Caros leitores e leitoras.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Latino-americanos são os que mais tempo ficam nas redes sociais

De Medioslatinos

Según revela un estudio de ComScore, uno, de cada cinco minutos na Internet, son destinados al uso de redes sociales. Entre los diez primeros países que más tiempo pasan en redes sociales, cinco son latinoamericanos.
Durante 2011, el país que lideró el ranking fue Israel, con 11,1 horas en redes sociales, más de doble del promedio mundial: 5,7 horas.
En el segundo lugar se ubicó Argentina, con 10,7 horas; en el quinto se ubicó Chile, con 9,8; en el séptimo Colombia, con 8,5; en el octavo Perú, con 8,3; y en el noveno lugar Venezuela, con 7,9 horas.
De este modo, los internautas latinoamericanos son los que más tiempo pasan en las redes sociales.
Información publicada en el Sitio Web de América Economía. Para más detalles haga click aquí .

Opinião: Por que a imprensa finge que não vê o livro do Amaury

Por Mário Marona, publicado originalmente na revista Brasília 247

AOS QUE DIZEM QUE É PRECISO IGNORAR O LIVRO PORQUE O AUTOR FOI ACUSADO DISSO OU DAQUILO, BASTA LEMBRAR DE UM QUE FOI ESCRITO POR PEDRO COLLOR DE MELLO E, VEJAM SÓ, DORA KRAMER


Deve ser possível contar nos dedos quantos amigos José Serra tem nas redações. Quase ninguém na mídia é “serrista”. Não nas redações dos jornais, das tevês e das rádios. Há exceções claro, e pelo que soube esta semana o editor-chefe de um grande jornal teria trabalhado para Serra, mas isto não significa que ele tenha pelo ex-chefe profunda admiração. Serra também não deve ter muitos amigos entre os acionistas das empresas de comunicação. Serra sempre foi apenas uma alternativa possível da imprensa a Fernando Henrique Cardoso para enfrentar Lula e, depois, a candidata de Lula.

Quem finge gostar de Serra nas redações, excetuando os amigos do peito, caso ele os tenha, na verdade não gosta mesmo de Serra – apenas o prefere a Lula. Jornalista que apoia Serra – de novo com as exceções possíveis – o faz por não gostar de Lula, e não gosta de Lula por vários motivos, razoáveis ou não: preconceito, antagonismo político, por considerá-lo populista, por conservadorismo, preferência clara por FHC etc. A imprensa protege Serra por falta de coisa melhor. Fará o mesmo com Aécio Neves, caso ele vire candidato, por motivo idêntico.

Não corre risco de perder quem apostar que Ricardo Noblat não tem qualquer identificação com Serra. Não seria estranho descobrir que Eliane Cantanhêde, Dora Kramer, Lúcia Hipólito e tantos outros, mesmo que queiram no poder alguém que considerem melhor que Lula e Dilma, e certamente querem, ficariam satisfeitos se a opção não fosse Serra nem Aécio. Especulo sobre a vontade destes poucos jornalistas, todos muito conhecidos, mas poderia estar falando da maioria. Cito-os porque estão entre os mais citados.

Serra não é diferente da maioria das fontes: detesta jornalista. Também não gosta de dono de jornal, mas os adula e quase sempre obtém deles o que precisa. Serra gostaria de demitir qualquer jornalista que fizesse matéria negativa para a imagem dele, e é possível que já tenha conseguido isso, embora não seja provável que tenha sido bem sucedido na maioria das tentativas. Hoje em dia, isto não é tão fácil como já foi.

E é aqui que trago ao assunto o livro “A privataria tucana”, sobre o qual a imprensa tradicional faz pesado silêncio.

Decididamente, os colunistas e os editores, pelo menos a maioria, não estão fingindo ignorar o livro de Amaury Ribeiro Jr para proteger Serra. Suspeito que até que alguns achariam divertido ver Serra em maus lençóis, tendo que se explicar sobre as acusações que sofre no livro.

Também não creio realmente que colunistas e editores desprezem o livro porque acreditam que Amaury foi contratado por assessores da campanha petista no ano passado para espionar Serra ou vender informações contra os tucanos. Todos eles sabem que esta foi uma, e apenas uma, das mentiras inventadas durante a campanha.

