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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Opinião: Outra comunicação, outra sociedade. Pela inclusão da Comunicação Pública

Por Alberto Perdigão, em O Povo Online 

Professores de Comunicação de todo o País estão unidos na campanha Inclui Comunicação Pública, pela inclusão da disciplina Comunicação Pública nos cursos de Jornalismo e afins. A campanha foi lançada no dia 6 de setembro passado, no Rio de Janeiro, durante o XXXVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), dando à mobilização a visibilidade e pautando o tema da comunicação pública como uma necessidade e uma oportunidade ao ensino superior e ao País.
A comunicação pública é um tipo de comunicação a que estão obrigados todos os órgãos públicos da União, estados e municípios, pela Constituição de 1988 (incisos XXXIII do art. 5º e II do § 3º do art. 37) e pela Lei de Acesso à Informação (arts. 1º e 2º). É um modelo de comunicação de terceira geração, mais republicano e democrático, que se amplia e se aprofunda, em relação à comunicação institucional, unívoca e burocrática, que se instalou nos governos militares e que ainda resiste na gestão pública.
Pois bem: a campanha Inclui Comunicação Pública está sensibilizando outros professores, coordenadores de cursos e chefes de departamento de Comunicação. Quer alcançar também o Ministério da Educação e o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, neste momento em que se discute a reformulação dos currículos. E pretende ainda que a discussão ultrapasse os muros da faculdade e da formação do jornalista, para se estabelecer como uma questão da sociedade brasileira.
Salvas algumas exceções de alguns poucos estados, tradicionalmente, os cursos de jornalismo do País formam profissionais voltados a atender os meios privados, sem levar em conta a demanda reprimida de comunicação do País de 5.561 municípios, de 27 unidades federativas e da União, nos seus três Poderes, e não obstante a necessidade de informação centrada no interesse público de base territorial, condição à participação cidadã, ao controle social, à prevenção e combate à corrupção.
Há disciplinas de Assessoria de Comunicação e de Comunicação Corporativa, não de comunicação pública. Há disciplinas de rádio, de televisão, não de radiodifusão pública. É como se um médico se formasse sem conhecer o SUS; como se um professor fosse preparado para ensinar só nos colégios particulares; como se um administrador ou contador só tivesse formação para atender empresas, e não entendesse de gestão pública ou da contabilidade aplicada ao setor público.

Se você acha que ter também outro tipo de jornalista pode ajudar a construir outros tipos de sociedade e de gestão pública, então, você também está na campanha. Conheça nosso manifesto, manifeste-se e assine a nossa petição .

*Jornalista, professor, membro da coordenação da campanha Inclui Comunicação Pública

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Campanha requer inclusão da disciplina de Comunicação Pública

Por Alberto Perdigão

A campanha pela inclusão da disciplina de Comunicação Pública no currículo dos cursos de Comunicação das universidades brasileiras, intitulada #IncluiComunicaçãoPública, foi lançada noe domingo, 6/9, durante o  XXXVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - Intercom, no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Urca. 

A primeira ação da campanha foi abrir uma lista de assinaturas no portal https://secure.avaaz.org, que será enviada ao ministro da Educação Renato Janine Ribeiro, e ao presidente do Conselho de Reitores da Universidades Brasileira, Wolmir Therezio Amado.

A campanha também abriu uma página na rede social Facebook, para facilitar a discussão da necessidade da criação da disciplina e oferecer apoio à coordenação dos cursos interessados na implementação.
A iniciativa de professores e pesquisadores ligados ao Observatório Latino-Americanos das Indústrias de Conteúdos Digitais - Olaicid, com sede em Brasília, já identificado com as pautas do direito à comunicação, da democratização dos meios e do fortalecimento da radiodifusão pública.

domingo, 6 de setembro de 2015

EUA: Universidade de Harvad oferta bolsas para jornalistas

Inscrições para participar do intercâmbio vão até 24 de setembro

O Radcliffe Institute Fellowship Program, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, anunciou a abertura de vagas para bolsa de pesquisa que levará jornalistas para desenvolverem projetos em Cambridge, Massachussetts. O benefício alcança o valor de até US$ 75 mil por um ano, com fundos adicionais para despesas. No programa, os bolsistas receberão escritório ou estúdio e acesso a bibliotecas e outros recursos da Universidade de Harvard. O projeto vai do início de setembro de 2016, até maio de 2017.
As inscrições para participar do intercâmbio vão até 24 de setembro e podem ser realizadas por meio do site do instituto responsável. Jornalistas candidatos devem trabalhar profissionalmente há cinco anos. Segundo regulamento, os projetos serão julgados de acordo com sua qualidade, importância, currículo e potencial do candidato.
O Radcliffe Institute Fellowship Program é uma comunidade acadêmica em que os indivíduos se dedicam a trabalhos avançados em ampla gama de disciplinas acadêmicas. Dessa forma, o projeto também convida profissionais de cinema, vídeo, som e novas mídias para se candidatarem a bolsa de pesquisa.
 

sábado, 25 de julho de 2015

Bagé-RS aprova lei que exige diploma na contratação de jornalistas

Do SJP-RS

Projeto de lei que garante nos órgãos públicos de Bagé a contratação exclusiva de jornalistas formados. 

