Caros leitores e leitoras.
Mostrando postagens com marcador Audiovisual. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Audiovisual. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Demanda por conteúdos LGBTQIA+ impulsiona a diversidade nas obras audiovisuais

A multiartista Alice Marcone (à esquerda) na produção Born to Fashion


"Essa situação evidencia uma desigualdade do mercado da dramaturgia, do teatro e do audiovisual. Por mais que tenhamos cada vez mais artistas trans qualificados, ainda vemos as poucas oportunidades de trabalho que essas pessoas teriam repassadas às pessoas cis por conta do transfake" - explica a multiartista, consultora e roteirista Alice Marcone, que também é trans.


Por Mariana Toledo, do TelaViva news

Aos poucos, a diversidade vem se tornando mais presente nas produções audiovisuais. E trata-se de uma demanda do próprio público: uma recente pesquisa da Parrot Analytics, empresa global de análise de conteúdo, identificou a diversidade como um assunto cada vez mais em pauta – e mostrou especialmente que a forma como ela é representada nas produções audiovisuais faz diferença. Analisando programas de maior demanda com estreias em 2020 na América Latina, mais de dois terços têm representatividade na comunidade LGBTQIA+. Além disso, produções que trazem essa temática concentram três quartos da demanda, superando em 48% os programas sem essa representatividade. A autenticidade também é importante e geralmente é um reflexo de quem está por trás da tela: quando o diretor também faz parte da comunidade LGBTQIA+, por exemplo, a demanda cresce 14%.

Nesse sentido, uma das estreias recentes que se destacou não só por trazer a diversidade à tona, mas também explorar um tema inédito e contar com representantes LGBTQIA+ na frente e atrás das câmeras, foi "Born To Fashion", do E!Entertainment. A produção original do canal é o primeiro reality show do Brasil só com candidatas transgênero, que chega para transgredir a moda brasileira e revelar o novo rosto fashion do país. O programa foi ao ar pela primeira vez em 13 de agosto e obteve resultados relevantes: a exibição do episódio de número um registrou quase quatro vezes mais audiência do que a média do canal no horário nobre.

Um dos principais nomes por trás da produção é a multiartista, consultora e roteirista Alice Marcone, que também é trans. "As pessoas trans são excluídas dos espaços tradicionais de trabalho porque enfrentam dificuldades estruturais na sociedade desde muito cedo na vida – não é um problema só do audiovisual", diz Marcone em entrevista exclusiva para TELA VIVA. "Mas falando especificamente desse mercado, acredito que devemos pautar a discussão tão bem elaborada por Renata Carvalho e a organização Monarte em relação ao Transfake (o ato de um ator cis interpretar uma personagem trans). Essa situação evidencia uma desigualdade do mercado da dramaturgia, do teatro e do audiovisual. Por mais que tenhamos cada vez mais artistas trans qualificados, ainda vemos as poucas oportunidades de trabalho que essas pessoas teriam repassadas às pessoas cis por conta do transfake", explica. "Produções que abordam diretamente a temática trans – como 'Born to Fashion' – são bons exemplos de como uma produtora pode incluir profissionais transgênero em sua equipe e produzir um programa de qualidade para todos os públicos. Mas esse é só o primeiro passo", completa. Marcone ainda reforça como é essencial que a diversidade (de gênero, sexual, étnica e racial) seja uma exigência na produção de qualquer obra – e não só naquelas que pautam diretamente essas questões. "A presença de pessoas LGBTQIA+ precisa ser normalizada no mercado de trabalho, e não limitada em função da construção apenas das narrativas que lhes concernem", pontua.

Gustavo Baldoni, produtor executivo da Delicatessen Filmes, que assina a produção de "Born To Fashion", também conversou com TELA VIVA sobre o assunto. "Nós da Delicatessen Filmes acreditamos que produções como 'Born To Fashion' são mais do que importantes, são necessárias e fundamentais, especialmente num país como o Brasil, que ostenta o primeiro lugar no ranking mundial de assassinatos de pessoas trans; a expectativa de vida de uma pessoa trans no Brasil é de apenas 30 anos, enquanto a da população média gira em torno de 75 anos. Existe um abismo, que precisa que ser enfrentado com coragem e disposição para a mudança. É fundamental reconhecermos a importância da inclusão de todes para a promoção do desenvolvimento sustentável em todo o mundo. E o entretenimento pode e deve assumir a sua responsabilidade nesse jogo", declara. Baldoni ressalta que, apesar de ter um casting composto só por mulheres trans, o reality não fala exatamente sobre a questão transgênero, e sim sobre a busca pelo sucesso na carreira de modelo e pela conquista de seu espaço – o que, claro, está intrínseco a essas mulheres, que tanto precisam batalhar para isso – mas por isso o tema aparece organicamente na série. "Nós produzimos 'Born To Fashion' para gerar reconhecimento das histórias dessas personagens, seus sonhos, suas possibilidades e potências. Não tem pretensão educacional. Para isso, há muita informação de qualidade disponível pra quem ainda não entendeu a necessidade de interromper a invisibilidade trans na nossa sociedade", esclarece.

