O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no Diário Oficial da União da segunda-feira, 10 de abril, o edital de processo seletivo (Processo seletivo IBGE 2017) para os cargos de Analista e Agente Censitário. De acordo com o documento, são doze vagas para jornalistas, duas para Produção Gráfica – Editorial (2 vagas), e doze vagas para Programação Visual – Webdesign. O salário será de R$ 4.000,00. distribuídas em diversas especialidades com requisito de nível médio e superior.
Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuação no Censo Agropecuário ainda em 2017. Do quantitativo de vagas oferecidas, 20% serão reservadas aos negros/pardos e 5% aos portadores de necessidades especiais.
Além dos salários citados, os candidatos terão direito a auxílio-alimentação, transporte, férias e 13º salário. A jornada de trabalho será de 40 horas por semana. Os contratados podem ser assinados por até 13 (treze) meses de duração.
Inscrição
Os interessados em concorrer a uma das vagas no processo seletivo IBGE 2017 poderão se inscrever entre 14 horas do dia 10 de abril às 23 horas e 59 minutos do dia 09 de maio de 2017, no endereço eletrônico oficial da organizadora – FGV . A taxa de inscrição custará entre R$ 27,00 e R$ 78,00.
Avaliações
Após o término das inscrições, os candidatos serão avaliados por provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, a serem aplicadas no dia 02 de julho de 2017, turno da tarde (13h às 17 horas). Os locais de provas serão informados no dia 26 de junho.
A prova objetiva será composta por 50 (cinquenta) questões de múltipla escolha, numeradas sequencialmente, com 05 (cinco) alternativas e apenas uma resposta correta. Os gabaritos oficiais preliminares serão divulgados no dia 04 de julho, enquanto o definitivo sairá no dia 26 do mesmo mês, no site já citado.
Para mais informações e acessar o edital completo, clique aqui.
Um espaço para os campos da Informação e da Comunicação e sobre eles abrir um debate com os leitores. Análises, artigos, avisos, concursos, publicações... Aqui você encontrará de tudo um pouco. Os textos poderão ser em português, espanhol, inglês ou francês.
sábado, 15 de abril de 2017
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Governo usa verba de publicidade para aprovar reforma da Previdência
"Os veículos de comunicação que aderirem à campanha a favor do projeto terão direito à publicidade federal"
A denúncia é do
jornal o Estado de São Paulo. A verba da propaganda federal, que deveria ser
usada com critérios técnicos e republicanos, será dividida apenas com aqueles
que falam bem das ações do governo Temer.
Num período que
os meios de comunicação atravessam dificuldades financeiras, principalmente os
pequenos, a medida tem como objetivo usar a força do dinheiro para construir
uma imagem positiva. Um dos focos prioritários são os locutores e apresentadores
de rádio, em especial no interior.
O Planalto quer
que esses comunicadores optem por um discurso simpático ao governo que vem
reduzindo verbas sociais, quer retirar os direitos trabalhistas e ainda
reformular a previdência social de forma a inviabilizar as aposentadorias.
Veja abaixo o
que disse o Estadão:
"A ofensiva do
governo para atrair apoio à reforma da Previdência passa agora pela
distribuição das verbas federais de publicidade, principalmente em rádios e
TVs. A estratégia do Palácio do Planalto para afastar as resistências à reforma
é fazer com que locutores e apresentadores populares, principalmente no
Nordeste, expliquem as mudanças sob um ponto de vista positivo. Os veículos de
comunicação que aderirem à campanha terão direito à publicidade federal.
Com esse
roteiro, o Planalto mostra que, além da concessão de cargos e emendas
parlamentares, a propaganda também virou moeda de troca em busca da aprovação
da reforma no Congresso. Os responsáveis pela indicação da mídia que receberá a
verba publicitária são justamente deputados e senadores.
De olho na
eleição de 2018, os parlamentares sabem que, ao conseguir recursos para rádios,
TVs e até jornais do interior, ganham espaço para aparecer nesses meios de
comunicação. O combinado é que, sendo contemplados, votem a favor das alterações
na aposentadoria.
