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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Capacitação gratuita em IA para Youtubers e videomakers

As inscrições podem ser feitas até 29 de março de 2026, por meio desse link. Ao longo do programa, os participantes. A primeira lista de aprovados será divulgada entre 31 de março e 6 de abril, seguida por uma segunda chamada entre 8 e 12 de abril.

Por Chico Sant’Anna

Cinco mil bolsas integrais estão sendo ofertadas a criadores de conteúdo veiculados na plataforma Youtube para aprenderem a planejar, produzir e publicar vídeos com método e consistência com apoio da Inteligência Artificial (IA).

A capacitação é uma parceria da plataforma de educação aberta DIO e o banco Santander. Ela visa ensinar o uso da IA desde a organização das ideias, criação de roteiros mais envolventes, desenvolver identidade visual coerente e revisar conteúdos de forma estratégica.

Ela está formatada por meio de videoaulas, exercícios práticos e desafios hands-on (atividades práticas e imersivas em que os participantes aprendem fazendo, em vez de apenas consumirem conteúdo teórico). Ao todo, será uma jornada de 38 horas. Ao final do programa de treinamento intensivo e imersivo (bootcamp), os participantes terão um canal ativo e organizado de forma profissional, com o primeiro vídeo publicado, identidade visual aplicada e um sistema prático para manter a produção de conteúdo. Também receberão um banco de prompts estratégicos para apoiar a evolução contínua do canal.

As inscrições podem ser feitas até 29 de março de 2026, por meio desse link. Ao longo do programa, os participantes. A primeira lista de aprovados será divulgada entre 31 de março e 6 de abril, seguida por uma segunda chamada entre 8 e 12 de abril. A trilha de estudos será liberada em 20 de abril de 2026, e a conclusão do programa, com certificação, ocorrerá até 21 de junho de 2026.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Como criar roteiro para mininovelas de até um minuto no Kwai


Diretores e produtores participantes do projeto TeleKwai dão dicas para desenvolver um roteiro e produzir vídeos curtos originais e de qualidade.


Por Gabriela Menezes, da RPMA Comunicação


O Kwai, aplicativo de criação e compartilhamento de vídeos curtos, tem conquistado cada vez mais o público no Brasil com suas mininovelas. Com o lançamento do programa TeleKwai no país, a plataforma oferece aos usuários um novo formato de dramaturgia com mininovelas e minisséries produzidas na vertical. O projeto é exclusivo da plataforma para agências, produtoras e criadores de conteúdo parceiros, que criam vídeos originais de diferentes gêneros, do drama à ficção científica. Mas o formato também pode ser explorado por qualquer usuário no app, e para isso é importante criar histórias que envolvam a audiência do começo ao fim. 

Um roteiro bem produzido facilita a produção do conteúdo e pode deixar os vídeos com mais personalidade e dinamismo. Pensando nisso, o Kwai reuniu algumas dicas valiosas para quem quer produzir um bom vídeo em formato de mininovela ou minissérie, preparadas por dois participantes do TeleKwai: o ator e diretor Felipe Reis, que possui cinco canais (DistopiaMeu chapa, GuruFala ComigoCâmera de Insegurança e Golpistas!) no app, e o diretor de conteúdo da DR Produtora, Phil Rocha, que gerencia os canais O Lado ObscuroA Nossa HistóriaHistórias de AmorMensagem Inesperada e Abra o Coração na plataforma. 

Confira as dicas a seguir:

Primeiros passos

Antes de produzir qualquer conteúdo, é preciso planejar seu roteiro. Uma boa forma de fazer isto é responder às seguintes  perguntas:

· Qual será o conteúdo?

O primeiro passo é definir o assunto da sua mininovela. Se vai seguir o gênero drama, terror, LGBTQIA+, romance, histórias que sejam motivacionais com uma lição de moral, se vai ser uma nova receita, ou até mesmo retratos do seu cotidiano.

· Qual o formato?

Serão episódios aleatórios ou uma série? Se for uma minissérie é muito importante definir que cada episódio precisa terminar em um momento que gere curiosidade nas pessoas para que elas queiram ver a continuação dessa história.