Para além de "Born To Fashion", o canal E! traz uma preocupação social em diversas de suas produções, inclusive em sua campanha institucional, "Vozes do E!". Para Marcello Coltro, sênior VP do canal, a questão social "representa o norte da proposta de nossa marca e plataforma". O executivo diz que trata-se de ter responsabilidade com a audiência, composta em sua maioria por mulheres que lutam pela igualdade e contra o preconceito e discriminação. "O E!, por meio de uma linguagem de entretenimento e formatos acessíveis, inclui mensagens positivas que objetivam provocar essa discussão de desigualdade social, questões de aceitação e mudança de percepção da sociedade em relação a estigmas de forma física, gênero e idade", define. Entre os nomes que representam a marca, estão Fluvia Lacerda, Mayara Russi, Nahuanne Drummond e Denise Gimenez, que representam o "direito de construir uma carreira no mundo da moda mostrando que a beleza e direito de sentir-se bem consigo mesma não têm medidas"; Penelopy Jean, Ikaro Kadoshi e Rita Von Hunty, pelo "direito de transformação e a magia de assumir a alma feminina apoiando a força interior e a aceitação da Diva' que existe em cada mulher"; e Lais Ribeiro, com o "direito de lutar pelo certo, de enfrentar e vencer barreiras raciais, abrindo caminhos para futuras modelos independente de raça ou identidade de gênero", entre outras.

Série "Todxs Nós", da HBO, criada e dirigida por Vera Egito 

Outra obra recente que se destacou pelo pioneirismo dentro dessa temática foi "Todxs Nós", que estreou em março na HBO. Criada por Vera Egito, Heitor Dhalia e Daniel Ribeiro, com direção geral de Vera Egito, a comédia dramática aborda temas ligados ao universo LGBTQIA+ como compreensão, inclusão, aceitação e uso da linguagem neutra. Na trama, a atriz Clara Gallo vive Rafa, jovem de 18 anos, pansexual e não-binárie que decide deixar a família no interior de São Paulo e mudar-se para a casa de seu primo, Vini (Kelner Macêdo), na capital. Vini, que já divide o espaço com Maia (Julianna Gerais), fica surpreso ao descobrir que Rafa se identifica com o pronome neutro e não com o gênero feminino ou masculino. Já na chegada, explica, por exemplo, que é prime – e não prima – de Vini.

Os roteiros da série contam com a colaboração de Thays Berbe e Alice Marcone – que também está na equipe de "Born to Fashion", do E!. Em entrevista para TELA VIVA, Vera Egito reconhece que o audiovisual ainda é pouco aberto à diversidade: "São pouquíssimos projetos de ficção nos streamings e nas TVs abertas com protagonismo LGBTQIA+. Há uma resistência histórica sobre essas existências na mídia e muita transfobia e muita homofobia na nossa sociedade. Mas sinto que estamos mudando. O fato de uma plataforma do tamanho e da importância da HBO produzir uma série como 'Todxs Nós' é prova disso". Egito destaca que a série traz o debate sobre o uso da linguagem inclusiva e que é urgente que comecemos a repensar nossos conceitos de masculino e feminino, uma vez que essa norma "nos aprisiona e gera violência e exclusão". Mas a produção é uma comédia dramática e, por isso, esse tema – e vários outros – estão na trama de maneira leve, irônica e divertida. "Acho essa uma característica essencial do projeto. A série dá visibilidade para muitas questões mas, antes de mais nada, apresenta personagens para que você se conecte, se entretenha, ame ou odeie. Há momentos de militância, momentos de deboche, momentos de emoção. E aí, envolvendo-se com essas histórias, muito do preconceito e da intolerância são vencidos. Porque a pessoa não-binária, a travesti e o gay deixam de ser 'o outro' para serem pessoas próximas, humanas. Pessoas com quem você se importa. E esse é o maior poder da dramaturgia na minha opinião: trazer mundos que parecem distantes para bem perto", declara. A diretora ainda adianta que já está com outras produções engatilhadas – seu próximo longa se passa em 1968 e tem inclusive, como protagonista, uma jovem lésbica.

