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sexta-feira, 14 de março de 2014

Acnur e Caritas realizam curso para jornalistas sobre refúgio e proteção internacional

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) no Brasil e a Caritas Arquidiocesana de São Paulo promovem, no próximo dia 31 de março, a 2ª Oficina Paulista de Jornalismo sobre Proteção Internacional de Refugiados.

Com o tema “Brasil: de Origem a Destino de Refugiados”, o curso será realizado das 08hs às 12hs, no auditório Franco Montoro da Secretaria da Justiça (Pátio do Colégio, 184). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail rayai@sp.gov.br até o próximo dia 26 de março (veja programação abaixo e ficha de inscrição em anexo). 

Os participantes do curso terão a oportunidade de debater com especialistas em refúgio e proteção internacional, além de entrevistar refugiados que vivem no Brasil e brasileiros que foram refugiados devido às perseguições feitas pelo regime militar que vigorou no país entre
1964 e 1985. Durante o curso, também serão esclarecidos aspectos técnicos sobre refúgio, apatridia e deslocamento interno, além de especificidades da cobertura jornalística sobre o tema.

Entre os palestrantes estão o representante do ACNUR no Brasil, Andrés Ramirez, a secretária de Justiça e presidente do Comitê Estadual para Refugiados, Eloisa de Sousa Arruda, e um representante da Caritas SP, que atende solicitantes de refúgio e refugiados na cidade.

São Paulo no foco - Com o curso, a Secretaria de Justiça, o ACNUR e a Caritas buscam destacar as novas tendências do refúgio em São Paulo. Nos últimos três anos, o número de solicitações de refúgio no Estado cresceu quase quatro vezes, saltando de 314 (registradas em 2011) para cerca de 1.200 (em 2013). De todas as solicitações de refúgio registradas no país em 2013 (aproximadamente 4.700), o Estado de São Paulo recebeu 24% delas. Considerando anos anteriores, a Caritas Arquidiocesana de São Paulo tem cadastrados mais de 3.000 solicitantes de refúgio.

Atualmente, o Estado abriga cerca de 2.100 refugiados reconhecidos, sob o atendimento da Caritas SP (na capital) e do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH, no interior). O Estado recebe solicitantes de refúgio da África, Ásia, Oriente Médio, Europa e América Latina.

“Vamos oferecer uma capacitação de alto nível para contribuir com o trabalho da imprensa dentro e fora das redações, oferecendo subsídios para o entendimento amplo de questões contemporâneas fundamentais”, explica Andrés Ramirez, representante do ACNUR no Brasil.

Para a secretária de Justiça, Eloisa Arruda, o curso “vem no contexto do aumento do número de pedidos de refúgio no Brasil, o que torna o tema de especial relevância para os profissionais da área de comunicação”.


De acordo com os números mais atuais do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), o Brasil abriga cerca de 5.200 refugiados reconhecidos, de 80 nacionalidades diferentes (34% são mulheres). Os principais grupos, por país, são formados por colombianos (1.117 pessoas), angolanos (1.062
refugiados) e congoleses (617). O Brasil também tem recebido refugiados vindos do conflito da Síria. Ao todo, cerca de 330 já foram reconhecidos.

Presença do ACNUR em São Paulo - A 2ª Oficina Paulista de Jornalismo sobre Proteção Internacional de Refugiados será encerrada com a assinatura do convênio entre a Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania e o ACNUR, oficializando a abertura do escritório desta agência da ONU no Estado.  O escritório está localizado dentro da Secretaria de Justiça e vem funcionando desde o final do ano passado. A decisão do ACNUR de estabelecer uma maior presença no Estado se deve ao aumento das chegadas de solicitantes de refúgio em São Paulo e ao consequente crescimento da população sob seu mandato.

Serviço

2ª Oficina Paulista de Jornalismo sobre Proteção Internacional de Refugiados

Inscrições: até 26 de março
● Envio da ficha de inscrição para rayai@sp.gov.br ● Data do curso: 31 de março (segunda-feira), das 8hs às 12hs.
● Local: Auditório da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania.
● Endereço: Pátio do Colégio, 184 - São Paulo/SP.

Programação
● 08h00-08h30: Café de boas vindas.

