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quinta-feira, 6 de julho de 2017

PressTV, TV iraniana em inglês, completa 10 anos de existência

Por Samaneh Kachui,da HispanTV


A rede de notícias iraniana, PressTV, que transmite via satélite para todo o mundo com programação em inglês, completa dez anos de existência. Embora o sinal seja gratuito, no Brasil, operadoras de TV Paga não oferecem o conteúdo aos seus assinantes. O canal segue o estilo "all news": informações  24 horas por dia.

Los medios de comunicación de la República Islámica de Irán transmiten la voz de los oprimidos. Con estas palabras del presidente de la Organización de la Radio y Televisión de Irán (IRIB, en inglés), Abdolali Ali Asgari, se ha celebrado el décimo aniversario del lanzamiento de la cadena de noticias PressTV.
A partir de la victoria de la Revolución Islámica de Irán en 1979 se lanzaron varias emisoras y canales televisivos con el fin de transmitir su mensaje; la lucha contra la opresión y por la justicia. Un esfuerzo para contrarrestar los intentos de los medios occidentales de difundir la iranofobia y la influencia cultural negativa en el país.
Lanzado en 2007, PressTV se ha convertido en un medio alternativo bajo el lema: “la noticia desde una nueva visión”. Hoy, tiene 50 corresponsales en diversas partes del mundo, y varios han caído mártires mientras cumplan su misión de ser “la voz de los sin voces del mundo”.

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La cobertura de las noticias de la resistencia contra los ocupadores extranjeros en Oriente Medio, la revelación de las políticas dualistas de Gobiernos occidentales en apoyo a regímenes despóticos de la región, entre otros, han generado obstáculos para PressTV, no obstante, la audiencia de este estratégico canal iraní sigue aumentando.
Actualmente, en el servicio exterior de la IRIB, más de 40 emisoras y canales en casi todas las lenguas vivas están haciendo llegar al mundo la voz de la verdad, mostrando una cara de los eventos que mayormente es omitida por otros medios de comunicación internacionales.
Veja aqui o informe da HispanTV, outro canal público iraniano, este em espanhol.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

TV brasileira lança websérie sobre o Irã

Jovens iranianas em Shiraz. Foto de Chico Sant'Anna
Publicado originalmente no Diário Liberdade

Aproveitando o fim das sanções econômicas e financeiras impostas pela União Europeia e pelos Estados Unidos contra o Irã, a TVT - TV dos Trabalhadores - decidiu lançar na rede uma websérie sobre o país persa.
A série aborda temas políticos, sociais e culturais.
A série tem como objetivo entender o país presidido por Hassan Rohani e comandado pelo líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
O primeiro episódio da série já foi ar e está disponível no canal da TVT no YouTube. (para assisitir, basta clicar abaixo)




A TVT é o primeiro, e único, canal aberto de televisão no Brasil mantido diretamente por entidades de trabalhadores.

