Enviado por Beto Almeida
Sessão solene na Câmara Legislativa homenageia o canal comunitário e, na ocasião, nova diretoria toma posse
Uma sessão solene e um coquetel é a homenagem que a TV Cidade Livre – o canal comunitário – vai receber na terça-feira (17), da Câmara Legislativa, pelos seu 13º aniversário. Aberto ao público e organizado pelo deputado distrital Wasny de Roure (PT), o evento vai reunir, a partir das 19h, no auditório da Casa, desde lideranças dos movimentos popular, sindical e estudantil da cidade até empresários, políticos, jornalistas, dirigentes do governo federal, distrital e representantes de outros países.
Em mais de uma década de atuação na capital federal, é a primeira vez que o canal comunitário comemora seu aniversário. Na solenidade, a nova diretoria da TV, eleita no fim do ano passado, vai tomar posse. Reconhecida como instrumento de resistência e de democratização da comunicação em virtude da abertura para temas e setores sociais não contemplados pelas TVs comerciais, a TV Cidade Livre foi elogiada por pelo menos 18 deputados distritais.
Cabo Patrício (PT) considera importante ter um canal comunitário e não um que vise apenas ao lucro, “como ocorre com as demais emissoras do Distrito Federal”, disse.
Reconhecida por parlamentares dos mais variados partidos e tendências políticas diferentes, a TV é vista pela deputada distrital Celina Leão (PMN) como essencial à cidade porque, na avaliação dela, além do direito à informação, o brasiliense precisa de uma “informação sem lado”, disse. “Sabemos que é importante sim ter uma TV como a Comunitária, que participa do dia a dia do brasiliense, acompanha a política, a economia. Acho que é isso que o cidadão precisa”, diz.
O deputado Chico Vigilante (PT) ressaltou o fato de a “TV Comunitária dar espaço, dar vez aos sem-voz e sem-vez, que são os movimentos sociais, especialmente os movimentos da periferia”. O deputado Cláudio Abrantes (PPS) disse que a ela é importante e extraordinária porque oferece informação isenta de todos os vícios comerciais e políticos e, por isso, “tem de ser mantida e fortalecida”, defendeu.
A deputada Rejane Pitanga (PT) parabenizou a TV pelos 13 anos de contribuição “para a democratização dos meios de comunicação e o acesso da sociedade a muitas informações”. O deputado Washington Mesquita (PSDB) destacou o “papel relevante porque é ela que está próxima à sociedade”, afirma. Wasny de Roure (PT) disse que a TV Cidade Livre é importante porque “tem capilaridade e envolvimento com a comunidade, consequentemente, faz com que o diálogo que traz para a sociedade coletivize problemas que aparentemente são pequenos, além de dar identidade e similitude a outras demandas da sociedade”, afirmou.
Símbolo de resistência e de divulgação das diversas realidades da capital federal, a TV Cidade Livre foi parabenizada pelo deputado distrital Agaciel Maia (PTC): “– Vocês estão mais uma vez de parabéns porque dão espaço na mídia para setores que hoje, a cada dia que passa, são mais relevantes para a população”. O deputado Chico Leite (PT) reconhece que “num país em que poucas famílias dominam cerca de 90% dos meios de comunicação e em que, em muitos casos, os meios de comunicação são usados como instrumentos de poder e de dominação, a existência de uma TV comunitária, aberta ao público e ao debate da comunidade, bem como aos interesses das pessoas comuns, dos cidadãos como nós, significa a democratização dos meios de comunicação. É um sonho que todos nós temos”, garante.
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História - Um canal para a liberdade de expressão e a promoção da cidadania
A emissora é a concretização de um sonho de várias entidades e militantes da área da comunicação de Brasília. Pioneira no País, a TV Cidade Livre fez sua primeira transmissão em 13 de agosto de 1997 e, desde então, oferece uma programação alternativa, com a qual contribui com o direito de liberdade de expressão e a promoção da cidadania. A primeira reunião da TV ocorreu no Sindicato dos Jornalistas, em fevereiro de 1996, com mais de 30 instituições, todas ainda filiadas à Associação das Entidades Usuárias de Canal Comunitário no DF.
