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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Livro revela as notícias mais censuradas nos EUA

De Medioslatinos

Hace más de cuatro décadas, un equipo de investigación de la carrera de sociología de la Universidad Sonoma State de California realiza un ranking con las 25 noticias más censuradas por la prensa corporativa de los Estados Unidos. El libro Censored 2013 resume los resultados de la investigación para el último año académico 2011/2012. 
Entre los temas más censurados durante el año que pasó se encuentran: 
1. El cercenamiento creciente de la libertad y la conversión de EEUU en un estado policial desde la aprobación de la National Defense Authorization Act; 
2. la depredación de los recursos de los océanos; 
3. las consecuencias de los atentados de Fukishima en EE.UU., en donde algunos científicos estiman 14.000 muertos como consecuencia del polvillo radiactivo proveniente de Japón; 
4. la creación de una red de casi 15.000 espías para combatir el terrorismo por parte del FBI; 
5. la impresión de 16 billones de dólares por parte de la Reserva Federal de EE.UU. para salvar a los bancos; 
6. un estudio de la Universidad de Zurich sobre las 147 corporaciones que maneja el 40% de la economía global; 
7. El año internacional de las cooperativas; 
8. Los crímenes de guerra de la OTAN en Libia pese a haberse invocado principios humanitarios para justificar la intervención; 
9. La condición de semi-esclavos de prisioneros de EE.UU. que cobran 23 centavos de dólar por hora y 
10. la Ley HR 347 que criminaliza las protestas de el movimiento "Occupy".

Información publicada en el sitio web de CIESPAL. Para más detalles haga click aquí. 

TVs pagas questionam na justiça lei da Comunicação Audiovisual

Da Ascom AGU

A Advocacia-Geral da União (AGU) defende, no Supremo Tribunal Federal (STF), a legalidade da Lei nº 12.485/11 que dispõe sobre a comunicação audiovisual de acesso condicionado, regulando o conteúdo transmitido por meio de canais e TVs por assinatura. A Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4747 foi proposta pela Associação Neo Tv que questiona os artigos 5º, caput e § 1º; 6º, caput e incisos I e II; 29; 37, §§ 1º, 5º, 6º, 7º e 11, todos da referida lei. A autora alega afronta às liberdades de comunicação e de expressão por restringir a participação e o controle societário de empresas de telecomunicações, proibindo a contratação de talentos artísticos e a exploração de eventos culturais de interesse nacional.

Defesa

A Secretaria-Geral de Contencioso (SGCT), órgão da AGU, esclareceu que a Lei nº 12.485/11 não ofende as normas constitucionais nem os princípios da livre iniciativa e concorrência. Segundo a AGU, o pedido feito pela Associação é improcedente, pois os dispositivos em questão buscam apenas evitar o abuso do poder econômico e preservar a competitividade necessária ao desenvolvimento do setor de comunicação audiovisual. A Advocacia-Geral destacou, também, que a edição da Lei n° 12.485/11 uniformiza a legislação relativa aos serviços de televisão por assinatura, uma vez que o tema era anteriormente previsto por diversos diplomas normativos.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade é analisada no STF pelo ministro Luiz Fux. Em junho de 2012, ele entendeu que a temática tratada na ADI demanda a abordagem técnica e interdisciplinar de um novo marco regulatório da televisão por assinatura e, assim, além da manifestação da AGU, determinou a realização de audiência pública sobre os pontos discutidos a respeito do assunto.

Livro sobre política pública de comunicação no Brasil disponível na web

Por Paulo Clóvis Schmitz / Jornalista da Agecom / UFSC

O professor Itamar Aguiar, do Departamento de Sociologia e Ciência Política da UFSC, disponibilizou link para consulta gratuita e leitura em PDF de seu livro “TV Brasil – Algo novo no ar – Políticas públicas
de comunicação no governo Lula” no portal da Biblioteca Universitária. Na obra, ele faz uma comparação do sistema de comunicação pública na União Europeia e no Brasil, analisa as políticas para esta área a partir do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e detalha os bastidores da implantação da TV Brasil, em 2007 – um passo importante na direção da democratização ao acesso à
informação no país.
Clique aqui para acessar o livro.