A exigência de diploma de jornalismo para a contratação de profissionais para atividades de comunicação social pelos poderes Legislativo, Executivo e serviços terceirizados nos órgãos públicos de Bagé foi aprovada na sessão plenária desta segunda-feira, dia 20. Após mais de 10 horas de votação de outros temas, o Projeto de Lei nº (PL) 61/15, de autoria da vereadora Teia Pereira (PT), entrou em pauta, sendo aprovado por 15 votos favoráveis e um contrário.
Protocolado no dia 10 de junho deste ano, o PL prevê que somente profissionais diplomados possam atuar em órgãos públicos do município, seja para vagas oriundas de concurso público ou mesmo cargos em comissão (CCs). Em sua justificativa, o projeto destaca que “não faz sentido admitir que o próprio Estado desestimule a reflexão acadêmica em um país que avança significativamente no campo educacional”.
A proposta havia sido considerada inconstitucional pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ) sob alegação de vício de iniciativa, decisão que foi revertida a partir do entendimento que o projeto não propõe investimento financeiro por parte do Executivo, mas prevê a regulamentação de atividade específica, função do legislativo.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, Milton Simas, esteve na Câmara de Vereadores de Bagé no dia da votação, onde fez a defesa do diploma de nível superior para o exercício da atividade jornalística. Em sua fala, Simas destacou a importância do profissional diplomado para a qualidade da informação repassada para a comunidade.
Usando o exemplo do curso de Comunicação Social da Universidade da Região da Campanha (Urcamp), salientou o senso de ética e responsabilidade social construído dentro dos bancos acadêmicos. “Além de garantir transparência da divulgação das informações do poder público, deve-se respeitar a história da faculdade de Jornalismo, que a cada semestre forma pessoas capacitadas para o mercado”, pontuou.
Também se manifestaram a favor do projeto o jornalista e coordenador do curso de Comunicação Social da Urcamp, Glauber Pereira, e a vereadora Teia Pereira, autora do projeto de lei. O projeto segue para sanção do prefeito.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Diploma: Conselho de Comunicação aprova exigência de formação acadêmica para Jornalista

Da Agência Senado

O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS) aprovou, nesta quarta-feira (6/8), parecer favorável apresentado pelo conselheiro Celso Augusto Schröeder às Propostas de Emenda à Constituição 33/2009 e 386/2009, que determinam a exigência de diploma para exercício da profissão de jornalista.
Item mais polêmico da pauta, o parecer recebeu seis votos favoráveis e quatro contrários. O assunto já havia sido debatido na Comissão Temática da Liberdade de Expressão do Conselho de Comunicação Social, que se manifestou contra a obrigatoriedade do diploma, baseando-se em argumentação apresentada pelos conselheiros Alexandre Jobim e Ronaldo Lemos.
O exercício profissional do jornalismo é regulamentado peloDecreto-Lei 972/69, por sua vez regulamentado pelo Decreto 83.284/79. A regulamentação da profissão previa a formação de nível superior específica em Jornalismo como requisito para o exercício profissional, mas foi modificada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a exigência inconstitucional.
Segundo Schröeder, que preside a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), enquanto foi norma no Brasil, a exigência da formação nunca impediu o direito à opinião e à livre manifestação do pensamento, nem a colaboração, especializada ou não, nos meios de comunicação social.
- Vale ressaltar, ainda, que os parlamentares estão exercendo a função para a qual foram eleitos: legislar, inclusive modificando a Constituição Federal, naquilo que for necessário para o ordenamento constitucional e infraconstitucional, com vistas ao aperfeiçoamento da democracia brasileira – afirma.
Favorável à exigência do diploma, o vice-presidente do conselho, Fernando César Mesquita, atua no jornalismo desde os 15 anos de idade, antes mesmo da regulamentação da profissão. Ele argumentou que a formação é um instrumento importante, inclusive para ampliar os horizontes do profissional.
- Até porque as novas mídias precisam de muita atenção e cuidado – ponderou.
As Propostas de Emenda à Constituição 33 e 386/2009 ainda aguardam aprovação na Câmara dos Deputados.

domingo, 24 de novembro de 2013

La Plata: formando um novo tipo de jornalista na Argentina

Por FC Leite Filho, no blog Café com Política
Por que os meios de comunicação, tão abrangentes no seu alcance, não abordam temas que falem de perto às populações? Tomemos, por exemplo, a Educação. Quem tem dúvidas de que campanhas massivas de TV, rádio, jornais e internet seriam capazes de mobilizar vontades e engajar governos e sociedade num arrrastão para superar nosso fosso educacional? Em vez de priorizar os assaltos, crimes passionais, mexericos de celebridades e outros tipos de sensacionalismo que só emburrecem a população, por que não voltar um pouco as câmeras para incentivar a a construção, reforma e conectividade das escolas para que nelas os alunos se sintam mais úteis e diminuam a evasão que atinge mais de 50% na maioria dos países emergentes, inclusive o Brasil?

Foi na Universidade Nacional de La Plata a instalação do primeiro curso de Jornalismo da América Latina. Veja abaixo a reportagem de Leite Filho para o Café na Política
(O Café na Política é um programa de meia hora transmitido pela TV Cidade Livre de Brasília, Canal 8 da NET  (só no Distrito Federal), às segundas, às 7 da manhã, às quartas, às 19, e às quintas-feiras, às 13 horas. É também reproduzido no Youtube, desde seu início, há quatro anos)

