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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Telefonia celular: operadora evangélica quer atrair 5 milhões de usuários

A Movttel e a Assembleia de Deus lançaram na quinta-feira, 1/10, a operadora de telefonia móvel virtual (MVNO) Mais AD, voltada para o segmento evangélico e que tem o objetivo de chegar a 1 milhão de acessos até o fim de 2016 e 5 milhões até 2025, o que a tornaria uma das maiores MVNOs do mundo. Para efeito de comparação, nos EUA, a Virgin, um dos casos mais bem-sucedidos de operadora móvel virtual, tem hoje cerca de 6 milhões de assinantes.

“Queremos nos tornar uma das maiores operadoras de telefonia do mundo em cinco anos”, prevê Raul Aguirre, diretor-geral da Mais AD. “Montamos um negócio exato para a Assembleia de Deus e seus fieis. Com plataforma de conteúdo e acesso às informações da igreja”.

O lançamento ocorreu durante o 69º Encontro Bíblico dos Obreiros em São Paulo. Contou com a presença de mais de 5 mil pastores do Brasil e exterior que chamaram o novo produto de “telefone evangélico”– embora seja vendido apenas o chip (SIM) pré-pago. “Não se vai vender telefone. Vamos vender chips”, afirmou o pastor José Wellington Bezerra da Costa, líder da Assembleia de Deus ao seu rebanho. “Você vai ter tudo aquilo que um telefone tem e Mais AD’”.
A Mais AD, que usará a rede de 3G e 4G da Telefônica/Vivo para funcionar, teve uma ‘oração’ antes da primeira ligação realizada por Aguirre. O “Mais Chip” custará R$ 9,90 e as recargas poderão ser feitas na Rede Trel, em 45 pontos de venda e na rede da Vivo.

Ao preço de R$ 6,90 por semana, o usuário terá acesso a um pacote de internet  de 75 MB, SMS ilimitado e franquia de 100 minutos entre linhas da Mais AD. O cliente da nova operadora móvel virtual terá acesso a conteúdos evangélicos por SMS, como: pedidos de oração, momento com a bíblia, endereço de igrejas, testemunhos, informativo evangélico, tema da semana e calendário.

‘Igual a Avon...’

Na sociedade, a Movttel possui 50% das ações e os outros 50% são pertencentes a uma entidade ligada à Assembleia de Deus. A Vivo fica responsável pela estrutura da rede de telefonia e sua parceira evangélica cuidará da logística, marketing e comércio. As proporções de divisão de receita com a Vivo não foram divulgadas.

A Mais AD usará a estrutura da igreja para vender os chips telefônicos, inicialmente nas 18 mil representações da Assembleia em São Paulo e em cidades do interior paulista. As igrejas do interior poderão instalar franquias. Questionado sobre um possível impacto da crise econômica na nova operação, o diretor-geral acredita que a Mais AD pode crescer mais com o momento financeiro difícil no País, pois os fieis “ficam mais unidos” neste período.

A força de vendas em São Paulo é composta por sete supervisores, 45 vendedores e 400 colaboradores (voluntários), em um sistema de vendas “porta em porta” e similar à Avon”, explica Aguirre. Todos os vendedores são fieis da igreja.
Concorrência
Além da comunidade de fiéis da Assembleia de Deus, a Mais AD aposta em parceria com outras igrejas para crescer e em uma futura internacionalização da operadora. Mas Aguirre espera rivais de outras “denominações evangélicas” em pouco tempo. Uma das possíveis rivalidades pode ser com outra enabler: a Sisteer. A empresa francesa trabalha com o público cristão por meio de MVNOs fora do Brasil, e possui autorização da Anatel para funcionar no País.


Histórico

A Mais AD surgiu em janeiro deste como “Alô”, ao ser aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) como operadora de telefonia móvel virtual credenciada pelo órgão regulador brasileiro tendo a Movttel sendo sua enabler – faz o elo entre Vivo e Mais AD.  A operadora evangélica demorou oito meses para tornar-se ativa. Aguirre explicou que a demora deu-se por “integrações sistêmicas e complicadas com a Vivo”, tanto que apenas o acesso pré-pago foi liberado e não há previsão para o pós-pago.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Torpedos respondem por 30% da receita da Telefônica/Vivo

Por Fernando Paiva, do Mobile News

Um dos principais destaques no balanço financeiro da Telefônica/Vivo referente ao primeiro trimestre deste ano foi, mais uma vez, o segmento de dados e serviços de valor adicionado (SVA), no qual estão incluídas as receitas com Internet móvel, SMS/MMS e conteúdo móvel em geral. O faturamento com esses serviços cresceu 18,8% em relação ao primeiro trimestre de 2012, passando de R$ 1,32 bilhão para R$ 1,57 bilhão. Dados, SMS e conteúdo móvel agora representam 30% da receita da Telefônica/Vivo com serviços móveis, uma das mais altas participações entre operadoras latino-americanas.
Dentro desse segmento, o melhor desempenho foi o da receita com Internet móvel, que aumentou 22,5% em um ano, alcançando R$ 812,9 milhões. A Internet móvel respondeu, portanto, por 52% da receita com dados e SVAs da operadora entre janeiro e março. O crescimento é atribuído à venda cada vez maior de smartphones e de planos de dados, especialmente o 3GPlus, que dá acesso à rede HSPA+ da operadora. Vale destacar que a receita com venda de handsets da Telefônica/Vivo no primeiro trimestre foi de R$ 365,8 milhões, o que corresponde ao dobro do registrado no mesmo período de 2012. O volume de handsets comercializados, contudo, cresceu menos. A melhora na receita se deve à mudança no mix de aparelhos, com aumento da participação de smartphones e, consequentemente, do tíquete médio das vendas, explicaram executivos da empresa durante teleconferência com analistas internacionais na manhã desta terça-feira, 7.

SMS

A receita com SMS peer-to-peer, ou seja, com mensagens trocadas entre usuários, cresceu 14,5% na comparação anual entre trimestres, atingindo R$ 511  milhões. Contribuíram para esse aumento a criação de um pacote de SMS ilimitado para pós-pagos a R$ 10/mês e a campanha Vivo Sempre, com oferta de SMS a R$ 0,05.

Conteúdo móvel

Outras receitas de dados e SVAs registraram crescimento de 16,4%, alcançando faturamento de R$ 242,2 milhões no primeiro trimestre. A companhia destacou o desempenho de três serviços de conteúdo móvel em particular: a plataforma de educação, o Vivo Som de Chamada e o portal de voz, cujos faturamentos cresceram, respectivamente, 13,8%, 20,2% e 32,9%, em relação ao mesmo período de 2012. O Vivo Som de Chamada alcançou ao fim de março 6,6 milhões de assinantes e a plataforma de educação, 3 milhões.