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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Sindicato exibe documentário sobre protesto de fotojornalistas

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Por Alan Marques

Documentário sobre protesto de fotojornalistas no governo Figueiredo será exibido nesta segunda, 28/9, na Cozinha Fotográfica do SJP-DF

Depois do sucesso da edição da Cozinha Fotográfica de agosto, Sindicato dos Jornalistas do DF fará evento de setembro para debater o curta “A culpa é da foto”, filme que tem a produção executiva de Eraldo Peres, a direção de conteúdo de André Dusek e a direção de fotografia de Joédson Alves.
O filme trata de um protesto realizado em janeiro de 1984, no governo militar do General Joāo Baptista Figueiredo, ocasião em que fotógrafos, cinegrafistas e repórteres baixaram suas máquinas na rampa do Palácio do Planalto em repúdio à proibição de registros dentro do gabinete presidencial.
A Culpa é da Foto traz o depoimento de profissionais que ousaram a participar do protesto em pleno governo militar. O grande objetivo dos fotógrafos foi contestar os atos de retaliação, assédio moral e censura utilizados contra a imprensa durante o Governo Figueiredo. O único registro do momento ficou sob a responsabilidade do repórter fotográfico José de Maria França, J.França (foto que ilustra esta matéria).  
O curta tem duração de 15 minutos e traz depoimentos de nove jornalistas que estavam na cena da fotografia, destes um era o fotografo oficial do presidente, Roberto Stuckert, o outro, Silvio Leite, era o presidente do comitê de imprensa do Palácio do Planalto em 1984. Ambos estavam na rampa, mas não são vistos na fotografia.
Entre esses depoimentos também estão o do repórter fotográfico André Dusek, que à época era presidente da Uniāo dos Fotógrafos de Brasília. Ele foi testemunha ocular do protesto do outro lado da rua e no documentário é Dusek quem faz a ligação dos fatos até o dia do protesto. Outro profissional que aparece no filme é Wilson Pedrosa, que teve várias desavenças com Figueiredo. Pedrosa teria feito uma foto do presidente com gesso e isso o teria irritado muito.
A Culpa é da Foto venceu na categoria de melhor curta metragem na Mostra Brasília do 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. 

Cozinha Fotográfica

A Cozinha fotográfica é um dos projetos do Sindicato de maior destaque, visto que já existe há mais de 30 anos. Direcionada para repórteres fotográficos, profissionais e estudantes da área de comunicação, a Cozinha também recebeu em 2014 alunos do ensino fundamental.
O objetivo da Cozinha fotográfica é mostrar o trabalho de fotojornalistas do DF como forma de incentivar o debate sobre fotografia e os desafios enfrentados por esses profissionais. Temas como direitos autorais, manipulação de imagem, novas tecnologias, dificuldades e desafios para a realização dos trabalhos são alguns pontos abordados durante as discussões.


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Velocidade da banda larga no Brasil está abaixo da média na América Latina


Por Bruno Amaral, em Tela Viva News


No segundo trimestre, a velocidade média da banda larga no Brasil cresceu 0,2 Mbps (7,6%) na comparação com os primeiros três meses do ano, fechando junho com 3,6 Mbps. Dessa forma, mesmo tendo avançado 25% em relação ao mesmo período de 2014, o País caiu uma posição e está em 90º no ranking State of the Internet da Akamai, divulgado nesta quarta-feira, 23. A média do Brasil ficou abaixo não apenas do índice mundial (5,1 Mbps), mas até da América Latina (média de 3,85 Mbps dentre os 13 países levantados).

A média do Brasil ficou abaixo não apenas do índice mundial (5,1 Mbps), mas até da América Latina (média de 3,85 Mbps dentre os 13 países levantados).
Considerando apenas a região latino-americana, o país se posiciona em oitavo lugar, atrás de:
  • Uruguai (5,9 Mbps), 
  • Chile (5,6 Mbps), 
  • México (5,5 Mbps), 
  • Argentina (4,7 Mbps), 
  • Peru (4,7 Mbps), 
  • Colômbia (4,5 Mbps) e
  • Equador (4 Mbps).