Este é um dos propósitos da Faculdade de Periodismo e Comunicação Social da Universidade de La Plata, que o cafenapolitica.com.br, visitou na Argentina, ouvindo professores e alunos. Com cinco mil alunos, 800 ingressados a cada ano, esta que tem o pioneirismo de ser o primeiro curso superior de Jornalismo, fundado em 1934, dedica-se à formação deste novo profissional. É sabido que milhares de faculdades ao redor do mundo despejam todo ano o que entendemos por  jornalistas de mercado. Trata-se do profissional dedicado a abordar  não penas em seus noticiários, mas principalmente em suas novelas, filmes e programas de auditório, o sensacionalismo, a violência e a vida fútil dos magnatas. Por apelar para os instintos menos nobres do público, esses temas acabam entretendo e cativando audiências passivas cada vez maiores, o que multiplica algumas vezes os lucros dos gigantes da comunicação, mas ao mesmo tempo desembocam na marginalização e empobrecimento das nossas populações.
Os repórteres FC Leite Filho e Helena Iono passaram todo o dia 4 de novembro de 2013 dia em La Plata, uma segunda-feira especialmente movimentada, pois havia eleição para o diretório acadêmico, em que disputavam quatro diferentes chapas, para conhecer de perto os projetos e realizações desta instituição dirigida pela jornalista e professora Florencia Saintout, lá entrevistando o vice-diretor Carlos Ciappina, professores e estudantes.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Curriculo do curso de Jornalismo tem novas diretrizes

Da Fenaj


O Conselho Nacional de Educação publicou no Diário Oficial da União de terça-feira (1/10), a Resolução CNE/CES Nº 1, de 27/9, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Jornalismo, bacharelado. Agora as universidades têm dois anos para se adequarem às novas normas. A carga horária dos cursos de Jornalismo aumenta de 2700 horas para 3000 horas.

No dia 12/9 foi publicada a homologação do Ministério da Educação no Diário Oficial da União. Elaborada em 2009 por uma comissão de especialistas indicada pelo MEC, a proposta foi formulada a partir de uma consulta pública pela internet e três audiências públicas que contaram com a participação da comunidade acadêmica, profissionais, empresas do setor e representantes de entidades da sociedade civil. E tramitava no Conselho Nacional de Educação (CNE) desde 2010.

Para Valci Zuculoto, 1ª secretária da FENAJ, "as novas diretrizes avançam no equilíbrio entre teoria e técnica, valorizam a especificidade dos cursos de jornalismo, agora autônomos, e propiciam maior qualificação da formação acadêmica adequada à função social do Jornalismo de produção de informação voltada ao interesse público", avalia.

terça-feira, 5 de março de 2013

Curriculo do curso de Jornalismo pode mudar em breve

Com base na Fenaj

A Câmara da Educação Superior do Conselho Nacional de Educação aprovou, no dia 20 de fevereiro, o parecer 39, sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Jornalismo. Entre outras questões, as novas diretrizes curriculares definem o estágio como obrigatório, ampliam a carga horária mínima dos cursos de Jornalismo para 3 mil horas, que o Trabalho de Conclusão de Curso possa ser um produto jornalístico ou uma monografia e que os projetos político-pedagógicos serão focados teórica e tecnicamente na especificidade do jornalismo, com atenção à prática profissional e à formação na área das ciências humanas e sociais. Agora, o documento segue para revisão técnica e, posteriormente, para homologação do ministro da Educação.

A proposta de novas diretrizes curriculares para os cursos de Jornalismo, elaborada por uma Comissão de Especialistas nomeada pelo próprio MEC, presidida pelo professor José Marques de Melo e composta também pelos professores Alfredo Vizeu (UFPE), Luiz Motta (UnB), Sônia Virgínia Moreira (UERJ), Manuel Chaparro (USP), Sérgio Mattos (UFBA), Eduardo Meditsch (UFSC) e Lúcia Araújo (Canal Futura), foi entregue oficialmente ao MEC em setembro de 2009. O processo de elaboração envolveu uma consulta pública pela internet e três audiências públicas com participação de profissionais, professores, estudantes, setores empresárias e entidades da sociedade civil.

Com o encaminhamento da proposta pelo MEC à CNE, a Câmara de Ensino Superior do órgão promoveu nova audiência pública sobre o tema, em outubro de 2010. Representantes da FENAJ, do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo, da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo - SBPJor, da Intercom, dentre outras entidades e organizações presentes, praticamente de forma unânime, defenderam a Proposta elaborada pela Comissão de Especialistas e pediram sua rápida aprovação.
"Ao que sabemos houve algumas mudanças em relação ao projeto original, mas que não destoam das propostas centrais defendidas pela Fenaj, FNPJ, SBPJOr e Intercom. Acho que foi uma bela e justa vitória das entidades do campo do Jornalismo", comentou a diretora da Fenaj, Valci Zuculoto.

Segundo Valci, as novas diretrizes trazem uma série de avanços em relação às atuais, que mesmo quando foram lançadas, em 2001, já não atendiam às reivindicações do campo do Jornalismo e da comunicação. Entre elas estão o equilíbrio de teoria e técnica, desenhando um perfil adequado ao exercício do Jornalismo na atualidade, estruturado a partir da função social do jornalista e o interesse público que está reservado à sua prática, a volta dos “cursos de graduação plena”, com autonomia curricular, ou seja, cursos específicos de Jornalismo, sem abdicar de sua inserção histórica na área da comunicação e de sua natureza acadêmica como ciência social aplicada e a atualização das diretrizes de acordo com as transformações do Jornalismo, como a demanda para atividades em assessoria de imprensa e a evolução tecnológica no Jornalismo.

"Dessa vez as entidades do campo do Jornalismo conseguiram ser ouvidas e a proposta está mais próxima do que se precisa para a melhora do ensino de Jornalismo. Neste sentido devemos parabenizar o MEC, pois foi do Ministério a iniciativa de abrir o debate sobre a atualização das diretrizes curriculares", conclui Valci.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

University of Amsterdam lança curso de Ciência da Comunicação via web


A Universidade de Amsterdam, na Holanda, lança um curso à distância de Introdução à Ciência da Comunicação. 

