Caros leitores e leitoras.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

ABEPEC organiza I Fórum Internacional de Conteúdo para TVs Públicas

Fonte: Portal ABEPEC

A Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais - ABEPEC está na fase de organização para realizar o I Fórum Internacional de Conteúdo para TVs Públicas, que acontecerá no Hangar Centro de Convenções, em Belém (PA), nos dias 2, 3 e 4 de dezembro de 2010.
No FÓRUM serão trabalhadas propostas relevantes aos interesses dos profissionais das televisões públicas do mundo inteiro. O evento tem como objetivo verticalizar e aprofundar as discussões sobre a produção de conteúdos para o sistema público de comunicação e sobre as novas possibilidades de produção a partir da implantação e disseminação das tecnologias digitais.

Entre os assuntos que serão discutidos estão planejamento de programação, sistema em rede na TV Pública, novas linguagens e formatos inovadores, além do marco regulatório para as televisões públicas.
O debate será travado com a participação de painelistas de importantes televisões públicas brasileiras e internacionais, como TV Brasil, PBS, BBC de Londres, a TV portuguesa RTP, TV5 Monde, além de universidades, associações, parceiros da Abepec e apoiadores do grande evento.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail forumdeconteudo@abepec.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou pelo telefone (91) 4005-7734.

O livro "Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo está disponível na internet

O livro "Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo",
escrita por vários pesquisadores da mídia, pode ser baixado no formato de
e-book. O professor e pesquisador da Universidade Feevale, Marcos Emílio
Santuario, juntamente com outros seis pesquisadores, tem livro publicado
pela LabCom Books, editora da Universidade de Beira Interior (UBI) de
Portugal.

"Vitrine e Vidraça: Crítica de Mídia e Qualidade no Jornalismo" é o segundo
livro produzido pela Rede Nacional de Observatórios de Imprensa (Renoi),
fazendo parte da Coleção Estudos da Comunicação. A publicação também será
lançada durante o VIII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo
(SbpJor), que acontece de 8 a 10 de novembro, na Universidade Federal do
Maranhão.

O livro traz vários artigos que refletem sobre os temas da comunicação e
especialmente do Jornalismo, na sociedade atual. Além de Santuario, assinam
capítulos em "Vitrine e Vidraça" Luiz Martins da Silva e Fernando Oliveira
Paulino (ambos da UnB), Danilo Rothberg (Unesp), Josenildo Luiz Guerra
(UFS), Laura Seligman (Univali) e Rogério Christofoletti (UFSC). A
publicação pode ser baixada no formato de e-book pelo site
www.monitorando.wordpress.com

Unesco recomenda desconcentração da mídia

Por Alberto Benfica, do blog Cultura e Mercado, com informações de Fernando Lauterjung, do TelaViva.

Um ComentárioEm palestra durante o Seminário Internacional de Comunicação Eletrônica e Convergência de Mídias, que acontece esta semana em Brasília, o consultor canadense Toby Mendel apresentou um estudo encomendado pela Unesco analisando o cenário brasileiro de comunicações e recomendando mudanças. Segundo Mendel, peculiaridades brasileiras, como a dimensão do país e a pluralidade cultural, bem como a importância da radiodifusão no país, fazem com que a regulação do setor de mídia não seja óbvia.
Para Mendel, a estrutura regulatória da radiodifusão no Brasil é complexa e ineficiente. O consultor julga o Ministério das Comunicações, bem como o Congresso, políticos demais para atuar na outorga de licenças. “É ridiculamente lenta a concessão de outorgas”, disse. Mesmo assim, este tempo não é aproveitado para se fazer o que a situação demanda, em sua opinião. “A renovação de outorgas é uma importante oportunidade para discutir o que o radiodifusor fez e como atuará nos próximos dez anos. A outorga não é uma licença para imprimir dinheiro”, disse.
Mendel fez uma crítica à falta de transparência na propriedade dos grupos de mídia brasileiros. Segundo ele, é fundamental atuar na desconcentração dos veículos de mídia. O consultor acredita que já há um órgão que poderia agir neste sentido, mas não o faz. “O Cade deveria atuar de forma mais firme”, disse, referindo-se ao órgão de defesa da concorrência.
Entre as recomendações do estudo estão a criação de uma cota de conteúdo brasileiro, cota de produção independente e cota de conteúdo regional. Estas cotas deveriam abrigar, sobretudo a de produção independente, o horário nobre, afirma o consultor.
Outra recomendação é o aumento de recursos para a radiodifusão pública, sobretudo de fontes que não sejam o orçamento do governo, incluindo a publicidade.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Quem conhece a letra da música Juliana - de Torquato Neto e Caetano Veloso?

