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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Em defesa da Voz do Brasil

Por Ana Rita*

A Voz do Brasil volta a correr sério risco. É por defender “a minha voz, a sua voz, a nossa voz” que vou lutar, quando a Medida Provisória 648/14 retornar ao Senado, pela rejeição das alterações aprovadas na Comissão Especial que analisou a MP. Das 19h às 20h. Este é o horário tradicional que milhões de pessoas, pelo Brasil afora, recebem notícias por meio de um importante e indispensável instrumento de informação para a imensa massa de brasileiras e de brasileiros que vive no campo e na cidade, sem acesso a jornais e revistas e que não dispõe de outra forma de saber com transparência dos atos e realizações públicas.

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Tais características, evidentemente, não agradam a setores da grande mídia. Motivados por interesses econômicos, voltados apenas à exploração comercial do horário nobre no qual vai ao ar A Voz do Brasil, os defensores da flexibilização, tentam enfraquecer o caráter democrático e transparente do programa. É uma forma disfarçada de relegar ao segundo plano A Voz do Brasil.

Não é fato como se propaga por aí que o “Brasil não é mais um país rural” e que “a população aprova a alteração do horário”. Pesquisa encomendada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República identificou que 66% dos moradores da Região Norte e 50% das regiões Nordeste e Centro-Oeste têm o programa como à única ou quase única informação do que acontece no Brasil.

Na verdade é no aumento da audiência e consequentemente no aumento do faturamento que os defensores do fim da Voz do Brasil estão de olho. Este é o pano de fundo da batalha que se arrasta, desde 2006, em seguidas tentativas no Congresso Nacional. A alteração proposta na MP é mais destes embates.

Vamos lutar para que a alteração proposta na MP seja derrubada. Flexibilizar por três horas é um erro crasso. O objetivo de fato é inviabilizar. Na prática, representa o fim da Voz do Brasil a médio e longo prazo. Em nosso País, existem quase 10 mil emissoras de rádios. Quem irá fiscalizar se A Voz do Brasil está sendo transmitida por todas essas emissoras?

Outro ponto a se pensar: apesar do significativo número de emissoras de rádio, o conteúdo é segmentado e pouco variado. Enfraquecer e progressivamente extinguir A Voz do Brasil representaria reforçar o monopólio da informação que chega aos ouvintes. 

Considero A Voz do Brasil patrimônio da sociedade brasileira. Portanto, fortalecê-la, é tarefa de todas e todos que compreendem que o acesso à comunicação é um dos pressupostos básicos para consolidação da democracia.

E, é bom lembrar as empresas de radiodifusão: a obrigatoriedade da veiculação do programa no horário tradicional é garantida pela Lei que instituiu o Código Brasileiro de Telecomunicações. Estamos de olho e vigilantes: “em Brasília, 19 horas”!

*Ana Rita é senadora da República pelo Espirito Santo
e presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
do Senado Federal


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Jurista e deputado do PT defendem fim das transmissões ao vivo de julgamentos do STF pela TV Justiça