Como vice-presidente corporativo de produções originais da HBO Latin America, Roberto Rios reitera a importância de canais de TV abrirem esses espaços: "A identidade de gênero e a sexualidade são elementos humanos universais muito importantes e que devem ser retratados de forma genuína nas mais diversas obras. Ao dar visibilidade a personagens da comunidade LGBTQIA+ em nossas produções, apresentamos essas questões para todo o público, inclusive para pessoas que não têm familiaridade com esse universo". Falando especificamente sobre "Todxs Nós", Rios diz que a série tem todos os atributos que marcam as produções da HBO: é autêntica, genuína e original. E tem a personagem Rafa, que é não-binárie: "Isso implicou uma série de novidades para nós, desde a maneira como trataríamos a questão do gênero não-binário até o uso da linguagem inclusiva. Além de Rafa, a série tem outros personagens bem estruturados que fazem parte da comunidade LGBTQIA+, o que nos deu a possibilidade de desenvolver bem, com uma sala de roteiro também diversa. Temos a consciência de que fizemos algo inovador e ficamos orgulhosos por isso mas, mais ainda, por poder dar voz a pessoas reais, que vivem neste mundo e não são sempre reconhecidas na produção audiovisual". O VP lembrou ainda que, com o apoio da consultoria especializada em diversidade Diversity Bbox, a HBO lançou o "Guia Todxs Nós de Linguagem Inclusiva", inspirado na linguagem da série. O objetivo do material é apresentar este assunto para mais pessoas e comunicadores em geral, além de promover uma reflexão sobre a comunicação como forma ativa de dar visibilidade a pessoas transgênero binárias ou não-binárias.

Cena de "Toda Forma de Amor", do Canal Brasil

O Canal Brasil, por sua vez, também se apresenta como uma marca constantemente preocupada em exibir produções diversas – o conteúdo LGBTQIA+ é uma abordagem frequente em sua programação. "Abrir espaço para essa temática, além de tantas outras, que por muito tempo praticamente não apareciam na TV brasileira, é um dos papéis fundamentais do Canal Brasil. Está em nosso DNA", garante André Saddy, diretor geral do canal. No último ano, por exemplo, a emissora exibiu a série "Toda Forma de Amor", com texto de Marcelo Pedreira e direção de Bruno Barreto, que conquistou bons resultados em termos de repercussão e audiência, com 38% acima da média do horário nobre do canal.

Em 2020, outras produções nesse sentido também ganharam espaço na grade: é o caso de "Favela Gay – Periferias LGBTQI+" e "Transgente", além do "Especial Orgulho LGBTQIA+", programação exibida em junho em comemoração ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQI" (28 de junho) – neste ano, o Canal Brasil reforçou a importância do tema e trouxe filmes e séries sobre o assunto ao longo de todo o mês. A exibição principal dos filmes apresentou resultado 19% acima da média do canal no horário nobre e foi o segundo conteúdo com maior número de horas consumidas no Simulcast do Canal Brasil Play. Já o drama LGBT "Tatuagem", de Hilton Lacerda, é o filme mais visto no Canal Brasil Play. Outro conteúdo de sucesso ainda dentro da temática é "Transmissão", que estreou em 2019 e teve uma segunda temporada lançada em junho de 2020. Na atração, Linn da Quebrada e Jup do Bairro expõem suas rotinas e mostram como suas posturas nos palcos visam desconstruir estereótipos de gênero, raça e classe. O podcast do programa é o mais assistido do Canal Brasil. E para além da TV, o canal ainda assina diversas coproduções de filmes LGBTQIA+ que conquistaram diversos prêmios em festivais nacionais e internacionais, como "Bixa Travesty". "Para o Canal Brasil, produzir, incentivar, exibir e divulgar este conteúdo é uma questão urgente depois de tantos anos de exclusão e invisibilidade. Seguiremos apostando de forma exagerada neste caminho com a expectativa de cada vez mais ajudar a reequilibrar e incluir", afirma André Saddy.

Thereza (Mel Lisboa) na série "Coisa Mais Linda"

Além da TV fechada, produções LGBTQIA+ também conquistam seu espaço no streaming. Uma das mais bem-sucedidas produções originais nacionais da Netflix, "Coisa Mais Linda", da Prodigo Films, acerta ao trazer um casal lésbico para dentro de uma trama de época – infelizmente, ainda há quem acredite que a homossexualidade não existia no passado. Para Beto Gauss e Francesco Civita, sócios e produtores da série, é de extrema importância trazer essas questões e a realidade, independente da época: "Muitas vezes, é bom olhar para trás para compreender que as características e qualidades do ser humano atravessam o tempo. A sexualidade é pessoal e natural e não deveria ser julgada ou discriminada. Temos que lutar contra o preconceito de ontem e de hoje. É absolutamente normal para uma personagem como a Thereza ter uma relação com outra mulher. Ela é amada pela audiência por ser uma mulher livre, forte e amorosa. Thereza sente e vai; não interessa o julgamento dos demais. O importante pra ela é ser fiel a si mesma.".