· Qual o público que você quer que assista a seus vídeos?

É importante distinguir a  faixa etária, identidade de gênero e localização dos usuários que gostaria que tivessem acesso e vissem seus vídeos. Assim fica mais fácil pensar em assuntos que possam virar tema para os roteiros.

· Como?

De que forma o conteúdo será feito? Estabeleça a duração do vídeo, se ele será feito de forma narrada, com efeitos especiais, com a inserção de animações, com a participação de outros criadores, etc.

Crie um Storytelling

Depois de responder a essas quatro questões, o próximo passo é criar um storytelling, ou seja, uma breve descrição das cenas e do que acontecerá entre elas. Descreva o que irá aparecer em cada cena, qual cenário será utilizado (uma parede branca ou um local aberto, por exemplo), quem serão os personagens do vídeo, quais serão os ingredientes da   receita ou a maquiagem do tutorial de beleza. Lembre-se que é uma narrativa que precisa ter começo, meio e fim.

De acordo com Felipe Reis, para criar roteiros de ficção e mininovelas, mais do que uma ideia, é preciso uma história, com um bom personagem e principalmente um excelente conflito. “O conflito da trama normalmente vai contra o protagonista, impedindo ele de alcançar o seu objetivo, é isso que vai deixar sua história interessante. Não precisa ser uma ideia mirabolante, muitas vezes, uma ideia simples, aquela que a gente não se perde para contar, acaba rendendo grandes histórias”.

Para Phil Rocha, também é importante estabelecer estratégias para elaborar um roteiro eficiente. “É essencial estudar o formato do conteúdo antes de começar a produzir para entender a linguagem e as principais características de cada estilo. A adequação do que irá abordar ou a mensagem da produção que irá manter o público interessado durante todo o vídeo. Além disso, é preciso ser criativo e utilizar os recursos disponíveis da melhor maneira possível”, explica.

Para se destacar no feed do Kwai, o vídeo deve começar de uma maneira muito impactante, e isso irá chamar atenção de quem está rolando a tela. “Existem algumas artimanhas para a gente poder chegar nesse resultado. Uma delas é, por exemplo, começar o vídeo com uma frase bem marcante, que pode ser usada mais para frente usando o recurso de flashbacks. Digamos que iremos contar uma história de assassinato e lá no final a personagem vai falar para o assasino ‘não acredito que você matou tal pessoa’, o vídeo com essa frase no começo irá despertar a curiosidade e fará os usuários assistirem até o final”, completa Phil.

Nas mininovelas também é importante definir onde cada episódio deve terminar. A trama com final aberto tem que dar a entender que será resolvida no próximo capítulo. Isso irá atiçar a curiosidade de quem está assistindo.

Por fim, produza!

É muito importante revisar o roteiro por completo e fazer uma leitura em voz alta para ter uma percepção melhor de como ficarão as falas e as cenas dentro do vídeo. Após isso, seu conteúdo estará pronto para ser gravado e publicado. “Uma dica importante é fazer uma leitura com os atores que vão participar da cena antes de gravar, assim cada um pode adaptar o texto para falar de uma forma mais natural. Nessa leitura você já vai perceber o que funciona e o que não funciona”, finaliza Felipe Reis.

Sobre o Kwai

Um dos aplicativos gratuitos mais populares do Brasil, o Kwai permite que o público crie seu próprio conteúdo e compartilhe vídeos online de forma fácil, inclusiva e acessível, em um universo interativo que possibilita a conexão de pessoas. Com a missão de tornar a vida das pessoas mais felizes, o Kwai acredita que todos os pequenos momentos da vida merecem ser compartilhados. O app está disponível nos sistemas iOS e Android, na App Store e no Google Play . Saiba mais em: kwai.com.