● 08h30-08h45: Boas vindas e apresentação: palavras dos organizadores.

● 08h45-09h45: Bloco 01 (palestra seguida de entrevista).
      - Aspectos Técnicos da Proteção Internacional de Refugiados (Representante do ACNUR no Brasil, Andrés Ramirez);

● 09h45-10h00: Pausa com coffee-break.

● 10h00- 11h00: Bloco 02 (palestra seguida de entrevista).
      - A Dinâmica da Cobertura Jornalística sobre Refúgio (Oficial de Informação Pública do ACNUR no Brasil, Luiz Fernando Godinho; Relações Externas da Caritas Arquidiocesana de São Paulo, Larissa Leite);

● 11h00-12h30: Bloco 03 (convidados especiais / palestra seguida de entrevista).
      - Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Eloisa de Sousa Arruda;
      - Depoimento de refugiados que vivem no Brasil e de ex-refugiados brasileiros;

Mais informações
● Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo Assessoria de Comunicação
Fone: (11) 3291-2612/2613/2614

● ACNUR Brasil
Assessoria de Comunicação
Fone: (61) 3044.5744 e Fax: (61) 3044.5705

Grupo Tortura Nunca Mais homenageia jornalista Luiz Cláudio Cunha

Jango, Amarildo e Wikileaks 
ganham Medalha Chico

Mendes 
no cinquentenário do golpe de 1964



O Grupo Tortura Nunca Mais, do Rio de Janeiro, acaba de divulgar a relação dos homenageados com a Medalha Chico Mendes de Resistência, que completa sua 26ª edição em 2014, no ano do cinquentenário do Golpe de 1964.
Foram agraciados 13 pessoas, cinco delas in memoriam, numa lista que inclui o ex-presidente João Goulart, o pedreiro Amarildo de Souza (desaparecido na UPP da Rocinha), o ex-deputado Luiz Maranhão (do Comitê Central do Partido Comunista, Adriano Fonseca Filho (guerrilheiro do PCdoB desaparecido no Araguaia) e Marcos Antônio da Silva Lima (marinheiro assassinado na ditadura).
Completam a lista o jornalista Julian Assange (fundador do WikiLeaks), o teatrólogo Amir Haddad (do grupo Grupo Tá na Rua), o cacique Ládio Veron (da Nação Guarani-Kaiowá), o advogado Manoel Martins (ex-preso-político), o morador de rua Rafael Braga (preso nas manifestação de junho passado), os promotores Raquel Dodge (subprocuradora da República) e Sérgio Suiama (procurador do Ministério Público Federal/RJ) e o jornalista Luiz Cláudio Cunha, autor do livro Operação Condor: o Sequestro dos Uruguaios.
O prêmio Chico Mendes foi criado em 1988 para homenagear pessoas e grupos engajados na luta por direitos humanos, em aberta reação à ‘Medalha do Pacificador’ regularmente concedida pelo Exército a nomes denunciados por violações aos direitos humanos. Alguns dos agraciados pelo Exército são o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, criador do DOI-CODI paulista, e os delegados do DOPS Sérgio Fleury (SP) e Pedro Seelig (RS), frequentemente responsabilizados por torturas em presos políticos durante o regime militar.
Desde 1989, alguns dos agraciados com a Medalha Chico Mendes são o cardeal Paulo Evaristo Arns, o promotor Hélio Bicudo, os jornalistas Barbosa Lima Sobrinho, Luís Fernando Veríssimo e Alceu Amoroso Lima, o arquiteto Oscar Niemeyer, o sociólogo Herbert de Souza, o educador Paulo Freire, a deputada Luíza Erundina e a estilista Zuzu Angel, além de entidades como Anistia Internacional, a Comissão de Justiça e Paz de SP, a Human Rights Watch e o Centro de Mídia Independente, entre outros.
A Medalha Chico Mendes tem como promotores, além do Grupo Tortura Nunca Mais, outras 14 entidades, entre elas a ABI, a Comissão de Direitos Humanos da OAB do Rio de Janeiro, o MST, o Centro pela Justiça e Direito Internacional (CEJIL), a Justiça Global, o PCB, a Rede de Movimentos e Comunidades contra a Violência e o Comitê Chico Mendes.

