Caros leitores e leitoras.
Mostrando postagens com marcador Rio Grande do Sul. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio Grande do Sul. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de julho de 2015

Bagé-RS aprova lei que exige diploma na contratação de jornalistas

Do SJP-RS

Projeto de lei que garante nos órgãos públicos de Bagé a contratação exclusiva de jornalistas formados. 

A exigência de diploma de jornalismo para a contratação de profissionais para atividades de comunicação social pelos poderes Legislativo, Executivo e serviços terceirizados nos órgãos públicos de Bagé foi aprovada na sessão plenária desta segunda-feira, dia 20. Após mais de 10 horas de votação de outros temas, o Projeto de Lei nº (PL) 61/15, de autoria da vereadora Teia Pereira (PT), entrou em pauta, sendo aprovado por 15 votos favoráveis e um contrário.
Protocolado no dia 10 de junho deste ano, o PL prevê que somente profissionais diplomados possam atuar em órgãos públicos do município, seja para vagas oriundas de concurso público ou mesmo cargos em comissão (CCs). Em sua justificativa, o projeto destaca que “não faz sentido admitir que o próprio Estado desestimule a reflexão acadêmica em um país que avança significativamente no campo educacional”.
A proposta havia sido considerada inconstitucional pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ) sob alegação de vício de iniciativa, decisão que foi revertida a partir do entendimento que o projeto não propõe investimento financeiro por parte do Executivo, mas prevê a regulamentação de atividade específica, função do legislativo.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, Milton Simas, esteve na Câmara de Vereadores de Bagé no dia da votação, onde fez a defesa do diploma de nível superior para o exercício da atividade jornalística. Em sua fala, Simas destacou a importância do profissional diplomado para a qualidade da informação repassada para a comunidade.
Usando o exemplo do curso de Comunicação Social da Universidade da Região da Campanha (Urcamp), salientou o senso de ética e responsabilidade social construído dentro dos bancos acadêmicos. “Além de garantir transparência da divulgação das informações do poder público, deve-se respeitar a história da faculdade de Jornalismo, que a cada semestre forma pessoas capacitadas para o mercado”, pontuou.
Também se manifestaram a favor do projeto o jornalista e coordenador do curso de Comunicação Social da Urcamp, Glauber Pereira, e a vereadora Teia Pereira, autora do projeto de lei. O projeto segue para sanção do prefeito.

domingo, 8 de março de 2015

Denúncia: Memória da imprensa gaúcha pede socorro

Por Rafael Lapuente. Texto publicado originalmente no blog O fato e a História.

Memória gaúcha entre goteiras e farelos:
 o acervo do museu Hipólito da Costa pede socorro

O descaso do setor público com a preservação da memória não é novidade no Brasil nem nos demais estados que compõe a federação. Deste descaso, não escapa nem o Rio Grande do Sul, onde é muito comum gaúchos propalarem aos quatro ventos o orgulho por sua história, por seu passado e por sua cultura. O leitor mais atento a atuação dos grandes meios de comunicação e as ações promovidas pelo Governo do Estado, certamente, poderia me desmentir ao argumentar as comemorações que, anualmente, tomam o estado para relembrar a guerra republicana de 1835, onde os membros do tradicionalismo gaúcho explanam seu culto ao que chama de valores e tradições do estado, ou outras ações nem sempre encabeçadas pelo governo estadual, como a anual Feira do Livro de Porto Alegre promovida pela prefeitura municipal.
Todavia, se fizermos uma análise mais profunda – que desconsidere a criação de novos memoriais como o dopinha e o de Luiz Carlos Prestes, onde não sabemos como o estado atuará no longo prazo em sua manutenção - é calamitosa a situação dos patrimônios já existentes que deveriam preservar a memória gaúcha. Além de estarmos com a centenária Biblioteca Pública estadual em reforma desde 2006 e sem previsão para conclusão, com todo seu acervo deslocado em um atendimento improvisado na Casa de Cultura Mário Quintana, o funcionamento arcaico e limitado do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul sem nenhuma perspectiva de informatização dos catálogos e com incapacidade para receber mais do que quatro pesquisadores por turno, a venda do centenário Castelo de Pedras Altas com uma riquíssima biblioteca e documentos pessoais importantes para conhecer a história econômica e política regional, oferecido ao governo do estado e procrastinada uma posição de compra e conservação dos materiais presentes no castelo, também o maior acervo de jornais do Rio Grande do Sul, que possui periódicos de desde o início do século XIX está em situação periclitante.
Goteiras atingem o acervo
O Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, localizado bem no centro da cidade e antiga sede do jornal republicano A Federação, vem passando por severas dificuldades em manter a integridade do seu acervo e o funcionamento do setor, que atende pesquisadores pertencentes desde o ensino médio ao doutorado, abarcando diversas áreas, como direito, jornalismo, história, publicidade e propaganda, sociologia, marketing, ciência política e muitos outros cursos. 
A imensidão da tarefa de manter o acervo hoje é atendida com apenas um funcionário, encarregado de tomar conta da organização dos periódicos no arquivo e do atendimento ao público externo, sendo provavelmente o setor que mais recebe visitas no museu – vale lembrar que o museu tem outros setores importantíssimos, como de fotografia, cinema, rádio, exposições temporárias e permanentes e atendimento a comunidade em geral, recebendo atividades artísticas e culturais diversas durante todos os dias da semana.
Cupins em cima de jornais, como este exemplar de 1989 do Pioneiro.
Além disso, a falta de estrutura é particularmente a pior que este pesquisador já viu. Com umidade e nenhum controle termostato, o prédio sofre fortes infiltrações nas paredes, que acelera o processo de decomposição dos jornais. Não obstante, os pesquisadores que frequentam o museu não recebem a estrutura adequada para realizar suas atividades científicas: Hoje o Museu não dispõe de luvas descartáveis, máscaras ou álcool em gel para os profissionais que acessam jornais com ácaros e fungos, muitos deles com mais de 70, 80, 100 anos desde sua circulação.