Por Chico Sant'Anna
O jurista Dalmde Abreu Dallari, professor Emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e ilustre referência para o ensino e exercício do Direito no Brasil, publicou no Observatório da Imprensa um artigo bastante preocupante e ameaçador para aqueles que defendem a transparência das ações das instituições públicas do Brasil.
Com o título de “Publicidade, vedetismo e deslumbramento”, ele condena as transmissões ao vivo, pela TV Justiça, das sessões de julgamento do Supremo Tribunal Federal. No artigo, Dalari apoia o projeto-de-lei nº 7.004, proposto no ano passado pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP). O petista vai mais além do que a posição de Dalari. Ele quer vedar as transmissões ao vivo dos julgamentos do STF, bem como as transmissões de sessões gravadas daquelacorte e dos demais tribunais superiores. O deputado não permite nem gravações editadas,
Se a posição deles já estivessem em vigência, a sociedade brasileira não poderia ter assistido e acompanhando os votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal referentes ao julgamento da constitucionalidade da lei da Ficha Limpa, da autorização de pesquisas em células tronco e muito menos o julgamento do Mensalão.
Na prática, tanto o juristas quanto o parlamentar petista defendem uma espécie de lei da mordaça aos tribunais superiores e algo que poderíamos chamar de lei do tampão nos ouvidos e de venda nos olhos para a sociedade.
A postura dos dois, condena uma ferramenta de construção de cidadania que proporciona maior aproximação entre o cidadão e os poderes constituídos, ao assegurar transparência nas ações dos magistrados. Em tempos de rede social, o que o jurista defende é uma espécie de segredo de justiça a todas as ações do Poder Judiciário. A Justiça no Brasil sempre foi uma instância fechada, hermética, sem janelas ao cidadão. A implantação da TV Justiça, assim como foi a criação das TVs Senado e Câmara, foi um esforço de consolidação do processo democrático.
Na França, onde não existe TV Justiça, instituições corporativas ligadas ao mundo da Justiça e do Direito tentaram coibir, em 2005, a transmissão de uma CPI que investigava irregularidades no mundo judicial. Rotulavam as transmissões da CPI de “licnhamento midiático”.
Como pesquisador acadêmico, tive a oportunidade de escrever, sobre este caso,o artigo Visibilidade e espetacularização nos canais parlamentares Um olhar sobre as transmissões de CPIs no Brasil e na França. 
Se a censura às transmissões ao vivo se concretizar, como defendem Dalmo Dalari e Vicente Cândido, o Brasil estará vivenciando um grande retrocesso democrático e derepercussões inimagináveis.
Iniciativa desta grandeza pode levar o Legislativo a fazer o mesmo, deixando de transmitir votações deprojetos-de-lei, sessões de CPI e até mesmo de Conselhos de Ética das duas casas do Congresso e das diversas Assembléias Estaduais e Câmaras Municipais que possuem mídias legislativas, neste páis.
Estaráimaos, assim, retornando a uma realidade sombria de distanciamento entre a sociedade e os poderes constituídos, situação que o Brasil de hoje, que vai as ruas lutar pelos seus direitos, não aceitaria.

Leia abaixo o artigo do jurista Dalmo Dalari. 

STF NA TV

Publicidade, vedetismo e deslumbramento

Por Dalmo de Abreu Dallari, publicado originalmente, em 21/01/2013 na edição 782, do Observatório da Imprensa

A experiência que já se tem da transmissão ao vivo – ou, segundo a gíria dos meios de comunicação, da transmissão em tempo real – das sessões do Supremo Tribunal Federal deixa mais do que evidente que essa prática deve ser imediatamente eliminada, em benefício da prestação jurisdicional equilibrada, racional, sóbria, inspirada nos princípios jurídicos fundamentais e na busca da Justiça, sem a interferência nefasta de atrativos e desvios emocionais, ou de pressões de qualquer espécie, fatores que prejudicam ou anulam a independência, a serenidade e a imparcialidade do julgador.
A par disso, a suspensão da transmissão direta das sessões contribuirá para a preservação da autoridade do Supremo Tribunal Federal, livrando-o da louvação primária aos rompantes e destemperos emocionais e verbais de alguns ministros. A recreação proporcionada pela transmissão ao vivo das sessões do Supremo Tribunal equipara o acompanhamento das ações da Corte Suprema às manifestações de entusiasmo ou desagrado características das reações do grande público às exibições dos programas de televisão que buscam o envolvimento emocional dos telespectadores e a captação de consumidores para determinados produtos, recorrendo ao pitoresco ou à promoção de competições entre pessoas ou segmentos sociais sem maior preparo intelectual para a avaliação racional e crítica de disputas de qualquer natureza.
Como tem sido observado por estudiosos e conhecedores do Judiciário, o Brasil é o único país do mundo em que as sessões do Tribunal Superior são transmitidas ao vivo, proporcionando recreação aos que as assistem, pessoas que, na quase totalidade, não têm conhecimentos jurídicos e são incapazes de compreender e avaliar os argumentos dos julgadores e o real sentido das divergências que muitas vezes se manifestam durante o julgamento e que, em inúmeros casos, já descambaram para ofensas grosseiras e trocas de acusações absolutamente desrespeitosas entre os ministros do Supremo Tribunal Federal.
Diálogo áspero
A prática dessas transmissões teve início com a aprovação pelo Congresso Nacional da Lei nº 10.461, de 17 de maio de 2002, que introduziu um dispositivo na Lei n° 8.977, de 6 de janeiro de 1995, que dispõe sobre o serviço da TV a cabo. Foi, então, acrescentada uma inovação, que passou a ser o inciso “h” do artigo 23, estabelecendo que haverá “um canal reservado ao Supremo Tribunal Federal, para divulgação dos atos do Poder Judiciário e dos Serviços essenciais à Justiça”.
A utilização desse veículo de comunicação ganhou enorme ênfase, com absoluto desvirtuamento da idéia de serviço, quando assumiu a presidência do Supremo Tribunal o ministro Gilmar Mendes, que dirigiu a Suprema Corte de 2008 a 2010. Basta assinalar que no orçamento do STF para o ano de 2010 foram destinados 59 milhões de reais a “Comunicações Sociais”, quantia essa equivalente a 11% do orçamento total da Suprema Corte. Essa dotação superou em quase cinco vezes o orçamento anual do Tribunal Superior Eleitoral – e isso num ano eleitoral no Brasil, em que houve eleições de âmbito nacional.
Tem início, então, uma fase verdadeiramente degradante para a imagem da mais alta Corte do país, com o mais deslavado exibicionismo de alguns ministros e a transmissão, ao vivo de trocas de ofensas e de acusações grosseiras entre membros do Supremo Tribunal. Assim, em abril de 2010 ocorreu um diálogo extremamente áspero entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. No debate transmitido para todo o Brasil, este acusou Gilmar Mendes de ser um deslumbrado, um praticante do vedetismo, dizendo, textualmente: “Vossa Excelência está diariamente na mídia, dirigindo palavras ofensivas aos demais ministros e destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro”.
Dois anos depois, coube ao ministro Joaquim Barbosa presidir o Supremo Tribunal Federal e o que se tem observado, desde então, é que o vedetismo e o deslumbramento pelo prestígio entre os telespectadores, descaminhos que antes ele condenara, continuaram a marcar o desempenho do ocupante da direção da Suprema Corte e a ser a tônica na utilização do canal de televisão reservado ao Supremo Tribunal.

