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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Opinião: Nada de novo na SIP

Por Venício Artur de Lima, publicado originalmente em TEORIA e DEBATE Edição 106
Fundada em Cuba, ao tempo de Fulgêncio Batista (1943), com sede em Miami, EUA, a SIP reúne os donos dos principais jornais privados das Américas e é fruto do ambiente de disputa ideológica da guerra fria, pós-Segunda Guerra.
Entre as posições que tem defendido, a SIP se opõe obstinadamente à revolução cubana, foi contra o sandinismo na Nicarágua, apoiou o golpe contra Salvador Allende no Chile, foi contra o debate sobre a Nova Ordem Mundial da Informação e da Comunicação (Nomic), na Unesco, na década de 1980. Mais recentemente, tem sido crítica implacável dos governos latino-americanos que propõem a regulação democrática do mercado das empresas de comunicação.
Ao longo das últimas décadas, por óbvio, o mundo mudou. A América Latina mudou. Em particular, o mundo das comunicações mudou. A revolução digital e a convergência tecnológica refundaram os conceitos e a prática da produção e da distribuição de notícias. A mídia impressa passa por transformações profundas e até mesmo a sobrevivência dos jornais – no formato atual – tem sido questionada.
Mas a SIP não mudou. Suas bandeiras e sua linguagem não mudaram. A cada ano, a cada assembleia, reafirma seu repúdio aos avanços que a maioria da população latino-americana vem conquistando, democraticamente, nas últimas décadas. Seu ideário continua o mesmo dos velhos tempos da guerra fria e das ditaduras militares e/ou civis que ajudou a instalar e com as quais colaborou em todo o continente.
Nas conclusões da assembleia realizada no Brasil está escrito:

A violência contra a integridade física dos jornalistas e a crescente intolerância dos governos autoritários são os principais problemas que a imprensa independente no continente enfrenta hoje. [...] E uma feroz ofensiva liderada pelos presidentes da Argentina, Equador e Venezuela tenta silenciar o jornalismo independente nos seus países mediante leis para regular o exercício do jornalismo, discriminação na concessão da publicidade oficial e imensos aparatos midiáticos estatais e privados utilizados para difamar e para promover campanhas sujas. [...] No Brasil, a justiça continua emitindo decisões contra a mídia para impedir a circulação de informações (ver aqui).
Para a SIP, seus membros e seus aliados, “imprensa independente” e “jornalismo independente” são equacionados com a cobertura política que a grande mídia fez e continua a fazer na América Latina, incluído o Brasil.

“Independente” é considerar liberdade da imprensa como liberdade de expressão e excluir milhões de vozes que permanecem secularmente impedidas de participar do debate público. Na ressignificação da SIP, “independente” identifica, de fato, imprensa e jornalismo opinativos e partidarizados, defensores de uma democracia elitizada e excludente em pleno século 21.

Acima de tudo, para a SIP hoje, “independente” é o código para um liberalismo arcaico que luta sem tréguas contra qualquer forma de interferência do Estado para garantir direitos da cidadania; contra qualquer forma de regulação democrática, mesmo aquela que existe há décadas nas democracias liberais mais avançadas do planeta; contra tudo que possa pôr em risco os imensos privilégios dos oligopólios privados de mídia na América Latina.

A SIP continua no tempo da guerra fria. Não mudou. Nem mudará.
Venício A. de Lima é jornalista e sociólogo, pesquisador visitante no Departamento de Ciência Política da UFMG (2012/2013),
professor aposentando de Ciência Política e  Comunicação da UnB.

sábado, 20 de outubro de 2012

Opinião: Boas razões para Dilma não ter ido à SIP

Por Breno Altman, publiccado originalmente na Brasil 247


Apesar de sua administração manter intactos os privilégios dos monopólios de imprensa, a presidente pode ter sido eloquente ao dar silencioso bolo no evento dos marajás da imprensa