Este foi um dos fatos “esquentados” na campanha para beneficiar a oposição. Para os jornais e para as emissoras que dedicaram enorme espaço e tempo a este factóide fica muito difícil, agora, admitir que “não foi bem assim”. Como seria difícil, mesmo agora, noticiar que a agenda de Lina Vieira jamais apareceu e que Rubnei Quicoli já confessou que mentiu. Como foi difícil admitir com clareza que a ficha policial atribuída a Dilma era uma montagem mal feita.

Isto seria mais do que um “erramos”. Seria um “mentimos”.

Os jornalistas também sabem que, mesmo sendo meio falastrão e parecendo um tanto estabanado, Amaury é um grande repórter, é honesto e não está mentindo ou, para ser mais isento, pelo menos acredita que está contando a verdade. Sabem, por fim, que a origem desta história que resultou num livro está na reação de Aécio Neves a uma ação mafiosa típica dos serristas.

Por que, então, os colunistas, editores e jornalistas da maioria dos grandes veículos fingem ignorar o livro?

Porque obedecem à linha editorial dos jornais e das emissoras em que trabalham. Obedecem, agora, e sempre obedeceram. [E aqui, em nome da isenção, acrescento a parte que me toca: eu mesmo, quando trabalhei nas grandes redações, me sujeitei às linhas editoriais dos veículos e se eventualmente me insurgia internamente contra elas, tentando modificá-las, nunca deixei de seguí-las disciplinadamente, uma vez derrotado em minhas posições. Ou pedia o meu boné.]

O que mudou, então? Por que os jornalistas se vêem obrigados a depreciar publicamente um colega de profissão, como o Amaury, com quem, aliás, muitos deles conviveram amistosamente? E por que estamos vendo jornalistas importantes entrando em guerra com seus leitores por causa de um livro que, se pudessem, tratariam como notícia ou comentariam?

Arrisco uma resposta: porque hoje os leitores pisam nos calos destes jornalistas, o que há uma década atrás – ou menos - não acontecia.

No meu tempo, e vale dizer também no tempo do Noblat, da Dora, da Eliane, do Merval, o leitor não existia como figura real. Era um anônimo, mal representado, diariamente, em uma dúzia de cartas previamente selecionadas para publicação e devidamente “corrigidas” em seus excessos de linguagem. Tem gente que não lembra, porque começou a ler jornal depois, mas naquele tempo nem e-mail existia, exceto, talvez, como forma de comunicação interna das empresas.

Noblat, Dora, Merval, Eliane [e eu] escreviam, editavam e publicavam o que queriam, desde que não contrariassem os acionistas, representados pelos diretores de redação. Por acaso, dois dos citados foram diretores de redação e eu fui editor-chefe adjunto no Globo e editor-chefe do JN. Não eram – não éramos - contestados por ninguém. Quem não gostasse que se queixasse ao bispo, ao editor de cartas - por carta, claro - ou então que suspendesse a assinatura ou mudasse de canal.

Publicavam o que queriam, autorizados pelos donos, e continuam agindo da mesma maneira, mas hoje são imediatamente incomodados, cobrados, questionados, xingados pelos leitores, por e-mail, em blogs, por tuites e por caneladas no Facebook.

Fazem a mesma coisa – obedecer à linha dos seus jornais – só que agora têm que dar explicações a um grupo crescente de chatos, nem sempre bem educados, e não podem botar a culpa no patrão. Não podem dizer no twitter: “Olha, gente, eu não vou escrever sobre o livro do Amaury porque o meu jornal decidiu ignorá-lo, pelo menos por enquanto”.

Aparentemente, só existe uma opção: justificar a censura do livro nos seus veículos por meio da depreciação do autor, que está sendo chamado de louco e de venal – o que ele nunca foi, nem quando esteve nas grandes redações, época em todos o exaltavam como um dos maiores repórteres do país. Mesmo porque o ex-PM João Dias, o escroque Rubnei Quicoli e até Pedro Collor nunca foram tratados como cidadãos de reputação ilibada e nem por isso deixaram de ser considerados fontes válidas por estes e por quase todos os demais jornalistas. E estas fontes nem se deram ao trabalho de tentar provar o que diziam.

