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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Comunicação corporativa cresce 300% e faturamento chega a R$ 2 bi

Da Folha.com
 
Em um momento de redefinição do modelo de negócios dos veículos de mídia, outro segmento de comunicação tem crescido a um ritmo de 15% nos últimos cinco anos. As agências de comunicação corporativa faturaram R$ 2 bilhões em 2011. Em 2001, eram R$ 500 milhões, em valores atualizados.


FSB, CDN e Máquina da Notícia são algumas das principais empresas do mercado (veja quadro ao lado).
"Estamos passando por uma transformação radical. A comunicação se tornou peça fundamental para as corporações, com o papel de decifrar ameaças e oportunidades", afirma o presidente da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), Paulo Nassar.
A maior parte das agências começou como assessoria de imprensa, mas diversificou seus serviços. "É um trabalho de psicólogo, diplomata e bombeiro", resume João Rodarte, presidente da CDN.
Em 2007, dois dias depois da tragédia da cratera no canteiro de obras da linha 4 do metrô, a CDN foi chamada. Havia vítimas e o risco de executivos do consórcio empreendedor serem presos.
A agência participou de um comitê envolvendo profissionais de engenharia, direito, seguros e assistência social. Mobilizou 25 profissionais para atender a imprensa.
"Em um plano de comunicação, além dos jornalistas supostamente todos os envolvidos em uma operação --funcionários, fornecedores, investidores, clientes-- devem ser impactados. A palavra-chave é integração", diz Maristela Mafei, da Máquina.
Outros exemplos de atuação dessas empresas são a fusão de gigantes como Telefônica e Vivo ou TAM e Lan Chile, ou a exportação do quadro de executivos da Ambev.
Há também casos clássicos apontados como antiexemplos. A Rhodia, que nos anos 90 era tida como modelo de comunicação, deixou um passivo ambiental em Cubatão, na Baixada Santista, que colocou em xeque a construção de uma imagem que não correspondia a sua atuação.
A Petrobras lançou na Bolívia uma campanha em espanhol, sem levar em conta o idioma local dos indígenas da região em que atua.
E os conflitos com operários no canteiro de obras em Jirau, em Rondônia, expressam uma certa incapacidade da Camargo Corrêa em comunicar-se com os funcionários.
"Por mais que as agências sejam competentes, é mais comum do que se imagina maquiarem os fatos, omitirem fontes, sonegarem informações. Quando proteger um cliente se torna mais importante que a verdade, temos um problema de ética e cidadania", diz Wilson Bueno, professor da Universidade Metodista do ABC.
As principais agências contam em seu staff com profissionais que ganharam experiência nas Redações dos principais veículos do país.

SALÁRIOS MAIS ALTOS

De acordo com Francisco Soares Brandão, sócio-fundador da FSB, ganha-se mais em comunicação corporativa.
"Aqui, o céu é o limite. Os resultados são medidos pela produtividade", afirma.
A Aberje acaba de finalizar um relatório mostrando que, nas corporações, um diretor de comunicação recebe em média R$ 51 mil. Uma secretária, R$ 5,8 mil.
A formação acadêmica em jornalismo oferecida pelas universidades contempla muito timidamente o mercado de comunicação empresarial. Há uns poucos MBAs, e mais nada.
"Mais da metade dos alunos graduados acabam indo para essa área, mas a formação que recebem ainda é focada no trabalho em veículos de comunicação", afirma Gisele Lorenzetti, presidente da Abracom, entidade que agrega as agências.
A percepção no mercado é de que falta mão de obra especializada --capacidade de interlocução com diferentes culturas, conhecimento sobre a regulação do Estado e direitos internacionais, entre outros, são requisitos.

LOBBY

Com presença cada vez maior nos contratos com governos, uma antiga demanda do setor é pela regulamentação da atividade do lobby no Brasil, como ocorre nos Estados Unidos.
"É preciso desmistificar o termo. É legítimo que uma corporação busque um levantamento sobre a legislação vigente e o que está sendo discutido nos âmbitos do Executivo e do Legislativo, com vistas a influir nas tomadas de decisão em áreas de seu interesse", diz Andrew Greenlees, vice-presidente da CDN.
"Se uma montadora vai se instalar no Brasil, por exemplo, precisa saber como as coisas funcionam", exemplifica.
Para Maristela Mafei, "nos setores regulados pelo governo, isso se torna mais dramático, pois com frequência as agências mudam de ênfase".
A CDN é associada ao escritório Flecha de Lima, fundado pelo ex-embaixador Paulo Tarso. O foco são as relações governamentais.
A proposta é inserir e acompanhar o cliente no ambiente político, identificando decisões que possam afetar seus interesses e sugerindo formas de atuação.







