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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Projeto de lei tenta acabar boicote de rádios à Vo\z do Brasil

Do Jornalistas & Cia

A Câmara analisa o PL 2495/11, do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que proíbe a diminuição da potência das emissoras de radiodifusão durante a transmissão do programa A Voz do Brasil. Para o parlamentar, as emissoras desrespeitam os ouvintes das cidades do interior que, em muitos casos, têm acesso às notícias nacionais apenas pelo programa.
“Esses radiodifusores, que pouco apreço têm por um elemento tão importante da nossa cultura, aproveitam-se de uma brecha legal, já que inexiste hoje qualquer dispositivo que impeça essa diminuição de potência”, apontou.
A proposta, que altera a Lei 4.117/62, tramita em caráter  conclusivo e será examinada pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

EBC quer must-carry também na multiprogramação

Por Samuel Possebon, do Tela Viva news

 A EBC, estatal responsável pela TV pública TV Brasil e pelo canal NBR, do Executivo, levantou, durante a audiência pública do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) realizada nesta terça, 24, pela Anatel, uma questão importante: o tratamento que será dado pela agência ao must-carry dos canais públicos que tenham multiprogramação. Segundo Eduardo Castro, diretor geral da EBC, a TV Brasil pretende adotar esse modelo. Para Marconi Maya, superintendente de comunicação de massa da Anatel, ainda não existe na agência uma posição sobre como tratar a questão da multiprogramação, mas reconhece que é um tema que precisa ser abordado no regulamento. Vale lembrar que emissoras públicas como a TV Cultura já fazem multiprogramação.
A EBC também pediu para que a Anatel considere a possibilidade de tratar o sinal da TV Brasil distribuído nacionalmente e previsto em lei como um dos dez canais obrigatórios de maneira diversa dos sinais das geradoras locais que retransmitem a TV Brasil. "Queremos que as operadoras distribuam a TV Brasil nacional e o sinal das geradoras locais, porque há conteúdos específicos de cada localidade que não podem ficar fora", disse Castro.
Para a Anatel, "será feito aquilo que for mais benéfico à televisão pública", disse Maya, concordando que a TV Brasil, em tese, teria esse direito de pleitear a distribuição compulsória tanto de seu sinal nacional quanto de suas geradoras locais.
A EBC também está preocupada com as regras de interatividade na TV paga e na forma como a interatividade da TV aberta será transposta para as redes do SeAC. "Além disso, existe a questão das regras de audiodescrição e acessibilidade", lembrou Castro, referindo-se ao closed-caption, obrigatório às emissoras de TV aberta. Para a Anatel, essa discussão é mais complicada porque envolve um acerto técnico complexo. "Acho que os setores precisam começar a se conversar sobre isso", disse Marconi Maya.

TVs de olho na população hispânica dos EUA

De Daniele Frederico. do Tela Viva News

Com uma população de aproximadamente 50 milhões de hispânicos nos Estados Unidos, as redes de TV e as produtoras que realizam e distribuem conteúdo para este público estão em evidência no mercado de televisão norteamericano.
Durante o congresso da Natpe 2012, que acontece entre os dias 23 e 25 em Miami, alguns acordos de cooperação foram anunciados para a produção de conteúdos para o mercado hispânico, além de novidades nos canais já existentes.
A Televisa, rede mexicana de televisão, anunciou uma parceria com a tradicional produtora e distribuidora de conteúdos dos Estados Unidos Lionsgate, para a produção de programas de TV para o mercado norteamericano, com histórias e características da comunidade latina. “Para os canais de TV, é uma oportunidade de olhar para esses 50 milhões de hispânicos”, diz o presidente e CEO da Televisa, Emilio Azcarraga, lembrando que destes 50 milhões, cerca de 70% são mexicanos. “A Univision teve muito sucesso com programação para a população hispânica em espanhol. Olhamos para esse acordo com a Lionsgate como uma oportunidade de desenvolver conteúdo para o mercado geral dos Estados Unidos”, disse Azcarraga.
A Univision, porém, não ficou para trás na produção de conteúdo em inglês para o mercado hispânico. Também durante a Natpe, anunciou que o primetime do canal passará a contar com closed caption em inglês.

