Caros leitores e leitoras.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

América Latina: TV aberta é a mídia que mais fatura publicidade

O Ibope Media divulgou o Media Book 2012, publicação que reúne informações consolidadas sobre o consumo de mídia, penetração dos meios e investimentos publicitários em 13 países da América Latina. Com mais de 90% de penetração na maior parte dos países da região (exceto na Guatemala, onde a penetração é de 85%), a TV aberta lidera os investimentos publicitários. No Brasil, a TV aberta recebeu 53% da verba publicitária em 2011, seguida pelos jornais, que receberam 20%. No México, a TV aberta também está no topo da lista, com 64% do volume movimentado no ano, porém a segunda colocação é ocupada pelo rádio, com 20%.
Entre os setores econômicos, o segmento comércio foi o que mais investiu em propaganda no Brasil, Argentina, Chile, Panamá e Uruguai. Por aqui, o montante foi de mais de US$ 11 bilhões. Enquanto isso, no Peru e na Costa Rica as empresas de telecomunicações lideram o ranking, com US$ 1,2 bilhão e US$ 61 milhões, respectivamente. No mercado mexicano, o segmento de saúde, higiene pessoal e cosméticos está no topo da lista, com investimentos de mais de US$ 3 bilhões em publicidade.
Hábitos de consumo
A novela em horário nobre continua comandando os índices de audiência na televisão brasileira. Em 2011, a média desse programa foi de 38,5 pontos de segunda a sábado, pouco acima dos 37,01 pontos de 2010, de acordo com o Media Workstation. Quando considerado apenas os programas de final de semana, a novela em horário nobre ainda lidera, mas com uma pequena queda: média de 31,22 pontos, o mesmo nível de 2010.
Nos outros países, o futebol mostra a sua força. No Equador, dos dez programas mais vistos nos finais de semana, nove são jogos de futebol, com destaque para a partida entre Equador x Venezuela e para a Liga dos Campeões da Uefa, com média de 23 pontos de audiência cada. 
Na Guatemala, o TOP 10 de fim de semana é composto por oito partidas de futebol. A mais assistida foi Guatemala x México, com média de audiência de 29,69 pontos. Já no Peru, o TOP 10 foi composto por nove programas esportivos, dos quais oito são de futebol. Lidera a lista a partida da Copa América entre as seleções peruana e venezuelana, que teve 43,47 pontos de audiência. Na terceira posição está a luta de boxe feminino entre a peruana Kina Malpartida e a norte-americana Rhonda Luna, com média de 39,17 pontos.

Internet: 78,8 milhõres de brasileiros tem acesso à Banda Larga

O Brasil já tem mais de 78,8 milhões de acessos à internet em banda larga. A informação é da Telebrasil, com base em dados do mercado em julho, mês no qual os acessos ao serviço tiveram crescimento de 67% na comparação anual.
De acordo com a associação das operadoras, no primeiro semestre deste ano 19,2 milhões de novas conexões foram adicionadas à base de clientes das prestadoras do serviço.
Categorias
Em julho, 18,7 milhões do total de contratos ativos na base de clientes das operadoras eram da modalidade de banda larga fixa, serviço que teve adição de 1,3 milhão de novos assinantes nos últimos 12 meses até julho.
Na banda larga móvel encontrava-se a maior parte dos acessos: 60,1 milhões. E, segundo a Telebrasil, “o segmento móvel dobrou nos últimos 12 meses”, com a ativação de 30,5 milhões de novos clientes no período.
Os celulares de terceira geração (3G), incluindo os smartphones, foram os principais responsáveis pelo volume de acessos ao serviço móvel, somando 47,7 milhões de contratos, crescimento de 109% em um ano até julho. Já as conexões por meio de terminais de dados e minimodems alcançaram 12,4 milhões de assinantes até julho.
Espectro
A entidade voltou a cobrar que o governo destine a faixa de 700 MHz para os serviços móveis. Atualmente o espaço é usado pelas radiodifusoras para a transmissão de TV. De acordo com a Telebrasil, a adoção desta faixa de espectro “pode contribuir para a expansão da banda larga no Brasil e com a ampliação da cobertura dos serviços, inclusive fora dos grandes centros populacionais”.
A discussão gira em torno da expansão do serviço móvel, sobretudo com a implantação das redes de 4G – previstas para funcionar comercialmente a partir do próximo ano. “Além da ampliação na cobertura, o uso da faixa de 700 MHz será fundamental para atender à crescente demanda do brasileiro por acesso à Internet em alta velocidade. Também haverá um ganho de qualidade motivado pela maior disponibilidade de frequências para a quarta geração (4G) da telefonia móvel”.