O trabalho de Itamar Aguiar se insere no empenho dos movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação no Brasil e é resultado de um relatório de pesquisa elaborado no Departamento de
Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina. “Na Europa, a sociedade da informação foi objeto de discussões nos anos 80 e 90, mas aqui ainda é novidade”, explica o autor. Na virada do século, o Parlamento Europeu já discutia as implicações das questões relativas à tecnologia e à linguagem digital, demonstrando a intenção de criar um espaço de resistência ao domínio cultural americano na área da comunicação. “Era uma maneira de se impor perante o imperialismo dos Estados Unidos e preservar os valores culturais próprios, ameaçados pela onda liberalizante em voga”.

Ao contrário da Europa, no Brasil a mídia já nasceu privada, o que exigiu a discussão de um modelo que contemplasse a comunicação pública – que não quer dizer estatal. O debate foi facilitado pela disposição
do governo Lula de incluir esse tema no debate das prioridades nacionais a partir de sua posse, em 2003. No livro, Itamar analisa o conceito de pluralismo, faz um histórico da radiodifusão brasileira, aborda a mudança de paradigmas na comunicação social de uma década para cá e acompanha os avanços que culminaram na implantação da TV digital.
A TV Brasil, ponto culminante dessa evolução, entrou no ar em dezembro de 2007 e, apesar de sua importância, em vista da predominância de elementos da cultura brasileira na programação, ainda atinge um
público restrito devido à falta de retransmissoras no território nacional. Este, contudo, é um processo em curso, que já superou obstáculos como as campanhas de parte da mídia comercial e de setores conservadores do parlamento contra a criação da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), responsável pela articulação da Rede Nacional de Comunicação Pública.

Graduado em Jornalismo pela UFSC e com mestrado e doutorado em Sociologia Política, Itamar publicou o livro “Violência e golpe eleitoral: Jaison e Amin na disputa pelo governo catarinense” (1995) e foi membro da comissão organizadora estadual e delegado na Conferência Nacional de Comunicação (Confecon), em 2009, que discutiu o estabelecimento de mecanismos democráticos de formulação, monitoramento e acompanhamento das políticas públicas para o setor da comunicação.

Argentina: Lei das Comunicações é modelo, diz relator da ONU

Lei de Meios argentina é modelo, diz relator da ONU

Frank La Rue sustentou que a legislação respeita os princípios da diversidade de meios e o pluralismo
 
 
Do Opera Mundi
 
“A Argentina tem uma lei avançada. É um modelo para todo o continente e para outras regiões do mundo”, afirmou Frank La Rue, relator especial da ONU (Organização das Nações Unidas) para a Liberdade de Opinião e de Expressão, ao se referir à Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, logo após reunir-se com Martín Sabbatella, titular da Afsca (Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual). “Falamos da importância da aplicação plena desta lei”, assinalou Sabbatella após o encontro que manteve com o funcionário guatemalteco da ONU na sede portenha da Afsca.

Durante a reunião com Sabbatella, La Rue voltou a expressar seu especial interesse na implementação da chamada “Ley de Medios” da Argentina. “Essa é uma lei muito importante. Eu a considero um modelo e a mencionei no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. E ela é importante porque para a liberdade de expressão os princípios da diversidade de meios de comunicação e de pluralismo de ideias é fundamental”, defendeu o relator. 
“Eu venho de um país multicultural, muito pequeno, mas com 22 idiomas indígenas, onde essa diversidade de meios e esse pluralismo de expressão, assim como o manejo dos serviços de comunicação audiovisual, desempenham um papel muito importante para garantir essa riqueza cultural”, disse o guatemalteco, para quem “neste sentido a lei argentina é realmente muito importante”.

Por sua parte, Sabbatella destacou ao término da reunião que “para os argentinos e as argentinas é um orgulho ter uma lei modelo e é extremamente importante o acompanhamento de Frank La Rue, uma pessoa que tem um forte compromisso com a liberdade, a pluralidade, a diversidade e a democratização da palavra”.

“La Rue tem uma profunda valoração da lei e expressou em várias oportunidades a importância de sua aplicação. Contar com sua atenção sobre o andamento desse processo é fundamental”, acrescentou o titular da Afsca, destacando que foi discutida com o relator da ONU “a importância da aplicação da lei”.