domingo, 27 de julho de 2014

Opinião: Rússia, Venezuela, Argentina e Irã rompem hegemonia midiática‏

Por FC Leite Filho, publicado originalmente no blog, Café com Política

O esforço de reportagem da televisão Russia Today (rt.com) para contestar a insistência da mídia ocidental em responsabilizar o presidente Vladimir Putin pela queda do voo MH17 da Malasya Airlines, na Ucrânia, matando 298 pessoas, já produziu um recuo americano. Washington acabou tendo de descartar o envolvimento direto dos russos na tragédia e atribuiu a responsabilidade a um equívoco dos separatistas pró-russos que atuam na área sinistrada. No Brasil, a revista Veja chegou a publicar a capa de sua edição da semana passada encimada pelo título “A CULPA DE PUTIN”.
Por sua vez, a Telesur, o canal multi-estatal (Venezuela, Cuba, Argentina, Bolívia, Uruguai e Equador) volta a ser destaque, com o lançamento ontem de sua multiplataforma em inglês destinada aos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio e Ásia, com enfoque nas guerras da Síria e Ucrânia  e da matança de Israel na Palestina.
Como se sabe, a Telesur já havia desmoralizado, com uma cobertura de primeira linha, a versão americana de que não tinha ocorrido um golpe militar em Honduras, em 2010. Suas câmeras mostraram como o presidente Mel Zelaya foi retirado de sua casa, no meio da noite, de pijana, e colocado por um grupo de policiais em um avião militar que o deixou sozinho na pista do aeroporto da Costa Rica. Ultimamente, o chamado canal  do sul,  já vinha desfazendo manipulações da mídia ocidental, através dos correspondentes próprios despachados para a Líbia e a Síria.
Num âmbito ainda mais continental, a TV Pública da Argentina alcançou uma audiência superior a 49% de audiência nos principais jogos da Copa do Mundo no Brasil e sustenta um programa diário, o 678, também com rating considerável, denunciando a campanha de desestabilização que movem os grande grupos de comunicação privado Clarín e La Nación contra a presidenta Cristina Kirchner. Além da TV Pública, o governo implantou o sistema de TV Digital com uma meta de atingir 40 canais de alcance nacional, dos quais já estão funcionando o Encuentro, destinado a questões culturais, Cinema, Patatá (infantil), Esportes e Ciência e Tecnologia.
Finalmente, o Irã, com a sua Press TV, em inglês e árabe, e a Hispantv, em espanhol, também vem trabalhando há mais de cinco anos neste olhar alternativo das notícias, através de informativos sustentados por uma rede de correspondentes espalhados nas principais capitais, inclusive da América Latina. Todos esses serviços informativos são acessíveis pela internet e redes sociais, inclusive com transmissão streaming (direta) em canais de vídeo, como o Youtube, o que aumenta ainda mais sua penetração, sobretudo depois da habilitação dos celulares, hoje responsáveis por cerca de 40% de todo o acesso digital.
Opção em inglês – Com sede em Caracas, a Telesur entrou ontem no ar com uma multiplataforma em inglês (já vinha há nove anos transmitindo em espanhol) e que, em breve incluirá o árabe e o mandarim. Para isso, a plataforma utiliza uma equipe de jornalistas, intelectuais, cientistas políticos, artistas e jovens bandas musicais. Entre os jornalistas, figuram Tariq Ali, célebre ativista paquistanês residente há muitos anos em Londres e que passará a responder pela cobertura na Europa, e Jorge Gestoso (ex-expoente da CNN en Español), que ficará a cargo das notícias geradas a partir de Washington, além do pensador Noam Chomsky (veja vídeo).
A ação destas plataformas multimídias de Moscou, Caracas e Buenos Aires , que incluem serviços de TV aberta, cabo, internet e streaming (Youtube e outros serviços de direto de vídeo), permitem deduzir que a comunicação alternativa começa a se tornar uma realidade e que se pode estar próximo o equilíbrio do noticiário,. Este até aqui  fixava a versão dos fatos a partir da ótica dos Estados Unidos e da Europa, sem levar em conta o resto do mundo, incluindo a Rússia, a China, a Índia e América Latina, com população muito maior do que o chamado mundo ocidental.
Este papel alternativo chegou a ser ensaiado pela Rede Al Jazeera, do Catar, que, no início de suas transmissões, em 1996, oferecia uma visão mais consentânea do mundo árabe, mas depois foi arrastada pelos americanos, que têm naquele país sua maior base militar no Oriente Médio. Sua versão  preponderante não difere muito da de Washington e da União Europeia, como se fora uma CNN, BBC ou France24.
A função das estatais Russia Today,  Telesur, TV Pública Argentina e Press TV, assumem grande importância, na medida que o mundo deixa de ser unipolar, com domínio exclusivo dos Estados Unidos, para transformar-se em multipolar, ou seja, com vários polos de poder, como a China, a Rússia, e a América Latina, dotados territórios ricos em energia e recursos minerais e sobretudo água potável abundante, condições de que carece o chamado primeiro mundo.
A realidade desse novo cenário internacional ficou evidente na recente reunião dos BRICS, bloco de países constituído pelo Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, realizou entre si nos dias 14 e 16 de julho, em Brasília e Fortaleza, e com os chefes de Estado dos 12 países da América do Sul, que formam a UNASUL – União das Nações Sul-Americanas.
As discussões foram produtivas e resultaram na constituição do Novo Bando de Desenvolvimento e do Fundo de Reserva de Emergência de 100 bilhões de dólares para atender a projetos dos paeises membros e associados dos BRICS, além de projetos para a constituição de uma rede de internet própria, de modo a evitar a atual centralização nos Estados Unidos, e de redes de instrumentos de mídia capazes de fazer frente aos congolmerados privados de comunicação que sufocam e desmoralizam os seus governos.
Com efeito, a manipulação midiática mostrou seu lado mais despótico e lesivo à soberania desses países emergentes na cobertura, tanto da queda do avião da Malásia na Ucrânia, quanto da última invasão e massacre da Palestina, por parte do governo de Israel, este com total respaldo americano e europeu. O caso do vôo MH17 merece uma apreciação específica. Antes, no comando de uma ofensiva midiática internacional, envolvendo o próprio presidente Barak Obama e o secretário de Estado John Kerry, os meios de comunicação ocidentais procuraram impingir a noção de que a Rússia e seu presidente Vladimir Putin eram os únicos culpados, sem dar qualquer espaço para a versão dos acusados ou mesmo do benefício da dúvida.
Tampouco mostrou qualquer prova de suas afirmações, a não ser vídeos grosseiramente manipulados pelo governo pró-ocidental da Ucrânia e que foram desmentidos. Assim tinha ocorrido com a invasão do Iraque, da Líbia e da Síria, como aliás sempre se comportou a chamada mídia hegemônica, quando não havia vozes alternativas para apresentar a verdade factual.
Recorde-se que o secretário Kerry chegou a dizer que os americanos tinham imagens comprovando a derrubada do avião por um míssil soviético terra-ar manobrado por militantes pró-russos. Cadê as imagens autênticas? Nunca apareceram.
O trabalho insistente da rt.com, que já se transformou numa das redes internacionais a cabo de grande audiência, só suplantada pela BBC nos Estados Unidos, e já tendo alcançado um bilhão de acessos no Youtube parece estar eendendo frutos . É que ela vem alardeando a insuficiência de provas da narrativa dos americanos e ainda a possibilidade de que a tragédia do MH17 tenha sido fruto de uma provocação da Ucrânia com o fim de desmoralizar a Rússia. O fato acabou levando Washington a engolir os fatos como eles realmente podem ter ocorrido, a julgar pelas hesitações ultimamente demonstradas pelos porta-vozes do Departamento de Estado. (Veja vídeo em inglês)  Tanto é assim que o Departamento de Estado, além de, agora, descartar a participação de Putin e do Kremlim no abatimento do vôo malaio,  vem alegando, em tom mais moderado, que a ação contra o MH17 pode ter sido produto de um equívoco no manuseio do míssil dos separatistas pró-Rússia.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Presença do canal iraniano HispanTV na América Latina preocupa EUA

