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terça-feira, 9 de julho de 2013

TV Paga: Brasil encerrou 2012 como 7º maior mercado

Do Teletime news

Com suas mais de 16,2 milhões de residências com TV por assinatura, o Brasil encerrou 2012 como o sétimo maior mercado de TV paga do mundo, embora o número de domicílios seja consideravelmente menor que os mais de 100 milhões de lares que têm Índia e Estados Unidos e os mais de 230 milhões da China.
Os dados são parte de um levantamento da Digital TV Research, que contabiliza um total de 772 milhões de domicílios com TV paga no mundo ao final do último ano – eram 585 milhões em 2008. A região Ásia-Pacífico foi responsável por dois terços das adições líquidas (126 milhões).
As receitas globais de TV por assinatura somaram US$ 184 bilhões em 2012, 28,5% a mais que os US$ 143 bilhões registrados quatro anos antes. A América do Norte responde sozinha pela metade desse montante. Embora a plataforma de cabo tenha sido a que gerou mais receitas (US$ 87 bilhões) em 2012, a consultoria identifica uma tendência de estagnação e prevê que em pouco tempo ela será superada pelo DTH. As receitas de IPTV no último ano foram de US$ 12 bilhões.
O estudo ainda destaca o avanço da digitalização da TV por assinatura, passando de uma penetração de 28,6% para 54,7% entre 2008 e 2012. A plataforma de cabo digital somou 273 milhões de residências ; a de DTH, 178 milhões em TV paga e outros 118 milhões free-to-air; e a de IPTV, 69 milhões. Eram 652 milhões de domicílios com tecnologia analógica ao final de dezembro último (411 milhões de casas com TV terrestre analógica e 242 milhões com cabo analógico).
Confira abaixo os 10 maiores mercados de TV por assinatura:
DomicíliosPenetração
China                 232,8 milhõesHolanda                       100%
Índia                  116,7 milhõesDinamarca                    97%
EUA                   100,2 milhõesBélgica                           96%
Japão                   25,1 milhõesHong Kong                    96%
Rússia                 23,6 milhõesNoruega                         95%
Alemanha          21,8 milhõesCoreia do Sul                95%
Brasil                  16,2 milhõesSuécia                             92%
Coreia do Sul    16,1 milhõesSuíça                               86%
Reino Unido      14,4 milhõesCanadá                           86%
México                13,0 milhõesEUA                                 86%
 

EBC seleciona estagiários de Jornalismo

Foram abertas, na segunda-feira (08/07), as inscrições para o 1º Processo Seletivo Simplificado de Estágio 2013 da EBC, para preenchimento de oito vagas e formação de cadastro reserva em Brasília.  As vagas são direcionadas para estudantes de Jornalismo. Os candidatos devem estar cursando, no mínimo, a metade do curso, desde que não estejam no último semestre. O processo seletivo consiste em duas fases: prova composta por questões objetivas e entrevista e avaliação de habilidades.

 
A remuneração é de R$ 600, mais auxílio-transporte no valor de R$ 6 por dia. A carga horária exigida é de 20 horas semanais. O termo de compromisso tem vigência de no mínimo seis meses e no máximo de dois anos.
 
As inscrições são gratuitas e deverão ser realizadas no período de 08/07/2013 a 11/07/2013 até as 17 horas, através do e-mail: brasilia@ciee.org.br. Serão consideradas apenas as mensagens enviadas dentro do período de inscrição e que receberem confirmação de leitura específica. Deverá consta no assunto do e-mail: Processo Seletivo Simplificado de Estagiários EBC; e no corpo da mensagem: nome completo, código CIEE, número do CPF, curso, semestre e turno.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Religioso é o gênero mais presente na TV aberta