domingo, 19 de dezembro de 2010

Publicidade: mercado brasiliero pode chegar ao 5º do mundo

Do M&M Online

Projeção da Zenith Optimedia mostra que publicidade no País atingirá R$ 31,6 bilhões, encostando no Reino Unido

Muito tem se falado sobre a importância que o mercado brasileiro ganha para a publicidade mundial. Grandes agências chegaram no País neste ano, como R/GA e Wieden+Kennedy, sem contar ampliação de investimentos de redes instaladas há muito tempo aqui, como a Dentsu, por exemplo.

Mas agora, um estudo da Zenith Optimedia quantifica o quanto de dinheiro vai rodar a mais no mercado brasileiro na comparação de 2013 com o volume atual. São nada menos do que US$ 4,4 bilhões, ou algo em torno de R$ 7,4 bilhões.



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O dado representa o quarto maior incremento neste mesmo período se comparado com os outros países. Nos Estados Unidos, de longe o maior mercado do mundo, haverá um incremento de US$ 13,3 bilhões, contra US$ 11,6 bi na China e US$ 4,4 na Rússia. Países tradicionais da Europa, como Alemanha e Reino Unido, terão injeção bem mais modesta de recursos, na ordem de US$ 1,8 bi e US$ 1,6 bi.

De acordo com a Zenith, o Brasil é atualmente o sexto maior mercado da publicidade mundial, com US$ 14,2 bilhões (cerca de R$ 24 bilhões), e chegará a 2013 com US$ 18,7 bi (ou R$ 31,6 bilhões), uma alta de 31%, mantendo a sexta colocação, só que mais colado no Reino Unido.

O Brasil ficaria, então, a US$ 1 bilhão de se tornar o quinto mercado do mundo. A grande mudança no período será protagonizada pela China, que vai crescer 51%, ultrapassar a Alemanha e assumir como terceiro maior mercado do mundo, atrás de Estados Unidos e Japão.

Confira mais informações sobre o estudo da Zenith clicando aqui.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Brasil pode crescer como pólo de offshore de TI

Por Rodrigo Afonso, da Computerworld

Mão-de-obra e infraestrutura barata devem fazer com que o País receba investimentos e ganhe destaque global em serviços de computação em nuvem.

A reorganização das infraestuturas tecnológicas, com o fortalecimento do conceito de cloud computing, e da economia mundial pode fazer com que novos países se destaquem na área de serviços de tecnologia. E, neste contexto, o Brasil tem uma grande oportunidade de crescer, de acordo com o vice-presidente de pesquisas da consultoria Gartner, Daryl Plumer.
Segundo ele, a recuperação rápida da economia brasileira e a oferta de mão-de-obra qualificada e barata pode colocar o País em uma posição central no que diz respeito ao fornecimento de serviços de TI. “O Brasil está entrando na lista de opções de sourcing e na lista dos principais players que procuram países para montar sua infraestrutura”, aposta.
Os principais concorrentes do Brasil continuarão sendo, principalmente, as nações asiáticas, mas, segundo Plumer, a Índia já perdeu posições na lista de fontes preferenciais de sourcing. “Os custos naquele país estão subindo, o que dá mais espaço para o crescimento do Brasil”, completa.
Um dos pontos fracos apontados pelo consultor no País é a falta de domínio do idioma inglês. Plumer, no entanto, acredita que o Brasil vá superar essa questão.
Um levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), realizado pela consultoria A.T. Kearney e divulgado em abril de 2009, mostra que o Brasil é o quinto destino global para offshore.
A análise aponta que o País tem qualificação para competir com outros países emergentes por uma fatia maior dos recursos destinados a offshore outsourcing - um mercado que deverá atingir 101 bilhões de dólares em 2010. De acordo com a consultoria, o Brasil poderia ficar com metade desta soma. No entanto, para se posicionar como um dos três principais players globais, o Brasil precisa voltar os olhos para a questão tributária.
Segundo a Brasscom, em 2009, o Brasil exportou 3 bilhões de dólares em software e serviços de TI - valor 36% superior ao verificado no ano anterior. A estimativa para 2010 é de 3,5 bilhões de dólares em negócios no exterior. Para 2011, a expectativa é que as exportações de software e serviços somem 5 bilhões de dólares, segundo a Brasscom.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

US$ 250 mil para promover o cinema nacional

Do M&M Online

Dez filmes foram contemplados pelo Programa de Apoio à Distribuição Internacional. O projeto do Cinema do Brasil e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) oferece suporte financeiro para distribuidores internacionais que lancem filmes brasileiros em salas de cinema no exterior.