A TV começou com duas horas de programação por dia, porém, há muitos anos ela está 24 horas no ar, com várias parcerias e produção própria, registrando o movimento cultural, estudantil, sindical e as lutas populares, como as marchas do MST, os protestos do movimento pelo passe livre e tantos outros que agitam a capital federal. Na luta pela promoção da cidadania, o canal sediou a central do plebiscito que repudiou a Alca e a base militar dos EUA em Alcântara; seminários de democratização da comunicação; debates sobre o Fórum Social Mundial e a Conferência Nacional de Comunicação. O canal comunitário mostra o que acontece nas Américas transmitindo o Telejornal da TeleSUR, diariamente, às 22h. Além da Telesur, ela tem outros parceiros.
Atualmente, a TV Cidade Livre transmite ao vivo, todos os dias, de 19h às 19h30, o telejornal da recém-criada TVT – TV dos Trabalhadores – e oferece à sociedade, gratuitamente, o acesso público ao vivo toda sexta-feira. Em seu acervo, a TVComDF tem mais de 4 mil fitas com manifestações sociais, sindicais e estudantis em Brasília, entre as quais mais de 200 horas com os músicos da cidade. Tudo isso comprova que a TV Cidade Livre cumpre o papel próprio de um canal comunitário: público, plural, contra-hegemônico, aberto à comunidade, sintonizado no dia a dia da classe trabalhadora e nas reivindicações dos movimentos sociais.
Um espaço para os campos da Informação e da Comunicação e sobre eles abrir um debate com os leitores. Análises, artigos, avisos, concursos, publicações... Aqui você encontrará de tudo um pouco. Os textos poderão ser em português, espanhol, inglês ou francês.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Quais os interesses por trás do Ecad?
Por Leandro Uchoas, do Brasil de Fato
Na atual crise do Ministério da Cultura (MinC) sob comando de Ana de Hollanda, muitos talvez sejam os pontos em conflito. O maior deles, entretanto, talvez seja o direito autoral. Como fartamente noticiado, a gestão anterior, de Juca Ferreira, deixou pronto um projeto de lei do setor para ser votado pelo Congresso Nacional. O texto já fora amplamente discutido, ficara quatro meses em consulta pública, e já passara pela Casa Civil. Ana segurou o projeto, alegando não ser o momento oportuno para apresentá-lo.
Há muitos elementos para explicar o recuo. Entretanto, um deles é central, e diz respeito ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, o Ecad. Responsável por coletar e repartir os recursos para os autores, o órgão está no centro da polêmica. Uma análise profunda da movimentação do escritório revela os interesses nem sempre nobres por trás de sua atuação.
O Ecad é uma sociedade civil de natureza privada. Foi criado em 1973 para organizar a arrecadação e distribuição dos direitos autorais, até então pulverizada em diversas associações, com fluxo caótico e confuso. Na época, foi criado também o Conselho Nacional de Direito Autoral (CNDA) para fiscalizá-lo. Este órgão, entretanto, foi extinto em 1990, pelo presidente Fernando Collor. Alegava-se que estava corrompido, e que era preciso criar outro sistema de fiscalização – que jamais foi criado. A lei de Direitos Autorais deixada pelo MinC anterior estabeleceria um mecanismo de fiscalização.
Entretanto, a atual gestão dá seguidos sinais de que discorda da necessidade de que o Ecad seja fiscalizado. “Em toda sociedade de gestão coletiva do mundo, há fiscalização. Isso é um escândalo. É como se déssemos ao Bradesco o direito de receber todos os salários de funcionários públicos do Brasil, cobrando o que quiser, sem fiscalização. A gente confia no Bradesco?”, indigna-se o músico Tim Rescala, da organização de artistas Terceira Via.
“Sem fins lucrativos”
O Ecad é administrado por dez associações. Por lei, seria uma entidade “sem fins lucrativos”. Em 2010, arrecadou nada menos do que R$ 432,9 milhões, e distribuiu aos artistas R$ 346,5 milhões. Isso significa que a diferença – volumosos R$ 86,4 milhões – teriam sido utilizados para cobrir despesas administrativas. Foram beneficiados 87.500 artistas, de um total de mais de 350 mil filiados (75% dos autores, portanto, não receberam nada). A justificativa do Ecad, nesse caso, é que os 87.500 são os únicos que criam e interpretam obras musicais com potencial econômico. Das obras contempladas, quase um quarto são estrangeiras. Para entender esses dados, é preciso fazer um raio-x minucioso na estrutura do órgão. Entre as dez associações que o administram, duas comandam praticamente sozinhas o processo. A Associação Brasileira de Música e Arte (Abramus) e a União Brasileira de Compositores (UBC) têm, juntas, 29 dos 37 votos da assembleia decisória (78,4%).
Quem é quem?