Do Irã News

Fontes diplomáticas dos Estados Unidos acusam o Irã de que está se espalhando atividades de propaganda na América Latina e no Caribe, incluindo Porto Rico, onde emite o canal iraniano em espanhol, Hispan TV.
Isso se refletiu em um artigo escrito por Andres Oppenheimer, jornalista argentino que mora nos Estados Unidos, logo depois que o novo presidente do Irã, Hasan Rohani, ressaltou a importância de fortalecer as relações com a América Latina em suas reuniões com a alta administração de alguns países da região, presentes na sua tomada de posse.
Em meados de agosto, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou sua decisão de reavaliar o relatório do promotor especial do caso da Asociación Mutual Israelita Argentina (AMIA), Alberto Nisman, que dizia respeito à alegada infiltração do Irã nos países latino-americanos como Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua, entre outros, com o objetivo de estabelecer bases de inteligência.
Um relatório de 500 páginas, de Nisman fez o Departamento de Estado EUA emitir em 01 de agosto, uma carta ao senador republicano Mark Kirk para pedir novas investigações sobre as atividades do Irã na região.
Neste contexto, o Gabinete do Procurador Geral, Alejandra Gils Carbó, impediu que Nisman comparecesse perante o Congresso dos EUA para apresentar alegações contra o Irã.
O caso AMIA, que conta com o apoio dos Estados Unidos e do regime israelense, onde acusa o Irã de envolvimento no atentado contra a AMIA, perpetrado em 1994, em Buenos Aires, capital da Argentina, matando 86 pessoas.
O governo iraniano rejeitou todas as acusações e sempre manifestou a sua vontade de cooperar com a Argentina para esclarecer as dúvidas que existem sobre o assunto.
Neste sentido, o Ministro de Assuntos Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi e seu homólogo argentino Hector Timerman, assinaram acordo em janeiro deste ano, onde criaram um memorando de entendimento para esclarecer o atentado à AMIA.
O acordo entre os dois países aumentou a fúria do regime israelense, que solicitou explicações à nação sul-americana sobre o documento assinado, no entanto, Buenos Aires rejeitou firmemente o pedido do regime de Tel Aviv, pedindo para não se intrometer em seus assuntos internos.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Viagem de Jornalistas e blogueiros de Brasília e de São Paulo ao Irã é tema de documentário


Entre os dias 9 e 19 de março de 2011, uma delegação de jornalistas brasileiros realizou uma viagem político-cultural ao Irã a convite do ministério do Turismo da República Islâmica do Irã, na gestão do então presidente, Mahmoud Ahmadinejad.

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A delegação foi composta por Beto Almeida, Paulo Miranda e Helena Iono (da TV Cidade Livre, o canal comunitário de Brasília), FC Leite Filho (do blogCafé na Política), Chico San'Anna (do programa Diplomacia - Revista de Política Internacional da TV Senado), Isabel Fleck (à época jornalista do Correio Brasiliense), Luís Cabral e Bruno Mascarenhas (da TVT - TV dos Trabalhadores, de São Paulo).
Os jornalistas tiveram a oportunidade de conhecer lugares históricos, desde o acervo arqueológico da antiga Persépolis, capital do Império da Pérsia, do Irã medieval, das mesquitas islâmicas e bazares tradicionais como os existentes em Isfahan e Shiraz. Além da cidade de Yazd, inserida no território desértico do Irã e que para enfrentar as dificuldades ambientais criou uma infindável teia de canais de água equipados com  sistemas de ventilação. Tudo com base na sabedoria herdada milenarmente.
Não faltaram oportunidades para encontros com autoridades políticas e culturais, particularmente em Teerã, onde foram realizadas visitas a museus nacionais e parques verdejantes, freqüentados por jovens estudantes e pessoas receptivas e cultas.
Tudo isso agora virou um documentário do Canal Comunitário de Brasília, a TV Cidade Livre.  A estréia foi dia 14, mas está prevista reexibições  dia 18 - 3ª. feira, às 18 horas.
O documentário também está disponível na internet no endereço  https://vimeo.com/68415869



domingo, 10 de fevereiro de 2013

Tevês a cabo dos EUA deixam de oferecer canais de notícia do Irã

O governo dos EUA, que costuma acusar o Irã de restringir a liberdade de expressão de seu povo, acaba de sofrer uma acusação semelhante. Como parte das novas sanções ao país dos aiatolás, empresas de tevê a cabo norte-americanas suspenderam a oferta de canais de notícia produzidos pelos iranianos, como a Press TV e HispanTV.


Por Lauren McCauley, da Common Dreams, publicado em Carta Maior

Como parte das novas sanções econômicas aplicadas pelos Estados Unidos ao Irã, empresas de tevê a cabo norte-americanas estão suspendendo a oferta de canais de notícia iranianos. A notícia foi divulgada justamente por um desses canais, a Press TV, que é estatal.

Leia também: 


Classificando o episódio como “flagrante violação da liberdade de exressão”, a Press TV disse também neste sábado (9) que seu sinal foi suspenso do satélite Galaxy 19, que retransmitia o canal nos territórios norte-americano e canadense.

Novas sanções anunciadas pelo Departamento de Tesouro dos Estados Unidos também incluíram restrições à Islamic Republic of Iran Broadcasting (Irib) e a seu diretor, Ezatollah Zarghami.

"Enquanto o Irã continuar a não responder às preocupações da comunidade internacional sobre seu programa nuclear, os EUA vão impor sanções mais rígidas [...] contra o regime ", disse David S. Cohen, subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira.

“Nós também vamos atingir aqueles responsáveis por abusos aos direitos humanos no Irã, especialmente os que negam ao povo iraniano liberdades básicas de expressão e reunião”, concluiu, em comunicado.

