Caros leitores e leitoras.

domingo, 3 de janeiro de 2010

França: ajuda milionária à imprensa

O governo do presidente Nicola Sarkozy deu um papai noelbem gordo aos empresários da comunicação no fim de 2009. Ao todo, a caixinha que foi distribuída alcançou 80 milhões de euros, algo em torno dos R$ 208 milhões. Foi uma espécie de Proer da Mídia, que se sentia fragilizada com os efeitos da crise financeira internacional sobre suas receitas publicitárias.

O presente mais gordo foi destinado aos veículos impressos: 60 milhões de euros (R$ 156 milhões). Em menor proporção ficaram os mantenedores de páginas jornalísticas na internet não vinculadas a jornais ou outras publicações impressas. Estes empresários vão repartir a bagatela de 20 milhões de euros (R$ 52 milhões), sendo 80%doados a fundo perdido, e apenas 20% como empréstimos. A justificativa é a necessidade de se desenvolver a webimprensa na França.

Em 2010, o Estado francês deve repassar aos meios de comunicação impressos 900 milhões de euros. As principais rubricas são: 419,3 milhões de euros provenientes do plano anti-crise, 270 milhões a título de ajuda postal e 210 milhões de euros em isenções fiscais do TVA.

As perguntas que ficam é como isto afetará a independência editorial dos veículos e que critérios foram utilizados para escolher os jornais e portais beneficiados.

Segundo o cientista Jean-Marie Charon, especialista nos estudos das mídias, não haverá perda de independência jornalística e sem esta subvenção pública muitos meios, principalmente os jornais, iriam desaparecer e com eles a pluralidade informativa.

Para mais detalhes, em francês,leia aqui a reportagem do Le Monde

Países mais perigosos para o jornalista

Embora o Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ), sediado nos Estados Unidos, tenha registrado a morte, em 2009, de 68 jornalistas em todo o mundo (ver matéria PROFISSÃO PERIGO: Recorde de mortes de jornalistas em 2009 ), nas contas da Federação Internacional dos Jornalistas - FIJ, o volume chega a 113 jornalistas assassinados. Para ambas organização, 2009 se transformou em um dos piores para a história do jornalismo. Além dos 113 jornalistas assassinados, foram anotadas a morte acidental em serviço de 24 outros profissionais, totalizando 137 pessoas mortas.

As Filipinas, onde foram registradas a morte de 38 profissionais, é a líder da lista dos países perigosos para o exercício do jornalismo. Logo em seguida vem o México, com 13 casos, a Somália, 9, o Paquistão, 7, e a Rússia, 6. O Iraque, que em 2008 registrou a morte de 16 jornalistas, em 1009 baixou para 5.

Efemérides da radiodifusão

Para os amantes e estudiosos da História do Rádio e TV, seguem abaixo uma relação de efemérides. As datas foram compiladas para uma exposição organizada pela Empresa Brasileira de Comunicação, EBC no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, em setembro de 2009, e depois ampliado pelo pesquisador aobre radiodifusão, professor João Batista.
Quem tiver datas a contribuir, fique à vontade, pode enviar no espaço para postar comentários. Vale datas nacionais e regionais da radiodifusão, surgimento de emissoras, etc