Linguagem elevada
Por tudo isso é merecedor do mais veemente apoio o Projeto de Lei nº 7.004, de 2013, proposto pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP). De acordo com esse projeto, o referido inciso “h” do artigo 23 da Lei nº 8.977 passará a ter a seguinte redação: “Um canal reservado ao Supremo Tribunal Federal para a divulgação dos atos do Poder Judiciário e dos seus trabalhos, sem transmissão ao vivo e sem edição de imagens sonoras das suas sessões e dos demais Tribunais Superiores”.
O projeto poderia ser mais veemente, dispondo textualmente: “Vedada a transmissão ao vivo”, mas esse é um pormenor. O que é de fundamental importância é a eliminação das degradantes e desmoralizadoras transmissões ao vivo das sessões do Supremo Tribunal Federal, restaurando-se na mais alta Corte brasileira uma atitude de sobriedade, de respeito recíproco entre seus integrantes, sem os desníveis estimulados pelo exibicionismo. E isso não trará o mínimo prejuízo para a prática da publicidade inerente ao Estado Democrático de Direito, que deverá ser ética, em linguagem elevada e respeitosa, transmitindo o essencial das decisões e dos argumentos dos ministros, inclusive das divergências, a fim de que prevaleçam os interesses da Justiça.
***
Dalmo de Abreu Dallari é jurista, professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

terça-feira, 7 de agosto de 2012

EUA: Midia terá que informar quem paga a propaganda eleitoral

De Medioslatinos
 
De acuerdo con el periódico Washington Post, los dos principales partidos y sus grupos afiliados han gastado desde el pasado mes de noviembre, cerca de 270 millones de dólares USA en spots de campaña. Frente a estas cifras millonarias, la Comisión Federal de Comunicaciones (FCC) de Estados Unidos está obligando a los medios de comunicación para hacer que el financiamiento de la propaganda electoral sea más transparente. 
En el futuro, se detallará en un sitio web de la FCC qué individuos y grupos han pagado qué montos para financiar spots electorales. Los medios de comunicación más importantes de los Estados Unidos, incluyendo las cadenas de TV NBC News (ComcastNBCU), ABC News (Walt Disney), Fox News (News Corp.), Hearst Co. y las empresa de periódicos Cox y Gannett se habían opuesto hasta el momento de manera vehemente a la divulgación de esta información. 
El presidente Obama lidera las estadísticas de gastos en anuncios televisivos, con unos 78 millones de dólares, seguido por su rival Mitt Romney, que ya lleva gastados 47 millones. Sólo una cuarta parte de los anuncios de campaña se han orientado a publicitar en forma positiva a los candidatos presidenciales. Las otras tres cuartas partes de los anuncios se han orientado a difamar a los contrincantes políticos.

