Por Ivan Valente, em Carta Maior
A I Conferência Nacional de Comunicação, agendada para dezembro, certamente terá entre uma de suas principais reivindicações a necessidade de quebra do monopólio da mídia e defesa da liberdade de expressão para todos e todas em nosso país.
Em pronunciamento no Congresso Nacional feito dia 8 de outubro, o deputado Ivan Valente, do PSOL, debate a situação da comunicação na América Latina e no Brasil:
Nas últimas semanas, assistimos, assustados, aos níveis de autoritarismo atingidos pela imprensa brasileira na cobertura do golpe em Honduras. Enquanto nossa delegação parlamentar buscava em Tegucigalpa contribuir para a restituição da ordem democrática no país, a mídia nacional fazia malabarismos para legitimar um governo golpista e ignorava solenemente as inúmeras violações de direitos humanos e restrições aos direitos civis praticadas pelo governo Micheletti. Economizando decibéis, apenas registrou o fechamento e ocupação de emissoras de rádio e TV na capital pelo Exército hondurenho. Os índices de violação da liberdade de ex pressão e de imprensa em Honduras, no entanto, são altíssimos. Em Tegucigalpa, o Canal 36, a Radio TV Maya e a Radio Globo foram ocupadas. A cabine de transmissão da Rádio Juticalpa, em Olancho, foi alvejada por metralhadores. Na cidade de Progresso, fecharam a Rádio Progresso. O Canal 26, TV Atlântica, recebeu ordens dos soldados para não transmitir informações que viessem de fora do governo de fato. Os jornalistas também estão sendo ameaçados. Nos primeiros meses do golpe, Gabriel Fino Noriega, da Radio Estelar, foi assassinado por forças paramilitares. Isso para não falar das agressões que sofreram os repórteres da Telesur, de longe a emissora que tem feito a maior cobertura do golpe, e das proibições e repressões às manifestações públicas de apoio, nas ruas, ao presidente deposto Manuel Zelaya.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
TV Digital: Brasil quer levar seu sistema à África e à América Central
Por Samuel Possebon, do Tela Viva News
Já começam a circular com alguma intensidade entre observadores atentos (e isentos) do mercado de TV digital na América Latina a percepção de que as decisões tomadas por Uruguai e Colômbia, em favor do padrão DVB-T, poderão ser revertidas à luz da adoção do ISDB-T por Argentina, Chile, Peru Venezuela e, possivelmente, Equador, além, é claro, do Brasil. O padrão, aliás, já está sendo chamado de sistema nipo-sulamericano. O próximo esforço do governo brasileiro, no entando, deve se dar sobre alguns países da América Central e países africanos. O discurso do governo será na linha da possibilidade de uso do ISDB-T para iniciativas de inclusão digital.
Já começam a circular com alguma intensidade entre observadores atentos (e isentos) do mercado de TV digital na América Latina a percepção de que as decisões tomadas por Uruguai e Colômbia, em favor do padrão DVB-T, poderão ser revertidas à luz da adoção do ISDB-T por Argentina, Chile, Peru Venezuela e, possivelmente, Equador, além, é claro, do Brasil. O padrão, aliás, já está sendo chamado de sistema nipo-sulamericano. O próximo esforço do governo brasileiro, no entando, deve se dar sobre alguns países da América Central e países africanos. O discurso do governo será na linha da possibilidade de uso do ISDB-T para iniciativas de inclusão digital.
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