Caros leitores e leitoras.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Crise: nos EUA, meio digital deve superar impresso e agravar receita

DO M&M Online

Em 2010, pela primeira vez, os meios online e digital receberão mais investimentos de marketing e publicidade do que a mídia impressa, nos Estados Unidos. Ao menos essa é a projeção do instituto de pesquisas e consultora Outsell.
Mais de mil anunciantes norte-americanos foram ouvidos em dezembro de 2009 pela Outsell, que estima em US$ 119,6 bilhões o total de investimentos em publicidade e estratégias digitais neste ano.
De acordo com esse estudo, veículos impressos, como jornais e revistas, receberão US$ 111,5 bilhões em verbas publicitárias. O mesmo trabalho indica que o total de investimentos em publicidade no mercado norte-americano chegue a US$ 368 bilhões em 2010 - um aumento de 1,2% em comparação a 2009.

terça-feira, 9 de março de 2010

Diploma: decisão do STF provoca fechamento de faculdades de jornalismo

Do Comunique-se

O Centro Universitário Senac, de São Paulo, decidiu fechar o seu curso
de bacharelado em Jornalismo, aberto em 2009. A instituição alega que
o fim da exigência do diploma para o exercício da profissão, decisão
tomada em junho de 2009 pelo Supremo Tribunal Federal, levou mais da
metade dos alunos a deixar a graduação, restando apenas 10 estudantes
matriculados.

Procurado pela reportagem, o Senac informou em nota que conversou com
os alunos sobre a questão e concluiu que o melhor a fazer é transferir
os estudantes de jornalismo para outras universidades. A mensalidade
da graduação era de R$ 790,00.

Desde a decisão do STF, outras faculdades decidiram fechar ou
suspender seus cursos de Jornalismo. A Universidade de Uberaba
(Uniube) e Universidade Mogi das Cruzes (UMC) suspenderam a turma de
um semestre, já a Faculdade de Campinas (Facamp) decidiu extinguir o
curso.

TV Digital: o que é o Operador de Rede Pública da TV Digital?

Por Ana Rita Marini, do FNDC

Para estabelecer a digitalização dos canais públicos de televisão,especialmente aqueles gestados pela União, é que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) está criando um Operador de Rede Público Digital.
São plataformas comuns de transmissões que irão permitir ganho de qualidade com redução dos custos. Nesta edição do e-Fórum, o FNDC entrevista André Barbosa, assessor especial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para esclarecer alguns questionamentos básicos do projeto de rede nacional que está em andamento.

O que é o Operador de Rede da TV Pública Digital?
André Barbosa – O Operador de Rede é aquele que vai possibilitar operar, numa mesma plataforma, vários sinais de televisão. A proposta de um Operador de Rede para a TV Pública Digital, das plataformas comuns de transmissão do sinal digital e interativo, é um projeto que possibilita estender a rede pública para o serviço de multiprogramação, aumentando o número de players na TV digital.
A escolha tecnológica pelo investimento coletivo – sistema de compartilhamento de conteúdo digital baseado na infra-estrutura de rede nacional – permite que a televisão digital represente mais do que a melhoria do sinal de áudio e de vídeo, mas que inclua a interatividade, que é também outra questão da inclusão social, da inclusão digital.

Como funcionarão os canais nesse operador?
André Barbosa – Você vai escolher um canal, e neste canal, que pode operar com a multiprogramação, escolher aquela que quiser assistir. No caso, vamos utilizar o sistema standard definition, que permite até três programações diferentes. Essa montagem está sendo feita ainda, mas já existe uma proposta de utilização de três canais nacionais e um canal local.
Será possível usar interatividade nos canais que passarão pelo Operador de Rede da TV Pública?André Barbosa – Claro que sim. Como a União é a outorgante do canal, é o poder concedente, não está sujeita à lei da radiodifusão de 1962 (Código Brasileiro de Telecomunicações – Lei 4117 27/08/1962).