O SBT é a rede de TV
que conta com menos
conteúdo nacional 

O Informe de Acompanhamento de Mercado de TV Aberta, publicado pelo Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), da Ancine, no final de junho e atualizado na quarta-feira, 3/7, traz alguns dados interessantes da programação de TV aberta no Brasil.
Segundo o estudo, que monitora as grades de programação de dez emissoras - Bandeirantes, CNT, Globo, MTV Brasil, Record, RedeTV!, SBT, TV Brasil, TV Cultura e TV Gazeta - 78,9% do tempo de programação é de obras brasileiras, na média.  O percentual de horas dedicadas à programação estrangeira é de 14,66%. A diferença (6,43%) é por conta do conteúdo “indefinido” - programas compostos por diversas pequenas obras, podendo ser brasileiras ou estrangeiras, ainda que ancoradas por apresentador brasileiro.
O SBT é a rede que conta com menos conteúdo nacional (51,07%), seguido da TV Cultura (52,58%), que na última gestão passou por um forte enxugamento, levando à redução da produção de conteúdo próprio.

Percentual de tempo de programação das emissoras aberta por Origem - 2012
EmissorasBrasileiraEstrangeiraIndefinido
Band78,58%17,73%3,69%
MTV Brasil76,18%6,40%17,42%
Rede CNT94,65%5,35%-
Rede Globo76,18%20,20%3,62%
Rede Record83,26%13,76%2,98%
Rede TV!91,84%5,21%2,95%
SBT51,07%33,16%15,78%
TV Brasil80,91%17,32%1,78%
TV Cultura52,58%29,68%17,75%
TV Gazeta100,00%--
Total78,91%14,66%6,43%
Fontes: Grade de Programação das Emissoras. Jornais, site das emissoras e sites especializados.

O informe traz ainda um estudo sobre o tempo dedicado ao tipo de programação. Em 2012, a programação de TV aberta foi predominantemente ocupada por obras de entretenimento (59% do tempo da grade de programação das emissoras), com o gênero informação na sequência (15,9%).

Igreja eletrônica

O gênero que mais ocupou as grades de programação em 2012 foi o religioso, responsável por 13,55% do tempo médio das grades, com destaque para a Rede TV! (38,08% do tempo dedicado ao gênero religioso), Rede CNT (36,67%), e Record (23,33%). Na sequência vêm os gêneros variedades, com 10,45% do tempo médio, e telejornalismo, ocupando 10,43% do tempo médio das grades.

Cinema

O estudo detectou 2.110 exibições programadas de longas-metragens na TV aberta, dos quais 1.819 foram longas estrangeiros e 291, nacionais. A TV Cultura, a TV Brasil e a Rede Globo foram responsáveis por 98,6% das exibições de longas- metragens nacionais em 2012. A TV Brasil, com 111 exibições, e a TV Cultura, com 109, foram os canais que mais abriram espaço para as obras brasileiras, ainda que com um alto índice de reprises.

Argentina: Desenhos animados explicam ditadura para crianças

Por Marsílea Gombata da Carta Capital online, publicado anteriormente no Pátria Latina
O desenho "A Surpreendente Excursão de Zamba" mescla aventura com história para falar de episódios como a Guerra das Malvinas

Em uma viagem pelo tempo até a ditadura, a principal missão é resgatar o amigo das mãos militares e fazer a democracia voltar ao país com a ajuda das “urnas mágicas”. A ficção dá o tom fantasioso à aventura vivida pelo personagem Zamba, mas o roteiro do desenho animado La Asombrosa Excursión de Zamba (A Surpreendente Excursão de Zamba) tem um contexto amargo do passado argentino: o regime militar que vigorou entre 1976 e 1983.
Voltado para crianças de 6 a 12 anos, a série de animações é uma aposta do canal estatal argentino Paka Paka para ambientá-las a temas geralmente relegados aos livros de história nas salas de aula. Além do capítulo sobre a ditadura, entram no repertório episódios emblemáticos como a Guerra das Malvinas, no qual um soldado argentino explica ao pequeno Zamba que “há países que se sentem os reis do mundo” ao se referir à Grã Bretanha.
Zamba convida as crianças a fazerem perguntas e refletirem sobre o que veem”, explica Cielo Salviolo, ex-diretora e atual consultora do canal Paka Paka. “São temas mais complexos, que não são contestados muito nas escolas, mas que quisemos contar em um formato mais atrativo e inovador para as crianças”, explica ela sobre a estética de videogame presente na animação - que até agora possui 14 capítulos.




