Caros leitores e leitoras.

domingo, 29 de junho de 2014

Opinião: Globo é a grande derrotada da Copa

Por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual:

A Copa do Mundo de Futebol no Brasil deveria ter sido vista como uma oportunidade rara para as empresas de mídia fazerem bons negócios. Poderiam aproveitar a visibilidade e o interesse no Brasil pelo evento esportivo de maior popularidade do planeta para vender ao mundo reportagens, documentários sobre cada região no entorno das cidades-sede e ampliar os canais de exportação para produtos jornalísticos e obras audiovisuais.
Mas estas empresas, quase todas "filhotes da ditadura", perderam esta oportunidade histórica por visão pequena, provinciana, e pelo vício de tratar seu próprio negócio como se fosse um partido político, daqueles obrigados a contestar qualquer ação de um governo o qual querem derrubar nas urnas ou sabe-se lá como.
Até o início do Mundial, as tevês, jornalões, revistas e portais alinhados ao pensamento demotucano detonavam a Copa no Brasil. Óbvio que essa corrente de pensamento do contra influiu na imprensa estrangeira. Mesmo empresas de comunicação que tenham correspondentes no Brasil acabam contaminadas pelo que ouvem e veem nas telas de TV, nas capas de revistas e nas páginas dos jornais de maior circulação.
Com a chegada da Copa, cerca de 19 mil profissionais de mídia de diversos países do mundo desembarcaram no Brasil. Por si só, esse número já mostra o fracasso da imprensa tradicional brasileira. Quase ninguém quis comprar suas reportagens e matérias por falta de confiança na narrativa. Todos quiseram ver com seus próprios olhos, fazendo suas próprias reportagens, tanto esportivas como sobre outros acontecimentos.
E o aconteceu é que essa multidão de jornalistas estrangeiros passou a produzir matérias de todos os tipos com uma visão positiva, sem deixarem de ser realistas, sobre o Brasil – e suas narrativas foram muito diferentes do que havia sido propagado até antes da Copa.
As minorais barulhentas, que protestavam com quebra-quebras localizados e ganhavam grande destaque na pauta do principal telejornal brasileiro, passaram a ser retratadas com sua verdadeira dimensão no exterior: sem serem desprezadas, mereceram notas na imprensa internacional proporcionais à sua relevância.
E a maioria do povo brasileiro, até então silencioso, explodiu em festa com a chegada da Copa.
Pois bem. Na quinta-feira (27), o Jornal Nacional da TV Globo fez uma longa matéria mea culpa, mas disfarçada, com o título "Clima festivo e sucesso da Copa conquistam manchetes internacionais".
O apresentador William Bonner abriu dizendo "Durante meses, os atrasos e os problemas de organização da Copa do Mundo foram assunto de muitas reportagens no Brasil e no exterior. Existia no ar uma preocupação generalizada com as consequências dos atrasos, das obras não concluídas. E os jornais estrangeiros eram especialmente ácidos nas críticas. Mas o fato é que, aos poucos, desde o início desse Mundial, isso tem mudado." Em seguida, citou algumas reportagens de revistas e jornais europeus e estadunidenses, comparando o conteúdo antes da Copa, que era negativo, e agora, francamente positivo.
O que o telejornal fez foi jogar no colo da imprensa estrangeira o que a própria TV Globo, junto com revistas como Veja e Época, e jornais como Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo propagaram incessantemente e que acabou repercutindo no exterior.
É a inversão das coisas. É como dizer: "Caros e ingênuos telespectadores, nada do que nós falamos durante meses sobre um suposto fracasso da Copa era verdade, como vocês estão percebendo, mas 'existia no ar uma preocupação generalizada' de que o seria, respaldada na imprensa estrangeira."
Como se vê, o 'tucanismo' da Globo está levando-a à decadência

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Egito: Justiça condena três jornalistas da Al Jazeera

Três funcionários da rede foram acusados de colaborar com o terrorismo e transmitir notícias falsas sobre o país. Decisão coloca liberdade de imprensa no Egito em foco.