Novo entrante

Outro acordo que foi fechado recentemente e que afetará o mercado hispânico nos Estados Unidos é o que cria o Mundo Fox, nova rede em espanhol realizada em parceria entre a Fox International Channels e a colombiana RCN.
Apesar de representar mais concorrência, o presidente da Univision, César Conde, afirmou durante a Natpe que a entrada da Fox com a RCN apenas fortalece o mercado. “Achamos que a competição é ótima. É uma outra voz no mercado, falando da importância dessa comunidade”, diz. Além da Univision, a Telemundo apresenta programação em espanhol para a população hispânica dos Estados Unidos.
Uma das dificuldades enfrentadas pelos canais voltados aos hispânicos é tentar aumentar as receitas publicitárias. Segundo Conde, um dos obstáculos para que isso aconteça são algumas idéias pré-concebidas sobre esses canais. “Existe uma percepção errada de que não há escala para os canais. A verdade é que essas redes têm apelo universal”, diz Conde. “A segunda concepção errada é a de que são pessoas mais velhas que assistem a esses canais, mas isso não é verdade. A terceira é que a língua é uma barreira. Mas existem muitos bilíngües assistindo”, diz.

Europa muda regras sobre proteção de banco dados pessoais


Enviado de Lisboa por Martim Morin
A Comissão Europeia propôs hoje uma reforma global das regras de 1995 relativas à proteção de dados a fim de reforçar os direitos em matéria de respeito da vida privada em linha e impulsionar a economia digital da Europa. Os progressos tecnológicos e a globalização alteraram profundamente o modo de recolha, acesso e utilização dos nossos dados. Além disso, os 27 países da UE transpuseram as regras nesta matéria de forma diferente, o que levou a divergências na sua aplicação. Uma legislação única acabará com a atual fragmentação e os dispendiosos encargos administrativos para as empresas, contribuindo para a poupança de cerca de 2,3 mil milhões de euros por ano.  Esta iniciativa contribuirá para reforçar a confiança dos consumidores nos serviços em linha, proporcionando um estímulo muito necessário ao crescimento, ao emprego e à inovação na Europa.
«Há 17 anos a Internet era utilizada por menos de 1 % dos europeus. Hoje, grandes volumes de dados pessoais são transferidos e trocados, entre continentes e em todo o mundo em frações de segundos», declarou Viviane Reding, Comissária responsável pela Justiça e Vice-Presidente da Comissão. «A proteção dos dados pessoais é um direito fundamental de todos os europeus, mas os cidadãos nem sempre sentem que controlam plenamente os dados que lhes dizem respeito. As nossas propostas contribuirão para criar um clima de confiança nos serviços em linha porque as pessoas estarão melhor informadas sobre os seus direitos e controlarão melhor as informações que lhes dizem respeito. A presente reforma cumprirá esse objetivo, simplificando a vida das empresas e reduzindo as suas despesas. Um quadro jurídico sólido, claro e uniforme a nível da UE contribuirá para libertar o potencial do mercado único digital e promover o crescimento económico, a inovação e a criação de emprego».
As propostas da Comissão atualizam e modernizam os princípios estabelecidos na Diretiva de 1995 relativa à proteção de dados, a fim de assegurar no futuro os direitos em matéria de vida privada. Incluem uma comunicação que apresenta os objetivos da Comissão e duas propostas legislativas: um regulamento que define um quadro geral da UE para a proteção dos dados e uma diretiva relativa à proteção de dados pessoais tratados para efeitos de prevenção, investigação, deteção e repressão de infrações penais e de atividades judiciárias conexas. 
Entre as principais modificações introduzidas pela reforma contam-se as seguintes:
-       Um conjunto único de regras em matéria de proteção de dados, válido em toda a UE.  Requisitos administrativos desnecessários, como a exigência de notificação para as empresas, serão suprimidos.  Esta medida poupará às empresas cerca de 2,3 mil milhões de euros por ano.
-       Em vez da atual obrigação de todas as empresas notificarem o conjunto das atividades de proteção de dados às autoridades de supervisão em matéria de proteção de dados, requisito esse que deu origem a formalidades desnecessárias e custos para as empresas no montante de 130 milhões de EUR por ano, o regulamento prevê uma maior responsabilidade e responsabilização das pessoas a quem incumbe o tratamento de dados pessoais. 
-       Por exemplo, as empresas e as organizações devem notificar à autoridade de nacional de controlo as violações graves em matéria de dados o mais rapidamente possível (se possível, no prazo de 24 horas).
-       As organizações deverão apenas tratar com uma única autoridade nacional responsável pela proteção de dados no país da UE onde tenham o seu principal estabelecimento. Do mesmo modo, as pessoas podem dirigir-se à autoridade de proteção de dados no seu país, inclusivamente quando os seus dados são tratados por uma empresa estabelecida fora da UE. Sempre que for obrigatório o consentimento para o tratamento dos dados, é especificado que este tem de ser dado explicitamente e não presumido. 
-       As pessoas terão mais facilmente acesso aos seus próprios dados e poderão transferir mais facilmente os seus dados pessoais de um prestador de serviços para outro (direito à portabilidade dos dados).  Esta medida melhorará a concorrência entre os serviços.
-       O «direito a ser esquecido» ajudará as pessoas a gerirem melhor os riscos em matéria de proteção de dados em linha:  poderão obter a supressão dos seus dados se não existirem motivos legítimos para a sua conservação.
-       As regras da UE devem ser aplicadas se os dados pessoais forem tratados no estrangeiro por empresas que operam no mercado da UE e oferecem os seus serviços aos cidadãos da UE.
-       As autoridades nacionais independentes responsáveis pela proteção de dados serão reforçadas, de modo a poderem fazer aplicar melhor as regras da UE no seu país de origem. Serão habilitadas a aplicar coimas às empresas que violem as regras em matéria de proteção de dados na UE. Isto pode conduzir a coimas até 1 milhão de euros ou até 2% do volume de negócios anual global de uma empresa.
-       Uma nova diretiva aplicará os princípios e regras gerais em matéria de proteção dos dados ao domínio da cooperação policial e judiciária em matéria penal.  Essas regras aplicam-se tanto às transferências de dados nacionais como transfronteiriças.