No episódio sobre a ditadura, o menino José, cujo apelido é Zamba, tem contato com o regime militar durante uma excursão à Casa Rosada. Ainda dentro da sede de governo, seu amigo desaparece e, ao dizer que precisará voltar no tempo para resgatá-lo, o busto que remete ao classicismo e representa a “República” explica que a ditadura começou em 1976 com os militares tomando o poder e “disseminou o terror por todo o País”. Zamba precisará voltar à “época mais escura” da história argentina para ajudar seu amiguinho, mas sem a “República” por lá para defendê-lo. Depois do contato com os militares – que falam ao telefone com os EUA para garantir que o “plano de ditadura em toda a América Latina será um êxito” – Zamba é detido, mas consegue sair vitorioso com com a ajuda das urnas eleitorais, símbolo das eleições diretas. No final do episódio, Zamba, seus amigos e até mesmo as “Mães de Maio” celebram o fim do período repressor.


Regionalismo. 
Além de resgatar passagens da história argentina, o desenhos traz características comuns a qualquer criança – como o sonho de ser astronauta – e uma série de elementos regionais. No início de cada capítulo, o protagonista explica que vive na cidade de Clorinda, na província de Formosa, e que sua comida preferida é o chipá, cuja massa é semelhante ao nosso pão de queijo. Ele tem como animal de estimação uma capivara, e na escola interage com outras crianças e com a professora, que veste o clássico avental branco.
O projeto, explica Cielo, surgiu pela necessidade do Ministério da Educação em fazer um desenho pensado para meninos e meninas argentinas. “Temos um problema comum a todos os países da América Latina. Tínhamos nos canais daqui produções feitas nos EUA para México, Brasil, Argentina. O ministério resolveu apostar em uma produção nacional como política de educação e cultura para as nossas crianças”, conta. O canal funciona desde 2010. Para alcançar a verossimilhança com o universo argentino, a produção conta com a supervisão de historiadores e educadores.
Desde que começou a produzir e distribuir as animações nas escolas públicas do país, o canal estatal se viu envolto em polêmicas e críticas. Historiadores e sociólogos acharam precoce tratar determinados temas entre os pequenos. Alguns condenaram a “versão oficial” contida na animação, feita pela produtora Perro en la Luna e dirigida por Sebastián Mignona.

Os produtores rebatem as críticas. “Na verdade, mostramos que é possível contar uma história de maneira divertida e reflexiva. E isso sempre gerará polêmica”, avalia Cielo. “Mas o importante é não subestimarmos as crianças e lembrarmos que elas também são capazes de compreender os processos históricos.”

terça-feira, 2 de julho de 2013

'Mídia Ninja’ cresce com as manifestações e se contrapõe aos meios tradicionais, afirmam professores da UFMG

Da agência de notícias da UFMG

No cenário configurado pelas manifestações políticas que se espalharam pelo Brasil ao longo das últimas semanas, as redes sociais e outras mídias colaborativas têm sido fundamentais na tarefa de assegurar ao público outro tipo de acesso às informações sobre os protestos. Isso porque a transmissão feita pelos veículos tradicionais, detentores da maior audiência, é superficial e carregada de interesses.
Essa é a opinião compartilhada pelos professores da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG Carlos D’Andrea e Joana Ziller, que participaram de debate sobre o tema na semana passada, na Fafich.
“Na cobertura tradicional, o processo produtivo é massivo, pois há a necessidade de estar sempre no ar, ainda que não haja nada de interessante ou enriquecedor a ser divulgado. Além disso, as rotinas são frágeis e as coberturas ruins. Na maioria dos sites convencionais, inexiste a revisão do conteúdo; o editor só vê o texto quando já foi para a rede”, argumenta D’Andrea.
Para Joana Ziller, os meios tradicionais camuflam uma opinião moralista. “A TV mostra um embate entre polícia e manifestantes, quando na verdade se trata de um massacre imposto pelas autoridades. Recria-se uma paisagem na qual as manifestações são criadouros de vândalos. Fala-se de demanda difusa ou mesmo de luta sem causas, em vez de retratar a multiplicidade de reivindicações”, exemplifica.
A professora também observa que as ações pacíficas perdem foco para as violentas na mídia convencional, embora as últimas sejam absolutamente minoritárias. “Não convém à grande mídia divulgar quando tudo corre bem”, reflete.
Nas palavras de D’Andrea, nessa "batalha comunicacional", a superexposição da violência tem o intuito de deslegitimar os protestos. “Muitas vozes políticas que influenciam os meios de comunicação aproveitam-se do cenário de conflitos e fazem com que as impressões sobre o movimento caminhem para uma direção oposta, conforme seus interesses”, argumenta.