1844 –
Samuel Morse envia a primeira mensagem a distância pelo telégrafo.
1863 – O escocês James Clerck Maxwell demonstra a provável existência das ondas eletromagnéticas. O alemão Heinrich Rudolph Hertz também se interessa pelo assunto.
1865 – Criação da União Telegráfica Internacional.
1877 – Emile Berliner inventa o microfone.
1887 – Heinrich Hertz constrói um circuito elétrico que comprova a existência das ondas eletromagnéticas. Elas recebem o nome de ondas hertzianas.
1890 – No Brasil, o padre gaúcho Roberto Landell de Moura desenvolve teses sobre a telegrafia sem fio, a radiotelefonia, a radiodifusão e os satélites.
1894 – Landell de Moura realiza experiência transmitindo mensagens sonoras da Avenida Paulista para o alto do bairro de Santana, na cidade de São Paulo, cobrindo uma distância de 8 km em linha reta.
1895 – O russo Aleksandr Popov coloca em funcionamento um aparelho de telégrafo sem fio em São Petersburgo.
1896 – O italiano Guglielmo Marconi instala, no Reino Unido, o primeiro aparelho de telégrafo sem fio e envia mensagens em Código Morse, numa velocidade de 20 palavras por minuto, da Inglaterra para a França.
1899 – Marconi manda sinais de SOS pelo Oceano Atlântico, numa distância de 140 km.
1901 – Marconi transmite uma regata no Canal da Mancha, com seu equipamento de radiotelegrafia.
1906 – Lee de Forest inventa a válvula de 3 pólos (tríodo), que permite o uso de ondas eletromagnéticas para propagar ondas sonoras.
1909 – Primeiro salvamento marítimo graças à transmissão de uma mensagem de socorro pelo telegrafo sem fio.
1909 – Marconi ganha o Premio Nobel de Física.
1910 – Forest realiza a transmissão radiofônica de um recital de Enrico Caruso, do Metropolitan Opera House, em New York.
1912 – Mensagens de socorro do Titanic chegam ao navio Carpathia e salvam 703 pessoas.
A partir daí, torna-se obrigatória a instalação de radio em navios. A medida faz com que Marconi fique rico.
1914/1918 – A telegrafia sem fio e a radiotelefonia são utilizadas em operações militares durante a 1ª Guerra Mundial.
1916 – Instala-se a primeira estação estúdio de radiodifusão em New York. Transmissão do primeiro programa de radio, com conferencias, musicas de câmera e gravações.
1916 – Primeira emissão de radiojornalismo, com boletins sobre a eleição presidencial nos EUA, vencida por Woodrow Roosevelt.
1919 – Criação da Radio Corporation of América (RCA).
1919 – No Brasil, um grupo de jovens inicia transmissões radiofônicas em Recife, na Radio Clube de Pernambuco.
1920 – Entra no ar, em Pittsburgh, na Pensylvannia, a rádio KDKA, primeira emissora comercial dos Estados Unidos, em 2 de novembro.
1921 – Descoberta das ondas curtas.
1921 – Primeira transmissão ao vivo pelo radio de um evento esportivo. Uma luta de Box, transmitida a partir de uma estação instalada na Torre Eiffel, em Paris.
1922 – Primeira experiência radiofônica no Brasil durante as comemorações do centenário da independência, no Rio de Janeiro. Um transmissor, cedido pela Westinhouse, veicula o discurso do presidente Epitácio Pessoa, no dia 7 de setembro, e a ópera O Guarani, encenada no Teatro Municipal.
1923 – Edgar Roquette Pinto e Henrique Moritze inauguram a Radio Sociedade do Rio de Janeiro (PRA-A), em 20 de abril.

1932 – Criação do FCC (Federal Comunication Comision) nos Estados Unidos.
1932 – Getulio Vargas regulamenta no Brasil a veiculação de propaganda no radio e a concessão de freqüência a grupos privados.
1933 – O norte-americano Edwin Armstrong patenteia a frequência modulada.
1935 – Entra no ar a Rádio Jornal do Brasil, em 18 de agosto.
1937 – A Hora do Brasil torna-se um programa obrigatório, transmitido entre 18h45min e 19h30min.
1941 – A Rádio Nacional começa a transmitir, em 28 de agosto, o Repórter Esso, considerado o primeiro noticioso produzido exclusivamente para o rádio.
1941 – Estréia na Radio Nacional “Em busca da felicidade”, primeira radionovela no Brasil.
1948 – Invenção do transistor.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Opinião: O DIREITO NA IMPRENSA - A imprecisão e a distorção

Por Dalmo de Abreu Dallari, publicado no Observatório da Imprensa, em 1/12/2009

O noticiário sobre matéria jurídica envolve sempre algum tipo de interesse social, ainda quando se refira a fatos relacionados com o comportamento ou a situação de uma pessoa determinada. Com efeito, ninguém vive fora de um convívio social e, de uma forma ou outra, com maior ou menor intensidade, tudo o que se relaciona com os direitos e responsabilidades de um indivíduo tem alguma repercussão na ordem jurídica e, portanto, nos direitos de outras pessoas.