Para a dupla, está cada vez mais comum tratar essa pluralidade com naturalidade, com canais de TV a cabo e plataformas de streaming dando mais liberdade no desenvolvimento dessas criações. "Os canais abertos também estão colocando em pauta essas questões – o que é vital, seja nas novelas e séries e até mesmo em programas de grade", observam os produtores. "Na Prodigo, celebramos a qualidade dos profissionais, independente de gênero e sexualidade. Mas é importante ficarmos atentos para inibirmos qualquer preconceito e criarmos as oportunidades, dentro e fora das produções, para que isso se torne cada vez mais equilibrado no nosso meio", concluem.

Recém-lançada no mercado, a plataforma de streaming 100% nacional InnSaei.TV anunciou há pouco tempo a série inédita "Três Quartos", do diretor Airo Munhoz. A mistura de sitcom e drama LGBT acompanha a história de três jovens que compartilham a vida e seus percalços e já está disponível gratuitamente na plataforma, que pode ser baixada na App Store ou Google Play para iOS e Android e acessada também em Smart TVs, tablets e computadores. A produção é da Substrato Filmes com distribuição da Lira Filmes e o elenco conta com Rodrigo Barros, João Mesquita e Caroline Varani. Para TELA VIVA, o diretor Airo Munhoz conta: "A série traz a diversidade sexual no cerne da questão, principalmente colocando um personagem tradicionalmente machista fazendo piadas e sendo confrontado dentro da própria casa. Isso é abordado de forma natural e leve, mas está presente em toda a obra. É necessário discutirmos a questão do machismo e da LGBTfobia, e fazemos isso trazendo personagens masculinos trabalhando conflitos, aprendendo a se relacionar, sair da zona de conforto. É necessário repensar a masculinidade e essa é a discussão dessa temporada". A ideia, segundo o ele, é vez ou outra trazer o assunto de fora quase didática, para pessoas que não têm contato com esse tipo de discussão – e normalmente buscam evitá-la – possam refletir.

Munhoz ainda aponta que a comunidade LGBT sempre esteve na TV, mas de forma caricata e problemática. "Com a democratização do debate trazido pela internet, as chamadas 'minorias' ganharam mais espaço e vêm conquistando aos poucos um lugar na grande mídia de forma realmente substancial, principalmente pensando no 'G' da sigla, ajudando a mostrar que somos seres humanos e temos, sim, problemas além da discussão de identidade ou orientação sexual. Estamos aos poucos saindo da lupa de análise laboratorial nas obras audiovisuais e andando nas ruas, sendo personagens complexas e com vários conflitos", observa.

Bia Ambrogi, sócia e fundadora da InnSaei.TV, afirma que a plataforma foi idealizada para ser um espaço de diversidade e representatividade. "A necessidade de ter uma janela de distribuição de qualidade de streaming vale para todo o mercado audiovisual brasileiro independente, porém, quando pensamos no conteúdo LGBT+ e cultura black, vemos que mais ainda precisam de telas que os representem", diz. Para ela, "Três Quartos" é uma série com formato leve e descontraído, com produção simples e despojada, que gera identificação do público jovem. "Queremos trazer mais obras como estas, conteúdos bem elaborados que dialoguem com o público atual e que estão aguardando uma janela que os receba e os valorize", adianta. A plataforma conta com lançamentos todas às quintas-feiras.

Apesar do número de produções audiovisuais com representatividade LGBTQIA+ em suas tramas, elencos e equipes estar crescendo, como ilustram os casos acima, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Alice Marcone reflete: "A ausência histórica desse tipo de representatividade deixou um espaço aberto para novas narrativas e perspectivas. Acho muito importante pautar que essa demanda por novas representações e narrativas vem também como consequência desse movimento – ainda incipiente, mas real – de uma maior inserção das pessoas LGBTQIA+ no mercado. Quando essas pessoas trabalham, elas se transformam em público consumidor, com suas próprias exigências, e isso também gera mudanças nas demandas das produções audiovisuais. Por mais que tenhamos resistências, retrocessos e uma corrente reacionária bem forte no país, essa transformação nas demandas do consumidor é uma verdade cada vez mais geral do brasileiro. Essa mudança não só precisa acontecer, como está acontecendo e não será refreada".