A comparação pode ser estapafúrdia, mas o rancor tem sua razão de ser. As famílias que controlam os meios de comunicação na região, sem aliados importantes além dos Estados Unidos, ambicionavam aval implícito de Dilma Rousseff para sua ofensiva contra políticas de democratização e regulação levadas a cabo por diversos governos progressistas.O dirigente do Grupo Estado, Júlio César Mesquita, não escondeu sua frustração. Diante da cadeira vazia na cerimônia de abertura da 68ª Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa, comparou a atitude da atual presidente a de seus antecessores, Ernesto Geisel e Fernando Collor, nos dois convescotes da agremiação anteriormente por aqui realizados.
Apesar de sua administração manter intactos os privilégios dos monopólios de imprensa, a presidente pode ter sido eloquente ao dar silencioso bolo no evento dos marajás da informação. Como não foram tornados públicos os motivos dessa decisão, é natural que provoquem especulações. Uma abordagem possível remete à trajetória da associação. A SIP, afinal, congrega a fatia mais ativa e influente das elites continentais, com expressiva folha de serviços prestados às ditaduras.
Fundada nos EUA em 1946, a entidade teve papel fundamental durante a Guerra Fria. Empenhou-se com afinco a etiquetar como "antidemocráticos" os governos latino-americanos que não se alinhavam com a Casa Branca. Constituiu-se em peça decisiva do clima psicológico que antecedeu levantes militares no continente entre os anos 60 e 80.
Entre seus membros mais proeminentes, por exemplo, está o diário chileno El Mercurio, comprometido até a medula com a derrubada do presidente constitucional Salvador Allende, em 1973, e a ditadura do general Augusto Pinochet. Outros grupos filiados são os argentinos La Nación e El Clarín, apoiadores de primeira hora do sanguinário golpe de 1976.
A lista é longa. O vetusto matutino da família Mesquita, O Estado de S.Paulo, também foi adepto estridente das fileiras anticonstitucionais, clamando e aplaudindo, em 1964, complô contra o presidente João Goulart. Mas não foi atitude solitária: outras empresas brasileiras de comunicação, igualmente inscritas na SIP, seguiram a mesma trilha.
Seus feitos, porém, não fazem parte apenas da história. Estes veículos, mais recentemente, apoiaram o golpe contra o presidente Hugo Chávez (2002), a derrocada do hondurenho Manuel Zelaya (2009) e o afastamento ilegal do paraguaio Fernando Lugo (2012). Funcionam, a bem da verdade, como uma aliança intercontinental do conservadorismo.
Às vésperas das eleições de 2010, em julho, o então presidente da SIP, Alejandro Aguirre, afirmou que Lula "não poderia ser chamado de democrata" e o incluiu entre os líderes que "se beneficiam de eleições livres para destruir as instituições democráticas". Seu objetivo era evidente: como porta-voz dos barões da mídia, queria colaborar no esforço de guerra contra a condução de Dilma Rousseff, pelo sufrágio popular, ao Palácio do Planalto.
A SIP, no entanto, vai além de movimentos pontuais, ainda que constantes, para a desestabilização das experiências de esquerda. Trata-se de um laboratório para estratégias de terceirização política dos Estados nacionais, na qual as corporações privadas de imprensa ditam a agenda, articulam-se com esferas do poder público e se consolidam como partidos orgânicos da oligarquia.
Diante deste inventário de símbolos e realizações, fez bem a presidente ao se recusar a emprestar o prestígio de seu mandato e a honradez de sua biografia. Ainda mais em um momento no qual sócios nacionais da associação animam julgamento de exceção contra dirigentes históricos de seu partido e integrantes de proa do governo Lula.
Oxalá esse gesto possa dar início a uma batalha firme pela democratização da imprensa e a adoção de marco regulatório que rompa com o feudalismo midiático.

domingo, 14 de outubro de 2012

Encontro da Sociedad Interamericana de Prensa no Brasil seria rearticulação da direita