O crescimento da Abramus é recente, e deu-se a partir da migração de gravadoras e editoras para ela. Compõem a associação as multinacionais Warner, Universal, EMI – o que explica a defesa de interesses internacionais pelo Ecad. É comandada pelo advogado e músico Roberto Melo, que criou uma associação apenas para combater a reforma do direito autoral, o Comitê Nacional de Cultura e Direitos Autorais (CNCDA). Em 2010, apoiou José Serra (PSDB) nas eleições presidenciais. Roberto teria declarado que assumiria o MinC num eventual governo tucano. O músico Danilo Caymmi é diretor. As associações teriam a estratégia de utilizar figuras carismáticas da música brasileira como porta-voz.
Na UBC, o presidente é Fernando Brant, parceiro de Milton Nascimento em alguns de seus maiores sucessos. Abel Silva, Sandra de Sá e Ronaldo Bastos também integram a diretoria. A Sony é uma das multinacionais que a compõe.
O controle da UBC está na figura de José Antônio Perdomo, que já comandou o Ecad praticamente sozinho (ainda é a principal referência). Três meses antes de Brant assumir a presidência, o estatuto foi mudado, concedendo poder ao cargo que seria ocupado por Perdomo. A UBC representa o repertório musical dos EUA e da Inglaterra. Brant é amigo de faculdade de Hildebrando Pontes, o polêmico advogado ligado ao Ecad que presidiu a CNDA. Hildebrando teria sido cogitado para assumir a Diretoria de Direitos Intelectuais do MinC. Mas com a pressão dos movimentos sociais, Márcia Regina Barbosa, que trabalhou com ele no CNDA, assumiu. Há, ainda, uma terceira associação, a Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos Intelectuais (Socinpro), com apenas três votos na assembléia. É presidida pelo advogado Jorge Costa.
Sem democracia
No Ecad, há três associações que não têm direito a voto. Não por coincidência, chegaram a fazer denúncias contra o órgão no passado. “Já tentaram sobreviver sem ele, mas não conseguiram, porque é um monopólio”, explica Tim. No passado, para se estabelecer o voto societário, havia três critérios: número de associados, representatividade do repertório, e recebimento econômico. Com o tempo, apenas o último prevaleceu. A sociedade que arrEcadar mais em um ano, vai mandar mais no ano seguinte. A UBC e a Abramus arrEcadam, juntas, quase 80% do total. Isso acontece porque são as entidades onde estão as editoras multinacionais. Entre elas a EMI, a maior editora do planeta. Elas pautam seus interesses por meio desses mecanismos.
Metade do repertório da UBC é de música estrangeira. Em 2005, por exemplo, representava 15% do repertório do Ecad. Em 2009, essa participação subiu para 31%. Os Estados Unidos são as principais fontes dessas canções. O país não paga ao Brasil direito conexo (referente ao interprete). Mas o Brasil paga aos Estados Unidos. Questões como essa são pautadas, internamente, no Ecad, pela UBC e pela Abramus. Esse dinheiro internacional não passa pelo Ecad. “Nem o Ministério das Relações Exteriores, nem o Banco Central, sabem desse dinheiro. Muitos músicos reclamam que não recebem, e não sabem por que”, protesta Tim.
Advogado que atua em defesa de autores prejudicados pelo sistema, Daniel Campello, da UpRights, explica o processo. “O sistema Ecad se fortaleceu no início dos anos 2000, com o início da queda do mercado do disco no Brasil. A partir de então, as gravadoras e editoras major–multinacionais que controlam a maior fatia do mercado da música no Brasil – passaram a tomar assentos nas associações que compõem o Ecad. Dessa forma, o sistema que, em tese, seria gerido pelos próprios autores e intérpretes, na verdade tem como as principais cabeças de comando pessoas que trabalharam, ou ainda trabalham, para as gravadoras e editoras multinacionais. Assim, o sistema é pautado por uma distribuição do dinheiro muito concentrada nos artistas dessas multinacionais, dando a elas uma fatia muito grande do que se arrecada”, diz.
Procurado pela reportagem do Brasil de Fato, o Ecad não deu retorno.
Na atual crise do Ministério da Cultura (MinC) sob comando de Ana de Hollanda, muitos talvez sejam os pontos em conflito. O maior deles, entretanto, talvez seja o direito autoral. Como fartamente noticiado, a gestão anterior, de Juca Ferreira, deixou pronto um projeto de lei do setor para ser votado pelo Congresso Nacional. O texto já fora amplamente discutido, ficara quatro meses em consulta pública, e já passara pela Casa Civil. Ana segurou o projeto, alegando não ser o momento oportuno para apresentá-lo.