Infiltrações tomam as paredes que abrigam os periódicos.
A situação estrutural do museu é tão preocupante que centenas de jornais estão expostos na sala de pesquisa, secando de goteiras advindas de um forte temporal que assolou Porto Alegre e atingiu periódicos como o Pasquim, Correio do Povo, Folha da Tarde, Diário de Notícias, A Ordem, O Pioneiro, Zero Hora, A Federação e outros jornais, sendo que muitos dos jornais atendidos, provavelmente, sejam os últimos exemplares disponíveis para a pesquisa, como possivelmente ocorreria se fossem destruídos os exemplares do  periódico O Povo, jornal Farrapo raríssimo que compõe o estoque do Museu. 
Sua extinção, assim como de outros jornais que tiveram duração extensa ou efêmera significaria a inacessibilidade para pesquisas futuras.
Jornais secando da chuva. Jornais esfarelados e tomados pela umidade.

Afora estes problemas, os jornais manuseados sofrem danificações naturais dos usos constantes. Muitos jornais estão se esfacelando sem nenhum projeto de restauro. Outros, esfarelados a ponto de serem retirados da disponibilidade dos pesquisadores, se encontram em separado para uma futura e imprevista restauração. 
O Museu Hipólito ainda conta com alguns jornais microfilmados, porém, a máquina de microfilme se encontra com defeito.
Jornais esfarelados pelo excesso de uso, mas ainda em acesso. Sem previsão de restauro.

A realidade que passa o Museu de Comunicação é bastante preocupante. O desleixo do executivo estadual com a manutenção dos jornais – que não são apenas do Rio Grande do Sul. 
Há jornais do centro do país e de diversos países nas mais variadas épocas – é enorme, o que demonstra também que o pouco interesse pela preservação da memória pelas instituições do estado. Até mesmo uma ação do Ministério Público que percorre contra o governo gaúcho se perlonga desde 2008.  
Neste ponto, não há dúvidas que o Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa pede socorro.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