São Paulo: abertas inscrições para 48 rádios comunitárias

Do ministério das Comunicações
Pela primeira vez, 48 cidades do Estado de São Paulo vão ser beneficiadas com autorizações do Ministério das Comunicações para implantar rádios comunitárias. O aviso de habilitação para inscrição das entidades interessadas em concorrer à outorga foi publicado nesta quinta-feira, no Diário Oficial da União.

O prazo de inscrição é de 60 dias e vai até 22 de outubro. Os interessados em operar uma rádio comunitária deverão se inscrever via postal ou na própria Delegacia Regional do Ministério das Comunicações em São Paulo, que será responsável pela tramitação dos processos.

O aviso de habilitação que contempla cidades de São Paulo é o nono lançado pelo MiniCom em 2012. Neste mês de agosto, foi publicado outro aviso, destinado a municípios de 19 Estados que já contam com rádios comunitárias, mas haviam pedido novas autorizações ao ministério, através do chamado Cadastro de Demonstração de Interesse (CDI).

A publicação dos avisos faz parte do cronograma estabelecido pelo Plano Nacional de Outorgas de Radiodifusão Comunitária 2012-2013. A meta é contemplar, num primeiro momento, municípios que não têm nenhuma rádio comunitária funcionando. O objetivo é levar o serviço de radiodifusão comunitária a todo o Brasil até o fim de 2013, com pelo menos uma rádio comunitária funcionando em cada cidade.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Opinião: Verdades sobre o horário eleitoral

Por Venício A. de Lima, publicado anteriormente no jornal Brasil de Fato
 É preciso que fique claro, portanto, que no HGPE o “gratuito” é o acesso de candidatos, partidos e coligações ao rádio e à televisão. Sua “veiculação”, ao contrário, não é gratuita
O início do Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) evoca, regularmente, uma série de comentários críticos, preconceitos e reclamações das mais variadas origens, inclusive dos concessionários do serviço público de rádio e televisão.

Trata-se, portanto, de uma ocasião propícia para que algumas verdades sejam lembradas. Registro três.

1. Ao contrário do que o próprio nome indica, o HGPE nunca foi gratuito. A cada eleição, em cumprimento ao que determina a Constituição Federal (parágrafo 3º do artigo 17) e a Lei Eleitoral (9.504/1997, artigo 99), a Presidência da República faz conhecer, através de decreto, a regulamentação que normatiza a “compensação fiscal” que cada concessionário de radiodifusão terá pela “veiculação” da propaganda eleitoral. Este ano o decreto foi assinado no último dia 17 (7.791/2012).

É preciso que fique claro, portanto, que no HGPE o “gratuito” é o acesso de candidatos, partidos e coligações ao rádio e à televisão. Sua “veiculação”, ao contrário, não é gratuita.

Na verdade, a Receita Federal “compra” o horário das emissoras, permitindo que deduzam do imposto de renda em torno de 80% do que receberiam caso o período destinado ao HGPE fosse comercializado. O cálculo da “compensação fiscal” aos concessionários toma por base o valor de tabela para propaganda comercial nos horários utilizados. Pode-se afirmar com segurança que prejuízo não há, podendo haver até mesmo ganhos. De acordo com números divulgados em outubro de 2009, estimava-se que, em 2010, os custos para os cofres públicos dessa “compensação fiscal” chegariam a R$ 851,1 milhões.