O curso é gratuito e será ministrado via internet em inglês. Ele começa no dia 20 de fevereiro e terá duração de oito semanas. 

Na carga de temas, a história da Comunicação, teorias e as influências sobre a sociedade.

Para participar, é preciso se inscrever. Para tanto, basta clicar aqui.

Veja abaixo, em inglês, mas informações sobre o curso.

The University of Amsterdam will launch the world’s first Massive Open Online Course (MOOC) in Communication Science entitled ‘Introduction to Communication Science’ on 20 February 2013. Anyone interested in this free course can enrol now.

The online course is taught in English, lasts 8 weeks and covers all aspects of communication science – from history and theory to the influence of media on society – by means of video lectures. Each week the participants will receive assignments. 
The online course entitled ‘Introduction to Communication Science’ is an initiative of the College of Communication and the Graduate School of Communication Science. In the QS World University Rankings 2012, the Communication Science programme at the UvA was assessed as the best in Europe.
According to Dr Martine van Selm, director of the College of Communication, the MOOC offers ‘a new way of reaching secondary school students, prospective pre-Master’s students and people working in the business world.’
Prof. Peter Neijens, director of the Graduate School of Communication, said: ‘We are proud that the MOOC will enable anyone in the world to take this introductory communication science course. We are pleased to share the knowledge and experience we have accumulated with others.’
The University of Amsterdam is developing various initiatives in the field of ICT in education. More and more lectures can be viewed online via live stream or afterwards. Developing and experimenting with MOOCs corresponds with the University’s desire to make knowledge widely available and show the appeal of academic study.
Enrol
Interested parties can enrol now in the ‘Introduction to Communication Science’ study course via http://mooc.uva.nl

Note to editors
For more information please contact the UvA Press Office on 020-525 2695 or persvoorlichting@uva.nl

Royalty-free photos and background information are available athttp://mooc.uva.nl. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

EUA oferecem bolsa para aperfeiçoamento profissional

Estão abertas até 22 de junho, pelo site www.fulbright.org.br, as inscroções ao programa de bolsas de estudos para aperfeiçoamento profissional nos Estados Unidos, por um período de onze meses. A iniciativa é direcionada a profissionais brasileiros do setor público e de organizações não governamentais, em meio de carreira.

Além do componente acadêmico, o Humphrey oferece ao bolsista uma programação individualizada de atividades, incluindo cursos, seminários, workshops, estágios profissionais, de acordo com os interesses profissionais do bolsista e da sua área de especialização.

Bolsas de estudo para aperfeiçoamento profissional nos EUA

O Programa Hubert H. Humphrey é destinado a profissionais brasileiros do setor público e do terceiro setor (ONGs) em meio de carreira, preferencialmente empreendedores sociais, com comprovado potencial de
liderança e atuantes nas áreas de:
- Desenvolvimento e economia agrícola;
- Direito (com foco em direitos humanos);
- Drogas (educação, prevenção e tratamento);
- Manejo de recursos naturais e meio ambiente;
- Planejamento urbano e regional (com foco em habitação popular);
- Políticas e administração de saúde pública;
- Política e administração de tecnologia (com foco em inovação);
- Políticas e planejamento educacional (democratização, acesso e equidade do ensino superior);
- Tráfico de pessoas (políticas de prevenção).
Requisitos para candidatura:
- Ter nacionalidade brasileira e não ter nacionalidade norte-americana
- Ser graduado em curso com duração superior a quatro anos
- Ter no mínimo cinco anos de experiência profissional, até agosto de 2013, após a conclusão do  bacharelado
- Ter fluência em inglês.

Terão prioridade candidatos:
- Provenientes de setores sub-representados, por razões socioeconômicas, em programas internacionais de aprimoramento educacional e profissional;
- talentosos, com capacidade de liderança, que queiram aprimorar seus conhecimentos em sua área de atuação;
- Com vinculação profissional com o setor público ou, preferencialmente, com o terceiro setor (ONGs);
- Com experiência em trabalho ou atividades relacionadas ao desenvolvimento de sua comunidade, grupo social, região ou do País;
- Sem experiência educacional ou profissional no exterior.
Benefícios:
- Bolsa mensal de US$1,700 a US$ 2,500 de acordo com a localidade
- Auxílio-instalação de US$ 800 (parcela única)
- Subsídio para compra de computador de US$500 (se necessário, parcela única)
- Auxílio para livros de US$750 (parcela única)
- Auxílio para desenvolvimento profissional de US$1,700 a US$2,500 de acordo com a localidade (parcela única)
- Auxílio para viagem internacional de ida ao EUA de US$ 200
- Auxílio para viagem de retorno ao Brasil de US$ 400
- Passagem de ida e volta; seguro saúde, anuidade e taxas escolares.

