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domingo, 12 de março de 2017

Dos gabinetes aos grotões, a arte de fazer Jornalismo.

Como setorista do Planalto, Lima Rodrigues cobriu visitas presidenciais ao exterior, como a da foto, no encontro de FHC e George Bush. Hoje, se especializou no jornalismo rural.
Do Salão Verde do Congresso Nacional aos confins da Amazônia, o repórter Lima Rodrigues, que também foi redator dos programas humorísticos de Chico Anísio, mostra na prática que é possível se destacar no jornalismo nacional sem estar nas grandes capitais. Também há notícia nos grotões do Brasil e falta gente para cobri-las.
Após vasta experiência de cobertura política em Brasília, o jornalista Lima Rodrigues, 57, resolveu mudar de cidade e de área e foi para o Pará, onde produz e apresenta há mais de cinco anos o programa independente Conexão Rural na RBATV, Band, canal 30, em Parauapebas, no sudeste do Estado, considerada a capital do minério. O programa é sucesso de audiência. Uma prova disso é que ele recebeu o título de “Jornalista do Ano” em abril de 2013, referente ao ano de 2012.
Com essa bagagem, Lima Rodrigues é convidado agora para falar de sua trajetória a jornalistas Brasil afora. Na agenda desse mês de março está o Road-Show para Jornalistas 2017, que acontece nesse mês de março em diferentes cidades dos Estados de Minas Gerais e São Paulo.  
Natural de Marabá (PA), Lima Rodrigues - que também é poeta cordelista e já escreveu em literatura de cordel as biografias de várias personalidades, incluindo os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff; Luiz Gonzaga, Dominguinhos; entre outras - atuou em Brasília por mais de 30 anos, na antiga Radiobrás, hoje Empresa Brasil de Comunicação e foi correspondente em Brasília de outras emissoras, incluindo as rádios Bandeirantes e Eldorado, de São Paulo.
Seu campo de atuação foi Palácio do Planalto e Congresso Nacional, além de ministérios, como o da Agricultura, além de atuar na comunicação institucional de órgãos públicos, como o Superior Tribunal de Justiça, onde exerceu o cargo de diretor do Núcleo de Rádio.
 “Cobri os principais fatos políticos em Brasília, começando pela campanha das Diretas Já para presidente da República em 1984; a disputa interna dentro do PDS entre Paulo Maluf e Mário Andreazza, a escolha de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral para ser o primeiro presidente civil, após o regime militar; a doença e a morte de Tancredo; a posse do presidente José Sarney; a Assembleia Nacional Constituinte, as CPIs do Congresso, entre elas a do PC, o impeachment de Fernando Collor, enfim, fiz cobertura jornalística no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto do governo Sarney até o governo Lula, incluindo viagens por todo o Brasil e dez viagens ao exterior e em 2010 trabalhei no Comitê Oficial da então candidata Dilma Rousseff”, disse ele, que em 1993/1994 presidiu o Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados. Apesar de todo esse currículo, Lima Rodrigues diz que cometeu erros em Brasília “ao pedir demissão de bons empregos na hora errada”.
Em fevereiro de 2011, resolveu ir para Imperatriz (MA). “Aí fui fazer um trabalho para a Cooperativa de Garimpeiros de Serra Pelada lá em Curionópolis e em Serra Pelada, no Pará, e acabei ficando por lá. Primeiro, colaborei com blogs e jornais locais e uma emissora de rádio e depois, em 18 de dezembro de 2011, resolvi colocar no ar, na Rede TV em Parauapebas o programa Conexão Rural. 

Terno e gravata
“Gostava de andar de terno e gravata no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional, cujas dependências comecei a frequentar a partir da década de 1980, mas há mais de cinco anos só ando de calça jeans, camisa comum e de botinas. Minha redação é no campo, percorrendo as fazendas do sul e sudeste do Pará, de domingo a domingo. Amo o que faço e adoro o mundo rural”, destacou Lima Rodrigues.
O programa foi ganhando força e em novembro de 2012 fui para a  TV Bandeirantes, a RBATV,  e logo passei a viver e a me dedicar só ao Conexão Rural, no qual todo domingo às 9h, apresento as notícias do agronegócio, da agricultura familiar, do meio-ambiente, da cultura popular e abro espaço para os cantores regionais, incluindo a música sertaneja, a MPB e o forró pé de serra”, explica ele.
Com a experiência do Conexão Rural, Lima Rodrigues ganhou projeção e hoje é o único profissional da Região Norte convidado para falar num Road Show a jornalistas de agronegócio e economia das redações do Sul e Sudeste do Brasil. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Quem é quem na nova Comunicação Social de Dilma