O funcionário da ONU se mostrou interessado pelas medidas que a Afsca deve tomar no dia 7 de dezembro, quando vence o prazo fixado pela Corte Suprema para a medida cautelar com a qual o Grupo Clarín paralisou a implementação da lei, durante três anos, após sua aprovação no Congresso. Assim como o cabo de guerra no Conselho da Magistratura, onde a oposição impede a nomeação de um juiz titular no tribunal que deve resolver a questão da inconstitucionalidade defendida pelo grupo quanto ao artigo 161 da lei, que obriga as empresas a abrir mão das licenças que superam o limite estabelecido pela nova legislação para evitar práticas monopólicas.

La Rue, que foi a Argentina para participar de um congresso mundial sobre direitos da infância em San Juan, também assinalou que logo após sua passagem pela Argentina visitará o Uruguai onde, destacou, “vem ocorrendo uma discussão parecida com a que ocorreu aqui (sobre a ‘ley de medios’ audivovisuais), mas ainda não foi aprovada a lei, o que eu gostaria muito que acontecesse”. O relator da ONU também se mostrou disposto a promover fóruns em toda a América Latina para debater a lei implementada pela Argentina.

Tradução: Katarina Peixoto
* Originalmente publicado no site do jornal argentino Página 12 e reproduzido pela Carta Maior.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Enciclopédia do Rádio Esportivo Brasileiro é lançada em BH

A Enciclopédia do Rádio Esportivo Brasileiro será lançada no próximo dia 24 de outubro, a partir das 20h, no Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), rua Diamantina, 567, bairro Lagoinha. O livro, organizado pelas jornalistas e professoras mineiras Nair Prata e Maria Cláudia Santos, tem prefácio do presidente da Intercom, Antonio Hohlfeldt. O trabalho é mais uma investigação coletiva do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom e conta com a colaboração de 121 autores.
Publicada pela Editora Insular, com o apoio da Intercom, a Enciclopédia apresenta as biografias – com fotos – dos 231 mais importantes radialistas esportivos de todos os Estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal. Segundo a professora Nair, “o livro nasceu da necessidade de se contar a história de uma das facetas mais ricas e mais populares da radiofonia, a programação esportiva, mas não de uma forma linear. Buscamos contar essa história por meio da recuperação da trajetória dos personagens que a construíram”.
A professora Maria Cláudia explica: “Certamente, se fôssemos levantar e biografar os nomes mais importantes do rádio esportivo brasileiro, uma saída óbvia seria apenas o eixo Rio-São Paulo, além de alguns radialistas mais visados aqui e ali. Assim, decidimos fazer uma pesquisa em que cada Estado pudesse definir e biografar os seus nomes mais importantes. O resultado é um rico panorama de biografias de radialistas com representação real para a sua região de origem e, certamente, para o país como um todo”.
A primeira etapa da pesquisa consistiu na formação do grupo de investigadores, com pelo menos um representante de cada Estado e também do Distrito Federal. Ao final, participaram da Enciclopédia 84 pesquisadores, que contaram com a colaboração de 37 estudantes de graduação - ao todo, 121 pessoas envolvidas.
Depois de montado o grupo de pesquisadores, cada Estado fez um levantamento dos nomes mais importantes do rádio esportivo da sua região. A orientação era que cada grupo biografasse as principais pessoas – vivas ou falecidas – que, de forma decisiva, contribuíram para a construção e consolidação da programação esportiva radiofônica do seu Estado.
Reunida a grande lista dos nomes a serem biografados, os pesquisadores saíram a campo e realizaram entrevistas, buscaram livros, procuraram sites, vasculharam arquivos de fotos. O resultado, apresentado na Enciclopédia do Rádio Esportivo Brasileiro, é a trajetória de 231 profissionais que, de Norte a Sul, marcaram - ou ainda marcam – o cenário esportivo radiofônico do país.
Em Minas Gerais, foram biografados 19 radialistas esportivos: Adelchi Ziller, Alberto Rodrigues, Aldair Pinto, Carlyle Guimarães, Chico Maia, Dirceu Pereira, Emanuel Carneiro, Gil Costa, Jairo Anatólio Lima, Januário Carneiro, João Bosco Torres, Luiz Carlos Alves, Mário Henrique, Milton Naves, Osvaldo Faria, Roberto Abras, Waldir de Castro, Waldir Rodrigues e Willy Gonser.
O grupo de pesquisadores de Minas Gerais é formado por 13 profissionais: Andreza Gischewsky (TV Bandeirantes), Ângela de Moura (PBH), Bruno Torres (Rádio Líder e Univiçosa), Carolina Fernandes (TV Betim), Daniel Seabra (Jornal Aqui Betim), Jacqueline Moura (Rádio Itatiaia), Jaqueline Morelo (UniBH), Leopoldo Siqueira (TV Alterosa), Marcos Guiotti (Rádio CBN), Maria Cláudia Santos (Rádio Itatiaia), Nair Prata (UFOP), Waldiane Fialho (UniBH) e Wanir Campelo (UniBH) e ainda a aluna do curso de Administração da PUC Minas Yasmim Martins.
O livro teve o lançamento nacional em Fortaleza, em setembro e agora vários lançamentos regionais estão sendo realizados em diversos estados brasileiros.
Serviço
Lançamento do livro: Enciclopédia do Rádio Esportivo Brasileiro
Local: Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH)
Endereço: Rua Diamantina, 567 – Bairro Lagoinha
Data: 24 de outubro (quarta-feira) - Horário: 20h às 22h
Contatos: (31)9985-5826 – Nair Prata, (31)9757-8756 – Maria Cláudia Santos