2. O HGPE é certamente o que a legislação brasileira tem de mais próximo do chamado “direito de antena”. Vale dizer, o acesso gratuito ao serviço público de rádio e de televisão que devem ter – de acordo com sua relevância – partidos políticos e organizações sindicais, profissionais e representativas de atividades econômicas e outras organizações sociais. O “direito de antena” já é praticado, faz tempo, em países como Alemanha, França, Espanha, Portugal e Holanda.
O jurista Fábio Konder Comparato, no brilhante prefácio que escreveu para nosso Liberdade de Expressão vs. Liberdade da Imprensa(Publisher, 2ª edição, 2012), propõe: “Além dos partidos políticos, devem poder exercer o chamado direito de antena, já instituído nas Constituições da Espanha e de Portugal, as entidades privadas ou oficiais, reconhecidas de utilidade pública. Ou seja, elas devem poder fazer passar suas mensagens, de modo livre e gratuito, no rádio e na televisão, reservando-se, para tanto, um tempo mínimo nos respectivos veículos.”

3. Tendo em vista o enorme poder que o rádio e a televisão exercem em nossa sociedade como fonte de informação política e de persuasão, o tempo que partidos e candidatos dispõem no HGPE certamente ainda constitui (apesar da internet e de suas redes sociais) um fator determinante nos resultados eleitorais. Não é sem razão que alianças aparentemente paradoxais são feitas entre partidos políticos – antes das eleições – para garantir maior espaço no rádio e na televisão.

Infelizmente, muito do resultado positivo que determinado partido e/ou candidato alcança no HGPE se deve ao desempenho eficiente de profissionais de marketing, que “reduzem” o discurso político à linguagem comercial da grande mídia, despolitizando a própria política.

De qualquer maneira, o HGPE constitui momento decisivo no processo eleitoral, base da democracia representativa brasileira.

É sempre bom lembrar essas verdades.

Cuba comemora 90 anos de radiodifusão

Da Prensa Latina

Cuba celebrou em 22/8 o 90º aniversário 90 das primeiras transmissões radiales na ilha, pioneira na América Latina em sue desenvolvimento. A primeira emissora em transmitir foi a 2LC, do compositor mambí Luis Casas Romero, o 22 de agosto de 1922.  

Desde o início da radiodifusão até a década dos anos 30, a rádio manteve uma programação baseada fundamentalmente na informação e o entretenimento, e para a década do 50, a maioria dos serviços pertenciam às classes dominantes poseedoras do poder político, que os utilizavam para impor patrões ideológicos e culturais segundo seus interesses.

Esse palco mudou na etapa posterior ao triunfo da Revolução em 1959, quando o sinal sonoro se expandiu com novos códigos ideológicos pela geografia nacional até converter em um direito ao alcance de o povo todo.





Dirigentes políticos e meios de comunicação reconhecem nesta quarta-feira aos trabalhadores desse meio, protagonista e palco de acontecimentos trascendentales da ilha. Os diários destacam, por exemplo, uma mensagem do vice-presidente cubano Esteban Laço a quem laboram nas emissoras nacionais, "por sua contribuição à formação das mais firmes tradições de luta de nosso povo, à defesa da identidade nacional e por representar o melhor de nossa cultura".

Por sua vez, a televisão local divulgou várias entrevistas a quem a cada dia protagonizam as transmissões, baixo o lema Som para ver. Assim mesmo, aficionados da América Latina trocarão na rede social Twitter sobre a história radiofónica no país, com a etiqueta #CubaRadio90.

Estas ações constituem uma homenagem contemporânea para os artífices da rádio cubana, quem têm-na áerigido áícono cultural legitimado por uma milionária audiência, e ao mesmo tempo, devêm espaço de debate sobre os reptos das 96 emissoras cubanas no atual palco universal da comunicação social.




terça-feira, 21 de agosto de 2012

Jornalistas do Paraná receberão nove milhões em horas extras

Da Fenaj e SJP-PR

No dia 14 de agosto o Sindicato dos Jornalistas do Paraná conquistou importante vitória na justiça ao comprovar que a Editora O Estado do Paraná estava irregular ao não pagar as horas extras aos trabalhadores. As verbas trabalhistas da ação coletiva, no montante de R$ 9,1 milhões, serão pagas em 3 parcelas, beneficiando aproximadamente 100 profissionais. E o fato inédito é que esta é a primeira ação coletiva onde o direito a horas extras é reconhecido também para editores.

