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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Google já atua como provedora de TV paga nos EUA

De Medioslatinos

A través de sucesivos lanzamientos, Google sigue mostrado sus claras intenciones de convertirse en un actor de peso en el negocio de la TV. A la adquisición de Youtube, se sumaron luego Google TV y, más recientemente, dispositivo multimedia Nexus Q. El último paso de la empresa es un proyecto piloto para implementar un servicio de internet y TV paga. Google Fiber fue lanzado este jueves en la ciudad estadounidense de Kansas y promete revolucionar el ambiente de la televisión por suscripción.
En efecto, el servicio cuenta con una conexión a internet 100 veces más rápida que la que existe actualmente en el mercado, con velocidades de descarga de un gigabyte por segundo, según directivos de la compañía. Aprovechando esta velocidad impresionante, Google Fiber dará acceso a 161 canales de TV paga, entre los que destacan señales de NBC Universal Comcast, Viacom o Discovery Communications, así como servicios de video bajo demanda como Netflix o Starz Liberty. 
La empresa todavía se encuentra en negociaciones con cadenas como Fox, Time Warner o Walt Disney Company. El servicio tendrá un costo de 300 dólares de instalación y una cuota mensual de US$ 70 para internet y US$ 120 para el paquete de internet y televisión. También ofrecerá un terabyte de almacenamiento en la nube, un decodificador y DVR con hasta 500 horas de almacenamiento en HD y, de manera promocional, una Tablet Nexus 7. 
"Internet es una enorme fuerza positiva y, sin embargo, estamos en una encrucijada", declaró durante el evento de lanzamiento el director financiero de Google, Patrick Pichette. Según el directivo, las velocidades de conexión se han "estancado" desde el 2000. "En Google creemos que no hay necesidad de esperar", concluyó Pichette.

Información publicada en el sitio web de Todo TV News. Para más detalles haga click aquí

Depois da TV Paga, vem ai a rádio por assinatura

Os serviços de comunicação, que tradicionalmente no Brasil eram públicos e gratuítos ao espectador e aos ouvintes, migram cada vez mais para o modelo pagou, assisitiu. A novidade agora é o rádio que também segue a onda dos canais pagos de TV. Pagou, ouviu.
O meio rádio sempre teve um papel fundamental em disseminar tanto as novidades musicais como as notícias em primeira mão. Ele está presente no cotidiano das pessoas, no conforto do lar, nos estabelecimentos comerciais, em nossos carros e nos aparelhos de celulares. Isto demonstra o caráter de sua versatilidade e também a relevância como meio de comunicação rápido e eficaz.
Partindo de uma avaliação própria, de que o rádio no Brasil carece de "uma programação mais ousada e de novos estilos musicais que ampliem os horizontes," a empresa De Pieri Comunicação decide lançar a primeira e única Rádio por Assinatura do Brasil.

"O chamado branding musical necessita de uma profunda transformação, onde as músicas lentas, desanimadas e repetitivas não beneficiam mais o formador de opinião. A música como conteúdo e ligada com o que tem de mais contemporâneo em tendência musical, destinada para pessoas com bagagem cultural e para PDV é a nova inspiração do mercado" - diz o informe da empresa.
 
A Rádio por Assinatura opera através de um sistema próprio de transmissão ponto a ponto que possibilita conectar de qualquer lugar ou local, dispensando o sinal de satélite ou antenas.
Segundo a empresa, há uma ausência de um produto destinado a esse público, que é muito exigente. 
Um audiorelease sobre esta iniciaticva está a disposição aqui.


Mídia e Política na América Latina é tema de seminário na UnB

As aulas acontecem de 13 a 17 de agosto e serão ministradas pelo Prof. Julián Durazo Herrmann, da Universidade de Québec em Montréal.

De 13 a 17 de agosto será realizado na Faculdade de Comunicação da UnB o seminário II Seminário de Mídia e Política: contexto latino-americano. As aulas acontecem das 14h às 18h. Quem ministra o curso é o professor Julián Durazo Herrmann, da Universidade de Québec em Montreal (Canadá).