TV E e FM Cultura do Rio Grande do Sul selecionam 98 Jornalistas e Radialistas

Do SJP-RS
A Fundação Cultural Piratini e a Fundação La Salle confirmaram a assinatura de contrato para a realização de concurso público para a TVE e FM Cultura, ambas do governo do estado do Rio Grande do Sul. 
São 98 vagas nas duas emissoras, além de formar cadastro reserva. Haverá cargos para a área jornalística, pararadialistas, para área administrativa e técnica. Os salários iniciais irão variar entre R$ 1.764,79 a R$ 3.375,30. 
Para jornalistas, existem 29 vagas, todas no nível de analista (17 identificadas como jornalista e 12 como repórter de rádio e tv). Há ainda uma vaga para Relações Públicas e outra para Publicitário.
JÁ SAIU O EDITAL COM AS REGRAS DO CONCURSO, PARA ACESSÁ-LO,
CLIQUE AQUI
As 98 vagas estão divididas conforme a tabela abaixo, em alguns casos, haverá cota para candidatos negros ou pardos ou portadores de deficiência física.
Analista
  • jornalista – 17 vagas;
  • repórter de rádio e TV – 12 vagas;
  • publicidade – 01 vaga;
  • relações públicas – 01 vaga;
  • produtor gráfico – 02 vagas;
  • administrador de Sistemas – 01 vaga;
  • advogado – 01 vaga; 
  • arquivista – 01 vaga;
  • captação de recursos e projetos culturais – 01 vaga;
  • criação e desenvolvimento em web e plataformas digitais – 01 vaga;
  • engenharia de software – 01 vaga;
  • engenharia em rádio e televisão – 01 vaga;
  • manutenção acervo e pesquisa – 01 vaga;
  • programador musical – 01 vaga;
  • psicólogo – 01 vaga; 
  • supervisor de programação – 02 vagas.

Agente Técnico
  • técnico em informática – 01 vaga;
  • técnico em manutenção e suporte de rádio e televisão – 04 vagas.

Agente Administrativo:
  • assistente administrativo – 09 vagas.

Agente operacional:
  • apoio e imagem – 01 vaga;
  • auxílio operacional – 02 vagas;
  • direção de imagem – 02 vagas;
  • edição e finalização de imagem – 04 vagas;
  • iluminação – 02 vagas;
  • locutor especializado – 04 vagas;
  • operador de áudio – 04 vagas;
  • operador de sinais – 01 vaga;
  • operador de sistemas – 02 vagas,
  • produtor executivo de rádio, TV e mídias digitais – 11 vagas; 
  • produtor musical – 01 vaga;
  • programação – 04 vagas;
  • sonoplasta – 01 vaga.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

TV E do Rio Grande do Sul terá que reintegrar funcionário


O radialista Walmor Sperinde foi dispensado em 2010, 
acusado de ofender o então presidente da instituição

Uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou à Fundação Piratini, personalidade jurídica da TV E do Rio Grande do Sul,  a reintegração do radialista Walmor Sperinde aos quadros da instituição. Um dos autores da ação que levou à exoneração de 19 cargos comissionados do órgão, em 2010, Walmor, que era coordenador de programação da FM Cultura, foi dispensado por justa causa. O motivo foi a troca de e-mails com conteúdo supostamente ofensivo à honra do então presidente da Fundação, Ricardo Azeredo.

No julgamento, o Tribunal considerou que a demissão foi arbitrária e que a conduta do funcionário não constituiu falta grave. Os magistrados do TRT entenderam como inadequada e descabida a manifestação do então presidente aos veículos de comunicação, na qual defendia os CCs. Dessa forma, o relator avaliou a discussão foi iniciada por uma resposta à “conduta inadequada” do presidente. A fundação ainda foi condenada por danos morais, em razão transtornos aos quais o radialista esteve exposto devido ao afastamento.

Com a decisão, Walmor diz ter renovado a confiança na justiça. “Agora, passado este infeliz episódio, sinto que ainda posso confiar nas instituições, embora toda a morosidade e as contradições que marcaram este julgamento”, afirma.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

RS: Agência de Desenvolvimento seleciona Jornalista


A Agência de Desenvolvimento e Promoção do Investimento do Estado do Rio Grande do Sul abiru inscrições para concurso público que irá selecionar jornalistas para o seu quadro. Uma vaga está sendo ofertada, além do quadro de reserva. O salário ofertado é de R$ 5.125,30.
As inscrições serão efetuadas somente pela Internet até o dia 09 de março, através do site www.fdrh.rs.gov.br .
Mais informações, clique aqui.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Deputados gaúchos derrubam veto à exigência do diploma

De O Jornalista

A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul derrubou na tarde de hoje (18/05), o veto da governadora Yeda Crusius (PSDB) ao projeto que previa a obrigatoriedade de diploma em Jornalismo para o exercício da profissão no serviço público estadual.
O projeto de lei vetado pela governadora foi aprovado em março pelos deputados gaúchos por unanimidade. O veto caiu com 35 votos contra apenas três favoráveis.
A votação do veto ao Projeto de Lei 236/2009, de autoria do ex-deputado Sandro Boka (PMDB), foi acompanhada por representantes das entidades de defesa dos jornalistas, profissionais, professores e estudantes de Jornalismo.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Opinião: O dia em que o rádio ficou mais triste