Estômago, Era Uma Vez, Divã, Sem Controle, Antônia, Eu me Lembro, Durval Discos, Noel, Poeta da Vila e Antes que o Mundo Acabe são os filmes que receberão o apoio.
Cada uma das propostas aprovadas receberá US$ 15 mil do programa, além de um adicional de US$ 10 mil doado pelo Ministério das Relações Exteriores por meio da Divisão do Audiovisual. Os valores devem ser direcionados para gastos com Propaganda e Marketing para a promoção da obra.

Os distribuidores comprometem-se a utilizar, no mínimo, duas cópias por filme, que deverá ser exibido em pelo menos cinco cidades ou ficar em cartaz durante um período de quatro semanas. Como contrapartida, as distribuidoras devem investir diretamente na promoção dos filmes um valor equivalente ou superior ao apoio do Programa.

A escolha dos filmes foi feita a partir da proposta de lançamento e distribuição do filme, além do Plano de Ação de Propaganda e Marketing e de um orçamento detalhado, com indicação de como os recursos recebidos serão aplicados e os valores que a empresa investirá diretamente.

Confira abaixo a lista completa dos filmes e produtoras contempladas pelo programa.

- Estômago, da Zencrane Filmes, que será distribuído em Portugal pela Filmes Alambique, e na França pela Carlotta Films

- Era Uma Vez, da Conspiração Filmes, que será distribuído nos Estados Unidos pela Maya Entertainment

- Divã, da Total Enternainment, que será distribuído nos Estados Unidos pela Maya Entertainment

- Sem Controle, da Ananã Produções, que será distribuído em Portugal pela Bosque Secreto Distribuição e Exibição Audiovisual

- Antônia, da Coração de Selva, O2 filmes e Globo Filmes, que será distribuído na Alemanha pela WFilm

- Eu me Lembro, da Truque Produtora de Cinema, que será distribuído na França pela Armazem Distribution

- Durval Discos, da Dezenove Films e da África Films, que será distribuído na França pela Armazem Distribution

- Noel, Poeta da Vila, da Movi & Art, que será distribuído na Coréia do Sul pela Entermode Corp.

- Antes que o Mundo Acabe, da Casa de Cinema de Porto Alegre, que será distribuído na Coréia do Sul pela Entermode Corp.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Empresas brasileiras querem produzir decodificadores para TV digital no Peru

A decisão do governo do Peru em utilizar o sistema nipo-brasileiro de televisão digital já começa a abrir horizontes econômicos para a indústria eletrônica nacional. Pelo menos é o que pode se depreender da nota divulgada pela agência de ótícias EFE. Confira abaixo.

Empresas brasileiras planejam investir entre US$ 60 milhões e US$ 100 milhões para instalar em território peruano unidades para produzir decodificadores para televisão digital, informou hoje a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil).
O coordenador de Mercados Regionais da Apex Brasil, Gilberto Lima, explicou à agência peruana "Andina" que as companhias que negociam a instalação de fábricas são a Proview e a Tele System."Em junho está prevista a visita de empresários peruanos ao Brasil que estão interessados em realizar joint ventures com estas empresas brasileiras, porque este projeto tem uma participação estratégica do Peru", afirmou Lima.
Uma das vantagens da criação destas unidades no Peru, segundo o representante da Apex Brasil, será o barateamento dos decodificadores visando à implantação da televisão digital no país, o que está previsto para 2010.
O Governo peruano anunciou em 23 de abril a decisão de adotar o modelo nipo-brasileiro de televisão digital, o que será feito ao longo de dez anos.
A Apex Brasil organiza em Lima o fórum Brasil Tecnológico, onde são apresentadas inovações tecnológicas aplicadas a setores como a biotecnologia, o etanol e as tecnologias da informação.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Argentina: Empresas de consultoria em RP crescem 23%

A revista argentina Imagen informa que as empresas prestadoras de consultoria em Relações Públicas (lá o mercado de assessoria de imprensa é operado pelos RPs) teve o faturamento de 2008 ampliado em 23%. Embora represente um desempenho melhor do que o verificado pelas congêneres norte-americanas e britânicas, o comportamento representa uma queda de 50%, quando comparado ao desempenho verificado no setor em 2007.