 

 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Inscrições abertas para curso técnico de Produção de Áudio e Vídeo

Estão abertas, até o dia 17 de janeiro, as inscrições via internet para o curso técnico de Produção de Áudio e Vídeo, a ser ministrado pelo Instituto Federal de Brasília, campus do Recanto das Emas.
São 240 vagas, sendo 160 integradas ao Ensino Médio e para quem já concluiu o Ensino Médio, estão sendo oferecidas 80 vagas.
Os cursos são totalmente presenciais e as aulas serão realizadas no Recanto das Emas (antigo IFB/Campus Taguatinga Centro), com início previsto para fevereiro de 2018. 
Para fazer a inscrição, clique aqui

Editais

É importante que os candidatos leiam o edital da seleção que tenha interesse, pois este é o documento oficial onde estão todas as informações a respeito do processo seletivo.
O Campus do Recanto das Emas fica na Avenida Monjolo, Chácara 22, Núcleo Rural Monjolo, próximo à quadra 300.

domingo, 16 de junho de 2013

A batalha das telas

Por Orlando Senna, publicado anteriormente em blog Refletor, em 14/06/2013

Há indícios de que está surgindo no horizonte a ideia de um mercado comum audiovisual BRICs, um bloco de produção/difusão formado por Brasil, Rússia, Índia e China, lastreado no potencial de consumo de suas populações, que somam mais de três bilhões de pessoas. O assunto estaria sendo aventado em Brasília e em Pequim e, se andar, será um alvoroço no mercado mundial de cinema, TV, videogame e internet. 
É o século XXI se mexendo. Além de cogitações, também há fatos. No inicio de maio, Estados Unidos e China tiveram um embate relacionado com mercado cinematográfico. A China cobrou um imposto altíssimo pela exibição em seu território de Homem de Ferro 3. Os Estados Unidos têm direito a 25% da bilheteria de seus filmes exibidos na China e argumentam que todos os impostos já estão embutidos nos 75% que ficam nos cofres chineses. A China pretende aumentar ainda mais o imposto e não quer conversa, o que quer é diminuir cada vez mais a presença de Hollywood em suas telas.
Duas semanas depois os ministros de Cultura de 14 países da União Europeia pediram aos líderes políticos da zona do euro que excluam o setor cultural das negociações de livre comércio com os Estados Unidos, com a intenção de proteger a Europa da enxurrada de filmes e programas de TV made in USA. Ou seja, que os produtos culturais não podem obedecer às leis do mercado porque contêm valores imateriais não mensuráveis em uma contabilidade. As regras devem ser outras. O movimento é liderado por Alemanha e França e o assunto voltará (já esteve por lá uma vez) à OMC-Organização Mundial do Comércio.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ministério da Justiça lança debate público sobre Classificação Indicativa

O Ministério da Justiça inicia nesta, quinta-feira (18), o debate público sobre a Classificação Indicativa de conteúdos veiculados no cinema e na televisão. As faixas de idade para as quiais o conteúdo é apropriado. Com esta ação, o ministério quer coletar argumentos e opiniões da sociedade, de produtores, diretores, artistas, emissoras de rádio e televisão, bem como dos demais interessados no tema. As sugestões serão utilizadas para elaborar uma nova portaria para a Classificação Indicativa.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Festival Internacional de Filmes Curtíssimos prorroga inscrições

As inscrições para a mostra competitiva da 3ª terceira edição nacional do Festival Internacional de Filmes Curtíssimos foram prorrogadas até segunda-feira, 12. Podem participar filmes de todos os gêneros de todo o país, produzido em qualquer data, mesmo os que já participaram de outros festivais ou amostras, e captado em qualquer suporte. A única regra: as produções só podem ter até três minutos de duração (exceto créditos e título). O Festival acontece simultaneamente em mais de 100 cidades de 20 países nos dias 7, 8 e 9 de maio de 2010. No Brasil, serão selecionados 50 trabalhos e a curadoria está sediada em Brasília. Os interessados também poderão concorrer na categoria “Mostra-te Brasília 50 anos”, como parte das comemorações do cinquentenário da capital. Mais informações e inscrições, aqui.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Direito Autoral: Brasil quer retaliar EUA no audiovisual, mas há dúvida sobre como fazer

Por Fernando Lauterjung, do Tela Viva news

Ainda não há uma reação articulada por parte dos setores que serão afetados caso seja efetivada a "suspensão de concessões ou obrigações relativas aos direitos de propriedade intelectual sobre o setor audiovisual", conforme proposta em consulta pública instaurada em resolução da Câmara de Comércio Exterior do dia 12 de março. Isto porque os especialistas no assunto ainda não conseguiram compreender como se colocaria em prática uma retaliação deste tipo. O Brasil está estudando uma forma de aplicar as retaliações contra produtos dos Estados Unidos autorizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC) também sobre propriedade intelectual, o que envolveria bens culturais.