Por João José Forni*

No ano passado, em várias cidades americanas rádios e jornais locais foram fechados, por dificuldades econômicas ou estratégia empresarial. Muitos dos jornais fechados eram centenários. Entre eles, o Rocky Mountain News, de Denver, Colorado, alguns dias depois de completar 150 anos. Um jornalista resumiu em poucas palavras o que significava para Denver ficar sem o seu jornal: "É com grande tristeza de nós dizemos para vocês até logo. É um dia simplesmente triste. É um dia para ser esquecido em nossa cidade".
Pois 30 de abril pode também ser considerado um dia triste para os gaúchos. Naquela sexta-feira, saiu do ar o mais antigo programa jornalístico do rádio brasileiro: o correspondente Guaíba, ex-correspondente Renner, que toda uma geração de gaúchos se acostumou a ouvir durante mais de cinco décadas.
Por problemas na grade da programação e interesses comerciais, a organização que detém hoje o controle da Rádio Guaíba resolveu acabar com esse ícone da radiodifusão da Região Sul. Comparável, no Rio G. do Sul, ao que representou para o país o Repórter Esso, nos tempos áureos do rádio. Ou ao que hoje, ressalvadas as dimensões, representa na TV o Jornal Nacional. O programa estava no ar desde a fundação da Rádio Guaíba, em 1957.
Durante 46 anos pelo menos, dos 53 do programa, os gaúchos se acostumaram a ouvir "Aqui fala o Correspondente Renner", na voz inconfundível de Milton Ferreti Jung. Grande parte da geração, que está hoje na faixa dos 40 aos 70 anos, cresceu e se acostumou a acompanhar de hora em hora os principais acontecimentos do Rio Grande, do Brasil e do mundo pela voz do locutor. Desde a famosa cobertura da Cadeia da Legalidade, até a subida do homem à lua. Da inauguração de Brasília à chegada do Papa. Todos os mundiais, desde 1958, sendo a Guaíba a única rádio fora do eixo Rio-SP a estar presente na Suécia. Enfim, a história dos últimos 50 anos, para quem não tinha tevê ou não podia assinar jornais, passou pelas ondas do Correspondente Renner, com um jingle também inconfundível.
Mas não era apenas pelo programa jornalístico que a Guaíba se destacava. Criou uma grife, com a qualidade do repertório musical e pela característica de divulgar comerciais sem spots e jingles. Propaganda única e exclusivamente através da própria voz dos locutores. Um caso único no país, certamente.
A tristeza não decorre apenas por ter desaparecido um ícone da comunicação do estado, Mas porque, ao sair do ar um programa jornalístico, perdem todos: jornalistas, anunciantes e ouvintes, principalmente a população menos informada, que não tem acesso à internet e aos jornais. Provavelmente vai ser substituído por programas gravados, mais baratos e que cada vez apequenam mais a imprensa brasileira. Se a internet já é uma ameaça aos jornais, às tevês e ao rádio, quando acabamos com programas de qualidade, principalmente aqueles voltados à difusão da informação jornalística, não há dúvida de que isso representa um tremendo retrocesso.
Infelizmente, esse fenômeno não se restringe ao Rio Grande ou ao Brasil. Em todo o mundo, cada vez mais as dificuldades econômicas e as novas tecnologias têm obrigado pequenas empresas de comunicação a se incorporar a grande grupos de mídia ou fechar. Ao serem engolidas pelos grandes conglomerados, a sociedade corre o risco de ter um direcionamento do noticiário muito perigoso para a liberdade de opinião. A idéia do pensamento único, de uma única voz dominar a linha editorial de grande parte da mídia de um país e até de continentes assusta e pode se tornar uma ameaça.
A pluralidade de idéias e linhas editoriais é benéfica para a democracia. E isso passa pelos jornais locais, rádios e canais de tevês independentes. No momento em que alguns países como China, Venezuela, Coréia do Norte e Irã restringem a liberdade de imprensa e perseguem jornalistas; em que até no Brasil ouvem-se vozes oficiais esboçarem projetos destinados a cercear a independência dos meios de comunicação, é bom ficarmos atentos ao que está acontecendo. Com a retirada do ar de um programa consagrado como o Correspondente Guaíba (Renner), não é apenas a história ou nossas memórias que saem arranhadas. Mas o interesse público que mais uma vez se curva ao poder de sedução da área comercial.