"Crimes da Ditadura" da TV Brasil ganha o Vladimir Herzog de documentários

A reportagem "Crimes da Ditadura"  dos jornalistas Floriano Filho e Mônica Yanakiew ficou em primeiro lugar no Prêmio Vladimir Herzog 2012. na categoria TV- Documentário. A premiação acontecerá no TUCA,  em São Paulo, no dia 23 de outubro, às 19:30.

Sinopse: 
Ao contrário do que aconteceu em países vizinhos, até hoje o Brasil não julgou os crimes cometidos depois do golpe militar de 1964. O governo brasileiro também não conseguiu informar aos familiares o paradeiro dos restos mortais de dezenas de desaparecidos durante o regime. Por isso, o país foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. O Caminhos da Reportagem mostra o que o Brasil vem fazendo para tentar passar a limpo os crimes de Estado cometidos nos anos de chumbo e os desafios que ainda tem pela frente.

Confira abaixo a reportagem

domingo, 14 de outubro de 2012

Encontro da Sociedad Interamericana de Prensa no Brasil seria rearticulação da direita


Por Leite Filho em Café na Política

No seu editorial desta semana da revista Carta Capital, Mino Carta, pede a atenção para os movimentos do Instituto Millenium, uma entidade congregando a extrema direita brasileira, que lembra muito o IBAD, que serviu como ponta de lança dos americanos para depor o presidente João Goulart, em 1964. 
O alerta de Mino coincide com a reunião, em São Paulo, da SIP, a sombria Sociedade Interamericana de Imprensa, que, com sede em Miami, congrega mais de três mil jornalões, inclusive os brasileiros, estaria preparando um golpe sujo contra a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, por esta ter anunciado a aplicação da Lei da Mídia, obrigando o jornal Clarín e outros grupos monopólicos midiáticos a a vender parte de seus bens.
Lembra Mino Carta:  ”…  o IBAD, que nos primeiros anos da década de 60 do século passado tramou decisivamente a favor do golpe. Precisamos falar mais do Instituto Millenium, mostrar a que vem com este seu sombrio nome nostradâmico. Para ele confluem polpudas contribuições de empresários graúdos, bem como o apoio das Organizações Globo e da Editora Abril. O conúbio assusta, mesmo porque sabemos que se recomenda neutralizar a lâmpada skuromatic e, ao apagá-la de vez, produzir a luz ao meio-dia, como convém”.
“Estranhas contradições vicejam no Millenium, promovidas pelos prestimosos emolumentos (mensalões) até de notáveis dispostos a se dizerem democratas convictos, amigões de Dilma e Lula. Espanto? Ou serei eu um ingênuo? Às vezes meus críticos botões me asseguram que sou mesmo. Não me iludo, porém, quanto ao significado dos resultados eleitorais. Falam por si, embora editorialistas, articulistas, colunistas não concordem”.
Leia agora o editorial na íntegra, que também está no sítio da revista:

