando que concorda com todas as condições para a aquisição dos eventos", diz o comunicado.
A Record diz, ainda que a concorrência foi anunciada sem que qualquer outra empresa de comunicação do Brasil fosse consultada. E, ao mesmo tempo, a Fifa teria iniciado processos de concorrência em países europeus e sul-americanos, além de Estados Unidos, Canadá e Austrália.
"É estranho verificar que para o Brasil o método seja outro. Um contrato sem concorrência decidido 'fora do horário comercial', sem ser à luz do dia e de forma transparente", continua o comunicado. "Relevante, também, ressaltar que a empresa que teve seu acordo prorrogado com a FIFA gosta de se auto intitular como um dos maiores grupos de comunicação do mundo. Em contrapartida, mostra em seus métodos que não aceita concorrência livre em que a melhor proposta seja a vencedora."

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Luciano do Valle é afastado da Band

Da Brasília 247

MEDICAÇÃO FORTE PARA CONTROLAR CRISES DE ANSIEDADE E ATAQUES DE PÂNICO ESTARIAM PREJUDICANDO ATUAÇÃO DO NARRADOR QUE CHEGOU A COMETER GAFES AO VIVO

O narrador Luciano do Valle, dono de uma das vozes mais tradicionais da televisão brasileira, foi afastado da TV Bandeirantes, segundo nota da própria emissora, que justifica a medida com uma gripe forte que ele teria pego. É uma tese, no entanto, que tem sido apontada como a mais provável: o narrador estaria passando por problemas psicológicos.
O principal indício da teoria foi a narração do clássico entre Santos e Palmeiras, no dia 5 de fevereiro. O meia Valdívia foi chamado de Rivaldo, o goleiro Rafael se transformou em Marcos e o meia Daniel Carvalho foi confundido como Denis Carvalho. Além disso, Luciano do Valle por diversas vezes confundiu os times que estavam em campo.
A confusão estaria sendo causada por remédios que controlam supostos ataques de pânico e crises de ansiedade, segundo Alberto Pereira Jr, colunista do jornal Agora São Paulo. A mulher do narrador negou a hipótese e afirmou que "o único pânico que ele conhece é o da Redetv". Ela também disse que o marido não participaria da transmissão do Carnaval por ter sido avisado em cima da hora.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Futebol: TV Brasil não transmitirá Brasileirão série C

No início deste ano, a Empresa Brasil de Comunicação – EBC iniciou conversações com empresas credenciadas pela Confederação Brasileira de Futebol – CBF, com vistas à aquisição dos direitos de transmissão, pela TV Brasil e Rede Pública de Televisão, dos jogos da Série C do Campeonato Nacional.
Esta semana, a EBC reuniu-se com dirigentes da CBF, que se empenharam na busca de uma fórmula contratual que possibilitasse o fechamento do acordo. Em seguida, a diretoria da EBC realizou um rigoroso exame de sua situação orçamentária e financeira, concluindo que seria imprudente destinar ao referindo evento esportivo, embora reconhecendo sua importância e relevância, recursos que poderiam comprometer outras atividades da empresa e do Sistema Publico de Comunicação que gerencia.
A EBC espera, para o próximo ano, uma situação orçamentária mais confortável, que lhe permita financiar a transmissão desta competição, tão importante para as populações dos estados e cidades mais remotos do Brasil.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Adeus Galvão: Futebol agora vai ser na Rede TV

Por Fernando Lauterjung do Telaviva news

RedeTV! leva direitos do Brasileirão na TV aberta por R$ 516 milhões por temporada

A RedeTV! foi a vencedora da concorrência para exibir o Brasileirão no triênio 2012/2014. A emissora foi a única a apresentar uma proposta ao Clube dos 13 oferecendo R$ 516 milhões por temporada, ou R$ 1,548 bilhão ao todo. O anúncio do vencedor estava marcado para acontecer às 10h00 desta sexta, 11, mas acabou acontecendo por volta das 13h00.

