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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Internet: 69% dos internautas brasileiros compartilham conteúdos

Do M&M On Line

Realizada pela F/Nazca em parceria com o Datafolha desde 2007, a pesquisa semestral F/Radar veio a confirmar nesta última edição o potencial de viralização do universo online. De acordo com o levantamento, que ouviu 2.344 pessoas em todo o País, mais da metade dos 66 milhões de internautas brasileiros identificados têm o costume de publicar conteúdos na rede.

Cerca de 45,5 milhões de pessoas, ou seja, 69% dos usuários nacionais compartilham conteúdos online, sendo que a maioria utiliza o Orkut como principal canal (54%). Os outros meios preferidos para o compartilhamento são o MSN (45%) e o email (41%). "A força do espalhar fatos na internet sempre foi evidente. Os dados da nossa pesquisa só confirmam a fragilidade das marcas diante deste universo", diz Fernand Alphen, diretor nacional de planejamento da F/Nazca.

Entre os usuários que mais compartilham quando divididos por região do País, os residentes no Nordeste lideram o ranking, sendo que 57% dos internautas publicam algum conteúdo e 77% compartilham.

A região Sul é a que possui os internautas menos atuantes, uma vez que apenas 36% publicam e 55% compartilham conteúdo. De forma geral, os conteúdos mais populares na rede são as fotos - trocadas por 49% dos internautas, seguidas de textos e vídeos, ambos com 30%.

Sistema de rádio digital do Brasil deve ser conhecido em fevereiro

Do M&M Online

O ministério das Comunicações quer divulgar até o final da primeira quinzena de fevereiro de 2010 o sistema de rádio digital que será adotado no Brasil. A informação foi dada durante uma reunião que o ministro teve com sete empresários e dirigentes de associações de radiodifusão. No encontro os empresários e dirigentes de entidades tiveram a oportunidade de ouvir as transmissões em ondas curtas feitas pela Rádio Nacional a partir da Guiana Francesa, a uma distância de 2,8 mil quilômetros da capital Federal.

Por enquanto estão sendo testados dois sistemas: o americano IBOC (In-Band-On-Chanel) e o europeu DRM (Digital Radio Mondiale). Dentro de poucas semanas serão realizados testes com transmissões digitais da Rádio Cultura e da CBN de São Paulo, além de emissoras de Belo Horizonte.

A rádio digital permitirá a realização de transmissão em ondas curtas com maior qualidade de som. Regiões distantes da Amazônia, cujas comunidades hoje são servidas apenas pela Rádio Nacional da Amazônia, também receberão o sistema.

A digitalização do rádio vai trazer novos serviços, como acesso à transmissão de dados, fotos, gravações e até mesmo a impressão de dados.

Opinião: SISTEMA PÚBLICO DE TELEVISÃO - O modelo francês e o brasileiro

Por Chico Sant´Anna, publicado originalmente no Observatório da Imprensa, em 5/1/2010

A televisão pública francesa passa por uma profunda reforma estrutural e política. A nossa também, mas as semelhanças param por aí. Aos poucos, o modelo francês dá adeus à publicidade paga para viver basicamente dos repasses do governo. Desde o fim do ano passado, o jornal 20 Heures, por exemplo, já não pode veicular publicidade.

Na França, cada residência paga uma espécie de IPVA sobre aparelhos de televisão, cuja receita é destinada ao financiamento do sistema público de televisão. No Brasil, o sistema foi montado sobre a publicidade comercial, mas a televisão pública nacional ficou impedida de beber na mesma fonte.

Mesmo contando com este "IPTV – imposto sobre propriedade de aparelhos de televisão", o sistema francês, que conta com os canais France 2, France 3, France 4, France 5 e RFO, se valia de uma verba publicitária bem gordinha.

A legislação publicitária francesa, pretendendo garantir a sobrevivência de todos os tipos de meios de comunicação, impede a veiculação de anúncios do varejo. Para saber quanto custa o tomate, ou se a carne está na promoção, o cidadão francês tem que comprar o jornal local. Na televisão, até agora, reinavam os comerciais de perfume, material de beleza, automóveis, seguros, bancos, e telefônicas, dentre outros.

Era junto a estes grandes grupos econômicos que o sistema público francês financiava grande parte de seus projetos. Em 2008, de um orçamento de 2,75 bilhões de euros, um pouco menor do que o do ano anterior (de 2,92 bilhões), 1,9 bilhão de euros foram provenientes da publicidade.