Os jornalistas da Al-Jazeera Peter Greste (esquerda) e seus colegas Mohamed Fadel Fahmy (centro) e Baher Mohamed (direita) escutam o veredicto de suas penas (Khaled Desouki / AFP)

por Deutsche Welle
A Justiça egípcia condenou, nesta segunda-feira 23, três jornalistas da rede Al Jazeera a penas que variam de sete a dez anos de prisão. Eles são acusados de colaborar com a Irmandade Muçulmana e de transmitir notícias falsas com a intenção de distorcer a imagem do Egito no exterior.
O jornalista australiano Peter Greste, correspondente baseado no Quênia, e o egípcio-canadense Mohamed Fadel Fahmy, chefe da sucursal da Al Jazeera em inglês no Egito, foram condenados a sete anos de prisão. O produtor egípcio Baher Mohamed recebeu duas sentenças: uma de sete e outra de três anos.
Os três haviam sido detidos num hotel no Cairo em dezembro de 2013. Além de publicar notícias falsas e, assim, ajudar uma "organização terrorista", os três jornalistas também foram acusados de fornecer dinheiro, equipamento e informações a um grupo de 17 egípcios.
Além dos três jornalistas, quatro estudantes egípcios, que dizem não ter relação com a Al Jazeera e se queixaram de maus-tratos sob custódia, também foram condenados a penas de sete anos sob as mesmas acusações. Outros dois estudantes, entre eles o filho do líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed al-Beltagi, foram absolvidos.
Dois funcionários britânicos da Al Jazeera e um jornalista de rádio holandês foram julgados à revelia e condenados a dez anos de pena. Recursos são possíveis em todos os casos.
O veredicto do tribunal egípcio veio após um julgamento em que promotores falharam repetidas vezes na tentativa de fornecer qualquer evidência concreta de que os jornalistas teriam produzido uma cobertura distorcida.
A Al Jazeera disse que as acusações são "infundadas, inaceitáveis e completamente injustificadas". Os escritórios da rede no Cairo estão fechados desde julho do ano passado, quando foram invadidos pelas forças de segurança, horas após o Exército depor o então presidente, Mohammed Morsi.
O julgamento dos jornalistas provocou indignação internacional em meio a temores em relação à repressão à liberdade de expressão e de imprensa no Egito. A decisão ocorreu um dia após o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, encontrar-se com o recém-eleito presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi, no Cairo.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Duas vagas para Comunicadores Sociais no Exército Brasileiro

Por Tânia Rego/Agência Brasil

Profissionais formados em Comunicação Social poderão se inscrever até 8 de agosto para o concurso de carreira do Exército, que neste ano oferece duas vagas para a área.
Os aprovados serão admitidos para o Curso de Formação de Oficiais no Quadro Complementar (CFO), com salário de R$ 6.576,00. De acordo com o edital do concurso, para participar é preciso ter menos de 36 anos, possuir ter diploma de Bacharel, registro profissional e não ter sido considerado isento do Serviço Militar.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A mando da candidatura do PSDB, Jornalista tem casa invadida pela polícia do Rio de Janeiro

Publicado originalmente no portal O Jornalista

A jornalista Rebeca Mafra teve a casa invadida na tarde desta quarta-feira (11) no Rio de Janeiro. Rebeca estava no trabalho, na Barra da Tijuca, zona oeste, quando recebeu uma ligação do porteiro do prédio onde mora, na Lapa, região central, dizendo que um delegado queria entrar em seu apartamento.


No telefone, ele ameaçou arrombar a porta se Rebeca não estivesse lá em 15 minutos. Segundo a jornalista contou à Revista Fórum, por sorte uma vizinha tinha a chave e conseguiu abrir a porta.
A ação policial foi resultado de um pedido do senador Aécio Neves (PSDB) ao Ministério Público para investigar internautas que teriam postado comentários contra o candidato tucano em sites de notícia.
Quando Rebeca chegou em casa, tinham revirado todas as suas coisas e levado todos equipamentos eletrônicos, inclusive máquina fotográfica e cartão de memória. Rebeca afirmou à Revista Fórum que não tem ideia por que foi alvo do mandado de busca e apreensão. Ela diz que nunca falou nada de Aécio Neves nas redes sociais, que não não tem filiação partidária e nem é militante. Atualmente, ela trabalha com cinema.
Em nota, a equipe do senador disse se tratar de "investigação dos crimes praticados contra Aécio Neves por quadrilhas virtuais" e que "o PSDB, em nenhum momento, requereu a realização de busca e apreensão de quaisquer equipamentos ou documentos, sejam em residências ou em sedes de empresas. Os pedidos solicitados limitaram-se aos que são padrão nesse tipo de investigação, qual seja: oitiva de testemunhas, depoimento dos suspeitos já identificados como participantes da quadrilha, e providências para apuração se essas pessoas são remuneradas por terceiros pela execução dessas ações".
Fórum teve acesso, com exclusividade, à decisão expedida pelo juiz Alberto Fraga da 39ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, que acolheu requerimento do Ministério Público. A decisão diz que "o procedimento investigatório foi iniciado a partir de notitia criminis encaminhada pelo Exmo. Senador Aécio Neves, na qual noticia a prática reiterada de crimes contra sua honra através da colocação de comentários de leitores em sites de notícia, muitos dos quais não guardam qualquer pertinência com as notícias comentadas".
O processo do MP diz ainda que haveria  "indícios de que tais de comentários são lançados de forma orquestrada" e que a intenção seria "alterar os resultados dos mecanismos de busca na internet, como o Google, por exemplo, fazendo com que tais páginas - ainda que substancialmente irrelevantes - alcancem destaque nos resultados das pesquisas".
A medida tem sido considerada censura e um ataque à liberdade de expressão. Também foram expedidos mandados de busca e apreensão para outras quatro pessoas.
Fonte: Revista Forum

