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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Dom Pedro Casaldàliga é tema de minisérie hispano-brasileira

A TV Brasil estreia, dia 13 de dezembro, a minissérie "Descalço sobre a Terra Vermelha". Baseada no livro homônimo de Francesc Escribano, a minissérie de três episódios com 52 minutos, é um relato sobre a vida do bispo catalão Pedro Casaldàliga e sua incansável luta pelos índios e camponeses da região do Mato Grosso.
A obra reconstrói a trajetória de vida do bispo emérito de São Félix do Araguaia. Um passado de lutas pela terra, inclusive durante o regime militar e de violência no centro-oeste brasileiro. O religioso é uma figura emblemática, tanto na Espanha quanto no Brasil, por sua luta em favor dos desfavorecidos da região do Mato Grosso, no Centro-Oeste brasileiro.
O papel do missionário catalão foi interpretado por Eduard Fernández. A direção foi feita pelo cineasta catalão Oriol Ferrer e o roteiro foi escrito por Marcos Bernstein e Maria Jaén. A série é uma coprodução entre a TV Brasil, a espanhola TVE, a catalã TV3 e as produtoras Raiz Produções (Brasil) e Minoria Absoluta (Espanha).
Em 2014, a minissérie foi agraciada com dois prêmios FIPA de Ouro na 27ª edição do Festival Internacional de Programas Audiovisuais, em Biarritz, na França. Eduard Fernández, intérprete do missionário catalão foi premiado como melhor ator. O outro reconhecimento à minissérie foi pela melhor trilha sonora original; e, de modo especial, o júri elogiou a música composta por David Cervera.
A TV Brasil exibe a minissérie nos dias 13, 20 e 27, às 21h30. 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Rádio católica italiana demite dois jornalistas que criticaram o Papa

Do Opera Mundi


Eles estavam há dez anos na emissora
 e leram no ar um artigo chamado
 "Esse papa não gosta de nós
"


Dois jornalistas italianos foram demitidos da emissora católica Radio Maria, de Roma, após criticar o papa Francisco em um artigo intitulado “Esse papa não gosta de nós”, publicado pelo jornal conservador "Il Foglio", que divulgou na sexta-feira (11/10) o incidente.
Em comunicado enviado ao veículo, os jornalistas Alessandro Gnochi e Mario Palmaro disseram que o diretor da rádio, o padre Livio Fanzaga, fez uma ligação para demiti-los após dez anos no ar.
No artigo, publicado na quarta-feira passada, os jornalistas afirmam que os atos e gestos do papa Francisco são "uma demonstração de relativismo moral e religioso" e destacam que a "atenção do circuito midiático-eclesiástico" está se concentrando "na figura de Francisco e não na de [São] Pedro".
"O padre Livio sustenta que não se pode ser locutor da Radio Maria e ao mesmo tempo criticar o papa" afirmaram os jornalistas.
"Como não compartilhamos essa linha editorial, registramos o fato e sublinhamos de todas as formas que nossas críticas ao papa Francisco não contêm nem uma só linha que não se atenha à doutrina católica e que não tenham sido expressadas nos microfones da Radio Maria", explicaram os dois na nota.
Os jornalistas defenderam a liberdade de expressão e disseram que as opiniões são "discutíveis, certamente, mas legítimas" e que o caso é um fato "raro" na prática jornalística.
Eles acrescentam que, durante os dez anos de trabalho na emissora católica, puderam abordar "temas mais delicados com total liberdade" graças a seu diretor, por isso - sustentam - "essa decisão torna mais amargo" o episódio.