A entrega da 26ª Medalha Chico Mendes de Resistência de 2014 será realizada no dia 1º de abril, às 18h, no salão nobre da Faculdade de Direito da UFRJ – CACO -, na rua Moncorvo Filho, nº 8, Praça da República, no centro do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Espanha oferece bolsa para mestrado em Rádio. Inscrições terminam dia 13/3

A Espanha, por meio da Radio Nacional de España y la Universidad Complutense de Madrid, oferece a universitários latino-americanos duas bolsas de mestrado para curso de mestrado em Rádio.
As bolsas sõa oferecidas em em cooperação com a Fundación Carolina y el Instituto de Radio Televisión Española. As inscrições são pela internet e o prazo termina nesta, quinta-feira, 13 de março.
Veja abaixo,em espanhol, mais detalhes.

El Máster en Radio es un curso de alta especialización dirigido a universitarios, patrocinado por dos instituciones públicas de reconocido prestigio: Radio Nacional de España y la Universidad Complutense de Madrid.

Los resultados académicos y profesionales del Curso, avalados por la presencia de los más prestigiosos teóricos y profesionales del Medio, han hecho del Máster de Radio la vía idónea para formar a los investigadores y profesionales radiofónicos del futuro.

1. Características
Nº Vacantes: 2
Tipo: Programas de Intercambio / Becas de movilidad / Alojamiento, manutención, transporte
Lugar de estancia: Unión Europea  -  ESPAÑA
Características: Estas ayudas al estudio de la Fundación Carolina y el Instituto de Radio Televisión Española comprenden: 

- 3.724¬ del importe de la matrícula abierta del programa que para este curso asciende a la cantidad de 5.700 euros. Esta cantidad podrá verse modificada por la Institución Académica, según la actualización de los precios para el curso académico 2014-2015. 

- Billete de ida y vuelta en clase turista a España, desde el país de residencia del becario en América Latina. 

- Seguro médico no farmacéutico. 

En caso de resultar beneficiado con una beca, el becario deberá abonar la cantidad de 3.967 euros del importe de la matrícula abierta, correspondiente resto del precio de la matrícula. Esta cantidad podrá verse modificada por la Institución Académica, según la actualización de los precios para el curso académico 2014-2015.Esta cantidad deberá ser transferida en el plazo y forma especificados en la notificación de concesión de beca por parte de la Fundación. En consecuencia, no se considerará aceptada la beca por parte del becario, en tanto no abone dicha cantidad. 

Los beneficiarios de las ayudas al estudio tienen la posibilidad de obtener un crédito educativo en América Latina para sufragar el porcentaje de la matrícula no cubierto, alojamiento y la manutención. 

Crédito Educativo en América Latina: 

Para información sobre posibilidades de crédito en America Látina puede consultarse el apartado Crédito educativo
 
