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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Livro: Jornalista de Brasília lança obra sobre Doenças Raras-Ela

Você já ouviu falar sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)?

A doença ficou conhecida no mundo a partir da campanha do “Desafio do Balde de Gelo”, em 2014. Por detrás daquela campanha, mais de 15 mil pessoas no Brasil vivem com diagnóstico de ELA. E um desses brasileiros, é o José Léda.

Há 14 anos, José Léda vive com a doença neurodegenerativa e toda a sua trajetória será contada na biografia “Hei de Vencer”. O livro foi escrito pela jornalista e amiga Hulda Rode, editado pela esposa de José, Sandra Mota Léda, e tem o Prefácio escrito pelo médico Dr. Acary Bulle, chefe do Departamento de Doenças Neuromusculares da UNIFESP. A obra será lançada na próxima sexta-feira, 21 de junho, no Ernesto Cafés Especiais (Asa Norte).

Segundo a autora, a motivação para escrever esta Biografia é a enorme coragem do José para enfrentar, conviver e aceitar a vida com a ELA e suas consequências.

“Com maestria, José fez de seu prognóstico um espetáculo e excelência no viver. As experiências que o acompanham exigem esforço, conhecimento e amor. Amor para enfrentar as intercorrências que lhe são impostas, gradativamente, ao longo de sua jornada. Amor para viver cada minuto da forma que é possível”.

Para Hulda Rode, o título “Hei de Vencer” foi escolhido porque esse é o lema de José e esta Biografia “é um convite a valorizar cada segundo de nossa vida e das pessoas que dela fazem parte. Objetiva, então, falar da vida com a ELA, especialmente, a de José Léda, em todas as suas dimensões. A criança, o homem, o trabalhador, o pai, o esposo, o avô, o filho, o amigo que nos ensina que a coragem é o combustível para vencer todas as estações”.

A biografia “Hei de Vencer” é um projeto editorial vinculado ao Instituto Alta Complexidade Política & Saúde, que atua no acolhimento de pessoas com doenças raras em Brasília e produzido pela Editora HR.

Serviço
Lançamento: Hei de Vencer: A história de José Léda
Data: 21 de junho de 2019
Horário: 18h30 às 22h
Local: Ernesto Cafés Especiais, 108 Norte, Asa Norte, Brasília – DF
Informações: (61) 9.8310-7306

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Cinco concursos movimentam as oportunidades para Jornalistas

Por Chico Sant'Anna, com informações do portal do Instituto Superior de Comunicação - Iscom


Nesses tempos de crise econômica e que a imprensa tradicional vem oferecendo poucas oportunidades de trabalho, a dica é ficar de olho nos concursos públicos, em especial, nos que acontecem nos Estados e municípios.
Pelo menos duas prefeituras, Brodowski, em São Paulo e Maragogi, em Alagoas. estão com inscrições abertas. E atenção, nesses dois casos é bom correr, pois as inscrições terminam dia 31 de maio.
Duas universidades federais, a de Goiás e a do Espirito Santo, também lançaram edital de concurso para jornalistas. As vagas não são para lecionar, mas sim para o exercício da função jornalística nessas instituições. No caso da UFG, além da vaga especifica para Jornalista, há uma segunda para Diretor de Produção, na qual poderão concorrer diplomados em Jornalismo, ou Cinema e Áudio Visual, ou Publicidade e Propaganda, ou Rádio e TV, ou Rádio TV e Internet. Para todas as vagas das universidades, o salário será de R$ 4.180,66.
Também o Conselho Regional de Psicologia do Paraná lançou editar para a seleção de Jornalistas, nesse caso é para a formação de cadastro reserva. O cadastro contará com 25 vagas, todas em Curitiba, com salário de R$ 3.663,75.
Em todos os editais é exigido a formação acadêmica de nível superior em Jornalismo, sendo que no caso da vaga de Diretor de Produção, são aceitas as alternativas acima descritas. 

Confira abaixo as informações detalhadas.