Observação: O programa não inclui benefícios aos dependentes.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Equador: nova lei da Comunicação exigirá formação acadêmica para jornalistas

Fonte: Prensa Latina
El proyecto de la nueva Ley de Comunicación de Ecuador, en estudio hoy en diversos sectores involucrados en su aprobación, incluyó la demanda generalizada de la necesidad de la titulación para ejercer el periodismo. 
Fernando Cordero, titular de la Asamblea Nacional, dijo a medios locales que se ha modificado el artículo 41 del cuerpo legal para que se contemple esa obligatoriedad en las labores periodísticas de carácter permanente en el país. 
La novedosa legislación contiene 128 artículos, 16 disposiciones transitorias, una derogatoria y una disposición final y, según los expertos, consagra los principios constitucionales y de instrumentos internacionales. 
Entre otros acápites, se reconoce el derecho a la reserva de la fuente y el secreto profesional y no se regula la información u opinión que circula a través de las redes sociales. 
Se establece, además, la responsabilidad ulterior de los medios y los comunicadores con los entrevistados y los públicos. 
La nueva Ley de Comunicación repartirá las frecuencias en el 33 por ciento para los sectores público, privado y comunitario, y deberá hacer la distribución de la publicidad estatal de manera equilibrada entre todos. 
También da paso a un Consejo de Regulación de contenidos y frecuencias de transmisión de estos a partir de una clasificación, ente que ha sido críticado por reservas en cuanto a la legitimidad de su composición. 
Las nuevas reglas promueven el acceso universal a las tecnologías de información y computación y permiten a personas afectadas por informaciones inexactas o agraviantes efectuar la rectificación a través del mismo medio. 
Además, se exige al menos el 50 por ciento de producción propia en radio y televisión abierta para la promoción de la diversidad cultural y de identidades, y se demanda espacios para la producción nacional independiente, tomando en cuenta los diferentes idiomas de Ecuador. 
El artículo 19 del capítulo de Derechos de libertad prohíbe la censura previa del contenido por una autoridad o funcionario público antes de su difusión, y dicta sanciones a través del Consejo de Regulación, que van desde el pago de una multa hasta el inicio de un proceso judicial. 

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Veja quem foram os 7 senadores que votaram contra o Diploma

Do portal O jornalista

A exigência de formação acadêmica em Jornalismo para o exercício da profissão de Jornalista foi aprovada, em primeiro turno, pelo Senado Federal na quarta-feira, 30/11.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2009, que na primeira votação recebeu sete votos contrários, terá que ser votada num segundo turno, que pode acontecer em 2012.
Todos os sete senadores que votaram contra são filiados a partidos considerados de centro ou de direita. Três deles são do PMDB, que em termos partidários foi o partido que mais votos contrários ofertou, dois representam Alagoas e alguns dos parlamentares são vinculados a empresas de comunicação.
Veja abaixo quem foram os sete Saiba quem votou contra o diploma.

Senador Aloysio Nunes Ferreira PSDB/SP
Endereço parlamentar: Anexo I do Senado Federal, 9º. andar salas 1 a 6. Brasília - DF.
Telefones: (61) 3303-6063/6064. FAX: (61) 3303-6071
Senador Demóstenes Torres DEM/GO
Endereço parlamentar: Anexo II do Senado Federal, Ala Afonso Arinos Gabinete 13. Brasília - DF
Telefones: (61) 3303-2091 a 2099 - FAX: (61) 3303-2964


Senador Fernando Collor PTB/AL
Endereço parlamentar: Anexo I do Senado Federal, 13º. andar. Brasília - DF
Telefones: (61) 3303-5783/5786 - FAX: (61) 3303-5789
Correio eletrônico: fernando.collor@senador.gov.br

Senador Jarbas Vasconcelos PMDB/PE
Endereço parlamentar: Anexo II do Senado Federal, Ala Senador Dinarte Mariz, gab. 04. Brasília - DF.
Telefones: (61) 3303-3245 - FAX: (61) 3303-1977

Senadora Kátia Abreu PSD/TO
Endereço parlamentar: Anexo II do Senado Federal, Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 04. Brasília - DF.
Telefones: (61) 3303-2464 / 3303-2708 - FAX: (61) 3303-2990
correio eletrônico: katia.abreu@senadora.gov.br

Senador Renan Calheiros PMDB/AL
Endereço parlamentar: Anexo I do Senado Federal, 15º andar. Brasília - DF
Telefones: (61) 3303-2261/2263 - FAX: (61) 3303-1695
correio eletrônico: renan.calheiros@senador.gov.br


Senador Roberto Requião PMDB/PR
Endereço parlamentar: Anexo II do Senado Federal, Ala Senador Teotônio Vilela, Gab. 18. Brasília - DF
Telefones: (61) 3303-6623/6624 - FAX: (61) 3303-6628
correio eletrônico: roberto.requiao@senador.gov.br

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sindicato fantasma cria curso de jornalismo para não diplomados‏


Uma instituição que se apresenta como Sindicato Nacional de Jornalistas (Sinaj), que filia comunicadores sem formação específica na área, oferece um curso livre de habilitação em jornalismo para os que ingressarem na entidade. De acordo com o presidente da entidade, Fernando Leão, o curso online tem uma carga de 280 horas. Vale lembrar que no Brasil os sindicatos de jornalistas reconhecidos oficialmente são estaduais ou municipais. A única entidade nacional autorizada a representar os jornalistas profissionais é a Federação Nacional dos Jornalistas - Fenaj.

Sindicato_tabajara
Entidade divulga curso para os que querem ter uma nova profissão
Apesar de o sindicato não ser reconhecido pelo Ministério do Trabalho, o presidente diz que o curso abre a possibilidade para uma nova profissão. “Muitos vão procurar MTB sem saber o que é jornalismo e aqui a gente ensina para os que se filiarem”, explica.

Leão argumenta que não há nada de ilegal na iniciativa. “Não estamos fazendo nada de errado. O Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu isso em 2009”.

A entidade existe há dois anos, desde que o STF extinguiu a obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão. Os filiados pagam uma taxa de sindicalização de R$ 180 pela opção semestral ou R$ 300 de taxa anual.