Por esse motivo, é importante que ao noticiar ou comentar um acontecimento ou uma situação determinada, com alguma conotação jurídica, a imprensa procure externar-se com precisão, pois isso permite a correta compreensão e avaliação por parte de quem tem formação jurídica, evitando, também, que os leigos sejam erroneamente informados e formem sua convicção com base numa informação errada ou imprecisa.

Essa observação quanto ao cuidado com a matéria jurídica não significa que se pretenda que a imprensa diária use a linguagem ou tenha a profundidade de uma dissertação jurídica, ou que o profissional de imprensa seja necessariamente um bacharel em Direito. Nada disso é preciso, nem seria conveniente complicar e polemizar o noticiário que envolva questões de Direito, como se fosse uma aula ou um seminário, pois, além de tudo, o normal é que a maioria dos leitores não tenha formação jurídica e, no entanto, esteja interessada em conhecer e compreender as repercussões jurídicas de um fato. Para tanto é suficiente que o jornalista fique atento e, se ficar em dúvida, consulte alguém que tenha conhecimento básico de Direito e das expressões jurídicas.

Semente da confusão

A imprecisão no tratamento de matéria jurídica é generalizada na imprensa brasileira, mas para ilustrá-la chamo a atenção para um erro em noticiário do jornal O Estado de S.Paulo, que é, sem dúvida, um dos órgãos mais importantes da imprensa brasileira.

Na edição de domingo (29/11), à página A13, encontra-se matéria com o título "Começa elaboração de novo Código Civil". Não é preciso ser jurista para saber que o Código Civil é uma das leis mais importantes do Brasil, sendo mais do que óbvio que para qualquer profissional da área jurídica é do maior interesse saber mais a respeito da elaboração de um novo Código Civil, pois, por sua abrangência, uma inovação dessa magnitude afetará direitos pessoais e patrimoniais. No entanto, além de dedicar poucas linhas ao assunto, diz o jornal: "A Comissão de juristas instituída pelo Senado para elaborar o anteprojeto de um novo Código de Processo Civil realiza amanhã sua primeira reunião".

O Código de Processo Civil é também uma lei muito importante, mas trata de procedimentos judiciais e não dos direitos, sendo, portanto, completamente diferente do Código Civil, soando também muito estranho que uma Comissão de juristas encarregada de elaborar um projeto de novo Código tenha sido instituída pelo Senado.

Há muitos profissionais da área jurídica querendo saber se está mesmo em elaboração um novo Código Civil brasileiro e quem são os juristas incumbidos, pelo Senado, dessa tarefa de extrema relevância. No caso aqui referido, a imprensa não só deixou de prestar um serviço relevante, que seria a informação correta sobre matéria de tamanha importância, para possibilitar aos interessados o acompanhamento dos fatos, mas lançou confusão, desinformando os leitores.

Companheira inseparável

Uma imprecisão de outra natureza, que se poderia qualificar como imprecisão intencional, tem sido registrada na matéria relativa aos acontecimentos de Honduras. O que lá ocorreu foi que o presidente da República, Manuel Zelaya, havia iniciado, ostensivamente, um movimento político tendo por objetivo mudar a Constituição para permitir sua reeleição. Por esse motivo foi destituído pelo Congresso, como prevê a Constituição, tendo a Suprema Corte reconhecido a constitucionalidade da destituição, decisão que foi recentemente reiterada, quando novamente chamada a se pronunciar sobre a matéria [ver, neste Observatório, "O fundamento legal omitido"].

De acordo com a Constituição, destituído o presidente o substituto deveria ser o vice-presidente da República, mas este havia renunciado ao posto para ser candidato à Presidência e, nos termos previstos na Constituição, quem assumiu a Presidência, em caráter interino, foi o presidente do Congresso, Roberto Micheletti.

Por tudo isso, não há dúvida de que Micheletti assumiu a presidência por meio rigorosamente legal, sendo, portanto, o presidente de direito a partir de sua posse. Entretanto, o que se viu na imprensa brasileira foi uma distorção intencional. Com efeito, enquanto muitos jornais brasileiros, como, por exemplo, O Globo, sempre se referiam a Roberto Micheletti como "o presidente interino de Honduras", o jornal O Estado de S.Paulo adotou a expressão "governo de fato" para designá-lo.