2. Requisitos
Fuente y Fecha de convocatoria: Fundación Carolina  - 23/01/2014
  • Ser nacional de algún país de América Latina miembro de la Comunidad Iberoamericana de Naciones o de Portugal.
  • No tener la residencia en España.
  • Disponer de una dirección de correo electrónico.
  • En el momento de solicitar la beca el candidato deberá poseer el título de Licenciado universitario en Periodismo y Comunicación Audiovisual. 
3. Solicitud
Plazo: 13 de marzo de 2014
Solicitudes:
El candidato podrá presentar hasta un máximo de cinco solicitudes para la oferta de becas de postgrado. Asimismo, dichas solicitudes deberán ir priorizadas en la aplicación.  
1. La solicitud online deberá estar debidamente cumplimentada. Se eliminarán aquellas solicitudes que estén incompletas, no priorizadas y las que no cumplan los requisitos fijados para los candidatos que optan a este programa. En caso de enviar varias solicitudes para un mismo programa, sólo se considerará como válida la última recibida.
 2. La Institución Académica responsable del programa realizará una preselección de candidatos, confeccionando una lista que trasladará a la Fundación Carolina.
 3. Una vez recibida la lista de preseleccionados por parte de la Institución Académica, un Comité de Selección evaluará las candidaturas presentadas confeccionando una lista priorizada. Este Comité estará formado por, al menos:
  • Uno o dos representantes de la Institución Académica responsable del programa.
  • Uno o dos representantes de la Fundación Carolina; uno de los cuales hará las funciones de Secretario del Comité.
  • Un experto independiente en el área objeto del programa, que será nombrado por la Fundación Carolina.
4. Los candidatos propuestos por el Comité podrán ser convocados a una entrevista por videoconferencia o por cualquier otro medio que la Fundación Carolina designe al efecto, en una fecha y hora previamente comunicada al candidato y, con el objeto de evaluar su adecuación al programa. Los candidatos brasileños preseleccionados deberán tener en cuenta que esta entrevista se llevará a cabo, en todo caso, en castellano.
 5. Una vez emitido el informe de la entrevista y, previa consulta con la Institución Académica, se formulará una propuesta definitiva. La decisión adoptada será inapelable.
 6. La Fundación Carolina comunicará al candidato la concesión o denegación de la beca, indicándole, en el primero de los supuestos, el plazo máximo para confirmar la aceptación de la misma y la forma de realizarlo. Los plazos de comunicación son los establecidos al efecto en el apartado “Ficha Técnica” de cada uno de los programas.
 7. En el caso de resultar beneficiario de una beca, le será solicitada la documentación que a continuación se detalla y que deberá ser remitida a Fundación Carolina, en conformidad con los plazos establecidos en la comunicación de concesión de beca:
  • Carta de aceptación del becario. Esta carta solo será aceptada como válida si la misma está firmada por el becario en todas sus páginas. En caso contrario, no tendrá ninguna validez y deberá ser enviada de nuevo.
  • Copia legalizada del título de Licenciado, Ingeniero o similar. Esta fotocopia puede compulsarla o autenticarla ante un notario público o en su propia universidad.
  • Certificado original o copia legalizada o autenticada del expediente académico donde se detallen las notas o calificaciones obtenidas durante la realización de sus estudios de licenciatura. Este documento debe solicitarlo en su universidad.
  • Fotocopia de los documentos que acrediten los principales méritos académicos o profesionales afirmados por el candidato en su solicitud on-line.
  • Fotocopia del pasaporte en vigor.
  • Certificado acreditativo de domicilio o residencia. Este documento deberá solicitarlo ante cualquier entidad o institución que acredite la veracidad del dato en cuestión; normalmente ante la policía.
Por más información visitar la convocatoria completa.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Termina dia 14 prazo de inscrição a bolsa de viagem de reportagem à Itália

Termina dia 14/3, o prazo de inscrição ao concurso de bolsa de viagem de reportagem à Itália.
Jornalistas, blogueiros e aspirantes a chefs de todo o mundo podem participar de uma viagem de reportagem.
WorldNomads convida inscrições para uma semana de cobertura sobre comida na Itália. Três vencedores vão passar sete dias explorando a cultura epicurista de três regiões diferentes da Itália. O Epicurismo é o sistema filosófico que prega a procura dos prazeres moderados para atingir um estado de tranquilidade e de libertação do medo, com a ausência de sofrimento corporal pelo conhecimento do funcionamento do mundo e da limitação dos desejos. 
A arte culinária é uma fonte de educação para nosso intelecto e de refinamento para nossos sentidos. É, na realidade, mais uma arte de espíritos civilizados, do que de pessoas abastadas. Os deuses, reis, sábios, poetas e filósofos da Grécia Antiga, como Epicuro, Aristóteles, Platão, tinham culto pela culinária. Helen de Tróia e Penélope manipulavam esta Arte com orgulho. Cadmo, o avô de Baco, desvaneciava-se de ser o cozinheiro do Rei de Sidônia.
Os vencedores irão reportar sobre suas viagens e cada um vai estrelar três vídeos para serem postados no site do World Nomads. A viagem será realizada de 31 de maio a 9 de junho. Os vencedores receberão passagem aérea de ida e volta para a Itália, alojamento, alimentação, transporte local e seguro de viagem.
Escritores e jornalistas de todo o mundo podem candidatar-se, mas devem ser excepcionalmente proficientes em inglês falado e escrito. A reportagem da Itália será feita em inglês.
Para mais informações (em inglês), clique aqui.