Câmara Municipal de Brodowski, SP
1 vaga de assessor de imprensa
Salário: R$ 3.040,95 + 635,20 (alimentação)
Inscrições até 31 de maio
Taxa: R$ 74,00
Banca: Consulplam (consulpam.com.br)
Data da prova: 7/7/2019 (previsão)
Prova objetiva de conhecimentos específicos (30, peso 5), língua portuguesa (10), matemática, direito administrativo, informática e atualidades (10), prova de títulos
Confira aqui o Edital


Prefeitura de Maragogi, AL
1 vaga para jornalista
Salário: R$ 2.000,00
Inscrição até 31 de maio
Taxa: 90,00
Banca: IDHTEC (idhtec.org.br)
Data da prova: 7/7/2019
Prova objetiva de conhecimentos específicos (25) e língua portuguesa (15)
Confira aqui o Edital


Universidade Federal de Goiás
1 Vaga para jornalista e 1 vaga para diretor de produção (graduados em Comunicação Social)
Salário: R$ 4.180,66
Inscrição: 7 a 26 de junho
Taxa: 150,00
Banca: UFG (cs.ufg.br)
Data da prova: 15 de setembro
Prova objetiva de conhecimentos específicos (40), língua portuguesa (10), informática (5) e matemática (5)
Confira aqui o Edital


Universidade Federal do Espírito Santo
1 vaga para jornalista
Remuneração: R$ 4.180,66 + R$ 458,00 (aux. alimentação) = R$ 4.638,66
Inscrições: 6 de maio a 7 de julho
Taxa: R$ 130,00
Banca: UFES (progep.ufes.br)
Data da prova: 18 de agosto
Prova objetiva de conhecimento específico (20, peso 2), língua portuguesa (5), raciocínio lógico (5), legislação (5) e informática (5)
Confira aqui o Edital


Conselho Regional de Psicologia do Paraná
25 Vagas no cadastro de reserva para jornalista
Salário: R$ 3.663,75 + benefícios
Atuação em Curitiba, 25h semanais
Banca: Quadrix (quadrix.org.br)
Inscrição até 8 de julho
Taxa: R$ 65,00
Data da prova: 28 de julho
Prova objetiva de conhecimentos específicos (50), básicos (40: língua portuguesa, noções de informática, raciocínio lógico e atualidades) e complementares (30: legislação e ética na administração pública e direito constitucional)
Confira aqui o Edital

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Revista seleciona editor pra atuar em São Paulo

A revista Repórter Brasil procura jornalista com experiência em edição de revistas jornalísticas para início imediato.
A vaga é pelo regime CLT e o local de trabalho é São Paulo. .

As habilidades procuradas são:

- Experiência em edição de reportagens para revistas será valorizada
- Experiência com cobertura da questão indígena será um importante diferencial
- Afinidade com cobertura política, direitos trabalhistas e questões socioambientais.
- Rigor e precisão na apuração
- Experiência com jornalismo investigativo será valorizada
- Inglês avançado será valorizado
- Comprometimento, responsabilidade e facilidade para trabalhar em equipe

A Repórter Brasil valoriza a diversidade da sua equipe e esse critério será um fator na seleção

Os interessados devem enviar currículos para o email vagas@reporterbrasil.org.br com o assunto Vaga editor até o dia 8 de maio de 2019.

Juntamente com o currículo devem ser anexadas duas amostras do trabalho de edição e uma reportagem de autoria do candidato.

O currículo deve ser enviado aberto no corpo do e-mail.

domingo, 7 de abril de 2019

Sesi Nacional seleciona Jornalista

O Serviço Social da Indústria - Sesi Nacional, organização vinculada à Confederação Nacional das Indústrias,  seleciona até o dia 19 de abril um jornalista para contratação na função de Analista de Comunicação Junior.

A vaga será para desempenho em Brasília. O candidato deverá possuir graduação em Jornalismo, Registro Profissional, conhecimento em mídias sociais e domínio em ferramentas de áudio, vídeo e mídias diversas.