A Camex, do Ministério do Desenvolvimento, propõe na consulta a criação de cinco medidas que afetam o setor audiovisual. A primeira é a "subtração, por tempo determinado, do prazo de proteção de direitos do autor e conexos sobre modalidades de execução pública musical". Nessa medida não está claro se a execução de obras musicais de autores dos Estados Unidos ficarão isentas de recolhimento de direitos, ou se o órgão arrecadador, o Ecad, continuará cobrando, mas não terá de repassar os direitos aos autores das obras.

Outra medida, de número dez, autoriza o "licenciamento de direitos do autor e conexos para o exercício da comunicação ao público de obras audiovisuais, sem autorização do titular e sem remuneração". Ou seja, permite a execução ou veiculação de obras sem autorização do representante legal, e sem a necessidade de remuneração para o requerente, titular ou licenciado dos direitos. Duas questões foram apontadas por fontes ouvidas por este noticiário. No caso das salas de cinema, onde seria quebrada a cadeia existente hoje? O exibidor não teria de pagar pela exibição de obra estrangeira? Ou o distribuidor local não precisaria pagar aos detentores dos direitos na origem? O mesmo vale para a exibição na TV, caso a obra tenha um representante local.

TV paga complicada

Já no caso da TV por assinatura é ainda mais complicado exibir o conteúdo das programadoras estrangeiras sem autorização, isto porque não há forma de obrigá-las a liberar seus sinais no satélite, que é codificado.

As outras medidas propostas criariam, caso aprovadas, taxações extras. Contudo, restam dúvidas sobre a viabilidade. As medidas 16 e 21 estão ligadas. A última propõe a "criação de obrigatoriedade de registro para obtenção e manutenção de direitos patrimoniais de autor e conexos", enquanto a 16 propõe a instituição de valores adicionais sobre os valores devidos aos órgãos de registro de direitos do autor e conexos para efetivação dos referidos registros. A questão é se seria necessário criar um órgão para registro destas obras, que cobraria os valores adicionais.

A medida 19 propõe a "aplicação de direitos de natureza comercial sobre a remuneração a que fizer jus titular de direitos de propriedade intelectual em matéria de direitos do autor e conexos, exceto os relativos a programas de computador". Ou seja, cria uma taxa.

Contribuição

A resolução pede que as partes interessadas, preferencialmente através de associações de classe, entreguem suas manifestações por meio do preenchimento de um "Roteiro de Manifestações" no prazo de 20 dias. No roteiro, as partes interessadas podem se posicionar favoráveis ou contrárias às medidas e indicar qual o potencial impacto da aplicação das medidas. A consulta está disponível no site http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=2&data=15/03/2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Bolsas para curso de produção cinematográfica no Panamá

O Programa Ibermedia e a Associação Cinematográfica do Panamá (Asocine) abriram inscrições para os interessados em participar do "IV Diplomado Internacional en Producción Cinematográfico Iberoamericana".
Serão oferecidas dez bolsas a produtores dos países membros do Programa Ibermedia. O curso, que será ministrado no Panamá de 12 a 24 de abril, está dividido em quatro módulos: roteiro, produção executiva, fundos internacionais e produção de projetos iberoamericanos.
As inscrições estão abertas até o dia 28 de fevereiro.
Mais informações e inscrições, clique aqui.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Eletrobrás destina 2 milhôes à produção áudio visual

Estão abertas até o dia 15 de março as inscrições no Programa Sistema Eletrobrás de Cultura 2010. O programa destinará R$ 15 milhões a projetos de produção e difusão em três categorias: fomento ao teatro, fomento ao audiovisual e patrimônio audiovisual. As áreas contempladas na categoria audiovisual serão produção de longas-metragens (R$ 2 milhões) e festivais de cinema (R$ 750 mil.
Mais informações, aqui.

