Caros leitores e leitoras.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Jornalista Angela Brandão lança Quarentena Amorosa, em Brasília

“Separar-se é um processo. Só quem não se separou pode duvidar. Uma relação a dois é como uma trama, um tecido com muitos fios entrelaçados que incluem pessoas, memórias, planos, neuroses. Não se corta facilmente, não acontece do dia para a noite.”


De acordo com o IBGE, o Brasil tem mais de sete milhões de separados e divorciados. Isto, sem contar os milhões de pessoas que romperam seus relacionamentos sem nunca ter oficializado a união. E esse número cresce a cada dia. Estima-se, por exemplo, que os cartórios de todo o país realizem, por ano, uma separação para cada três casamentos registrados.

O fato de que as separações estejam cada dia mais comuns não significa que elas se tornaram mais fáceis emocionalmente. Ao contrário. Quase sempre, a dor da separação ainda vem acompanhada de um mundo de incertezas. E agora? Como fazer para seguir em frente?

No livro Quarentena Amorosa, lançado pela Editora Sextante este mês de março, a jornalista e compositora Angela Brandão propõe um período de cuidados especiais para ajudar a cicatrizar as feridas, cuidar de si mesmo e recuperar o amor-próprio depois de uma separação.

 “Busquei passar minha experiência – e a das pessoas à minha volta – da forma mais carinhosa e transparente que consegui, transformando histórias reais em um guia para quem levou um escorregão amoroso (quem nunca?) e está precisando de uma forcinha pra levantar a cabeça e seguir em frente”, explica Angela.

O resultado é que o livro é uma espécie de "melhor- amiga-de-bolso", exalando cumplicidade e franqueza, em um equilíbrio sutil entre emotividade e humor. Ele mostra que, por mais difícil que possa parecer no início, a saída para se recuperar emocionalmente de uma separação está ao alcance de todos: criar hábitos novos, cuidar do corpo e da aparência, evitar atitudes radicais e apostar apenas em relações que interessam, sejam elas com pessoas, lugares, objetos ou memórias. Repleto de boas histórias e pontuado por trechos de canções e poemas, Quarentena Amorosa reúne 12 princípios práticos para dar início ao processo de cura.

“A ideia da quarentena amorosa surgiu numa mesa de bar, nos tempos da faculdade, entre grandes amigas. No início, ela significava apenas um conjunto de regras básicas de como elas deveriam se comportar depois de um fora. Com o passar do tempo, o que era uma espécie de brincadeira virou algo muito mais sólido. Hoje, é um verdadeiro roteiro de sobrevivência emocional que eu decidi transformar em livro por um único motivo: funciona”, conta a autora.

No livro, Angela Brandão destaca ainda atitudes e comportamentos que precisam de uma atenção especial ao longo de todo o processo:

- Não exija posicionamento da parte dos amigos e parentes. Feche os ouvidos a conselhos, opiniões e fofocas que fazem você se sentir pior do que já está;

- Peça mais “colo” que conselho, e caso seu sentimento por alguns amigos também mudar, se respeite;

- O pontapé inicial da nova etapa é uma arrumação de fora para dentro, uma espécie de “vigília estética”. Arrume-se para ir à padaria ou ao trabalho;

- Mesmo que não tenha vontade no início, procure fazer atividade física. Ela funciona como um antidepressivo natural, alivia as dores e dá uma sensação de bem-estar;

- Resista à tentação de fazer mudanças radicais por um tempo. Transforme o impulso em planejamento, destrinchando-o em pequenos projetos;

- Não assuma qualquer compromisso definitivo nessa fase, nem abra mão de seus direitos legais por impulso. Muito menos por cobranças da outra parte;

- Não tente usar novas relações como muleta. Não há nada de errado com paqueras e encontros casuais, mas investigue suas motivações;

- Amar a si mesmo é preceito bíblico. Seja generoso nos carinhos, nas palavras e nos presentes para si mesmo.


- Um truque para se distanciar da sua dor é olhar para ela como parte de um contexto maior. Pergunte-se o que você aprendeu com o relacionamento que acabou.

Sobre a autora:
Angela Brandão é jornalista e compositora, com um trabalho musical reconhecido por críticos renomados. Junto com Marcelo Lima, ela ganhou recentemente o prêmio de Melhor Canção do Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília 2014 com a música “Bora lá”. Quarentena amorosa é seu primeiro livro.

