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sábado, 30 de junho de 2012

Mídias sociais e os minutos de fama


Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo e Pátria Latina:

Até 25 de janeiro de 2011 os usuários do Facebook em todo o mundo tinham postado 90 bilhões de fotos. O ritmo era, então, de 6 bilhões de fotos mensais. Estimativa mais recente fala em 150 bilhões de fotos.No Instagram, serviço que permite postar fotos em mídias sociais a partir de celulares e Ipads, 60 fotos sobem por segundo.

O Flickr, hospedeiro de imagens, tem 6 bilhões de fotos em seus servidores. O número de blogs hospedados no Tumblr, que muitos usam para exibir fotos, é de 40 milhões. O YouTube atingiu 1 trilhão de vídeos assistidos. Mais do que nunca, a imagem se sobrepõe ao conteúdo. A impressão à reflexão. Zapeamos nossa atenção entre milhares de mensagens, todos os dias.

Vi em ação, nos Estados Unidos, um dos gurus da imagem do ex-presidente Ronald Reagan. Ele ajeitava todos os cenários das aparições públicas do presidente. Quando Reagan ia ao Oeste, por exemplo, aparecia de chapéu e roupa de caubói, ao lado de fardos de feno. O marqueteiro argumentava, então, que não se importava com o conteúdo do texto narrado por repórteres na TV. Mesmo que o texto fosse crítico, as imagens se sobrepunham. Os repórteres de TV eventualmente falavam mal de Reagan, mas lá estava o presidente, sorridente, bem iluminado, esbanjando confiança.

Desde então, o poder da imagem se multiplicou. Há um exército disponível para disseminar as imagens com as quais concorda ou não concorda: os usuários das redes sociais. Não foi por acaso que os jornais repetiram sem parar a imagem de Lula, Fernando Haddad e Paulo Maluf, na casa deste. Fizeram isso e depois a Folha foi medir a rejeição à aliança PT-PP. Entre eleitores do PT, teria sido de 64%.

Pronto, o círculo completo: a impressão da imagem confirmada pela pesquisa. Não é de hoje que imagem e pesquisas governam nossa política. Aprendemos com o Reagan.

O PT terá agora 1m43s diários, proporcionados pela aliança com Maluf, para desfazer a imagem. José Serra esteve duas vezes na casa de Maluf para costurar a mesma aliança que acabou fechada com o PT. Aparentemente, não se deixou fotografar. O que me lembra de outro episódio, este durante a crise da dívida externa brasileira.

No governo Sarney, Bresser Pereira foi ministro da Fazenda. O Brasil vinha da moratória e tentava obter condições melhores para pagamento da dívida. Bresser foi a Washington conversar com o secretário do Tesouro, James Baker. Em geral, as autoridades norte-americanas abriam as reuniões com uma photo opportunity, ou seja, uma oportunidade para que fotógrafos e cinegrafistas registrassem o encontro. A proposta de Bresser era de que os bancos dessem ao Brasil um desconto no principal da dívida (ideia mais tarde incorporada ao Plano Brady).

Eu esperava Bresser do lado de fora do prédio. Chovia em Washington. Baker não só não permitiu o registro do encontro, como divulgou uma nota quando Bresser ainda descia as escadarias do prédio do Tesouro. A proposta brasileira, dizia a nota, era “non-starter”, ou seja, não dava nem para conversar a respeito.

Testemunhei isso em muitas outras ocasiões, especialmente envolvendo autoridades dos Estados Unidos em reuniões bilaterais nas Nações Unidas. O controle da imagem como forma de mandar um recado. Quem “estava bem na foto” saia sorridente com o presidente ou com o (a) secretário (a) de Estado. Quem não estava, ficava sem a imagem para poder mostrar ao público, em casa.

A edição mais recente da New York Review of Books tem uma foto muito interessante de Slavoj Zizek, deitado no quarto de seu apartamento, na Eslovênia. Atrás dele, um daqueles cartazes clássicos de Josef Stalin, com o uniforme branco de marechal. Considerando que ninguém faria a foto no quarto de uma casa sem autorização do dono, ou seja, de Zizek, achei a escolha intrigante. Vamos combinar que ninguém quer sair na foto com Stalin.