Publicado originalmente no Jornalismo & Cia


A convite de Thomas Traumann, novo ministro da Comunicação Social da Presidência da República (ver http://migre.me/hX4oD), Olímpio Cruz Neto assumiu há poucos dias a secretaria de Imprensa da Secom/PR, no lugar de José Ramos, que deixou o cargo depois de oito anos e meio de trabalho no Governo Federal.
Com ele também saíram os secretários-adjuntos Enio Vieira e Jaqueline Paiva.Os três pediram exoneração no mesmo dia da saída de Helena Chagas, que deixou o comando da Secom. A assessora Denise Madueño também deixou a Secom.
Katia Guimarães e Fernando Thompson são os novos subsecretários.
O novo secretário Olímpio Cruz Neto,  47 anos, trabalhou em veículos como Jornal do Brasil, Folha de S.Paulo, Zero Hora, Correio Braziliense e O Globo, foi assessor de imprensa do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e, até recentemente, da ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social.
Também esteve à frente da assessoria de outros órgãos, como secretaria de Assuntos Estratégicos, ministério das Comunicações, da Agricultura, Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral. 
Como repórter, ganhou o Grande Prêmio Folha de Jornalismo, pelo caderno Eleições S/A, publicado em 1995, revelando quem-foi-quem nos financiamentos das campanhas eleitorais de 1994. 
Em 2001, ganhou o Grande Prêmio CNT de Jornalismo, pela série de reportagens publicadas no Correio Braziliense sobre as fraudes com os precatórios do DNER.

Katia Guimarães trabalhou para Jovem Pan, Gazeta Mercantil, Investnews e Reuters. De 2003 a 2010, assessorou a Liderança do Governo no Senado. Ultimamente era editora da liderança do PT, também no Senado. 


Fernando Thompson, que era assessor de Relações Institucionais da presidência da Transpetro, no Rio, passou pelas redações de Jornal do Brasil, O Globo, Estadão e GloboNews, foi diretor de Comunicação da Vale e, pela FSB, assessorou o secretário de Segurança Pública do Rio José Mariano Beltrame.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

TVs universitárias e comunitárias pedem vetos ao PLC 116

Por André Mermelstein, do Telaviva News

Continua a "batalha" pela aprovação ou veto de artigos específicos do PLC 116, aprovado pelo Senado e agora aguardando sanção presidencial.
Depois do pedido de vetos feito pelas programadoras internacionais, e dos pedidos de sanção do projeto na íntegra, feitos pelas entidades de produtores, agora são as TVs universitárias e comunitárias que pedem a Dilma Rousseff que vete pontos específicos do PLC.
Em carta enviada à presidenta e também aos ministros Paulo Bernardo (Comunicações), Gleise Hoffmann (Casa Civil) e Helena Chagas (Secom), a ABTU, associação das TVs universitárias, diz que o PLC na forma atual "representa um retrocesso no sentido de fazer valer a Constituição, ao não permitir a complementaridade entre os sistemas público e privado de televisão."
A entidade explica que o PLC 116 permite o não-carregamento obrigatório dos Canais Públicos de Utilização Gratuita, regulamentados pela Lei do Cabo de 1995, possibilitando que as operadoras de TV a cabo tenham respaldo legal para alegarem, indevidamente, dificuldades técnicas ou econômicas para excluírem ou impedirem de levar ao ar canais públicos entre eles os educativos, universitários, culturais, comunitários, legislativos, "e até mesmo o canal do Poder Judiciário", diz a nota.
Isso atingiria também a necessidade, igualmente, da obrigatoriedade dos canais de TV aberta educativa da localidade, independente das limitações técnicas e financeiras da operadora.
Segundo a entidade, "na aprovação do projeto sem vetos, as emissoras de TV educativas e universitárias correm o risco de acabarem deixando de existir.
Vetos
Para evitar este efeito da nova lei, a ABTU pede vetos específicos ao projeto. Os vetos solicitados são para os parágrafos 8, 9 e 20 do artigo 32 do PLC 116, que estabelecem que a a Anatel pode liberar as operadoras da obrigatoriedade de canais em caso de " inviabilidade técnica ou econômica comprovada", e dá a agência o poder de determinar, nesses casos, quais canais devem ser ofertados.
Pela Lei do Cabo em vigor até hoje, as operadoras são obrigadas a transmitir os canais Universitário, Comunitário e todas as geradoras locais da área de concessão, bem como outros canais como os do Legislativo local.