Por Leite Filho em Café na Política

No seu editorial desta semana da revista Carta Capital, Mino Carta, pede a atenção para os movimentos do Instituto Millenium, uma entidade congregando a extrema direita brasileira, que lembra muito o IBAD, que serviu como ponta de lança dos americanos para depor o presidente João Goulart, em 1964. 
O alerta de Mino coincide com a reunião, em São Paulo, da SIP, a sombria Sociedade Interamericana de Imprensa, que, com sede em Miami, congrega mais de três mil jornalões, inclusive os brasileiros, estaria preparando um golpe sujo contra a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, por esta ter anunciado a aplicação da Lei da Mídia, obrigando o jornal Clarín e outros grupos monopólicos midiáticos a a vender parte de seus bens.
Lembra Mino Carta:  ”…  o IBAD, que nos primeiros anos da década de 60 do século passado tramou decisivamente a favor do golpe. Precisamos falar mais do Instituto Millenium, mostrar a que vem com este seu sombrio nome nostradâmico. Para ele confluem polpudas contribuições de empresários graúdos, bem como o apoio das Organizações Globo e da Editora Abril. O conúbio assusta, mesmo porque sabemos que se recomenda neutralizar a lâmpada skuromatic e, ao apagá-la de vez, produzir a luz ao meio-dia, como convém”.
“Estranhas contradições vicejam no Millenium, promovidas pelos prestimosos emolumentos (mensalões) até de notáveis dispostos a se dizerem democratas convictos, amigões de Dilma e Lula. Espanto? Ou serei eu um ingênuo? Às vezes meus críticos botões me asseguram que sou mesmo. Não me iludo, porém, quanto ao significado dos resultados eleitorais. Falam por si, embora editorialistas, articulistas, colunistas não concordem”.
Leia agora o editorial na íntegra, que também está no sítio da revista:

Os vencedores
É da percepção até do mundo mineral que Dilma Rousseff, Lula e a base governista são os vencedores deste primeiro turno das eleições municipais, e que a mídia nativa, além de mentir, omitir e inventar, consegue também ser patética. As lucubrações dos comentaristas no vídeo da noite de domingo último evocaram os melhores programas humorísticos do passado com suas tentativas de explicar o inexplicável.
No palanque. Para Haddad, daqui para a prefeitura. Foto: Nelson Almeida/AFP
E o mundo mineral sabe que a eleição de Lula em 2002 abriu uma nova temporada na política brasileira ao abalar os alicerces da casa-grande. Nesta moldura há de ser analisado o que aconteceu nos últimos dez anos e o que acontece neste exato instante. Inclusive o fato de que o PSB consiga resultados extraordinários em todo o País. Ocorre que Lula abriu as cancelas da fazenda e Dilma dá perfeita continuidade ao governo do antecessor.
Está claro, na minha visão, que na aliança governista o PMDB destoa e creio não ser necessário esclarecer por quê. Em todo caso, para usar terminologias dos dias de hoje, o governo de Dilma Rousseff poderia ser definido como de centro-esquerda, o que no Brasil assume significados mais profundos que em outros países. E a respeito, desta vez, esclareço. Este tempero de esquerda, esta alteração nítida nos rumos da política social e econômica e da política exterior é francamente subversiva segundo a casa-grande, inexistente em outros cantos, e como tal tem de ser enfrentada.