A homologação da ação coletiva contra o GPP foi proposto pela vice-presidência do TRT09. Ainda na terça-feira, os jornalistas que integram a ação se reuniram em assembleia e aprovaram o acordo. Depois de quatro meses de negociação, os cerca de 100 trabalhadores, substituídos pelo Sindicato na ação, receberão do ex-proprietário da empresa, Paulo Pimentel, pouco mais de R$ 9,1 milhões, equivalente a 90% do valor total calculado pelos peritos contábeis do Sindijor-PR. O valor será pago em três parcelas: 1ª em 04/09; 2ª 01/11 e a 3ª até o dia 20/12. Caso os prazos não sejam cumpridos, a empresa pagará multa de 30% do valor total.

"Esse reconhecimento é resultado da luta da categoria, que acreditou no sindicato e se manteve unida durante todo o tempo, apesar das tentativas de divisão. Esperamos que esta questão sirva de exemplo para todas aquelas empresas que extrapolam a jornada dos jornalistas", explica Guilherme Carvalho, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná.

Essa é a primeira ação coletiva que reconhece horas extras para editores, que normalmente trabalham além da jornada. Segundo Roger Pereira, funcionário envolvido na ação e membro do Conselho Fiscal do Sindijor, "o pagamento de horas extras está previsto em nossa convenção coletiva de trabalho, mas era simplesmente ignorado pelos patrões. Nos últimos anos, o Sindicato visitou todas as empresas cobrando a regularização dessa situação".

A direção do Sindicato explica que em muitas redações aconteceram acordos, como o início do pagamento das horas extras, a criação de bancos de horas e, até, a extensão da jornada com a devida compensação salarial (aprovadas caso a caso pelos próprios funcionários das empresas). Porém, no caso do GPP, o direito dos trabalhadores foi ignorado. Nesse período houveram tentativas não concretizadas de diálogo com a empresa, o que levou a ação à justiça. 

"É importante destacar a postura do sindicato durante esses quatro anos, negociando o direito de um a um dos jornalistas que trabalharam na empresa, não distinguindo os filiados à entidade dos não filiados, nem os que apoiavam a ação dos que a ela eram contrários e não excluindo do rol de beneficiados, sequer, os jornalistas que testemunharam em favor da empresa ou que se desfiliaram da entidade justamente por serem contrários à ação", conclui Roger Pereira, jornalista beneficiado na ação.

TV paga chega a 1/4 da população brasileira

Publicado originalmente em Portugal Digital


Os serviços de TV por assinatura são distribuídos para aproximadamente 49 milhões de brasileiros, um quarto da população do país.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou em julho 267,2 mil novas adesões ao serviço de TV por assinatura, o que representa um crescimento de 1,84% em relação a junho de 2012 e de 31,05% em comparação com julho de 2011.
Entre julho de 2011 e julho de 2012, foram registradas mais de 3,5 milhões de novas assinaturas.
No total, o Brasil conta com 14,8 milhões de domicílios com TV por assinatura. Considerando o número médio de 3,3 pessoas por domicílio divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os serviços de TV por assinatura são distribuídos para aproximadamente 49 milhões de brasileiros, um quarto da população do país.
Segundo estimativas da Anatel, em julho de 2012 os serviços de TV por assinatura estavam presentes em 25% dos domicílios no país. A Região Sudeste lidera esse indicador, com a presença desses serviços em 35,5% dos domicílios.
A participação dos serviços prestados via satélite atingiu 58,6% da base e a dos serviços a cabo alcançou 40,2% dos assinantes.