O plano para
conquistar emissoras de grande audiência, na tentativa de virar o jogo, foi
definido pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. Nas
palavras de um auxiliar do presidente Michel Temer, a tática "mata dois
coelhos com uma só cajadada". Coube ao líder do governo na Câmara,
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), receber os pedidos dos parlamentares.
Na prática, o
governo intensificou as articulações políticas para enfrentar o desgaste que
vem sofrendo desde o envio da proposta de reforma à Câmara. Pesquisas mostram
que, nos últimos meses, a popularidade de Temer caiu ainda mais, desabando em
regiões onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito campanha, como
o Nordeste.
Até ontem, o
Placar da Previdência feito pelo Estado indicava que, dos 513 deputados, 273
eram contra as mudanças e 100 a favor. Mesmo entre os que defendiam alterações
na concessão dos benefícios, porém, 85 faziam ressalvas à proposta do governo. Para que a reforma seja aprovada são
necessários 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em duas votações.
Além dessa
estratégia, o governo também vai por no ar novas propagandas para esclarecer
dúvidas a respeito da reforma. Sob o slogan "Previdência. Reformar hoje
para garantir o amanhã", as peças tentarão consertar o que os assessores
de Temer definem como "erros" de comunicação.
Um dos vídeos
dirá, por exemplo, que as pessoas não precisam contribuir com o Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) durante 49 anos para deixarem de trabalhar. A
aposentadoria proporcional é paga a partir de 25 anos de contribuição."
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Jornais: Semanário Brasíia Capital ganha Prêmio Referência Nacional de 2017
O jornal Brasília Capital recebeu o
Prêmio Referência Nacional de 2017. A publicação tem versão on-line e impressa, com dez mil exemplares distribuídos gratuitamente.
A comenda foi entregue na segunda-feira (3),
em cerimônia no teatro do Hotel Royal Tulip, na presença de mais de 400
pessoas, entre convidados e agraciados. A honraria é entregue desde 2007 a
empreendedores pela Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação
(ANCEC).
A indicação é feita por empresários,
autoridades, advogados, artistas, esportistas, jornalistas através da Ordem do
Clube do Empreendedor, nas categorias Ordem do Mérito do Jornalismo e do
Esporte Mário Filho, Ordem da Música Renato Russo e Ordem do Mérito da Arte e
da Cultura Nelson Rodrigues em todo o território nacional.
A ANCEC avalia critérios como: atendimento,
serviços/produtos, divulgação da imagem, prêmio e certificações conquistadas. ações
culturais e sociais. mídias sociais e reclamações. Essa foi a 10ª edição do Prêmio e
o Brasília Capital foi indicado ao
lado de grandes marcas como Cerpa Cervejaria, Correios, Caixa Econômica
Federal, TV Record, Revista Caras, dentre outras.
A premiação ocorreu na mesma semana em que o Brasília Capital completou sete anos, atingindo
a marca de 305 edições impressas semanais ininterruptas. A premiação foi
entregue ao editor-chefe Orlando Pontes (foto).
sexta-feira, 17 de março de 2017
Propaganda:Justiça suspende campanha do governo sobre reforma da Previdência
Do Patria Latina
Conforme despacho da juíza, a campanha publicitária desenvolvida, utilizando recursos públicos, faz com que o próprio princípio democrático reste abalado, “pois traz consigo a mensagem à população de que a proposta de reforma da Previdência não pode ser rejeitada e de que nenhuma modificação ou aperfeiçoamento possa ser feito no âmbito do Poder Legislativo, cabendo apenas o chancelamento das medidas apresentadas”.
A juíza federal Marciane Bonzanini suspendeu
liminarmente todos os anúncios da campanha do governo federal sobre a reforma
da Previdência. A magistrada atendeu a uma ação civil pública protocolada por
uma série de sindicatos do Rio Grande do Sul. Para as entidades, além de não
informar sobre os direitos previdenciários e as mudanças propostas, o material
publicitário ainda se vale do desconhecimento da população e faz propaganda
enganosa, amparada em dados questionados por especialistas.