Aúdio visual: inscrições abertas para o Fundo Setorial do Audio visual para 2010

Até o dia 10 de fevereiro, estão abertas as inscrições para os novos editais do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). São três editais voltados para cinema (produção, distribuição e comercialização) e um para TV (produção). Ao todo, R$ 81,5 milhões poderão ser investidos pelo FSA, que entra em seu segundo ano de operação como o principal mecanismo da política pública de incentivo à indústria audiovisual no Brasil. http://www.culturae mercado.com. br/editais/ fundo-setorial- do-audiovisual- para-2010/

sábado, 22 de agosto de 2009

Oi lança edital para escolha de conteúdos audiovisuais

A Oi lançou um novo edital de pitching para produtores de conteúdo convergente. Em seu segundo ano, o concurso da operadora convida produtoras nacionais a inscrever criações que possam ser distribuídas via Internet, celular, Oi FM e OiTV.
O projeto selecionado terá um orçamento de até R$ 350 mil para realização. As inscrições estão abertas até 17 de setembro.
Informações clique aqui.

O vencedor do pitching da Oi em 2008, "Os Buchas", da Vitória Produções e da Pérola Negra Produções, estreia em 4 de setembro no Canal Oi. O primeiro episódio da série, que conta a história de três amigos que protagonizam fracassos tipicamente masculinos, já está no sítio.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

TVs do Mercosul defendem conteúdo regional

Do Pay-TV News, 04/06/2009

Durante o painel "Tendências em Programação", do bloco Encontro de TVs do Mercosul, que aconteceu na manhã desta quinta-feira, 4, como parte da programação do 10º Forum Brasil – Mercado Internacional de Televisão, participantes destacaram a importância de desenvolver conteúdo original para a grade de programação, sobretudo em tempos de crise. “Um dos problemas da aquisição de conteúdo é a voracidade dos estúdios. Parece que com a crise na Europa, eles querem que os países emergentes compensem as vendas”, disse Axel Kuschevatzky, assessor fílmico e criativo do canal aberto argentino Telefé, atentando para a repetição de filmes e seriados americanos em diversos canais ao mesmo tempo. “Por que vamos continuar comprando pacotes de filmes que dispersam a audiência se com este dinheiro podemos produzir conteúdo próprio e vender para outros territórios, prontos e em formato?”, questionou Kuschevatzky. Para exemplificar, ele mencionou a ficção “Hermanos y Detectives”, que foi vendida a vários países, teve formato vendido a Grécia, Espanha, Itália, Portugal, Rússia e Turquia. A americana ABC também trabalha em um piloto da série.
Para Lucía Suarez, diretora de conteúdos da Pramer para América Latina, a produção de conteúdo original também é importante para uma programadora e citou uma produção original em que 11 mulheres disputam um homem. “É interessante, por exemplo, colocar participantes de vários países. Sai mais barato do que fazer uma produção diferente para cada país”, observa, destacando que os operadores de TV paga também valorizam canais com conteúdo diferenciado e inovador.

Cooperação

Em outro painel, sobre cooperação na América Latina, broadcasters falaram sobre a importância de intercâmbio de conteúdo entre países da região. O canal público equatoriano Ecuador TV, representação por sua chefe de programação, Flor Maria, está fechando um negócio com o Futura para a troca de conteúdo infantil, outro de coprodução com a TV Brasil e ainda negocia a aquisição de novelas com a Band.
Griselda Díaz, diretora geral do canal municipal TV Ciudad, de Montevideo, no Uruguai, disse que a colaboração entre diferentes agentes do audiovisual pode ser uma via importante para a diversidade de conteúdo. Atualmente, ela coproduz uma série de documentários sobre a relação de artistas com o meio em que vivem com o Canal A, da Argentina. “Esta coprodução não é uma divisão de custos, mas de complemento de conteúdo. Há uma diretriz e cada um produz uma parte para se chegar a uma série completa”, explicou.
O site do 10 Forum Brasil - Mercado Internacional de TV (www.forumbrasiltv.com.br) traz entrevistas em vídeo com palestrantes e debatedores do evento.