Se uma TV educativa quer entrar no Operador, ela tem a possibilidadede fazer multiprogramação?
André Barbosa – Não, porque ela teria que ter um canal digital e também porque ela não é Federal. Por exemplo, a TV Cultura, teoricamente, não poderia fazer, porque é uma emissora educativa que não pertence ao poder Federal, mas ao poder Estadual. E ainda é uma Fundação (Fundação Cultural Padre Anchieta) de caráter privado, inclusive.
Ela não está coberta pela Constituição de 1988. Então, o governo concedeu a ela uma concessão de caráter científico-experimental para poder fazer multiprogramação.
Mas as Educativas estão sujeitas à lei da radiodifusão de 1962, regulamentada pela lei de 1977. E, enquanto não houver uma portaria, uma manifestação do ministro mudando essa lei, regulamentando as coisas que já estão anacrônicas, apenas as emissoras público-federais previstas pela Constituição poderão agir sem esse limite da Lei4117/62.

O que será feito nesse sentido, para que essas emissoras possam operar com multiprogramação?
André Barbosa – É evidente que o governo quer que as emissoras públicas possam transmitir com multiprogramação.
Mas emissoras educativas, pelo menos do que a gente conhece, têm dificuldade de colocar uma programação 24 horas no ar, porque não têm conteúdo – exceto uma ou outra TV universitária, tem algumas horas de programação. E a mesma coisa acontece, no caso das emissoras comunitárias. Uma política de estímulo à programação na televisão deverá gerar, no futuro, uma oferta maior do que existe hoje. Mas essa oferta custa dinheiro. E esse dinheiro vai ser pago por quem? Pela Universidade Federal, pela Estadual?
Aí é que está. Pensamos que os canais federais – o do MEC, por exemplo – terão algum espaço para os canais universitários. Neste caso, o MEC terá de se organizar e fazer o papel de operador de programação.

Como funciona essa plataforma de rede?
André Barbosa – Você manda pra um centro operacional em Brasília, os três canais nacionais. Um em alta definição, e os outros dois em vídeos. Portanto, são treze programações que irão em Rede Nacional. E, quando chega nesse transmissor, ele estará enviando para o Operador Regional. O operador nacional de Brasília estará mandando paraduzentos e tantos postos regionais, que são divididos em postosregionais e locais.
Os regionais, que são mais de 100, terão a possibilidade de colocar a programação local também. Entra aí um quarto canal, com apossibilidade de programação local. É onde podem ser colocados todos os canais comunitários, da Assembléia Legislativa, Câmara Municipal, tudo o que puder encaixar. E abre ainda para os canais universitáriosl ocais, restritos à região. O canal local não terá a possibilidade de colocar programação local nesta rede, mas ele poderá colocar a sua programação local na rede regional.
Então está previsto espaço até de sobra – porque não há produção suficiente ainda para isso. Espero que no futuro a gente tenha que abrir novos canais para fazer frente a uma economia da cultura pujante, forte, com bastante produção, coisa que ainda não existe, inclusive porque não há estímulo para essa programação.

E como estão as iniciativas de estímulo à produção audiovisual?
André Barbosa – O governo está trabalhando isso seriamente, com recursos públicos. O Fundo de Audiovisual, por exemplo, acabou de sair, quer dizer, e outros pontos que vão permitir que áreas que atéagora não haviam tido apoio pra produção de conteúdo possam fazer isso.
Em que fase se encontra a implementação do OR?
André Barbosa – Terminamos a chamada pública. Várias empresas se interessaram. Novos consórcios, inclusive internacionais. Estamos finalizando as respostas a estas chamadas públicas, que serão publicadas no site da EBC. Então, será enviado um projeto para o Tribunal de Contas da União, para análise. Depois, ele retorna paralicitar.
Esperamos que isso aconteça entre abril e maio, e, quem sabe, teremos uma resposta até o final do semestre. Se não houver nenhum problema, será possível assinar contratos no segundo semestre. Antes do período eleitoral é preciso definir quem é o vencedor. O próximo governo é quevai ser o responsável pela implementação.
O grande motivo dessa rede é que a gente possa criar interatividade para os serviços públicos, de educação, de saúde, de cultura, previdência social, trabalho, segurança, de todas as áreas.

Mas as pessoas ainda não puderam adquirir sua TV digital. Ainda é caro.
André Barbosa – Claro, não adianta nada disso se não tiver equipamento barato. O governo vem forçando um diálogo mais público com as empresas, com as indústrias, para que se faça um grande mutirão e tenha a oferta de acesso ao equipamento, já com interatividade embutido – o Ginga –, com a possibilidade financiamento.

