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sábado, 10 de dezembro de 2011
UFF prepara concurso para professor de Técnica de Reportagem
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Concurso: Câmara municipal de Porto Alegre seleciona fotógrafo
Conforme o cronograma previsto no edital as provas objetivas serão realizadas em 22 de janeiro de 2012 e a homologação do concurso ocorrerá em 9 de maio.
O concurso prevê apenas uma vaga para Jornalista Repórter Fotográfico (exigência conforme edital). O vencimento básico é de R$ 2.330,60, podendo haver acréscimos de vantagens legais. A jornada de trabalho é de 30 horas semanais, sendo que o servidor está sujeito a convocação para Regime Especial de Trabalho.
Para ler o edital, clique aqui
México: Senado aprova descriminalização da calunia e difamação
El Senado de México aprobó por unanimidad una reforma que elimina los artículos 1 y 31 de la Ley de Imprenta. A partir de ahora, la calumnia y la difamación ya no serán consideradas como delitos penales, sancionados con una pena privativa de la libertad de ocho días a dos años. La reforma de esta normativa, que data de 1917, tuvo lugar seis días después de que la Suprema Corte de Justicia fallara en favor de la revista Letras Libres, demandada por daño moral por el diario La Jornada.
Información publicada en el Diario Milenio de México. Para más detalles haga click aquí.
Opinião: PEC do Diploma: não aprendem, nem tomam jeito!
Tem gente querendo fazer "média" e ficar bem com a mídia na aprovação em 1º turno, por 65 votos a 7 no Senado, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que torna obrigatório o diploma para o exercício da função de jornalista. Associam a aprovação à defesa que fazemos - nós, o PT e o governo - da regulação da mídia.
Regulação que insistem em chamar de controle. Francamente, invocar a liberdade de expressão e de imprensa (sagrada até pela nossa Constituição, portanto inviolável) para se opor a exigência da obrigatoriedade do diploma para o exercício da função de jornalista é de um provincianismo e oportunismo sem limites.
Beira à demagogia e ao oportunismo! Fazer isso é agir como se a exigência de diplomas fosse um atentado ao livre exercício das profissões e ao funcionamento do mercado. Descambar para esta exploração é atuar como se regulação fosse um atentado à propriedade.
Barões querem sindicatos fracos e jornalistas não sindicalizados
Não há nada mais atrasado em pleno século XXI! E, vejam bem, analiso e debato com vocês sem entrar no mérito da questão, sem concordar ou discordar com a obrigatoriedade do diploma que, para mim - e isso está mais do que evidente - é outra discussão.
Não estou discutindo se os jornalistas são favoráveis, e que os donos, os proprietários da mídia são contra. Estes são contra porque abominam, rejeitam mesmo toda e qualquer regulação de seu negócios (é o que a imprensa é para eles) e de suas empresas. Os barões da mídia querem sindicatos fracos e jornalistas não sindicalizados, para poder demitir ao seu bel prazer.
Como fazem agora - a Folha, há pouco mais de uma semana, demitiu 10% de sua redação - para contratar outros com salários cada vez mais baixos e para impor aos jornalistas a pauta e a agenda que decidem e querem. De acordo com as suas conveniências políticas e, como eu disse, com os interesses de seu "negócio".
11 concursos oferecem vagas a Jornalistas
Órgãos públicos de todo o Brasil abriram 11 concursos para jornalistas e os salários chegam até R$ 7 mil reais. As regiões Sul e Sudeste concentram o maior número de vagas, com sete postos de trabalho.
O maior salário é pago pela UNIR - Universidade Federal de Rondônia, que chega até R$7 mil reais. Todos os concursos exigem graduação específica em Jornalismo e registro no Ministério do Trabalho.
Veja as vagas:
Nordeste
Alagoas - Ministério Público - incrições abertas - R$3.000,00
Informações: www.copeve.ufal.br
Norte
Amapá - AFAP - Agência de Fomento do Amapá S/A - inscrição até 20/12/2011.
Salário de até R$ 2.000,00.
Informações: www.afap.ap.gov.br
Rondônia - UNIR - Universidade Federal de Rondônia - inscrição até 05/12/2011
Salário de até R$ 7.000,00
Informações: www.concursoedital06.unir.br
Centro-Oeste
Mato Grosso - Prefeitura de Sorriso - inscrição até 12/12/2011
Salário de até R$ 3.000,00
Informações: www.sorriso.mt.gov.br
Sul
Paraná - CRC - Conselho Regional de Contabilidade - inscrições abertas - cadastro reserva
Salário de até R$ 3 mil
Informações: www.crcpr.ieses.org
Rio Grande do Sul - ASCAR - Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural - inscrição até 15/12/2011/Provas dia 15/01/2012.