Sobre o livro:
Quarentena Amorosa, de Angela Brandão
Preço: R$ 29,90 / E-book: R$ 19,90 
Páginas: 192

Formato: 16 x 23 cm

domingo, 29 de março de 2015

Pnud e Unicef selecionam Comunicadores em Brasília

Duas instituições das Organizações das Nações Unidas, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - Pnud e a Unicef lançaram edital de seleção de profissionais de Comunicação para atuação na Capital Federal.

Unicef
Na Unicef o cargo é denominado Marketing Services Assistant, com nível salarial GS6, aproximadamente, R$ 8,168.08. O contrato é pelo prazo de 12 meses, podendo ser renovado.
Os candidatos precisam ser formados em Comunicação Social ou Marketing, ter experiência profissional de, pelo menos, seis anos e ser fluente em Inglês. 
O prazo para candidatura termina no domingo, 12 de abril de 2015
As inscrições em Inglês, deverão ser feitas na página web da instituição e devem contar com uma carta de motivação e pelo preenchimento do formulário UNICEF Personal History Form (P.11) que pode ser baixado em www.unicef.org.br, clicando em seguida em “Quem somos”.

Pnud

A seleção no Pnud é para Consultor em Comunicação Social, com prestação de serviços no ministério da Justiça. O Consultor atuará no desenvolvimento de estratégia de comunicação – com foco em mecanismos digitais – voltada ao fortalecimento da participação social nas políticas e ações voltadas à proteção e defesa dos consumidores.
O candidato deverá ter diploma de conclusão de curso de nível superior, devidamente reconhecido pelo MEC, em pelo menos um dos seguintes cursos: Comunicação Social, Marketing ou Jornalismo. 
É solicitado ainda experiência profissional comprovada de no mínimo cinco anos na montagem e acompanhamento de campanhas em plataformas de mídias sociais e de, no mínimo, três anos no gerenciamento de comunicação através de redes sociais (Facebook, Twitter, Youtube, etc.).
O contrato tem a duração de 9 meses e a remuneração global da consultoria está orçada em R$ 64 mil.
Os interessados devem enviar o CV de 29/03/2015 a 06/04/2015 para o e-mail 
projeto.consumidor@mj.gov.br. No campo “assunto” do e-mail deverá constar à identificação do projeto e o número do edital. Assunto do e-mail: Projeto PNUD BRA/11/008- Edital 06/2015. 
Mais informações, clique aqui.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Monopólio: CNN, The Gardian, Reuters e Financial Times se unem para distribuir informações

FT, CNN, Guardian e Reuters criam aliança programática

Com audiência de 110 milhões, Pangeia espera rivalizar com Google e Facebook


Quatro grandes veículos uniram forças para oferecer acesso ao seu inventário combinado de publicidade online em uma tentativa de competir com plataformas digitais globais como Google e Facebook.

O jornal The Guardian se uniu à CNN Internacional, Financial Times e Thomson Reuters para criar a Pangea Alliance, uma oferta de anúncios digitais para as marcas. A plataforma utilizará tecnologia programática para viabilizar o acesso à audiência dos portais que, juntas, contabilizam 110 milhões de usuários. The Economist, Hearts UK e Time Inc. também estão providenciando acesso ao seu inventário de anúncios.

A compra programática é, muitas vezes, associada a fraudes de anúncios e inventário ruim mas a Pangea tem a intenção de garantir às marcas que os anúncios serão posicionados ao lado de conteúdo de qualidade.

O serviço será lançado em versão beta no mês que vem. Cada um dos veículos irá colaborar com 10% de seu inventário de anúncios para a sociedade.

Em comunicado, o The Guardian afirma que um quarto da audiência da aliança é composta pelas classes sócio-econômicas mais abastadas e um quinto é representada por C-suit executives, com leitores espalhados pela América do Norte, Europa, Oriente Médio e Ásia.

Pangea é o nome do supercontinente que existiu há 300 milhões de anos, quando Europa, América, África, Austrália e Índia eram unidos.

Durante a fase beta, a plataforma será gerenciada por representantes de todos as empresas. Quando estiver operando plenamente, o plano é dispor de time de vendas para oferecer anúncios, sem substituir os canais de vendas dos veículos envolvidos.