Toma-me o irresistível
 impulso de mencionar o Instituto Millenium. Tem o poder de recuar aos tempos do Ibad, que nos primeiros anos da década de 60 do século passado tramou decisivamente a favor do golpe. Precisamos falar mais do Instituto Millenium, mostrar a que vem com este seu sombrio nome nostradâmico. Para ele confluem polpudas contribuições de empresários graúdos, bem como o apoio das Organizações Globo e da Editora Abril. O conúbio assusta, mesmo porque sabemos que se recomenda neutralizar a lâmpada skuromatic e, ao apagá-la de vez, produzir a luz ao meio-dia, como convém.
Estranhas contradições vicejam no Millenium, promovidas pelos prestimosos emolumentos (mensalões) até de notáveis dispostos a se dizerem democratas convictos, amigões de Dilma e Lula. Espanto? Ou serei eu um ingênuo? Às vezes meus críticos botões me asseguram que sou mesmo. Não me iludo, porém, quanto ao significado dos resultados eleitorais. Falam por si, embora editorialistas, articulistas, colunistas não concordem.
Em São Paulo, digamos, praça onde Lula foi determinante, embora tenha entrado tarde na arena, e onde Dilma deu o arremate. Eu não hesito em vaticinar a vitória final de Fernando Haddad. Sei que com isso alimento os rancores de José Serra, e dele permito-me dizer algo, em ótima fé e boa consciência. Do ponto de vista ideológico, Serra já foi muito mais sincero do que Fernando Henrique Cardoso. Há uma diferença sensível, creio eu, nos temperamentos. FHC é um bon vivant, Serra um sofrido. FHC pode negar a si mesmo. “Esqueçam o que eu disse”, recordam? Serra, por injunção avassaladora nascida nas entranhas, tem de se explicar a si próprio o tempo inteiro.

Acredito na boa-fé
 do candidato tucano à prefeitura paulistana. Vítima de suas ambições mooquenses (da Mooca), por amarguras e decepções frequentes e até por dissabores buscados e cultivados, José Serra tornou-se intérprete do pior reacionarismo da extrema-direita brasileira, feroz sempre que esteja com as costas protegidas, pronta ao engodo e à mentira em nome do êxito da casta.
E aí está, já exposto na fala de Serra, o argumento do “mensalão”. CartaCapital está à vontade neste campo: sempre deixou claro desejar justiça, agora e sempre, além e aquém do processo em curso. É evidente que na conta da casa-grande o julgamento atual encerra o assunto.
Enganam-se. As urnas mostram que o País espera por mudanças e pouco, ou nada, se interessa pelo “mensalão”. Que se desate este nó, mas que se desatem todos os demais. Creio que os barões midiáticos deveriam cogitar da aposentadoria dos seus analistas. E que o Instituto Millenium desista de se dedicar à arqueologia.
Veja o site do Millenium e conheça quem é quem na direitonahttp://www.imil.org.br/?gclid=CL3Asvzz_LICFQGDnQodxzUAOw
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segunda-feira, 23 de abril de 2012

SIP volta à velha catilinária sobre ameaças à liberdade de imprensa

Publicado no Blog do Zé
Pouco objetivos, fogem completamente à realidade dos países do continente os informes apresentados na reunião de meio de ano da Socieade Interamericana de Imprensa (SIP), que neste 2012 se realiza em Cádiz, na Espanha. Foram apresentados informes sobre Argentina, Brasil, Equador, Cuba e Venezuela, entre outros países, referentes aos últimos seis meses, desde a assembleia geral realizada em outubro passado, em Lima. 

O representante brasileiro na reunião, Paulo de Tarso Nogueira, consultor do Estado, citou a “censura” imposta ao jornal, impedido de publicar informações sobre investigações da Polícia Federal; a tramitação, no Congresso, da lei que regulamenta o direito de resposta; e a reação de alguns magistrados às noticias sobre altos salários no Judiciário.

Nenhumapalavra do representante brasileiro sobre o caso do contraventor Carlos Cachoeira, que agora virá à tona com a CPI em toda sua nudez de como pratica de jornalismo bandido. Nem sobre as relações da mídia com o crime organizado no Brasil na produção de notícias contra seus adversários.

Desafio aos jornalistas: ver a liberdade de imprensa na Venezuela


Tampouco houve menção ao caso do Hotel Naoum, no qual um jornalista de Veja tentou invasão de domicílio, quis invadir ilegalmente o apartamento em que eu estava no hotel. Foram mais ou menos na mesma linha, de insinuação de que há censura ou tentativa de impô-la em países como a Argentina, Equador e Venezuela, os relatos apresentados por representantes da mídia desses países.