Segundo os autores da ação, desde que enviou
o projeto de reforma ao Congresso, o governo iniciou uma ampla campanha
publicitária, veiculando mensagens “alarmistas” com o objetivo de propagar a
ideia de que a Previdência Social brasileira é economicamente inviável, de que
haveria um “rombo crescente” e um deficit intransponível e de que a proposta de
emenda constitucional seria a única forma de viabilizar a manutenção dos
direitos previdenciários, buscando, desta forma, apoio popular ao projeto.
De acordo
com os sindicatos, a versão contida na campanha publicitária é alvo de questionamentos por especialistas na área da
Seguridade Social, associações de classe e pesquisadores, os quais
criticam as metodologias de cálculo empregadas pelo governo, que resultam em
números negativos, e sustentam que existe a construção de um discurso do
deficit a partir da desconsideração de receitas e da inclusão de despesas
estranhas à proteção social no balanço da Previdência Social.
“Diante de
uma relevante controvérsia científica sobre fórmula de cálculos e de
interpretação acerca dos elementos que compõem receita e despesas da Seguridade
Social, que levam a conclusões opostas sobre a situação financeira da
Previdência Social, o governo federal, ao invés de promover o debate, a
informação e a orientação social sobre os direitos previdenciários e sobre as
possíveis mudanças no sistema de proteção social, com a intenção de ver
implantada a reforma que julga necessária, promove uma narrativa do caos,
valendo-se da desinformação das pessoas sobre as fontes de custeio e regras de
gestão, incutindo medo e incertezas na população”, dizem.
Publicidade do partido no poder, com recursos públicos
Na sua
decisão, a juíza afirma que, em todo o material da campanha analisado,
verifica-se que não se trata de publicidade de atos, programas, obras, serviços
ou campanhas dos órgãos públicos, com caráter educativo, informativo ou de
orientação social, como permite o art. 37, § 1º, da CRFB.
“Trata-se de
publicidade de programa de reformas que o partido político que ocupa o poder no
governo federal pretende ver concretizadas. Ou seja, não há normas aprovadas
que devam ser explicadas para a população; não há programa de governo que
esteja amparado em legislação e atos normativos vigentes. Há a intenção do
partido que detém o poder no Executivo federal de reformar o sistema
previdenciário e que, para angariar apoio às medidas propostas, desenvolve
campanha publicitária financiada por recursos públicos”, escreve.
Para a
magistrada, sem adentrar na análise dos diferentes entendimentos acerca do tema
e das afirmações utilizadas nos anúncios, a campanha publicitária poderia ser
realizada por um partido político para divulgar posicionamento favorável à
reforma, “desde que não utilizasse recursos públicos”.
Na sua
decisão, ela alega que os movimentos e objetivos campanha, financiada por
recursos públicos, prendem-se à mensagem de que, se a proposta feita pelo
partido político que detém o poder no Executivo federal não for aprovada, os
benefícios que compõem o regime previdenciário podem acabar. “Diante dessa
situação, entendo que fica configurado uso inadequado de recursos públicos na
campanha publicitária encomendada pelo Poder Executivo federal, não legitimado
pelo art. 37, § 1º, da CRFB, configurando desvio de poder que leva à sua
ilegalidade.”
Leia também:
Danos a princípio democrático
Conforme despacho da juíza, a campanha publicitária desenvolvida, utilizando recursos públicos, faz com que o próprio princípio democrático reste abalado, “pois traz consigo a mensagem à população de que a proposta de reforma da Previdência não pode ser rejeitada e de que nenhuma modificação ou aperfeiçoamento possa ser feito no âmbito do Poder Legislativo, cabendo apenas o chancelamento das medidas apresentadas”.