A alternativa a declarar-se censurado ou tolhido é entrar em guerra com uma parte dos leitores, buscando apoio em outra parte, neste caso naquela que detesta Lula, Dilma e o governo petista. Cobrados, reagem no mesmo tom. Acossados, pedem ajuda ao “outro lado”.

O autor deste texto trabalhou em pequenos e em grandes veículos. Também trabalhou como assessor de imprensa de empresários e de políticos, de vários matizes. É o que faz agora, como redator, razão pela qual fechou temporariamente o blog que mantinha para emitir opiniões. Entende que assessoria de imprensa, ainda que seja um trabalho digno e necessário, não é jornalismo, porque não lhe dá o direito à isenção. Continua analisando a imprensa, como cidadão, de maneira não-metódica, mas toma o cuidado de não depreciar pessoalmente aqueles que eventualmente critica. Não se julga melhor do que ninguém, nem sabe, francamente, como agiria hoje, na mesma situação dos colunistas e jornalistas dos grandes veículos – exceto que, talvez, evitasse o twitter e o Facebook, onde o confronto é muito mais agressivo.

Mas aos que alegam que é preciso ignorar o livro do Amaury porque ele foi acusado disso ou daquilo e não seria um autor confiável, responde com uma experiência pessoal. Editor do Globo em 1992, uma noite recebeu na redação o livro “Passando a limpo, a Trajetória de um Farsante”, de autoria de Pedro Collor de Mello e, vejam só, Dora Kramer. O livro trazia acusações tão pesadas contra Fernando Collor que, em alguns casos, a prova dependeria de exame de corpo de delito. O editor teve que ler o livro em duas horas, para escrever uma resenha rápida, que seria publicada na edição do dia seguinte.

Naquela época, no Globo e, creio, nos demais jornais, não era possível ignorar uma peça de acusação tão enfática, ainda que desprovida de provas. Nem era possível guardar para ler depois. E pouco importava se a origem das acusações de Pedro contra Fernando era uma briga entre irmãos envolvendo até mulher. Era notícia, e pronto.

As opiniões aqui publicadas são de responsabilidade de seus autores

Minicom divulga relação dos donos de rádio e TV

Do Portal Vermelho e Em Questão

A lista dos sócios e dirigentes das emissoras comerciais de TV e rádio em todo o Brasil foi divulgada pelo Ministério das Comunicações na internet. A medida tem o objetivo de dar mais transparência à administração das emissoras do País e contar com o apoio da sociedade para fiscalizar se a legislação está sendo cumprida. De acordo com a lei, detentores de cargos políticos podem ser donos de emissoras, mas não podem participar do quadro de dirigentes da empresa.

O Ministério também divulga na internet dados sobre emissoras de TV e de rádio, dividindo-as entre educativas, comerciais e comunitárias, em todo o Brasil.

Agora é possível acompanhar também o andamento dos processos de outorga de rádios comunitárias via internet. De qualquer localidade do País, é possível verificar a situação dos procedimentos necessários.


Consultas à população


Outro mecanismo adotado pelo Ministério das Comunicações em 2011 e que também torna mais acessíveis os procedimentos do ministério são as consultas à população. As oportunidades de ouvir os cidadãos acontecem em relação a temas que envolvam o interesse público.

O procedimento permite que a sociedade opine sobre conteúdos em veiculação. Por exemplo, se uma retransmissora de TV deseja alterar a programação, o público pode sugerir ou criticar. A autorização para mudança só é concedida pelo ministério após a abertura de uma consulta pública, o recebimento das sugestões e a análise das contribuições.

A mesma prática de consulta pública foi adotada na modernização das normas de radiodifusão comunitária e educativa.


Serviço

Dados Gerais sobre Radiodifusão

Entidades por Localidade

Sócios e Diretores por Entidade

Andamento dos processos de outorga de rádios comunitárias

domingo, 25 de dezembro de 2011

Papel de imprensa agora é de interesse público na Argentina

De Francisco Luque - correspondente da Carta Maior em Buenos Aires, publicado originalmente em Pátria Latina

Após um ano e meio de debate, o Senado argentino transformou em lei o projeto que declara de interesse público a produção, comercialização e distribuição de papel para a imprensa. Aprovada com 41 votos contra 26, a nova lei quer assegurar a democratização do processo produtivo da pasta de celulose de papel e o acesso a ela para qualquer meio de comunicação escrito do país, grande ou pequeno, em igualdade de condições.

