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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Concurso da Assembléia Legislativa do RGN vai selecionar jornalista


A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte vai realizar concurso público para preencher 85 vagas de níveis médio e superior e com salários que variam de R$ 2.609,48 a R$ 17.025,00. O edital ainda não saiu, mas as informações preliminares apontam que haverá uma vaga para analista legislativo/Jornalismo.
Ainda não foi informado em que área será lotado este profissional, já que além da assessoria de imprensa tradicional, o Legislativo Potiguar opera uma TV Assembléia e uma rádioweb e edita a revista Leia. 
A AL-RGN já está licitando a empresa que vai realizar o que será o primeiro concurso público da história daquela Casa. A previsão éque até o final do março seja lançado o edital e que as  provas sejam realizadas até junho. 
Assim, os coleguinhas tem tempo para se preparar para atuar num dos setores que mais tem crescido, em termos de mercado de trabalho, que é a comunicação legislativa.
Ainda no campo da Comunicação, a  AL-RGN vai selecionar três operadores de som, que serão enquadrados em nível médio. 

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Jornalistas acusam Assembléia do Paraná de limitar trabalho da imprensa

Izabela Vasconcelos, do Comunique-se

Os jornalistas que cobrem as atividades da Assembleia Legislativa do Paraná reclamam de restrição no acesso ao plenário da Casa. O regimento interno permite o acesso apenas dos deputados, mas havia uma liberação para que cinegrafistas e fotógrafos pudessem registrar imagens no espaço do plenário. Ontem (28/04) essa liberação foi retirada.
A regra já é conhecida, por isso os repórteres acompanham as sessões dentro do plenário, mas separados por um vidro. Os questionamentos vieram depois que a Mesa Executiva decidiu seguir à risca o regimento e retirar a liberalidade para que os fotógrafos e cinegrafistas tivessem acesso integral ao plenário. A ordem partiu do 1º vice-presidente da Assembleia, deputado Antonio Anibelli (PMDB). De acordo com a Casa, o político tomou a decisão por supostos excessos dos profissionais da imprensa.
"Os cinegrafistas e os fotógrafos antes podiam filmar no plenário. Antes eles tínham mais facilidade para chamar os deputados, fazer imagens deles, agora é atrás de um vidro", explicou o repórter Ivan Santos, do portal Bem Paraná.
O jornalista disse que quando chegou à Assembleia ontem, a porta de acesso ao plenário estava fechada, com um segurança em frente.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná, Márcio Rodrigues, disse que os profissionais jamais desrespeitaram os políticos da Casa e irá solicitar que a Mesa Executiva volte à liberação.
"Vamos soltar uma nota hoje no site e enviar uma solicitação, para que a Casa volte a permitir o acesso dos fotógrafos e cinegrafistas. Dá pra produzir imagens, mas não dá pra fazer de todos os ângulos, com fácil acesso, o que limita o trabalho", afirmou.
Segundo Rodrigues, o clima entre os deputados e os jornalistas da cidade ficou um pouco tenso depois que a Rede Paranaense de Comunicação (RPC) passou a divulgar supostas irregularidades da Casa, em uma série chamada "Diários Secretos".
De acordo com a diretoria de comunicação da Assembleia, houve um "grande mal entendido" e "factóide". A Casa informou que apenas segue o regimento interno, que não permite o acesso integral ao plenário a pessoas que não sejam funcionários da Assembleia, mas garantiu que voltará a permitir o acesso dos fotógrafos e cinegrafistas. O órgão disse também que os demais jornalistas assistem as sessões no Comitê de Imprensa, mas têm o auxílio de um assessor, que convoca os deputados solicitados pelos repórteres.

domingo, 12 de julho de 2009

Utilização de TVs se espalha pelas Assembleias do País

Custo para o contribuinte em 2009 será de pelo menos R$ 58 milhões, segundo levantamento do Estado.

Por SILVIA AMORIM, ALEXANDRE RODRIGUES, THIAGO DÉCIMO, LIEGE ALBUQUERQUE, ANGELA LACERDA, EVANDRO FADEL, EDUARDO KATTAH, RICARDO RODRIGUES e ELDER OGLIARI, do Estadão Online, em 12/07/2009.