“Enquanto o mundo se torna mais complexo e conectado, Pangea dará aos anunciantes uma solução programática para exercer influência em escala, permitindo que eles evoluam em um mercado cada vez mais fragmentando por meio da tecnologia mais avançada de anúncios”, afirma Tim Gentry, diretor global de receita do Guardian News & Media e da Pangea. “A singularidade da Pangea é a qualidade de seus parceiros. Sabemos que a confiança é o maior condutor das marcas, então nos unimos para aumentar os benefícios da publicidade em ambientes que estão engajados em entregar campanhas criativas e de ponta em formatos avançados de tecnologia”, completa.

O Quadrant One, uma tentativa parecida de The New York Times, Tribune, Hearts e Fannett, fechou em 2013, mas o La Place Media na França, que reúne Amaury Media, FigaroMedias, Lagardère Publicité e TF1 está em operação desde 2012. The Danish Publisher Network e Czech Publisher Exchange também têm plataformas similares.

Rani Raad, chefe do escritório comercial da CNN Internacional disse em um comunicado: “Na área de rápido desenvolvimento que é a de comércio programático, faz sentido que colaboremos com outros veículos líderes para termos a vantagem de um primeiro impulso por meio de uma aliança global poderosa”.

A Rubicon Project irá providenciar a tecnologia necessária para o empreendimento. Jay Stevens, gerente geral da empresa, afirma em um comunicado: “Esse é o sexto coletivo de imprensa que recebe nossaa assistência, unindo veículos concorrentes para oferecer aos compradores ao redor do mundo um alcance sem precedentes a audiências com dados valiosos. Enquanto a indústria se consolida com um número crescente de anúncios planejados e compras nas mesas de negociação das agências, essas alianças possibilitam que as marcas de mídia colaborem e concorram por uma parte do share dos planos de mídia contra players digitais globais, como Google, Facebook e LinkedIn.”