A nova legislação indica que a Papel Prensa, única fábrica de papel para jornais que existe na Argentina, deverá vender o produto para todos ao mesmo preço e garantir o acesso a todos os meios de comunicação impressos da Argentina. Um de seus artigos estabelece que a empresa “deverá operar a pleno sua capacidade de produção para atender a demanda interna de papel e apresentar a cada três anos um plano de investimentos para satisfazer a demanda interna por papel para impressão de jornais”. Caso contrário, o Estado intervirá e elevará sua participação na empresa.

A fiscalização do cumprimento da lei estará nas mãos de uma comissão bicameral de acompanhamento da fabricação, comercialização e distribuição da pasta de celulose e papel, integrada por 8 senadores e 8 deputados de diferentes blocos parlamentares. O Ministério da Economia será a autoridade de aplicação da normal e terá a tarefa de controlar o marco regulatório, contando com o assessoramento de uma Comissão Federal Assessora, integrada por um representante dos jornais de cada província, um das entidades consumidoras e 3 dos trabalhadores.

Essa lei é um triunfo do governo em uma das principais batalhas do kirchnerismo contra o monopólio comunicacional existente hoje na Argentina. Segundo o senador Aníbal Fernández, do total produzida pela empresa Papel Prensa, o Clarín e o La Nación utilizam 71% para atender suas necessidades e os 29% restantes se distribuem entre 168 outras publicações que pagavam até então um preço 15% maior pelo papel.

A história do Papel Prensa é complexa. Investigações afirmam que o grupo Clarín, por meio de seu diretor Héctor Magnetto, teria pressionado os antigos donos da empresa com o objetivo de conseguir um preço menor para o papel. Esta operação teria ocorrido durante a última ditadura militar.

Desde 2010, uma ação judicial investiga os supostos crimes contra a humanidade cometidos durante a aquisição das ações da empresa por parte do grupo Clarín. Esse caso é considerado como uma história de cumplicidade entre os grupos econômicos argentinos com a ditadura militar.

Hoje, o Grupo Clarín produz e comercializa vários canais de televisão aberta e por assinatura. Além disso, possui dezenas de empresas como editoras, emissoras de rádios, produtoras, provedores de internet, telecomunicações, gráficas, correio tradicional e serviços de terceirização.

O vice-presidente argentino, Amado Boudou, sustentou que Clarín e La Nación estão fazendo um feroz ataque editorial contra a liberdade de acesso ao papel para todos os meios e, em última instância, contra a democracia. Para Boudou, esta lei “vai melhorar a qualidade da democracia, do jornalismo e vai contribuir para que haja mais vozes na imprensa escrita”. Essas empresas, por sua vez, atribuem ao projeto do governo a uma ofensiva contra os meios de comunicação contrários ao kirchnerismo.

O senador Fernández assinalou que o projeto do governo procura evitar a “concentração econômica”. Esse fato, indicou, tem consequências sérias na sociedade e, por isso, é imperioso que isso seja contido e ordenado por um Estado regulador participativo. Além disso, afirmou que na situação atual, “castiga-se o consumidor final e há um abuso da posição dominante”.

A presidenta da Comissão de Meios e Liberdade de Expressão do Senado, Liliana Fellner, assinalou que esta lei assegura a democracia e contem medidas vinculadas ao direito à liberdade de expressão e à pluralidade de vozes. Ela garante a todos os veículos de imprensa condições de igualdade em matéria de preços e quantidade, e o acesso ao insumo básico de que necessitam para produzir um jornal.

Os integrantes de Diarios y Periódicos de la República Argentina (DYPRA), destacaram a importância da sanção da lei que regula a produção de papel, que “estabelece igualdade e justiça após mais de 34 anos de manejo discricionário no fornecimento do insumo”. “Durante anos os editores de todo o país que não estavam enquadrados dentro dos moldes estabelecidos por Papel Prensa S.A, peticionaram incansavelmente a diferentes governos e à própria fábrica de papel para que esta garantisse o acesso a esse insumo vital”, assinala o comunicado da entidade.