Essa forma de se referir a Micheletti contém um erro evidente, pois independente das preferências políticas ele assumiu a Presidência atendendo rigorosamente as normas constitucionais. Enquanto esteve na Presidência Michelleti foi presidente de direito, não de fato, tendo-se afastado espontaneamente às vésperas das eleições presidenciais realizadas normalmente, com absoluto respeito às determinações legais, no dia 29 de novembro.

Esse foi um caso de imprecisão intencional, de distorção da verdade por motivos que nada têm a ver com a qualificação jurídica. E não deixou de chamar a atenção o fato de que o mesmo jornal O Estado de S.Paulo jamais se referiu aos ditadores militares que governaram o Brasil como presidentes de fato ou governos de fato.

Assim como é reprovável a imprecisão por ignorância ou descuido, a imprecisão intencional deve ser repudiada, por ser incompatível com a imprensa responsável, que deve ser companheira inseparável da imprensa livre, ambas indispensáveis para a sociedade democrática.

As opiniões aqui postadas são de responsabilidade de seus autores

Comunicação corporativa: agências crescem 19,5% em 2009

Da newsletter Jornalismo & Cia

Faturamento projetado passa de R$ 1,2 bilhão

Após um final de 2008 e início de 2009 repletos de incerteza, fruto da crise econômico-financeira mundial que também avançou, ainda que de forma menos violenta, sobre o Brasil, as agências de comunicação vão fechar o ano celebrando um surpreendente crescimento de 19,5%, o que se deve sobretudo ao excepcional segundo semestre. Esse índice mantém a curva histórica de crescimento do setor, que tem sido de 20% ao ano, na média. Ele quase iguala 2008, que foi de estimados 21%. Considerando que naquele ano o faturamento do setor, segundo apurou o Especial Agências 2008 (produzido pelo J&Cia, em parceria com o Jornal da Comunicação Corporativa), foi da ordem de R$ 1,028 bilhão, com os 19,5% registrados em 2009 esse montante chega a estimados R$ 1,228 bilhão. Os números estão no Anuário Brasileiro das Agências de Comunicação – 2009-2010, lançado na noite de 1º/12, no encontro de final de ano da Abracom, realizado, com a presença de 300 convidados, no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo.
As quatro maiores agências de comunicação do País continuam sendo CDN (faturamento de R$ 57,5 milhões em 2008 e 300 colaboradores no final de 2009), FSB (R$ 54,3 milhões e 340 colaboradores), In Press Porter Novelli (R$ 34 milhões e 285 colaboradores) e Máquina da Notícia (R$ 28,2 milhões e 200 colaboradores). Há entre elas a MZ Consult, com faturamento de R$ 31 milhões e 288 colaboradores, mas esta é uma empresa que, embora também atue parcialmente com comunicação corporativa, tem seu foco no mercado de relações com investidores. Há outras empresas em situação idêntica, incluídas no Anuário por se dedicarem parcialmente ao setor, mas que também tem foco em outras atividades, casos de TV1, Ogilvy, Grupo Rai, E21, AM4, entre outras.
Das 373 empresas participantes do Anuário, 165 abriram o seu faturamento, número excepcionalmente maior do que as 52 que revelaram essa informação em 2008. Em termos geográficos, pouco mais de 78% das 373 agências estão no Sudeste, sobretudo no Estado de São Paulo, que abriga cerca de 66% do total de agências do País. Vêm a seguir Nordeste (quase 9%), Sul (pouco mais de 7,5%), Centro-Oeste (4%) e Norte (menos de 1,5%). Mais de 53,5% das agências têm até dez colaboradores e apenas 2,2%, mais de cem, sendo que 25,8% têm entre 11 e 20 colaboradores e 18,1%, entre 21 e 100.

SUPER 8 – TAMANHO TAMBÉM É DOCUMENTO estreia dia 4/1 no Canal Brasil

Série dirigida por Clovis Molinari Jr. resgata imagens raras dos anos 70 e 80 gravadas no formato Super-8

Resgatar um estilo cinematográfico praticamente esquecido do grande público é a proposta do diretor Clovis Molinari Jr. em “Super-8 – Tamanho Também é Documento”, que estreia no dia 4 de janeiro, à meia-noite, no Canal Brasil. Em 13 episódios, a série mostra imagens raras e inéditas de filmes gravados em Super-8, formato cinematográfico que surgiu em meados dos anos 60 e inspirou cineastas como Quentin Tarantino, Roman Polanski, Pedro Almodóvar, Ivan Cardoso e Glauber Rocha.