Liberdade de expressão absoluta

Além dos dois professores, o debate contou com a participação de representantes dessa mídia que constitui um movimento conhecido pela sigla Ninja – Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação.
A PósTV é uma das principais experiências protagonizadas pela mídia Ninja. Trata-se de um projeto de emissora livre, criado em São Paulo, que utiliza a tecnologia do streaming (transmissão de vídeo pela internet) para fazer frente à mídia tradicional.
“Ao contrário das TVs comerciais, a PósTV baseia-se na liberdade de expressão absoluta, já que não temos anunciantes nem padrinhos”, explica o jornalista Rafael Vilela, presente ao debate.
A emissora promove debates em estúdio e nas ruas. “Como estamos na internet e sempre ao vivo, a interatividade contribui para o sucesso da iniciativa. Os telespectadores mandam comentários e perguntas e, às vezes, participam do papo via skype”, descreve.
Telespectadora da emissora alternativa, Joana Ziller relata episódios que acompanhou durante a cobertura das manifestações em Belo Horizonte no dia 26 de junho. “A PósTV mostrou quando um membro da Guarda Municipal adentrou o galpão de uma empresa invadida por manifestantes. Por recomendação de um elemento desse grupo, o guarda foi poupado de qualquer violência. Em outro momento, os radicais interromperam o ataque a um pequeno comércio, atendendo à súplica da proprietária. Isso a mídia tradicional não mostra, porque interessa a ela apenas estabelecer a ‘dicotomia emburrecedora’ entre vândalos e não vândalos”, analisa.

Sucesso instantâneo

Mais de 90 mil usuários do Facebook recebem atualizações da comunidade virtual BHnas Ruas . Trata-se de cobertura interativa das manifestações que ocorrem na capital mineira organizada por estudantes de Comunicação Social e outros colaboradores. Para o aluno de jornalismo da UFMG Gustavo Magalhães, o "Caçamba", um dos criadores da página, a rápida popularização do veículo foi surpreendente.
“Criamos um meio somente para reunir as informações que circulavam entre os estudantes. Mas a ideia se propagou de maneira tão vultosa que ficou até difícil administrar”, comenta ele. O perfil foi criado em 16 de junho e no dia seguinte seus idealizadores já estavam nas ruas cobrindo a segunda manifestação de rua da atual leva de protestos em Belo Horizonte.
Segundo "Caçamba", o grupo de internautas que dinamiza o BH nas Ruas conta com muito mais colaboradores do que os veículos tradicionais entre os que acompanham a situação pela rede e os que vão atrás das notícias in loco, no seio das manifestações. “Durante os protestos, chegou a 400 o número de colaboradores que nos enviaram informações, dicas e fotos de todas as partes da cidade”, descreve.
Embora a linguagem e identidade visual da página guardem semelhanças com veículos consolidados – a ponto de a BH nas Ruas já ter sido cogitada como um "braço" da Rede Globo –, "Caçamba" conta que a experiência ainda é incipiente e sem estrutura. “Certa vez, fiquei fora do ar porque a bateria do equipamento esgotou. O público ficou preocupado, temeroso de que algo havia me acontecido”, relata.

“Caçamba” admite que a ficha ainda não caiu. “Somos um simulacro dos meios tradicionais, sem experiência e know-how suficientes. Confesso que estou tentando entender esse fenômeno”, afirma o estudante.