Indicação presidencial

Do orçamento total, o France 2, que é o canal de caráter nacional, abocanhou 1 bilhão de euros. Outro bilhão ficou com France 3, responsável pela regionalização da produção e difusão de conteúdos. Os primos pobres são o canal a cabo France 4, o France 5 (um dos pilares da TV 5 Monde), e o canal RFO, que se destina aos territórios de além mar – é..., a França ainda tem muitas colônias por ai – e às nações francófonas.

A partir da segunda-feira (4/1), segundo informa o Le Monde, esta estrutura midiática transformar-se-á em uma única empresa – uma holding que trabalhará por meio de contrato de gestão assinado com o governo francês. É um contrato com planos de metas, definição prévia de produção de conteúdos etc. Mas estima-se que o cobertor ficará bem curto – fala-se em déficit orçamentário da ordem de 45 a 100 milhões de euros – e que só em 2012 o equilíbrio orçamentário seria alcançado. Por isso, a produção audiovisual da emissora francesa já busca financiamento externo para manter a realização dos telefilmes. Avessos a telenovelas do estilo brasileiro e das séries do tipo norte-americano, o tele-entretenimento francês é formado basicamente por programas de entrevista, de auditório – musicais ou não – e os telefilmes.

Além dos canais citados, a nova holding vai coordenar 40 sucursais do grupo. Grandes mudanças, segundo o Monde, dar-se-ão na France 3. Hoje responsabilizada pela produção referente a 24 regiões, ela será redimensionada em quatro pólos. A preservação do regionalismo acontecerá por meio da internet. France 3 será responsável por criar e manter 24 canais de web-televisões, um para cada região política francesa. A divisão política da República francesa não acontece por estados, como no Brasil, ou províncias, como no Chile. Lá, o Estado nacional se compõe de municípios, departamentos e regiões. As regiões são governadas por préfets indicados bionicamente pelo presidente da República. Eleição só para o que nós chamamos de prefeitos – os maires – vereadores, legislativo nacional e presidente.


Jornalismo independente

A nova empresa herda 11 mil empregados, mas já colocou em funcionamento um PDV, com o qual espera a demissão voluntária de 900 assalariados. Além de lutar pela autonomia editorial, cada vez mais afetada pelas investidas do presidente Nicolas Sarkozy, o movimento sindical já elegeu dentre as prioridades a manutenção de duas redações independentes, uma para France 2 e outra para France 3.

Tradicionalmente, a France 2 – que é parceria da privatizada France 1 no canal de notícias France 24 (considerada a CNN Francesa) – apresenta um jornal de caráter nacional e internacional, nos moldes dos canais comerciais brasileiros. Já a coirmã France 3 privilegia o noticiário local, os acontecimentos que vêm do interior, o cidadão, a pequena cidade. A unificação das redações dessas duas emissoras reduziria a agenda midiática, a pluralidade informativa e poderia motivar, inclusive, o questionamento da razão de existência de dois canais paralelos – além, é claro, de tirar os holofotes do foco comunitário.


Análise comparativa

Quando analisamos os números do sistema público francês, percebemos a fragilidade do brasileiro. Todo este sistema francês acima, que não contempla a agência de notícias France Presse – também estatal –, o sistema radiofônico e as parcerias midiáticas, como as que permitiram o nascimento dos canais ARTE (em parceria com a Alemanha), TV 5 Monde (em parceria com a Bélgica, Canadá-Quebec, Suíça e Luxemburgo), e da France 24 (sociedade com a France 1), é dez vezes maior do que a Empresa Brasileira de Comunicação.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), reunindo os quatro canais próprios de televisão (Rio de Janeiro, Brasília, Maranhão e São Paulo), as oito emissoras de rádio (Nacional AM e FM de Brasília; MEC de Brasília; MEC AM e FM do Rio de Janeiro; Nacional do Rio de Janeiro; Nacional da Amazônia; Mesoregional da Amazônia), a Agência Brasil e os canais de televisão NBR (notícias do Poder Executivo) e o Canal Integración, criado pelos Três Poderes, além dos serviços da Voz do Brasil, Café com o Presidente, o clipping "Mídia Impressa" e a gerência da publicidade legal do executivo, conta com cerca de 1.200 servidores.