O resultado já era esperado por todos, uma vez que a Record havia divulgado comunicado na manhã desta sexta anunciando que não participaria da concorrência. Segundo a emissora, a divisão no Clube dos 13, com algumas agremiações negociando separadamente os direitos dos jogos, gerou “incertezas jurídicas”. A emissora temia pagar mais de R$ 500 milhões apenas pelos jogos que geram menor audiência.

A Rede Record diz ainda que “os responsáveis por estes acordos (feitos individualmente com os clubes) que prejudicam os torcedores, clubes e patrocinadores devem vir a público para revelar como foram as negociações e qual o valor acertado previamente, sem concorrência, sem transparência e baseados nos mesmos princípios que ajudaram a reduzir o poder dos clubes, prejudicaram o faturamento das agremiações, limitaram a exposição de patrocinadores e impuseram horários estranhos para a prática do futebol, além de transformar o mais popular esporte do País num mero exportador de talentos”. “Diante desta atitude a Record informa que não aceita participar de um jogo com cartas marcadas”, continua o comunicado.

A Record voltou a manifestar seu desejo de participar "da concorrência democrática, caso os clubes entrem em acordo, garantindo estabilidade jurídica a quem apresentar a melhor proposta."

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Futebol: CBF pode instituir Central de Vídeo para o Brasileirão

Da coluna Em Pauta do jornal Meio & Mensagem

Um novo elemento aumenta a expectativa do mercado pelas negociações dos direitos do Campeonato Brasileiro de Futebol, que, a partir da temporada de 2012, passam a ser feitas por mídia – separadamente e não mais em bloco –, por determinação do Cade. Há uma corrente no Clube dos 13 que apoia o modelo adotado em algumas ligas internacionais e pela própria Fifa, que centraliza a captação de imagens das partidas, distribuindo-as para os compradores dos direitos nas diferentes plataformas.

Cada detentor do direto negocia em separado um diferencial, como uma câmara extra e exclusiva, por exemplo. Assim, o Clube dos 13 passaria a controlar também a geração do seu próprio conteúdo, licenciado aos diferentes veículos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cias telefônicas poderão transmitir Brasileirão

Do Telaviva news

Nas próximas semanas, o Clube dos 13 deve apresentar ao mercado como será a forma de comercialização dos direitos esportivos do Campeonato Brasileiro a partir de 2012 e abrir o leilão para novas propostas. Com o fim da cláusula de preferência que o grupo Globo (atual detentor dos direitos) tinha nas negociações, outros compradores podem aparecer. A Record é colocada em todas as bolsas de aposta como forte candidata a fazer uma oferta bastante agressiva pelos direitos de TV aberta. Mas a disputa mais interessante deve se dar nas outras plataformas: TV por assinatura, pay-per-view, Internet/celular. Esse noticiário apurou que a Oi tem interesse em ajudar na viabilização de uma proposta para TV paga, especificamente para pay-per-view. Hoje, a operadora de telecomunicações não tem oferta dos jogos do Brasileirão, e esse conteúdo poderia ser um diferencial para que a empresa voltasse a crescer (atualmente a Oi tem cerca de 300 mil assinantes de DTH e cabo).

A Telefônica não deve fazer nenhum movimento em relação à TV paga, mas há quem aposte fortemente no interesse (milionário) do Portal Terra pela compra de um direito para Internet, em uma janela de jogo de ao vivo, e eventualmente para celular. Entre os operadores de TV a cabo independentes, que também não distribuem o pay-per-view do grupo Globo, o interesse também é grande. O problema é que esses operadores, somados à Oi, representam cerca de 10% do mercado (1 milhão de assinantes), o que é pouco. Operadoras como a GVT, que pretendem entrar no mercado em 2011, podem também ajudar a intensificar a disputa. Hoje a GVT ainda não tem contratos de programação e o grupo Vivendi está disposto a investir para crescer em TV paga. Esportes é, tradicionalmente, um alavancador de vendas para o serviço.