O site da entidade anuncia que os internautas podem ser jornalista sem muita burocracia ou aprendizado técnico sobre a profissão. "Não perca esta oportunidade. Tenha uma nova profissão", informa.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Estudantes de comunicação escrevem pior do que os colegas de ciências exatas

Por Izabela Vasconcelos

Uma pesquisa indicou que os estudantes de Comunicação Social têm pior
desempenho na escrita do que os universitários da área de exatas, como
Engenharia, por exemplo. No estudo, os engenheiros obtiveram a melhor
avaliação e 87,5% conseguiram passar nos testes. Na outra ponta estão
os alunos de Comunicação, 65,3% deles foram reprovados. A pesquisa foi
conduzida pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), centro de
recrutamento e seleção de estagiários.

O teste foi feito entre 1 de janeiro e 31 de agosto de 2011 e dez mil
candidatos a vagas de estágio realizaram um ditado de 30 palavras, que
permitia até seis erros. Dentre as palavras avaliadas estavam:
desajeitado, autorizar, exceção, seiscentos e anexo.

Para a coordenadora de Recrutamento e Seleção do Nube, Natália
Caroline Varga, a constatação surpreendente é o retrato da falta de
candidatos qualificados para as carreiras que elegeram. “Isso nos
mostra um pouco como está o mercado: temos muitos candidatos, mas
poucos qualificados para algumas áreas”, explica.

Segundo ela, muitos estudantes ainda não têm noção da área que
escolheram e não investem na leitura e escrita. “Muitos escolhem a
profissão sem ter noção do que acontece no dia-a-dia. Alguns escolhem
Jornalismo achando que vão apenas aparecer na TV e não fazer vários
tipos de matérias diferentes, como acontece”.

Natália também acredita que os estudantes se preocupam com outros
idiomas e cursos, mas esquecem da própria língua. Por outro lado,
gastam muito tempo com entretenimento. “Os estudantes passam horas nas
redes sociais, o que não ajuda na melhora do Português. Também falta
incentivo à leitura nas escolas e nas próprias universidades”,
conclui.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pós em Comunicação Ambiental com inscrições abertas

Enviado por Keyane Dias

O debate ambiental está mais aflorado que nunca. Temas como consumo sustentável, desmatamento, legislação específica e reciclagem já são comuns nos veículos de comunicação. Com isso, o jornalismo ambiental tem se tornado uma especialização promissora, tanto para os que trabalham nas redações quanto para os assessores, que podem atuar em entidades ligadas ao tema.

É fácil observar grandes portais, revistas e jornais impressos que possuem páginas e editorias especializadas nessa área, o que requer profissionais preparados para as particularidades que envolvem o meio ambiente e a ecologia. Atualmente, no Distrito Federal, a pós-graduação em Comunicação Ambiental é oferecida pelo Unicesp. Inscrições e informações sobre o curso podem ser obtidas no site da faculdade, basta clicar aqui.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Opinião: Jornalismo para quem precisa: uma proposta para 2011

Por Leandro Fortes, em Carta Maior

Há alguns dias, lancei na minha página do Facebook uma idéia que venho acalentando há tempos, desde que encerrei um curso de extensão para uma faculdade privada de jornalismo, aqui em Brasília. O curso, de Técnica Geral de Jornalismo, reuniu pouco mais de 10 alunos, basicamente, porque era muito caro. Embora tenha sido uma turma de bons estudantes, gente verdadeiramente animada e interessada no ofício, me senti desconectado da real intenção do curso, que era de fazer um contraponto de método, opinião e visão ideológica a esse jornalismo que aí vemos, montado em teses absurdas, em matérias incompletas e mentirosas, omissas em tudo e contra todos, a serviço de um pensamento conservador, reacionário e golpista disseminado, para infelicidade geral, c omo coisa normal. Não é. E é sobre isso que eu queria falar enquanto ensinava, dia a após dias, os fundamentos práticos da pauta, da entrevista, da redação jornalística, da nobre função do jornalista na sociedade, no Brasil, na História.

Perguntei, então, no Facebook, o que estudantes de jornalismos e jornalistas formados achariam de eu transferir essas aulas para um espaço barato e democrático, capaz de levar esses conhecimentos a muito mais gente, sobretudo ao estudante pobre – e, quem sabe, credenciar também os pobres a brigar por uma vaga nas redações, que se tornaram ambientes muito elitistas. Encaretadas por manuais de doutrina e comportamento, adestradas pela conduta neoliberal dos anos 1990, quando passaram a responder diretamente pelas demandas do Departamento Comercial, as redações brasileiras se desprenderam da ação política, dos movimentos sociais, do protagonismo histórico a favor dos direitos humanos e da luta contra a desigualdade. Passaram, sim, a reproduzir um universo medíocre de classe média, supostamente a favor de uma modernidade pós-muro de Berlim, onde bradar contra privatizações e a adoração ao deus mercado passou a ser encarado como esquerdismo imperdoável e anacrônico.

Não por outra razão, os movimentos corporativos a favor da manutenção da obrigatoriedade do diploma de jornalista, que resistiram a todo tipo de investida patronal ao longo de duas décadas, foram definitivamente golpeados com o apoio e, em parte, a omissão, da maioria dos jovens profissionais de imprensa, notadamente os bem colocados em redações da chamada grande mídia. Vale lembrar que o jornalismo é, provavelmente, a única profissão do mundo onde existem profissionais que pedem o fim do próprio diploma. Há muitas nuances, claro, nessa discussão, inclusive porque há gente muito boa que, historicamente, se coloca contra o diploma, sobretudo velhos jornalistas criados em velhas e românticas redações, cenas de um mundo que, infelizmente, não existe mais.