Salário de até R$ 2.831,58
Informações: www.objetivas.com.br
Rio Grande do Sul - FGTAS - Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social - inscrição até
05/12/2011
Salário de até R$ 2.754,18
Informações: www.fdrh.rs.gov.br
Sudeste
Minas Gerais - Câmara de Ouro Branco - inscrição até 23/12/2011 - 11 vagas
Salário de até R$ 2.000,00
Informações: www.seapconcursos.com.brc
Minas Gerais - UFU - Universidade Federal de Uberlândia - inscrição até 15/12/2011/Provas dia 22 de janeiro de 2012
Salário de até R$ 3.000,00
Informações: www.ingresso.ufu.br
São Paulo - Câmara de Birigui - inscrição até 18/12/2011/Provas dia 15 de janeiro de 2012
Salário de R$ até 3.000,00
Informações: www.consesp.com.br
São Paulo - Câmara de Jaú - inscrição até 07/12/2011.
Salário de até R$ 2.000,00
Informações: www.sigmaassessoria.com.br
Para mais informações sobre todos os concursos, clique aqui.
Opinião: o Supremo errou, cabe consertar
O Supremo Tribunal Federal cometeu um grave erro ao acabar com a exigência do diploma para o exercício profissional do jornalismo. Como guardião da Constituição brasileira, o STF entendeu que uma de suas cláusulas – a que garante a livre manifestação de pensamento – estaria sendo violada pela lei que regulamentou a profissão de jornalista.
Os ministros que votaram contra a exigência do diploma, sob a alegação de cerceamento da liberdade, erraram. Seguiram um relator subserviente à grande mídia, certo de que esta retribuiria o seu favor, o que aliás já vem acontecendo. Mostraram em seus votos desconhecer a matéria em julgamento. Nunca houve, nos mais de quarenta anos de vigência da lei, qualquer violação da liberdade que tivesse sido decorrente de sua aplicação. Houve sim censura prévia durante a ditadura e censura empresarial depois dela, fatos sem nenhuma relação com a exigência do diploma.
Os nobres julgadores parecem não ler jornais, ouvir rádio ou ver televisão. Neles, todos os dias opinam profissionais de todas as áreas sem nenhum obstáculo. Portanto, a exigência do diploma não fere a Constituição e esta deveria ser a singela resposta do Supremo aos autores da ação, não por acaso entidades patronais do setor.
O que a lei derrubada garantia era a o exercício legalizado de uma profissão cujo conhecimento acumulado ao longo dos anos não pode ser transmitido senão de forma sistematizada, como se faz na academia. Foi-se o tempo em que jornalismo se aprendia nas redações. Hoje esse ensinamento é fruto da pesquisa científica desenvolvida numa área específica do conhecimento e que se transmite nas salas de aulas e nos laboratórios.
Gostaria de saber se alguns dos juizes que votaram contra o diploma – e que escrevem nos jornais com absoluta liberdade – sabem como se define e se produz uma pauta jornalística, como se apuram as informações e como se faz a edição de uma reportagem, por exemplo? Ou ainda quais são as diferenças entre um texto escrito para ser lido nos jornais, na internet ou para ser ouvido através do rádio. E como escrever para a TV combinando com precisão texto e imagem? Isso não tem nada a ver com liberdade de informação. É conhecimento especializado que sociólogos, advogados e médicos não aprendem em suas faculdades. Só os jornalistas.
E o mais importante: gostaria de saber se esses doutos juizes se debruçaram sobre o currículo teórico dos cursos de comunicação, base fundamental para o trabalho prático acima descrito. Não há hoje jornalista formado que não tenha tido contato com as diferentes correntes teóricas da comunicação, estudadas e discutidas nas faculdades.
São essas leituras que permitem aos futuros jornalistas compreender melhor o funcionamento da mídia, as suas relações com os diferentes poderes, os seus interesses muitas vezes subalternos. É nas faculdades que se formam jornalistas críticos, não apenas da sociedade, mas principalmente da mídia, capazes de saber com clareza onde estarão pisando quando se formarem. É tudo que os donos dos meios não querem.
A luta deles pelo fim do diploma resume-se a dois objetivos: destruir a regulamentação da categoria aviltando ainda mais os salários e as condições de trabalho e, ao mesmo tempo, evitar a presença em suas redações de jornalistas que possam, ainda que minimamente, contestar – com conhecimento de causa - o poder por eles exercido sem controle.
Querem escolher a dedo pessoas dóceis e subservientes e transformá-las nos “seus” jornalistas.Transfere-se dessa forma da esfera pública para o setor privado a decisão de definir quem pode ou não ser jornalista. As universidades públicas quando outorgam um diploma de um dos seus cursos ou quando reconhecem a legitimidade do diploma fornecido por instituição privada exercem a prerrogativa de possuírem fé pública.
O diploma de jornalismo era, portanto, referendado pelo Estado em nome da sociedade, dando a ele a sustentação necessária para o exercício de uma profissão regulamentada desde 1938. Agora é o mercado que decide.Outro argumento ridículo usados pelos juízes do Supremo é que o diploma era um entulho autoritário produzido pela ditadura militar.
Bastava uma breve consulta aos anais de todos os encontros e congressos de jornalistas para perceber que tal afirmação é insustentável. Em 1918, quarenta e seis anos antes de se instalar a ditadura de 64, os jornalistas reunidos em Congresso no Rio de Janeiro já defendiam a formação específica em jornalismo para o exercício da profissão. E seguiram lutando por essa bandeira e pela regulamentação profissional.