“O debate
político dessas ideias deve ser feito no Poder Legislativo, cabendo às partes
sustentarem suas posições e construírem as soluções adequadas do ponto de vista
constitucional e democrático. O que parece destoar das regras democráticas é
que uma das partes envolvidas no debate político busque reforçar suas posições
e enfraquecer argumentos diferentes mediante campanha publicitária utilizando
recursos públicos”, completa.
A juíza
decidiu, então, suspender, em todo o território nacional, os anúncios da
campanha do Poder Executivo federal sobre a reforma da Previdência nas diversas
mídias e suportes em que vêm sendo publicadas as ações de comunicação –
televisão, rádios, publicações impressas, rede mundial de computadores, outdoors
e indoors instalados em aeroportos, estações rodoviárias e em quaisquer outros
locais públicos –, sob pena de multa diária de R$100.000,00 em caso de
descumprimento.
domingo, 12 de março de 2017
Dos gabinetes aos grotões, a arte de fazer Jornalismo.
![]() |
| Como setorista do Planalto, Lima Rodrigues cobriu visitas presidenciais ao exterior, como a da foto, no encontro de FHC e George Bush. Hoje, se especializou no jornalismo rural. |
Do Salão Verde do
Congresso Nacional aos confins da Amazônia, o repórter Lima Rodrigues, que
também foi redator dos programas humorísticos de Chico Anísio, mostra na
prática que é possível se destacar no jornalismo nacional sem estar nas grandes
capitais. Também há notícia nos grotões do Brasil e falta gente para cobri-las.
Após vasta
experiência de cobertura política em Brasília, o jornalista Lima Rodrigues, 57,
resolveu mudar de cidade e de área e foi para o Pará, onde produz e apresenta
há mais de cinco anos o programa independente Conexão Rural na RBATV, Band,
canal 30, em Parauapebas, no sudeste do Estado, considerada a capital do
minério. O programa é sucesso de audiência. Uma prova disso é que ele
recebeu o título de “Jornalista do Ano” em abril de 2013, referente ao ano de
2012.
Com essa bagagem, Lima Rodrigues é convidado agora para falar de sua trajetória a jornalistas Brasil afora. Na agenda desse mês de março está o Road-Show para Jornalistas 2017, que acontece nesse mês de março em diferentes cidades dos Estados de Minas Gerais e São Paulo.
Natural de Marabá (PA), Lima Rodrigues - que também é poeta cordelista e já escreveu em literatura de cordel as biografias de várias personalidades, incluindo os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff; Luiz Gonzaga, Dominguinhos; entre outras - atuou em Brasília
por mais de 30 anos, na antiga
Radiobrás, hoje Empresa Brasil de Comunicação e foi
correspondente em Brasília de outras emissoras, incluindo as rádios
Bandeirantes e Eldorado, de São Paulo.
Seu campo de atuação foi Palácio do Planalto
e Congresso Nacional, além de ministérios, como o da Agricultura, além de atuar na comunicação institucional de órgãos públicos, como o Superior Tribunal de Justiça, onde exerceu o cargo de diretor do Núcleo de Rádio.
“Cobri os principais fatos políticos em
Brasília, começando pela campanha das Diretas Já
para presidente da República em 1984; a disputa interna dentro do PDS entre Paulo Maluf e Mário Andreazza, a escolha de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral para ser o
primeiro presidente civil, após o regime militar; a doença e a morte de
Tancredo; a posse do presidente José Sarney; a Assembleia Nacional
Constituinte, as CPIs do Congresso, entre elas a do PC, o impeachment de
Fernando Collor, enfim, fiz cobertura jornalística no Congresso Nacional e no
Palácio do Planalto do governo Sarney até o governo Lula, incluindo viagens por
todo o Brasil e dez viagens ao exterior e em 2010 trabalhei no Comitê Oficial
da então candidata Dilma Rousseff”, disse ele, que em 1993/1994 presidiu o
Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados. Apesar de todo esse currículo, Lima
Rodrigues diz que cometeu erros em Brasília “ao pedir demissão de bons empregos
na hora errada”.
