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domingo, 25 de dezembro de 2011

Papel de imprensa agora é de interesse público na Argentina

De Francisco Luque - correspondente da Carta Maior em Buenos Aires, publicado originalmente em Pátria Latina

Após um ano e meio de debate, o Senado argentino transformou em lei o projeto que declara de interesse público a produção, comercialização e distribuição de papel para a imprensa. Aprovada com 41 votos contra 26, a nova lei quer assegurar a democratização do processo produtivo da pasta de celulose de papel e o acesso a ela para qualquer meio de comunicação escrito do país, grande ou pequeno, em igualdade de condições.

A nova legislação indica que a Papel Prensa, única fábrica de papel para jornais que existe na Argentina, deverá vender o produto para todos ao mesmo preço e garantir o acesso a todos os meios de comunicação impressos da Argentina. Um de seus artigos estabelece que a empresa “deverá operar a pleno sua capacidade de produção para atender a demanda interna de papel e apresentar a cada três anos um plano de investimentos para satisfazer a demanda interna por papel para impressão de jornais”. Caso contrário, o Estado intervirá e elevará sua participação na empresa.

A fiscalização do cumprimento da lei estará nas mãos de uma comissão bicameral de acompanhamento da fabricação, comercialização e distribuição da pasta de celulose e papel, integrada por 8 senadores e 8 deputados de diferentes blocos parlamentares. O Ministério da Economia será a autoridade de aplicação da normal e terá a tarefa de controlar o marco regulatório, contando com o assessoramento de uma Comissão Federal Assessora, integrada por um representante dos jornais de cada província, um das entidades consumidoras e 3 dos trabalhadores.

Essa lei é um triunfo do governo em uma das principais batalhas do kirchnerismo contra o monopólio comunicacional existente hoje na Argentina. Segundo o senador Aníbal Fernández, do total produzida pela empresa Papel Prensa, o Clarín e o La Nación utilizam 71% para atender suas necessidades e os 29% restantes se distribuem entre 168 outras publicações que pagavam até então um preço 15% maior pelo papel.

A história do Papel Prensa é complexa. Investigações afirmam que o grupo Clarín, por meio de seu diretor Héctor Magnetto, teria pressionado os antigos donos da empresa com o objetivo de conseguir um preço menor para o papel. Esta operação teria ocorrido durante a última ditadura militar.

Desde 2010, uma ação judicial investiga os supostos crimes contra a humanidade cometidos durante a aquisição das ações da empresa por parte do grupo Clarín. Esse caso é considerado como uma história de cumplicidade entre os grupos econômicos argentinos com a ditadura militar.

Hoje, o Grupo Clarín produz e comercializa vários canais de televisão aberta e por assinatura. Além disso, possui dezenas de empresas como editoras, emissoras de rádios, produtoras, provedores de internet, telecomunicações, gráficas, correio tradicional e serviços de terceirização.

O vice-presidente argentino, Amado Boudou, sustentou que Clarín e La Nación estão fazendo um feroz ataque editorial contra a liberdade de acesso ao papel para todos os meios e, em última instância, contra a democracia. Para Boudou, esta lei “vai melhorar a qualidade da democracia, do jornalismo e vai contribuir para que haja mais vozes na imprensa escrita”. Essas empresas, por sua vez, atribuem ao projeto do governo a uma ofensiva contra os meios de comunicação contrários ao kirchnerismo.

O senador Fernández assinalou que o projeto do governo procura evitar a “concentração econômica”. Esse fato, indicou, tem consequências sérias na sociedade e, por isso, é imperioso que isso seja contido e ordenado por um Estado regulador participativo. Além disso, afirmou que na situação atual, “castiga-se o consumidor final e há um abuso da posição dominante”.

A presidenta da Comissão de Meios e Liberdade de Expressão do Senado, Liliana Fellner, assinalou que esta lei assegura a democracia e contem medidas vinculadas ao direito à liberdade de expressão e à pluralidade de vozes. Ela garante a todos os veículos de imprensa condições de igualdade em matéria de preços e quantidade, e o acesso ao insumo básico de que necessitam para produzir um jornal.

Os integrantes de Diarios y Periódicos de la República Argentina (DYPRA), destacaram a importância da sanção da lei que regula a produção de papel, que “estabelece igualdade e justiça após mais de 34 anos de manejo discricionário no fornecimento do insumo”. “Durante anos os editores de todo o país que não estavam enquadrados dentro dos moldes estabelecidos por Papel Prensa S.A, peticionaram incansavelmente a diferentes governos e à própria fábrica de papel para que esta garantisse o acesso a esse insumo vital”, assinala o comunicado da entidade.


Tradução: Katarina Peixoto/Carta Maior

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Argentina: por 41 a 26, Senado decide que papel imprensa é de interesse público

Agora só falta a sanção da presidente Cristna Kirchner, Câmara dos Deputados e Senado argentino aprovam lei que classifica o papel imprensa, usado na confecção de jornais, como de interesse público.
Veja abaixo, em espanhol, o informe da Telam.

El Senado nacional aprobó y convirtió en Ley el proyecto que declara de interés público la fabricación, comercialización y distribución de papel para diarios y además ratificó el marco que regula la norma.

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Argentina: Câmara classifica papel-jornal como de interesse público


El proyecto enviado por el Poder Ejecutivo obtuvo 41 votos a favor aportados por el Frente para la Victoria y por sus aliados de Nuevo Encuentro y del Movimiento Popular Neuquino.
  • También votaron a favor de la norma el porteño Samuel Cabanchik (de Proyecto Buenos Aires Federal); la pampeana peronista disidente María de los Angeles Higonet; el riojano Carlos Menem; y el radical disidente de Corrientes, José Roldán.