Quais são as vantagens de uma emissora educativa como a TVE do Rio Grande do Sul, por exemplo, em entrar nessa rede?
André Barbosa – Ela vai ter uma cobertura enorme. Estará recebendo da rede nacional os três canais, um em alta definição, e dois canais com seis programações standard, e vai incluir seis programações. Nessa programação, ela negocia com o operador local, que deve ser a EBC local, digital, e transmite para mais um desses seis canais.
Todos os Estados vão ter essa oportunidade de entrar regionalmente com a sua programação, produzido nos centros locais.
A emissora que entrar para essa Rede, quando chegar em 2015, se não tiver digitalizado seus transmissores perderá o seu canal?
André Barbosa – O Brasil deve estar coberto por emissoras digitais até 2013, a partir de quando não haverá mais concessões analógicas. Então, não serão mais permitidas concessões analógicas. Mas serão concedidas concessões em TV digital até 2016 – aí sim, obrigatoriamente, a emissora tem que estar no ar pelo sistema digital.
Assim, a emissora tem ainda de cinco a seis anos para se preparar. Uma das maneiras é já colocar nas programações locais a sua programação digital. Aí ela (emissora) já estará cumprindo a lei. A sua transmissão estará indo ao ar de maneira rápida e difundida, através do Operador de Rede.

Uma TV entra nessa rede com o seu transmissor analógico?
André Barbosa – Não. Até é possível entrar com o transmissor híbrido, analógico-digital, mas vamos dizer que o analógico morreu. Agora é o digital. O canal analógico continua até 2016, daí apaga e só vai manter o digital. Até lá, é possível até que o governo amplie os canais.
No futuro, quando o governo receber de volta os canais analógicos,parte deles poderão ser utilizados para a ampliação da programação pública. Essa é a nossa proposta. Com o Programa Nacional de Banda Larga e esse projeto, acho que serão duas grandes vias convergentes que farão a infra-estrutura para oacesso à informação.

Artigos acadêmicos: revista da PUC-GO convoca pesquisadores


A Revista Ser recebe textos acadaêmicos até 20/03/2010 para o fechamento de sua segunda edição. A publicação eletrônica é editada pelo Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Cidadania da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goias).

Podem ser enviados artigos inéditos relacionados à orientação de pesquisa do núcleo (comunicação, cultura e cidadania) e ao campo da Comunicação, em geral, além de resenhas e resumos de teses e dissertações.

Os trabalhos devem ser enviados para ser@ucg.br. Os artigos devem ter de 8 a 12 laudas. As resenhas, por sua vez, devem ter no máximo 3 laudas; e os resumos de teses e dissertações, 1,5 lauda. Cada trabalho submetido será avaliado pelo conselho editorial, composto de cinco pareceristas.

Imprensa: Jornais de economia vivem a boa safra dos balanços

Por Sônia Araripe, do M&M Online
Assim como os vinhos, também os balanços de companhias abertas podem ter safras boas ou não. Contudo, tendo por termômetro a prévia da publicação dos resultados de momento, a mídia legal promete assegurar uma participação importante nas receitas publicitárias dos jornais econômicos em 2010. O lote forte desta temporada é esperado até o fim de abril, gerando muita concorrência e expectativa nas empresas jornalísticas. A mudança de padrão das normas e as novas regras divulgadas pela "delegacia" do mercado de capitais, a Comissão de Valores Mobiliários, poderão aquecer este segmento."

A safra está apenas no começo e já deu sinais de ser bem positiva", avalia Andréa Flores, diretora de publicidade legal do Valor Econômico, líder do segmento. Apenas para citar um exemplo, a edição de 26 de fevereiro bateu o recorde, com 284 páginas - o número mais expressivo desde que o jornal foi lançado, há dez anos. Os balanços - principalmente os de seguradoras e financeiras - puxaram a performance, diante do prazo limite para sua publicação naquela data.