Información publicada en el sitio web www.mediadb.eu. Para más detalles haga click aquí.       

terça-feira, 24 de julho de 2012

Projeto-de-lei quer mais transparência nas concessões de rádio e tv


Projeto torna obrigatória a divulgação da razão social e da documentação associada à entidade detentora da outorga.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) quer mais transparência sobre o controle e a propriedade das concessões de rádio e TV. Para facilitar a fiscalização tanto pelos órgãos públicos quanto pela sociedade em geral, o mato-grossense apresentou o Projeto de Lei do Senado (PLS) 275/2012 que torna obrigatória a divulgação da razão social e da documentação associada à entidade detentora da outorga. A iniciativa promete desenvolver mecanismos que possibilitem maior transparência desses veículos de comunicação.  
"Os serviços de radiodifusão sonora (rádio) e de sons e imagens (televisão) são espécies de serviços públicos e, como tais, estão submetidos a controles e condições especiais de prestação, objetos, inclusive, de disposições constitucionais específicas.Ao avançarmos na transparência, possibilitamos que a sociedade nos ajude na fiscalização do setor”, avalia o senador Pedro Taques.  
O PLS 275/2012 insere dois artigos na Lei nº 4.117 de 1962, conhecido como Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT). O primeiro determina que as emissoras divulguem, em inserções ao longo de sua programação diária, a razão social das entidades detentoras de suas outorgas.  
O segundo mecanismo propõe que as emissoras de rádio e TV disponibilizem em seus sites os principais documentos exigidos pela legislação que as rege e que já são exigidos pelos órgãos públicos responsáveis.  
"Com isso, o cidadão residente na área atendida pela emissora poderá entender quais são as obrigações e direitos associados à exploração de cada serviço”, complementou Pedro Taques. Aprovada a proposta, serão dados seis meses para os veículos se adaptarem às novas obrigações.

terça-feira, 6 de março de 2012

Blog transmitirá sessões plenárias da CLDF

O que deveria ser feito pela própria Câmara Legislativa do Distrito Federal: transmissão ao vivo de suas sessões, para que haja transparência e capacidade do cidadão fiscalizar seus eleitos, vai ser, agora, parcialmente realizado por um blog da cidade.
Enquanto a TV Distrital não volta a operar - o que, segundo promessa do presidente da CLDF, deputado Cabo Patrício, deveria ter ocorrido neste mês de fevereiro, a tarefa fica a cargo das redes sociais.
Quem quiser acompanhar em tempo real a cobertura política no Distrito Federal, poderá fazê-lo via o blog Câmara em Pauta. A partir desta terça (07), entra no ar, ou melhor, na web, a Rádio Estúdio Câmara em Pauta. Ela vai transmitir as sessões ordinárias da Casa ao vivo, para que o povo vá até a CLDF sem sair do lugar. 
Todas terças, quartas e quintas-feiras, a partir das 15h, será possível acompanhar a sessão Plenária da CLDF na integra. Com as transmissões, ficará mais fácil acompanhar o trabalho dos parlamentares que representam o povo do DF e fiscalizar de verdade o que acontece na chamada Casa do Povo. 
A Rádio Estúdio Câmara em Pauta funcionará automaticamente, a partir do acesso ao portal Câmara em Pauta; Em breve, será criado um sistema para que o internauta escolha o momento em que deseja ouvir a nossa transmissão. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

México: governo é instado a dar mais transparência nos gastos publicitários

De Medioslatinos


A pocos días de que se debata el Presupuesto de Egresos 2012 en la Cámara de Diputados de México las organizaciones de prensa Article XIX y Fundar instaton al gobierno a limitar su gasto en comunicación social y publicidad y a establecer criterios transparentes para su asignación. Según estas organizaciones la Presidencia de México ha gastado desde 2007 el doble del monto aprobado por los legisladores en este concepto. Como señala la organización Fundar en su sitio web: "El gasto en publicidad oficial es excesivo, se utiliza en forma discriminatoria y no existen criterios claros para asignarlo y distribuirlo".