En contra votaron 26 legisladores de los bloques de la oposición conformada mayormente por el radicalismo y el peronismo federal; mientras que se abstuvo el representante del Partido Renovador de Salta.

En tanto, se ausentaron de la votación los radicales Emilio Rached y Pablo Verani, el peronista pampeano Carlos Verna y la correntina del Partido Liberal, Josefina Meabe.

A través de la iniciativa aprobada esta tarde, el Poder Ejecutivo propone declarar de interés público la producción de pasta de celulosa y papel de diario, así como su distribución y comercialización.

Según el texto, el marco regulatorio tiene por objeto "asegurar para la industria nacional la fabricación, comercialización y distribución regular y confiable de pasta celulosa para papel de diario", el cual será aplicable a personas físicas y jurídicas con domicilio en el país.

Entre otras cuestiones, el proyecto establece la creación de una comisión bicameral de seguimiento de la fabricación, comercialización y distribución de la pasta de celulosa y papel, integrada por 8 senadores y 8 diputados de diferentes bloques parlamentarios.

Dispone además que el Ministerio de Economía será la autoridad de aplicación de la norma, el cual tendrá a su cargo controlar el marco regulatorio, y contará con el asesoramiento de una Comisión Federal Asesora, integrada por un representante de los diarios de cada provincia; uno de las entidades de consumidores y 3 de los trabajadores.

Asimismo, en uno de sus últimos artículos, el texto establece que la empresa Papel Prensa "deberá operar a pleno de su capacidad operativa o de la demanda interna de papel" y presentar cada tres años un plan de inversiones tendientes a satisfacer la demanda interna de papel de diarios.

La presidenta de la Comisión de Medios y Libertad de Expresión del Senado, la kirchnerista Liliana Fellner, aseguró que el proyecto oficial "tiene que ver con la democracia" y contiene medidas vinculadas "al derecho a la libertad de expresión y a la pluralidad de voces".

Fellner explicó que la normativa busca "garantizar a todos los medios de prensa, en condiciones de igualdad en materia de precios y cantidad, el acceso al insumo básico que necesitan para hacer un diario como es el papel".

"Actualmente -afirmó Fellner- existe en nuestro país una sola empresa que fabrica la pasta de celulosa y papel para diarios, que es Papel Prensa S. A, empresa manejada mayoritariamente por Clarín y La Nación", agregó.

El jefe del bloque del Frente para la Victoria, Miguel Angel Pichetto, elogió la “decisión, el coraje y la inteligencia del gobierno de llevar adelante una política de democratización de los medios audiovisuales y de de accesibilidad e igualdad para todos los medios gráficos”.

“Esta tarea tiene como finalidad acercarnos a una mayor democracia, participación, equidad y accesibilidad para que todos los medios puedan publicar sus ideas”, explicó.

Por su parte, el senador del Frente para la Victoria, Aníbal Fernández, aseguró que "estamos defendiendo la propuesta de defensa de la libertad de expresión de todos los argentinos".

Además, explicó que "del total producido por la empresa Papel Prensa, Clarín y La Nación utilizan el 71 por ciento para cubrir sus necesidades y el 29 por ciento restante se distribuye entre 168 medios que deben pagar un precio 15 por ciento mayor e importar para abastecerse".

Asimismo, Fernández puso de relieve que el proyecto oficial busca evitar la "concentración económica", que dijo, "tiene consecuencias serias en la sociedad y por eso es imperioso que eso sea contenido y ordenado por un Estado ordenador participativo", al considerar que con la situación actual "se castiga al consumidor final y se abusa con la posición dominante".

A su turno, el titular de la bancada del radicalismo, el formoseño Luis Naidenoff, criticó la iniciativa diciendo que "este proyecto no establece un interés público, sino uno gubernamental de silenciamiento y control".

El radical Ernesto Sanz, avisó que su bloque "no acompaña al oficialismo en la propuesta del dictamen de mayoría" sino que alienta un dictamen de minoría, porque considera que el proyecto del kirchnerismo "se encierra en la lógica de la pelea que no es la nuestra ni la de la sociedad", afirmó el legislador radical, y cuestionó que la ley "avance sobre lo que hasta hoy era una actividad privada".

El senador peronista disidente por San Luis, Adolfo Rodríguez Saá, consideró que “la mejor forma de proteger la libertad de prensa es no legislar sobre ella”.

“No venimos a defender a Clarín, ni a La Nación, ni a los accionistas de Papel Prensa. Venimos a plantear que esta ley viola el artículo 32 de la Constitución porque reglamenta formas del ejercicio de la libertad de prensa”, expresó.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Argentina: Câmara classifica papel-jornal como de interesse público

De Medios Latinos

La Cámara de Diputados de Argentina aprobó un proyecto de ley que declara de interés público la fabricación, comercialización y distribución del papel para diarios. Esta iniciativa del Gobierno, resistida por los principales grupos multimedia del país, fue objeto de un extenso debate, fue finalmente aprobada por 134 votos a favor, 92 en contra y 13 abstenciones.
Entre otras cuestiones, el proyecto establece que la empresa Papel Prensa, la única fabricante de papel para periódicos de Argentina, "deberá operar a pleno de su capacidad operativa" y presentar cada tres años un plan de inversiones para satisfacer la demanda interna.
Luego de su aprobación en la Cámara de Diputados, la iniciativa deberá ser aprobada por el Senado.
Información publicada en el Sitio Web de 233 Grados. Para más detalles haga click aquí.