O orçamento desejado para 2010 é de 400 milhões de reais, sendo 50 milhões de reais captados externamente ao governo. A EBC tem que ser criativa na busca deste apoio externo, já que a lei que a criou veda a publicidade de produtos e serviços. Além da grana curta, a emissora tem que brigar para tornar real o seu orçamento. Ela não tem recebido os recursos da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública, alvo de contestação judicial por parte das empresas privadas de telecomunicações, e, em 2008, 100 milhões de reais dos seus recursos foram contingenciados pelas autoridades do Ministério da Fazenda. Sem contar com a suspensão do concurso público que iria oxigenar o plantel.

Com um orçamento 18 vezes menor do que a congênere francesa e com um quadro de funcionários vezes menor, a TV Brasil é obrigada a responder críticas que a comparam com as grandes emissoras públicas européias. Com uma realidade desta, é impossível, por exemplo, pensar em um sistema regionalizado, onde cada região do Brasil tenha, a exemplo da França, uma produção essencialmente regional.
A EBC se vê também diante de um desafio enorme, a conquista do público nacional - acostumado aos padrões globais de produção - a universalização do seu sinal em sistema aberto num território 16 vezes maior do o francês, a migração para o sistema digital e a criação do Canal Brasil Internacional, que deverá levar o sotaque brasileiro para terras africanas, latino-americanas e até na Europa e América do Norte.

A sociedade brasileira acabou de realizar uma conferência nacional para indicar os rumos na comunicação do país. O Congresso Nacional também analisa o já famoso PL-29, que definirá novas regras por meio de uma nova lei geral dos meios de comunicação. Se desejamos um sistema midiático público forte, capaz de chegar aos rincões brasileiros e ultrapassar os oceanos, a sociedade, o Congresso e o governo têm que refletir bem em suas decisões e transformar em atos concretos – principalmente financeiros – o discurso até aqui verbalizado.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

EBC fará concurso para três séries da TV Brasil

Da Comunicação Social da EBC / TV Brasil

O Diário Oficial da União publicou na sua edição desta segunda-feira (4/1) edital da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para realização de três séries inéditas de programas de televisão, que serão veiculados pela TV Brasil, abordando os temas “Sábados Azuis: Histórias de um Brasil que dá certo” (tema 1), “Mulher: Questões de Gênero e Assuntos Contemporâneos” (tema 2) e “Esporte Olímpico e Paraolímpico e a Construção da Cidadania” (tema 3).
O concurso público prevê prêmios nos valores de R$ 1,120 milhão para os vencedores dos temas 1 (sábados azuis) e 3 (esporte olímpico) e de R$ 960 mil para o tema 2 (mulher), que serão disponibilizados em nove parcelas para a produção de uma série completa de 32 programas, com 26 minutos de duração cada.
As inscrições, iniciadas no dia 31 de dezembro de 2009, irão até o dia 19 de fevereiro próximo e deverão ser encaminhadas à sede da EBC em Brasília. Três dias depois (22), serão abertos os envelopes encaminhados à EBC. A partir daí o cronograma dependerá do número de inscritos e do trabalho de avaliação da comissão julgadora sobre os três temas.
No ano passado foi realizado o primeiro “pitching” (concurso com tema especificado) da EBC, que teve como tema a questão do meio ambiente. Na primeira parte do concurso serão selecionados os dez primeiros trabalhos em cada categoria. Cada produtora pode se inscrever nas três categorias, mas só terá direito a produzir uma série (no caso de um mesmo inscrito ganhar em mais de uma categoria, a comissão julgadora escolherá a que considerar melhor para realização).
As sessões públicas, que apontarão os vencedores dos três concursos, serão realizadas em abril, nos dias 12 (tema 1), 13 (tema 2) e 14 (tema 3), na sede da EBC no Rio de Janeiro, sendo divulgados publicamente seus resultados no dia 16 de abril. Entre 19 e 20 de abril será aberto prazo para possíveis pedidos de reconsideração e a EBC terá até o dia 23 do mesmo mês para analisar e responder a esses pedidos. O resultado final se dará no dia 27 de abril e no dia 7 de maio está prevista a assinatura dos contratos para a realização das séries.
Não poderão participar dos concursos para as três séries empresas que se encontrem sob falência, concordata, concurso de credores ou que tenham sido declaradas inidôneas ou que estiverem respondendo a processo por infração à legislação das licitações públicas, bem como os seus dirigentes, que deverão ser brasileiros natos e cujas produtoras independentes estejam legalmente estabelecidas e registradas na Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Repórteres sem fronteira divulgam suas estatísticas sobre violência a jornalistas