sábado, 21 de março de 2015

Rádio Nacional: Em Brasília, FM tira do ar Choro Livre


Por Ivan Sergio Santos



Henrique Filho, o Reco do Bandolim, músico, jornalista e presidente do Clube do Choro de Brasília, trabalhou por mais de 30 anos na Rádio Nacional. Nos últimos 20, apresentando o programa “Choro Livre”, veiculado aos domingos, no qual entrevistava instrumentistas e divulgava a obra de grandes compositores da MPB.
Pelo microfone do programa passou gente do calibre de Radamés Gnatalli, Sivuca, Cartola, Paulo Moura, Nelson Cavaquinho, Paulinho Nogueira, Dominguinhos e João Nogueira, só para citar os que não estão mais entre nós. (Alguns desses depoimentos foram apagados em gestões anteriores da Rádio Nacional, sob o argumento de que, por uma questão de economia, as fitas precisavam ser reutilizadas.)
No final de 2014, Reco se aposentou. Antes que isso acontecesse, porém, alertou a direção da rádio e disse do seu interesse em continuar fazendo o “Choro Livre”, uma das grifes mais tradicionais e bem sucedidas da grade da emissora. Foi então aconselhado a apresentar proposta nesse sentido, já agora na condição de prestador de serviço, o que viabilizaria a continuidade do programa.
A proposta foi encaminhada há quase um ano e não obteve resposta da direção da Rádio Nacional. Com a aposentadoria do Reco, o “Choro Livre” saiu do ar sem que ele e os ouvintes recebessem qualquer comunicação. Instada por apreciadores do programa, a ouvidoria da rádio manifestou da seguinte forma:
“O programa Choro Livre saiu da grade da nossa programação por impossibilidade de manter sua produção, uma vez que seu produtor e apresentador, Henrique Filho, se desligou da Empresa. Contudo, por reconhecer a importância deste gênero musical para a Música Popular Brasileira, estamos trabalhando no sentido de estrear um novo programa, trazendo o melhor do choro brasileiro para a Nacional FM. Até lá, o choro continuará fazendo parte das nossas planilhas musicais, como sempre esteve."
Nas redes sociais, várias manifestações foram veiculadas sobre a retirada do “Choro Livre” da programação da Rádio Nacional:
Prezado Sr. Ouvidor da EBC, Foi com imenso pesar que recebemos a notícia que há cerca de 45 dias, foi retirada da programação da Rádio Nacional FM, 96,1 MHz, de Brasília, o tradicional programa Choro Livre, produzido e apresentado por Reco do Bandolim, há mais de 20 anos. Ações como esta sempre representam um duro golpe na nossa já tão maltratada cultura brasileira pois programas desta qualidade se tornam cada vez mais raros. Diante de uma avassaladora sanha de exploração financeira da ignorância e do despreparo de grande parte da nossa população seria de esperar-se que pelo menos instituições como a EBC se abstivessem desta prática nefasta de acabar com programas de qualidade que contam com a audiência qualificada de um grande número de músicos e simpatizantes que assim como eu estão a lamentar o ocorrido. De qualquer modo aqui fica o registro do nosso protesto e a esperança de que o bom senso ainda prevaleça no sentido da completa reversão deste acontecimento. Atenciosamente, João Pedro Borges (violonista, professor e Diretor Geral da Escola Municipal de Música de São Luís-MA) “Caros membros da ouvidoria da EBC, Venho através desse email, pedir para que voltem com o "Programa Choro Livre" dentro programação normal da EBC. O "Programa Choro Livre"é de importância fundamental para a cultura do DF, de Brasília e do Brasil.Não cometam esse equívoco contra uma das expressões musicais mais ricas e fortes de todo mundo que é o Choro brasileiro, repensem com carinho pois se trata da preservação de um gênero que formou grandes gênios da música mundial. Reco do Bandolim luta por essa causa a muitos anos e é um artista altamente preparado para apresentar esse programa que trata e retrata tão bem o nosso choro. Desde já agradeço a atenção e espero realmente que façam a coisa certa, defendam e cuidem da nossa cultura. Sem ela, nosso país não tem alegria, não tem alma, não tem nada. Um abraço! Rogério Caetano (violonista, arranjador e produtor)
“Caros diretores da rádio, fiquei muito triste com a notícia do fim do programa livre comando pelo querido Reco do Bandolim . Já fui entrevistada algumas vezes no programa e adoro ouvir as estórias e histórias de meus colegas músicos participantes do movimento do Choro brasileiro.
Que pena ! Daniela Spielmann (Saxofonista / Arranjadora /Compositora /Professora)