As propostas da Comissão serão agora transmitidas ao Parlamento Europeu e aos Estados-Membros da UE (reunidos em Conselho de Ministros) para serem debatidas. Estes instrumentos produzem efeitos dois anos após a sua adoção.
Contexto
Os dados pessoais compreendem quaisquer informações respeitantes a uma pessoa, quer digam respeito à sua vida privada, profissional ou pública.   Pode tratar-se de um nome, uma fotografia, um endereço de correio eletrónico, informações bancárias, mensagens publicadas em redes sociais, informações médicas ou do endereço IP do seu computador. Segundo a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, todas as pessoas têm direito à proteção dos dados pessoais que lhes dizem respeito em todos os aspetos da sua vida: em casa, no trabalho, durante as compras, quando recebe tratamento médico, numa esquadra de polícia ou na Internet.
Na era digital, a recolha e armazenagem de informações pessoais são essenciais. Os dados são utilizados por todas as empresas – desde as companhias de seguros e os bancos, passando pelos sítios dos meios de comunicação social locais e os motores de pesquisa. Num mundo globalizado, a transferência de dados para países terceiros tornou-se um fator importante na vida diária. Não existem fronteiras em linha e a computação em linha significa que os dados podem ser enviados de Berlim para serem tratados em Boston e armazenados em Bangalore.
Em 4 de novembro de 2010, a Comissão apresentou uma estratégia destinada a reforçar as regras da UE em matéria de proteção de dados (IP/10/1462 e MEMO/10/542). Esta estratégia tinha por objetivos proteger os dados pessoais em todos os domínios, nomeadamente em matéria de aplicação da lei, reduzindo em simultâneo a burocracia para as empresas e garantindo a livre circulação de dados na UE. A Comissão convidou igualmente as partes interessadas a comunicarem as reações às suas ideias e realizou uma consulta pública específica para a revisão da diretiva da UE de 1995 relativa à proteção de dados Diretiva da UE de 1995 relativa à proteção de dados (95/46/CE). 
O direito à proteção dos dados pessoais é expressamente reconhecido no artigo 8.° da Carta dos Direitos Fundamentais Carta dos Direitos Fundamentais da UE e no Tratado de Lisboa. O artigo 16.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia contém a base jurídica para a adoção de regras de proteção de dados aplicáveis a todas as atividades abrangidas pelo direito da UE.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