Mas não é só. Desde o desaparecimento da Gazeta Mercantil, líder por muitos anos em mídia legal, o Valor Econômico vem procurando conquistar espaço com diferenciais competitivos. "Estamos fidelizando clientes e conquistando novos", diz Andréa. Assim, é oferecido um pacote para balanços e comunicados de relações com investidores - os chamados fatos relevantes, assembleias etc.

O meio online entra para reforçar essa visibilidade. No site do Valor são postados vídeos das empresas apresentados com vistas aos analistas de investimentos. A partir de abril, a empresa fidelizada também poderá dispor de uma página personalizada com os principais dados da parte de RI abrigados no portal. "Não vamos concorrer com o site da empresa. É mais uma vitrine para esses clientes", explica a diretora. Vivo e Banrisul já estão nessa lista e contam com vídeos disponíveis no site de RI do Valor.


Regras

Existem várias exigências legais por trás da publicação de balanços. Quem regula todo o mercado é a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Uma das principais regras é que um balanço de S/A seja publicado não só no Diário Oficial da sua sede, mas em pelo menos um jornal de grande circulação. Esse critério de circulação nunca ficou muito claro, permitindo que jornais de diferentes tiragens e abrangências concorram entre si.

A fidelização é outro conceito relevante: um ano antes do chamado exercício legal, em abril, através de ata de uma assembleia geral, uma empresa aberta precisa definir em que jornal irá publicar. Assim, caso defina que será no jornal A, no ano seguinte não poderá mudar para outro. A CVM fiscaliza de perto essa movimentação e pune com rigor irregularidades.

"Não é um mercado para todos; é necessário ter expertise. Conquistamos uma boa clientela ao longo dos anos não só com preços competitivos, mas também com atendimento personalizado", afirma Franci Pacheco, gerente de publicidade legal nacional e mercado financeiro do DCI. Um cliente muito forte é a prefeitura de São Paulo, mas há outros. "Em 2009 registramos crescimento de 6% também no mercado nacional, comparado com o ano anterior."

Segundo ela, a crise econômica de 2009 fez com que as empresas abertas passassem a negociar ainda mais, redefinindo também os tamanhos dos balanços. Trata-se de outra particularidade relacionada a essa mídia: um balanço pode sair resumido ou por extenso. Desse modo, o completo precisa ser publicado ao menos em um jornal de grande circulação, com a opção também de divulgar o menor em outros periódicos.

As safras são tão generosas que mesmo um jornal de menor circulação como o Monitor Mercantil, do Estado do Rio de Janeiro, tem garantido seu espaço nesse disputado bolo. "Já temos quase 100 anos de tradição e os clientes nos reconhecem", afirma Acúrcio de Oliveira, diretor-presidente da publicação. A tiragem de terça a sábado é de 18 mil exemplares, com foco principalmente nas assinaturas corporativas.


Novo concorrente

Apesar de não ter ainda conseguido a chamada fidelização dos clientes - pois começou a circular em outubro último -, o Brasil Econômico marcou um gol e tanto. Voluntariamente, empresas abertas estão publicando nesse veículo suas demonstrações contábeis, além de enviá-las aos que já haviam sido determinados por assembleia.

"Estamos muito animados com os resultados já obtidos. Foi surpreendente, e acreditamos que o nicho deverá crescer ainda mais. Mas não queremos apostar que publicidade legal será nosso principal mercado. Temos formatos e pacotes muito especiais também para a mídia no noticiário", explica Heitor Pontes, diretor comercial do BE, que veio do Valor Econômico.

Localiza, Pão de Açúcar, Natura, Vivo e Safra foram alguns dos anunciantes que já publicaram seus balanços nas páginas do novo diário financeiro. Outros tantos são esperados: "As empresas querem nos prestigiar". Pelo formato especial do jornal, entretanto, não é tão simples essa publicação. A CVM não permite letras miúdas em balanços, o que exige uma arte especial para que tudo fique transparente e legível.

segunda-feira, 8 de março de 2010

ABPHM realiza 5 congressos regionais

A Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia, realizará, em 2010, 5 congressos de caráter regional e em 2011, o Congresso Nacional, na UNICENTRO, em Guarapuava, PR. As chamadas de trabalho para os Congressos Regionais de História da Mídia já estão abertas.
Confira a seguir as sedes de cada evento.