Na essência, o fim da obrigatoriedade do diploma não é uma demanda de jornalistas, mas de patrões, baseada num argumento falacioso de liberdade de expressão – na verdade, de opinião –, quando a verdadeira discussão está, justamente, na formação acadêmica dos repórteres. E há uma distância abissal entre opinião e reportagem, porque a primeira qualquer um tem, enquanto a segunda não é só fruto de talento, mas de aprendizado, técnica e repetição.

Nas grandes empresas, o fim da obrigatoriedade do diploma coroou uma estratégia que tem matado o jornalismo: a proliferação de cursinhos internos de treinees, tanto para estudantes como para recém-formados, cuja base de orientação profissional é a competitividade a qualquer custo, um conceito puramente empresarial copiado, sem aparas, do decadente yupismo americano. Digo que tem matado porque esses cursinhos de monstrinhos competitivos relegam o papel universal do jornalista ao segundo plano, quando não a plano algum. A idéia de que o jornalista deva ser um profissional solidário, inserido na sociedade para lhe decifrar os dramas e transmiti-los a outros seres humanos passou a ser um devaneio, um delírio socialista a ser combatido como a um inimigo. Para justificar essa sanha, reforça-se o mito da isençã o e da imparcialidade de uma mídia paradoxalmente comprometida com tudo, menos com a sua essência informativa, originalmente baseada no universalismo e no compromisso com o cidadão.

Na outra ponta, o fim da obrigatoriedade do diploma abriu a porteira para jagunços e capangas ocuparem as redações da imprensa regional, longe da fiscalização da lei e dos sindicatos, alegremente autorizados a fazer, literalmente, qualquer coisa com qualquer pessoa. Mesmo para o novo modelo de jornalismo que se anuncia na internet, baseado em disseminação mútua de informações primárias, como no caso dos vazamentos do Wikileaks, haverá sempre a necessidade do tratamento jornalístico dos conteúdos. E, para esse serviço, não há outro trabalhador credenciado senão um bom repórter treinado e formado para essa missão. Formação esta que, insisto, deve ser feita na academia e reforçada na experiência diária da reportagem.

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Santa Catarina: Jornalista no serviço público só com diploma

Do portal O Jornalista

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou na quarta-feira 8 o projeto de Lei nº 63/10, do deputado Kennedy Nunes (PP), que estabelece exigências para provimento de cargos de jornalista no âmbito da Administração Pública estadual direta e indireta. A matéria foi respalda pelo voto de 25 parlamentares.

"O provimento de cargos de jornalista, efetivos ou em comissão, na esfera da administração pública estadual, direta e indireta, em todos os poderes, deverá observar a exigência de apresentação de diploma de formação superior específica", estabelece o texto aprovado. A matéria segue agora para sanção do governador.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Senado não vota PEC do Diploma. Pressão foi fraca

Fonte: FENAJ

A Proposta de Emenda Constitucional 33/09 - a PEC do Diploma - não foi a voto no plenário do Senado em 2010. A tentativa de votar a proposta nos últimos dias não frutificou. Os apoiadores da campanha em defesa do diploma preparam-se para uma nova agenda de lutas e contatos com os parlamentares, com o objetivo de buscar a aprovação da PEC no início de 2011.

"Os esforços da comitiva da FENAJ e dos Sindicatos nestes dois dias foram intensos, com contatos e articulações com o autor e o relator da PEC, diversos outros senadores e inclusive com o presidente da Casa", conta o presidente da FENAJ, Celso Schröder. Fizeram parte da comitiva dos jornalistas, além de Schröder, os membros da Executiva da FENAJ Deborah Lima, Antônio Paulo da Silva e José Carlos Torves e os representantes dos Sindicatos dos Jornalistas de Alagoas, Município do Rio de Janeiro e da Paraíba, respectivamente Valdice Gomes da Silva, Sonia Regina Gomes e Rafael Freire, que também são diretores da Federação, além de Lidyane Ponciano, do Sindicato de Minas Gerais.

Embora houvesse quorum nominal no Senado, não se verificou a presença de 65 parlamentares em plenário necessária para apreciação de PECs, esta semana. "Mas o quadro de apoios que já conquistamos nos dá a esperança de que a PEC do Diploma será aprovada", comenta o presidente da FENAJ.

Aprovada na CCJ do Senado no dia 3 de dezembro de 2009, a PEC 33/09 prossegue na pauta. "Nossa orientação agora é de intensificar os contatos principalmente com os senadores que foram eleitos este ano e construir uma agenda de debates e eventos como atividades de final de ano e de pré-carnaval para que nossa luta prossiga em evidência na sociedade" informa Celso Schröder, complementando que o objetivo é retomar as articulações em torno da matéria já no início dos trabalhos do Senado, em fevereiro de 2011.

sábado, 27 de novembro de 2010

Diploma: RGN aprova contratação apenas de jornalistas diplomado

Da Fenaj

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, no dia 23, projeto de lei que regulamenta a contratação de jornalistas no âmbito da administração estadual apenas para aquelas pessoas que comprovem a formação superior em Jornalismo. O projeto, de autoria do deputado Fernando Mineiro (PT), foi aprovado por unanimidade pelos 19 deputados presentes.

De acordo com o artigo primeiro da nova lei, “o provimento de cargo de jornalista efetivo na esfera da Administração Pública Estadual, direta e indireta, em todos os órgãos e poderes, deverá observar a exigência de apresentação de diploma de formação superior específica”. O artigo segundo diz que “caberá às instituições responsáveis pela promoção dos concursos públicos estaduais incluírem nos seus editais a informação sobre a exigência do diploma de Jornalismo”.

