Caros leitores e leitoras.
Mostrando postagens com marcador Freqüência Modulada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Freqüência Modulada. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de março de 2014

Brasil: emissoras em Ondas Médias começam a migrar para FM

Do Tela Viva news


O processo de migração das 1800 rádios que ainda operam em ondas médias (OM), no Brasil, para o sistema de frequência modulada (FM), uma antiga reivindicação do setor de radiodifusão, deve concluir sua primeira fase até o final de agosto, quando será realizado o Congresso da Set, integrado ao Set Expo, em São Paulo. Rodrigo Neves, presidente da Associação das Emissoras de Rádio e TV do Estado de São Paulo (AESP), disse esperar que, até a data de realização do evento, a maioria das emissoras OM já tenha concluído de forma voluntária a migração.

A previsão coincide com a do Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo da Silva, durante a assinatura no dia 12 de março da Portaria nº 127, publicada em 13 de março, que definiu como os radiodifusores devem proceder para pedir a mudança da frequência e a forma como os processos vão ser analisados pelo MiniCom e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Na ocasião, ele disse ter a expectativa de poder anunciar as primeiras rádios migradas durante o congresso promovido pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão.
Procedimentos

Autorizada em novembro do ano passado com a assinatura do Decreto Nº 8.139, pela presidenta Dilma Rousseff, a migração dos canais poderá avançar a partir de agora, devendo passar por sessões públicas em cada estado brasileiro, nas quais os radiodifusores poderão fazer a solicitação formal de migração por meio de um formulário. Rio, São Paulo, Minas e Santa Catarina já possuem sessões marcadas para o próximo dia 24.
Após o dia 9 de abril, em que está previsto o término das sessões públicas, caberá à Anatel, que é responsável pela administração e atualização do Plano Básico de Canais na faixa FM, a realização de estudos de viabilidade técnica em cada unidade da federação para determinar se há espaço para a migração de todas as emissoras interessadas em cada município.
Competitividade

Mudar de OM para FM representa um investimento de em média R$ 140 mil, na avaliação de Neves, considerando que a maioria das emissoras opera em uma potência de classe C, de até 1 KW. O valor cobre o pagamento da adaptação da outorga e os custos de modificação de estúdio, transmissor, de antena e torre. Contudo, de acordo com o presidente da AESP, a migração tornará as rádios mais competitivas.
Como forma de tornar a migração viável a todas as emissoras, a AESP está desenvolvendo gestões junto às instâncias governamentais para conseguir que o BNDES ou algum de seus parceiros libere uma linha de financiamento aos interessados na mudança. As emissoras de rádio OM representam atualmente 40% do total das 4,5 mil emissoras de rádio legalmente instituídas no Brasil.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Nacional, primeira FM de Brasília, completa 40 anos



Proposta da Rádio Nacional FM de Brasília, há quase quatro décadas, era criar uma alternativa para os moradores da cidade que tinham poucas opções de programação musical e de notícias, todas voltadas para um público específico e em frequência AM.

Por Carolina Gonçalves, edição: Graça Adjuto, da Agência Brasil


Brasília – Há quase 40 anos entrava no ar a primeira emissora FM da capital do país. A proposta da Rádio Nacional FM de Brasília era criar uma alternativa para os moradores da cidade que tinham poucas opções de programação musical e de notícias, todas voltadas para um público específico e em frequência AM.
"Não tinha mais gritaria. Nascia uma rádio sóbria, com muita música instrumental e música popular brasileira. Foi criada uma rádio de elite, como ainda é hoje a Nacional FM. Tínhamos Tânia Mara, Carlos Campbell e outros bons nomes entre os locutores", contou Ribamar de Moura, o Riba, que hoje coordena a programação musical da emissora.
Segundo ele, a Rádio Nacional FM conseguiu criar um estilo próprio que até hoje não foi reproduzido por outra emissora. "A Nacional FM trouxe outro estilo de música e locução. A emissora mudou as transmissões na cidade e se tornou pioneira", garantiu. Riba disse ainda que apesar de outras emissoras tentarem seguir os padrões da Nacional FM, "não têm o material físico e humano que a Nacional construiu".
A programação da emissora, que mantém os padrões desde a criação, reúne jornalismo, com quadros de prestação de serviços e programas sobre vários estilos musicais que vão do jazz ao samba. "A Nacional FM sempre lançou também nomes importantes da música e tem um compromisso com os artistas da cidade", acrescentou. Há quatro anos, a emissora organiza festivais de música que lançaram no mercado, recentemente, nomes como os das cantoras Ellen Oléria e Dhi Ribeiro.
A descoberta de talentos musicais caracterizou grande parte da trajetória das emissoras da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A Rádio Nacional do Rio de Janeiro, por exemplo, marcou a história do veículo com as radionovelas, os festivais e os programas de auditório, destacando talentos que ainda permanecem na memória dos ouvintes fiéis, como os programas sustentados pela disputa de audiência sob o comando de Emilinha Borba e Marlene, na época de ouro do rádio.
"A Rádio Nacional do Rio de Janeiro continua recolocando as matrizes do rádio em sua programação, com coberturas completas do carnaval, com o samba de raiz, o jornalismo com a cobertura dos principais fatos do estado e, agora, com o reforço das outras emissoras federais que foram integradas à empresa", disse Taís Ladeira, gerente regional das rádios EBC.
Há quase cinco anos, as emissoras federais do país foram integradas, com a criação da nova empresa de comunicação pública. Entre elas estão a Rádio MEC do Rio de Janeiro e a Rádio MEC AM de Brasília. Atualmente, oito emissoras fazem parte do sistema de rádio da empresa.
A mais recente é a Rádio Nacional do Alto Solimões. A emissora, na verdade, é resultado de uma reivindicação da população da região que tinha apenas acesso a transmissões da Colômbia e do Peru, com músicas e notícias em espanhol. "Eles queriam notícias do nosso país e ouvir músicas em português. A emissora tem uma programação que contempla temas como a educação, a volorização cultural e programas produzidos localmente, envolvendo as nove cidades da região", acrescentou Taís.
Segundo ela, além da prestação de serviços, a emissora, que tem apenas seis anos, representa uma "companhia" para os moradores do Alto Solimões. As sete etnias indígenas que vivem na região têm programas específicos sobre seus idiomas e culturas. A mesma função social do rádio tem sido comprovada pelos produtores e comunicadores da Rádio Nacional da Amazônia, há 36 anos.
Na Rádio Nacional AM de Brasília, criada em 1958, os chamados "sucessos do momento" revelaram canções de Roberto Carlos, Jerry Adriani e Amado Batista, entre outros. O estilo mantido até hoje continua intercalando músicas mais populares com a transmissão de notícias locais e nacionais e as transmissões de futebol, que, recentemente, tiveram as equipes e os equipamentos reforçados.