Uma das dificuldades apontadas por especialistas em direitos esportivos para que efetivamente surja uma novidade no cenário da oferta de um modelo de pay-per-view alternativo para a TV paga é que esse é um mercado que envolve um caro e complexo processo de produção e distribuição dos jogos, know-how que a Globosat vem desenvolvendo há vários anos com odetentora dos direitos para essa plataforma. O modelo de negócios para os operadores, se não é dos mais lucrativos, também está consolidado, com um revenue share de quase sempre 20/80, ou seja, 20% para o operador e 80% para a programadora e para os clubes, e é fator de forte fidelização dos assinantes. Também é um modelo que interessa aos clubes, já que a base de assinantes de pay-per-view cresce a cada ano e cresceu muito em 2010. Qualquer mudança teria que ser cuidadosamente analisada pelas operadoras, sem garantia de sucesso para os clubes.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Futebol: No campeonato brasileiro, Flu é o 10º em patrocínio

Baseado no M&M Online

O Fluminense foi o campeão brasileiro de 2010, mas ficou em 10º no campeonato de arrecadação de patrocínio. O Corinthians foi o primeiro colocado em termos de arrecadação de patrocínio, atingindo a cifra de R$ 59,5 milhões. Na sequencia aparecem Flamengo, com R$ 57 milhões, e São Paulo, com R$ 46 milhões. O Fluminense embolsou R$ 18,5 milhões (confira o ranking abaixo).

As informações são do estudo Patrocinadores do Futebol Brasileiro, realizado pela Trevisan Gestão do Esporte. O levantamento leva em conta os rendimentos oriundos de patrocínio máster (que dá direito de estampar a marca no peito e nas costas do uniforme), patrocínios complementares (que envolve outras partes do uniforme e propriedades do time) e de fornecedores de material esportivo.

A temporada 2010 rendeu aos clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro mais de R$ 374 milhões em patrocínios, sendo R$ 175 milhões em patrocínios máster, R$ 85,53 milhões em patrocínios complementares e R$ 113,6 milhões provenientes de fornecedores de materiais esportivos.

Os bancos foram responsáveis por 30% desse volume, seguidos pelas organizações de assistência médica e pelas indústrias de bebidas, ambas com 14,2%, entidades ligadas à área da educação (11,9%), multimarcas (9,5%), e autopeças e metalúrgicas (7% cada uma). Outros segmentos responderam por 6,2% das receitas.

Levando-se em conta apenas o patrocínio máster, o banco BMG foi o principal investidor do futebol brasileiro em 2010, respondendo por 22,5% dos aportes nos times (a empresa apoia seis equipes na Série A e três na Série B). Na segunda posição aparece a Hypermarcas – cujo contrato de R$ 38 milhões com o Corinthians é o maior do futebol brasileiro –, com 10% dos investimentos. As marcas da empresa estão em quatro times da primeira divisão.

Já em termos de maior presença nas camisas, independente da cota de patrocínio, a Unimed é a companhia de maior visibilidade. Sua marca está presente em 35% das equipes das séries A e B (14 times no total). Em seguida aparecem Ambev (17,5%, o que abrange sete clubes), Femsa, TIM e Tramontina, cada uma delas com 7,5%, o que representa três times.

Ranking dos dez clubes que mais arrecadaram em 2010
Corinthians R$ 59,5 milhões

Flamengo R$ 57 milhões

São Paulo R$ 46 milhões

Palmeiras R$ 27,7 milhões

Santos R$ 24,5 milhões

Cruzeiro R$ 23 milhões

Grêmio R$ 22,1 milhões

Vasco R$ 21,2 milhões

Atlético Mineiro R$ 21 milhões

Fluminense R$ 18,5 milhões

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mídia das Fontes: TV Corinthians estreia em janeiro


Por Renato Pezzotti, do M&M Online

Enquanto Fluminense, Corinthians e Cruzeiro disputam ponto a ponto o título do campeonato brasileiro de futebol deste ano, o departamento de marketing do Corinthians continua com projetos especiais já pensando em 2011. Fruto de uma ideia da área, a TVC (TV Corinthians) já tem dia marcado para estreia. Depois do lançamento ser adiado por causa de questões operacionais, a emissora prepara sua transmissão inaugural para o dia 3 de janeiro.