Tradução: Katarina Peixoto/Carta Maior

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Brasil tem 12,4 milhões de lares com TV paga

Por Sabrina Craide, da Agência Brasil

O número de residências que contam com o serviço de TV por assinatura cresceu 27,37% de janeiro a novembro, com a inclusão de 2,6 milhões de assinantes na carteira de clientes das operadoras. Só em novembro, foram 275,5 mil adesões. No período de 12 meses encerrado em novembro, o crescimento foi 30,54%.

Até o fim de novembro, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a TV por assinatura estava presente em 12,4 milhões de residências. Isso significa que, de cada cinco moradias, uma conta com o sinal da TV paga. Considerando o número médio de 3,3 pessoas por domicílio no país, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 41 milhões de brasileiros têm acesso ao serviço.

A TV por assinatura via satélite é a que tem mais clientes: 54,1% da base de assinantes. Também é o segmento que mais cresce. Em 2010, tinha 45,8% dos assinantes de TV por assinatura. Já a TV a cabo, que era a preferida dos usuários em 2010, com 51% do mercado, viu essa participação cair este ano para 43,9%. A TV por micro-ondas atende a cerca de 2% das residências que recebem o serviço.

Concurso do Senado: veja aqui as exigências e o conteúdo das provas

Como adiantado por este blog em (leia aqui o post Concurso: Senado oferece três vagas para Comunicação, mas há outras opções) o concurso do Senado Federal contará com apenas três vagas para profissionais de Comunicação.
A remuneração bruta do cargo é de R$ 18.440,64. As regras, publicadas no Diário Oficial de 23/12, estabelecem uma vaga destinada exclusivamente a Jornalistas, outra a profissionais de Comunicação Social e a terceira a Produtor de Multimídia.

Embora sejam três funções diferentes, as exigências previstas para as três funções de analista Legislativo prevêem as mesmas funções, quais sejam:

" atividades de supervisão, coordenação ou execução especializadas, em graus de maior e mediana complexidade, referentes a trabalhos de relações públicas, redação, revisão, coleta e preparo de informações para a divulgação oficial falada, escrita ou televisionada."
É possível que tenha ocorrido um erro de redação, mas por enquanto prevalece as mesmas tarefas, independentemente da vaga. As únicas diferenças são quanto às formações acadêmicas. Os candidatos a vaga de Jornalismo terá que possuir diploma e registro profissional de Jornalista. Já para a vaga de Comunicação Social é solicitado diploma em qualquer habilitação da carreira. Para o produtor multimídia é exigido nível superior em qualquer formação.
Pelo conteúdo das provas, tem-se a idéia de que a vaga de Jornalista deverá ser destinada a uma das mídias tradicionais do Senado: TV Senado, Rádio Senado, Agência e Jornal do Senado. Enquanto que o profissional de Comunicação Social seria alguém mais focado em redes sociais.

Em nenhum dos casos, é solicitado conhecimento em Comunicação Legislativa e-ou Jornalismo Legislativo, embora já exista uma ampla literatura sobre o tema.

Confira abaixo o conteúdo das provas de Jornalismo e de Comunicação Social serão diferentes:
Jornalismo:

"Teoria da Comunicação. A questão da imparcialidade e da objetividade. Papel social da comunicação. Comunicação, conceitos, paradigmas, principais teorias. Novas tecnologias e a globalização da informação. Massificação versus segmentação dos públicos. Interatividade na comunicação. História da imprensa, do rádio e da televisão no Brasil. Legislação em comunicação social: Lei da imprensa, Regulamentação da profissão de jornalista. Regulamentação versus desregulamentação: tendências nacionais e internacionais. Comunicação Pública. Opinião pública: pesquisa, estudo e análise em busca de canais de interação com cada público específico. Princípios gerais da pauta. Gêneros de redação: definição e elaboração de notícia, reportagem, entrevista, editorial, crônica, coluna, pauta, informativo, release. Técnicas de redação jornalística: lead, sub-lead, pirâmide invertida. Critérios de seleção, redação e edição. Edição on-line. Domínio de redação e edição para publicações impressas, para jornalismo via internet e noções de redação e edição em TV e Rádio. Conhecimento das características e funcionamento de mídias sociais (Twitter, Facebook etc.). Noções de otimização de busca (Search Engine Optimization - SEO). Código de Ética do Jornalista."