*Jornalista, Consultor de Comunicação e Editor do site www.comunicacaoecrise.com

sábado, 1 de maio de 2010

Rio Grande do Sul: Correspondente Guaíba, programa mais antigo sai do ar

Na sexta-feira, 30, dia em que a rádio Guaíba completou 53 anos de atividades, sai do ar o programa mais antigo da emissora. O Correspondente Guaíba é veiculado desde a fundação da emissora em 1957, e durante décadas foi o mais importante do rádio gaúcho, com o nome de Correspondente Renner. A síntese noticiosa, atualmente chamada de Correspondente Aspecir Previdência, tem locução, desde 1964, de Milton Ferretti Jung. O programa também tem participações de Maria Luiza Benitez.
Com a alteração ocorrida na programação da Guaíba em outubro do ano passado, o programa, que tradicionalmente tinha quatro edições diárias de 10 minutos, passou a ter apenas cinco minutos de duração. Conforme informou à Coletiva.net o gerente de jornalismo Ataídes Miranda, a programação continua a mesma, apenas sendo antecipada nos horários antes ocupados pelo Correspondente.
“Todos os programas posteriores ao Correspondente ganharão cinco minutos a mais”, explicou. Milton Jung sai de férias na próxima semana e volta a integrar a equipe de esportes da rádio, com participações no programa ‘Ganhando o Jogo’.
Em 53 anos, o programa já foi chamado de Correspondente Renner, Aplub e Portocredi. Milton foi o quarto locutor da atração, antes comandada por Ronald Pinto, Mendes Ribeiro e Ênio Berwanger. Sobre seus 46 anos na locução do programa, destaca que só tem boas lembranças. “Foi bom enquanto durou”, disse a Coletiva.net.
Também ressaltou que se sente orgulhoso de ser o locutor que permaneceu mais tempo no ar apresentando uma síntese noticiosa no Brasil. Sobre o motivo de o programa estar saindo do ar, disse que as razões são comerciais. Natural de Caxias do Sul, o locutor e radialista está na rádio Guaíba desde 1958. Pela emissora, cobriu as Copas do Mundo de 1974, 1978 e 1986.

O Radiojornalismo brasileiro conta cada vez menos com jornalista, a média é de 0,35 jornalistas por emissora. A Anatel nada faz para fiscalizar a obrigatoriedade de 5% da programação ser dedicada ao jornalismo. Assim, a cada dia, temos menos informação no rádio, que já foi a grande fonte de informações do brasileiro.

Para conhecer um pouco mais da realidade do radiojornalismo no BRasil, convido à leitura do artigo de minha autoria Radiojornalismo no Brasil: um jornalismo sem jornalistas

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Congresso de Jornalistas gaúchos debate o futuro da profissão

Com o tema "O Jornalismo a Serviço da Sociedade e a Defesa da Profissão'', o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul promove nos dias 14 e 15 de maio o 34º Congresso Estadual dos Jornalistas. O evento que ocorre no Centro de Eventos da Fenac, em Novo Hamburgo é preparatório ao 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, que ocorre em agosto de 2010, em Porto Alegre.
As incrições já podem ser feitas pela Internet, na Sede de Porto Alegre ou nas Delegacias Regionais do Sindicato.O presidente do Sindicato dos Jornalistas, José Maria Rodrigues Nunes, lembra que haverá um inevitável debate sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.
“Queremos abordar a importância da qualificação profissional e revelar o verdadeiro papel do Jornalista que é de estar a serviço da sociedade.”
A proposta do Congresso também passa pela discussão do cenário profissional, debater a formação de empresas de prestação de serviços em comunicação, analisar a formação em novas mídias e alertar estudantes e profissionais sobre as mudanças do mercado são tarefas que pretendemos concretizar através do evento.