Olá leitores e amigos.
Um amigo jornalista do Piauí, Kenard Kruel Fagundes, está fazendo uma pesquisa sobre o poeta e jornalista Torquato Neto, para um livro biográfico.
Ele busca encontrar a letra completa da canção Juliana - uma parceria Torquato Neto (letra) e Caetano Veloso (música).
Um dos versos que ele já recuperou parcialmente diz assim:

"vou deixar tudo de lado/
meu saveiro e meu pecado/
só pra quando ela chegar"/

Peço ajuda dos leitores do blog, quem conhecer a letra toda ou souber onde achar, as informações serão bem vindas.

Abraços.

Chico Sant'Anna

Kim-Ir-Sen disponibiliza agência fotográfica virtual

O fotógrafo Kim-Ir-Sen e mais outros 40 profissionais brasileiros estão disponibilizando os trabalhos deles no endereço www.kimage.com.br .
Trata-se de um Banco de Imagens. O sítio foi desenvolvido com tecnologia que permite o acesso e a compra com rapidez e segurança.

As imagens, agora digitalizadas, fazem parte de um acervo construído nos últimos 35 anos com milhares de fotografias em cor e preto e branco, dos mais diversos assuntos, produzidas no Brasil e no exterior.


Algumas delas são raras, como as de nações indígenas já extintas ou em processo de extinção.

sábado, 13 de novembro de 2010

Comunicação pode ganhar agências reguladoras

Do M&M Online

Regulamentação sim. Censura, não. Essa é a síntese da mensagem deixada pelo ministro chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, em entrevista na manhã desta segunda-feira, dia 8, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Martins convocou a imprensa com o objetivo de apresentar o Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergências de Mídias que acontece nesta terça-feira, 9, e na quarta-feira 10, com palestrantes estrangeiros relatando as experiências dos governos dos EUA, Reino Unido, França, Espanha, Argentina na regulamentação do setor. "Queremos qualificar o debate que o tema precisa antes que qualquer legislação seja formatada. Gostaríamos que esse diálogo ocorresse livre de preconceitos e fantasmas sobre censura", disse o ministro.

Mesmo sem detalhar os pontos principais que o governo já definiu no anteprojeto, Franklin Martins deu a pista de que as reformas que serão propostas podem não agradar às principais entidades que representam o mercado de comunicação, mesmo que não implantem nenhuma forma de censura. Nesse sentido, os mais atingidos pela nova regulamentação podem ser os portais de internet, que hoje não sofrem a limitação dos 30% de capital estrangeiro que os veículos de comunicação tradicionais. "A radiodifusão faturou R$ 13 bilhões de reais este ano, enquanto as teles conseguiram R$ 180 bilhões. Se não houver nova pactuação , vai prevalece a lei do mais forte no mercado. Se não entendermos que o mundo mundo, a jamanta das teles vai passar por cima da radiofusão", contou.

Outro ponto que deve reacender a polêmico dos conselhos de jornalismo é a intenção de criar até duas agências reguladoras para o setor de comunicação, sendo uma delas para a defesa da produção de conteúdo nacional e regional e outra para fiscalizar o trabalho da mídia, a exemplo do que ocorrem em setores como o aéreo, elétrico, telecomunicações e petróleo, entre outras. Uma autorregulamentação, ao estilo do Conar, está descartada.

"Todos os serviços prestados através de concessão pública precisam ser regulamentados. A mídia não pode estar acima do certo ou do errado. As eventuais críticas que venham a sofrer podem ser benéficas para a melhoria da atividade. A autorregulamentação pode ser desastrosa como o que vimos que aconteceu no mercado financeiro dos EUA", disse Franklin, ressaltando que a intenção não é criar mecanismos de censura prévia. O convite a especialistas estrangeiros no tema regulamentação da mídia, segundo ele, são para mostrar a experiência em países onde as legislações reguladoras não criaram empecilhos para a liberdade de imprensa.

Os principais questionamentos que Franklin Martins teve de enfrentar eram em relação às intenções do governo na regulamentação do setor e se poderiam ser uma manobra no sentido de cercear o pleno exercício do jornalismo no País. "Tenho uma longa estrada na imprensa e na luta pela democracia neste País. Posso assegurar que este governo não tem a menor intenção de censurar o trabalho da imprensa. Eu não faria parte desse trabalho se houvesse qualquer indício disso", assegurou o ministro.