O público-alvo do curso são profissionais, professores e alunos das áreas de Comunicação, Ciência Política e Sociologia. O objetivo do o Seminário é estudar o papel da mídia nas transformações políticas recentes na América Latina para explorar as ligações entre comunicação pública e democracia no espaço local. O foco é o processo de transição para a democracia, com seus avanços, problemas, paradoxos e ambiguidades, em alguns estados (ou províncias) das três grandes federações latino-americanas: Argentina (Corrientes e San Luis), Brasil (Bahia) e México (Oaxaca e Puebla).
                                                 
O seminário é uma parceria do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política (Nemp/UnB), o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade de Brasília e o departamento de Ciência Política da Universidade de Quebec em Montreal.

As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de agosto na secretaria do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UnB. A taxa é R$ 100,00 para participantes externos. Estudantes da UnB não pagam inscrição e terão direito a 2 créditos após a conclusão do curso. O número de vagas será limitado a 30 e os participantes terão direito a um certificado.

Serviço
II Seminário de Mídia e Política: contexto latino-americano.
Prof. Julián Durazo Herrmann, da Universidade de Québec em Montreal (Canadá).
Data: 12 a 17 de agosto, das 14h às 18h
Local: Programa de Pós-graduação em Comunicação da UnB
Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro - ICC Norte, Faculdade de Comunicação Subsolo, Sala ASS 633

Programa do Seminário

1. Mídia e política
      Robert Dahl, Poliarquia, São Paulo, EdUSP, 2005 (1971) cap. 1.
      Robert McChesney, Rich Media, Poor Democracy, Urbana, University of Illinois Press, 1999, pp. 1-77.
Temas de discusão:
     Definição de democracia
     Democracia e informação
     As distintas formas da mídia na política
     Informação vs. propaganda
 
2. Enclaves autoritários subnacionais
      Rogelio Hernández Rodríguez, El centro dividido. La nueva autonomía de los gobernadores, México, El Colegio de México, 2008, pp. 267-321.
      Carlos Gervasoni, “Measuring Variance in Subnational Regimes: Results from an Expert-Based Operationalization of Democracy in the Argentine Provinces”, Journal of Politics in Latin America, 2:2 (2010), pp. 13-52, online: <www.jpla.org>.
Temas de discusão:
     Avaliar sistemas políticos subnacionais
     Atores e instituições subnacionais
     Hibridação  
     Regimes autoritários subnacionais

3. Argentina
      Jacqueline Behrend, “The Unevenness of Democracy at the Subnational Level: Provincial Closed Games in Argentina”, Latin American Research Review, 46 (2011), pp. 150-176.
      Edward Gibson, “Boundary Control: Subnational Authoritarianism in Democratic Countries”, World Politics, 58 (2005), pp. 101-132.
Temas de discusão:
     Dominação tradicional/familismo
     Boundary control
     O papel da federação
     Mídia impressa

4. México
      Julián Durazo Herrmann, “Neo-Patrimonialism and Subnational Authoritarianism in Mexico. The Case of Oaxaca”, Journal of Politics in Latin America, 2:2 (2010), pp. 85-112, online: <www.jpla.org>.
      Opcional: Eduardo González Castillo, Jeunesse, activisme culturel et espace urbain à Puebla, tesis, Université Laval, Québec, 2009, pp. 253-282.
Temas de discusão:
     Neo-patrimonialismo
     Heterogeneidade social
     Violência política
     Mídia alternativa

5. Brasil
      Julián Durazo Herrmann, “From ACM to Wagner: Reflections on Regime Change in Bahia”, manuscrito inédito.
      André Borges, “Já não se fazem mais máquinas políticas como antigamente: competição vertical e mudança eleitoral nos estados brasileiros”, Revista de sociologia política, 18:35 (2010), pp. 167-188.
Temas de discusão:
     Máquinas políticas
     A distinção meio urbano/rural
     Mídia local/mídia nacional
     Continuidade e mudança

Movimento dos países Não-Alinhados monta agência de notícias

Da Prensa Latina, publicado anteriormente em Irã News

O Irã apresentou nesta quarta-feira (1º/7) oficialmente a agência internacional de notícias do Movimento dos Países Não-Alinhados (MNOAL), enquanto avançam em Teerã os preparativos para realizar a 16ª cúpula da organização, em fins de agosto.
O vice-chefe de Comunicações e Relações Públicas da conferência cúpula do movimento, Mohammad Sheikhan, liderou a cerimônia realizada no escritório presidencial e destacou o objetivo de que o novo meio seja o "mensageiro da paz e da justiça no mundo".

