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sexta-feira, 9 de março de 2012

Entidades de democratização da comunicação temem flexibilização das cotas e regras de controle

Por Samuel Possebon, do Tela Viva news

Algumas das entidades que militam em questões de democratização das comunicações de defesa do consumidor fizeram uma manifestação conjunta à Ancine sobre as propostas de instruções normativas para o Serviço de Acesso Condicionado (SeAC). Entre as entidades estão Barão De Itararé, Intervozes, CUT e Idec, com apoio da ARPUB, FITERT e Sindicato dos Radialistas de São Paulo. A contribuição está disponível na homepage do site TELETIME.
As entidades, em diversos momentos, manifestaram apoio em relação às propostos da Ancine e em outros pediram a ampliação dos mecanismos regulatórios propostos.
Um desses pontos em que houve preocupação com uma possível flexibilização das regras previstas na Lei 12.485/2011 por parte da Ancine diz respeito aos critérios para dispensa das cotas. Para as entidades, não faz sentido a Ancine considerar, entre os critérios para dispensa, o perfil da programação do canal. Segundo a manifestação, seria prematuro afirmar já se um canal de desenhos, por exemplo, deve ou não ser dispensado por conta da ausência de produção nacional suficiente. Em essência, as entidades temem que a Ancine tenha deixado muitas portas abertas para conceder a dispensa das cotas prevista em lei.
Por outro lado, os comentários feitos elogiam as regras sobre a distribuição de pelo menos dois canais jornalísticos brasileiros e reforçam a necessidade desse tipo de intervenção regulatória.

Regras de Controle

Mas a contribuição mais importante das entidades, e mais crítica ao trabalho da Ancine, diz respeito à proposta de instrução normativa para credenciamento das empresas. Para as entidades, a Ancine não poderá deixar de considerar como caracterização de controle poderes de voto e veto de acionistas que determinem decisões sobre programação de uma determinada distribuidora. A Ancine optou por passar as suas regras para exatamente o que prevê a Lei das S/A, deixando de forma vaga o que será ou não considerado como exercício de controle ou poder de ingerência de uma empresa sobre a outra.
As entidades de defesa da democratização acham que a Ancine precisa deixar claro desde já o que considerará ou não como relação de controle. "Parece-nos imprescindível deixar explicito na caracterização de controle adotada pela Ancine que o acordo de votos que preveja ações que configurem preponderância nas deliberações sociais de uma empresa sejam considerados para indicar relações de controle", diz a contribuição.
Outro aspecto criticado pelas entidades é a falta de previsão de sanções caso as empresas deixem de apresentar dados operacionais e contratuais solicitados pela Ancine.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Comissão do Senado propõe projeto para acabar com Lei do Cabo

Do Tela Viva News

O Senado começou a trabalhar em um projeto de lei que muda completamente as regras do setor de TV por assinatura. Trata-se do PLS 182/2009, um texto extremamente enxuto de apenas 10 páginas proposto pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado como parte dos trabalhos da Subcomissão Temporária da Regulamentação dos Marcos Regulatórios, criada em abril de 2007 e encerrada no último dia 28.
A proposta do PLS 182 era parte do relatório da subcomissão desde 2007, e acabou não sofrendo alterações quando o relatório final foi aprovado. O texto ignora completamente todas as discussões feitas na Câmara em torno do PL 29/2007 de lá para cá. O projeto foi apresentado no último dia 11 à Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado e no dia 12 já ganhou relator. Trata-se do senador Sérgio Guerra (PSDB/PE).
A proposta da CAE revoga a Lei do Cabo e cria o Serviço de Televisão por Assinatura (que inclui cabo, MMDS, DTH e qualquer outra modalidade a ser criada por regulamentação). O novo serviço fica vinculado à nova lei e às regras da Lei Geral de Telecomunicações.
Não há referência a cotas de programação de nenhuma natureza, nem limitação a capital estrangeiro. Também não existe nenhum limite a que empresas de telecomunicações operem o novo serviço, nem prazos de adaptação.

Amatéria completa do Tela Viva news pode ser lida no endereço http://www.telaviva.com.br/News.asp?ID=129799