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sexta-feira, 20 de maio de 2011
Canal chileno recebe multa de US$ 32 mil por comentários homofóbicos
O Conselho Nacional de Televisão do Chile aplicou uma multa de US$ 32 mil à emissora Chilevisión pelos comentários homofóbicos de dois humoristas que se apresentaram em fevereiro no Festival Internacional da Canção de Viña del Mar. A decisão, divulgada nesta quarta-feira (19/04), foi adotada por unanimidade pelos 11 membros do órgão que "levaram em conta a dignidade das pessoas". As brincadeiras foram consideradas grotescas e vulgares.
Veja a apresentação de Mauricio Flores no festival deste ano:
Representantes da televisão aberta consultados pela Agência Efe disseram que a multa é a mais alta já aplicada pelo Conselho. A decisão foi divulgada um dia após o Dia Internacional contra a Homofobia. O Chilevisión, um dos canais abertos locais, foi responsável neste ano por organizar o evento, considerado o mais importante da América Latina.
Segundo o jornal La Segunda, a apresentação do chileno Mauricio Flores, um dos humoristas que subiu ao palco da Quinta Vergara, sede do Festival, que há anos interpreta um homossexual, foi o mais criticado pela maioria dos meios de comunicação locais. Já Oscar Gangas, o outro comediante que fez brincadeiras homofóbicas, disse ao jornal que a multa já "era esperada em um país tão hipócrita como o Chile".
terça-feira, 5 de abril de 2011
Manual de Comunicação LGBT disponível na web
Transexuais) é voltado para profissionais, estudantes e professores da área de comunicação (Jornalistas, Radialistas, Publicitários, Relações Públicas, Bibliotecários, entre outras pessoas).
É um dos objetivos da atual diretoria da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, e de ativistas ligados ao segmento LGBT no Brasil, reduzir o uso inadequado e preconceituoso de terminologias que afetam a cidadania e a dignidade de 20 milhões de LGBT no país, seus familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho.
Ao longo do tempo, as lutas e as manifestações organizadas pelo Movimento LGBT em todos os estados brasileiros sensibilizaram comunicadores e agregaram aliados. Mas ainda existe um longo caminho a ser percorrido pelo Movimento e pela imprensa para garantir uma transmissão de informações com maior qualidade e comprometimento com as causas sociais.
Para saber mais sobre esse manual ou fazer sugestões, os contatos estão abaixo:
presidência@abglt.org.br
secom@abglt.org.br
www.abglt.org.br
sábado, 29 de maio de 2010
Livro trata da homossexualidade no telejornalismo
As Edições GLS e a Livraria Cultura Conjunto Nacional (SP) promovem no dia 1º de junho (terça-feira), das 18h30 às 21h30, a noite de autógrafos do livro TV no armário – A identidade gay nos programas e telejornais brasileiros, do professor e jornalista Irineu Ramos Ribeiro. Fruto de ampla pesquisa sobre a cobertura dada pela TV à questão da homossexualidade, a obra revela como as emissoras ainda se pautam pelo preconceito. Ao mergulhar nesse universo, o autor analisa a programação das emissoras e mostra a dificuldade e os equívocos que ocorrem quando precisam lidar com as diferenças sexuais na TV. O evento acontece no piso térreo da livraria, que fica na Av. Paulista, 2073Na obra, o autor analisa diversos aspectos do tratamento dado aos gays na programação humorística, em telejornais e em novelas, demonstrando as diversas formas pelas quais o preconceito é estimulado. Baseando-se no pensamento de Michel Foucault e noções da teoria queer, ou teoria do estranhamento, o autor comprova que a televisão brasileira acaba transmitindo valores negativos, depreciativos e caricatos no que se refere aos gays. “Está na hora de mudar de rumo”, afirma Ribeiro, lembrando que a mídia tem um papel determinante na formação de identidade.
O autor discorre sobre o limiar dos gêneros, abordando questões como ambigüidade, identidade, sexualidade e formas de pensar. Fala sobre o desenvolvimento das identidades sexuais “proscritas” no decorrer do século XX e as relações de poder na mídia televisiva. Faz um breve histórico do movimento homossexual no mundo e de algumas de suas lutas até chegar à década de 1970, quando o gênero passa a ter uma conotação social ampla. “O conceito de gênero se refere à construção social e cultural que se organiza a partir da diferença sexual”, revela o autor.
O livro traz ainda um breve relato histórico do surgimento da TV no Brasil e o levantamento da cobertura jornalística televisiva da Parada do Orgulho Gay de São Paulo. Em seguida, o autor examina alguns programas humorísticos que tratam o gay com escracho, um game show que perde a oportunidade de esclarecer que a diferença é saudável e uma novela que acaba apelando para o sentimentalismo na hora de retratar o amor homossexual. “Procuro demonstrar as sutis abordagens em que o preconceito é estimulado e impede a existência de um mundo onde a diferença seja respeitada”, explica o autor.
“Ribeiro tem a rara capacidade de expor as inclinações preconceituosas e reforçadoras de preconceitos que as emissões de TV disseminam em relação aos homossexuais sem cair na tentação de enxergar nisso uma conspiração dos setores dominantes da sociedade. Ele entende a dinâmica da indústria cultural e não a acusa de intenções diabólicas”, afirma Carlos Eduardo Lins da Silva, ex-ombudsman da Folha de S.Paulo, que assina o prefácio da obra.
O autor
Irineu Ramos Ribeiro é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), pós-graduado em História pela mesma instituição e mestre em Comunicação pela Universidade Paulista (Unip). É membro do Centro de Estudos e Pesquisa em Comportamento e Sexualidade (CEPCoS), organização não governamental ligada às questões de gênero e sexo. Integra ainda o Grupo de Estudos “Estética, Mídia e Homocultura” da Universidade de São Paulo (USP). Apresenta trabalhos acadêmicos em diversos congressos e simpósios nacionais e é palestrante da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads), órgão vinculado à Secretaria de Participação e Parceria da Prefeitura de São Paulo, no qual desenvolve trabalhos de capacitação nas questões de gênero, sexualidade, mídia e educação com professores da rede pública.