“Quero deixar aqui meu protesto em desagravo ao término do Programa "Choro Livre" realizado na emissora: Radio Nacional FM DF. produzido e apresentado pelo músico, produtor, radialista, jornalista, presidente do "Clube do Choro" de Brasília, de nome artístico; "Reco do Bandolin", cujo credenciais acima, impõe a importancia e nível de qualidade da programação interrompida. Na certeza de que deixará uma importante lacuna no nível de qualidade na grade de programação da Nacional FM, deixará também igualmente frustrado o enorme e fiel público ouvinte desse precioso programa. Diante do triste e frustrante fato, gostaria atraves deste e-mail reiterar a continuidade do programa que determina o maior teor cultural no gênero,sendo de alto benefício social à todos nós, preservando memória do que se produziu e produz de melhor no cenário artístico-cultural da música popular brasileira. O programa leva no seu bojo, altíssimo teor em termos de visibilidade para a instituição, como também para Cidade (BSB) por todo Brasil, atingindo também caráter internacional em função do que atrai o formidável trabalho desenvolvido nos eventos do "Clube do Choro". Em nome do que represento na Música Popular Brasileira, gostaria que se fizesse chegar às mãos do responsável pela programação da prestigiosa emissora, na esperança de um retratamento, e o breve retorno do importantíssimo programa. Com minhas saudações, Hélio Delmiro ( Músico - Compositor - Produtor Artístico)
“Meu amigo querido, Acabo de tomar conhecimento do absurdo cancelamento do Programa Choro Livre. Tive o prazer e a honra de participar de seu programa, inúmeras vezes e sou testemunha do valor inestimável do Choro Livre para a cultura e a música deste país. Já compartilhei o post de Ruy Godinho no meu perfil do Face Book e quero me colocar a sua disposição para o que for preciso. Vamos a luta! Choro Livre é patrimônio cultural brasileiro. É precioso. Beijos solidários Gilson Peranzzetta (pianista, compositor e arranjador)
“Prezados Senhores, Com grande pesar soube da triste noticia do fim do programa Roda de Choro, do colega de profissão, Reco do Bandolim. Sendo a EBC uma empresa pública, sinto-me no direito e no dever de protestar e solicitar que a decisão seja revista. O choro - mais antigo e rico gênero instrumental brasileiro - respeitado mundialmente e verdadeira fonte de divisa nacional, merece essa consideração e respeito, sobretudo dos orgãos públicos de cultura. Desconheço os motivos que ocasionaram essa decisão, mas deixo aqui lavrado meu protesto e pedido de reversão da situação. Não podemos permitir que a cultura brasileira perca ainda mais espaço! Atenciosamente, Luciana Rabello (cavaquinista, professora e produtora cultural)
“Manifesto meu total repudio à suspensão do Programa Choro Livre de Reco do Bandolim, um verdadeiro memorial de uma música brasileira que foi exaltada de maneira grandiosa por Heitor Villa-Lobos!!! Meu abraço fraterno ao Clube do Choro e a todos que dele fazem parte. Turibio Santos (violonista)
A Cultura Brasileira resiste por teimosia e pelo ânimo de milhares de artistas, ativistas e produtores que a transformam em bandeira de luta, atentos aos ataques multilaterais, pluripartidários e institucionais do poder dominante. Perdemos cinemas e teatros para igrejas de alto poder econômico; nossa música de qualidade perde espaços nas rádios para a música de fácil consumo e repertório estrangeiro; programas culturais são substituídos por entretenimento do mais baixo nível em nossas tevês. E outros descalabros. A rádio e a TV Câmara, que destinam até o presente, parte de sua programação à cultura, estão ameaçadas pela vertente evangélica da Câmara Diretora, sob as diretrizes do presidente Eduardo Cunha, amplamente divulgadas, que prometem transformar aquelas emissoras públicas em veículos à serviço de suas ideologias, que obviamente não incluem a cultura. Enquanto na rádio e TV Câmara os prejuízos ainda estão no nível de ameaça, na EBC o ataque imensurável ao Choro, como gênero, já está concretizado. Há cerca de 45 dias, foi retirada da programação da Rádio Nacional FM, 96,1 MHz, de Brasília, o tradicional programa Choro Livre, produzido e apresentado por Reco do Bandolim, há mais de 20 anos. Reco, um verdadeiro baluarte da cultura nacional, por seu envolvimento na manutenção, difusão e revitalização do Choro no Brasil, a partir do trabalho que desenvolve no Clube do Choro de Brasília e na Escola de Brasileira de Choro Rafael Rabelo, não merece essa desfeita. Não podemos assistir a tudo isso sem um desagravo, sem um protesto, sem uma manifestação em defesa do Choro por parte de artistas, instrumentistas, amantes do choro e ouvintes do tradicional programa cultural. Apenas substituí-lo por uma programação que inclui Choros, nos priva das entrevistas reveladoras, das informações culturais interessantes e das curiosidades que permeiam as coxias da produção musical chorística, apresentados por Reco de forma competente e agradável. E-mails podem e devem ser emitidos para a ouvidoria da EBC: ouvidoria@ebc.com.br; posts devem ser publicados no Facebook e outras mídias a favor do retorno do Programa Choro Livre à programação da Nacional FM, de Brasília. A quem se indignar diante da incongruência desta instituição pública e se dignar a protestar, sugerimos emitir cópia oculta em desagravo ao Reco do Bandolim, por intermédio do endereço eletrônico: recodobandolim@gmail.com. Amigos do Programa Choro Livre