Comunitários

A Abccom, Associação Brasileira de Canais Comunitários, também encaminhou carta à Presidência solicitando vetos ao PLC 116, por motivos similares aos da ABTU.
As TVs comunitárias, no entanto, além de pedirem os vetos aos parágrafos citados acima, pedem também veto ao parágrafo 5 do mesmo artigo 32, que proíbe a veiculação de publicidade nestes canais.
Segundo a Abccom, a inclusão desta norma foi uma reação das TVs comerciais à decisão da Justiça, de dezembro de 2009, de liberar a publicidade nos canais comunitários. A entidade afirma que a publicidade é fundamental para a sustentação econômica destes canais.

domingo, 28 de agosto de 2011

ABCCOM PEDE A PRESIDENTA DILMA VETOS AO PLC 116

Associação Brasileira de Televisão Comunitária não gostou do PL 116, recém aprovado pelo Senado Federal, que define novas regras para os serviços de televisão por satélite, cabo e outras tecnologias.

Ela está reivindicando que a presidente da República veta alguns artigos de forma a não prejudicar a comunicação comunitária no Brasil.
Veja abaixo a íntegra da carta da entidade enviada a presidente Dilma, que terá 15 dias para sancionar ou vetar, integral ou parcialmente, a nova legislação.


Excelentíssima Senhora
DILMA ROUSSEFF


Presidenta da República



Senhora Presidenta,


Respeitosamente, vimos novamente à presença de Vossa Excelência para mais uma vez tratar de questões relativas à mídia comunitária televisiva que é nossa razão de existir como entidade nacional representativa de quarenta e duas (42) TVs Comunitárias, pertencentes ao nosso quadro social, dentre os cerca de 60 canais comunitários existentes no país.

Se na carta protocolada em 3/3/11, na Presidência da República, viemos à Presidenta para, além de saudar a chegada da primeira mulher ao mais alto posto da República, afirmar que a mídia comunitária televisiva representa a aplicação em sua plenitude do Capítulo V da Constituição, que consagrou o princípio da complementaridade entre os sistemas privado, público e estatal de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens”, agora, envoltos em enormes preocupações, renovamos nossas esperanças em Vossa sensibilidade feminina para impedir o maior golpe contra as TVs Comunitárias desde sua criação pela Lei nº 8.977, de 6/01/95, a chamada Lei do Cabo.

Podemos afirmar Senhora Presidenta, que o PLC 116 aprovado pelo Congresso Nacional, na semana passada, se sancionado sem vetos, a despeito de alguns verem nele avanços com relação à veiculação obrigatória de produção audiovisual nacional para as TVs Comunitárias e para a luta pela democratização das comunicações, representa o maior retrocesso na caminhada para fazer valer a Constituição, no tocante a complementaridade entre os sistemas público, privado e estatal de televisão.

O PLC 116 abre brechas para o não carregamento obrigatório dos Canais Públicos de Utilização Gratuita, regulamentados pela Lei do Cabo de 1995. Se mantido o texto aprovado pelo Congresso, as concessionárias terão respaldo legal para alegarem dificuldades técnicas ou econômicas - o que não é a realidade das empresas de telecomunicações, pelos lucros astronômicos obtidos - para tirarem do ar ou não levarem ao ar, os referidos canais, entre eles, os comunitários, os legislativos, os universitários, os educativos e culturais e até o do Judiciário. Caso o projeto seja sancionado sem vetos, as TVs Comunitárias correm o risco de deixar de existirem, eliminando o único espaço hoje existente no espectro televisivo para dar visibilidade regular aos movimentos sociais e, às demandas das comunidades.

Na verdade, trata-se de uma grave desregulamentação, prejudicial a um setor que, desde 1995, vem buscando a duras penas e sem respaldo de um Fundo Público de Apoio à Comunicação Comunitária, constituir-se como alternativa comunicacional em sintonia com o disposto no Capítulo V, da Comunicação Social da Constituição, e que tem por como missão difundir a pluralidade, a diversidade, a defesa da brasilidade e os interesses do povo trabalhador.

As TVs Comunitárias contribuem concretamente para a redução da miséria - em consonância com seu Programa Brasil Sem Miséria - ao se constituir em atividade econcmica com potencial de gerar empregos em todos os municípios brasileiros, se tivermos o reconhecimento da parte dos gestores de políticas públicas como atividade econômica importante. No entanto, o PL 116 segue na contramão ao instituir a guilhotina, ao autorizar, legalmente, a desregulamentação e, com isto, a destruição de uma atividade econômica comunitária que pode tanto ajudar na geração de empregos como no cumprimento da Constituição, assegurando uma comunicação plural, diversificada e cidadã. Toda esta caminhada de anos pode ser reduzida a pó, se não houver o Vosso indispensável veto.