Sheikhan destacou o papel que os meios de comunicação em massa desempenham no mundo moderno e expressou confiança de que a agência sirva para contrabalançar a hegemonia das grandes corporações.

Em relação ao tema, o vice-chefe deplorou que numerosas empreas econômicas, sistemas hegemônicos e potências mundiais procurem manter sob jugo seus meios "para impor suas ideias e pensamentos corporativistas à comunidade internacional".
"Em contraste, surgiram certos meios de comunicação graças ao despertar das nações ansiosas pela prosperidade e aperfeiçoamento da sociedade humana", afirmou.
Sheikhan também manifestou a esperança de que a recém criada agência contribua para preparar o terreno para um "movimento informativo" e para a promover o lema da 14ª Conferência Cúpula de chefes de Estado e de Governo do Movimento.
Sob o título "Paz sustentável sobre a base de um gerenciamento global conjunto", a conferência será aberta em Teerã em 26 de agosto, para especialistas, e será concluída no dia 31 do mesmo mês, após encerrar as reuniões dos ministros de Relações Exteriores e chefes de Estado.
Com quase a totalidade dos convites entregues aos chefes de Estado, um dos últimos ao presidente do Iraque, Jalal Talabani, o Irã acredita que a reunião trianual reforçará seu posicionamento a nível internacional e a solidariedade entre os 118 Estados que participam do MNOAL.
Os organizadores da conferência lembram que o objetivo do fóro dos países do terceiro mundo, como indicou a declaração de Havana durante a 6ª Cúpula em 1979, é assegurar "a independência nacional, a integridade territorial e a segurança dos países não alinhados".
A República Islâmica receberá a presidência dos Não Alinhados das mãos do Egito, tornando o recém eleito presidente Mohamed Morsi, um islamista moderado, em um dos visitantes mais aguardados da reunião.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Equador: governo não mais anunciará em mídia privada


Agência ANDES, publicada anteriormente no Iran News


Presidente Correa: Por que com dinheiro do povo equatoriano vamos beneficiar seus negócios?

O governo do Equador não colocará mais publicidade nos meios mercantis COM FINS LUCRATIVOS do país. Esse foi o anúncio que o presidente Rafael Correa comunicou durante o Enlace Ciudadano 282.
O presidente recordou que faz seis semanas instou os meios de comunicação que fazem oposição ao governo a rejeitar voluntariamente  a publicidade que este divulga em seus espaços e páginas.
Nessa ocasião, pediu aos canais de televisão, rádios e jornais que constantemente questionam, sem fundamento, coisas como a suposta falta de liberdade de expressão no país, enviem uma comunicação manifestando sua vontade de não receber publicidade oficial.
A pesar do tempo transcorrido, essa comunicação não chegou e representantes dos meios como El Comercio ou Ecuadoradio (Radio Quito), afirmaram que não conheciam oficialmente o assunto.
Inclusive o presidente da Associação Equatoriana de Editores de Periódicos, Diego Cornejo, numa entrevista radiofônica, disse que não enviarão nenhuma carta renunciando à publicidade oficial porque “vai contra a lógica do negocio" e acrescentou que em todo caso o governo pode fazer uso da opção de retirar seus anúncios. O presidente se mostrou satisfeito de que Cornejo tenha reconhecido publicamente que os meios de comunicação são um negócio e sua lógica é fazer dinheiro e aceitou a opção do governo de retirar a publicidade oficial dos meios mercantilistas para ver se o fazem por convicção ou pelo negócio da comunicação.
"Para quê vamos seguir enchendo os bolsos de meia dúzia de famílias quando claramente nos dizem que antepõem seus negocios ao direito do público de estar bem informado. Então, por quê com o dinheiro do povo equatoriano vamos estar beneficiando esses negocios?”, insistiu Correa.
Diante disso, o gobernante indicou que efetivamente o Executivo fará uso dessa opção e que nesse contexto dispõe ao Secretário Nacional de Comunicação, Fernando Alvarado, que de agora em diante não se envie publicidade oficial aos meios mercantilistas pois não temos por quê, com o dinheiro dos equatorianos, beneficiar o negócio de seis famílias deste país.