Mais informações no Sindicato pelos fones (51) 3228.8146 ou (51) 3226.0664.

sábado, 17 de abril de 2010

RS: jornalistas realizam congresso estadual

Estão abertas as inscrições para o 34.º Congresso Estadual dos Jornalistas que ocorre nos dias 14 e 15 de maio, no Centro de Eventos da Fenac, em Novo Hamburgo. A expectativa é de que o encontro deve reunir cerca de 300 pessoas entre profissionais e estudantes.
A proposta é discutir o tema “O Jornalismo a Serviço da Sociedade e a Defesa da Profissão”. As informações sobre o evento e a programação já estão disponíveis no sítio www.jornalistas-rs.org.br. Os interessados em participar já poderão efetuar as suas inscrições através do link disponibilizado no próprio sítio.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

RS: Yeda Crusius veta projeto que exige diploma em concursos

A Governadora tucana do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, vetou por completo o projeto de lei 236/09 de autoria do deputado Sandro Boka (PMDB), aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa do Estado e que previa a exigência de diploma de nível superior em Jornalismo quando da realização de concursos públicos para a contratação de jornalistas.
A iniciativa de Yeda gerou um forte sentimento de repúdio por parte do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, que divulgou nota oficial protestando contra o ato da governadora.
No entendimento da direção da entidade, a decisão mais uma vez contraria os anseios de toda a sociedade, como fez o Supremo Tribunal Federal (STF). "Ao usar os argumentos da suprema corte, a senhora governadora comete os mesmos erros e autoriza qualquer pessoa a ingressar em um cargo público sem as devidas qualificações, e até mesmo analfabeto" - diz a nota.

Confira a seguir o restante do teor da nota oficial:

Vale destacar que a decisão de liberdade de imprensa referida erroneamente pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, faz referência aos veículos de comunicação. O Estado e o poder público em geral devem estabelecer regras para que a sociedade atendida por eles não seja prejudicada. A própria Justiça em decisão exemplar da juíza Soraia Tullio, da 4ª Vara Federal de Curitiba, mostrou o equívoco do Supremo, ao impedir a posse de um candidato que passou em primeiro lugar num concurso público para o cargo de assessor de imprensa da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Esse é um exemplo de que os poderes devem sim resguardar a sociedade, primando especialmente na qualificação da informação. De maneira alguma o PL 236/09 afronta a decisão do STF, já que quem presta serviço de assessoria de imprensa está sim divulgado o trabalho dos órgãos públicos e não exercendo a tão destacada liberdade de imprensa.
Diante disso, a direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul apela mais uma vez aos deputados gaúchos que derrubem o veto da governadora. Desta forma, como o fizeram em decisão unânime na sessão plenária do dia 17 de março, os deputados estarão dizendo sim para a educação e qualificação profissional.

quinta-feira, 18 de março de 2010

RS: jornalista no serviço público só com diploma

Da Fenaj com informações dos Sindicatos dos Jornalistas do RS e de PE

Jornalistas gaúchos comemoraram nesta quarta-feira (17/03) a aprovação, pela Assembléia Legislativa do RS, do Projeto de Lei 236/2009, que torna obrigatório o diploma de Jornalismo para o exercício da profissão no serviço público estadual. A FENAJ prossegue com a orientação de que se busque, nos estados, contato com os líderes de bancadas para acelerar a composição da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisará a Proposta de Emenda Constitucional 386/09.

Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul o Projeto de Lei 236/2009 foi aprovado por unanimidade. Tal resultado surpreendeu o próprio autor do projeto, o deputado Sandro Boka (PMDB). “Confesso que fiquei surpreso com a unanimidade, mas esperava uma certa aprovação porque quando o STF derrubou o diploma, muitos deputados repudiaram a decisão”, explica.

Agora, o PL deverá ir para sanção da governadora Yeda Crusius (PSBD). “O Legislativo do Rio Grande do Sul deu um exemplo que deve ser seguido por todo o País. Foi uma resposta ao STF. Agora só precisamos fiscalizar para que essa lei seja cumprida”, diz o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, que pretende solicitar uma audiência com a governadora e pedir a aprovação do projeto.

Com a possibilidade de um acordo de lideranças definir algumas das Propostas de Emenda Constitucional a serem apreciadas entre as 68 que tramitam na Câmara dos Deputados antes do recesso parlamentar, o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, voltou a pedir empenho dos apoiadores do movimento em defesa do diploma nos estados no sentido de sensibilização dos líderes partidários. “É fundamental que façamos este contato pelas bases para que a Comissão Especial comece seus trabalhos o quanto antes”, sustenta, lembrando que em ano eleitoral o ritmo de funcionamento do parlamento brasileiro sofre alterações.