Sebrae-DF seleciona profissional de Comunicação

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal – Sebrae/DF está formando um cadastro reserva de profissionais de nível superior. Dentre as funções desejadas, ha vagas na área de Comunicação e Marketing.
O salário é de R$ 4.250,21 e os candidatos deverão possuir graduação em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda e desejável especialização em Design Gráfico. É exigida ainda experiência profissional mínima comprovada de seis meses na área de Publicidade e Propaganda, preferencialmente em agencia de publicidade. Também é desejável experiência em redação publicitária e mídias sociais. 
As atribuições do cargo são:

  • Criação publicitária impressa e digital;
  • planejamento e gerenciamento de campanhas;
  • análise de planos de mídia;
  • planejamento, implantação, acompanhamento e avaliação de ações de 
  • comunicação e comunicação interna;
  • criação e desenvolvimento de layouts, logomarcas, projetos gráficos, 
  • editoração e diagramação;
  • experiência em softwares gráficos: Photoshop, Illustrator, Indesign, Flash, Corel Draw, Adobe Premiere. 

O Sebrae/DF oferece, além do salário, os seguintes benefícios: Assistência médica hospitalar e odontológica, plano de previdência privada, vale-transporte, auxílio creche para filhos até 6 anos, seguro de vida em grupo e auxílio alimentação ou refeição.

Mais informações, clique aqui.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Rede Globo admite fraude fiscal e multa milionária da Receita

Publicado originalmente no Correio do Brasil
O dinheiro depositado em paraísos fiscais circulam o mundo em questão de segundos, sem pagar impostos
Rede Globo de Televisão admitiu, na noite passada, em nota divulgada após denúncias publicadas no blog O Cafezinho, do jornalista Miguel do Rosário, e reproduzidas aqui no Correio do Brasil, que a Receita Federal multou a empresa após constatar uma fraude milionária na contabilidade. Em comunicado oficial, a Globo Comunicação e Participações confirmou a multa de mais de R$ 270 milhões à Receita Federal, em 2006.
O motivo da multa, segundo a Receita Federal, foram as irregularidades na operação de compra dos direitos exclusivos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. No total, a emissora teve de desembolsar entre multa (R$ 274 milhões) , juros de mora (R$ 157 mi) e imposto não pago (R$ 183 milhões) um total de mais de R$ 615 milhões.
A fraude foi dissimulada em uma compra dos direitos sobre a rubrica “investimentos e participação societária no exterior”, com transferência de dólares para o paraíso fiscal nas Ilhas Virgens. A Receita Federal descobriu a estratégia contábil e aplicou a multa, que já teria sido paga, segundo a emissora.
Ao responder às insistente perguntas dos jornalistas, a assessoria de Comunicação Social da empresa responde pela Globo, contratada com exclusividade para este assunto (e não a CGCom) tentou tergiversar.
“A Globo Comunicação e Participações esclarece que não existe nenhuma pendência tributária da empresa com a Receita Federal referente à aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de Futebol de 2002. Os impostos devidos foram integralmente pagos”, disse.
Questionada novamente por não haver respondido à pergunta sobre a multa da Receita, a assessoria enviou outra nota, na qual esclarece que a Globo foi, de fato, multada.
“Todos os procedimentos de aquisição de direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002 pela TV Globo deram-se de acordo com as legislações aplicáveis, segundo nosso entendimento. Houve entendimento diferente por parte do Fisco. Este entendimento é passível de discussão, como permite a lei, mas a empresa acabou optando pelo pagamento”, informava uma segunda nota oficial enviada neste sábado ao colunista do site UOL, Ricardo Feltrin.
“A Receita Federal entendeu que houve erro ou sonegação, não aceitou as justificativas contábeis e fez a cobrança. ‘A pessoa jurídica realizou operações simuladas, ocultando as circunstâncias materiais do fato gerador de imposto de renda na fonte’, afirma página do processo 0719000/0409/2006, obtida pelo blog de Rosário”, conclui Feltrin.