Deverá possuir ainda experiência na cobertura de eventos, desenvolvimento de textos para atualização de páginas web e mídias sociais.

Os interessados deverão acessar o portal www.vagas.com,br/v1869566 e cadastrar o respectivo currículo até o dia 19 de abril.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Morre o símbolo da fotografia brasileira. Adeus a Gervásio Baptista.



Brasília perde Gervásio Baptista, 97 anos, que nunca se intimidou com o ambiente solene do Palácio. Gervásio, o Gegê, foi uma referência para todas as gerações de fotógrafos



Por Alan Marques, publicado originalmente no Misto Brasília


Gervásio nos deixou hoje, mas estará sempre presente na lembrança de que viu seu sorriso e ouviu suas piadas. Não tinha como não rir com ele e não aprender como ele. Gegê, querido de todos, alegre para todos, gentil com todos. Todos nós sentiremos sua falta.
Deixo uma breve homenagem nas linhas de artigo que fiz sobre ele. É um texto que fala dele por meio do seu legado: fotojornalismo e a fotografia como arte.

Meu carinho!
Gervásio Baptista nunca se intimidou com o ambiente solene do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional ou STF, porque, com a bagagem de quem cobriu a Guerra do Vietnã (1955-75), a Revolução dos Cravos em Portugal (1974) e foi fotógrafo da Presidência da República durante o governo de José Sarney (1985-90), sempre transitou entre togados,  políticos e entre balas com a leveza de quem fotografa a vida mirando a sua efemeridade.

Como tudo começou
O início da carreira desse fotógrafo foi aos 15 anos, quando entrou para o jornal “Estado da Bahia” com uma câmera de chapa de vidro 9×12 e um flash “que colocava fogo em tudo”.
Não tinha nem um ano de casa quando foi pautado para fotografar Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados, recebendo a Comenda do Vaqueiro, no interior do Estado.
Um jumento tinha sido todo preparado com arreios coloridos e quatro homens levantaram Chateaubriand no colo para colocá-lo no lombo do bicho. Chatô vetou a publicação da imagem, mas acabou levando o jovem fotógrafo para trabalhar no Rio de Janeiro, na revista “O Cruzeiro”.
No final da década de 50, já na revista “Manchete”, Gervásio cometeu uma gafe quando pediu um cigarro a um médico argentino que estava em Cuba. Era Ernesto Che Guevara. O guerrilheiro soltou um palavrão e disse que cigarro era coisa de norte-americano e aquilo era um autêntico charuto cubano, “verdadeiro fumo de homem”. A conversa acabou entre risos.

Fotos mais polêmicas

Nem sempre a relação com fotografados foi assim, tranquila. Encarregado de cobrir a missa de 30 dias da morte do marido da ex-miss Brasil Marta Rocha, Gervásio descobriu já na igreja que a viúva tinha proibido a entrada da imprensa. Tentou se esgueirar pelo telhado do prédio, mas acabou despencando perto da beldade. Fez uma única foto, tomou um soco do sacristão e foi preso.
O gosto pelo ângulo privilegiado o levou a subir em uma estátua de anjo durante o funeral do presidente Getúlio Vargas. Enquanto fotografava, sentiu uma pessoa puxando seu pé. “Rapaz, você vai cair daí”, advertia o homem. “Qualquer coisa o senhor me pega”, disse Gervásio para Tancredo Neves, na época ministro da Justiça.
Mais de 30 anos depois, o então presidente eleito Tancredo estava internado no Hospital de Base de Brasília. Era necessário mostrar que Tancredo estava bem e tranquilizar o país. Foi Gervásio, amigo do presidente, o nome lembrado para fazer a imagem esperada por todos.
Depois de fazer o trabalho, o fotógrafo pediu a Tancredo para acenar aos jornalistas de plantão, em frente ao hospital. O presidente não quis, mas prometeu que no sábado seguinte, quando recebesse alta, todos poderiam fazer fotos. Esse dia nunca chegou.