Zizek é um pensador de grande produção intelectual, parte dela disseminada via Facebook. O texto que acompanha a foto, de John Gray, basicamente diz que as ideias de Zizek não trazem um conteúdo definitivo, como se o movimento fosse mais importante que as ideias em si.

Diz a crítica:


“Com a ordem capitalista prevalente consciente de que enfrenta problemas mas é incapaz de conceber alternativas práticas, o radicalismo sem forma de Zizek é idealmente adequado para uma cultura paralisada pelo espetáculo de sua própria fragilidade. Que exista isomorfismo entre o pensamento de Zizek e o capitalismo contemporâneo não é surpreendente. Afinal, apenas uma economia como a que existe hoje poderia produzir um pensador como Zizek. O papel de pensador público global que Zizek assume emergiu junto com o aparato da mídia e a cultura da celebridade que é integral ao atual modo de expansão capitalista”.

E mais:

“Em um estupendo feito de superprodução intelectual, Zizek criou uma crítica fantasmática da ordem atual, uma crítica que alega repudiar praticamente tudo o que existe e de certa forma repudia, mas que ao mesmo tempo reproduz o dinamismo compulsivo e sem propósito que ele identifica nas operações do capitalismo. Alcançando uma substância enganosa pela reiteração sem fim de uma visão essencialmente vazia, o trabalho de Zizek — que bem ilustra os princípios da lógica paraconsistente — no fim representa menos que nada”.

É mais ou menos a reprise de Che, o revolucionário, como mercadoria. Com o advento das mídias sociais, de certa forma, somos todos Che. Temos nossos 15 minutos de fama, para alegria — e fortuna — do Mark Zuckerberg.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Japão: para melhorar imagem internacional, país dará passagens a blogueiros.

Que tal ganhar passagem grátis para viajar ao Japão?
O governo do país asiático quer melhorar sua imagem turística internacional após os terremotos do início do ano – o número de estrangeiros caiu pela metade em um ano. E anunciou que ajudará a financiar a viagem de blogueiros para que eles postem as suas impressões.

Serão fornecidas passagens gratuitas de volta. Ou seja, a ida é por conta do viajante. “Procuramos blogueiros influentes e outros que possam espalhar ao mundo que o Japão é um lugar seguro para visitar”, disse Kazuyoshi Sato, do gabinete de turismo à Economist. Segundo ele, serão 10 mil passagens aéreas.

Os interessados poderão se inscrever a partir de abril de 2012.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Wall Street contrata agência de RP para melhorar a sua imagem

Revista Imagen

Tras crisis financiera y escándalos diversos, la norteamericana Financial Services Roundtable, entidad que representa a empresas de la industria de servicios financieros, contrató a la agencia de relaciones públicas APCO Worldwide, después de una competitiva licitación de consultoras.
De acuerdo al site de economía y finanzas Bloomberg, las consultoras Luntz Maslansky Strategic Research y DDB también participaron de la puja por ser la firma encargada de “lavarle la cara” a Wall Street después de la pésima imagen que dejaron las entidades financieras norteamericanas por la crisis 2008/2009.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pesquisa mostra que Lula está certo: imagem do Brasil no exterior é positiva

Do Comunique-se

A favor do que garante o presidente Lula, a imagem do Brasil na imprensa internacional é positiva. Uma pesquisa feita pela Imagem Corporativa sobre o terceiro trimestre deste ano mostra que 85%, das 783 matérias analisadas, retrata positivamente o País. No último mês, Lula chegou a dizer que a imprensa nacional é “azeda” e “joga pra baixo”, enquanto que os veículos estrangeiros retratam positivamente o Brasil.
A pesquisa foi feita em 14 dos principais jornais do mundo, comoWashington Post, Le Monde e China Daily. Segundo o estudo, focado nos cadernos de economia e política, fatos como a escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016, acordo militar firmado com a França, exploração de novas reservas de petróleo, foram importantes para a boa imagem do País.
De acordo com a pesquisa, os três jornais que dão mais destaque para o Brasil são: Financial Times (16%), Wall Street Journal (15%) e Clarín (13%). A maioria das matérias coloca o País como um player internacional (26%) pelo relacionamento do Brasil com órgãos e representantes estrangeiros em reuniões como o G20 e Bric.
Comparado com o segundo trimestre, que teve 81% de avaliação positiva, a imagem do Brasil melhorou. Entretanto, alguns assuntos, como divergências comerciais entre Brasil e Argentina, o papel da ditadura brasileira na queda do presidente chileno Salvador Allende, e a devastação da floresta Amazônica e do cerrado, terem sido retratados como negativos para o País.
A imprensa internacional também destacou o Brasil como um bom lugar para investimentos. Mesmo quando o assunto era a crise em Honduras, o País foi retratado positivamente por 85% das reportagens. Sobre a gripe suína, a imprensa estrangeira não fez muitas citações ao Brasil, mas das que foram feitas, 53% eram positivas. A respeito da vitória da candidatura aos Jogos Olímpicos de 2016, 96% das matérias destacaram o aspecto positivo do fato.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tese analisa a imagem pública do Congresso