Em fevereiro de
2011, resolveu ir para Imperatriz (MA). “Aí fui
fazer um trabalho para a Cooperativa de Garimpeiros de Serra Pelada lá em
Curionópolis e em Serra Pelada, no Pará, e acabei ficando por lá. Primeiro,
colaborei com blogs e jornais locais e uma emissora de rádio e depois, em 18 de dezembro de 2011, resolvi
colocar no ar, na Rede TV em Parauapebas o programa
Conexão Rural.
Terno e gravata
“Gostava de andar
de terno e gravata no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional, cujas
dependências comecei a frequentar a partir da década de 1980, mas há mais de
cinco anos só ando de calça jeans, camisa comum e de botinas. Minha redação é
no campo, percorrendo as fazendas do sul e sudeste do Pará, de domingo a
domingo. Amo o que faço e adoro o mundo rural”, destacou Lima Rodrigues.
O programa foi ganhando força e em novembro de 2012 fui para a TV Bandeirantes, a RBATV, e logo passei a viver e a me dedicar só ao Conexão Rural, no qual todo domingo às 9h, apresento as notícias do agronegócio, da agricultura familiar, do meio-ambiente, da cultura popular e abro espaço para os cantores regionais, incluindo a música sertaneja, a MPB e o forró pé de serra”, explica ele.
Com a experiência do Conexão Rural, Lima Rodrigues ganhou projeção e hoje é o único profissional da Região Norte convidado para falar num Road Show a jornalistas de
agronegócio e economia das redações do Sul e Sudeste do Brasil.
quarta-feira, 1 de março de 2017
Curso a distância de audiodescrição conquista profissionais
Audiodescrição é a uma faixa narrativa adicional para os cegos e deficientes visuais consumidores de meios de comunicação visual, onde se incluem a televisão e o cinema, a dança, a ópera e as artes visuais.
Da Ascom Unesp
Os professores especialistas e tutores do Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) comemoram os resultados do primeiro curso a distância de audiodescrição, técnica que descreve imagens estáticas e audiovisuais para pessoas cegas, garantindo o seu acesso à educação, cultura e informação. No ano passado, 380 pessoas inscreveram-se em três turmas do curso “Princípios e Técnicas da Audiodescrição: Aplicabilidade em Contextos Culturais e Educacionais”, sendo que duas turmas já o concluíram. “Mais do que números, celebramos o engajamento dos cursistas, a expansão dos seus horizontes profissionais e a revelação de novos talentos”, esclarece a professora Ana Julia Perrotti-Garcia, autora do curso, tradutora e audiodescritora.
A pesquisadora paulistana Isabel Gasparri, 37 anos, graduada e pós-graduada em Letras, está envolvida na promoção da acessibilidade por meio da audiodescrição. Ao terminar o curso, ela criou um canal no YouTube para divulgar seus trabalhos e ampliar o conteúdo audiodescrito para pessoas com deficiência visual. A primeira audiodescrição disponibilizada por Gasparri foi a do vídeo “Vamos Jogar?”, referente à campanha de mesmo nome da Unicef e da prefeitura do Rio de Janeiro com o objetivo de impulsionar a prática segura e inclusiva de esporte por meninos, meninas e adolescentes da América Latina e do Caribe. “Eu escolhi esse vídeo pela importância do tema. Diversos estudos indicam que brincar é fundamental para o desenvolvimento das crianças, mas muitas delas, infelizmente, ainda têm tal direito negado”, explica. “Além disso, pessoas cegas são protagonistas e podem ter interesse no engajamento em campanhas com temáticas diversas”, completa. Com esse pensamento, a pesquisadora também fez a audiodescrição de imagens estáticas do site Salvo Vidas, que incentiva a doação de sangue.