Justiça condena publicidade excessiva em três emissoras de TV

Na última semana, o Intervozes obteve uma importante vitória na Justiça federal, em uma ação que tramitava desde 2007. Três emissoras de televisão - Mega TV (Canal Brasileiro de Informação – CBI), Televisão Cachoeira do Sul e Shop Tour - foram condenadas em primeira instância pela 7ª Vara Cível da Justiça Federal por exibição excessiva de propaganda comercial. A ação foi movida contra os conhecidos “supermercados eletrônicos”, que têm praticamente toda sua programação voltada para as televendas, quando a legislação específica estabelece um máximo de 25% do tempo para publicidade.
A decisão da Justiça exige, além da readequação da grade de programação em até 60 dias, sob pena de cassação, o pagamento de uma indenização de 1% sobre o faturamento em 2006 por danos morais coletivos. As três emissoras condenadas, Mega TV (Canal Brasileiro de Informação – CBI), Televisão Cachoeira do Sul e Shop Tour, ainda podem recorrer da decisão.
O processo foi uma iniciativa do coletivo em conjunto com a Rede de Advogados e o Escritório Modelo da PUC-SP. Na ação civil, o Intervozes afirma que as emissoras rés também descumprem, dentre outras leis, o artigo 28 do Regulamento dos Serviços de Radiodifusão (Decreto Presidencial nº 52.795/63), que obriga as concessionárias a subordinar os programas de informação, divertimento, propaganda e publicidade às finalidades educativas e culturais inerentes à radiodifusão.
O Ministério das Comunicações, acusado no início por não cumprir com sua obrigação de fiscalizar o conteúdo das emissoras, acabou requerendo sua migração para o lado da acusação no decorrer do processo. Porém, o advogado e associado do Intervozes Bráulio Araújo, um dos responsáveis pela ação, lembra que “se o Ministério cumprisse seu dever de órgão fiscalizador, nem teria sido necessário recorrer à Justiça”. O MiniCom alega que fiscaliza as emissoras através de um convênio firmado com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que conta com planejamento anual, sorteio de municípios e recebimento de denúncias.
Protocolado em 2007, o processo pode ter tido, porém, uma decisão demasiado tardia para os casos envolvidos. Duas emissoras apresentadas inicialmente na ação foram excluídas por terem, nos últimos anos, alterado o conteúdo de sua programação . O Shop Tour, por outro lado, depois de 26 anos de funcionamento, já haveria encerrado suas atividades na televisão em 2013. O Intervozes, no entanto, acredita na possibilidade de o processo criar uma jurisprudência que oriente outras ações futuras e que incentive indiretamente outros canais a cumprirem a legislação em vigor para o setor.

Telefonia movel: Brasil chega a 272,353 milhões de celulares

Do Pay TV news

Base móvel aumenta, mas 3G desacelera em janeiro no Brasil

O mercado móvel brasileiro cresceu mais em janeiro de 2014, mas com menor crescimento da banda larga móvel e também menos desconexões 2G do que no período anterior. Dessa forma, segundo dados de operadoras que foram coletados e divulgados pela Anatel, o mercado registrou um total de 272,353 milhões de acessos no primeiro mês deste ano, crescimento líquido de 1,253 milhão de acessos, maior do que em dezembro, quando registrou 580,9 mil adições. 

