Um espaço para os campos da Informação e da Comunicação e sobre eles abrir um debate com os leitores. Análises, artigos, avisos, concursos, publicações... Aqui você encontrará de tudo um pouco. Os textos poderão ser em português, espanhol, inglês ou francês.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Jornalistas e Radialistas fecham acordo com EBC e suspendem indicativo de greve
Chega ao final o impasse na negociação da data-base 2012 da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), holding que congrega a TV Brasil, Canal NBR, Agência Brasil de Notícias e Rádio Nacional, esta responsável pela produção da primeira meia-hora do programa A Voz do Brasil.
Em assembleia realizada na quarta-feira (12/12), na sede da empresa, em Brasília, os trabalhadores aprovaram a última contraproposta da diretoria da empresa. Com isso, foi cancelada a paralisação dos empregados que havia sido aprovada na semana passada e estava prevista para esta quinta-feira (13).
A proposta aprovada prevê:
- Reajuste salarial de 5,45% (índice da inflação);
- Aumento de 12% no tíquete-alimentação;
- Ampliação em 20% do valor do auxílio-pessoas com deficiência;
- Acréscimo na ocupação nos cargos de coordenação por concursados de 40% para 60%.
Os representantes dos sindicatos dos Radialistas e Jornalistas, bem como da Comissão dos Empregados da EBC e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comunicação e Publicidade (Contcop), presentes à assembleia, consideraram a contraproposta da empres a limitada, apesar de estar de acordo com a conjuntura política e econômica, e avaliam que os benefícios conquistados só foram possíveis por causa da mobilização dos trabalhadores.
"Durante a maior parte da negociação, a proposta da direção da empresa era zero de ganho real tanto no salário quanto nos benefícios. E a questão de aumentar o número de pessoas do quadro em cargos de coordenação já havia sido rejeitada pela empresa várias vezes. Não é o que queríamos, mas houve avanço a partir da mobilização dos trabalhadores", destaca a primeira-secretária do Sindicato dos Jornalistas, Juliana Cézar Nunes.
"Esbarramos na intransigência do governo federal em um pleito que não teria impactos significativos no orçamento. Mas graças à mobilização e pressão dos trabalhadores, fomos além do que o Ministério do Planejamento e a direção da empresa estavam oferecendo. Embora longe do que queríamos, esses avanços são frutos da nossa luta e mere cem ser reconhecidos", afirma Jonas Valente, secretário-geral do SJPDF.
domingo, 18 de julho de 2010
Jornalistas de Brasília aprovam nova Convenção Coletiva
Os jornalistas do Distrito Federal, reunidos na assembléia geral extraordinária dia 15/7, aprovaram a última proposta apresentada pelos patrões. Com o acordo, retroativo a 1º de abril, os pisos salariasis vigentes no Distrito Federal passam a ser de R$ 1.740,60 para a mídia impressa e de R$ 1.500,00 para rádio e TV.
A proposta teve uma rejeição de 30% dos jornalistas que compareceram à assembléia geral. Em resumo, a proposta aprovada é a seguinte:
1. Reajuste de 5,3% (INPC cheio) retroativo a primeiro de abril de 2010, podendo ser pago em até duas vezes a partir de julho;
2. Programa de Participação de Resultados (PPR) correspondente a 30% do salário base (sem as duas horas extras contratuais), com o mínimo de R$ 800,00 e teto de R$ 1.000,00;
3. Reajuste nos pisos salariais em 5,3% para mídia impressa (R$ 1.740,60) e de 6% para o da mídia eletrônica (1.500,00);
4. Reajuste de 9,3% no valor do auxílio-creche (R$ 246,00).
5. As demais cláusulas sociais terão validade por dois anos, e as econômicas, inclusive a que trata do vale-refeição, serão discutidas no próximo ano.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Jornalistas do DF rejeitam proposta salarial patronal.