Há muitos elementos para explicar o recuo. Entretanto, um deles é central, e diz respeito ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, o Ecad. Responsável por coletar e repartir os recursos para os autores, o órgão está no centro da polêmica. Uma análise profunda da movimentação do escritório revela os interesses nem sempre nobres por trás de sua atuação.
O Ecad é uma sociedade civil de natureza privada. Foi criado em 1973 para organizar a arrecadação e distribuição dos direitos autorais, até então pulverizada em diversas associações, com fluxo caótico e confuso. Na época, foi criado também o Conselho Nacional de Direito Autoral (CNDA) para fiscalizá-lo. Este órgão, entretanto, foi extinto em 1990, pelo presidente Fernando Collor. Alegava-se que estava corrompido, e que era preciso criar outro sistema de fiscalização – que jamais foi criado. A lei de Direitos Autorais deixada pelo MinC anterior estabeleceria um mecanismo de fiscalização.
Entretanto, a atual gestão dá seguidos sinais de que discorda da necessidade de que o Ecad seja fiscalizado. “Em toda sociedade de gestão coletiva do mundo, há fiscalização. Isso é um escândalo. É como se déssemos ao Bradesco o direito de receber todos os salários de funcionários públicos do Brasil, cobrando o que quiser, sem fiscalização. A gente confia no Bradesco?”, indigna-se o músico Tim Rescala, da organização de artistas Terceira Via.
“Sem fins lucrativos”
O Ecad é administrado por dez associações. Por lei, seria uma entidade “sem fins lucrativos”. Em 2010, arrecadou nada menos do que R$ 432,9 milhões, e distribuiu aos artistas R$ 346,5 milhões. Isso significa que a diferença – volumosos R$ 86,4 milhões – teriam sido utilizados para cobrir despesas administrativas. Foram beneficiados 87.500 artistas, de um total de mais de 350 mil filiados (75% dos autores, portanto, não receberam nada). A justificativa do Ecad, nesse caso, é que os 87.500 são os únicos que criam e interpretam obras musicais com potencial econômico. Das obras contempladas, quase um quarto são estrangeiras. Para entender esses dados, é preciso fazer um raio-x minucioso na estrutura do órgão. Entre as dez associações que o administram, duas comandam praticamente sozinhas o processo. A Associação Brasileira de Música e Arte (Abramus) e a União Brasileira de Compositores (UBC) têm, juntas, 29 dos 37 votos da assembleia decisória (78,4%).
Quem é quem?
O crescimento da Abramus é recente, e deu-se a partir da migração de gravadoras e editoras para ela. Compõem a associação as multinacionais Warner, Universal, EMI – o que explica a defesa de interesses internacionais pelo Ecad. É comandada pelo advogado e músico Roberto Melo, que criou uma associação apenas para combater a reforma do direito autoral, o Comitê Nacional de Cultura e Direitos Autorais (CNCDA). Em 2010, apoiou José Serra (PSDB) nas eleições presidenciais. Roberto teria declarado que assumiria o MinC num eventual governo tucano. O músico Danilo Caymmi é diretor. As associações teriam a estratégia de utilizar figuras carismáticas da música brasileira como porta-voz.
Na UBC, o presidente é Fernando Brant, parceiro de Milton Nascimento em alguns de seus maiores sucessos. Abel Silva, Sandra de Sá e Ronaldo Bastos também integram a diretoria. A Sony é uma das multinacionais que a compõe.
O controle da UBC está na figura de José Antônio Perdomo, que já comandou o Ecad praticamente sozinho (ainda é a principal referência). Três meses antes de Brant assumir a presidência, o estatuto foi mudado, concedendo poder ao cargo que seria ocupado por Perdomo. A UBC representa o repertório musical dos EUA e da Inglaterra. Brant é amigo de faculdade de Hildebrando Pontes, o polêmico advogado ligado ao Ecad que presidiu a CNDA. Hildebrando teria sido cogitado para assumir a Diretoria de Direitos Intelectuais do MinC. Mas com a pressão dos movimentos sociais, Márcia Regina Barbosa, que trabalhou com ele no CNDA, assumiu. Há, ainda, uma terceira associação, a Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos Intelectuais (Socinpro), com apenas três votos na assembléia. É presidida pelo advogado Jorge Costa.