As organizações que zelam pela segurança dos jornalistas não conseguem chegar a um denominador comum quanto aos jornalistas mortos. Aqui neste blog já postamos dois relatórios com estatísticas que brigam entre si. Um da Federação Internacional dos Jornalistas (Países mais perigosos para o jornalista ) e outro do Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ), (PROFISSÃO PERIGO: Recorde de mortes de jornalistas em 2009 ). Agora vai mais um balanço, desta vez de autoria do Repórteres sem Fronteiras, que difere dos demais.

  • 76 jornalistas assassinados
  • 33 jornalistas sequestrados
  • 573 jornalistas presos
  • 157 jornalistas que se auto exilaram do país
  • 1456 jornalistas agredidos ou ameaçados
  • 570 meios de comunicação censurados (inclusive o Estado de São Paulo)
  • 01 blogueiro morto
  • 151 blogueiros presos
  • 61 blogueiros agredidos
  • 60 países adotaram medidas de censura à Internet

UFF lança Curso de mestrado profissional em Justiça para jornalistas

A Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ), por intermédio do seu Programa de Pós-Graduação em Justiça Administrativa (PPGJA) está lançando o Curso de Mestrado Profissional Justiça Administrativa. Uma das linhas de pesquisa desse Mestrado tratará do tema "Mídia, Direito e opinião pública no Brasil" e será destinada especificamente a operadores do Direito ou jornalistas que atuam junto ao Poder Judiciário e têm interesse no tema. O curso é totalmente gratuito.
As inscrições foram prorrogadas até o dia 12 de janeiro de 2010, e poderão ser feitas pessoalmente ou por via postal. Para maiores orientações ou dúvidas, o interessado pode entrar em contato com a Secretaria Executiva do PPGJA através do e-mail secretaria_ppgja@nupej.uff.br ou pelo telefone (21) 2629-9657.
O Projeto "Mídia, Direito e opinião pública no Brasil" propõe-se a investigar as relações entre mídia e Judiciário no Brasil, partindo da hipótese de que a atividade jornalística influencia ou pode influenciar as decisões judiciais e o próprio comportamento dos operadores do direito no mundo contemporâneo, marcado pela midiatização das relações sociais e pelas urgências da comunicação em "tempo real". Nesse contexto, procurará verificar o processo inverso, segundo o qual os próprios operadores do direito buscam valer-se da lógica da produção jornalística, incorporando-a como elemento fundamental em sua estratégia de trabalho. A pesquisa se desenvolverá, assim, em duas etapas: primeiro, explorando as questões teóricas que relacionam mídia, direito e opinião pública; em seguida, selecionando casos de grande repercussão midiática para analisar a cobertura jornalística que receberam e cotejá-la aos respectivos processos judiciais.
Esse projeto faz parte da linha de pesquisa "Inovações na gestão dos órgãos de justiça administrativa" do Mestrado, que busca aprofundar conhecimentos técnico-científicos e instrumentais para o exercício da jurisdição administrativa, valendo-se da Filosofia, Lógica e Hermenêutica, Mídia, Gestão Documental, Arquivologia, Inovações Tecnológicas, e Estatística Judiciária.
As expressões "justiça administrativa" e "jurisdição administrativa", temas centrais do Mestrado, indicam os órgãos jurisdicionais destinados ao julgamento dos litígios de direito público ou de interesse da Administração Pública (justiça administrativa), e a natureza e alcance da jurisdição prestada por esses órgãos (jurisdição administrativa). O curso foi pensado para viabilizar a participação de alunos de todas as regiões do Brasil. É interdisciplinar, destinado ao estudo da atuação do Poder Judiciário nas causas que envolvem a Administração Pública, abordando tanto questões jurídicas, quanto históricas, econômicas, políticas e sociológicas.
O Programa de Pós Graduação em Justiça Administrativa (PPGJA), que tem recomendação da Fundação Capes com conceito 4, é consequência das atividades de pesquisa e de ensino voltadas para a efetividade da jurisdição, que foram desenvolvidas na UFF, em parceria com o Conselho da Justiça Federal e a Universidade Alemã das Ciências da Administração Pública de Speyer, junto ao Grupo de Pesquisa Efetividade da Jurisdição (GPEJ-CNPq). Além de objetivar a formação de profissionais aptos a contribuir para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do sistema judicial de proteção do cidadão frente à Administração Pública, o PPGJA intenciona a implementação de pesquisa nas áreas de conhecimento voltadas à prestação jurisdicional administrativa.
A abordagem acadêmica, stricto sensu, sobre a "justiça administrativa" e a "jurisdição administrativa" é inédita no Brasil que, contrariamente à maioria dos Estados latinoamericanos e europeus, não possui uma legislação processual que consagre os princípios adequados aos litígios judiciais de direito público ou de interesse da Administração Pública, o que tem sido considerado uma das principais causas da falta de efetividade da proteção judicial do cidadão frente à Administração Pública.
Como consequência dessa lacuna legislativa, no âmbito dos cursos de graduação e de pós-graduação das faculdades de Direito no país, o tema acabou no limbo, nem no direito processual civil nem no direito administrativo - mas numa zona cinzenta - fato que despertou o interesse da Faculdade de Direito da UFF em investir no desenvolvimento de atividades de pesquisa, ensino e extensão nessa área.
A inscrição para o Mestrado, presencial ou por representação, poderá ser efetuada até o dia 12 de janeiro de 2010, de 2ª à 6ª feira, de 09h às 12h e 14h às 17h, ressalvado o período de recesso forense (19 de dezembro de 2009 a 06 de janeiro de 2010), na Secretaria Executiva do PPGJA, Núcleo de Ciências do Poder Judiciário (NuPEJ), localizado na Faculdade de Direito da UFF, situada na Rua Presidente Pedreira, nº 62, Ingá, Niterói-RJ, e-mail: secretaria_ppgja@nupej.uff.br , tel.: (21) 2629-9657.
A inscrição à distância (via postal - por SEDEX, com aviso de recebimento - para o "Gabinete da 2ª Vara Federal de Niterói, Rua Cel. Gomes Machado, nº 75, 4º andar, CEP: 24.020-067, Centro, Niterói-RJ, BRASIL") também poderá ser efetuada até o dia 12 de janeiro, condicionada ao encaminhamento, dentro do mesmo prazo (comprovado pela data de carimbo da postagem), da ficha de inscrição e demais documentos. Neste caso, o candidato deverá enviar um e-mail para secretaria_ppgja@nupej.uff.br com os dados constantes na ficha de inscrição, bem como o número de registro do SEDEX (comprovante de postagem).
No dia 13 de janeiro de 2010 será divulgada a relação de inscritos deferida na Secretaria Executiva do PPGJA e no seu sítio.