Poderoso instrumento para promover a imagem do Legislativo, as TVs Assembleias estão presentes em três de cada quatro Parlamentos estaduais do País. Criadas para dar maior transparência ao trabalho dos deputados, elas custarão pelo menos R$ 58,4 milhões aos cofres públicos em 2009. Mas é justamente a falta de transparência, em particular na gestão dos recursos utilizados, a maior deficiência desses órgãos, considerados verdadeiras caixas-pretas.
A despesa com esses canais é quase o Orçamento da Assembleia do Tocantins. Mas isso é apenas uma parte dela. De um total de 20 casas legislativas estaduais detentoras de TVs parlamentares, 7 (Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte) não informaram ao Estado a previsão de gastos para 2009. A falta de publicidade não acaba aí. No caso das outras 13, o acesso aos dados financeiros somente foi possível mediante solicitação da reportagem, porque eles não aparecem discriminados nos orçamentos. Entram, em geral, no bolo de despesas com comunicação, que incluem diversos outros serviços.
O assunto despertou o interesse do setor acadêmico. Uma tese de doutorado inédita sobre o impacto dessas TVs no comportamento parlamentar, defendida em março deste ano na Universidade de Campinas (Unicamp), alertou para o problema. "Todas as TVs que estão em atividade, sem exceção, são financiadas com verba pública. Portanto, o acesso à informação sobre o custo delas deveria ser aberto e fácil", diz a cientista social Márcia Jardim.

RECENTE E RESTRITA

Esse tipo de canal é uma experiência recente e ainda restrita no Brasil. Surgiu com a regulamentação das TVs a cabo e a reivindicação dos parlamentares por um canal imparcial e equilibrado que fizesse um contraponto à cobertura da imprensa, acusada por eles de dar mais espaço às denúncias do que à produção legislativa.
A pioneira foi a Assembleia de Minas Gerais, cuja TV completará em novembro 14 anos no ar. Saiu na frente até mesmo das TVs Câmara e Senado. Hoje apenas sete Estados não têm TV Assembleia. Em geral, só têm acesso às emissoras legislativas assinantes de TV paga. Apenas cinco Assembleias conseguiram espaço na TV aberta.
A gestão é, sem dúvida, o ponto mais questionável desses órgãos. Sem regras preestabelecidas, cada Assembleia monta o seu modelo, cujos pilares Marcia questiona. "O primeiro é o fato de os dirigentes dessas TVs serem pessoas nomeadas pela presidência das Casas, o que, em princípio, pode colocar em dúvida a independência da programação. Segundo, acho que, para um controle social melhor dessas estruturas, era preciso haver um conselho fiscal e editorial", afirmou.
Hoje as TVs ficam suscetíveis à vontade dos deputados. É comum o abre e fecha dessas emissoras a cada troca de Mesa Diretora. A Assembleia de Rondônia, por exemplo, já teve uma TV legislativa, que hoje está fora de operação. Outro caso flagrante de ingerência aconteceu na Câmara dos Deputados na gestão do presidente Severino Cavalcanti (PP-PE) em 2005. Insatisfeito com uma entrevista em que ele gaguejou e foi ao ar ao vivo na TV Câmara - caindo no You Tube - , Severino afastou a diretora da TV.
"São todas casas políticas e as TVs ainda dependem muito da visão da Mesa", admite a presidente da Associação das TVs e Rádios Legislativas (Astral), Lúcia Helena Vieira. Sobre a falta de transparência das finanças dessas emissoras, Lúcia diz que é "uma cultura ainda a ser combatida".

PROGRAMAÇÃO

Todas as TVs são obrigadas a veicular, sem cortes e ao vivo, as sessões em plenário. Isso é cumprido à risca. Mas, em nome da boa imagem do Legislativo, os técnicos sempre evitam mostrar descomposturas, como uma soneca ou um dedo no nariz. Os deputados mais vaidosos pedem para serem enquadrados no seu melhor ângulo.