O jornalista e pesquisador Pedro Noleto defendeu, nesta quinta-feira, na Pós-Graduação em Comunicação da UnB, a sua tese de doutorado intitulada "A imagem pública do Congresso: Uma análise político-midiática".
A banca é formada por Luis Felipe Miguel (orientador) e Fávia Biroli, ambos do Instituto de Ciência Política da UnB; Maria Helena Weber, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Luiz Gonzaga Motta, Luiz Martins da Silva e Luiz Martino (suplente).
Este é um estudo sobre como e por que a imagem pública do Congresso Nacional pode ser vista como cronicamente negativa no senso comum, nas sondagens de opinião pública e nas representações da mídia informativa, bem como nas percepções dos atores políticos. Com esse objetivo, além da síntese de reflexões teóricas que podem ser relacionadas ao campo interdisciplinar da comunicação política, foi realizada uma série de entrevistas qualitativas com 20% dos parlamentares que formavam a Câmara dos Deputados na Legislatura 2003/2007. Embora as conclusões apontem para uma forte conexão entre tal imagem negativa, recorrentes escândalos políticos e questões institucionais de caráter estrutural e conjuntural, há também nesse contexto uma insuficiência de pluralismo político e social que revela um problema maior e mais complexo: a crise da democracia representativa - pois as organizações da sociedade civil não dispõem de canais adequados de participação que permitam a representação equilibrada de suas demandas tanto na mídia quanto no campo político parlamentar.Palavras-chave: imagem pública, Congresso Nacional, mídia e política, democracia representativa.

domingo, 23 de agosto de 2009

Curso ensina a avaliar a imagem das organizações na mídia

Avaliando a imagem das organizações na mídia:
Como construir um projeto de auditoria de imagem

A Comtexto Comunicação e Pesquisa
promove no dia 23/10, entre 8h às 18h, em São Paulo/SP, o
curso Avaliando a imagem das organizações na
mídia: como construir um projeto de auditoria de
imagem,
a ser ministrado pelo prof. Wilson da
Costa Bueno, pioneiro na realização deste trabalho no Brasil.

O curso tem como públicos prioritários
profissionais de Comunicação/Marketing (RPs,
jornalistas, assessores de imprensa,
publicitários, profissionais de marketing),
gestores de comunicação das organizações
(gerentes/diretores de comunicação), professores
de Comunicação e demais interessados. Dá atenção
especial a agências de Comunicação/Relações
Públicas e Assessorias que planejam incorporar
este tipo de trabalho em seu portfólio de produtos e serviços.

Ementa básica do curso
O curso está distribuído em 5 grandes temas:
a) Imagem e reputação das organizações: refinando os conceitos
b) O papel da mídia na formação da imagem das organizações
c) A emergência das mídias sociais e a formação da imagem/reputação
d) A auditoria de imagem na mídia: equívocos e desafios contemporâneos
e) Construindo um projeto de auditoria de imagem

Inscrição no curso
As inscrições estarão abertas a partir de 1º setembro de 2009 e terão o seguinte custo:

Profissionais / professores de Comunicação (pessoas físicas)
Até 30 de setembro: 300 reais
A partir de 1º de outubro: 360 reais

Empresas ou organizações em geral (pessoas jurídicas)
Até 30 de setembro: 360 reais
A partir de 1º de outubro: 450 reais

Informações sobre o curso
Maiores informações podem ser solicitadas pelo
telefone (11) 3872-0351 ou (11) 7124-0359 ou pelo
e-mail: comtexto@comtexto.com.br. Caso tenha
interesse ou necessidade de entrar em contato
diretamente com o professor, utilizar o e-mail professor@comtexto.com.br.