Está à frente apenas de:
  • Panamá (3,3 Mbps),
  • Costa Rica (3,2 Mbps),
  • Bolívia (1,9 Mbps), 
  • Venezuela (1,6 Mbps) e
  • Paraguai (1,5 Mbps).


Em se tratando de pico médio de velocidade, o Brasil ficou duas posições acima do que no trimestre anterior, em 80º. Com 27 Mbps (aumento trimestral de 12% e de 32% comparado com 2T14), o País ficou acima da média da América Latina (de 25,1 Mbps), em sexto lugar. Bem abaixo, entretanto, da média mundial de 32,5 Mbps. A banda larga brasileira ficou atrás de Uruguai (47,7 Mbps), Chile (37 Mbps), Peru (28,5 Mbps), Colômbia (27,8 Mbps) e México (27,3 Mbps).

Penetração por velocidade

No recorte de participação de velocidades acima dos 4 Mbps, o Brasil aumentou 5,5% e 26% no comparativo de trimestre e por ano, ficando com 32% e a 83ª posição no ranking mundial. Nos três primeiros meses do ano, a penetração era um ponto percentual (p.p.) abaixo, mas a colocação ficou duas posições acima.
Desta vez não houve grande crescimento na quantidade de acessos acima de 10 Mbps (7,4% e 18%, no trimestre e no ano, respectivamente), que foi de 2,4%, deixando o País na 67º posição. É a mesma colocação do trimestre passado, quando o aumento brasileiro havia sido de 132%. Nas velocidades acima de 15 Mbps, o Brasil ficou em 54º lugar no ranking mundial, com 0,6% de penetração. Foi um aumento de 26% comparado a março e 14% comparado ao segundo trimestre de 2014.
Para efeito de comparação, a velocidade contratada para o serviço de comunicação multimídia (SCM) no País e divulgada pela Anatel em julho é, na maioria (41,28%), entre 2 Mbps e 12 Mbps. Em seguida vêm as conexões entre 512 Kbps e 2 Mbps (31,02%); entre 12 Mbps e 34 Mbps (18,24%); entre 0 Kbps e 512 Kbps (4,89%); e acima de 34 Mbps (4,58%).

Quantidade de números IPs

O Brasil não mostrou mudança no comparativo anual, mas recuou 4,6% em relação ao primeiro trimestre deste ano em quantidade de endereços IPv4 que acessaram servidores da Akamai no período. Com 45,956 milhões de números, o País ficou em terceiro, atrás de Estados Unidos (148,639 milhões) e China (125,177 milhões). Apesar de o Brasil não figurar entre os dez países com maior adoção do protocolo IPv6, duas operadoras brasileiras estão os que mais utilizam no mundo: a Net Serviços (com 6,7% do tráfego em IPv6) e a GVT (com 3,4%).

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Internet: Brasil sobe dez posições em ranking de banda larga móvel

Por Bruno do Amaral, em Tela Viva News


O estudo anual State of Broadband da União Internacional das Telecomunicações (UIT), divulgado nesta segunda-feira, 21, mostra que a banda larga móvel brasileira avançou significativamente no último ano, superando países como Espanha e Itália. Entretanto, a conexão fixa não conseguiu acompanhar o ritmo mundial e perdeu posições.
Em se tratando de penetração de banda larga móvel em 2014, o País obteve a 27ª posição, com 78,1 acessos por grupo de cem habitantes. Foi uma melhora notável, subindo dez posições em relação ao ranking de 2013, quando contava com 51,5%. Ficou à frente de nações como Espanha (28º), Itália (33º), França (39º) e Alemanha (41º).  O primeiro lugar é de Macau, na China, com 322,2 acessos por cem habitantes, seguido de Cingapura (156,1%) e Kuwait (139,8%).