Em Pernambuco, o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Ayrton Maciel, manteve contato com os deputados (os dois pernambucanos que ocupam cargos de liderança, atualmente) Fernando Ferro - líder do PT - e André de Paula (DEM), líder da bancada de oposição na Câmara Federal. Ambos se prontificaram em pedir às suas bancadas que indiquem os nomes para a Comissão Especial que analisará a PEC 386/09, a PEC do Diploma. "A expectativa da FENAJ é a de que a PEC na Câmara possa ser votada no plenário até o final de maio. Expectativa de agilidade que também temos em relação à PEC no Senado. Por isso é importante a mobilização. Além disso, ela pode impedir que haja precipitação de alguma entidade, em algum estado, quanto a alguma medida que fragilize a nossa luta", destacou Maciel.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Emprego: jornal de São Marcos - RS necessita de jornalista

Do Sindicato dos Jornalistas RS

O Jornal da cidade de São Marcos está procurando profissionais para trabalhar no jornal e também produzir textos para a internet.
Para maiores informações entrar em contato com Rose no telefone (54) 3291 2200 ou 3034 0222, ou ainda pelo e-mail: comercial@lattualita.com.br .

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Yeda rejeita a TV Brasil, de graça, e paga para ter Cultura

Por Ana Flor, Folha de S.Paulo, em 07.01.2010

O governo gaúcho, da tucana Yeda Crusius, rejeitou uma proposta para que a TV educativa local, a TVE, retransmita a TV Brasil, do governo federal, para renovar contrato em que passará a pagar para veicular programas da TV Cultura -emissora ligada ao governo tucano de São Paulo.

Abrir mão da parceria com a TV Brasil significará para a TVE a perda de pelo menos R$ 500 mil em produção de programas ao ano, além de investimentos para migração para o sistema digital.
A emissora gaúcha fica ainda obrigada a mudar de sede, já que o prédio que ocupa há 30 anos e que pertencia ao INSS foi comprado pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação), responsável pela TV Brasil.
A presidência da TVE afirma que não há necessidade de acordo com a TV do governo federal, porque "está muito bem servida" pela parceria com a TV Cultura. Mas, como a emissora de São Paulo decidiu cobrar pela retransmissão, a TVE passará a desembolsar em torno de R$ 20 mil ao mês.
"Nosso momento atual é investir em programação local. Queremos reorganizar uma fundação que busca desesperadamente sua autossustentação", afirmou o presidente, Ricardo Azeredo.
Dentro do governo gaúcho, a opinião é que a TV Brasil é um instrumento do governo Lula. Aliados de Yeda citam como exemplo o viés governamental de programas jornalísticos, como o "Repórter Brasil", que precisa ser retransmitido pelo menos uma vez ao dia pelas parceiras estaduais.
Segundo o diretor jurídico da EBC, Luís Henrique Martins dos Anjos, a proposta feita à TVE inclui repasse de cerca de R$ 500 mil para produção de material jornalístico e programas que seriam incluídos na grade nacional da TV Brasil e a possibilidade de utilizar a tecnologia da emissora federal na migração para o sistema digital.
O diretor afirma que a TV Brasil já paga pelos direitos de transmissão dos principais programas da TV Cultura -como o "Roda Viva" e infantis-, que a emissora gaúcha poderia levar ao ar sem custos. Além disso, mais de 50% da grade de programas é aberta para produções locais. "A única explicação que eu encontro é a orientação política", diz ele, que é responsável pela instalação da EBC no RS.

Martins dá o exemplo da TV educativa de Minas Gerais -outro governo tucano-, que tem parceria com a TV Brasil e recebe para produzir quatro programas que vão ao ar em todo o país. "Não é normal que todas as TVs educativas estejam erradas", afirmou ele.

O diretor afirma que a TV Brasil tem interesse em pagar em torno de R$ 400 mil para que a TVE produza um programa infantil em rede nacional.
"A governadora fez um anúncio de que [a TVE] ia mudar de local. Mesmo assim, nós vamos reiterar a proposta", diz.

A presidente da EBC, Teresa Cruvinel, vai enviar um novo convite ainda neste mês.
Com o fracasso das negociações com a TVE, o Rio Grande do Sul passa a ser o único Estado em que a TV Brasil está sem parceria para retransmissão.