Se as brechas abertas para o não carregamento dos Canais Públicos de Utilização Gratuita podem evaporar numa interessada “avaliação técnica”, a existência desses canais, e em particular, os comunitários, o PLC 116 ressuscita outra barbaridade há oito (8) meses resolvida pela Justiça Federal. Desde dezembro de 2009, está liberada a veiculação de anúncios publicitários (de empresas privadas) nas TVs Comunitárias por força de liminar contra norma exorbitante da Anatel. Os anúncios publicitários institucionais (verba pública) começaram a aparecer nas TVs comunitárias um mês antes da citada liminar respaldado em parecer jurídico do ministério das Comunicações que concluiu não existir nenhum conflito entre a Lei e publicidade. Lembramos que o lobby das TVs comerciais, em 1995, não conseguiu barrar a criação, pela Lei do Cabo, dos canais comunitários de televisão. Como perderam no Parlamento, utilizaram-se da Anatel para, por meio da Norma 13, proibir o que a legislador não proibiu.

Foram necessários 13 anos para derrubar a Norma 13 e adquiríssemos o mesmo direito que a mídia televisão comercial tem desde sempre, de veicular publicidade. Como inexiste um Fundo Público de Apoio à Comunicação Comunitária, encontramo-nos em situação paradoxal, na medida em que o lobby das TVs comerciais conseguiu um retrocesso sem igual, ao incluírem no PLC 116 a proibição do acesso das TVs Comunitárias à publicidade. Uma pergunta não quer calar: sem publicidade e sem recursos públicos, qual seria a forma de sustentação financeira dos canais comunitários de televisão?

Assim, apelamos a Vossa Excelência para, com espírito público que lhe caracteriza e a consciência sobre os esforços dos movimentos sociais e sindicais para construir a comunicação comunitária, promover os necessários vetos aos quatro pontos em questão. Eles configuram-se como verdadeiros golpes à pluralidade e a diversidade informativas previstas na Constituição e que são praticadas pelas TVs Comunitárias e públicas que, na verdade, fazem parte de uma conquista já alcançada pelo movimento da democratização da comunicação no Brasil. Temos confiança de que um governo como o de Vossa Excelência não concordará com um retrocesso desta envergadura!

Os vetos solicitados são para os seguintes parágrafos do artigo 32 do PLC 116:

- § 1º A programação dos canais previstos nos incisos II e III deste artigo poderá ser apresentada em um só canal, se assim o decidir a Mesa do Congresso Nacional.

- § 5º Os canais previstos nos incisos II a XI deste artigo não terão caráter privado, sendo vedadas a veiculação remunerada de anúncios e outras práticas que configurem comercialização de seus intervalos, assim como a transmissão de publicidade comercial, ressalvados os casos de patrocínio de programas, eventos e projetos veiculados sob a forma de apoio cultural.

- § 7º Em caso de inviabilidade técnica ou econômica, o interessado estará desobrigado do cumprimento do disposto no § 6º deste artigo e deverá comunicar o fato à Anatel, que deverá ou não aquiescer no prazo de 90 (noventa) dias do comunicado, sob pena de aceitação tácita mediante postura silente em função de decurso de prazo.
- § 8º Em casos de inviabilidade técnica ou econômica comprovada, a Anatel determinará a não obrigatoriedade da distribuição de parte ou da totalidade dos canais de que trata este artigo nos meios de distribuição considerados inapropriados para o transporte desses canais em parte ou na totalidade das localidades servidas pela distribuidora.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Dilma usa a mesma técnica de Gal. Figueiredo para falar à sociedade

Publicado em 17/01/2011 no blog "Brasília por Chico Sant'Anna"

A presidente Dilma Roussef terá uma coluna semanal nos jornais onde responderá até três perguntas de cidadãos de todo o Brasil. A secretaria de Imprensa da presidência da República já abriu as inscrições para o cadastramento dos jornais impressos interessados em publicar a coluna. Esta modalidade de interagir com a sociedade não é nova nem inédita dentre os Chefes de Estado do Brasil. Durante a ditadura militar, o general João Figueiredo, respondia na TV Globo cartas enviadas para o Planalto.

O povo e o presidente era um programa semanal dirigido pelo jornalista Toninho Drummond, produzido por Aloysio Legey e Mauro Richter e apresentado aos domingos por Ney Gonçalves Dias. O programa foi veiculado em 1982 e teria sido uma iniciativa pessoal de Roberto Marinho, presidente à época das Organizações Globo.