Banda larga fixa

Por outro lado, o Brasil caiu três posições em relação ao levantamento do ano passado (quando contava com 10,1%) e agora se encontra em 76º lugar no ranking de penetração de banda larga fixa, com 11,5%, atrás de países latinos como México (74º), Chile (69º) e Argentina (65º). O primeiro lugar é de Mônaco, com 46,8%, seguido de Suíça (46%) e Dinamarca (41,4%).
A penetração da Internet por residência (sem determinar se a conexão é fixa ou móvel) do Brasil em 2014 foi de 48%, deixando o País em 32º lugar. Foram duas posições ganhas em relação a 2013, quando o índice era de 42,4%.
Já na penetração por usuário, o Brasil figura em 68º lugar, com 57,6%. Em 2013 estava em 74º, com penetração de 51,6%. Considerando apenas as nações em desenvolvimento, o Brasil ficou em 27º, quatro posições acima do ranking de 2013.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Unesco seleciona Jornalista para consultoria de webvídeo


Termina dia 21 o prazo de inscrição para o processo de seleção que a Unesco realiza para a contratação de consultoria técnica especializada em Jornalismo. O processo seletivo contará com análise curricular e entrevista.

A consultoria será executada para a secretaria de Direitos Humanos da presidência da República e terá a duração de dois meses, a partir da assinatura do contrato. A consultoria consiste no levantamento junto à secretaria da Pessoa com Deficiência da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República em relação às mudanças na legislação. E também no levantamento de subsídios para a elaboração de roteiro de vídeo para veiculação na internet.
O candidato deverá ter graduação em Jornalismo, oito de experiência em atividades profissionais na área e conhecimento comprovado em webjornalismo, para realizar produção e disseminação de vídeo sobre a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) para a internet.
Os jornalistas interessados deverão enviar o CV até o dia 21/09/2015 no para a Caixa Postal 3841 - Brasília/DF. CEP 70.089-970, indicando o Código do Projeto (914BRZ3046) e o número do Edital (Edital n° 03/2015).
Mais informações, clique aqui.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Evento analisa o Jornalismo e as pessoas com deficiência

Debate Aberto, promovido via web pelo Diversidade na Rua, conta com a presença do jornalista Luiz Alexandre Souza Ventura para falar mais sobre sua experiência sobre o tema.

Acontece via internet, no próximo dia 17 de setembro (quinta-feira), às 19h, no Diversidade na Rua, o debate virtual “O jornalismo e as pessoas com deficiência”. O jornalista Luiz Alexandre Souza Ventura, criador e responsável pelo blog do portal 'Estadão.com.br',  'Vencer Limites', sobre pessoas com deficiência, estará à disposição para discutir o tema e esclarecer dúvidas. 
Luiz Alexandre tem 44 anos e enfrenta desde criança a Síndrome de Charcot-Marie-Tooth. Começou a carreira em 1996 no jornal A Tribuna (Santos/SP). Foi editor do Estadão.com.br, trabalhou para as rádios Globo e CBN, Editora Abril e jornal Diário do Comércio, além de diversas agências de comunicação corporativa. Recentemente, ele contou sua trajetória de vida no Diversidade na Rua. 
"A chamada grande imprensa, no Brasil, não participa do debate sobre a situação da pessoa com deficiência no País. Não há exceção. Todos os grandes veículos de TV, rádio, internet, jornais e revistas tratam o tema com desinteresse. A falta de conhecimento sobre o universo da pessoa com deficiência cria desinformação, coloca todos os assuntos em uma perspectiva médica, além de resumir a acessibilidade a algo meramente arquitetônico", diz o jornalista.
"Este debate é uma oportunidade de ampliar o leque de informações. A proximidade dos Jogos Paralímpicos pode nos ajuda a retirar, ainda que por um breve período, o 'manto da invisibilidade' que cobre as pessoas com deficiência", finaliza Luiz Alexandre Souza Ventura. 
Por ser online e aberto ao público em geral, qualquer pessoa que tenha interesse em saber mais sobre o tema pode participar do Debate Aberto. O formato é como o de um fórum pela internet: as questões são lançadas pelos participantes e todas as respostas podem ser replicadas. Para interagir é preciso apenas fazer um cadastro rápido e simples no site http://www.diversidadenarua.cc/debate 