Os vencedores
É da percepção até do mundo mineral que Dilma Rousseff, Lula e a base governista são os vencedores deste primeiro turno das eleições municipais, e que a mídia nativa, além de mentir, omitir e inventar, consegue também ser patética. As lucubrações dos comentaristas no vídeo da noite de domingo último evocaram os melhores programas humorísticos do passado com suas tentativas de explicar o inexplicável.
No palanque. Para Haddad, daqui para a prefeitura. Foto: Nelson Almeida/AFP
E o mundo mineral sabe que a eleição de Lula em 2002 abriu uma nova temporada na política brasileira ao abalar os alicerces da casa-grande. Nesta moldura há de ser analisado o que aconteceu nos últimos dez anos e o que acontece neste exato instante. Inclusive o fato de que o PSB consiga resultados extraordinários em todo o País. Ocorre que Lula abriu as cancelas da fazenda e Dilma dá perfeita continuidade ao governo do antecessor.
Está claro, na minha visão, que na aliança governista o PMDB destoa e creio não ser necessário esclarecer por quê. Em todo caso, para usar terminologias dos dias de hoje, o governo de Dilma Rousseff poderia ser definido como de centro-esquerda, o que no Brasil assume significados mais profundos que em outros países. E a respeito, desta vez, esclareço. Este tempero de esquerda, esta alteração nítida nos rumos da política social e econômica e da política exterior é francamente subversiva segundo a casa-grande, inexistente em outros cantos, e como tal tem de ser enfrentada.

Toma-me o irresistível
 impulso de mencionar o Instituto Millenium. Tem o poder de recuar aos tempos do Ibad, que nos primeiros anos da década de 60 do século passado tramou decisivamente a favor do golpe. Precisamos falar mais do Instituto Millenium, mostrar a que vem com este seu sombrio nome nostradâmico. Para ele confluem polpudas contribuições de empresários graúdos, bem como o apoio das Organizações Globo e da Editora Abril. O conúbio assusta, mesmo porque sabemos que se recomenda neutralizar a lâmpada skuromatic e, ao apagá-la de vez, produzir a luz ao meio-dia, como convém.
Estranhas contradições vicejam no Millenium, promovidas pelos prestimosos emolumentos (mensalões) até de notáveis dispostos a se dizerem democratas convictos, amigões de Dilma e Lula. Espanto? Ou serei eu um ingênuo? Às vezes meus críticos botões me asseguram que sou mesmo. Não me iludo, porém, quanto ao significado dos resultados eleitorais. Falam por si, embora editorialistas, articulistas, colunistas não concordem.
Em São Paulo, digamos, praça onde Lula foi determinante, embora tenha entrado tarde na arena, e onde Dilma deu o arremate. Eu não hesito em vaticinar a vitória final de Fernando Haddad. Sei que com isso alimento os rancores de José Serra, e dele permito-me dizer algo, em ótima fé e boa consciência. Do ponto de vista ideológico, Serra já foi muito mais sincero do que Fernando Henrique Cardoso. Há uma diferença sensível, creio eu, nos temperamentos. FHC é um bon vivant, Serra um sofrido. FHC pode negar a si mesmo. “Esqueçam o que eu disse”, recordam? Serra, por injunção avassaladora nascida nas entranhas, tem de se explicar a si próprio o tempo inteiro.

Acredito na boa-fé
 do candidato tucano à prefeitura paulistana. Vítima de suas ambições mooquenses (da Mooca), por amarguras e decepções frequentes e até por dissabores buscados e cultivados, José Serra tornou-se intérprete do pior reacionarismo da extrema-direita brasileira, feroz sempre que esteja com as costas protegidas, pronta ao engodo e à mentira em nome do êxito da casta.
E aí está, já exposto na fala de Serra, o argumento do “mensalão”. CartaCapital está à vontade neste campo: sempre deixou claro desejar justiça, agora e sempre, além e aquém do processo em curso. É evidente que na conta da casa-grande o julgamento atual encerra o assunto.
Enganam-se. As urnas mostram que o País espera por mudanças e pouco, ou nada, se interessa pelo “mensalão”. Que se desate este nó, mas que se desatem todos os demais. Creio que os barões midiáticos deveriam cogitar da aposentadoria dos seus analistas. E que o Instituto Millenium desista de se dedicar à arqueologia.
Veja o site do Millenium e conheça quem é quem na direitonahttp://www.imil.org.br/?gclid=CL3Asvzz_LICFQGDnQodxzUAOw
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