Os jornalistas do Distrito Federal decidiram em Assembléia Geral Extraordinária, realizada no dia 28 de junho, rejeitar a última contraproposta dos patrões à data-base de 2010. Dos 253 votantes que assinaram o livro de presença, 135 (53,35%) disseram não e 117 (46,25%) disseram sim. Houve um voto nulo.
A proposta patronal derrotada previa:
1 – Reajuste de 5,3% (INPC cheio) retroativo a primeiro de abril de 2010, podendo ser pago em até duas vezes a partir de julho;
2 – Programa de Participação de Resultados (PPR) correspondente a 30% do salário base (sem as duas horas extras contratuais), com o mínimo de R$ 600,00 e teto de R$ 1.000,00;
3 – Reajuste nos pisos em 5,3% para mídia impressa (R$ 1.740,60) e de 6% para o da mídia eletrônica (1.500,00) e
4 – Reajuste de 9,3% no valor do auxílio-creche (R$ 246,00).
5 – As demais cláusulas sociais terão validade por dois anos, e as econômicas, inclusive a que trata do vale-refeição, serão discutidas no próximo ano, caso essa proposta seja aprovada.
Como a maioria disse não a essa proposta, o Sindicato vai entrar com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho. A Diretoria do Sindicato comunicará ao sindicato patronal a decisão da maioria dos jornalistas do Distrito Federal e a nossa assessoria jurídica iniciará o processo de dissídio coletivo.
sábado, 17 de abril de 2010
Brasília: patrões se negam a repor perdas salariais
Na reunião realizada na quarta-feira, dia 14/4, na sede do Sindicato dos Jornalistas do DF, os representantes patronais negaram qualquer possibilidade de recuperação de perdas acumuladas, calculadas pelo Diéese em 10,32% nos últimos dez anos, e muito menos admitem qualquer ganho real. A comissão de negociação dos jornalistas rebateu essa postura das empresas e reafirmou a necessidade da unificação do piso salarial da categoria, em R$ 2.060,25. Nossos pisos em relação ao salário mínimo desvalorizaram, em muito, ao longo desses últimos dez anos. Enquanto em 2000 nossos pisos representavam, em média, 5,8 salários mínimos, hoje representam apena três salários mínimos.
A proposta dos jornalistas incluiu este ano um reajuste de 5,72% (Índice do Custo de Vida do Dieese, cheio) mais ganho real de 5%, correspondente ao crescimento do faturamento da publicidade dos meios de comunicação em 2009, mais 10,32% para recuperar as perdas acumuladas entre 2000 e 2009.
Censo étnico-racial
Também foi amplamente debatida a cláusula que prevê censo étnico-racial, de gênero e orientação sexual nas redações. Como também não houve consenso quanto à redação da cláusula, o tema voltará ao debate na próxima reunião a ser realizada no dia 28 de abril, às 14h, na sede do sindicato patronal.
A Diretoria do Sindicato dos Jornalistas introduziu também o debate sobre a cláusula do banco de horas. Como há muitas empresas que não controlam adequadamente esse banco de horas, causando enormes prejuízos especialmente aos repórteres fotográficos e cinematográficos, a intenção do SJPDF é eliminar essa cláusula da nossa Convenção Coletiva. Esse assunto também voltará a ser discutido na próxima reunião.
Nas negociações, os jornalistas de Brasília foram representados por Romário Schettino, presidente do SJP-DF,acompanhado pelos diretores Paulo Miranda, Trajano Jardim, Antônio Carlos Queiroz, Renato Araújo e Sionei Leão, a advogada Lícia Paiva e o assessor do Dieese, Osmar Ferreira, e Juliana Nunes e Jacira Silva, da Cojira.
Do lado dos patrões, participaram o presidente do sindicato, Mauro Cirilo da Cruz, as representantes do Correio Braziliense, Carmela Marques e Denise Andrade; Daniel Iani e representantes das Organizações Globo.