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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

UFMS realiza concurso para professor de Jornalismo

Vão ser abertas dia 10, as inscrições ao concurso de professor adjunto (doutor) para o curso de Jornalismo da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, camous de Campo Grande.

Os candidatos precisam ser graduados em Jornalismo e possuir doutorado em Comunicação. O regime de emprego é de 40 horas com dedicação exclusiva.O salário é de R$ 7.333,67.

A temática do certame inclui:

1. Os critérios de noticiabilidade na construção da pauta jornalística.
2. O jornalismo como representação social da realidade.
3. A lógica do lead e da pirâmide invertida.
4. A linguagem em diferentes gêneros jornalísticos.

5. A objetividade jornalística.

As inscrições vão de 10 a 20 de janeiro, conforme instruções publicadas em concurso.copeve.ufms.br.

Opinião: O partido único da mídia

Por Laurindo Lalo Leal Filho, publicado originalmente no Carta Maior

A superficialidade e o descrédito a que chegaram os meios de comunicação tradicionais no Brasil é incontestável. Posicionamento político-partidário explícito e "reengenharias" administrativas estão na raiz desse processo.

Dispensas em massa de profissionais qualificados explicam, em parte, a baixa qualidade editorial. Foi-se o tempo em que ler jornal dava prazer. Mas fiquemos, por aqui, apenas na orientação política. A concentração dos meios e a identidade ideológica existente entre eles criou no país o "partido único" da mídia, sem oposição ou contestação.

Ditam políticas, hábitos, valores e comportamentos. O resultado é um grande descompasso entre o que divulgam e a realidade. Hoje, para perceber esse fenômeno, não são mais necessárias as exaustivas pesquisas em jornalismo comparado, tão comuns em nossas academias lá pelos anos 1980.

Agora basta abrir um jornal ou assistir a um telejornal e compará-los com as informações oferecidas por sites e blogues sérios, oferecidos pela internet. São mundos distintos. No caso da mídia brasileira essa situação começou a se consolidar com a implosão das economias planificadas do leste europeu, na virada dos anos 1980/90.

Em 1992, no livro "O fim da história e o último homem", ampliando ideias já apresentadas em ensaio de 1989, Francis Fukuyama punha um ponto final no choque de ideologias, saudando o capitalismo como modo de produção e processo civilizatório definitivo da humanidade, globalizado e eternizado. Tese rapidamente endossada com euforia pela mídia conservadora e hegemônica que, a partir dai, pautaria por esse viés seus recortes diários do mundo, transmitidos ao público.

Faz isso até hoje. Só que, obviamente, a história não acabou. Ai estão as crises cíclicas do capitalismo, neste início de milênio, evidenciando-o como modo de produção historicamente constituído, passível de transformações e de colapso, como qualquer um dos que o precederam. Mas a mídia trata o capitalismo como se fosse eterno, excluindo de suas pautas as contradições básicas que o formam e o conformam. Dai a pobreza de seus conteúdos e o seu distanciamento da realidade, levando-a ao descrédito.

De fomentadora de ideias e debates, fortes características de seus primórdios em séculos passados, passou a estimuladora do conformismo e da acomodação. Para ela o motor história não é a luta de classes e sim o consumo, apresentado em gráficos e infográficos, alardeando números e índices que, muitas vezes, beiram o esotérico. Se nos anos 1990 essas políticas editoriais obtiveram relativo êxito apoiadas na expansão do neoliberalismo pelo mundo, na última década a realidade crítica abalou todas as certezas impostas ideologicamente. As contradições vieram à tona. No entanto a mídia, reduzida e conservadora, especialmente no Brasil, segue tratando apenas das aparências, deixando de lado determinações mais profundas.

Movimentos anti-capitalistas espalhados pelo mundo são mencionados, quando o são, particularmente pela TV, como "fait-divers", destituídos de sentido, a-históricos. Seguindo rigorosamente a tese de Fukuyama. Fazendo jus ao seu papel de "partido único", os meios oferecem ao público, como elemento condutor de sua ideologia conservadora, algo que genericamente pode ser chamado de kitsch. Definição dada pelos alemães no século passado para a arte popular e comercial, feita de fotos coloridas, capas de revistas, ilustrações, imagens publicitárias, histórias em quadrinhos, filmes de Hollywood.