Sem democracia
No Ecad, há três associações que não têm direito a voto. Não por coincidência, chegaram a fazer denúncias contra o órgão no passado. “Já tentaram sobreviver sem ele, mas não conseguiram, porque é um monopólio”, explica Tim. No passado, para se estabelecer o voto societário, havia três critérios: número de associados, representatividade do repertório, e recebimento econômico. Com o tempo, apenas o último prevaleceu. A sociedade que arrEcadar mais em um ano, vai mandar mais no ano seguinte. A UBC e a Abramus arrEcadam, juntas, quase 80% do total. Isso acontece porque são as entidades onde estão as editoras multinacionais. Entre elas a EMI, a maior editora do planeta. Elas pautam seus interesses por meio desses mecanismos.
Metade do repertório da UBC é de música estrangeira. Em 2005, por exemplo, representava 15% do repertório do Ecad. Em 2009, essa participação subiu para 31%. Os Estados Unidos são as principais fontes dessas canções. O país não paga ao Brasil direito conexo (referente ao interprete). Mas o Brasil paga aos Estados Unidos. Questões como essa são pautadas, internamente, no Ecad, pela UBC e pela Abramus. Esse dinheiro internacional não passa pelo Ecad. “Nem o Ministério das Relações Exteriores, nem o Banco Central, sabem desse dinheiro. Muitos músicos reclamam que não recebem, e não sabem por que”, protesta Tim.
Advogado que atua em defesa de autores prejudicados pelo sistema, Daniel Campello, da UpRights, explica o processo. “O sistema Ecad se fortaleceu no início dos anos 2000, com o início da queda do mercado do disco no Brasil. A partir de então, as gravadoras e editoras major–multinacionais que controlam a maior fatia do mercado da música no Brasil – passaram a tomar assentos nas associações que compõem o Ecad. Dessa forma, o sistema que, em tese, seria gerido pelos próprios autores e intérpretes, na verdade tem como as principais cabeças de comando pessoas que trabalharam, ou ainda trabalham, para as gravadoras e editoras multinacionais. Assim, o sistema é pautado por uma distribuição do dinheiro muito concentrada nos artistas dessas multinacionais, dando a elas uma fatia muito grande do que se arrecada”, diz.
Procurado pela reportagem do Brasil de Fato, o Ecad não deu retorno.
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Fac-UnB debate Comunicação e Formação Profissional
Nesta sexta, 13/5, das 8 às 10h, a Faculdade de Comunicação realiza o debate "Comunicação e Formação Profissional". O evento, que conta com as presenças de Juliana Cézar Nunes (SJP-DF), Adriana Toscano de Vilhena (SINDCINE-DF) e Paulo Tamanaha (SINDPUB-DF), acontece no Auditório (subsolo) da Faculdade de Comunicação da UnB e é direcionado para estudantes, profissionais e interessados em audiovisual, jornalismo e publicidade.
A atividade é resultado de uma parceria entre a FAC e o SJP-DF, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual-DF (SINDCINE-DF) e o Sindicato dos Publicitários de Brasília (SINDPUB-DF).
As inscrições são gratuitas e serão feitas, por ordem de chegada, dentro do Auditório da FAC.
A atividade é resultado de uma parceria entre a FAC e o SJP-DF, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual-DF (SINDCINE-DF) e o Sindicato dos Publicitários de Brasília (SINDPUB-DF).
As inscrições são gratuitas e serão feitas, por ordem de chegada, dentro do Auditório da FAC.
Para empresas, mídia impressa ainda é a principal fonte de informação
Do Jornalista & Cia
Pesquisa conduzida de 10/3 a 6/4 passado com fontes empresariais pelo Instituto Máquina de Pesquisa, departamento do Grupo Máquina PR, apontou que jornais e revistas seguem como
as principais fontes de informação para executivos, mas que mudou a forma de acessar seus conteúdos.
Na pesquisa anterior, de 2008, mídia impressa representava 56% da preferência como principal fonte de informação. Em 2011, essa fatia recuou para 36%. Porém, se combinadas as versões impressa e online do conteúdo de jornais e revistas, a soma totaliza 64,8%. A média ponderada das respostas indica que os executivos hoje acessam o conteúdo cada vez mais por meios eletrônicos (tablet, aparelho celular, computador) e menos pela versão impressa, embora essa
ainda seja a forma mais comum de acompanhar as reportagens de revistas e jornais.
Segundo o levantamento da Máquina PR, sites noticiosos e jornais têm o maior índice de acompanhamento diário, sobrepujando até a televisão e o rádio no público pesquisado. Profundidade nos temas retratados e matérias de interesse do seu público justificam a preferência dos entrevistados pelos seus veículos favoritos.
