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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Rádio comunitária pode se tornar provedora de internet

O Departamento da Banda Larga do Ministério das Comunicações (MiniCom) chamou representantes de organizações das telecomunicações e radiodifusão para propor que rádios comunitárias e públicas possam se tornar provedores de internet. Como entidades sem fins lucrativos, ambos os serviços de radiodifusão, público e comunitário, poderão dispor de conexões sem fio à Internet sob a licencia Serviço Limitado Privado (SLP).

De acordo com o MiniCom, o licenciamento para os serviços seria simples e rápido e poderia ser feito em qualquer município do país. Existem áreas, sobretudo rurais, que são classificadas como preferenciais como Norte e Nordeste do Brasil.

Segundo a Telebrás, poderão ser solicitadas licenças também em municípios onde já há oferta do serviço por entidades comerciais. O diretor comercial da Telebrás, Francisco Zioguer, acredita que as rádios poderão contribuir com maior alcance do serviço de banda larga se tiverem estrutura técnica e financeira suficiente. 

Entretanto, o custo da implementação do serviço varia de R$ 4 mil a R$ 16 mil, valor considerado alto pelas emissoras comunitárias que não tem fins lucrativos. Por isso, seria necessário um projeto por parte de algum órgão público que garanta esse passo inicial.

Para o representante nacional da Amarc Brasil, Arthur William, a possibilidade de oferecer o serviço em municípios com dificuldade de acesso à internet abre a possibilidade de reconhecimento do papel das rádios comunitárias no Brasil. No entanto, ele destaca que as comunitárias continuam sendo perseguidas dentro da sua principal atuação que é difusão de cultura e informação de suas comunidades. Ele também vê nessa proposta a possibilidade de criar alternativas para sustentabilidade das emissoras, já que , por exemplo, são proibidas de fazer publicidade.
Estiveram presentes a Telebrás, a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), a Associação de Rádios Públicas (ARPUB) e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias do Brasil (Amarc Brasil).

Edital da EBC não prevê seleção de jornalistas

Já saiu o edital da Empresa Brasileira de Comunicação – EBC. Não há vagas para jornalistas, nem publicitários, nem relações públicas. Haverá seleção de radialistas com exigência de formação acadêmica de nível médio.
As vagas de nível superior – analista são as do quadro abaixo: Advocacia, quatro vagas mais cadastro reserva; Contabilidade, uma vaga, Criação e Desenvolvimento na Web e Plataformas Digitais, uma vaga, mas cadastro reserva; Engenharia de Rádio e Televisão, duas vagas, mais cadastro reserva; Engenharia de Software, uma vaga, mais cadastro reserva; Estatística, uma vaga, mais cadastro reserva; e Medicina do Trabalho, duas vagas, mais cadastro reserva.

Radialistas

A EBC utiliza um estranho critério para definir o perfil dos profissionais que deseja.  Serão selecionados, por exemplo, doze Técnicos de operações na função “apoio a imagem”. A gama de funções que este profissional terá que dominar é impressionante:
Operar e/ou alterar a seqüência dos créditos dos programas ao vivo e gravados, filmes, vinhetas e chamadas; operar teleprompter; preparar e/ou alterar a seqüencia de paginação dos scripts; conferir as máquinas para gravação e reprodução de programas; controlar os níveis de áudio e de vídeo durante a gravação e reprodução, além de desempenhar atividades afins e correlatas.
Também serão oferecidas doze vagas para Técnicos de operações na função “auxílio operacional”.  Para esta função, a EBC espera que o profissional domine efetivamente os sete instrumentos. Segundo a “síntese das atribuições”, publicada no edital da EBC, o profissional deverá dominar da marcenaria à produção de gravações externas. Confira o que foi publicado:  Auxiliar na iluminação e nas captações de áudio e vídeo; auxiliar na construção e reparo de cenários, adereços e mobiliários; auxiliar na montagem, desmontagem e adaptação de peças de cenários; auxiliar no transporte, inclusive na movimentação de cabos e outros periféricos, preparação e operação de equipamentos utilizados nas captações de áudio e vídeo; assistir às equipes de jornalismo, produção ou programação nas gravações externas e/ou transmissões ao vivo, além de desempenhar atividades afins e correlatas.
Também existem vagas para Técnicos de operações na função “transmissão”, três vagas mais cadastro reserva; Técnico de Produção e Manutenção de Empresa de Comunicação Pública na função “ Edição e Finalização de Imagem”, 12 vagas mais cadastro reserva;  e também 12 vagas na função “Programação”, mais cadastro reserva.
O Edital foi publicado no Diário Oficial e pode ser acessado aqui

quinta-feira, 27 de junho de 2013

EBC divulga edital de concurso nesta sexta, 28/6.