No caso do informe da Venezuela foram destacadas as dificuldades de cobertura jornalística para os crescentes casos de violência urbana e a falta de informações oficiais em acontecimentos como rebeliões e outros incidentes em presídios. Desafio qualquer jornalista brasileiro a passar uma semana na Venezuela para constatar a mais absoluta liberdade de imprensa que existe no pais, com a maioria dos órgãos de imprensa fazendo oposição aberta e radical ao governo Chávez.

É um absurdo apontar a violência existente num país, ou o embate politico radical entre governo e oposição, como fator de limitação do exercício da profissão. Embate político, sim, entre governo e oposição, porque porque a própria imprensa assume e assumiu assim, e criou esta situação quando conspirou e apoiou abertamente o golpe de 2002 contra o presidente constitucional Hugo Chávez. E quando, há um mês, apoiou as primárias que escolheram o nome do concorrente à presidência da República pela oposição, e agora apoia seu candidato ao Palácio de Miraflores, Henrique Capriles.

Mídia conservadora apoiou golpe contra presidente Hugo Chávez

Fora isto, crimes contra a honra - sobre os quais os relatos se queixaram, apresentando-os como tentativas de cenrua à imprensa - são puníveis em todas as legislações. Os jornalistas não estão acima da lei. Multas, suspensão e fechamento de órgãos da imprensa também existem em todas democracias se concessionários de veículos de comunicação não cumprem as exigência legais das concessões que receberam.

Não podem ser taxadas de medidas de exceção ou contra a liberdade de imprensa sem uma análise caso a caso. Assim o informe dado na SIP por donos de meios de comunicação da Venezuela não podem e nem deve ser tomado como verdade, mas sim como ação da oposição e luta política contra o governo Chávez.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Federação de Jornalistas argentinos diz que relatório da SIP é falso

La Federación Argentina de Trabajadores de Prensa (FATPREN) rechazó el informe presentado por la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP) en el que incluyó a la Argentina en una “lista negra de países para la prensa independiente” y que fuera presentado en la ciudad de Lima, Perú.

Gustavo Granero, secretario general de la FATPREN y vicepresidente de la Federación Internacional de Periodistas (FIP), expresó que en nuestro país “la libertad de expresión goza de muy buena salud”.

Como contrapartida, Granero señaló que la SIP nada dice sobre el despido de Claudio Minghetti, periodista de La Nación, luego de haber redactado una crítica positiva sobre la película “Juan y Eva”, lo que “sí configura un ataque a la libertad de expresión de un compañero, un ataque al ejercicio periodístico.”

Las declaraciones de la SIP dejan al desnudo sus intereses como agrupación de empresas periodísticas, defensora de sus propios intereses monopólicos. Al respecto, el dirigente sindical manifestó que “la SIP primero debería pedir disculpas a Latinoamerica por todo el daño que ha hecho cuando ha condecorado dictadores, ha felicitado los procesos dictatoriales en nuestros países, ha respaldado el silencio cuando hubo golpes de estado”.

La SIP da espacio a sus socios como Clarín y La Nación, “en cuyas páginas se leen crónicas sobre la Argentina que nada tienen que ver con lo que pasa en el país, sino que son artificios destinados a sostener su posición dominante”, agregó Granero.

La FATPREN considera que si la SIP quisera hablar verdaderamente de la libertad de expresión, debería contar la ausencia de ella en las redacciones de sus publicaciones asociadas, que silencian a sus trabajadores y los precarizan laboralmente para poder presionar sobre ellos.

Los procesos democratizadores en América Latina han tocado intereses sensibles de las corporaciones económicas, y declaraciones como las de la SIP son una reacción frente a ello.

En definitiva, que la SIP incluya a un país en una presunta lista negra significa que existen políticas de Estado que democratizan la palabra, incluyen en la comunicación más voces y más diversidad, y se defienden los intereses del pueblo y los trabajadores por sobre los del poder concentrado.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Opinião: Ano novo, velha batalha

Por Venício Lima, em Carta Maior

Nossa conhecida SIP, a Sociedade Interamericana de Imprensa [ver, neste OI, "As lições de democracia da SIP"], divulgou, de sua sede em Miami, Estados Unidos, no último dia 27/12, que 2011 será o "Ano pela Liberdade de Expressão".