 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Criada a Frente Parlamentar Mista do Audiovisual

Por Fernando Lauterjung

Foi criada nesta sexta, 30, em São Paulo, a Frente Parlamentar Mista do Audiovisual, presidida pelo deputado Orlando Silva (PCdoB/SP) e tendo como secretária geral a deputada Bruna Furlan (PSDB/SP). "Quando conversei com o Paulo (Schmidt, presidente da Apro) e com a Sonia (Regina Piassa, diretora executiva da Apro) sobre a frente, pensei que seria importante ter uma agenda concreta.
Apresentamos uma com 17 pontos. Temos que fazer avaliações periódicas e rever a agenda quando necessário. A frente precisa ter objetivo", destacou Orlando Silva na cerimônia de lançamento, que aconteceu no Museu da Imagem e do Som – MIS.
"Para nós, produtores, parlamento é uma coisa muito distante. Mas percebemos que se a gente não militar, não avançamos em nossas conquistas. Economia criativa representa apenas 2,7% do PIB, com potencial para chegar a 10%", disse Paulo Schmidt, da Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (Apro), no evento. Participaram ainda das discussões e do lançamento da frente a Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPITV), Associação Brasileira das Produtoras de Fonogramas Publicitários (Aprosom), Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo (Siaesp) e Sindicato da Indústria Audiovisual (Sicav).
Felipe Trielle, da Aprosom, destacou a importância do recolhimento de direitos autorais para o setor de áudio. "Dependemos do cumprimento da lei do direito autoral. Estamos sofrendo muito, sobretudo no mundo online", disse, sobre um dos pontos a serem abordados pela frente.
Manoel Rangel, presidente da Ancine, também participou do lançamento. "Sem valentes que decidem abraçar essa causa no Congresso Nacional, não é possível fazer as conquistas necessárias para fazer do Brasil um grande centro produtor de conteúdo. A Ancine está à disposição de vocês, com um corpo técnico capaz. Contamos com vocês para as batalhas de afirmação do audiovisual brasileiro", disse.
Veja quais são os 17 pontos a serem trabalhados pela Frente Parlamentar Mista do Audiovisual:
  • Impulsionar a tramitação dos projetos de revisão da Lei de Direitos Autorais
  • Revisar a Lei 6.533/78 que regulamenta a profissão de artista e técnicos, incluindo profissões recentes não contempladas e eliminando outras que já não existem
  • Propor a inclusão de cotas de produção nacional para segmentos além da TV paga, bem como limitar o efeito de reprises para cumprimento das cotas
  • Desonerar a aquisição de equipamentos para o setor
  • Impulsionar a tramitação de projetos de lei que tratem da regionalização da produção para a TV
  • Atuar, junto ao Mnistério da Cultura, na criação do Laboratório de Desenvolvimento de Incubadoras de Projetos Culturais
  • Acompanhar quaisquer medidas legislativas e administrativas para regulamentar a exploração e veiculação de obras na Internet, VOD etc.
  • Garantir a destinação de recursos do Fundo do Setor Audiovisual (FSA)
  • Garantir os desembolsos do FSA já comprometidos nas chamadas públicas
  • Ampliar a quantidade de salas de exibição no país
  • Ações para equacionar a distribuição e exibição do audiovisual
  • Reforçar a importância do Conselho Superior de Cinema
  • Reforçar a importância da Cinemateca Brasileira
  • Ações para fortalecer a Secretaria do Audiovisual do MinC
  • Ampliar acordos de coprodução internacional
  • Ações para facilitar a emissão de vistos de trabalho para talentos estrangeiros
  • Ações para facilitar o uso de locações particulares e logradouros públicos em produções

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Produção audiovisual infantil brasileira está abandonada, diz Carla Camurati