Com investimentos de cerca de R$ 3 milhões, a emissora é uma parceria entre o clube e a TV+ e estará disponível para toda a base de assinantes da TVA (canal 10) e Telefônica. Em 2011 alcançará também os assinantes da Net e Sky, mas no pacote à la carte, com previsão de cobrança de R$ 6 mensais.


"Os estúdios, com 250 m², estarão no 2º andar do prédio administrativo do clube, no Parque São Jorge. O andar inteiro estará dedicado à TVC e estaremos ligados por via óptica ao centro de treinamento, em Itaquera, para transmitirmos os treinos e as coletivas ao vivo. Cerca de cem pessoas estão envolvidas na operação", conta Carlos Carreiras, presidente da TV+. A primeira grande transmissão ao vivo será a Taça São Paulo de Futebol Jr, competição que abre o calendário do futebol brasileiro todos os anos.


Com o slogan "A TV de uma nação", a programação da TVC terá entre seis e oito horas de programas inéditos todos os dias. "O canal é de entretenimento, não de esportes", explica Carreiras – veja abaixo alguns dos programas que estão definidos e que já estão sendo criados. Três empresas dividem essa função: Casa de Vídeo, Parceria Produções e L2M Produções.


Além do formato convencional, com comerciais de 30 segundos divididos por programas e faixas, outras opções estarão disponíveis para os anunciantes. A Samsung, que será parceria de tecnologia do clube a partir de 2011, foi o primeiro anunciante a garantir seu espaço. "Temos dois planos, com 720 e 360 inserções mensais – uma inserção a cada uma ou duas horas. Além disso, os patrocinadores poderão ter programas, desde que pertinentes ao tema Corinthians", conta Carreiras. "O Chip do Timão (parceria entre a Claro e o Titans Group) terá um programa próprio, com a modelo e ex-BBB Jaque Khury como apresentadora", antecipa.


Tela negra
O foco será o futebol profissional, com imagens da concentração, transmissão pré-jogo e coletivas do vestiário. O que vai passar na hora dos jogos? O canal sairá do ar. "Na hora da partida, entrará uma tela preta, com a mensagem: 'nada é mais importante do que o Corinthians'", explica Carreiras. O executivo ressalta que a TVC não pretende entrar na briga pelos direitos de transmissão dos campeonatos profissionais de futebol.


A TV também será uma forma de fomentar todos os esportes do clube. "Teremos duas faixas de jornalismo, com notícias sobre o Corinthians. E o canal transmitirá outros esportes, como os olímpicos, com oportunidade aos patrocinadores", diz o executivo. Estão nos planos as exibições ao vivo de partidas das equipes dos esportes "amadores" (como futsal, basquete e handebol) e até de um programa feminino vespertino, comum nas outras emissoras. Um acordo com a TV Cultura já foi amarrado para a transmissão de partidas antigas do time.


"Teremos uma grade flexível. O que o telespectador gostar, vai ficar", comenta Caio Campos, gerente de marketing do Corinthians. "A TV também não vai entrar em dividida. Não teremos programas de opinião, para não sermos uma voz oficial do clube", complementa. A ex-maladrinha Lívia Andrade é uma das apresentadoras que já fecharam com a TV. Conversas com ex-jogadores, como Marcelinho Carioca, estão adiantadas.


Alguns dos programas da TVC
Minha história, minha vida - Histórias de vida ligada ao Corinthians
Corinthians pelo mundo - Corintianos pelo mundo
Dentro de nossos corações – As lembranças de craques do passado
Louco por ti - Loucuras feitas pelos torcedores
Meu bairro é do Timão – Que passará pelos bairros da capital
Na casa do craque – Entrevistas com jogadores
Na rede com o Corinthians – Programa sobre as redes sociais
Quiz do timão – Game show com perguntas e respostas
Tudo começa na base – Reportagens com os jogadores das categorias de base do time
Giro alvinegro – Plantão de notícias
Só Timão – Entrevistas com famosos

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Opinião: Dunga e a ética jornalística

Por Alberto Luchetti, do AdNews em 24/06/2010

- O que Dunga está fazendo de errado na África do Sul para merecer tantas críticas?