Segundo seu novo presidente, Gonzalo Marroquín, diretor do diário Prensa Libre, da Guatemala, "durante el 2011 pondremos empeño en educar al público para que se tome conciencia de que cuando se restringe a la prensa y la libertad de expresión, se menosprecia el valor a saber, un derecho humano de carácter individual y social que es esencial para la sobrevivencia y el éxito de la democracia".

Declarou também que será dada ênfase às "enseñanzas que sobre libertad de prensa y de expresión emanan de la Declaración Universal de los Derechos Humanos, la Convención Americana sobre Derechos Humanos y la Declaración de Chapultepec" [ver aqui].

A nota da SIP informa que a brasileira ANJ (Associação Nacional de Jornais) é uma das associações nacionais do hemisfério que apóiam a iniciativa. Ótimo.

Para ler o restante deste artigo, clique aqui.

As opiniões aqui postadas são de responsabilidade de seus autores

sábado, 14 de novembro de 2009

Relator da ONU pede para a SIP evitar enfoque ideológico sobre liberdade de expressão

Por Ingrid Bachmann, do Blog de notícias, Jornalismo nas Américas

Cada país deve analisar por si mesmo qual é seu recorde em liberdade de expressão. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, por suas sigla em espanhol), por sua vez, tem que evitar o enfoque ideológico em suas análises sobre os meios de comunicação no continente. É o que disse Frank La Rue, relator das Nações Unidas para liberdade de expressão, em entrevista ao El Comercio.

O relator, em visita a Quito, no Equador, também discordou das críticas da SIP à nova lei de imprensa da Argentina, à qual qualificou de “a mais avançada” da América Latina, acrescenta a Associated Press. Ele destacou, ainda, a criação de inúmeras leis na região, que causaram a “reação de grupos monopolistas”. “Acredito que as novas leis estão sacudindo essa estrutura injusta, porque eu creio sim que a liberdade de expressão deve ser equitativa e para todos os setores”, declarou La Rue.

Enquanto a SIP denunciou uma “arquitetura legal” contra os meios de comunicação em vários países, La Rue ressaltou que faz falta “uma reforma judicial em todo o continente”, acrescenta a EFE. O relator da ONU ofereceu seus serviços e assessoria técnica na redação de uma nova lei de comunicação que se discute no Equador.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Honduras: Felap lança nota de protesto

Do portal Felap

A Federação Latino-americana de Jornalistas (Felap, por sua sigla em espanhol, divulgou nota de protesto contra a situação da imprensa em Honduras, após o golpe de Estado lá ocorrido. A entidade denuncia a militarização de emissoras de rádio e questiona o silêncio da Sociedade Interamericana de Imprensa (Sip, por sua sigla em espanhol)"sempre tão atenta a agressões à liberdade de imprensa no Equador, Bolívia e Venezuela" diante dos acontecimentos em Honduras.
Veja abaixo a íntegra da nota, em espanhol.