A coluna de Dilma ainda não tem nome conhecido, mas terá o formato ping pong, de perguntas e respostas, e deverá ser publicada sempre às terças-feiras. No governo Figueiredo, no primeiro a ano de exibição, a veiculação era aos domingos, às 22h30, depois do Fantástico. Depois foi transferido para às quartas-feiras.

No caso de Dilma, caberá aos jornais cadastrados recolher as perguntas e enviar ao Planalto, que selecionará dentre todas as enviadas três por semana. Os leitores devem ser identificados com nome completo, idade, ocupação e cidade de residência. As perguntas deverão tratar de temas relacionados às políticas públicas e de relevância e interesse jornalísticos, considerando que a coluna visa ser mais um instrumento de prestação de contas à sociedade das ações do governo federal.

Na época da ditadura, o critério interesse jornalístico também era um dos recortes para a seleção das perguntas que eram respondidas em blocos de dez, por final de semana. A partir de 1983, o programa deixou, contudo, de responder perguntas enviadas pela população e passou a responder perguntas elaboradas pela própria equipe da presidência da República.

O Planalto só enviará o conteúdo aos jornais, em torno de quatro mil caracteres, cabendo a cada veículo definir a paginação, o layout que irá usar, sendo obrigatório, contudo, a publicação da totalidade do conteúdo enviado. O informe da presidência não trata do assunto, mas se presume que não haverá pagamento pela veiculação da coluna, mes,o porque isso poderia ser considerado propaganda de caráter pessoal, vedado pela constituição federal.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Dilma: Franklin Martins confirma saída do governo

Por Robert Galbraith,

O ministro chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, confirmou pela primeira vez em sua palestra de abertura do seminário Liberdade de Imprensa, promovido pela TV Cultura em sua sede, que deixará o governo ao final do mandato do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Helena Chagas, escolhida pela presidente eleita Dilma Roussef para comandar a equipe de transição da Secom e ex-diretora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é o nome mais cotado para sucedê-lo.

Muito questionado durante o evento sobre as supostas intenções do governo em fazer o chamado “controle social da mídia”, Martins voltou a reafirmar que o governo petista não promoverá nenhum mecanismo de censura aos órgãos de comunicação, sejam impressos ou eletrônicos, no anteprojeto de lei que será entregue à presidente Dilma Rousseff referente à regulamentação da mídia e as telecomunicações.

Martins criticou nominalmente a Folha de São Paulo pela cobertura realizada no seminário internacional de convergência de mídia, em Brasília entre 8 e 10 de novembro, em especial pelo título “Governo regulamentará a mídia com ou sem consenso”. Para Martins, o jornal distorceu as palavras de seu discurso. Sérgio Dávila, diretor executivo da Folha de São Paulo, respondeu a crítica na sequencia. “Como não há controle social da mídia, a Folha de São Paulo é livre até para errar. Se o ministro se sente mal interpretado, o convidamos para dar sua palavra em um artigo ou entrevista com igual destaque”, disse Dávila.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Da fonte ao consumidor

Mais de cinco mil veículos do País são alimentados diretamente da presidência da república com notícias do poder executivo. Eles fazem parte de um cadastro elaborado pela Secom da Presidência da República. A Mala direta da Secom conta com 2.750 emissoras de rádio e 2 mil
jornais impressos, que recebem o noticiário do Palácio do Planalto.

sábado, 5 de setembro de 2009

Blog do Planalto ganha clone que permite comentários dos internautas

O Blog do Planalto, lançado no início da semana pela Presidência da República, ganhou um clone que reproduz os textos originais e oferece espaço para comentários, o que não acontece na versão oficial, informa o G1. Desde que entrou no ar, o genérico do Blog do Planalto recebeu mais de 300 comentários, acrescenta o Último Segundo.
Os jornalistas Pedro Markun e Daniela Silva, de acordo com o Último Segundo, responsáveis pela construção do site, disseram que o clone do blog da Presidência foi pensado como uma oportunidade para o internauta se expressar. “Quando a gente lançou o blog, as primeiras reações foram se era o original ou não. Isso evidencia que o conteúdo é mais importante do que a forma”, explica Markun.
Segundo o Portal Terra, com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), o Blog do Planalto segue sem permitir comentários em virtude da falta de equipe disponível para fazer a moderação da participação do público. A Secom informou ainda que não cogita, por enquanto, entrar com medidas judiciais para tirar o site do ar