COMUNICAÇÃO SOCIAL

“Teoria da comunicação. Comunicação, conceitos, paradigmas, principais teorias. Papel social da comunicação. A questão da imparcialidade e da objetividade. Comunicação pública. Opinião pública. Pesquisa de opinião: planejamento elaboração de questionário e relatório. Interatividade na comunicação. Planejamento da comunicação. Comunicação integrada. Jornal impresso e web: Estilos de entrevistas. Responsabilidade junto às fontes. Gêneros e técnica de redação jornalística. Domínio de redação e edição para publicações impressas e web. Edição on-line, recursos de interatividade, arquitetura da informação, comportamento do internauta. Rádio: critérios de seleção, redação e edição. Formatos e sua roteirização: entrevista; debate; mesa redonda. Princípios gerais da pauta. Edição de texto. Edição de programas radiofônicos. Rádio web. Transmissão ao vivo. Edição on-line. TV: critérios de seleção, redação e edição. Transmissão ao vivo: técnica e construção de reportagem. O uso de imagens dinâmicas e estáticas na notícia de TV. Planos de imagem. Relação texto/imagem na construção da notícia. Web TV. Edição on-line. Edição linear e não linear. Relações Públicas: relacionamento das organizações com seus públicos. Planos, projetos e programas de Relações Públicas. Gerenciamento de programas de Relações Públicas. Relações Públicas e responsabilidade social. Tipologia de eventos. Etapas dos eventos corporativos. Cerimonial, protocolo e etiqueta. Princípios de cerimonial público e ordem geral de precedência. Decreto 70.274/72. Marketing Institucional: Planejamento da imagem institucional. Campanha publicitária. Planejamento, projeto gráfico e produção de publicações internas e externas. Tecnologias de impressão. Tecnologia e produção de mídias eletrônicas. Distribuição e divulgação de produtos audiovisuais. Mídias sociais: conhecimento das características e funcionamento das mídias sociais. Redação para mídias sociais. Legislação profissional em comunicação social. Ética profissional.”

PRODUTOR DE MULTIMÍDIA

“Comunicação e tecnologia: globalização da comunicação e seus novos paradigmas. A relação entre tecnologia e comunicação social: o uso da tecnologia como instrumento de democratização da comunicação e transparência dos poderes públicos. Governo eletrônico, acessibilidade e governança digital. A comunicação global e as perspectivas para o século XXI. Massificação versus segmentação dos públicos. Novas Tecnologias de Comunicação. Mídias web e digitais. Mídias sociais (wikis, blogs, podcasts etc). Características do discurso nos diferentes meios de comunicação. Jornalismo digital. O conceito de fluxo de informação. Informação online e exclusão digital. Conceito de portal e sua relação estratégica com as empresas jornalísticas. Conceitos e técnicas de usabilidade, empacotamento, personalização e hyperlink no jornalismo para a Internet. O texto para Internet. Construção de páginas em HTML, ASP, APSX e PHP. Prática dos programas MS Office, Internet Explorer, Outlook e Outlook Express. Hardware multimídia. Processo de produção digital. Restrições do processo digital para cada mídia. Hipermídia e hipertextos. Documento digital. Especificidades dos meios impressos, eletrônicos e digitais. Conhecimentos de compressão de produtos jornalísticos em áudio, vídeo, foto e demais mídias para transmissão via Internet. Formatos e normas de representação. Transmissão de arquivos e protocolos. Conhecimentos de programas de texto, editoração eletrônica e Internet. Impacto das novas tecnologias no desenvolvimento do design gráfico. Técnicas de artes gráficas para Internet e uso das principais ferramentas utilizadas em web design, notadamente do pacote Adobe Pro: Dream Weaver, Photoshop, Visual Studio. Linguagem audiovisual. Comunicação interativa. Manipulação de arquivos digitais de áudio, vídeo e fotografia. Produção de animação. Noções de programação e desenvolvimento web. Planejamento e execução de projetos comunicacionais que envolvam mídias digitais. Informação estática e informação dinâmica. Hierarquia de texto e imagem. Linguagens de Scripting e aplicações interativas. Multimídia e redes. Recuperação de informação. Multimídia baseada em conteúdo. Bases de dados multimídia. Ferramentas de autoria. Dados multimídia: tipos de dados de multimídia; modelos e padrões; representação digital de áudios. Requisitos para sistemas multimídia distribuídos: parâmetros de desempenho de redes. Caracterização do tráfego multimídia. Requisitos para transmissão de áudio e vídeo. A arquitetura Internet. Edição de materiais multimídia: tratamento de imagem fotográfica e elaboração de infográficos, edição de imagem e áudio para Internet. Compatibilização entre sistemas deinformática. Inglês técnico aplicado às mídias digitais e à informática. Ética profissional.”