Serviço 

Debate Aberto Diversidade na Rua
Tema: O jornalismo e as pessoas com deficiência
Data: 17 de setembro (quinta-feira)

Horário: 19 horas

Para participar acesse: www.diversidadenarua.cc/debate

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Brasília sedia I Fórum de Comunicação nos Legislativos Brasileiros

Por Deraldo Goulart


O I Fórum de Comunicação nos Legislativos Brasileiros será realizado no Senado Federal, entre os dias 16 e 18 de setembro. O encontro  vai reunir profissionais que atuam na área para tratar das questões atuais dos meios de comunicação nos Legislativos. Durante três dias, acadêmicos e profissionais como assessores de imprensa, analistas de marketing, jornalistas, relações públicas, radialistas, cerimonialistas, publicitários e especialistas em mídias sociais, irão discutir as inovações e as principais tendências do setor, e apresentar soluções de sucesso em suas Casas Legislativas.
Busca-se, assim, a viabilização de novas parcerias entre elas e principalmente caminhos alternativos que levem à compreensão do funcionamento do Parlamento ao mais humilde Cidadão. Para que este objetivo seja alcançado estarão presentes comunicadores do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, de Tribunais de Contas, de Assembleias Legislativas e de Câmaras Municipais de todo o país.
Hoje, nos sistemas de comunicação montados nos Legislativos, podemos identificar diversas tendências, cada uma com suas vantagens e desvantagens. Em pequenos municípios, principalmente do interior, é comum a terceirização da mão de obra e de serviços para produtoras locais, estaduais e até mesmo regionais.
No Senado e na Câmara dos Deputados, há um misto com predominância dos funcionários que foram efetivados por concurso público, mas que conta com uma numerosa mão de obra terceirizada e de assistentes parlamentares trabalhando nos veículos das Casas. Cada uma com seu estilo de cobertura, apesar de terem sido originadas de uma mesma Lei e de estarem tão próximas.
Discutir e debater esses temas é de suma importância para a democracia, pois todos esses servidores – efetivos, comissionados, assessores e terceirizados – conhecem seus limites como executores deste serviço que oferece transparência sobre a atividade parlamentar e dá conhecimento do dia a dia dos parlamentares. Mas a recíproca também é verdadeira, pois, a cada vez que levamos os questionamentos do povo para dentro do Legislativo, sua voz ecoa nos plenários de todo o país, levando aos legisladores um pouco dos anseios e questionamentos do cidadão.

O evento é direcionado aos cerca de trinta mil profissionais de comunicação que atuam nas diferentes casas legislativas de todo o Brasil. A programação foi cuidadosamente elaborada pela diretoria da Associação dos Profissionais de Comunicação do Senado Federal - Comsefe, que convidou os debatedores e propôs temas com o intuito de fomentar  a troca de experiências, o fortalecimento e o desenvolvimento da comunicação entre as Casas dos Legislativos. Da união e da integração de todos os comunicadores que atuam nos Legislativos brasileiros poderão surgir iniciativas que aproximem as respectivas Casas, que dão voz e visibilidade aos cidadãos brasileiros.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Opiniâo: Canais públicos de TV para ampliar a liberdade de expressão