De acordo com a Al Jazeera, o Irib criou a Press TV, além de emissoras em espanhol e árabe, para veicular a uma audiência planetária um noticiário produzido segundo a visão do governo iraniano.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Espanha quer tirar do ar sinal da TV do Irã

Al parecer, la guerra mediática contra Irán no tiene fin... 
Este miércoles, el Gobierno español ha sacado oficialmente de la grilla de TDT (Televisión Terrestre Digital) al canal iraní en lengua española, HispanTV.


El ministerio de Industria de España había solicitado el pasado viernes a la Comunidad de Madrid que sacara a HispanTV de la grilla de TDT. Izquierda Unida (IU) ha pedido explicaciones al Congreso español sobre la suspensión de la emisión de HispanTV por Hispasat.

Mediante una carta fechada el pasado 18 de enero, la diputada de IU en el Congreso de los Diputados de Madrid, Ascensión de las Heras Ladera, se dirigió al Gobierno de Mariano Rajoy para pedir explicaciones por esta medida que atenta contra la libertad de expresión en los medios de comunicaciones.

La nota agrega lo siguiente:

AI amparo de lo establecido en el artículo 185 y siguientes del Reglamento del Congreso de los Diputados, la Diputada que suscribe formula la siguiente pregunta dirigida al Gobierno para su respuesta escrita.

HISPASAT fue constituida en el año 1989 con Ia misión de convertirse en el operador de satélites de referencia para los mercados de habla hispana y portuguesa. A lo largo de sus más de 20 años de existencia, HISPASAT ha incorporado de manera continuada nuevos satélites de comunicaciones a su flota y ha ampliado el abanico de productos y soluciones que presta a sus clientes, desde servicios audiovisuales hasta redes de telecomunicación, Internet y servicios multimedia, convirtiéndose en un operador global de satélites, con cobertura y servicios de calidad en Europa, América, Canadá y Norte de África.

En el capital social de HISPASAT están presentes firmas muy conocidas, como los operadores de telecomunicaciones (Abertis, Telefónica y Eutelsat) y del sector público español: Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (INTA), Sociedad Estatal de Participaciones Industriales (SEPI) y Centro para el Desarrollo Tecnológico e Industrial (CDTI), cuyos representantes se sientan en el Consejo de Administración.

El Consejo de Administración está presidido por Elena Pisonero, una economista formada en universidades americanas que ha trabajado tanto en el sector público como en el privado, donde ha desempeñado distintos puestos en importantes compañías multinacionales como Siemens y KPMG. Fue directora de Gabinete del vicepresidente económico con Rodrigo Rato y secretaria de Estado de Comercio, Turismo y PYMES, además de diputada nacional y portavoz de Economía del PP en el Congreso.

Desde finales de diciembre de 2012, el proveedor español de satélite HISPASAT ha decidido dejar de dar servicios a los canales iraníes HispanTV y PressTV. A tal fin, HISPASAT ha ordenado a la compañía Overon que detenga la transmisión de los programas de las dos cadenas televisivas HispanTV y PressTV, en habla española e inglesa, respectivamente.

La medida se materializó a partir de que, en los primeros dias de 2013, el secretario de Estado de Telecomunicaciones, Victor Calvo-Sotelo, enviase un requerimiento a Elena Pisonero, presidenta de HISPASAT, ordenándole que bajara la señal de ambos canales iraníes y esta se dirigió, a su vez, a Alberto Vía, director general de Overon, pidiéndole que aplicase la instrucción. Overon es la compañía que subía la señal a la red de HISPASAT, algo que dejo de hacer pocos días después de recibir la notificación. HispanTV ha sido registrada oficialmente en España y desarrolla sus actividades bajo la normativa audiovisual de este país.

Por otra parte, es obvio que la obligación de toda empresa en la que está invertido el dinero de los españoles es aumentar la rentabilidad y su eficiencia, y esto es lo que parece que a los directivos de HISPASAT menos les ha preocupado a la hora de tomar ciertas decisiones. Es decir, siguiendo directrices gubernamentales la operadora se dedica a echar clientes. Dicho de otro modo, la actitud tomada por la dirección de HISPASAT y de aquellos de quienes reciben órdenes es, cuando menos, un insulto a todos los que defienden nuestra capacidad industrial y autonomía económica.

HISPASAT es en parte propiedad de Eutelsat, cuyo director general, el franco-israelí Michel de Rosen, está inculpado por la reciente ola de ataques contra los medios de comunicación iraníes en Europa. PressTV se ha comunicado con HISPASAT y la oficina de la jefa de política exterior de la UE para tratar de conseguir una respuesta, pero no ha sido posible.

Calvo-Sotelo recalca en su requerimiento que Ezzatollah Zarghami, presidente del ente que reagrupa a las televisiones de Irán, ha sido incluido en la lista negra de responsables iraníes elaborada por la Unión Europea. En consecuencia hay que aplicarle la normativa comunitaria que "prohíbe poner a su disposición recursos económicos ha de interpretarse de forma amplia (...)". "(...) por tanto, la capacidad satelital que permite transmitir servicios de televisión (...)" debe quedar incluida.

La decisión fue inmediatamente criticada desde Teherán por el director del servicio exterior de la televisión iraní, Mohamad Sarafraz, quien anuncio "acciones legales" y lamento que el Gobierno español ni HISPASAT le hayan dado una explicación oficial. Desde EEUU asociaciones judías alabaron, en cambio, la iniciativa del Ejecutivo español. Por su parte, la UE ha asegurado que las sanciones a Irán no se deben aplicar a los medios de comunicación de Irán.

