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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pesquisa traça perfil de brasileiro consumidor de webinformação

Do M&M Online

Na era da internet, das notícias online e das redes sociais, os consumidores de notícias no Brasil podem ser divididos em três diferentes categorias: os datalimits, os dataholics e os dataspecialists.

Os conceitos foram criados a partir de uma pesquisa feita com a ferramenta Mind & Moods, desenvolvida pela agência Giovanni+DraftFCB, cujo objetivo era mapear a maneira pela qual as pessoas se localizam dentro do oceano de informações gerado pela mídia atual. Com o resultado, é possível compreender os diferentes patamares de interesses e de absorção de conteúdo de acordo com a faixa etária e com os hábitos cotidianos.

A princípio, a pesquisa apurou que, independente do grau de interesse, as informações chegam a todos, mesmo aqueles que não são fanáticos pela internet. Além disso, domingo foi considerado o dia da semana mais propicio para obter e transmitir informações, tanto pelo tempo disponível para navegar na internet como também para o aproveitamento do dia para a atualização de leitura de revistas e jornais.

O primeiro grupo – o dos datalimits – é formado por pessoas geralmente mais velhas, que se conscientizaram de que é impossível absorver toda a informação divulgada na mídia e que preferem dar prioridade para aquilo que julgam importante. Essas pessoas, apesar de serem plenamente conectadas, ainda tem certo receio em relação a tudo o que é publicado na internet.

Já os dataholics são os mais jovens, que usam a internet para praticamente tudo e que querem saber as informações na hora, de preferência antes das outras pessoas. Eles estão acostumados a realizar diversas tarefas ao mesmo tempo na web, dominam as redes sociais e sabem de todos os hits e as conversas que estejam circulando na web.

Já o ultimo grupo, o dos dataspecialists, diferem do anterior pelo fato de analisarem, com maior critério, as informações que buscam na internet. Assim como os dataholics, eles também têm necessidade de se inteirar de tudo o que está acontecendo, mas tem cuidado ao escolher as fontes de busca e de divulgar aquilo que leem. Nesse grupo estão incluídos, por exemplo, os blogueiros.

União Europeia busca regulação comum para o setor de mídia

Por Fernando Lauterjung, do Tela Viva news

"Na hora de discutir a regulação, temos que trabalhar com cenários diversos. O primeiro é o cenário não regulado, progredindo para diferentes níveis de regulação, para encontrar o modelo ideal", diz Harald Trettenbein, chefe adjunto da Unidade de Políticas de Audiovisual e de Mídias na direção da Sociedade de Informação e Mídia da Comissão Europeia. Segundo ele, que falou durante o Seminário Internacional de Comunicação Eletrônica e Convergência de Mídias, que acontece esta semana em Brasília, este é um processo transparente envolvendo todos os interessados.

Trettenbein falou sobre a regulação na União Europeia, que é uma regulação básica, já que os países membros do bloco contam com suas próprias regras. A ideia, explicou, é criar um ambiente que permita competição entre as mídias eletrônicas. Segundo Trettenbein, a regulação geral para o bloco, que serve como uma diretriz para os países membros, é dividida primeiramente em três camadas: os serviços de distribuição de conteúdo, como a radiodifusão; os serviços de comunicação eletrônica, como serviços de voz e de conexão; e as redes, sejam elas fixas, móveis ou satélite. Abaixo disso, no que se refere apenas ao conteúdo, Trattenbein dividiu novamente em três camadas a regulação: geral, com regras que devem ser seguidas por todos os serviços; linear, com regras para a distribuição linear de conteúdo audiovisual, ou seja, os canais de TV aberta ou fechada; e não-linear, para serviços como pay-per-view e video on demand.

As regras procuram garantir que o conteúdo da União Europeia trafegue por todo o bloco, ao mesmo tempo em que os países devem proteger os conteúdos locais. "A União Europeia produz três vezes mais filmes que os Estados Unidos. Mesmo assim, a participação de mercado dentro do bloco é muito menor", afirmou, apontando uma das áreas que recebe agora atenção especial. Segundo ele, está em curso um investimento de 755 milhões de Euros na produção de filmes no bloco. Este investimento começou em 2007 e se estenderá até 2013. Questionado se há limites ao conteúdo estrangeiro, o regulador diz que é o contrário: há cotas mínimas para o conteúdo local.

A União Europeia definiu ainda regras para garantir direito à liberdade de expressão e pluralismo de opinião, que passam pela desconcentração da mídia.

Harald Trettenbein falou ainda das regras à publicidade adotadas no bloco. Segundo ele, a publicidade não pode ter mensagens subliminares e deve respeitar a dignidade humana. Além disso, é proibida a publicidade de tabaco e remédios, e menores de idade não podem ser impactados por publicidade de bebidas alcoólicas ou comidas que não consideradas saudáveis. Também é vetada a prática de product placement. Ainda em relação à publicidade, há o limite de 12 minutos de propaganda por hora de programação, sendo que em filmes longa-metragem, é permitido apenas um break comercial a cada 30 minutos.

Para 2020, está prevista uma agenda de aumento da banda oferecida no bloco econômico. A ideia, explica Trettenbein, é criar um círculo virtuoso para a economia digital.

Andifes abre as inscrições para a 11ª edição do Prêmio Andifes de Jornalismo

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – Andifes - abre as inscrições para a décima primeira edição do Prêmio Andifes de Jornalismo, que podem ser feitas até o dia 07 de dezembro de 2010, aceitando matérias publicadas no período de 01/01/2009 até 31/12/2009.