Do Portugal Digital

A população infantil consumidora de produtos audiovisuais brasileiros, como produções de cinema, está abandonada no Brasil. A avaliação é da produtora cultural Carla Esmeralda, que dirige o Festival Internacional de Cinema Infantil, ao lado da cineasta Carla Camurati, desde 2003.
Na terça-feira, primeiro dia de debates do Fórum de Defesa e Promoção do Cinema Infantil Brasileiro, que integra a programação do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Carla Esmeralda destacou que o problema no Brasil não está limitado à falta de recursos, mas também à falta de articulação das leis do audiovisual que regulam os investimentos.
"A partir do quanto se tem [recursos], podemos construir um novo mercado e desobstruir problemas que afetam o audiovisual infantil, como a distribuição das produções", disse.
Segundo Carla Esmeralda, mercados como a Dinamarca e Holanda deveriam ser vistos como exemplo pelos brasileiros. A Dinamarca, por exemplo, destina 25% de todos os investimentos de audiovisual para as produções infantis. "É um país de 6 milhões de habitantes. Aqui devemos ter algo em torno de 25 milhões de crianças. É uma população imensa e você tem que legislar a favor dessa população", disse.
No caso da Holanda, o chamado "filme familiar", segmento voltado para pais, mães e filhos, reúne 500 mil espectadores, de acordo com a produtora cultural. "Temos que descobrir no Brasil qual é a nossa tendência. Temos que começar a fazer para entender qual a resposta das nossas crianças. Já vejo filmes brasileiros que as crianças gostam muito, as crianças brasileiras gostam muito de comédia, por exemplo".
Carla Esmeralda acredita que o Festival Internacional de Cinema Infantil, criado em 2003, inspirou uma nova geração de cineastas e que o país precisa incentivar a criação de um mercado voltado para este público. "Já temos uma nova geração de cineastas que quer fazer filme para criança e 70% deles são homens", disse.
Os debates em torno de temas como a distribuição e produção de filmes infantis no Brasil, eventos e festivais de cinema para esse público, mercado dos filmes de animação e as novas perspectivas para o segmento é concluído quarta-feira (19). As propostas apresentadas durante o fórum serão entregues, em um documento, aos representantes da Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal, do Ministério da Cultura, do Ministério da Educação e à Presidência da República.
Além de alvo de discussões, o cinema infantil tem espaço garantido no Festival de Brasília, com local e horários específicos para as crianças conferirem curtas-metragens nacionais infantis. Conhecido como Festivalzinho, a programação foi inaugurada hoje, pela manhã, com o filme O Filho do Vizinho.
O curta-metragem de pouco mais de sete minutos, produzido no Distrito Federal e com direção de Alex Vidigal, mostra a história de Ronaldinho, um garoto que observa maravilhado as aventuras e as peripécias de um garoto chamado de várias formas por uma vizinhança enlouquecida com ele.
O Festivalzinho apresenta nesta quarta-feira (19) Uma Estrela no Quintal, animação paulista de Danielle Divardin sobre Clarisse, uma menina de cinco anos cheia de imaginação que sonha em alcançar a estrela mais brilhante. Até o  dia 21,  serão exibidos 11 curtas na Sala Martins Pena do Teatro Nacional, sempre às 10 horas.
Além das exibições no Teatro Nacional, que este ano, funciona como sede das mostras competitivas de longas-metragens ficção e documentário e de curtas-metragens de ficção, documentário e animação, os filmes que integram o circuito do Festivalzinho serão apresentados em espaços no entorno da capital, como Candangolândia, Ceilândia, Cruzeiro, Guará, Gama, Núcleo Bandeirante, Park Way, Riacho Fundo 2, Samambaia, Sobradinho e Taguatinga.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Audiovisual: lei traz uma nova era para a produção independente

Publicado originalmente no Blog do Zé



"Com a nova lei da TV paga nós inauguramos uma nova fase da política de fomento à produção independente no país", anuncia Glauber Piva, diretor da Agência Nacional de Cinema (ANCINE).

A valorização do conteúdo nacional, uma das determinações da Lei 12.485 presente no novo marco regulatório da TV paga, traz uma boa demanda para as produtoras nacionais independentes. Na última semana, as instruções normativas da Lei, sancionada ano passado pela presidenta Dilma Rousseff, foram publicadas.

Para nos explicar melhor o que está em jogo, conversamos com Piva. Entusiasta do novo momento e das nova responsabilidades da Agência, Piva explica por que a Lei 12.485 traz uma nova fase à política de fomento para a área no país. Acompanhem.

Glauber, o que é a Lei 12.485?

Image[ Glauber Piva ] A Lei é a primeira legislação que regula a TV a cabo no Brasil. Ela tramitou por quatro anos no Congresso Nacional, foi uma iniciativa do legislativo sancionada pela presidenta Dilma em setembro de 2011. É uma lei que passou pela Câmara, foi para o Senado, voltou para a Câmara e tramitou em meio a um intenso diálogo e a uma série de negociações entre os parlamentares e os representantes do setor. Este processo é um dado relevante porque nele vieram à tona polêmicas e contradições que requereram debates ao longo da sua tramitação.

Qual o papel da ANCINE hoje?

[ Piva ]
 A ANCINE tem funções de regulação, fiscalização e de fomento. Até agora, ela não tratava de TV paga. A nova Lei lhe dá essa atribuição. A Lei é muito clara na segmentação das funções entre a ANCINE e a ANATEL. Vamos pensar, por exemplo, a NET ou a SKY. A Lei distingue as funções de formar o pacote (empacotadora) e de distribuir o sinal para o assinante (distribuidora). Enquanto a ANATEL é a agência reguladora das questões de infraestrutura e de distribuição, a ANCINE atua no que diz respeito à programação e ao empacotamento.

No regulamento aprovado pela ANCINE e divulgado no Diário Oficial na semana passada, o que foi estabelecido está muito claro. Um dos exemplos é a proporção entre os canais brasileiros e estrangeiros ofertados ao consumidor. A Lei estabelece uma cota de canais nacionais. A ANCINE trata desta valorização do conteúdo brasileiro. Agora, as questões de distribuição e de como o sinal chegará na casa do assinante estão relacionadas à ANATEL.