A Empresa Brasileira de Comunicação lança nesta sexta-feira, 28/6, edital de concurso público para seleção de pessoal. Ainda não se sabe quantas e quais vagas serão oferecidas. A EBC é a responsável por gerir as emissoras de rádio e Televisão, tais como a Rádio Nacional e a TV Brasil, e é vinculada à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A empresa ainda administra a Agência Brasil e o Portal EBC. 
De acordo com extrato publicado no Diário Oficial, a seleção será organizada pelo Instituto Quadrix. O concurso será composto de provas e análise de títulos.
No último concurso, realizado em 2011, a empresa ofereceu 537 vagas imediatas. Na época, as oportunidades eram destinadas, por exemplo, à jornalistas, economistas, sonoplastas e engenheiros. As remunerações foram de R$2.354,50 (níveis médio e técnico), R$3.499,50 (superior) e R$6.459,50 (gestor).

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Câmara dos Deputados: PEC do Diploma recebe parecer favorável de relator

Com base no portal O Jornalista

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) apresentou no dia, 24/6, parecer favorável à PEC 206/2012, que tem o objetivo de restituir a exigência da formação superior para o exercício da profissão de jornalista. Conhecida como PEC do Diploma, a matéria já aprovada no Senado Federal no ano passado, chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados no ano passado.

No parecer, o deputado aponta que:
"Com efeito, respeitosamente, ousamos discordar do entendimento firmado pela excelsa Corte da Justiça, pois não vislumbramos que a referida obrigatoriedade de diplomação para o exercício da atividade profissional ofende a liberdade de pensamento, de expressão ou de comunicação, independentemente de licença (Art. 5º, incisos IV e IX da CF)".



Depois de apresentado o parecer de admissibilidade do relator, a PEC terá que ser votada na CCJ. Se for aprovada, será criada uma comissão especial para analisar o mérito da PEC, que ainda terá que ser votada em dois turnos pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Itamaraty seleciona quatro estagiários para Assessoria de Imprensa

A Assessoria de Imprensa do Ministério das Relações Exteriores dispõe de quatro vagas de estágio para início imediato. Para o estágio, é indispensável conhecimento de leitura de inglês e espanhol (sendo também desejável conhecimento de francês), conhecimentos de informática e estar cursando Relações Internacionais, Ciência Política ou Comunicação.

Os estagiários deverão desenvolver, entre outras, atividades complementares à equipe de pessoal do quadro da AIG na elaboração de clipping de notícias nacionais e internacionais, organização de banco de dados de áudio, imagem e vídeo de interesse do Itamaraty, degravação de pronunciamentos de autoridades, cobertura fotográfica de eventos oficiais, alimentação de imagens de eventos oficiais no site do Itamaraty, credenciamento de jornalistas, bem como atividades ligadas às novas mídias digitais do MRE como o You Tube e o Flickr.

Informações:

Jornada: 6 horas diárias, duas vagas para a equipe de segunda a sexta (13h - 19h) e duas vagas para a equipe de plantão (7h às 13h), que inclui trabalhar sábados, domingos e feriados.

Bolsa (CIEE): 520,00 + R$ 132,00 (auxílio transporte)

Os candidatos deverão enviar o CV atualizado para o e-mail imprensa@itamaraty.gov.br.