Los abogados de las televisiones iraníes consideran que la interpretación que hace Calvo-Sotelo es abusiva. "Va más allá de las medidas restrictivas adoptadas por la UE y vulnera la libertad de expresión", señala una fuente oficial iraní. Por esa razón, según han anunciado, demandaran al Gobierno español. Hispan TV puede ser visto en la TDT de Madrid, donde ha alquilado un canal de baja frecuencia.

David Harris, director ejecutivo del Comité Judío Americana (AJC, según sus iniciales inglesas) emitió un comunicado celebrando la iniciativa del Gobierno español y dando entender que la había inspirado. "Este es un hito en los esfuerzos generalizados para contener al desafiante Gobierno de Teherán", afirmó. Precisó que llevaba meses "siguiendo de cerca" este asunto del que había "discutido con los amigos en España". Harris se entrevistó a principios de octubre, en Madrid, con el ministro de Asuntos Exteriores, José Manuel García-Margallo.

El presidente iraní, Mahmoud Ahmadineyad, inauguró oficialmente Hispan TV el 31 de enero de 2012. Con tal motivo pronunció unas palabras en español, dirigidas a América Latina, y presentó la cadena como un arma de lucha ideológica.

¿Por qué razón en los primeros días de 2013, el secretario de Estado de Telecomunicaciones, Víctor Calvo-Sotelo, dio instrucciones a Elena Pisonero, presidenta de HISPASAT, ordenándole que bajara Ia señal de los canales iraníes HispanTV y PressTV?

¿De quién ha recibido instrucciones Víctor Calvo-Sotelo, secretario de Estado de Telecomunicaciones, para manejarse con el criterio de que hay que aplicar a las televisiones iraníes Ia normativa comunitaria sobre implicados en Ia lista negra de Ia UE, para así privar a HispanTV y PressTV de Ia capacidad satelital que permite transmitir servicios de televisión?

¿Por qué razón Ia dirección de HISPASAT, participado en parte por el sector publico español, prescinde de su obligación de aumentar su rentabilidad y eficiencia, y se dedica a echar clientes que han sido registrados oficialmente en España y desarrollan sus actividades bajo Ia normativa audiovisual de este país?

¿Considera el Gobierno que con estos hechos se ha vulnerado Ia libertad de expresión?

¿En Ia reunión mantenida en octubre de 2012 entre David Harris, director ejecutivo del Comité Judío Americano (AJC) y el ministro de Asuntos Exteriores, José Manuel García-Margallo, fue tratado el asunto de las emisiones de HispanTV y PressTV?

En caso afirmativo, ¿recibió el ministro de Asuntos Exteriores, José Manuel García-Margallo, indicaciones de David Harris sobre Ia conveniencia de privar de señal de satélite a las emisiones de HispanTV y PressTV?

¿Considera el Gobierno que acciones de este tipo no perjudicaran las relaciones bilaterales y comerciales entre España e Irán? 

Palacio del Congreso de los Diputados
Madrid, 18 de enero de 2013
Ascensión de las Heras Ladera
Diputada de IU 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Movimento dos países Não-Alinhados monta agência de notícias

Da Prensa Latina, publicado anteriormente em Irã News

O Irã apresentou nesta quarta-feira (1º/7) oficialmente a agência internacional de notícias do Movimento dos Países Não-Alinhados (MNOAL), enquanto avançam em Teerã os preparativos para realizar a 16ª cúpula da organização, em fins de agosto.
O vice-chefe de Comunicações e Relações Públicas da conferência cúpula do movimento, Mohammad Sheikhan, liderou a cerimônia realizada no escritório presidencial e destacou o objetivo de que o novo meio seja o "mensageiro da paz e da justiça no mundo".

Sheikhan destacou o papel que os meios de comunicação em massa desempenham no mundo moderno e expressou confiança de que a agência sirva para contrabalançar a hegemonia das grandes corporações.

Em relação ao tema, o vice-chefe deplorou que numerosas empreas econômicas, sistemas hegemônicos e potências mundiais procurem manter sob jugo seus meios "para impor suas ideias e pensamentos corporativistas à comunidade internacional".
"Em contraste, surgiram certos meios de comunicação graças ao despertar das nações ansiosas pela prosperidade e aperfeiçoamento da sociedade humana", afirmou.
Sheikhan também manifestou a esperança de que a recém criada agência contribua para preparar o terreno para um "movimento informativo" e para a promover o lema da 14ª Conferência Cúpula de chefes de Estado e de Governo do Movimento.
Sob o título "Paz sustentável sobre a base de um gerenciamento global conjunto", a conferência será aberta em Teerã em 26 de agosto, para especialistas, e será concluída no dia 31 do mesmo mês, após encerrar as reuniões dos ministros de Relações Exteriores e chefes de Estado.
Com quase a totalidade dos convites entregues aos chefes de Estado, um dos últimos ao presidente do Iraque, Jalal Talabani, o Irã acredita que a reunião trianual reforçará seu posicionamento a nível internacional e a solidariedade entre os 118 Estados que participam do MNOAL.
Os organizadores da conferência lembram que o objetivo do fóro dos países do terceiro mundo, como indicou a declaração de Havana durante a 6ª Cúpula em 1979, é assegurar "a independência nacional, a integridade territorial e a segurança dos países não alinhados".
A República Islâmica receberá a presidência dos Não Alinhados das mãos do Egito, tornando o recém eleito presidente Mohamed Morsi, um islamista moderado, em um dos visitantes mais aguardados da reunião.

sábado, 24 de março de 2012

Mídia privada venezuelana difunde falsa informação sobre Irã


Da AVN

Depois da falsa notícia difundida no Brasil de que os livros de Paulo Coelho estariam proíbidos no Irã (pessoalmente pude comprovar em abril de 2011 que a informação, conforme a foto ao lado, era falsa), agora a imprensa privada conservadora divulga a suposta proibição no Irã de se escutar as canções de Ricardo Arjona, um músico guatemalteco muito popular na América Hispânica. O informe, em espanhol, é da Agência Venezoelana de Notícia - AVN.