Información publicada en el Sitio Web Periodismo en las Américas. Para más detalles haga click aquí.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Abertas inscrições para curso de investigação de gastos públicos em esportes

A Abraji, em parceria com a Associação Contas Abertas, promove a partir de 14 de novembro o primeiro curso on-line “Investigação em esporte: gastos com a Copa 2014 e os Jogos Olímpicos 2016”. O treinamento, voltado a jornalistas profissionais e estudantes de jornalismo, tem financiamento do Open Society Institute.

Os interessados em participar do curso, ministrado integralmente à distância por meio de plataforma virtual interativa, devem realizar as inscrições gratuitas neste link: http://bit.ly/investigaesportes. O prazo final para inscrições é 7 de novembro.

A Abraji fará uma seleção entre os inscritos e divulgará o nome dos participantes do curso até o dia 11 de novembro. Os alunos escolhidos receberão um login para o ambiente virtual e poderão acessar o conteúdo da primeira semana do curso a partir de 14 de novembro. O treinamento durará cinco semanas, até 18 de dezembro. Estão programadas outras três turmas para o mesmo curso, em datas ainda a serem definidas em 2012.

O curso de investigação em esporte vai mostrar a jornalistas onde encontrar informações oficiais sobre os gastos com obras relacionadas à Copa do Mundo de 2014 e também aos Jogos Olímpicos de 2016. De acordo com Gil Castello Branco, economista e fundador da Associação Contas Abertas, é preciso conhecer as peculiaridades de cada um dos sites que disponibilizam dados sobre as obras.

O conteúdo do treinamento foi desenvolvido pela equipe do Contas Abertas com apoio do jornalista esportivo José Cruz, colunista do UOL. A jornalista Marina Atoji, responsável pelo Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas (www.informacaopublica.org.br) trabalhou na adaptação do curso para a plataforma on-line e será uma das instrutoras.

Atenção: Este curso é diferente do curso "Transparência e investigação: jornalismo com informações públicas", promovido pela Abraji com financiamento da UNESCO (clique aqui para mais informações). Alguns dos módulos desses cursos acontecerão ao mesmo tempo. Recomendamos que a inscrição em apenas um deles. Haverá novos módulos de ambos os treinamentos em 2012.

domingo, 19 de dezembro de 2010

TV Digital: SJP-DF cobra maior transparência da EBC na definição do Operador de Rede

Do SJP-DF

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal manifestou seu apoio a demanda feita pelo representante dos funcionários da EBC no Conselho Curador da empresa, Lourival Macedo, por total transparência na construção do projeto “Operador de Rede”, que ficará à cargo da própria Empresa Brasil de Comunicação. O objetivo dele foi chamar a atenção para a transparência que um projeto crucial como este precisa ter. Para todos os funcionários da EBC e para a sociedade brasileira.


É importante lembrar que há duas semanas foi confirmado pela direção da EBC que a proposta original – apresentada anteriormente pela Diretoria de Serviços - foi modificada. O governo federal vai agora usar a malha de fibra óptica da Telebrás para colocar no ar a TV pública digital. Não vai mais fechar uma parceria público-privada (PPP) com prazo de 20 anos para erguer 256 torres de transmissão de sinal via satélite de TV em todo o país. Este projeto teria um custo aproximado de R$ 2,8 bilhões. O valor atualizado para o novo projeto ainda não foi divulgado.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal defende a idoneidade da EBC para tratar do tema mas, a partir da demanda levantada pelo representante dos empregados da empresa no Conselho Curador, reivindica a realização de uma audiência pública por parte da Diretoria de Serviços da EBC sobre o tema. O objetivo é fazer com que qualquer cidadão possa acompanhar como será a realização desta, que é uma das principais metas para o fortalecimento da comunicação pública do país.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pesquisa analisa transparência nos municípios

