Caros leitores e leitoras.
Mostrando postagens com marcador etinia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador etinia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mulheres negras: Imagem na mídia é esteriotipada.

Por Cristina Lima, foto de Juliana Gonçalves

As participantes da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir) avaliaram que a imagem da mulher negra continua sendo estereotipada pela mídia. Para elas, a conferência deve ser um espaço privilegiado para a criação de novas estratégias.

Silvana Veríssimo, do Fórum Nacional de Mulheres Negras e representante da religião de matriz africana, por exemplo, afirma que a imagem da mulher negra na mídia ainda é estigmatizada.

Leia também:

III Conapir: Mulheres negras querem políticas de comunicação e tratamento de gênero igualitário


“Nós continuamos como as mulheres que são boas para sexo. A gente precisa pensar uma estratégia mais forte para poder quebrar este estigma. Mesmo na televisão, ainda não conseguimos ver uma família negra completa. Sempre aparece a mulher negra sozinha, sem família, Não podemos aceitar mais isto. Temos atrizes negras que tem um potencial muito bom e que precisam ser valorizadas pela mídia”, afirmou Silvana.

Marta Cesária, militante do Fórum de Mulheres Negras, integrante da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Dandara no Cerrado) e da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) do estado de Goiás, concorda que a imagem da mulher negra precisa mudar e que a conferência é um espaço privilegiado para este debate. “Apesar de as mulheres negras apareceram mais na propaganda e nas novelas, sua imagem ainda está distante da realidade das mulheres negras brasileiras” analisa.

A coordenadora de Cidadania LGBT e Racial da Prefeitura de João Pessoa, na Paraíba, Socorro Pimentel, considera a comunicação como uma discussão necessário e central para a população negra, na perspectiva de democratizar a comunicação no Brasil. “Queremos uma mídia que tenha o elemento negro em seu conteúdo temático, fazendo campanhas de combate ao racismo e à intolerância religiosa, tornando nossa pauta prioritária, tanto na mídia institucional como na mídia particular”, diz a gestora de João Pessoa.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

TVs de olho na população hispânica dos EUA

De Daniele Frederico. do Tela Viva News

Com uma população de aproximadamente 50 milhões de hispânicos nos Estados Unidos, as redes de TV e as produtoras que realizam e distribuem conteúdo para este público estão em evidência no mercado de televisão norteamericano.
Durante o congresso da Natpe 2012, que acontece entre os dias 23 e 25 em Miami, alguns acordos de cooperação foram anunciados para a produção de conteúdos para o mercado hispânico, além de novidades nos canais já existentes.
A Televisa, rede mexicana de televisão, anunciou uma parceria com a tradicional produtora e distribuidora de conteúdos dos Estados Unidos Lionsgate, para a produção de programas de TV para o mercado norteamericano, com histórias e características da comunidade latina. “Para os canais de TV, é uma oportunidade de olhar para esses 50 milhões de hispânicos”, diz o presidente e CEO da Televisa, Emilio Azcarraga, lembrando que destes 50 milhões, cerca de 70% são mexicanos. “A Univision teve muito sucesso com programação para a população hispânica em espanhol. Olhamos para esse acordo com a Lionsgate como uma oportunidade de desenvolver conteúdo para o mercado geral dos Estados Unidos”, disse Azcarraga.
A Univision, porém, não ficou para trás na produção de conteúdo em inglês para o mercado hispânico. Também durante a Natpe, anunciou que o primetime do canal passará a contar com closed caption em inglês.

Novo entrante

Outro acordo que foi fechado recentemente e que afetará o mercado hispânico nos Estados Unidos é o que cria o Mundo Fox, nova rede em espanhol realizada em parceria entre a Fox International Channels e a colombiana RCN.
Apesar de representar mais concorrência, o presidente da Univision, César Conde, afirmou durante a Natpe que a entrada da Fox com a RCN apenas fortalece o mercado. “Achamos que a competição é ótima. É uma outra voz no mercado, falando da importância dessa comunidade”, diz. Além da Univision, a Telemundo apresenta programação em espanhol para a população hispânica dos Estados Unidos.
Uma das dificuldades enfrentadas pelos canais voltados aos hispânicos é tentar aumentar as receitas publicitárias. Segundo Conde, um dos obstáculos para que isso aconteça são algumas idéias pré-concebidas sobre esses canais. “Existe uma percepção errada de que não há escala para os canais. A verdade é que essas redes têm apelo universal”, diz Conde. “A segunda concepção errada é a de que são pessoas mais velhas que assistem a esses canais, mas isso não é verdade. A terceira é que a língua é uma barreira. Mas existem muitos bilíngües assistindo”, diz.

domingo, 17 de julho de 2011

Curso para jornalistas sobre cobertura de gênero, raça e etnia

Do SJP-RS


Inscrições são gratuitas e começam no dia 20/7. Curso vai acontecer em oito cidades: Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

De 20 de julho a 3 de agosto, profissionais e estudantes de Jornalismo (6.° semestre) podem se inscrever no Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas, promovido pela FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas e a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR e da Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM. O curso é gratuito, tem certificação da FENAJ e da ONU Mulheres e vai acontecer em oito cidades: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

Segundo a coordenação do curso, profissionais e estudantes de regiões metropolitanas, do interior e de regiões próximas aos oito estados podem fazer a inscrição diretamente no sindicato local de jornalistas ou solicitar informação por e-mail. Cada localidade terá o total de 50 vagas a serem preenchidas por jornalistas, repórteres, produtores, pauteiros, redatores, editores, fotógrafos, repórteres cinematográficos de veículos impresso, on-line e eletrônicos e estudantes de Jornalismo a partir do 6º semestre.

O Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas será realizado no período de 8 de agosto a 1º de setembro de 2011, tendo carga horária de 8 horas/aula, das 18h às 22h. O programa está baseado em dois módulos e duas atividades pedagógicas: Gênero, Raça e Etnia em Sociedade; Jornalismo, Ética e Diversidade; Leitura Crítica da Mídia; e Experiências e Trajetórias Locais: Identificando Novas Fontes. O curso tem como objetivo preparar jornalistas, profissionais da imprensa e estudantes de Jornalismo para a cobertura de pautas relacionadas a gênero, raça e etnia.

A iniciativa faz parte da cooperação estabelecida entre a FENAJ e a ONU Mulheres, celebrada no 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, ocorrido em 2010 em Porto Alegre, para o pleno cumprimento dos princípios dos direitos humanos e marcos internacionais referentes ao gênero, raça e etnia no Brasil e no mundo à luz da liberdade de imprensa. Conta com o apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

O curso é desenvolvido com assessoria técnica e financeira do Programa Regional de Incorporação das Dimensões de Gênero, Raça e Etnia nos Programas de Combate à Pobreza da Bolívia, Brasil, Guatemala e Paraguai e do Programa Interagencial de Gênero, Raça e Etnia do Sistema ONU no Brasil, financiado pelo Fundo para o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O curso ocorre no âmbito das atividades do Ano Internacional das e dos Afrodescendentes, estabelecido pelas Nações Unidas, e da Campanha do Secretário-Geral da ONU “Brasil: Una-se pelo fim da violência contra as mulheres”.


Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas

Inscrições: 20/7 a 3/8/2011.

Gratuito, com certificado de 8h/aula emitido pela FENAJ e ONU Mulheres.

Período do curso: 8/8 a 1/9/2011.

Locais: Belém (PA), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE),

Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

Informações: generoracaetniaparajornalistas.wordpress.com grejornalistas@gmail.com

Participe das redes sociais do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas:

twitter.com/grejornalistas e facebook.com/grejornalistas