La falsa información aparecida el pasado 20 de marzo sobre la supuesta prohibición que existe en Irán de escuchar las canciones del músico guatemalteco Ricardo Arjona fue difundida en Venezuela por Globovisión y el portal digital del diario Tal Cual, a pesar de su falta de veracidad.
Con el titular "Nueva constitución de Irán castiga con pena de muerte escuchar música de Arjona", el portal www.eldeforma.com, publicó un artículo donde explicaba que una supuesta nueva Carta Magna en la nación persa "castiga de manera severa" escuchar algunas de las obras del artista.
Sin embargo, los medios privados venezolanos no citaron en sus informaciones el aviso legal de El Deforma donde se expresa que "el contenido de este sitio es para uso recreativo y no pretende mal informar a nadie. Todos nuestros artículos son obra de la imaginación de los escritores y no aluden a la realidad".
Pese a esa aclaración, Globovisión publicó la información sobre Irán como cierta este jueves en su página web, y sin citar la fuente original, reseñó que "la música del guatemalteco es considerada en ese país como basura y diabólica, de manera que todo aquel que sea sorprendido escuchando alguna pieza de Arjona sufrirá una horrible lapidación".
En el caso de Tal Cual, al intentar ingresar a la portada donde apareció esta noticia, el sitio marcó error.
Globovisión se hace eco de las "declaraciones" de Ibrahim Al-Mashawha, supuesto asistente personal del presidente Mahmud Ahmadineyad, pero en el artículo original de El Deforma, en clave de humor se indica que este funcionario es el "asistente número 386 del mandatario".
La televisora privada venezolana también cita textualmente a la página web de humor, que señala que la nueva Constitución estipula que "todo aquel que sea sorprendido escuchando melodías satánicas o de Ricardo Arjona, será puesto a disposición del líder de su población, quien podrá elegir una de las siguientes tres opciones para su muerte, dependiendo de la reputación del pecador".
Hasta el momento Globovisión no ha publicado una aclaración sobre la información que difundió como verdadera.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Irã vai criar Internet própria, mas não haverá bloqueio à rede mundial

O ministro das Comunicações do Irã, Reza Taghipour, afirmou nesta segunda-feira (05/02) que o país vai separar a rede internacional de internet de uma nacional de informação, mas indicou que ambas poderão ser usadas no país, segundo declarações divulgadas pela agência local Irna.
"A internet poderá ser usada no Irã para a recepção de dados não disponíveis na rede nacional e será de uso geral", disse o ministro. "A internet é uma rede insegura, e vamos modificá-la por uma segura para a troca de dados eletrônicos do governo com a criação da rede nacional e o uso de software de fabricação local", acrescentou.
A segurança será alcançada ao transformar a rede em nacional, medida para a qual Taghipour pediu a colaboração do setor privado com o público, já que esse serviço, segundo ele, "não funcionará como internet a princípio".
O governo do Irã anunciou há mais de um ano sua intenção de desvincular a rede nacional da internet mundial por motivos de segurança e pela censura que aplica às comunicações e à informação por esse meio.
Vários sites estão bloqueados pelas autoridades iranianas, entre eles os de muitos veículos de comunicação estrangeiros e também os de grupos sociais e políticos, tanto iranianos quanto de outros países, considerados hostis pelo governo de Teerã.
Há ainda diversas páginas bloqueadas por atacarem, na opinião de Teerã, a moral da República Islâmica, e muitas outras estão sem acesso, já que em seu endereço existem palavras consideradas perigosas pelos censores locais.
As redes sociais, especialmente o Facebook, e inclusive a maioria das versões do Google, também estão bloqueadas, assim como os blogs, independente de sua origem e temática, e os acessos por alguns protocolos de segurança.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

TV Cidade Livre de Brasília exibe entrevista sobre Irã

Enviado por Beto Almeida
O programa Contracorrente, da TV Cidade Livre de Brasília, entrevistou a jornalista e escritora mineira Márcia Camargos, co-autora do livro "O Irã sob o chador", oportunidade em que esclareceu acerca da enorme desinformação que a mídia brasileira, de uma maneira, geral, sustenta sobre aquela nação asiática. 
Márcia mencionou a participação da mulher iraniana nas principais atividades da sociedade persa (elas representam 70 por das universitárias, por exemplo), sua presença nos projetos científicos, nas organizações estatais e parlamentares, como também discorreu avanço dos programas tecnológicos e também culturais, entre os quais citou o cinema, conhecido por suas seguidas premiações internacionais. 
A entrevista consta da programa da TV Cidade Livre de Brasília e pode ser conferida no Canal 8 da Net ou na internet pelo sitewww.tvcidadelivredf.com.br

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Entidades criticam postura de jornalistas da Globo que defenderam morte de iranianos

Por Claudio Julio Tognolli, publicado na Brasil 247
Representantes de entidades sociais e professores de universidades de São Paulo publicaram, no início da semana passada, carta de repúdio contra os comentários feitos pelos jornalistas Caio Blinder e Diogo Mainardi, na edição de 15 de janiero passado, do programa Manhattan Connection, da Globo News.
Leia e veja aqui o vídeo com os comentários

Comentarista defende na Globo News assassinato de cientistas do Irã

 