O jornalista Carlos Plácido Teixeira fez um levantamento sobre a qualidade da transparência dos portais municipais na internet dedicados a transparência dos feitos públicos. Para resumir brevemente, Plácido Teixeira constata que os municípios se limitam a cumprir a obrigação com a Lei da Transparência.
Para uma leitura mais detalhada, clique aqui.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Janela indiscreta:twitter revela estratégia ruralista e causa impasse

Renata Camargo, do Congresso em Foco

O embate entre ambientalistas e ruralistas na comissão especial que discute mudanças no Código Florestal brasileiro teve mais um capítulo nesta terça-feira (27). Sem justificativa, o presidente da comissão, Moacir Micheletto (PMDB-PR), cancelou a reunião marcada para a tarde de hoje em que seria discutido o cronograma de trabalho da comissão. Apesar do cancelamento, um grupo reservado de deputados se reuniu nesta tarde com o relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para definir essa agenda de trabalho.
A reunião interna não foi comunicada a todos os membros da comissão, que só souberam dela pelo twitter do deputado Homero Pereira (PPS-MT), que participou do encontro ocorrido no gabinete de Aldo Rebelo. Para essa reunião reservada foram convocados apenas parlamentares que defendem interesses da bancada ruralista, o que provocou revolta de deputados ligados aos ambientalistas, que classificaram a estratégia ruralista como “absurda”.
“Um presidente tem a prerrogativa de convocar e cancelar a reunião. Mas ter uma reunião interna sem que os próprios membros da comissão sejam avisados é um absurdo. Se o relator não quer ouvir os setores de oposição a suas ideias, não posso impedir. O que vou exigir é que a comissão trace um cronograma, pois o relator não pode ficar escondendo os prazos e operar de surpresa”, disse o deputado Ivan Valente (Psol-SP).

Para ler o restante desta matéria, clique aqui.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Onu realiza no DF encontro sobre governança e transparência na Web

O Web4Dev 2010, evento que reúne profissionais de tecnologia da ONU, acontece nos próximos dias 25 e 26 de fevereiro no Grand Bittar Hotel, em Brasília. A conferência tem como objetivo principal abordar os impactos dos recursos da internet nos sistemas da Organização das Nações Unidas.
Entre os temas principais para o debate neste ano estão a governança e transparência na Web, além das oportunidades e desafios colocados pela web 2.0, como as redes sociais, blogs e microblogs, incluindo o Twitter.
Entre os convidados estão Hartmut Richard Glaser, diretor executivo do Comitê Gestor da Internet Brasil, Ting Chen, integrante do conselho de administração da Wikimedia e Albert Alcouloumbre, da TV Globo. Também devem participar do evento representantes das sedes dos organismos das Nações Unidas, do Google, da ONG Save the Children e do Governo Brasileiro.
Segundo a organização do evento, essa é a primeira vez que o Web4Dev acontece na América Latina. As vagas são gratuitas, mas limitadas aos profissionais diretamente envolvidos nas discussões centrais da conferência.
Mais informações, clique aqui.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Câmara inicia transmissão de 22 comissões simultâneas pela internet

WebCâmara vai ampliar transparência e participação da sociedade nas atividades legislativas

A Câmara dos Deputados lança nesta quarta-feira (21), às 10 horas, o serviço WebCâmara, com transmissão ao vivo na internet de todos os eventos das 22 comissões da Câmara dos Deputados. O lançamento ocorrerá em cerimônia no Salão Verde, com o presidente da Câmara, Michel Temer.

A ferramenta deve dar maior transparência às audiências públicas, votações e outras atividades das comissões da Câmara, responsáveis por grande parte das atividades legislativas. Somente neste ano, as comissões aprovaram conclusivamente - sem a necessidade de discussão no Plenário - 208 projetos de lei. Desses, 154 foram enviados ao Senado, 18 à sanção presidencial e 36 já viraram normas jurídicas. Enquanto isso, o Plenário aprovou 185 proposições, sendo 46 projetos de lei ordinária ou complementar.

Participação
Os eventos registrados ficarão on-line por um período de 30 dias, podendo ser acessados automaticamente. Depois desse período, os registros podem ser consultados mediante pesquisas solicitadas ao Centro de Documentação e Informação.