Por Laurindo Leal Filho, publicado originalmente em Brasil Popular

Além da qualidade da imagem e de uma possível interatividade, outra vantagem da TV digital, que está chegando ao Brasil, é a multiplicação de canais. Na frequência em que, pelo sistema atual analógico, trafega uma programação, no digital podem ser vistos quatro ou até oito programas diferentes.
E mais, o número de canais abertos que no analógico chega no máximo a três dezenas, no digital passará de cem. Todos abertos, sem nenhum custo extra ao telespectador.
Essa nova televisão vai ser implantada no país com o desligamento gradativo do sistema analógico, o que começa a acontecer, em forma de teste, no próximo dia 29 de novembro na cidade de Rio Verde, em Goiás.
No ano que vem inicia-se o desligamento nos grandes centros urbanos: Distrito Federal, 3 de abril; São Paulo, 15 de maio; Belo Horizonte, 26 de junho; Goiânia, 28 de agosto e Rio de Janeiro, 27 de novembro. A expectativa é de que até 31 de dezembro de 2018 a TV analógica tenha sido substituída pela digital em todo o país.
Cabe agora perguntar: que novidades trarão esses canais? Veremos programas inteligentes, inovadores capazes de elevar os níveis de percepção do mundo por parte dos telespectadores ou teremos mais do mesmo, ou seja a indigência atual mostrada pelas emissoras comerciais?
Com relação as comerciais as perspectivas não são das melhores. Nada indica qualquer mudança por iniciativa própria e a tendência é a manutenção dessa política de nivelar por baixo o nível de suas programações e de, ao mesmo tempo, colocar no ar noticiários sempre alheios aos interesses mais gerais da sociedade. Sem uma legislação moderna que regulamente esse tipo de serviço é ilusório esperar qualquer mudança no quadro atual.
A alternativa é apostar nas emissoras públicas dando a elas condições de se tornarem efetivamente alternativas ao modelo comercial. Nesse sentido um passo importante foi o acordo firmando no último dia 1º de setembro entre o Secretário de Comunicação da Presidência da República, os ministros da Educação, Saúde, Cultura, Comunicações e o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para implementar os quatro canais já previstos no decreto que criou a TV Digital (Canal do Executivo, da Cidadania, da Educação e da Cultura) e ainda a migração para a TV aberta da TV Escola e do Canal Saúde.
Hoje, o Executivo já tem o seu canal, a NBR, que é acessível apenas em sinal fechado ou através das antenas parabólicas. Se tiver sua programação remodelada, como quer o ministro Edinho Silva, da Comunicação Social, o canal poderá torna-se uma alternativa importante à carga noticiosa contraria ao governo imposta diariamente pela mídia comercial.
No momento atual, o canal do Executivo é imprescindível para garantir a liberdade de expressão no país, na medida em que possa fazer circular informações sonegadas pelos grupos privados. É inconcebível que governos populares sejam obrigados a se dirigir à sociedade através de veículos particulares controlados por grupos que lhe são politicamente antagônicos. Ao canal do Executivo cabe preencher essa lacuna informativa hoje existente.
O fato da TV Escola e do Canal Saúde serem hoje restritos a quem tem TV por assinatura ou uma antena parabólica a eles direcionada revela a quebra de um princípio básico da comunicação pública que é o de ser acessível a toda a população. Com a ida desses canais para o sinal digital aberto essa deficiência será corrigida.
Poderemos ter em breve em todos os domicílios brasileiros produções de alta qualidade, como as que são produzidas por esses canais. No caso da educação, a TV Escola tem tudo para ser o nosso Canal Encuentro, gerido pelo Ministério da Educação da Argentina e transmitido com grande sucesso em sinal aberto naquele país.
São passos importantes para a consolidação de um sistema nacional de televisão pública que tanta falta nos faz. No entanto outros passos, ainda mais arrojados,  precisam ser dados. Um deles é fazer com que a TV Brasil também passe a operar uma multiprogramação com novos canais no ar, possibilidade aberta com a chegada da TV digital e que não pode ser desprezada pela principal TV pública brasileira.
Além do canal atual, com uma programação generalista, a emissora deveria contar, pelo menos, com um canal noticioso 24 horas no ar e outro totalmente voltado para o público infantil, hoje abandonado pela TVs comerciais. Sem esquecer a necessidade da expansão urgente da TV Brasil internacional com programações em espanhol e inglês, como já faz por exemplo a TV russa, entre tantas outras.