De acordo com a carta, os comentaristas justificaram o assassinato de cientistas iranianos como forma de evitar mais mortes e intimidar outros cientistas que trabalhem para o governo do Irã, a quem chamou de “Estado terrorista”. Os comentaristas da Globo News se referiram ao atentado, com uma bomba, que matou o cientista Mustafa Ahmadi Roshan, de 32 anos, em Teerã, capital iraniana. Roshan é o quinto cientista nuclear iraniano morto em um atentado terrorista nos últimos dois anos. Leia a carta na íntegra:
Srs. Diretores da Rede Globo
Causa profunda surpresa, indignação e perplexidade assistir a um programa de vossa emissora em que jornalistas, comentaristas e palpiteiros assumam a defesa explícita da prática de assassinatos como meio válido de fazer política. Isso foi feito abertamente, no dia 15.01.2012, por Diogo Mainardi e Caio Blinder, ambos empregados da Rede Globo (o trecho em questão pode ser acessado pelo link:
Depois de fazer brincadeiras de gosto duvidoso sobre sua suposta condição de agente do Mossad (serviço secreto israelense), Caio Blinder alegou que os cientistas que trabalham no programa nuclear iraniano são empregados de um "estado terrorista", que "viola as resoluções da ONU" e que por isso o seu assassinato não constituiria um ato terrorista, mas sim um ato legítimo de defesa contra o terrorismo.
Trata-se, óbvio, de uma lógica primária erudimentar, com a qual Mainardi concordou integralmente. Parece não ocorrer a ambos o fato de que o Estado de Israel é liderança mundial quando se trata em violar as resoluções da ONU, e que é acusado de prática de terrorismo pela imensa maioria dos países-membros da entidade. Será que Caio Blinder defende, então, o assassinato seletivo de cientistas que trabalham no programa nuclear israelense (jamais oficializado, jamais reconhecido mas amplamente conhecido e documentado)?Ambos - o "agen te do Mossad" Caio Blinder e Diogo Mainardi – se associam ao evangelista fundamentalista estadunidense Pat Robertson, que, em abril de 2005, defendeu em rede nacional de televisão, com "argumentos" semelhantes, o assassinato do presidente venezuelano Hugo Chávez, provocando comentários constrangidos da Casa Branca.
Ao divulgar a defesa da prática do assassinato como meio de fazer política, a Rede Globo dá as mãos ao fundamentalismo - não importa se de natureza religiosa ou ideológica - e abre um precedente muito perigoso no Brasil. Isso é inaceitável. Atenção: não defendemos, aqui, qualquer tipo de censura, nem queremos restringir a liberdade de expressão. Não se trata de desqualificar ideias ou conceitos explicitados por vossos funcionários.O que está em discussão não são apenas ideias.
Não são as opiniões de quem quer que seja sobre o programa nuclear iraniano (ou israelense, ou estadunidense...), mas sim o direi to que tem uma emissora de levar ao ar a defesa da prática do assassinato, ainda mais feita por articulistas marcadamente preconceituosos e racistas. Em abril de 2011, o mesmo "agente do Mossad" Caio Blinder qualificou como "piranha" a rainha Rainha da Jordânia, estendendo por meio dela o insulto às mulheres islâmicas.
Mainardi é pródigo em insultos, não apenas contra o Islã mas também contra o povobrasileiro.Se uma emissora do porte da Globo dá abrigo a tais absurdos, mais tarde não poderá se lamentar quando outros começarem a defender, entre outras coisas, a legitimidade de se plantar bombas contra instalações de vossa emissora por quaisquer motivos, reais ou imaginários - por exemplo, como forma de represália pelas íntimas relações mantidas com a ditadura militar no passado recente, pela prática de ataques racistas contra o Islã e o mundo árabe, ou ainda pelos ataques contumazes aos movimentos sociais brasileiros e latino-americanos.
Manifestações como essas do "agente do Mossad" Caio Blinder e Diogo Mainardi ferem as normas mais elementares da convivência civilizada. Esperamos que a Rede Globo se retrate publicamente, para dizer o mínimo, tomando distância de mais essa demonstração racista de barbárie. Agradecemos a atenção.
Assinam os representantes e instituições:
- Hamilton Otavio de Souza - Editor Chefe da Revista Caros Amigos
- José Arbex Jr. - Chefe do Departamento de Jornalismo da PUC-SP
- Fabio Bosco - Central Sindical e Popular
- Francisco Miraglia Neto - Vice-Presidente Regional do ANDES-SN
- Reginaldo M. Nasser - Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da PUC-SP
- Marco Weisheimer - Editor da Carta Maior
- Socorro Gomes - Presidente do Centro Brasileiro para a Paz
- Soraya Misleh - Diretora de Imprensa do Instituto da Cultu ra Árabe
- Soraya Smaili - Vice-Presidente da Associação dos Docentes da UNIFESP
- Boris Vargaftig - Professor Titular da USP, membro da Academia Brasileira de Ciências
- Isabelle Somma - jornalista e doutoranda de Historia Social da USP.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Comentarista defende na Globo News assassinato de cientistas do Irã

Por Reginaldo Nasser (*), publicado originalmente na Carta Capital

Esta circulando pelos blogs e redes sociais trecho de um programa de TV paga [Manhattan Conection, ver vídeo acima]em que um dos comentaristas, Sr. Caio Blinder, apóia o “assassinato” de cientistas que participam do “programa de enriquecimento de urânio do Estado Terrorista iraniano”. Argumenta que é “preciso matar gente agora” para evitar mais mortes do futuro, além do que, acrescenta, “você intimida outros cientistas”.
VEJA AQUI O COMENTÁRIO
 

O tema já foi intensamente debatido nos EUA, em 2007, quando o professor de direito Glenn Reynolds criticou o presidente Bush por não fazer o suficiente para parar o programa nuclear iraniano (vejam só Bush acusado de ser soft demais!) e, em seguida, defendeu que os EUA deveriam assassinar líderes religiosos e cientistas nucleares iranianos com o objetivo de intimidar o governo do Irã. Portanto, se nos EUA a justificativa para esse tipo de crime não é algo incomum, no Brasil - salvo engano meu- é a primeira vez que aparece publicamente nos meios de comunicação e por isso julgo necessário tecer algumas considerações.