A sessão foi acompanhada por dirigentes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio Grande do Norte e da Federação Nacional dos Jornalistas. Para Nelly Carlos, presidente do Sindjorn e diretora da FENAJ, “a aprovação deste projeto de lei representa mais uma contribuição dos jornalistas potiguares na luta pela retomada do diploma, já que a Câmara Municipal de Natal também já havia aprovado um projeto com o mesmo conteúdo”.

Já para o vice-presidente Nordeste da FENAJ, Rafael Freire, “essa vitória dos jornalistas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte vem num momento fundamental para a categoria em nível nacional, pois, a qualquer momento, pode ser votada a PEC do Diploma no Senado, e também para a categoria em nível local, que tem enfrentado bravamente a intransigência dos empresários na Campanha Salarial 2010. Cada vitória nos anima a continuar a luta pela retomada do diploma e por melhores condições de trabalho”.

Projeto semelhante tramita na Assembleia de Tocantins
A deputada Solange Dualibe (PT/TO), vice-presidente da Assembleia Legislativa de Tocantins e jornalista diplomada, encaminhou ao Legislativo estadual projeto de lei que torna obrigatório o diploma de jornalista para o exercício da função em cargos públicos diretos e indiretos no Estado.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Estudantes pedem mais debate sobre diretrizes para cursos de jornalismo

Por Jacson Segundo, do Observatório do Direito à Comunicação

A Audiência Pública que aconteceu em Brasília na sexta-feira (8), para discutir a proposta de revisão das diretrizes para o curso de jornalismo foi marcada pela divergência entre professores e profissionais de um lado e estudantes de outro. A primeira categoria, representada por entidades como a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), defende a formação superior própria para a área. A segunda, organizada por meio da Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação (Enecos), entende que dar autonomia ao curso de jornalismo cria uma fragmentação do saber, gerando um profissional menos qualificado.
O debate ocorreu em cima de uma proposta de novas diretrizes feita por uma comissão de especialistas formada pelo Ministério da Educação (MEC) no início de 2009. Esse grupo trabalhou em um documento e o entregou ao MEC em setembro deste ano. O Ministério, por sua vez, deu seu aval e passou a responsabilidade de aprovação das diretrizes ao Conselho Nacional de Educação (CNE). Essa foi a quarta audiência sobre o tema, que também já passou por uma consulta pública pela internet.
O documento elaborado pela comissão de especialistas e aprovado pelo MEC propõe claramente que devido às competências específicas que devem ser adquiridas para o exercício do jornalismo, ele deve ter uma formação superior própria. É o que algumas instituições de ensino superior já estão fazendo na prática. Se aprovada pelo Conselho de Educação, as diretrizes passam a valer para os novos cursos da área. No entanto, continua sendo permitida a oferta do jornalismo como uma habilitação dentro do curso de Comunicação Social.
A Enecos criticou tanto o conteúdo quanto o método de construção da proposta. Segundo a entidade, um curso de jornalismo autônomo pode restringir o aprendizado, a partir do momento que disciplinas de outros cursos e de outras habilitações da Comunicação poderiam diminuir na grade curricular. Com isso, segundo a Enecos, há o risco dos cursos ficarem muito técnicos.
“É a extinção do curso de Comunicação Social. É isso que está colocado”, afirmou Pedro Alves, um dos coordenadores da Enecos. Ele também acredita que o processo de construção das diretrizes foi pouco democrático e por isso defende que ele seja paralisado para que aconteçam mais debates sobre o assunto nas instituições de ensino superior do país.
Por sua vez, entidades profissionais e acadêmicas presentes na audiência elogiaram as diretrizes propostas. Elas entendem que o jornalismo já possui base científica e uma importância social que justificariam a autonomia do curso. “Não é dominando ferramentas publicitárias ou de cinema que o jornalista vai melhorar sua formação”, disse Edson Spenthof, do FNPJ. Além disso, foi reforçada a necessidade de melhorar a atuação dos profissionais que atuam no mercado jornalístico. “A profissão comunicador não existe”, completou Spenthof.
Embora a autonomia do curso de jornalismo tenha sido a maior polêmica da audiência, outras questões importantes apareceram. Alguns lembraram, por exemplo, da dificuldade que as instituições poderão encontrar para conseguir professores especializados em jornalismo, já que existem poucas pós-graduações específicas dessa área no país.
A proposta colocada para os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) também foi motivo de algumas críticas. No caso do TCC, as novas diretrizes propõem que ele deve ser constituído por um trabalho prático jornalístico, acompanhado por relatório memorial ou monografia. Essa obrigação em desenvolver um trabalho prático não agradou várias pessoas presentes na audiência.
Algumas entidades também reclamaram da falta de receptividade de suas propostas pela comissão de especialistas. Foi o caso da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira/DF). “Nosso documento não foi levado em conta”, criticou Juliana Nunes, da Conjira/DF. Em resumo, a proposta da organização é que o debate sobre as questões étnico-raciais seja introduzido na formação acadêmica dos jornalistas.
A proposta de novas diretrizes não tem data para ser discutida no Conselho de Educação. O ritmo de sua aprovação vai depender do grau de consenso sobre ela. A depender do entendimento dos membros do Conselho, novas audiências podem ser convocadas. Para o relator da proposta, Reynaldo Fernandes, o trabalho da comissão de especialistas construiu diretrizes bem amplas, diferentemente do que costuma ocorrer com cursos de outras áreas do conhecimento. Assim, se aprovadas dessa forma, os cursos de jornalismo teriam uma liberdade considerável para montarem suas grades curriculares.