Honduras y la SIP

La prolongación de la crisis en Honduras no tiene un efecto neutro pues juega a favor de los golpistas. El repudio y el asilamiento universales no conmueven a los usurpadores. Todo lo contrario: confirman su visión paranoica de un mundo dominado por comunistas, subversivos y revolucionarios que conspiran sin cesar para frustrar su patriótica empresa.
Tanto los militares como los civiles hondureños comparten ese delirio que sigue siendo alimentado, día a día, por el Pentágono, la CIA y buena parte del establishment político del imperio, para los cuales la guerra no ha terminado ni va a terminar jamás.
Guerra sobre todo contra todo ese inmenso e inesperado movimiento social que se ha puesto en marcha a partir del golpe y que rebasa amplia –y tal vez irreversiblemente- los estrechos marcos de la mal llamada “democracia representativa” en Honduras.
Bastó que aquél pretendiese honrar esa fórmula para que la santa alianza abandonase en tropel las cavernas y saliera a dar batalla: allí se juntaron, para unir fuerzas, los representantes militares y políticos del imperio con la corrupta oligarquía local, la perversa jerarquía de la Iglesia Católica, las diversas fracciones del patronato y el poder mediático que este conglomerado de la riqueza y el privilegio controla a su antojo, haciendo de la libertad de prensa una broma sangrienta.
No es casualidad que el sitio web de la benemérita Sociedad Interamericana de Prensa, siempre tan atenta ante todo lo que ocurra con los medios en Cuba, Venezuela, Bolivia y Ecuador, haya ocultado arteramente lo que está aconteciendo en Honduras.
La resolución más importante sobre el tema de los medios, adoptada el 24 de Julio, es una condena ... ¡al presidente Rafael Correa por alentar el “incesante clima de confrontación y epítetos contra periodistas, propietarios de medios de comunicación y sus empresas!”
Ni una palabra sobre Gabriel Fino Noriega, periodista hondureño de Radio Estelar, asesinado por fuerzas paramilitares, de la cual informa la Misión de la ONU enviada a investigar la situación de los derechos humanos en Honduras.
La misma delegación comprobó que en Tegucigalpa, Canal 36, Radio TV Maya y Radio Globo fueron militarizadas, constatándose asimismo el asalto a diversos locales de medios de comunicación y amenazas de muerte contra periodistas, el bloqueo de sus transmisiones o la interceptación telefónica y bloqueo de su acceso a internet.
La misión también corroboró el ametrallamiento de la cabina de transmisión de Radio Juticalpa en Olancho, y las amenazas de muerte producidas contra periodistas como el director del diario El Libertador, Johnny J. Lagos Enríquez así como contra el periodista Luis Galdanes.
En la ciudad de Progreso los militares silenciaron las trasmisiones de Radio Progreso, siendo hostigado su director el sacerdote jesuita Ismael Moreno, detenido temporalmente uno de sus periodistas mientras otros recibían amenazas de muerte.
Otro caso es el de Canal 26, TV Atlántica, cuyo directivo declaró ante la misión de la ONU que los militares indicaron a los medios de comunicación del departamento que debían abstenerse de trasmitir otras versiones o informaciones que no emanasen del gobierno de facto.
Ante la agresión sufrida por los periodistas de Telesur y Venezolana de Televisión -sin cuya valiente labor el mundo jamás se habría enterado de lo que ocurría en Honduras- la SIP se limitó a emitir un tibio comunicado lamentando los hechos; la resolución dura, en cambio, se tomó en contra de Correa.
Sería muy largo enumerar todas las violaciones a la libertad de prensa y los derechos humanos, aparte del asesinato de Noriega, que pasaron desapercibidas ante los atentos censores de la SIP y sus lenguaraces, Mario Vargas Llosa y la pandilla de los “pluscuamperfectos idiotas latinoamericanos”.
Su silencio cómplice revela la descomposición moral del imperio, sus permanentes mentiras y la impunidad con la cual se mueven estos falsos defensores de la “libertad de prensa”.
Y frente a este escenario, ¡la Secretaria de Estado Hillary Clinton se atreve a calificar como imprudente el gesto de Zelaya de viajar a la frontera de su país!!, al paso que su vocero, Philip Crowley, advertía contra "cualquier acción que pueda conducir a la violencia" en Honduras.
Falta ya muy poco para que Washington comience a declarar que el verdadero golpista es Zelaya y que fue él y no otro quien arrojó a su país a un caos de violencia y muerte.
La promesa de nuevas mediaciones a cargo de la Casa Blanca sólo servirá para desfigurar aún más la verdad e inclinar el fiel de la balanza a favor de los golpistas y sus mandantes.

Buenos Aires, 30 de julio