Se você, leitor do AdNews, responder essa pergunta falando de futebol, posso até concordar com algumas afirmações, como por exemplo: Dunga não convocou tal jogador; preferiu escalar fulano de tal na mesma função de outro que considero melhor; optou por um profissional com características diferente das que eu acredito serem as melhores; mandou o centroavante – como fez o técnico de Camarões - jogar de lateral direita; ou até qualquer outra observação nesse sentido. Isso até posso aceitar. Mas não é isso o que está acontecendo.

Dunga está sendo duramente criticado por não permitir privilégios a um veículo de comunicação em detrimento de outros.

O texto em negrito merece tradução. Dunga não deixou, não está deixando e não deixará a Rede Globo tomar conta dos jogadores e de toda a comissão técnica da seleção brasileira.

A Rede Globo não pretende fazer reportagens com a seleção brasileira na Copa do Mundo de Futebol, o que ela deseja é entrevistar com exclusividade jogadores e todos os integrantes da comissão técnica, quando desejar e a hora que pretender. E, para isso, utiliza de todos os artifícios de que dispõe.

No último domingo, após a vitória do Brasil, enquanto festejávamos e Maradona reclamava do golaço de Luiz Fabiano com o auxílio do braço esquerdo, a Rede Globo tramava nos bastidores contra o técnico Dunga e tentava alterar as regras propostas pelo treinador brasileiro.

Diretores da emissora carioca, no Brasil e na África do Sul, ao telefone, exigiam entrevistas exclusivas com os protagonistas da partida - Kaká e Luiz Fabiano – para o Fantástico, programa dominical da Rede Globo que agoniza em audiência há anos.

Diante da negativa de Dunga, que segue sem alterar suas determinações de não privilegiar ninguém, a Rede Globo apelou. Sem nenhuma ética jornalística, os diretores da emissora telefonaram para o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e exigiram sua interferência contra as orientações de seu funcionário e técnico da seleção brasileira.

Teixeira nada conseguiu como principal pauteiro e produtor da Rede Globo. Dunga manteve-se irredutível. E o resultado foi transmitido em rede nacional. Dunga perdeu o controle. Acabou sobrando para um jornalista da Rede Globo, durante a entrevista coletiva, que foi ofendido. No Fantástico a emissora carioca fez um editorial mentiroso culpando apenas Dunga pelos acontecimentos. Em nenhum momento relatou a sua participação e a sua falta de ética no episódio.

O que a Rede Globo deseja de Dunga não é jornalismo. É tráfico de influência.

Esse negrito do texto também necessita de tradução. Mal acostumada pelo regime militar, a Globo e seus funcionários ainda acreditam que o tráfico de influência facilita o trabalho jornalístico. Esse método não ajuda e sim compromete. Em troca de favores, a Rede Globo une o seu jornalismo a amorais, como o seu Ricardo Teixeira. Além disso, como a Globo gastou milhões para comprar os direitos de transmissão da Copa, acredita que pode tudo e com todos.

Esse episódio, acreditem, decretou o fim da era Dunga na seleção brasileira. Ganhando ou não o campeonato, Dunga não será o técnico em 2014 na Copa do Mundo no Brasil. A Rede Globo não deixará. A pouca visibilidade que os patrocinadores da seleção e da emissora tiveram nessa Copa da África em razão das regras de Dunga será fatal. Isso sem falar na falta de moral do presidente da CBF.

Dunga foi, está sendo e será até o final da Copa da África muito mais firme, coerente e seguro em suas determinações, do que a Rede Globo em cumprir princípios básicos da ética jornalística.
Prova ainda maior do autoritarismo, prepotência, arrogância e incoerência da emissora carioca é o que se seguiu. Solicitada por vários veículos de comunicação, para liberar o seu principal locutor esportivo, Galvão Bueno, para uma entrevista sobre a febre do twitter “Cala a boca Galvão” a Rede Globo negou e alegou que o locutor precisava de concentração para poder transmitir as partidas.