Além de assistir ao vivo a todos os debates nas comissões, o cidadão poderá encaminhar perguntas, sugestões, críticas ou reclamações em tempo real, enquanto a discussão está ocorrendo. Ao pesquisar os arquivos das reuniões realizadas nos últimos dias, o internauta também pode localizar as intervenções feitas pelo deputado de seu interesse.

sábado, 30 de maio de 2009

Lei determina transparência de gastos públicos em tempo real

Por: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em 28/05/2009

União, Estados e Municípios serão obrigados a colocar na internet, em tempo real, os dados de seus orçamentos e gastos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na quarta-feira (27), a lei que dá mais transparência aos gastos públicos. A medida atinge os três Poderes - Legislativo, Executivo e Judiciário - e altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em vigor há nove anos. O projeto original, apresentado em 2004, é de autoria do ex-senador João Capiberibe (PSB-AP). A lei foi publicada no Diário Oficial da União, passando a vigorar imediatamente.
A LRF já considerava transparência da gestão fiscal a ampla divulgação da execução orçamentária, mas não era tão explícita quanto à liberação do conteúdo à população.

Cidadão

Com a medida, o cidadão poderá saber, antecipadamente, quanto será pago por um serviço ou por um produto , a descrição e a quantidade a ser comprada e quem receberá o pagamento. Assim, Poder Público e sociedade civil poderão fiscalizar a arrecadação e os gastos da Administração Pública.
A transparência será assegurada também mediante incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos planos, Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e orçamentos.
A nova lei ainda ressalta que qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para denunciar ao Tribunal de Contas (TCU) e ao órgão competente do Ministério Público o descumprimento das prescrições estabelecidas em lei.
A União, Estados e Municípios, com mais de 100 mil habitantes, terão prazo de um ano para divulgar as informações em tempo real. Já Municípios, entre 100 mil e 50 mil habitantes, terão prazo de dois anos; e cidades com menos de 50 mil habitantes terão prazo de quatro anos a partir da publicação da nova lei, que ocorreu na quinta feira (28).

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Na Mídia: Eros Grau é contra transmissão televisiva dos julgamentos do STF

Grau diz ser contra sessões do STF na televisão

Da Agencia Estado


RIO - O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal, disse ontem, durante palestra no Rio, que as sessões plenárias da corte não deveriam ser transmitidas ao vivo pela TV Justiça. A ideia de suspender as transmissões foi cogitada no mês passado, depois da transmissão de uma discussão entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa para todo o País. "Se dependesse de mim, seguramente não haveria transmissão televisiva, mas felizmente não depende, porque praticamos a democracia", afirmou Grau, num almoço com líderes empresariais da Câmara de Comércio França-Brasil.

Grau tocou levemente no tema em sua curta palestra sobre a atualização da Constituição ao classificar a tomada de decisão de qualquer magistrado como "um momento de grande intimidade", que acaba sendo devassado apenas para os ministros do STF. No entanto, foi obrigado a detalhar sua opinião diante da pergunta de uma participante, que quis saber se ele via exposição exagerada dos ministros nas transmissões das votações, misturando diante dos cidadãos as relações institucionais e pessoais dos integrantes da corte.

O ministro respondeu que é contra as transmissões, mas ressaltou que expressava apenas uma opinião, já que reconhece que esse tipo de recurso tem sido um instrumento cada vez mais adotado para dar transparência a instituições públicas. "O que é muito importante é que nenhum de nós, como indivíduo, significa grande coisa. Nós não significamos nada. O que importa é a instituição", afirmou Grau, numa referência indireta à repercussão dos desentendimentos entre Mendes e Barbosa.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Chile ganha lei que disciplina o acesso à informação

Entrou em vigor, dia 20, no Chile, a lei n°20.285 que trata sobre Transparência da Função Pública e Acesso à Informação da Administração do Estado. De acordo com a norma, os órgãos públicos se tornam responsáveis por responder solicitações de informação de cidadãos (transparência passiva) e por manter dados de interesse geral nos sites do governo (transparência ativa).
A lei cria também uma instituição independente, o "Conselho para a Transparência", com o objetivo de resolver os conflitos entre solicitantes e órgãos da administração central ou municipal. Um dos grandes desafios da nova norma é a definição dos critérios de publicidade e reserva da informação, que serão estabelecidos pelo Conselho a partir de resoluções tomadas.

Mais detalhes no sitio do Fórum de Direito de Acesso a Informações.