Como funciona a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (CONDECINE) com a nova Lei?

[ Piva ] Desde a criação da ANCINE, existe a CONDECINE e a agência sempre fiscalizou o pagamento da contribuição. O que mudou com a Lei é que as programações referentes às TV pagas passam a pagar CONDECINE. A Lei estabelece, também, no que deve ser usado esse recurso. Ele é destinado ao Fundo Setorial do Audiovisual gerido pelo Comitê Gestor deste Fundo e constituído por representantes do governo e da sociedade civil. A ANCINE faz, na prática, a secretaria-executiva deste Comitê. O Fundo agora passa a receber os recursos dessa nova CONDECINE, fica mais robusto e tem a tarefa de fortalecer o setor audiovisual brasileiro.

O Fundo hoje tem cinco linhas de financiamento destinadas basicamente para produção de conteúdo audiovisual para cinema e televisão. A FINEP era o agente financeiro e passamos a contar com o BNDES e com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDES) que fomenta na região Sul do país, e terá a função de agente financeiro para as linhas já existentes.

Em que medida a Lei estimula a produção independente no país?

[ Piva ] O coração da Lei 12.485 é fortalecer a produção independente brasileira. Quando dizemos “fortalecer o setor audiovisual brasileiro” significa fortalecer a produção independente, ou seja, a produção audiovisual e cinematográfica feita pelas empresas não vinculadas às grandes distribuidoras estrangeiras, nem coligadas ou controladas por canais e empresas de radiodifusão. Esse trabalho já vinha sendo feito pela ANCINE. Mas, agora, com a Lei, aumentou a demanda por conteúdo brasileiro de produção independente na TV paga. Então, nossa responsabilidade cresce e isso é muito bom para a ANCINE e para o Brasil. É um desafio que a ANCINE está disposta a enfrentar e está enfrentando.

E o Fundo Setorial conta agora com mais recursos, vai ter novas linhas. O fortalecimento do setor audiovisual brasileiro não é apenas a colocação de recursos na produção direta. É preciso que a gente crie uma nova política de inteligência na produção do fomento. Há de se lembrar que o Brasil está completando 27 anos – desde a Lei Sarney – de uma lógica de renúncia fiscal fortalecida pelas leis Rouanet e do Audiovisual. Esse é um processo importante na história do país. Com a nova lei da TV paga nós inauguramos uma nova fase da política de fomento.

Glauber, e em termos de diversificação do conteúdo?

[ Piva ] O Estado brasileiro entende que é preciso diversificar as políticas de fomento no país. Uma forma é diversificar do ponto de vista regional. A Lei estabelece que de todos os recursos e contribuições da CONDECINE que vão para o Fundo Setorial, ao menos 30% têm de ser dedicados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Quando falamos em diversificação, falamos também em diversificação regional. E não é só falar em produção das grandes produtoras independentes localizadas no Rio e em São Paulo. Estas já têm o seu espaço e ele será ampliado, sem sombra de dúvidas, com ou sem recurso público. Esse espaço é importante, tem de ser defendido. As grandes empresas têm de ser fortalecidas.

Quando o Congresso Nacional aprova uma lei que fortalece a produção independente, ele está aprovando que o Brasil seja visto na TV, nas TVs pagas que chegam na casa do cidadão. Então, é preciso que todo o país consiga produzir. Não basta colocar dinheiro na pequena produtora, a diversificação também se dá com políticas de desenvolvimento de projetos, de qualificação dos roteiros, e de planejamento das empresas. Estamos falando em diversificação de linguagem. Esta é a grande questão colocada por essa nova política.

Foto: Valter Campanato/ABr

segunda-feira, 28 de maio de 2012

UnB seleciona professor de Audiovisual

A Faculdade de Educação da Universidade de Brasília - UnB/FE/MTC está com inscrições abertas até o dia 22 de junho para o concurso de professor adjunto na área de audiovisual para o Departamento de Métodos e Técnicas.
A seleção oferece uma vaga em regime de dedicação exclusiva. A remuneração é de R$ 7.627,02.
O candidato deverá ser detentor do título de Doutor em Educação, Comunicação ou área afim.
Mais informações, clique aqui.
Informações sobre o edital 239, clique aqui.
Ficha de inscrição online, clique aqui.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Telefónica de Espanha vai produzir filmes e conteúdo audiovisual