Outros resultados significativos foram:
• o meio jornal é o que tem a maior nota de credibilidade (3,9); mídias sociais, a menor (2,5)
• a Folha de S.Paulo foi eleita o jornal mais influente pelos empresários
• CBN (rádio), Jornal Nacional (noticiário de tevê), G1 (internet) e Exame (revista) lideraram em seus segmentos
• assuntos políticos e econômicos são os de maior interesse dos executivos; Olimpíadas/Copa e
Congresso, os de menor interesse.
O questionário da pesquisa, denominada Impacto das Mídias, foi respondido por 262 porta-vozes de 94 empresas de 23 setores da economia brasileira, presentes em todos os Estados da Federação.
A amostragem incluiu cargos de executivos, gerentes, diretores, presidentes, CEOs, num universo conhecido como “tomadores de decisão”. Com esse levantamento, o terceiro que realiza, o Grupo Máquina pretende revalidar os pesos adotados em seus principais
instrumentos de análise conjuntural de desempenho de grupos empresariais e públicos na imprensa e na defesa de marcas e gestão.
Segundo Marcelo Diego, diretor do Instituto Máquina de Pesquisa, até o final da semana entrará na rede o hotsite do instituto em que esta e outras pesquisas estarão disponíveis para consulta.
Pesquisa conduzida de 10/3 a 6/4 passado com fontes empresariais pelo Instituto Máquina de Pesquisa, departamento do Grupo Máquina PR, apontou que jornais e revistas seguem como
as principais fontes de informação para executivos, mas que mudou a forma de acessar seus conteúdos.
Na pesquisa anterior, de 2008, mídia impressa representava 56% da preferência como principal fonte de informação. Em 2011, essa fatia recuou para 36%. Porém, se combinadas as versões impressa e online do conteúdo de jornais e revistas, a soma totaliza 64,8%. A média ponderada das respostas indica que os executivos hoje acessam o conteúdo cada vez mais por meios eletrônicos (tablet, aparelho celular, computador) e menos pela versão impressa, embora essa
ainda seja a forma mais comum de acompanhar as reportagens de revistas e jornais.
Segundo o levantamento da Máquina PR, sites noticiosos e jornais têm o maior índice de acompanhamento diário, sobrepujando até a televisão e o rádio no público pesquisado. Profundidade nos temas retratados e matérias de interesse do seu público justificam a preferência dos entrevistados pelos seus veículos favoritos.
Outros resultados significativos foram:
• o meio jornal é o que tem a maior nota de credibilidade (3,9); mídias sociais, a menor (2,5)
• a Folha de S.Paulo foi eleita o jornal mais influente pelos empresários
• CBN (rádio), Jornal Nacional (noticiário de tevê), G1 (internet) e Exame (revista) lideraram em seus segmentos
• assuntos políticos e econômicos são os de maior interesse dos executivos; Olimpíadas/Copa e
Congresso, os de menor interesse.
O questionário da pesquisa, denominada Impacto das Mídias, foi respondido por 262 porta-vozes de 94 empresas de 23 setores da economia brasileira, presentes em todos os Estados da Federação.
A amostragem incluiu cargos de executivos, gerentes, diretores, presidentes, CEOs, num universo conhecido como “tomadores de decisão”. Com esse levantamento, o terceiro que realiza, o Grupo Máquina pretende revalidar os pesos adotados em seus principais
instrumentos de análise conjuntural de desempenho de grupos empresariais e públicos na imprensa e na defesa de marcas e gestão.
Segundo Marcelo Diego, diretor do Instituto Máquina de Pesquisa, até o final da semana entrará na rede o hotsite do instituto em que esta e outras pesquisas estarão disponíveis para consulta.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
México: 68 jornalistas assassinados em 11 anos
Desde 2000, 68 jornalistas foram assassinados e outros 13 estão desaparecidos no México, país assolado pela violência ligada ao narcotráfico, informou a Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH).
Segundo a CNDH, no mesmo período, foram registrados 21 ataques a instalações de veículos de comunicação. Além disso, desde 2005, foram recebidas 473 queixas de ofensa a repórteres e ativistas de direitos humanos.
A CNDH pediu às autoridades que atuem “com eficiência na defesa e proteção de quem exerce as liberdades de imprensa e expressão" e esclareça de uma vez por todas os casos de ataque à imprensa, segundo o La Jornada.