Em 1961, o presidente Jânio Quadros publicou decreto regulamentando a profissão. A partir dai o seu exercício ficou restrito aos portadores de diploma específico de nível superior. Como agora, as empresas jornalísticas se mobilizaram e conseguiram, um ano depois, a revogação do decreto pelo presidente João Goulart. Mas em compensação foi criada uma comissão para dar nova forma à legislação.
O resultado foi a volta da exigência da formação superior, embora admitindo o autodidata e o reconhecimento de jornalistas sem diploma nas cidades onde não haviam faculdades de jornalismo. O decreto-lei de 1969 apenas acabou com o autodidatismo, mas permitiu a existência do jornalista provisionado, aquele que já exercia a profissão antes da promulgação da lei.
Foi graças à mobilização e à pressão da categoria que, depois de mais de 50 anos de luta conquistou-se a exigência do diploma, nos termos previstos desde de o final da primeira década do século 20.
E os juízes de 2009 ainda tiveram a coragem de aceitar a tese de que foi a ditadura que exigiu o diploma para impedir contestações nos jornais. Como se os jornalistas pudessem escrever o que quisessem sem a anuência dos patrões, como se na época não houvesse censura policial e como se todos os possíveis contestadores do regime não estivessem aquela altura mortos, exilados, sendo torturados ou simplesmente calados pela força da intimidação.
Voltamos agora à pré-história do jornalismo brasileiro quando os donos de jornais davam “carteiras de jornalistas” para os empregados e diziam: “agora você já é jornalista, pode ir buscar o salário lá fora”. Se o “jornalista” tivesse algum pudor iria ganhar seu dinheiro em outra profissão trabalhando no jornal por diletantismo. Se não tivesse iria usar do seu espaço para ameaçar pessoas, em troca de remuneração. Era o chamado achaque que, obviamente não era generalizado mas que constrangia os jornalistas idôneos.
A obrigatoriedade do diploma foi responsável pela moralização da profissão. Além disso, estimulou os diplomados a refletirem sistematicamente sobre o seu trabalho. Será que os nobres juizes do Supremo ouviram falar alguma vez na riquíssima experiência de pesquisa, necessária ao trabalho de conclusão de curso, condição para se obter o grau superior de jornalismo? Acredito que não. E não sabem também como, ao ingressar na profissão com o diploma, o jornalista tem olhos mais atentos para recolher na prática profissional os elementos necessários para a realização de novas pesquisas acadêmicas.
São inúmeros os jornalistas que depois de alguns anos de vida profissional voltam à academia ingressando em programas de mestrado ou doutorado. Carreiras acadêmicas serão destruídas. E com isso vai se iniciar um processo de destruição de uma área do conhecimento que vinha se consolidando nos últimos anos graças ao investimento dos órgãos de fomento à pesquisa e das universidades. A exigência do diploma é vital para manter viva a relação entre o trabalho e a pesquisa.
Como se vê, além de errarem, os juizes do Supremo foram irresponsáveis por não mediram as conseqüências da decisão tomada. Mas há conserto. Tramitam no Congresso duas propostas de emenda constitucional determinando a volta da exigência do diploma de nível superior para o exercício da profissão. Não é fácil aprová-las dadas as exigências regimentais.
Na Câmara, por exemplo, precisam do voto favorável de três quintos dos deputados (308 entre 513) e no Senado de 49 dos 81 senadores. Votos que só serão conseguidos com a mobilização ampla da categoria e dos estudantes, o que aliás já vem ocorrendo em todo o Brasil. Resta agora intensificar essa luta que já se mostrou vitoriosa em outros momentos de nossa história.
Nova revista sobre Jornalismo será lançada - Nouvelle revue sur le Journalisme sera lancée
O conteúdo que integra a primeira edição abordará a entrevista qualitativa de pesquisa com jornalistas e será lançado em fevereiro de 2012. Dois outros número estão sendo preparados e abordam os temas:
- As fontes e os fluxos de noticias
- As novas formas da imagem sobre atualidade
A chamada de trabalhos em três línguas (português, inglês e francês) está disponível aqui .
A revista estará disponível no site: www.surlejournalisme.com
Os editores responsáveis - François Demers (Université Laval, Canadá), Florence Le Cam (Université Libre de Bruxelles, Bélgica), Fábio Pereira (Universidade de Brasília, Brasil), Denis Ruellan (Université de Rennes 1, França) pedem ajuda na divulgação dessas informações.
Nouvelle revue sur le journalisme
Une nouvelle revue scientifique internationale, intitulée Sur le journalisme, sera lancée en 2012. Sur le journalisme est une revue à comité de lecture, libre d’accès, en versions électronique et papier.
Le premier dossier abordera l’entretien de recherche avec des journalistes.
En attendant le site officiel qui sera lancé en même temps que le premier numéro (en janvier ou février 2012), l'annonce de la création de la revue est publiée sur le site http://www.surlejournalisme.com et les appels à publications (en trois langues, français anglais et portugais), sont disponibles à cette url précise:http://tinyurl.com/cgx2vtm.