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Comunicação & Crise:leituras recomendas para o período de Copa

Aproveito o “recesso branco” da Copa para sugerir algumas leituras no site  Comunicação & Crise.  “Copa: oportunidade que se transformou em crise” é uma análise que procuramos fazer, entre tantas publicadas, sobre o que representa esse momento para o Brasil, que, infelizmente, desperdiçamos.
Em outro artigo – A arte de conquistar audiência - , algumas dicas para quem faz apresentações na empresa, ou para professores, palestrantes, participação em audiências, etc.
 Também sugiro a leitura de dois artigos que estão obtendo ótima repercussão, com alto número de pageviews  “A marcha da insensatez e o espírito das trevas” sobre o momento de perplexidade que vivemos, principalmente no Brasil e “Em busca do escasso tempo perdido” sobre a pressão do mundo moderno e a sensação de que não temos tempo para fazer tudo que gostaríamos. 
Há uma seção no Menu do site Comunicação & Crise à direita, no fim da lista, denominada – A crise no vídeo – onde colocamos o link para alguns documentários que sugiro assistir, quando tiverem tempo:
Documentário Operação Costa Concordia; Dossiê Jango; Mea Maxima Culpa – Silêncio na Casa de Deus(documentário sobre o escândalo da pedofilia na Igreja) e, entre outros, Inside Job (Trabalho Interno), este sobre a crise de 2008, que reputo imperdível.
Operação Costa Concordia
 Aproveito para comunicar que no mês de maio, oito meses após lançamento, esgotou a primeira edição do meu livro “Gestão de Crises e Comunicação – O que Gestores e Profissionais de Comunicação precisam saber para enfrentar Crises Corporativas”, tendo a Atlas já providenciado uma 2ª. impressão.
Boa Leitura.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Opas seleciona consultor em Comunicação Social

A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas-OMS) está em busca de um profissional para atuar como consultor em comunicação.
O trabalho, a ser realizado em Brasília, terá contrato temporário com duração até dezembro deste ano e a remuneração é de R$ 9.500,00.
A Opas-OMS, que faz parte da Organização das Nações Unidas (ONU), receberá inscrições de candidatos até sexta-feira, 20 de junho.
Confira mais informações aqui 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Maradona comentarista da Copa, diariamente na TV Cidade Livre de Brasília.‏

A TV Cidade Livre de Brasília, canal 12 da NET, está retransmitindo o programa "De Zurda", com Maradona como comentarista da Copa do Mundo de Futebol, e com a participação do jornalista uruguaio, Victor Hugo Morales.
 
 Produzido e transmitido diariamente pela Telesur, às 22:30 h, a partir do Rio de Janeiro, o programa "De Zurda",  que quer dizer De Esquerda, lançará uma mirada diferenciada sobre a Copa, especialmente pela participação de Maradona, um gênio do futebol, com sua visão original e popular sobre o esporte das multidões. Mas, também,  porque  Victor Hugo Morales, o âncora do programa,  é um jornalista experiente que se especializou em analisar a ideologia e técnica da notícia, desmascarando com maestria as manipulações que os magnatas da comunicação praticam contra os povos que buscam um caminho independente da diretrizes emanadas pela Casa Branca.
 
De Zurda é um golaço da Telesur,  que entra na Copa com uma mirada própria, sem submissão às pautas publicitárias que afogam as coberturas do esporte das multidões.  Não perca: diariamente, pela TV Cidade Livre de Brasília, canal 12 da NET.