Nota da Redação 

Gervásio Baptista, conhecido como o "fotógrafo dos presidentes", morreu aos 96 anos, na manhã desta sexta-feira (5/4), por causas naturais. Ele estava em um espaço para idosos em Vicente Pires, no Distrito Federal. Nossa homenagem a esse pioneiro do fotojornalismo brasileiro que inspirou tantas gerações.

domingo, 3 de março de 2019

CNJ lança concurso para escolher nova identidade visual

Por Paula Andrade, da Agência CNJ de Notícias

Dica para publicitários, artistas, designers: o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou nesta quinta-feira (28/2) edital do concurso para desenvolvimento da nova identidade visual do sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe). A ideia é renovar o conceito do PJe, da concepção de sistema para a realidade de plataforma, com uma comunidade de desenvolvimento.
Poderão participar do concurso equipes formadas por servidores, estagiários ou prestadores de serviços dos órgãos do Poder Judiciário. É ilimitado o número de equipes e projetos por tribunal ou conselho e pode haver equipes mistas entre os tribunais. Servidores, estagiários, prestadores de serviço do CNJ e respectivos parentes até o terceiro grau não podem participar.
A equipe deverá apresentar o conceito da identidade visual criada, a logomarca, as aplicações e o manual de identidade visual. Todo o trabalho será avaliado por banca julgadora composta por cinco membros: um conselheiro do CNJ, dois profissionais do mercado com atuação na área de criação visual e dois servidores ou colaboradores da Secretaria de Comunicação Social do CNJ.
A inscrição das equipes poderá ser feita por qualquer um de seus integrantes neste endereço eletrônico < www.pje.jus.br/concursopje>, disponível no período de 18 de março a 18 de abril. Os participantes do projeto vencedor ganharão passagem, hospedagem e os ingressos para participar do evento Singularity Brasil 2019.
O resultado do concurso será divulgado no portal eletrônico do CNJ no dia 8 de maio.
O edital pode ser acessado aqui.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Boechat, o mascote da noite


Por Aylê-Salassié Filgueiras Quintão*

Quando a noite desce a sabedoria emerge. A escuridão é o momento da revelação. Estamos falando do acidente que tirou a vida do jornalista Ricardo Boechat, da Rede Bandeirantes, aos 66 anos . É de impressionar a extensão da sua popularidade, representada por um grande número de seguidores em todo o Brasil.  Poucos haviam percebido. Era ainda dia.
Nascido na Argentina e criado por aqui, depois de conviver , na condição de repórter e comentarista, com diversos públicos  dos jornais, da televisão e do rádio,  Boechat terminou captando a alma do brasileiro: o espírito nacional levemente irônico, sua graça,  as angústias tragicômicas e a provincialidade diante das modernidades latentes..
Temido pelos transgressores do mundo político, era amado pelo cidadão comum. A escuridão de sua morte desnudou o reconhecimento da sabedoria que o acompanhava no relacionamento com a população. Todos o assistiam e, um grande número de ouvintes e telespectadores seguiam quase paradigmaticamente  suas críticas e observações de estilo descontraído, mas veementes.
No rádio, então, era imbatível. Sua comunicação com a população fluía, leve e solta . Sabedoria e bom senso competiam, sim, com a comunicação nas redes sociais. Não mentia . O riso irônico refletia a sensação de indignação e impotência do cidadão .Ele e José Simão, com um “Me engana que gosto”,  gargalhavam, sem constrangimentos nem censura, ante declarações ou iniciativas públicas protelatórias ou mentirosas amplamente veiculadas 
Boechat carregava a sabedoria do homem comum. Era invejável a facilidade com que manejava o discurso jornalístico, que, por ser crítico, não deve e não pode subestimar jamais o sentido da autonomia existencial do indivíduo e o esforço do homem pela sobrevivência. Sua morte traz mais uma luz para os sombrios espaços da redação e dos estúdios.