Atualizando seriam os nossos programas de TV, os cadernos de variedades de jornais e revistas, as músicas e as preces tocadas no rádio. Esse é o prato diário da mídia, oferecido em embalagens sedutoras e entremeado de informações ditas jornalísticas, apresentando o mundo como um quadro acabado, inalterável. Não existindo alternativas, resta o conformismo anestesiado pelo consumo, ainda que para muitos apenas ilusório. Claro que esse quadro midiático tem eficácia até certo momento, enquanto realidade e imaginário de alguma forma guardam proximidade. Mas ele também é histórico e, portanto, mutável.

Enquanto as contradições básicas da sociedade, aqui mencionadas, permanecerem existindo, a integração das consciências "pelo alto" será irrealizável, alertava Adorno, num dos seus últimos textos. Por mais que os meios de comunicação se esforcem por integrá-las. Ao se fixar nos seus próprios dogmas, desprezando o real, o poder dos partidos midiáticos tende ao enfraquecimento. Ao se descolarem da realidade perdem credibilidade e apoio, cavando sua própria ruína. Confrontados com a internet desabam. Trata-se de um caminho trilhado de forma cada vez mais acelerada pela mídia tradicional brasileira. Sem falar na contribuição dada a esse processo pela queda da qualidade editorial, tema que fica para outro momento.


Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP.
É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” .
Twitter: @lalolealfilho.

As opiniões aqui postadas são de responsabilidade de seus autores

Convênio Upis-SJP-DF oferece especialização em Jornalismo Econômico

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal - SJP-DF e a UPIS firmaram convênio para a promoção de um curso de pós-graduação (especialização) em Jornalismo Econômico. O curso terá a duração de 15 meses, com aulas às sextas à noite e sábados pela manhã.

Os jornalistas sindicalizados terão descontos que podem chegar a 20%: 15% para sindicalizados + 5% de pontualidade e ainda concorrerem a uma bolsa de 100%.

Para obter o desconto o jornalista sindicalizado deverá apresentar uma declaração de sindicalização, emitida na secretaria do SJP-DF.

A UPIS fica na EQS 7012/912, Asa Sul - Brasília/DF e o telefone para informações sobre o curso é o (61) 3445-6752

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

TV Câmara lança edital para aquisição de documentários

Da Agência Câmara

A TV Câmara lançou edital para adquirir a licença de exibição de 42 documentários de média-metragem. O canal vai pagar R$ 5 mil pelo direito de exibir as obras audiovisuais em sua programação por 24 meses. Os documentários, que não precisam ser inéditos nem serem exclusivamente exibidos pela TV Câmara, deverão ter uma duração mínima de 20 minutos e máxima de 59 minutos.
Os documentários inscritos deverão abordar um ou mais de um dos seguintes temas: comunicação, cidadania, educação, economia, humanidades, política ou saúde. As inscrições vão até o dia 15 de fevereiro

As regras do concurso estão disponíveis no site www.tv.camara.gov.br.

Deputado quer regulamentar profissão de Fotógrafo


Da Agência Câmara

Tramita na Câmara projeto que regulamenta a profissão de fotógrafo, definido como “o profissional que, com o uso da luz, registra imagens estáticas ou dinâmicas em material fotossensível ou meios digitais, com a utilização de equipamentos óticos apropriados, seguindo o processo manual, eletromecânico e da informática até o acabamento final”.

Pela proposta (Projeto de Lei 2176/11), do deputado Fernando Torres (PSD-BA), estão aptos ao exercício profissional os diplomados em fotografia no ensino superior ou no ensino técnico; e também os não diplomados que, à data da vigência da nova lei, tenham exercido a profissão por no mínimo dois anos. Para a comprovação deste tempo de serviço é exigida declaração da respectiva entidade de classe, além dos recibos de pagamentos de serviços prestados, em papel timbrado, ou declaração com firma reconhecida em cartório.

O projeto de lei 5187/09 já regulamentava a profissão de fotógrafo e foi arquivado no fim da legislatura passada após ter sido aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público em 2010.