Rádio dos Trabalhadores: Emissoras entrarão no ar em breve


Rádio dos Trabalhadores: Emissoras entrarão no ar em breve
A promoção dos direitos humanos, da cidadania e da democracia formarão a base da programação da Rádio dos Trabalhadores, que em breve entra no ar em três emissoras com o nome de Rádio Brasil Atual.   Duas emissoras são concessões em forma de rádios educativas da Fundação Sociedade Comunicação, Cultura e Trabalho, a mesma que coordena a TVT e é mantida pelo Sindicato. 
Uma delas está instalada em Mogi das Cruzes, a 98,9 FM; e a outra em São Vicente, a 93,3 FM. Juntas, terão capacidade de alcançar um público estimado em 22 milhões de pessoas, pois além de parte do Litoral chegarão a toda Grande São Paulo, até as imediações de São José dos Campos. 
A terceira emissora fica em Pirangi, a 370 quilômetros da Capital, e vai transmitir para cidades do Noroeste do Estado, como Catanduva, São José do Rio Preto, Barretos e Bebedouro, na frequência 102.7FM. 
 “Nossa missão será a valorizar o mundo do trabalho e do trabalhador como o principal agente da construção do novo Brasil que surgiu com o governo Lula”, comenta Paulo Salvador, um dos coordenadores da Brasil Atual e dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. 

 Jornalismo e formação 

Zé Mourão, diretor do Sindicato que também coordena a expansão da Rádio dos Trabalhadores, diz que a programação vai se apoiar no jornalismo. 
  “Teremos um rádio jornal diário com duas horas de duração e boletins durante toda a programação”, conta. “A novidade é que produziremos notícias das três praças junto com notícias do ABC”, prossegue.  
Segundo o dirigente, a programação será recheada serviços, especialmente direitos do trabalhador e do cidadão, programas com músicas que mostram os contextos históricos e culturais onde foram criadas. “A formação também será um dos nossos fortes”, conclui. 

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - 31/07/2012

Enquanto a TV por assinatura debate seu regulamento, nada se fala sobre a TV aberta. Por quê?


Do Blog do Zé

 Mutismo absoluto e revelador. É assim que a chamada ‘grande imprensa’ se comportou em relação à audiência pública realizada ontem (30.7) pela Agência Nacional do Cinema (ANCINE), no Rio de Janeiro. Nem uma palavra! E olha que não é por falta de notícia. Seria porque nossa mídia é totalmente avessa a qualquer forma de regulação? Bem, mas vamos tratar do que está acontecendo, já que aqueles que têm a obrigação ética e legal de noticiar não o fazem.

O assunto é a regulamentação da TV por assinatura, mais precisamente as penalidades para as empresas que descumprirem a nova legislação que entra em vigor agora em setembro, tema da audiência pública. É um tema da maior importância pois 50 milhões de brasileiros já assistem TV por assinatura. E o governo trabalha com a previsão de chegar aos 100 milhões em 2020.

Por que a nova regulação é importante? Porque antes não havia exigência legal efetiva para que as TVs por assinatura exibissem conteúdos nacionais. Elas podiam importar tudo, o que é muito ruim para o fortalecimento da cultura brasileira e para o desenvolvimento de uma indústria nossa do audiovisual.

Na audiência, a superintendente executiva da ANCINE, Rosana Alcântara, disse que até o final de 2013 todos os canais brasileiros de séries, filmes, documentários e animação de TV por assinatura terão em sua grade de programação pelo menos 3h30 por semana de conteúdo nacional e de produção independente em horário nobre (das 18h às 24h nos canais abertos e fechados convencionais, e das 11h às 14h e das 17h às 21h nos canais para crianças e adolescentes).

Rosana Alcântara explicou que, embora as regras passem a valer a partir de setembro, as empresas devem demorar cerca de um ano para se adaptarem às mudanças da Lei da TV por assinatura (Lei 12.485), publicada no fim do ano passado. “A partir de 13 de setembro, o consumidor já poderá sentir alguma modificação, mas o processo é lento e, de fato, a partir do ano que vem teremos mais conteúdos brasileiros em canais que, até então, não tinham nada de conteúdo nacional”.