A maioria das mortes de jornalistas ocorreu no estado de Michoacán, região central do país e berço do violento cartel de drogas La Familia, e nos estados ao Norte do México, na fronteira com os Estados Unidos, explicou o fiscal para a Atenção a Delitos Cometidos contra a Liberdade de Expressão, Gustavo Salas Chávez, citado pela agência Quadratín. De acordo com ele, a maior parte desse crimes está relacionada ao narcotráfico.
Para Salas, porém, um dos principais obstáculos na investigação de crimes contra jornalistas é a falta de colaboração e transparência não só das autoridades estaduais, como das próprias famílias das vítimas, desconfiadas do poder público.
Um relatório recente da Freedom House listou o México entre os países sem imprensa livre, por conta da violência e da intimidação de grupos de criminosos.
Segundo a CNDH, no mesmo período, foram registrados 21 ataques a instalações de veículos de comunicação. Além disso, desde 2005, foram recebidas 473 queixas de ofensa a repórteres e ativistas de direitos humanos.
A CNDH pediu às autoridades que atuem “com eficiência na defesa e proteção de quem exerce as liberdades de imprensa e expressão" e esclareça de uma vez por todas os casos de ataque à imprensa, segundo o La Jornada.
A maioria das mortes de jornalistas ocorreu no estado de Michoacán, região central do país e berço do violento cartel de drogas La Familia, e nos estados ao Norte do México, na fronteira com os Estados Unidos, explicou o fiscal para a Atenção a Delitos Cometidos contra a Liberdade de Expressão, Gustavo Salas Chávez, citado pela agência Quadratín. De acordo com ele, a maior parte desse crimes está relacionada ao narcotráfico.
Para Salas, porém, um dos principais obstáculos na investigação de crimes contra jornalistas é a falta de colaboração e transparência não só das autoridades estaduais, como das próprias famílias das vítimas, desconfiadas do poder público.
Um relatório recente da Freedom House listou o México entre os países sem imprensa livre, por conta da violência e da intimidação de grupos de criminosos.
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Penetração da televisão cai nos Estados Unidos
Penetração da televisão cai nos Estados Unidos A penetração da televisão nos Estados Unidos em 2010 caiu pela primeira vez em 20 anos, segundo uma notícia do New York Times, que cita pesquisa da Nielsen. Segundo o jornal, a pesquisa, ainda não divulgada, deve apontar uma penetração de 96,7% nos lares, uma queda de quase dois pontos percentuais em relação à medição realizada no ano anterior. O instituto aponta dois motivos principais para esta queda. Uma delas é a recessão, que não teria permitido que algumas famílias comprassem receptores digitais após o desligamento dos sinais analógicos, ou mesmo reposto equipamentos danificados.
A outra razão apontada pela Nielsen é que parte da nova geração, que está montando sua primeira casa, optou por não ter televisores, pelo menos por enquanto. Esta geração, que cresceu tendo um laptop, não veria o televisor como um equipamento de primeira necessidade.
A outra razão apontada pela Nielsen é que parte da nova geração, que está montando sua primeira casa, optou por não ter televisores, pelo menos por enquanto. Esta geração, que cresceu tendo um laptop, não veria o televisor como um equipamento de primeira necessidade.
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Florianópolis sedia I Seminário Internacional de Mídias Legislativas
Nos dias 18 e 19 de maio, a Astral (Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas) realizará o I Seminário de Mídias Legislativas, no Costão do Santinho, em Florianópolis. O evento tem por objetivo promover a troca de experiências entre os profissionais que fazem comunicação legislativa a partir de palestras e painéis que tratarão, dentre outros temas, do marco regulatório brasileiro, das formas de transmissão e financiamento dos canais e dos mecanismos para promover a participação cidadã. Além desses, outro assunto terá especial destaque no debate: a convergência de mídias.
"Hoje, portais de várias casas legislativas, assim como o site da Astral, estão aderindo aos diversos canais de comunicação. A convergência está sendo uma tendência em nosso meio", explica Lúcia Helena Vieira, presidente da Astral.
Nomes internacionais da comunicação já confirmaram presença como palestrantes. Representando o México, está Leticia Salas Torres, diretora-geral do Canal do Congresso do país, que participará do painel A convergência de Mídias. Ela virá acompanhada da Comissão Bicamaral do Canal do Congresso, que tem, dentre outras atribuições, a de garantir a condução plural e objetiva na operação e no conteúdo da emissora. Além dela, Marcial Pavez, diretor-executivo do canal da Câmara dos Deputados do Chile, e Jesús Serrano Martínez, diretor de comunicação do Congresso dos Deputados da Espanha, também virão ao seminário.