Se para falar tanta besteira e para cometer tantos erros na transmissão dos jogos Galvão ainda precisa de concentração, imagine você leitor, o que não será necessário fazer com os jogadores que estão disputando a Copa. Certo está Dunga. A Rede Globo com sua postura provou que Dunga sempre esteve certo. A coerência do treinador da seleção brasileira deixou uma lição para todos nós, com pequena modificação de “Che”Guevara: “Hay que endurecer-se, a pesar de perder la razón”.

As opiniões aqui postadas são de responsabilidade de seus autores

terça-feira, 15 de junho de 2010

Opinião: A face ocultada do futebol

Por Laurindo Lalo Leal Filho, em Carta Capital

A TV Brasil e a TV Câmara mostraram alguns aspectos da face do futebol que é ocultada pela TV comercial. Sócrates, o capitão da seleção brasileira de 1982 e o jornalista José Cruz, levantaram algumas pontas do véu que cobre, não apenas o futebol, mas grande parte de toda a estrutura esportiva existente no Brasil.
Está no ar o maior espetáculo de televisão. Em audiência nada bate a Copa do Mundo. Na Alemanha, em 2006, os 64 jogos foram vistos por 26 bilhões de telespectadores, número que neste ano pode alcançar os 30 bilhões. São 60 bilhões de olhos vendidos pela FIFA para as emissoras de TV comercializarem com os seus anunciantes. As cifras envolvidas em dinheiro são estratosféricas. Ganham a Federação internacional, as empresas de televisão e os anunciantes reforçando marcas e alavancando a venda de produtos e serviços.
Um ciclo perfeito, onde nada pode ser criticado. Normalmente, a TV no Brasil não critica os jogos transmitidos já que, dentro da lógica empresarial, seria um contrasenso mostrar defeitos do próprio produto. E o futebol, para a TV, nada mais é do que um dos seus produtos, assim como as novelas e os programas de auditório.
Dessa forma se todos ganham e não há criticas, o grande espetáculo do futebol, em sua dimensão máxima que é a Copa do Mundo, chegaria as raias da perfeição. Pelo menos é que mostra a TV.
Mas, e ainda bem que há um mas nessa história, a TV Brasil e a TV Câmara mostraram no programa VerTV alguns aspectos da face do futebol que é ocultada pela TV comercial. Sócrates, o capitão da seleção brasileira de 1982 e o jornalista José Cruz, levantaram algumas pontas do véu que cobre, não apenas o futebol, mas grande parte de toda a estrutura esportiva existente no Brasil.

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As opiniões aqui apresentadas são de responsabilidade de seus autores


sábado, 12 de setembro de 2009

Melhor do que a Timemania! Governo da Argentina fecha acordo para transmissão gratuita de partidas de futebol

Por Carolina Peredo do blog de notícias Jornalismo nas Américas

O governo da presidente Cristina Kirchner e a Associação de Futebol Argentino (AFA) anunciaram um acordo de dez anos para a comercialização do futebol e transmissão das partidas em emissoras de canal aberto, informa a BBC Mundo. Os termos do polêmico contrato, publicados no Boletim Oficial, marcam uma nova etapa na transmissão televisiva do futebol no país, acrescenta o Clarín.
Até o momento, as partidas eram transmitidas pelo canal a cabo Torneos y Competencias e os telespectadores tinham que pagar pelo serviço ou comprar um equipamento decodificador para assistir as partidas. Agora, os jogos serão televisionados pela TV aberta.
Entre outros pontos, o acordo estabelece os dias da semana em que chamados "super-clássicos", partidas entre os dois maiores clubes do país o Boca Juniors e o River Plate, devem acontecer.
A resolução também detalha a criação do programa "Futebol para Todos", que terá o objetivo de "permitir o acesso livre e gratuito da televisão aberta em todo o território da República Argentina" aos torneios organizados pela AFA.
Segundo o jornal La Nación, a medida não ajudou o governo a melhorar a sua imagem. Um pesquisa mostrou que a popularidade do governo de Cristina Kirchner foi ao seu mais baixo nível depois das eleições legislativas de 28 de junho.
Políticos de oposição criticaram a iniciativa, argumentando que a Argentina deve ter outras prioridades, acrescenta outra reportagem do La Nación