Penalidades

O que estava em discussão na audiência pública – e continua em consulta pública aberta até 3 de agosto – é a questão das penalidades a serem impostas para quem descumprir a nova legislação, previstas em uma minuta de Instrução Normativa (IN) da própria ANCINE.

Segundo a minuta em debate, as penalidades podem variar de advertência (infração leve), multas, inclusive diárias, que variam de R$ 500 a R$ 1 milhão, suspensão temporária do credenciamento e o cancelamento do credenciamento. A própria superintendente da ANCINE disse na audiência que a redação da Instrução Normativo com as penalidades têm despertado dúvidas por parte dos empresários da TV fechada. Por isso foi feita a audiência pública. Os representantes de escritórios de advocacia, associações de TVs por assinatura e de empresas envolvidas no setor que participaram aproveitaram para esclarecer muitas dessas dúvidas e fazer sugestões de mudanças.

A disputa em torno da Lei de TV a Cabo

Durante sua tramitação de cinco anos no Congresso Nacional, a Lei 12.485, aprovada e sancionada em setembro do ano passado, gerou polêmica ao impor novas obrigações para o setor da TV a cabo. Sobretudo por causa das cotas de conteúdo nacional. No início do ano, a operadora Sky lançou uma campanha contra a nova lei alegando que a obrigatoriedade de cotas prejudicava a liberdade de escolha dos consumidores e era uma forma de controlar o conteúdo por parte do governo. Uma espécie de censura.

Mas a campanha da Sky não colou. O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), o Congresso Brasileiro de Cinema (CBC) e a Associação Brasileira de Produtoras Independentes de TV (ABTI-TV), entre outras entidades e movimentos, contestaram a propaganda da operadora, defenderam, por meio de notas e artigos que a nova lei garante mais pluralismo e diversidade de conteúdo. O problema é que, sem a nova legislação, as produtoras independentes brasileiras não tinham onde exibir sua produção que, até por conta disso mesmo, é muito pequena.

Depois, a Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), que congrega as empresas do setor, também passou a apoiar a nova legislação, pois a ANCINE, que divide com a ANATEL a responsabilidade pela fiscalização do setor, manteve um diálogo permanente com todos os setores interessados para construir um consenso em torno da regulamentação. Dessa forma, tanto a Sky quanto algumas programadoras e canais que estavam contra a nova legislação acabaram vendo que não havia como impedir sua implementação e recuaram.

A necessidade da regulação na mídia

Finalmente, não posso deixar de questionar a falta de lógica e sentido na postura da mídia que, mesmo escondendo ao máximo o debate e a divulgação das notícias,  aceita a regulação e uma agência no caso da TV por assinatura, mas não aceita na TV aberta. E ela é mais do que necessária: é uma condição para a democracia, como prova a experiência de países como os Estados Unidos, Portugal, passando pelo Canadá, França e Grã Bretanha.

Na Grã Bretanha, em particular, há uma regulação ampla, geral e rigorosa como comprova o caso Murdoch. Apesar disso, e mesmo assim, exatamente por conta do escândalo promovido pelas empresas de Murdoch, a legislação inglesa está em processo de revisão. E no Brasil? Quando debateremos e implementaremos, prá valer, uma regulação na mídia?

Congresso e feira da ABTA; artigos e contribuições de especialistas

A ABTA realiza anualmente uma Feira e Congresso. Este ano o evento está acontecendo entre hoje e quinta (31.7 a 2.8), no Transamérica Expo Center, em São Paulo, com um público esperado de 9,5 mil pessoas. Com a nova regulação do setor, governo, empresários e criadores/produtores têm manifestado uma grande expectativa de crescimento da área, o que promete um congresso movimentado este ano.

Vocês vão encontrar aqui no blog alguns textos sobre a questão. Temos colunistas fixos que sempre se manifestam sobre a comunicação, como Laurindo Leal Filho e Venício A. de Lima. Temos hoje, também, o artigo do diretor da ANCINE, Glauber Piva (Audiovisual e desenvolvimento no território dos direitos) que explica muito bem o que está acontecendo no setor de TV por assinatura do ponto de vista dos interesses dos cidadãos brasileiros. Vale a pena ler.