domingo, 3 de janeiro de 2010

França se rende ao merchandising televisivo

A prática de merchandising, a propaganda quase que subliminar pela qual um determinado produto ou marca é inserido numa cena,já está autorizada na França.
O CSA, Conseil supérieur de l'audiovisuel, reunido em 15 de dezembro, decidiu regulamentar o que eles denominam inserção de produtos nos programas.

Até então, o merchandising era proíbido naquele país. A mudança abriga as normas adotadas pela União Européia, em 2007. Pela norma européia, a inserção de produtos só não está autorizada nos telejornais, nas revistas televisivas e programas infantis. Lá, dificilmente se venderia para os baixinhos xampu da Xuxa.
O merchandising na tv francesa está permitido nos filmes, nos programas de ficção e nos vídeoclips. O CSA foi mais restritivo do que a União Européia e também o proibiu nos programas de entretenimento.
Para veicular merchandising, a emissora terá que veicular uma mensagem no início, no final e a cada intervalo comercial alertando o espectador sobre a existência de merchandising no programa que ele irá assisitir.
As normas entrão em vigor no final de janeiro.
Embora proíbido, o merchandising já existia na prática, em especial nos programas desportivos e transmissões de jogos, onde as marcas dos produtos são abertamente visíveis.

Descontentamento

Segundo o jornal Le Monde, as grandes marcas e agências não ficaram contentes com as mudanças. Como sempre, elas querem mais. Elas querem que os produtos se integrem aos roteiros e scripts dos programas. Segundo elas, épreciso criar uma afinidade com o consumidor.

Para mais detalhes, em francês, clique aqui