Rádio Nacional: no Rio, crise se agrava e programas ao vivo são substituídos

Por Hélio Almeida, publicado originalmente em O Dia.

A falta de condições de trabalho pode silenciar a Rádio Nacional, que já recebeu em seus estúdios nomes da música brasileira como Cauby Peixoto, Dalva de Oliveira e Francisco Alves. Os funcionários acusam a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), dona da emissora, de não cumprir normas do Ministério do Trabalho (MT). Para não encerrar as atividades, os programas ao vivo foram substituídos desde quarta-feira por músicas gravadas. A EBC, por sua vez, disse que está solucionando os problemas.
Há cerca de dois anos, a rádio funciona de forma provisória e precária no prédio da TV Brasil, também da EBC, na Lapa, que já passava por dificuldades. Tanto os funcionários da TV quanto da rádio relatam atraso de salários, banheiros interditados, falta de bebedouros, extintores de incêndio vencidos e ar-condicionados quebrados desde novembro. A Rádio MEC, que ficava preto da Central, foi para a Rua Gomes Freire.
“No estúdio a temperatura chega a mais de 35 graus num espaço sem janela e coberto por espuma acústica”, disse uma funcionária, que prefere não se identificar e está sem salário há dois meses. Os mesmos problemas já existiam na sede, próximo a Região Portuária.
O Sindicato dos Radialistas do Rio notificou a EBC, nesta quinta-feira, por não cumprir normas do Ministério do Trabalho. De acordo com Miguel Walter da Costa, presidente da entidade sindical, a empresa pública não está respeitando a norma do Ministério, na qual prevê condições mínimas de conforto térmico.
“A irregularidade vem acarretando prejuízos a saúde dos trabalhadores por causa do ar-condicionado que não está funcionando”, informou Costa. O Sindicato dos Jornalistas havia entregado um relatório ao MP sobre a precarização de diversos de veículos de comunicação, entre eles a Rádio Nacional.
Os funcionários da rádio esperam voltar o quanto antes para a sede, que fica nos três últimos pavimentos do histórico Edifício A Noite, na Praça Mauá. O imóvel de 22 andares e 102 metros de altura é o primeiro arranha-céus do país e foi tombado em abril de 2013.
Refrigeração normalizada
Procurada, a EBC informou que uma pane afetou os sistemas de refrigeração das instalações da Rua Gomes Freire, que se encontram em fase de manutenção, e que deverá ser restabelecido completamente até este sábado.
“Nessa data, as emissoras de rádio, que operam em sistema de play list, terão suas programações normalizadas”, disse.
Ainda segundo a empresa, quatro banheiros passaram por manutenção ou reforma e desde o começo desta semana foram trocadas as velas dos filtros de água existentes nas copas. Está em tramitação na empresa o processo que vai permitir a recarga dos extintores fora de validade. Sobre atrasos no pagamento de salários, o débito é feito via Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos do Governo Federal.

Em relação ao prédio da Praça Mauá, a EBC informou que tem buscado solucionar a situação do Edifício A Noite, junto ao INPI. “O imóvel pertence à União e encontra-se fechado aguardando processo de obras”.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Brasil entre os 10 países com mais conteúdo impróprio para crianças na internet

Pesquisa realizada por fabricante de antivírus aponta que ‘chats’ e pornografia são os principais problemas no país.

Por Sérgio Matsuura, em O Globo

Há tempos que a internet não é espaço frequentado apenas por adultos, mas, sendo a rede livre, os conteúdos estão abertos para todos, independente da idade, à distância de um clique.
Relatório elaborado pela Kaspersky, especializada em segurança digital, aponta que mais de 1,5 milhões de usuários do software de controle parental da empresa se depararam com conteúdo inadequado para crianças ao menos uma vez no ano passado. E o Brasil está em 8º na lista de países mais afetados.

Desse universo de 1,5 milhões de internautas, 68,5% se depararam com conteúdos considerados “perigosos”, incluídos nas categorias “conteúdo adulto (pornografia)”, “violência”, “armas”, “álcool e narcóticos”, “jogos de azar”, “linguagem obscena”, “acesso anônimo” e “chats”.

domingo, 8 de março de 2015

Livro sobre Comunicação Pública é lançado em Brasília

Livro defende a comunicação pública como condição à inclusão política.

O livro Comunicação Pública e Inclusão Política – reflexões sobre cidadania ativa e democracia participativa será lançado nesta quarta-feira (11/3), às 20 horas, no restaurante Feitiço Mineiro, na quadra 306 Norte, em Brasília. 
O livro, de autoria do jornalista e professor da Universidade de Fortaleza, Alberto Perdigão, traz 38 artigos e duas entrevistas sobre comunicação pública, televisão pública e ciberdemocracia, publicados em jornais e sites, nos últimos quatro anos.
Em Comunicação Pública e Inclusão Política (170 páginas), Perdigão analisa os novos comportamentos dos governos e dos cidadãos diante das possibilidades de diálogo político proporcionadas pelas tecnologias da informação e comunicação. 
O livro traz prefácio de Cosette Castro, professora da Universidade Católica de Brasília, e apresentação de Gilmar de Carvalho, da Universidade Federal do Ceará. O autor autografará o livro no local.
“Este é um livro sobre comunicação? Não, é sobre política, seja pelo seu conteúdo, seja pela atitude de fazê-lo”, explica o autor que se diz “um militante” da comunicação pública. “Ele (livro) surge no contexto das novas tecnologias e da comunicação pós-massiva, que ensejam a comunicação desintermediada, a autoria, a colaboração, a interconectividade, novas intersubjetividades e novas relações de poder”, explica o autor.

Para mais detalhes sobre o livro, leia:

Livro desvenda a Comunicação Pública para iniciantes