Equador, que avalia asilo a Snowden, promulga nova lei da mídia

Por Leite Filho, do blog Café com Política
O Equador, que agora avalia o pedido de asilo do agente americano Edward Snowden, denunciante dos grampos nos telefones e na internet, promulgou neste fim de semana a Lei Orgânica de Comunicação (aprovada pelo Parlamento, por 108 votos contra 26 e uma abstenção) com o fim de derrogar o monopólio do poder econômico sobre a mídia e coibir abusos cometidos em nome da liberdade de imprensa. O Equador junta-se assim à Venezuela, Nicarágua, Bolívia e Argentina, países que, a seu modo, decidiram considerar a informação como um direito do cidadão e não como simples mercadoria, em contraste com os países europeus, como a Grécia, que fechou a TV pública, a ERP, provocando a demissão de 2.652 funcionários.
A nova lei equatoriana, que abrange rádio, TV e jornais, proíbe a censura prévia e dispõe que o espaço radioelétrico (emissoras de TV e rádio) seja distribuído equitativamente, de forma a contemplar 33% para a mídia privada (atualmente com 85%), 33% para a mídia pública e 34% para a mídia comunitária. Também estabelece que o direito de resposta aos cidadãos atingidos por injúrias seja efetuado em 72 horas. A lei cria outras tipificações penais como a figura do linchamento midiático, visando evitar a publicação reiterada de informações que desprestigiem pessoas físicas e jurídicas.
A sanção da nova lei de mídia se deu pouco depois da Cúpula do Periodismo Independente, convocada pelo presidente Rafael Correa, em Guyauqil, com a participação de jornalistas, comunicadores, estudantes, filósofos e cientistas políticos de vários países, num total de 10 mil pessoas. Entre elas estão presidente da Unasul (União de Nações Independentes da América do Sul), Alí Rodríguez. Julian Assange, diretor do site Wikileaks e há um ano exilado e sem poder sair da sede da embaixada equatoriana, em Londres, encerrou os dois dias de debates com um discurso em tempo real, através de um vídeo web.
Cúpula da Unasul – Uma das propostas desse encontro, de autoria do filósofo Fernando Buen Abad, mexicano residente em Buenos Aires, convoca uma Cúpula dos Presidentes da Unasul para discutir a comunicação e a informação como uma questão de segurança nacional e regional (veja vídeo em seguida). Segundo Buen Abad, a questão comunicacional e não se resume a um debate sobre inclusão ou diversidade de vozes, mas um problema de segurança: “Em cada um dos países que estão construindo democracias novas”, disse ele,”tem sofrido uma ofensiva midiática muito severa.Há uma agressão que se vê cada vez mais orquestrada e dirigida a partir dos centros monopolistas da mídia. A direita se refugiou nessas estruturas e golpeia as democracias nascentes.
Esta Cúpula específica da Unasur deveria, segundo ele, que diz ter o apoio dos presidente Rafael Correa, Nicolás Maduro (Venezulea), Cristina Kirchner (Argentina)e José Mujica e Uruguai, se guiar por quatro eixos: 1) A defesa de seus governos; 2) Tomar a dianteira sobre o problema da assimetria tecnológica;; 3) Fazer uma projeto de unificação em matéria jurídico-política; e 4) Ganhar a batalha dos conteúdos com a proposição de uma aliança político-estratégica, para que a agenda não venha de fora mas determinada na própria região.
Proposta de Cúpula da Unasul
Cúpula de presidentes da Unasul
A Lei de comunicação, ainda cuida de reservar maiores espaços para a produção nacional de conteúdos na programação e percentuais mínimos para a reprodução de músicas equatorianas nas emissoras. O cumprimento da lei será acompanhado pelo Conselho de Regulação da Mídia, com atribuições de garantir o exercício profissional e os direitos trabalhistas, e a Superintendência de Comunicação e Informação, encarregada da “vigilância, autitoria, intervenção e controle”.Já o Conselho de Regulação da Mídia terá atribuições em âmbitos como o acesso à informação, conteúdos e faixas horárias, elaboração de regulamentos e de informes para a concessão de frequências.
Pronunciamento do presidente Rafael Correa na Cúpula do Jornalismo Responsável

Pronunciamento do secretário-geral da Unasul, Alí Rodríguez

Jornalistas brasileiros na final do Prêmio Internacional de jornalismo para a Saúde

Saiu a relação dos finalistas ao prêmio Roche de Jornalismo para a Saúde, anunciada pela Fundação Gabriel García Marquez para o Novo Jornalismo Iberoamericano. Na categoria TV e vídeo, estão na final: Bianca Vasconcellos, com “A vida por um fio”, da TV Brasil; Luis Pavón,  por “Con los brazos abiertos” (México), da Televisa; e Federico Uribe,  por “Valiente Valentina” (Colômbia), da Telemedellín. O jornalista Floriano Filho, atualmente na TV Senado, foi um dos três jornalistas a receber menção honrosa com a reportagem “Câncer: avanços e desafios”, exibida pela TV Brasil.
Os prêmios serão entregues no dia 4 de julho durante cerimônia em Santiago, no Chile.

Veja aqui a reportagem
 Câncer: avanços e desafios