Além dessas ações, Gasparri inscreveu um trabalho no festival de filmes com acessibilidade comunicacional Ver Ouvindo, que acontecerá em abril, em Recife, e incluirá uma mostra competitiva de curtas nacionais com audiodescrição. Esta foi uma atividade realizada em conjunto com outra ex-cursista, Milena Schneid Eich, 39 anos, professora das línguas portuguesa e inglesa, de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. “Pensei que seria uma boa oportunidade para trabalhar colaborativamente e fazer parcerias”, conta Eich, que escolheu, para participar desse concurso, audiodescrever o curta-metragem A Fuga do Silêncio, baseado em um conto da escritora argentina Samanta Schweblin e produzido por alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul.
“O trabalho fluiu e o resultado nos deixou muito satisfeitas. Ficamos felizes por colocar em prática o que aprendemos até agora”, destaca Eich, ressaltando a importância de outros dois parceiros: Uilian Donizete Vigentim, assessor em acessibilidade do NEaD/Unesp e Manoel Neto, que possui um estúdio de gravação em Caxias do Sul e auxiliou na mixagem do som. “O Uilian foi nosso consultor e nos deu preciosas dicas do ponto de vista de quem consome o produto audiodescrito. Enfim, posso dizer que foi um trabalho a oito mãos”. No próximo dia 7 de março, a organização do festival irá divulgar a lista dos selecionados para a mostra.
Para o futuro, ambas fazem planos de profissionalização. “Decidi estudar audiodescrição devido à relevância social da atividade e por conta da proximidade com minha área de formação. Agora, finalizado o curso, estou apaixonada pela atividade e quero atuar profissionalmente”, afirma Gasparri, que gostaria de elaborar a audiodescrição de filmes mudos. Eich, por sua vez, pretende trabalhar como roteirista e difundir a técnica na região da Serra Gaúcha. “Meu interesse inicial era o de melhorar minha prática em sala de aula, mas fui completamente conquistada e também quero dedicar-me profissionalmente”, diz.
Elas salientam que o curso da Unesp proporcionou-lhes um aprendizado contextualizado. “Aprendi de forma aplicada, o que foi muito mais significativo”, frisa Eich. “O fato de o curso associar teoria e prática foi fundamental para que eu pudesse desenvolver minhas próprias audiodescrições com segurança e qualidade”, garante Gasparri. As duas intencionam continuar os estudos, com cursos avançados e em áreas específicas. “Diferentemente do que se possa pensar, a técnica não é algo simples, demandando sólido conhecimento teórico, pesquisas sobre assuntos diversos e a prática da alteridade”, conclui Gasparri.
Devido aos resultados positivos e ao interesse demonstrado pelos cursistas em continuar a formação na área, O NEaD/Unesp ofertará, no segundo semestre de 2017, novos cursos sobre audiodescrição. Cadastre-se para receber informações: https://goo.gl/JKwibY
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domingo, 26 de fevereiro de 2017
Semanário Brasília Capital chega a 300ª edição
O primeiro número do tablóide foi às ruas no início de abril de
2010. A proposta inicial era fazer uma cobertura das cidades de Taguatinga,
Águas Claras, Vicente Pires e Riacho Fundo.
Com o passar do tempo, e influenciado pelas experiências
profissionais do editor Orlando Pontes, o periódico ganhou força e vem se
firmando como um dos mais influentes semanários na cobertura da política do Distrito
Federal, preenchendo inclusive uma lacuna temática deixada pela chamada grande imprensa.
A equipe conta com cinco jornalistas, duas estagiárias e três funcionários na parte burocrática. E conta com diversos colaboradores, que atuam como colunistas. O plantel além de fazer o semanário tem a missão de acompanhar o noticiário
local, atualizando diariamente o portal e focada na
produção semanal da versão impressa, que além das cidades anteriormente citadas passou a ser distribuída também no
Plano Piloto, Lagos Sul e Norte, Sudoeste, Noroeste, Octogonal e cidades
do Entorno e de Minas Gerais.
“É um grande desafio editar e manter uma publicação de linha
independente. Mas, graças a uma gama de colaboradores e à confiança de nossos
leitores e anunciantes, temos conseguido sobreviver num mercado cada vez mais
concorrido”, diz o jornalista Orlando Pontes.
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