Ele reconheceu, no entanto, que as propostas aprovadas no ano passado durante a Confecom, realizada em dezembro passado, batizadas de controle social da mídia tinham conotação "ambíguas e confusas" e ressaltou que todos os pontos que sugeriam controle do trabalho da mídia não foram aprovados nas votações. "Este governo nunca flertou com qualquer tipo de censura. Somos contra o poder judiciário censurar a imprensa em nome do que for. Defendemos o regime de liberdade para a publicação e responsabilidade com eventuais consequências", disse. Martins acrescentou que a própria proliferação dos blogs já se tornou em alguns casos uma voz crítica para a atuação da mídia sem, no entanto, configurar censura. "Muitos deles desagradam aos jornalistas", disse.

Martins concluiu o encontro em Brasília deixando claro que a nova presidente terá a liberdade de dar sequência ao trabalho de formatar o anteprojeto. "Nossa intenção é deixar um trabalho de base pronto para o próximo governante, fixando regras sobre privacidade e sobre defesa de produção de conteúdo nacional e regional. Isso já existe em outros países e ninguém considera censura", afirmou.

Revistas segmentadas ganham espaço no mercado editorial

Do M&M Online

No último Fórum da Aner, Jairo Leal, presidente executivo da editora Abril e ex-líder da associação de editores de revistas, alertou para as possibilidades de ampliação do mercado de revistas, com perspectivas que apontam para até 200 títulos novos até 2020. Para comparar, o Brasil tem 2,5 mil títulos contra 4 mil dos Estados Unidos.

Mas será que o País poderá dar vazão a essa nova demanda? Na opinião de Alfredo Nastari sim, desde que as editoras olhem para os nichos que ainda não foram ocupados. "Eu lancei uma revista de história na Duetto e hoje o mercado já tem mais de dez publicações. Ficou saturado e autodestrutivo. Na França são apenas dois", analisa.

Com a proposta de crescer em cima de segmentos ainda não ocupados, ele está lançando dois novos produtos editoriais no mercado, com a bandeira de Editora Nastari. As bancas já receberam a Meridiani, um projeto que o publisher chama de "turismo monotemático". Explica-se: são 160 páginas dedicadas a um único destino, mas sem ser um guia. A revista não traz, por exemplo, serviços, como endereços. A ideia vai mais por apresentar matérias aprofundadas sobre temas como cultura, história e costumes do local. Ele lançou edições para Vaticano, Egito, Argentina e Mediterrâneo francês, com uma tiragem de 20 mil cada.

Outra oportunidade que ele diz ter identificado foi o nicho de homens de estilo que possuem motocicletas de alta cilindrada. Lançou para eles a mensal Riders, com tiragem de 20 mil, com a primeira edição indo para as bancas já neste mês de novembro. "Existem 12 revistas de motos no mercado, mas todas elas focadas no mercado, com dados técnicos. A Riders é uma revista de comportamento para o sujeito que está em cima da moto", compara.

Os próximos passos da editora de Nastari passam pela consolidação de seus dois primeiros produtos. Mas ele já apresenta ao menos mais um projeto que está no forno e deverá sair em março do ano que vem. Trata-se de uma série colecionável sobre aventura e esportes de ação. Os quatro primeiros seriam sobre mergulho, surfe, vida marinha e pesca esportiva. Na verdade, são manuais para prática da atividade em questão. "No Brasil, há uma grande prática deste tipo de esporte, mas o País não gerou uma produção editorial correspondente, ao contrário de Europa e Estados Unidos", diz Nastari.

O objetivo geral da editora é construir uma audiência majoritariamente masculina com 30 a 50 anos e que tenha hobbies como esporte ao ar livre, moto e que goste de viajar. Mas o Publisher não descarta um título para o público feminino no futuro. Além disso, ele parte do pressuposto que as mídias digitais já nascem integradas com os títulos.

A Meridiani, por exemplo, deverá ter em breve uma versão para iPad, embora ele analise que com apenas 30 mil aparelhos no Brasil, essa não seja uma perspectiva de curto prazo. Já Riders tem na internet um conteúdo independente da versão impressa. "Acho que o futuro das revistas está em apostar na qualidade e na experiência. Que o leitor tenha prazer em folhear. Ao mesmo tempo, o digital pode explorar outras características, como a rapidez, remissão a outros conteúdos e acesso a banco de dados", analisa.