TV Digital: Chávez que fazer da Venezuela polo de produção de set-top boxes

Com base no Telaviva news


A Venezuela pode se tornar um centro produtor de equipamentos de recepção de TV ISDB-T. O ISDB-T é o sistema nipo-brasileiro de TV Digital já adotado por todos os países sul-americanos, com excessão da Colômbia. O presidente Hugo Chávez encaminhou um projeto para incentivar a produção de tablets, televisores e set-top boxes ISDB-T, após receber uma proposta do governo argentino, como parte de um acordo de cooperação entre os dois países.
A ideia é produzir na Venezuela equipamentos com tecnologia da indústria argentina. Vale lembrar, a Argentina tem um plano de incentivo a três empresas locais para a produção de STBs, que serão comprador pelo governo para distribuição gratuita à população.
Se paralelamente a esta iniciativa, a Venezuela conseguir que o Paraguai dê seu aval a entrada do país no Mercosul, a Venezuela poderá se tornar num importante fornecedor deste equipamento para os cinco países do bloco econômico, além de nações da América Central, que também optaram pelo sistema nipo-brasileiro de TV Digital. O comércio intra-bloco possui tarifas alfandegárias mais baratas e em alguns países é possível realizar transações econômicas sem o uso do dólar americano, se valendo de moedas locais.

EUA: Bolsa para jornalistas no Centro Pulitzer

De Medioslatinos
El Centro Pulitzer acaba de anunciar la beca Persephone Miel, en colaboración con la ONG Internews. La misma ofrecerá U$ 7.500 a un periodista residente fuera de los Estados Unidos interesado en producir desde su país de origen un reportaje sobre un tema de relevancia mundial.
La beca se orienta a reporteros, fotógrafos, productores de radio y televisión o periodistas independientes. Se recibirán inscripciones hasta el 15 de febrero 2012. 
Para mayor información recomendamos visitar: http://pulitzercenter.org/grants/persephone-miel-fellowship



Información publicada en el Sitio Web del Centro Pulitzer. Para más detalles haga click aquí.   

Ceará: Cursos populares capacitam para produção de radionovela‏

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Os jovens e comunicadores populares de Fortaleza poderão participar de duas edições da Oficina de Radionovela Educativa. A primeira será realizada nos dias 3 e 4 de fevereiro para os participantes de projetos de comunicação comunitária. Já os jovens de até 29 anos podem fazer a capacitação nas tardes dos dias 7 a 10 de fevereiro. Ambas serão realizadas no Cuca Che Guevara. A realização é uma parceria da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no Ceará (Abraço Ceará), Núcleo de Comunicação Popular da Prefeitura de Fortaleza e Cuca Che Guevara.

A Oficina apresentará a história das radionovelas, as características das dramatizações para o rádio, as técnicas para criação de roteiros, interpretação, produção e edição. “O radiodrama é um gênero pouco explorado pelas emissoras de rádio, mas que possui um forte poder de atrair os ouvintes, criando a imagem sonora”, explica o professor universitário e coordenador da Abraço Ceará que será um dos facilitadores da Oficina juntamente com o professor Aldo Marcozzi e o sonoplasta Sérgio Lira. Segundo Ismar, na prática laboratorial, os participantes deverão produzir dramatizações radiofônicas educativas para serem utilizadas em veículos comunitários, incluindo sites e emissoras de rádio.

As inscrições para a Oficina direcionada para comunicadores populares podem ser solicitadas pelo e-mail abracoceara@gmail.com. Já as matrículas para a capacitação voltada para jovens de até 29 anos estão abertas no Cuca Che Guevara até o preenchimento das vagas