No dia 11 de janeiro de 2012, Ahmadi Roshan, engenheiro químico da usina de enriquecimento de urânio de Natanz, foi assassinado nas ruas de Teerã após explosão de uma bomba em seu carro. É mais um de uma série de acontecimentos similares. Em dezembro de 2011, sete pessoas morreram em uma explosão em Yazd. Em 28 de novembro, uma bomba explodiu nas instalações nucleares em Isfahan. Em 12 de novembro, 17 pessoas foram mortas por uma explosão perto de Teerã.. Em 29 de novembro de 2010, o cientista Shahriari foi morto da mesma forma como Roshan, com uma bomba plantada em seu carro. Em todos os casos as autoridades dos EUA e de Israel negaram veementemente qualquer envolvimento. 

Mas qual é o problema? De forma declarada ou encoberta tanto EUA, como Israel, sempre adotaram a tática do assassinato seletivo. Desde 11 de setembro, o governo dos EUA tem realizado operações similares (“assassinatos seletivos”) mesmo fora dos campos de batalha do Afeganistão e do Iraque, como no Iêmen, Paquistão, Somália, Síria e possivelmente em outros lugares, causando a morte de mais de 2 mil supostos terroristas e de incontáveis vitimas civis. A justificativa está fundamentada numa autorização legal, aprovada na Câmara e no Senado, atribuindo ao Presidente o poder para adotar as medidas que julgue necessárias para impedir ou prevenir atos de terrorismo internacional contra os Estados Unidos. 

É importante notar que até pouco tempo atrás a justificativa para assassinar civis pressupunha a participação direta desses nas hostilidades. Quando se diz que um assassinato seletivo é "necessário" entende-se que matar era a única maneira de evitar um ataque iminente. Mas no caso dos cientistas é praticamente impossível afirmar que matá-los era necessário para impedir o Irã de lançar um ataque nuclear iminente contra Israel ou qualquer outro país. A não ser que haja uma nova doutrina em formação: “assassinato seletivo preventivo”.

Voltando ao porta-voz brasileiro dos fundamentalistas norte-americanos, o Sr. Blinder, que é uma pessoa bem informada, sabe que além da quantidade e qualidade de urânio ou plutônio, a produção de armas nucleares também requer os meios para levá-las ao seu destino (mísseis e ogivas). Portanto, é um projeto que envolve grande quantidade de cientistas, engenheiros e operadores. Levando à extremidade lógica o argumento dos fundamentalistas, será preciso assassinar mais algumas centenas ou mesmo milhares de pessoas. Claro, com o nobre objetivo de evitar mais mortes! Aliás, 90% das mortes de norte-americanos no mundo ocorrem devido à utilização de armas e munições produzidas no próprio EUA. 

Portanto, somos tentados a concluir que os responsáveis pela indústria bélica (armas leves) nos EUA deveriam ser assassinados, pois evitaria a morte de milhares de norte-americanos? A ser levada a sério essa proposta (assassinato de cientistas), não é improvável que os congressos científicos internacionais acabem se convertendo em um verdadeiro festival de tiroteios e bombas. Aliás, o suposto efeito da intimidação, pressuposto dessas ações, está gerando um efeito oposto. Cerca de 1.300 estudantes universitários iranianos pediram para mudar as suas áreas de estudo para o campo das ciências nucleares após o assassinato. Veja só Sr Blinder! Será preciso eliminar esses estudantes também porque um dia eles serão cúmplices do projeto nuclear iraniano!

Dentro da mesma linha de raciocínio o proprietário do Atlanta Jewish Times, Andrew Adler, pediu desculpas na semana passada depois de sugerir que o assassinato do presidente Obama era uma opção que deveria ser considerada pelo governo israelense, conforme relatado pelo Huffington Post. De acordo com Adler, Israel tem apenas três opções disponíveis para se manter seguro: 1. atacar Hezbollah e o Hamas, 2. destruir as instalações nucleares do Irã; 3. assassinar Obama!

Estranhamente o “assassinato seletivo” ocorreu três dias após a afirmação do secretario de Defesa dos EUA de que era improvável que os iranianos estivessem tentando desenvolver uma arma nuclear e no momento em que governo iraniano reiniciava as negociações com o grupo (P5 +1) para autorizar a realização de uma visita de delegados da Agência Internacional de Energia Atômica em seu pais.

Fica claro que o objetivo do assassinato dos cientistas é provocar uma forte reação da linha dura iraniana justificando, dessa forma, os famosos ataques preventivos. De acordo comreportagem na Foreign Policy, que teve acesso a memorandos elaborados pelo governo Bush, a Mossad usa as credenciais da CIA para recrutar membros da organização Jundallah (considerada terrorista pelo governo dos EUA) para lançar ataques contra o Irã. Como notou o analista internacional, Pierre Sprey, vivemos um daqueles raros e perigosos momentos da história, quando o “Big Oil” e os israelenses estão pressionando a Casa Branca na mesma direção. A última vez que isso aconteceu resultou na invasão do Iraque.

(*) Professor de Relações Internacionais da PUC (SP)
e do Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas (Unesp, Unicamp e PUC-SP).