O programa traz uma seleção de produções do final dos anos 1970 e a metade dos 80, período de grande agitação cultural, ditadura militar e guerra fria. Os filmes gravados no formato Super-8 se popularizaram entre as famílias brasileiras por possibilitarem gravações amadoras de baixo custo e boa qualidade, mas logo começaram a fazer sucesso entre cineastas, estudantes e artistas plásticos interessados em fazer um cinema underground, fora do circuito comercial das salas de exibição. O Super-8 funcionou como uma válvula alternativa para quem teve que enfrentar a repressão e a censura que marcaram esse período.

De 1.800 minutos de super-8 convertidos para vídeo, foram produzidos 13 episódios, cada um com duração de 25 minutos. Reunidos em episódios temáticos, o programa debate questões como a história do formato, os cinemas doméstico, político e experimental, além de mostrar obras de diretores brasileiros praticamente desconhecidos do grande público. De filmagens domésticas às imagens captadas nas ruas (imagens de protestos, conflitos com a polícia e eventos importantes do processo de redemocratização); do documentário à ficção, da banalidade do dia-a-dia aos momentos que entraram para a História, cada episódio traz filmagens nunca exibidas na televisão brasileira.

Há preciosidades como um desenho animado feito diretamente na película, como fazia o pioneiro MacLaren, escocês radicado no Canadá. Outro episódio é dedicado a Jessie Jane, guerreira que foi mantida por uma década encarcerada no presídio Talavera Bruce nos anos de chumbo. Com a filha e o marido, Jessie é mostrada em um raro filme super-8 em sua cela feito clandestinamente. É um tipo de filme doméstico muito diferente do lar-doce-lar do cinema caseiro das famílias de classe média. O filme é um exemplo do quanto o super-8 foi importante nos anos 70 para revelar as condições de vida e de resistência ao totalitarismo, algo jamais mostrado pelo cinema profissional que vivia sob forte censura. Outro flme é o velório do cineasta Glauber Rocha, repetindo a experiência desenvolvida pelo cineasta baiano em "Di-Glauber", sobre o caixão do pintor Di Cavalcanti. O filme "A Degola Fatal" é parte do episódio sobre Glauber Rocha, que tem ainda uma apresentação da filha Ava Rocha em show no Tempo Glauber, uma demonstração de que o espírito Glauberiano permanece vivo. A derrubada do histórico prédio na UNE na Praia do Flamengo é outro registro único exibido no programa. Há ainda a apresentação de filmes de cineastas nacionais que produziram obras singulares em super-8, como Jorge Mourão, José Araripe Jr., Rudi Santos, Edilson Plá e Maurício Lissovsky.

Clovis Molinari Jr. conta que a ideia para a atração surgiu quando ficou responsável pela guarda de um grande arquivo de filmes do formato super-8 no Arquivo Nacional. “Espero que o programa ajude a entender um tipo de cinema e a sua época; revelar filmes que até hoje estão desconhecidos do grande público, e que apareçam cineastas e anônimos que nunca tiveram a chance de mostrar suas gravações”.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Qual jornal é o mais lido nas Malvinas?

Qual jornal é lido nas Ilhas Malvinas (Falklands para os ingleses)? O El Clarin, da Argentina, ou o Times, de Londres? Palco de uma sangrenta guerra entre os dois países que provocou a morte de centenas de mortes dos dois lados - mais do lago argentino que enviou para a linha de combate jovens recrutas - as Malvinas estão sob o controle britânico.
Errou quem disse que o jornal predileto dos ilhéus é um dos dois grandes periódicos citados anteriormente. Lá, as manchetes circulam em inglês no Penguin News, cuja redação fica em Porto Stanford, cidade a Leste do arquipélago.
Trata-se de um semanário que prioriza as notícias locais, eventos sociais, desportivos e política.
As Malvinas estão isoladas no sul do Atlântico. Ligação aérea comercial só com o Chile, pois a Argentina não aceita vôos partindo de lá. Um avião militar inglês chega semanalmente para abastecer os locais.
Mais detalhes, em inglês, clique aqui.
Ah, o cara da foto sou eu.