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Entidades civis acusam mídia brasileira de não garantir liberdade de expressão de “atores sociais”


Em carta ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, o Conselho Federal de Psicologia e outras 38 entidades da sociedade civil defenderam a "liberdade de expressão dos atores sociais nos meios de comunicação brasileiros". O manifesto foi divulgado na terça-feira, 9 de novembro, durante o Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias, organizado pelo Governo Federal em Brasília para discutir a regulamentação do setor.

“Nem sempre os meios de comunicação, no exercício da liberdade de imprensa, garantem a liberdade de expressão dos demais atores sociais”, diz a carta, também assinada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e diversos sindicatos da categoria. “Nesse caso, a liberdade de expressão, conforme prevista na Constituição Brasileira, sofre inabalável restrição por parte dos proprietários ou responsáveis de meios de comunicação, sejam eles públicos ou privados.”

O documento defende a criação de Conselhos Estaduais de Comunicação (proposta recentemente e criticada pelos meios de comunicação) como forma de participação da sociedade na gestão de políticas públicas no setor, argumentando que isso não significa intervenção.

As entidades afirmam que são guardiãs da liberdade de imprensa, mas que é preciso conjugar a liberdade de veiculação de notícias com a possibilidade de manifestação de diversos setores da sociedade, como explica o Terra. “Será preciso que a pluralidade de visões presentes no cotidiano brasileiro possa encontrar espaços de expressão”, diz a carta.

Brasil discute regulamentação da mídia em seminário internacional

Do Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

O governo brasileiro reuniu especialistas de diversos países para discutir experiências de regulamentação das comunicações, durante o Seminário Internacional Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias, organizado em Brasília, nos dias 9 e 10 de novembro (assista às palestras aqui). O governo está preparando um anteprojeto de lei para a área, que será entregue à futura presidente Dilma Rousseff.

Ganhou destaque na imprensa a fala do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, de que o governo está disposto a levar adiante a discussão de novas regras para as telecomunicações e a radiodifusão mesmo que não haja consenso sobre o assunto: “A discussão está na mesa, está na agenda, ela terá de ser feita. Pode ser num clima de entendimento ou enfrentamento”, declarou, em citação da Folha de S. Paulo.

O futuro dos meios de comunicação vem gerando um debate polarizado no Brasil - de um lado estão os que defendem sua regulação, por mecanismos que vão desde o controle social do conteúdo até a proibição do monopólio, e, de outro, estão as empresas de comunicação e outras organizações que se dizem preocupadas com os efeitos das mudanças propostas sobre a liberdade de imprensa.

Ao defender um novo no marco legal para as telecomunicações e a radiodifusão no Brasil, Martins argumentou que as leis atuais são ultrapassadas e lembrou que os dispositivos da Constituição Federal de 1988 que tratam do assunto não foram regulamentados até hoje.

Entidades que reúnem os maiores meios de comunicação brasileiros reagiram contra propostas de regulação do conteúdo da mídia, e qualificaram as afirmações do ministro de “ameaças”, em matérias e editoriais. Outras publicações defenderam que a regulamentação da mídia não é sinônimo de censura, e entidades civis acusaram os meios de comunicação de não garantir a liberdade de expressão dos "atores sociais".

Representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) criticaram o processo de concessão de outorgas de rádio e TV no Brasil, argumentando que está sujeito a interferências políticas, e sugeriram tirar a atribuição do Congresso Nacional e passá-la para uma agência reguladora independente, como relata o Estadão. O seminário contou com cerca de 300 participantes - representantes do governo, dos meios de comunicação, de organizações internacionais, acadêmicos, especialistas e jornalistas.

Cinema: Programadora Brasil lança mais 206 títulos em DVD

Do TelaViva News

A Programadora Brasil lança durante o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no dia 28 de novembro, 206 títulos nacionais licenciados para a exibição pública. Os filmes estão organizados em 60 DVDs, com temas variados e incluem obras recentes e clássicos do cinema brasileiro. Realizada pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, por meio da Cinemateca Brasileira, a Programadora Brasil iniciou suas atividades em 2007 e atua distribuindo títulos em uma rede não comercial de exibição audiovisual e estimulando os circuitos já existentes.

Com o lançamento, 700 títulos, divididos em 214 DVDs, estarão à disposição dos mais de 1500 pontos de exibição audiovisual associados à Programadora Brasil. O site www.programadorabrasil.org.br traz o o catálogo da programadoras e informações sobre como se associar.

Congresso em Lima debaterá novelas brasileiras

Do TelaViva News

Remakes de sucesso de novelas brasileiras serão um dos temas em debate no VIII Congresso Mundial da Indústria da Telenovela e Ficção, que acontece em lima, Peru, do dia 17 ao 19 deste mês. O brasileiro Mauro Alencar, especialista em novelas, falará sobre remakes de sucesso, como "Ti-Ti-Ti". A globalização das novelas também será foco do congresso, com exemplos como as coproduções da Globo com emissoras estrangeiras (Telemundo e TV Azteca).

Alencar fará ainda, durante o evento, uma homenagem a Cassiano Gabus Mendes, pela contribuição para a modernização do gênero, com títulos como "Beto Rockfeller". No final, também mediará uma mesa-redonda com novelistas na América Latina.