Caros leitores e leitoras.
Mostrando postagens com marcador Imprensa norte-americana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Imprensa norte-americana. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Crise: Jornais nos EUA fecham último ano com lucro

Por Andrea Mourta, da Folha de S. Paulo

Grupo do New York Times triplica receita líquida no 4º trimestre de 2009. Empresas que editam USA Today e Miami Herald também têm recuperação após cortes de custos e leve melhora em publicidade.

Ao final de um ano de sobressaltos, uma combinação de reestruturação administrativa com desaceleração na queda da receita publicitária contribuiu para que alguns dos mais importantes jornais dos EUA alcançassem lucros significativos no último trimestre de 2009, com números que chegaram a surpreender as análises otimistas e aprofundaram a tendência de recuperação apontada no terceiro trimestre do ano.

A New York Times Company, uma espécie de farol da indústria jornalística americana, informou que sua receita mais do que triplicou no último trimestre do ano passado.

Responsável por "The New York Times", "The Boston Globe", "The International Herald Tribune" e 15 outros diários americanos, a empresa anunciou lucro de US$ 90 milhões no final de 2009, ante US$ 27,6 milhões no mesmo período de 2008.

A redução de pessoal está entre os principais fatores que permitiram a recuperação: ao final de setembro, a empresa havia reduzido em cerca de 20% a folha de pagamentos em comparação com 2008.

Outro fator que ancorou o resultado foi o desempenho da receita publicitária, que registrou no último trimestre a menor queda em um ano. A receita total da Times Co. alcançou US$ 681 milhões no período, acima dos US$ 653 milhões previstos por analistas. Ainda assim, houve queda de 11,5% em relação ao ano anterior, mesmo após a empresa fechar acordo de leasing e venda de parte da sede do "New York Times" e aumentar em mais de 30% o preço de capa do jornal.

Outras grandes empresas de mídia viveram recuperação semelhante. A Gannett Co., que edita o "USA Today" (segundo mais vendido no país) e pelo menos outros 80 jornais diários, anunciou queda de 18% na publicidade no último trimestre de 2009, contra uma redução de 28% no trimestre anterior. A empresa saiu do prejuízo de US$ 4,71 bilhões verificado no final de 2008 para um lucro de US$ 133,6 milhões no período entre outubro e dezembro de 2009.

A receita publicitária da McClatchy Co., dona, entre outros, do "Miami Herald", encolheu 20,5% no quarto trimestre (contra 28% de queda no terceiro), mas o conglomerado também passou de um prejuízo de US$ 27 milhões no ano anterior para um lucro US$ 25,8 milhões no último trimestre do ano passado.
A Washington Post Co., editora do "Washington Post", que em 2009 fechou todas as suas sucursais nos EUA, autorizou a recompra de suas ações no final do mês passado, após aumento de 4,7% no lucro anual.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Crise: EUA pode lançar "proer da mídia" para salvar imprensa

Por Dean Graber, do Blog de Notícias, Jornalismo nas Américas, em 27/10/2009

Acaba de ser publicado um informe que faz um chamado à tomada de medidas radicais para preservar o futuro do jornalismo nos Estados Unidos. O documento está disponível em inglês aqui (arquivo PDF).
Em a “Reconstrução do Jornalismo nos Estados Unidos", encomendado pela Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, Len Downie Jr., ex-editor-executivo do Washington Post, e Michael Schudson, um professor de Columbia, recomendam seis ações específicas para serem executadas pelo governo, universidades e entidades filantrópicas.
Os autores sugerem que o Congresso ou Serviço de Impostos Internos (IRS, por sus siglas em inglês) permita que organizações jornalísticas funcionem como entidades sem fins de lucro ou que tenham lucro limitado. Um “fundo nacional para notícias locais” deveria ser criado com os recursos que o governo recolhe —ou poderia arrecadar— dos usuários de serviços de telecomunicações, estações de rádio e televisão, ou provedores de internet.
O informe pede ainda que as emissoras de rádio e TV públicas sejam “reorientadas substancialmente” para as notícias locais e insiste na necessidade de apoio filantrópico ao jornalismo sobre assuntos públicos e denúncias.
“Além de formar jornalistas, as universidades públicas e privadas deveriam operar suas próprias organizações de notícias e hospedar plataformas para outras organizações jornalísticas sem fins lucrativos”, recomendaram os autores.
Diante das várias respostas suscitadas, o informe tem sido qualificado como “mais um exemplo do que está errado no debate sobre o futuro do jornalismo” e elogiado por “atraver-se a dar boas-vindas a uma nova forma de jornalismo, assim como a uma nova forma de financiá-lo”.
Other Related Headlines: » Recuperação do jornalismo pode deixar para trás os jornais (ABC)