Os candidatos às três áreas de Comunicação Social terão provas de Português, Inglês e também de conhecimentos gerais, cujo conteúdo será:

Elementos de política brasileira. Cultura e sociedade brasileira: música, literatura, artes, arquitetura, rádio, cinema, teatro, jornais, revistas e televisão. Cultura internacional. História do Brasil. Descobertas e inovações científicas na atualidade e seus impactos na sociedade contemporânea. O desenvolvimento urbano brasileiro. Meio ambiente e sociedade: problemas, políticas públicas, organizações não governamentais – aspectos locais e aspectos globais. Elementos de economia internacional contemporânea. Panorama da economia nacional. O cotidiano brasileiro.”

As inscrições vão de 26 de dezembro de 2011 a 5 de fevereiro de 2012 e as provas estão previstas para 11 de março em todas as capitais brasileiras. O edital não prevê prova prática.

Para se inscrever, clique aqui .

Mais informações, clique aqui.

Jornalista que denuncia irregularidades em Belo Monte é ameaçado de morte

Enviado por Otávio Rodrigues

Em documentos enviados ontem mesmo, procurador da República em Altamira informa denúncias de ameaça ao jornalista Ruy Sposati, que cobria demissões na obra de Belo Monte

O Ministério Público Federal (MPF) em Altamira recebeu denúncia no dia (12/12) de ameaças de morte contra o jornalista Ruy Sposati, que trabalha para o movimento Xingu Vivo para Sempre e estava acompanhando demissões de trabalhadores em um escritório do Consórcio Construtor de Belo Monte na rodovia Transamazônica.
Em depoimento ao MPF, o jornalista Ruy Sposati disse que foi ameaçado de morte, ontem (12), por dois homens que estavam em uma caminhonete enquanto ele acompanhava um grupo de trabalhadores demitidos da obra.
As ameaças ocorreram assim que o jornalista chegou no local, ontem pela manhã, após ser avisado por trabalhadores que homens da Polícia Militar estavam escoltando trabalhadores do canteiro de obras da usina de Belo Monte para serem demitidos no escritório do consórcio. Segundo Sposati, um homem em uma camionete prata o abordou com agressividade, usando termos como “vagabundo” e “baderneiro”.“Eu vou te matar é agora mesmo”, disse ao repórter.
No depoimento, o jornalista assinalou que a camionete prateada, de placas JUV-2118, de onde saiu o homem que fez as ameaças, foi identificada posteriormente como de propriedade da PM.
Depois que ele se identificou como jornalista, ainda de acordo com o depoimento prestado ao MPF, o homem tentou arrancar a câmera fotográfica das mãos de Sposati. A confusão só terminou com a interferência dos próprios trabalhadores que aguardavam pagamento das rescisões contratuais. Os homens da PM que, fardados, faziam um cordão de isolamento em torno do prédio do Consórcio, não intervieram.
O jornalista não conseguiu registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil, mas fez a denúncia ao MPF, que encaminhou ocaso para o Procurador-Geral de Justiça (do Ministério Público Estadual) e para o Corregedor da Polícia Militar no Pará.
O Ministério Público Federal (MPF) em Altamira (PA) afirmou que vai pedir a investigação de uma denúncia de ameaça de morte sofrida por um jornalista do Movimento Xingu Vivo para Sempre, que reúne organizações sociais contrárias à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu.

A investigação sobre as ameaças deve ficar a cargo do MP Estadual porque é da competência da Justiça Estadual e da Justiça Militar. E a corregedoria da PM foi comunicada para que apure se pertence à corporação o autor das ameaças e porque estava usando o carro oficial nessas circunstâncias.