Foi uma desaquecimento natural, já que dezembro é período de grande agitação no comércio por causa do Natal, mas isso afetou principalmente a terceira geração. O País adicionou 3,076 milhões de handsets 3G para telefones celulares no primeiro mês de 2014, um crescimento de 3,14% em relação ao mês anterior, mas, ainda assim, menos da metade do crescimento visto no final de 2013, quando o mercado adicionou 6,311 milhões de acessos 3G.
A única empresa que manteve um crescimento líquido acima de um milhão de linhas 3G para handsets foi a Vivo, com 1,058 milhão (crescimento de 4,54%), o que a deixou responsável por pouco mais de um terço (34,43%) de todas as adições no período. A TIM adicionou 766,4 mil conexões (crescimento de 3,15%) e a Oi colocou 608,5 mil (crescimento de 5,01%) linhas no mercado. Quem mais sentiu a desaceleração em janeiro foi a Claro, adicionando 545,7 mil (aumento de 1,47%), apenas um quinto do que cresceu em dezembro, quando liderou o crescimento ao adicionar 2,546 milhões.
No pelotão de operadoras menores, destaca-se a Nextel, que cresceu 40,87% e obteve mais adições líquidas (69,3 mil) no período do que em dezembro (quando aumentou 59,1 mil). A CTBC (Algar Telecom) também registrou aumento líquido, ativando 26,6 mil conexões 3G em janeiro, alta de 3,79%.
O mercado total de handsets 3G somou 97,839 milhões de aparelhos. Ainda que tenha mantido um crescimento menor, se o País continuar nesse ritmo, chegará à marca dos 100 milhões de handsets 3G em fevereiro. Vale lembrar que poderá haver uma retomada no fôlego, já que o crescimento entre janeiro e fevereiro de 2013 foi ainda maior, de 12%.
Mesmo com a redução no crescimento, a Claro ainda lidera com folga o segmento de handsets 3G com 37,95% de market share. Em seguida vem a TIM, com 24,89%, mantendo a participação registrada em dezembro; Vivo, com 23,84% (0,35 ponto percentual de aumento em share); e Oi, com 12,41% (0,24 ponto percentual acima).
Queda histórica
Acentuando a tendência, o mercado de terminais de dados (modems e tablets com conexão à rede móvel 3G e 4G) voltou a apresentar retração, com 43,9 mil desconexões (0,63% menos do que em dezembro). É a maior queda nessa categoria já registrada na Anatel. Desse total, 70,66% (ou 31 mil acessos) das desconexões foram da Claro. O encolhimento desse mercado seria ainda maior, não fosse a Nextel ter crescido 23 mil acessos (alta de 9,58%), novamente superando dezembro.
O mercado de terminais totalizou 6,990 milhões de acessos em janeiro. Com mais da metade do share (50,95%), a Vivo ainda é líder nesse segmento.
4G ainda com fôlego
Em se tratando da tecnologia LTE, houve menor crescimento do que em dezembro. Entretanto, excetuando esse mês atípico, foi o maior aumento da base de 4G no País até então, com 256,6 mil novos acessos. Pelo quarto mês seguido, a Vivo foi a operadora que mais cresceu, com 118,2 mil adições (crescimento de 18,01%), seguida de TIM (com 67,1 mil linhas e aumento de 14,23%), Claro (46,9 mil; 17,44%) e Oi (24,3 mil; 14,39%).
O Brasil agora soma 1,566 milhão de conexões de quarta geração, com a Vivo mantendo a liderança com 41,9%, seguida de TIM (30,13%), Claro (17,18%) e Oi (10,78%). Mantendo o ritmo, o País deverá passar de 2 milhões de aparelhos LTE ativados antes de abril, quando o lançamento comercial da rede móvel 4G completará um ano.
Banda larga móvel
Considerando a soma de todos esses acessos 3G, 4G e de terminais, o Brasil cresceu 3,288 milhões (3,09%) em janeiro deste ano. A tendência de participação segue a do 3G, com a Vivo crescendo 4,24% (1,168 milhão), TIM com 3,24% (826,6 mil); Oi com 4,77% (616,2 mil); e Claro com 1,43% (561,5 mil). Entre todas, a empresa que mais cresceu em banda larga móvel foi a Nextel, com 22,51%, ainda que o crescimento líquido tenha sido de 69,3 mil. No total, o País tem 106,4 milhões de acessos com banda larga móvel, com a Claro como maior player, com 37% do mercado, seguida de Vivo (25,9%), TIM (24%) e Oi (12,2%).
Somando apenas as conexões por handsets, o aumento do mercado total brasileiro foi um pouco maior: 3,332 milhões, crescimento de 3,35%. No total, o País tem 99,406 milhões de linhas para telefones celulares 3G e 4G somados.
Queda menor no 2G
As operadoras reportaram uma menor quantidade de desligamentos de linhas 2G: foram 2,116 milhões de desconexões, queda de 1,34%. No total, o Brasil tem ainda 157,579 milhões de acessos de segunda geração, mercado dominado pela Vivo com 30,31%, mas com a TIM colada com 29,77%. Oi tem 23,21% de participação e a Claro tem 16,52%.
Mesmo com menos adições líquidas no 3G e menos desconexões líquidas no 2G, a proporção de acessos de segunda geração continuou a cair, sendo agora de 57,86% da base móvel total brasileira. Em dezembro, a tecnologia representava 58,91% do total.
M2M
As conexões máquina-a-máquina (M2M) seguiram a tendência do mercado móvel total e tiveram crescimento desacelerado em janeiro, com 81,8 mil adições líquidas (0,98%). A Vivo continua abocanhando, ainda pelas beiradas, mais participação de mercado (atualmente com 29,2%), com o maior crescimento (3,44%, ou 84,2 mil adições), mas a liderança ainda é da Claro, com 44,4%. O Brasil conta com 8,478 milhões de conexões M2M.