Atividade

A atividade profissional de fotógrafo, pelo projeto, compreende a fotografia realizada por empresa especializada, inclusive em serviços externos; produzida para ensino técnico e científico; para efeitos industriais, comerciais e/ou de pesquisa; para publicidade, divulgação e informação ao público; e o ensino da fotografia. Fernando Torres afirma que o projeto se justifica pelo fato de a profissão ser marginalizada e discriminada, devido à falta de legislação específica. “Em quase todos os países do mundo a profissão de fotógrafo é reconhecida e regulamentada, com cursos em nível superior e técnico”, argumenta ele.

Cursos

No Brasil, somente em 2002, três cursos de fotografia foram criados em São Paulo: Faculdade de Fotografia do SENAC/SP, Faculdade de Fotografia da PUC/SP e Faculdade de Fotografia do Mackenze/SP, embora o curso de fotografia não seja reconhecido. O projeto não faz referência a fotógrafos formados em faculdades e institutos de comunicação e/ou jornalismo.

História

A fotografia chegou ao Brasil por meio do francês radicado no País Hercules Florence, que trabalhava com o artista plástico brasileiro Joaquim Corrêa de Mello. Florence construiu o mimeógrafo para auxiliar Corrêa de Mello em seus desenhos, sem saber que ali estava inventanda a produção da imagem intencional sobre uma superfície. Não satisfeitos com a reprodução, os dois deram início a pesquisas que os levaram a conseguir a primeira imagem real da janela da casa.

Tramitação

Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto será examinado pelas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Concurso:TJ de Minas Gerais seleciona Jornalista e Relações Públicas

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) divulgou edital de concurso para formação de cadastro de reserva de técnico judiciário (nível superior). Nesta função a vagas para Jornalistas e Relações Públicas. Os salários para as duas funções são de R$ 3.222,29.

Para Jornalista as exigências são:
  • Graduação em curso superior de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo e registro no Ministério do Trabalho.
Já para RP o edital estabelece:
  • Graduação em curso superior de Comunicação Social, habilitação em Relações Públicas e registro No Conrep.
As inscrições podem ser feitas pelo site www.fumarc.com.br entre os dias 15 de fevereiro e 15 de março. A taxa é de R$ 70 para nível superior.

As provas objetivas serão realizadas na cidade de Belo Horizonte no dia 15 de abril. Os locais e horários ainda serão divulgados. Para os cargos de assistente social, jornalista, relações públicas e técnico judiciário também será aplicada uma redação.

Concurso: Prodan-SP seleciona analista de comunicação

A Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo (Prodam) abriu na terça-feira (3/1) as inscrições de dois editais de concursos para, dentre outros objetivos, formar cadastro reserva de analista de Comunicação.
Na área de comunicação há cadastro de reserva para duas áreas: para
analista organizacional I (Comunicação e Marketing), e para analista organizacional I (Comunicação).
Para a primeira área o salário é de 2.711,73 e serão selecionados para o cadastro de reserva os dez melhores classficados. O perfil do candidato deverá ser:

  • Escolaridade mínima: Superior completo em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e
  • Propaganda, ou Design Gráfico, ou Design Digital, ou Marketing, ou equivalente, ou outro curso superior com Pós Graduação em uma das áreas especificadas.
  • Experiência comprovada: 06 (seis) meses na área de Comunicação e Marketing.
Para a segunda área, o salário é o mesmo, R$ 2.711,73 e também serão selecionados para o cadastro de reserva os dez melhores classficados. O perfil do candidato nesta vaga é menos complexo. Confira:

  • Escolaridade mínima: Superior completo em Comunicação Social, ou equivalente, ou outro curso superior com Pós Graduação na área especificada.
  • Experiência comprovada: 06 (seis) meses na área de Comunicação.

As inscrições serão recebidas no período de 3 a 27 de janeiro no sitewww.caipimes.com.br ou ou, das 9h às 15h, de segunda a sexta feira, no Posto de Recebimento de Inscrições instalado na sede da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo - PRODAM/SP - S.A., na Avenida Francisco Matarazzo, 1.500, Edifício Los Angeles - 1º andar , bairro da Água Branca, cidade de São Paulo.

As provas objetivas e dissertativas serão no dia 26 de fevereiro de 2012.