I CONGRESSO HISTÓRIA DA MÍDIA SUDESTE:
Universidade Mackenzie - São Paulo (29 e 30 de abril)
Maiores informações no link do Congresso http://www.mackenzie.br/1historiamidiasudeste.html

I Congresso de História da Mídia Nordeste:
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Natal (13 e 14 de maio)
Maiores informações podem ser encontradas na página da ALCAR - http://comunicacao.feevale.br/redealcar/

I Encontr de História da Mídia do Paraná e Santa Catarina:
UNICENTRO - Guarapuava (17 e 18 de junho)
Maiores informações no site do Congresso www.unicentro.br/historiadamidia

I Encontro de História da Mídia do Rio de Janeiro
Faculdade Santa Doroteia - Nova Friburgo (9 e 10 de julho)
Maiores informações no site http://comunicacao.feevale.br/redealcar/

III Encontro do Nucleo Gaucho de História da Mídia
PUCRS- Porto Alegre - RS (12 e 13 de abril)
Maiores informações no site http://comunicacao.feevale.br/redealcar/

Confira agora o calendário para as chamadas de trabalhos .
a) História da Mídia SUDESTE - envio de trabalhos 22 de fevereiro a 5 de abril
b) História da Mídia NORDESTE - envio de trabalhos de 1 de março a 15 de abril
c) História da Mídia PR/SC - envio de resumos expandidos de 1 de março a 10 de maio
d) História da Mídia RJ - envio de trabalhos 1 de maio a 20 de junho
e) História da Mídia RS - envio de resumos expandidos de 5 de fevereiro a 15 de março

II Conferência Nacional de Cultura discute políticas brasileiras

De quinta-feira (11) a domingo (14), Brasília será palco de grandes discussões sobre Cultura envolvendo artistas, produtores culturais, investidores, gestores e representantes da sociedade de todo o País. Eles estarão reunidos na II Conferência Nacional de Cultura (CNC), que acontece no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, com o objetivo de debater, aperfeiçoar e formular políticas públicas da área.
Os debates da Conferência contribuirão para a construção de um marco regulatório da Cultura, fundamental para o fortalecimento da área no País. Outras áreas estratégicas como Educação, Saúde e, mais recentemente, Assistência Social, já possuem seus marcos regulatórios. Na Cultura, estão em tramitação no Congresso Nacional o Sistema Nacional de Cultura (SNC), o Plano Nacional de Cultura (PNC) e a PEC 150/2003, que vincula à Cultura 2% da receita federal, 1,5% das estaduais e 1% das municipais. Durante o encontro, também serão avaliados os resultados da I Conferência, realizada há cinco anos.
Os debates seguirão cinco eixos temáticos: Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Cultura, Cidade e Cidadania; Cultura e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Economia Criativa; Gestão e Institucionalidade da Cultura.
Dentro das etapas da II CNC, foram feitas conferências municipais e intermunicipais; estaduais e do Distrito Federal; pré-conferências setoriais; conferência virtual e conferências livres como forma de mobilizar os setores culturais para esta plenária nacional.
Todos os estados realizaram suas conferências, elegendo 743 delegados ao todo. Mais de 200 mil pessoas estiveram diretamente envolvidas nas etapas estaduais e municipais. No total, foram realizadas 143 pré-conferências setoriais, com 3.193 inscritos como candidatos a delegado. Além de deliberar, esses encontros têm o objetivo de estimular a criação e o fortalecimento de redes de agentes e instituições culturais do País, para dar prosseguimento, em caráter permanente, às discussões e articulações.
Em números
Em sua primeira edição, em 2005, 1.192 municípios realizaram conferências, o que representou 21,42% do total das cidades brasileiras. Nesta segunda Conferência, nas etapas municipais e estaduais, observou-se um significativo avanço no processo participativo, uma vez que, de agosto a outubro de 2009, aconteceram 3.071 reuniões, ou seja, mais da metade do total dos municípios do País estiveram envolvidos.

SERVIÇO:
II Conferência Nacional de Cultura
De 11 a 14 de março
Centro de Eventos e Convenções Brasil 21 – Setor Hoteleiro Sul, Qd 06 lote 1 conjunto A
Brasília – DF