Para falar sobre o Ginga, middleware que pretende padronizar toda a plataforma interativa do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), Tatiana Tavares, vice-coordenadora do Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAVID-UFPB), participará do painel Plataforma tecnológica – formas de transmissão – canal aberto – formas de financiamento. A professora discutirá possíveis aplicativos a serem utilizados nos canais legislativos e como o Ginga pode colaborar na convergência de mídias.
Ericson Meister Scorsim, advogado especialista em regulação de TV, estará no painel Marco Regulatório – Legislação – Estrutura Organizacional. Ele apresentará o espaço conquistado pelas TV's legislativas ao longo das últimas duas décadas, notadamente a partir da Lei do Cabo (nº 8977/95), e as perspectivas em torno da TV pública digital, que pode ampliar o alcance das televisões não-comerciais com a obtenção do sinal aberto.
A palestra de abertura será conduzida por Fernando César Mesquita, diretor da Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado, com o tema Canais Legislativos como instrumentos da democracia. Dentre outros feitos, Mesquita implantou, em 1996, a TV Senado, o primeiro canal legislativo de alcance nacional. Já a secretária de comunicação social da Câmara dos Deputados, Sueli Navarro, deve mediar o painel Plataforma tecnológica – Formas de transmissão – canal aberto – Formas de financiamento. Navarro dirigiu a TV Câmara entre 2003 e 2009 e, nos dois anos seguintes, presidiu o Comitê Gestor da TV Digital da casa.
O seminário ocorre em paralelo à XV Conferência Nacional da Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais). As inscrições podem ser feitas no site da Astral (www.astralbrasil.org ) até o dia 11 de maio. As vagas são limitadas. Para outros esclarecimentos, entre em contato com (61) 3037-3773 – falar com Rosângela – ou pelo e-mail gerencia@astralbrasil.org.
"Hoje, portais de várias casas legislativas, assim como o site da Astral, estão aderindo aos diversos canais de comunicação. A convergência está sendo uma tendência em nosso meio", explica Lúcia Helena Vieira, presidente da Astral.
Nomes internacionais da comunicação já confirmaram presença como palestrantes. Representando o México, está Leticia Salas Torres, diretora-geral do Canal do Congresso do país, que participará do painel A convergência de Mídias. Ela virá acompanhada da Comissão Bicamaral do Canal do Congresso, que tem, dentre outras atribuições, a de garantir a condução plural e objetiva na operação e no conteúdo da emissora. Além dela, Marcial Pavez, diretor-executivo do canal da Câmara dos Deputados do Chile, e Jesús Serrano Martínez, diretor de comunicação do Congresso dos Deputados da Espanha, também virão ao seminário.
Para falar sobre o Ginga, middleware que pretende padronizar toda a plataforma interativa do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), Tatiana Tavares, vice-coordenadora do Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAVID-UFPB), participará do painel Plataforma tecnológica – formas de transmissão – canal aberto – formas de financiamento. A professora discutirá possíveis aplicativos a serem utilizados nos canais legislativos e como o Ginga pode colaborar na convergência de mídias.
Ericson Meister Scorsim, advogado especialista em regulação de TV, estará no painel Marco Regulatório – Legislação – Estrutura Organizacional. Ele apresentará o espaço conquistado pelas TV's legislativas ao longo das últimas duas décadas, notadamente a partir da Lei do Cabo (nº 8977/95), e as perspectivas em torno da TV pública digital, que pode ampliar o alcance das televisões não-comerciais com a obtenção do sinal aberto.
A palestra de abertura será conduzida por Fernando César Mesquita, diretor da Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado, com o tema Canais Legislativos como instrumentos da democracia. Dentre outros feitos, Mesquita implantou, em 1996, a TV Senado, o primeiro canal legislativo de alcance nacional. Já a secretária de comunicação social da Câmara dos Deputados, Sueli Navarro, deve mediar o painel Plataforma tecnológica – Formas de transmissão – canal aberto – Formas de financiamento. Navarro dirigiu a TV Câmara entre 2003 e 2009 e, nos dois anos seguintes, presidiu o Comitê Gestor da TV Digital da casa.
O seminário ocorre em paralelo à XV Conferência Nacional da Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais). As inscrições podem ser feitas no site da Astral (www.astralbrasil.org ) até o dia 11 de maio. As vagas são limitadas. Para outros esclarecimentos, entre em contato com (61) 3037-3773 – falar com Rosângela – ou pelo e-mail gerencia@astralbrasil.org.
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