domingo, 21 de junho de 2009

Crise: Newsweek corta uma edição por conta da crise

Publicação norte-americana deixará de circular por duas semanas no mês de agosto; circulação mensal será reduzida de 2,6 para 1,5 milhões de exemplares

Do M&M Online, 19/06/2009

Alegando um fraco ritmo do mercado de publicidade norte-americano, a revista semanal Newsweek terá uma edição a menos no próximo mês de agosto. De acordo com informações publicadas pelo jornal Wall Street Journal, a crise econômica levou a diretoria editorial da Newsweek a sacrificar uma edição pela dificuldade de captação de anúncios em um período considerado fraco para a mídia impressa norte-americana.
Tradicionalmente, a Newsweek deixa de circular por três semanas durante o ano: no período do Natal, no feriado da Independência dos Estados Unidos (4 de julho) e em uma semana do mês de agosto (em função do período de férias de verão norte-americano). Dessa vez, porém, a revista só terá duas edições no oitavo mês do ano.
Na tentativa de tentar segurar os anunciantes que vem migrando para as publicações digitais, a Newsweek lançou um novo projeto gráfico e editorial no último mês de maio. A idéia é deixar a publicação com um teor mais analítico e reflexivo, com reportagens mais aprofundadas acerca dos assuntos cotidianos. Além disso, a revista também informou que reduzirá a sua circulação mensal de 2,6 milhões para 1,5 milhões de exemplares.

sábado, 2 de maio de 2009

Crise: Portal mostra efeitos da crise nos jornais americanos. NY Times tem preju de US$ 74,5,mi

O Wall Street Journal lançou uma página interativa onde estão elencados os 100 mais importantes jornais norte-americanos e detalhes sobre a circulação deles desde 2006 e sobre os efeitos da crise financeira atual sobre a saúde deles.
Segundo o M&M On-line, nos primeiros três meses do ano, o NY Times teve um prejuízo de US$ 74,5 milhões de dólares.
Veja a matéria e navegue também no Pressure on the Presses. Se julgar oportuno, deixe sua opinião no espaço para comentários.

NY Times: resultados anunciados pelo grupo de mídia apontam os negativos efeitos da crise; receitas publicitárias foram 30% em menor em relação ao início do ano passado

Publicada no M&M On-line
22/04/2009 - 08:48
A crise financeira mundial abalou ainda mais as finanças já complicadas do tradicional jornal The New York Times. Nessa última terça-feira, 21, a New York Times Co. - corporação detentora do título, entre outras publicações - anunciou um prejuízo líquido de US$ 74,5 milhões no primeiro trimestre de 2009.
Os rendimentos com publicidade no período sofreram uma queda de 30% em relação ao início de 2008. Considerando todos os títulos do grupo, inclusive o Boston Globe, os rendimentos da NYT alcançaram o montante de US$ 609 milhões, valor 18,6% menor do que o obtido no primeiro trimestre do ano passado. Em relação apenas ao The New York Times, principal título do grupo, os números também são negativos. Nos três primeiros meses do ano, a receita publicitária do tradicional jornal caiu 28,4% em relação ao ano passado. Somente a versão online do New York Times registrou uma queda de 8% em publicidade nos primeiros três meses do ano.
Para tentar contornar a crise em suas receitas, a corporação de mídia vem tomando algumas medidas. No final de março, a New York Times Co. anunciou um corte de cerca de cem jornalistas, além de um plano de redução salarial e de demissão voluntária para o seu quadro de funcionários - leia mais sobre isso aqui.
Além disso, a empresa também busca recursos junto ao milionário empresário mexicano Carlos Slim, que se tornou-se sócio minoritário do grupo.