Propaganda não apresenta a mulher brasileira real

Realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão em maio do ano passado, a pesquisa Representações das mulheres nas propagandas na TV revelou que 56% dos entrevistados, homens e mulheres, consideram que as propagandas na TV não mostram as brasileiras reais.
A invisibilidade da mulher negra também foi destacada no levantamento, que apurou que 80% dos entrevistados consideram que as propagandas televisivas mostram mais mulheres brancas, enquanto 51% gostariam de ver mais negras nos comerciais. A maioria dos entrevistados também gostaria de ver mais mulheres com cabelos crespos/cacheados na publicidade, mas 83% veem mais modelos com cabelos lisos.


80% consideram que as propagandas na TV mostram mais mulheres brancas; e 51% gostariam de ver mais mulheres negras 

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83% veem as mulheres reais como sendo em sua maioria de classe popular, mas 73% consideram que as propagandas na TV mostram mais mulheres de classe alta

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73% veem mais loiras do que morenas nas propagandas na TV, mas 67% gostariam de ver mais morenas

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83% veem mais mulheres com cabelos lisos nas propagandas na TV, mas maioria gostaria de ver mais mulheres com cabelos crespos/cacheados

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87% veem mais mulheres magras nas propagandas na TV; 43% gostariam de ver mais mulheres gordas

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78% veem mais mulheres jovens nas propagandas na TV, mas maioria gostaria de ver mais mulheres maduras


Especialistas veem demanda por propagandas mais atualizadas

Segundo avaliação da diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo, a pesquisa revela que a percepção dos entrevistados, mulheres e homens, é clara: a propaganda veicula modelos ultrapassados. “A irrealidade da representação da mulher é percebida pela absoluta maioria e há uma clara expectativa de mudança. Aqui se revela um paradoxo: se pensarmos a partir da lógica de mercado, pode-se dizer que anunciantes e publicitários, em razão de uma visão arcaica do lugar da mulher na sociedade e de um padrão antigo de beleza, não estão falando com potenciais consumidoras”, aponta.
“Nós, mulheres negras, somos invisíveis para a mídia, que não enxerga que tomamos banho, usamos xampu, comemos margarina, fazemos serviços domésticos, e, em particular, somos pessoas com poder aquisitivo”, exemplifica Mara Vidal, vice-diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão. Para ela, existe aí “um racismo manifesto com relação à nossa capacidade, às nossas qualidades e ao nosso poder de compra”, pontua.
Para o diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, o principal mérito da pesquisa é mostrar como as empresas perdem dinheiro com a representação distante da realidade, uma vez que as mulheres movimentam hoje, no Brasil, um mercado consumidor de R$ 1,1 trilhão por ano e determinam 85% do consumo das famílias, segundo dados do próprio instituto. “Não estamos falando de um nicho consumidor, mas do principal mercado consumidor brasileiro. Então, há uma miopia do ponto de vista de oportunidades de negócios”, considera.
Para a vice-diretora do Instituto Patrícia Galvão, Mara Vidal, a polêmica campanha em "homenagem" ao Dia Internacional da Mulher produzida pela Riachuelo - retirada do ar após uma onda de protestos de internautas - reforça os resultados da pesquisa. "É a reiteração da invisibilidade da mulher negra e de uma visão estereotipada de que o papel social dos negros é servir aos brancos", afirma.
Sobre a pesquisa
Encomendada ao Data Popular pelo Instituto Patrícia Galvão, a pesquisa entrevistou 1.501 homens e mulheres maiores de 18 anos, em 100 municípios de todas as regiões do país, entre os dias 10 e 18 de maio de 2013.