Do Teletime news

O grupo espanhol Telefónica voltará ao mercado de criação de conteúdos. Segundo o jornal espanhol Cinco Dias, o grupo está criando a divisão Telefónica Producciones, cujo objetivo é a produção e coprodução de filmes, programas de TV e outros tipos de obras audiovisuais. A medida foi tomada para se adaptar à nova Lei do Cinema adotada na Espanha, que determina que as empresas com receitas provenientes do setor audiovisual reinvistam pelo menos 5% do faturamento no financiamento do cinema e da TV. O grupo tem em seu país de origem uma operação de TV por assinatura, a Imagenio, e ainda distribui conteúdo de TV para dispositivos móveis. No passado, a Telefónica fez fortes investimentos nessa área, tornando-se inclusive proprietária das produtoras Lola Films e Endemol, de emissoras de TV na Argentina e chegou a cogitar a participação em emissoras de TV no Brasil, mas depois se desfez desses investimentos e abandonou a estratégia.

A nova área do grupo será administrada pelos executivos Ezequiel Nieto e Angel Vila, provenientes dos departamentos de investimentos e de aquisições e fusões, respectivamente.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

VI Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual

Com o tema O Empreendedor no Mercado Audiovisual Globalizado, o Ciclo de Palestras sobre Mídias Digitais será realizado dentro da programação do VI Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, de 26 a 31 de julho, no Teatro Castro Alves.
Trata-se de uma das novidades do SemCine, voltada para a análise sobre o impacto que as mídias digitais no mercado de conteúdo audiovisual no Brasil e outros países, onde já se observam diversas possibilidades emergindo, como a recepção de canais de TV em aparelhos de celular e os portais de vídeo na internet.
Além das janelas que surgem, os consumidores também passam a ser produtores em potencial por meio do desenvolvimento tecnológico e barateamento dos equipamentos digitais.

O Ciclo de Palestras vai abordar os temas Introdução às Mídias Digitais (os conceitos da TV 2.0, a distribuição digital de conteúdos, modelos de negócios e discussão de cases reais do Brasil e do mundo), com André Mermelstein; Produção Multimídia (narrativas multilineares e interativas para internet ou TV Digital, jornalismo e documentários multimídia, roteiros para novas mídias e produções interativas do Brasil e do mundo, contêneres e codecs, tamanho e taxa de frames, taxa de bits, padrões utilizados para DVDs, celulares e internet), com André Deak e VJ Pixel; e Fontes de Financiamento para Mídias Digitais (atratividade do segmento para o capital de risco, modelo de negócios dos fundos de capital de risco, perfil do empreendedor, perspectivas para o futuro), com Humberto Matsuda.

As inscrições para esse evento podem ser feitas via Internet, através deste sítio . Mais informações pelo telefone (71) 3283-7017.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Coleção de livros faz panorama do audiovisual brasileiro

Do TelaViva news

O Instituto Iniciativa Cultural e a Escrituras Editora lançam a coleção de livros "Indústria Cinematográfica e Audiovisual Brasileira", que apresenta um panorama sobre o mercado, a economia e as políticas públicas voltadas para o setor. A coleção é composta por três livros: "Cinema e Políticas de Estado: da Embrafilme a Ancine", "Cinema e Economia Política", e "Cinema e Mercado". A coordenação foi da pesquisadora Alessandra Meleiro.
A coleção é resultado da premiação do Programa de Ação Cultural (PAC) da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, edição 2009.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Audiovisual: Brasil e França assinam novo acordo de coprodução

Com informações do TELA VIVA News

Brasil e França assinaram hoje um novo acordo de coprodução entre os dois países. O novo texto, que atualiza o acordo vigente entre os países, de 1969, tem como um dos pontos mais importantes a redução da cota de participação minoritária para 20% com possibilidade de chegar em até 10%. Outra novidade é o reconhecimento da contribuição artística para os profissionais de ambos países, que visa maior interação e troca de experiência nos projetos, incluindo talentos do Mercosul.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Vaga para professor na UFSM

A Universidade Federal de Santa Maria - campus Frederico Westphalen abriu uma vaga para jornalismo, especificamente na área de produçáo audiovisual no Departamento de Ciências da Comunicação.
A vaga é para professor Assistente, com dedicação exclusiva. A remuneração inicial bruta para o cargo de professor Assistente em regime de Dedicação Exclusiva é de R$ 4.442,60

Requisitos:
Graduação em Comunicação Social - habilitação em jornalismo ou graduação em Rádio e TV, com Mestrado em Comunicação ou áreas afins (Ciências Sociais Aplicadas: Administração, Ciência da Informação, Jornalismo e Editoração, Rádio e Televisão, Programação Visual. Em Ciências Humanas: Educação, Sociologia, Filosofia, Antropologia, História, Ciência Política, Relações Internacionais. Em Lingüística, Letras e Artes: Cinema, Fotografia, Artes do Vídeo, Lingüística, Letras, Artes.)

Para ler o edital, clique aqui